O funcionalismo federal realizou nesta terça-feira, 31 de julho mais um Dia Nacional de Luta. No Rio de Janeiro cerca de 4 mil servidores públicos federais e estudantes em greve ocuparam hoje algumas das principais avenidas do centro da cidade. O objetivo foi aumentar a pressão sobre o governo da presidente Dilma e a manifestação fez parte do Dia Nacional de Luta dos SPF’s, tirado pelo Comando Nacional de Greve (CNG) após a Marcha a Brasília.
Como mesmo após três meses de greve, e oito rodadas de negociações infrutíferas, os o governo se recusa a negociar o movimento grevista tem agitado o mote “Chega de enrolação, negocia Dilma!” e os manifestantes aproveitaram para denunciar o enorme gasto com o pagamento da dívida pública (agiotas e especuladores do mercado financeiro), que chega à 47% do PIB, enquanto que o reajuste proposto pelos servidores (22,08%) não atinge nem o percentual de 3% do PIB (Produto Interno Bruto).
Além dessas bandeiras a pauta unificada do funcionalismo reivindica, manutenção das 30 horas sem redução de salário, concurso público, melhores condições de trabalho, mais verbas para o setor público, não à privatização e suspensão de projetos que retiram direitos dos servidores.
É bom frisar que a intransigência do governo Dilma se baseia na necessidade de impor um forte controle fiscal e limitar os gastos por conta dos reflexos da crise econômica internacional no Brasil.
Por outro lado, Dilma continua concedendo isenções fiscais para as grandes empresas com a suspensão do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) mas não se coloca intransigentemente na defesa do emprego e dos trabalhadores, como no caso da GM de São José dos Campos.
O ato que foi convocado de forma unitária pelas entidades dos servidores e estudantes em greve e pelas centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT e CTB e seus sindicatos filiados teve a presença de muitos trabalhadores de outras categorias e do movimento popular.
Os militantes As candidaturas e do PSTU, como a do candidato à prefeito do Rio Cyro Garcia também marcaram forte presença levando sua solidariedade ao manifestantes.O ponto negativo foi o forte aparato policial montado pelo governo Cabral que chegou a perfilar o Batalhão de Choque na porta da Alerj.


















