por Rodrigo Barrenechea
| Fotos: RB |
Neste dia 3 de outubro, ocorreu na Praça XV, no centro do Rio, um ato contra o leilão do campo de Libra, na Bacia de Santos. Além disso, o ato comemorava os 60 anos da Petrobrás, criada após uma intensa campanha que propunha assegurar o controle nacional sobre tão importante recurso natural. Com diversos artistas, como Toninho Geraes, Noca da Portela, o grupo de samba "Saias da Folia", entre outras atrações, sendo encerrado pela banda de rock El Efecto. Mais de mil pessoas passaram por lá e os gritos de "Fora Cabral!" eram ouvidos constantemente, assim como manifestações contra a venda do campo de Libra, tanto do público quanto dos artistas presentes.
Dilma mentiu sobre as privatizações!
| Banda El Efecto faz o encerramento do ato-show |
Quando estava em campanha eleitoral, a então candidata Dilma Roussef afirmou que não ia vender as riquezas do país, especialmente o petróleo do pré-sal. No entanto, desde que assumiu a presidência, privatizou estradas, aeroportos e até estádios de futebol. Mas agora se prepara para a maior venda do patrimônio público da História do Brasil!
O campo de Libra, na bacia de Santos, tem potencial para duplicar as reservas petrolíferas do país. A Petrobrás, por sua parte, é a única empresa com tecnologia para explorá-lo. No entanto, o governo federal e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) preparam o leilão das reservas, sob o regime de concessão, onde a Petrobrás entra com os poços e a tecnologia. Já os sócios, as grandes petrolíferas, ficam com a maior parte dos lucros. Entretanto, a população foi, em algum momento, consultada sobre isso? Tal riqueza, extremamente importante para o país, deveria ser vendida a um preço que se estima ser 250 vezes menor que o valor das reservas?
| CSP-Conlutas presente no ato |
Ainda sobre a estatal do petróleo, nos últimos 15 anos, a maioria dos funcionários ligados à produção deixou de ser concursado, passando a pertencer a empresas terceirizadas, como a OGX de Eike Batista. Achamos que a Petrobrás deve ser fortalecida, com seus funcionários sendo concursados, e o regime de terceirização abandonado.
O PSTU defende o cancelamento imediato do leilão; ainda mais após as denúncias de espionagem industrial na Petrobrás por parte do governo norte-americano, que atingiram até mesmo a presidência da república. Defende também o fim do regime de concessões, a re-estatização das jazidas já leiloadas, o fim da ANP e uma Petrobrás 100% estatal, sob o controle dos trabalhadores (as).
A Campanha contra o Leilão não para aqui. Nos dias 17 de outubro, o país deve ser sacudido por mobilizações, e no dia 21, dia do leilão, um grande ato contra a privatização do petróleo do pré-sal vai ocorrer. Não vamos deixar esse saque ocorrer sem resistência!