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10/03 - Ato Unificado pelo Dia de Luta da Mulher Trabalhadora

Nessa segunda-feira, 10 de março, 2 dias após o Dia Internacional da Mulher, diversos movimentos feministas promoveram no Rio um ato exigindo o fim da violência contra a mulher, o fim do machismo, do racismo e da lesbo/trans/bifobia e denunciando os gastos e desmandos com a preparação para a Copa do Mundo.

A marcha ocorreu da Candelária até a Central,  onde o microfone foi aberto para as falas dos manifestantes. Um forte aparato policial acompanhou todo o trajeto da marcha.

Veja galeria de fotos no facebook:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1474923806053202.1073741853.1393713314174252&type=1

Dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, um dia de luta!

Coluna do MML no ato do dia 8 de março na Lapa/Rio
Samantha Guedes, coordenação do MML

A construção das duas datas do dia 8 e 10 de março  de 2014 foi feita por várias entidades que compõe o fórum de mulheres dentre elas Movimento Mulheres em Luta da CSP-Conlutas, Quilombo Raça e Classe da CSP-Conlutas, PSTU, SEPE, LSR, PSOL, Marcha Mundial, CAMTRA entre outras entidades. No dia 8 de março onde teve o arrastão de mulheres  na  Lapa  estiveram presentes cerca de 500 pessoas. 

É importante ressaltar que o ato denunciou os bilhões que são investidos na Copa do Mundo e os R$0,26 investidos contra a violência em cada mulher no Brasil pelo governo de Dilma do PT. No ato foram feitas palavras de ordem e dentre uma delas apoiando a greve das(os) garis. 

É bom lembrarmos que no dia 10 de março às 17h na Candelária sairá uma passeata de mulheres em direção a estátua de Dandara , a continuação das denúncias, da omissão deste governo em relação as políticas públicas relacionadas as mulheres. 

A construção das duas datas do dia 8 e 10 de março foi feita por pelo Fórum de Mulheres e tem como eixo: BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES! 
CHEGA DE MACHISMO, RACISMO, LESBOFOBIA, TRANSFOBIA, BIFOBIA E DINHEIRO PARA COPA!

Leia mais em 

Roda de Conversa do Movimento Mulheres em Luta nessa Sexta


O Movimento Mulheres em Luta do Rio de Janeiro está chamando uma roda de conversa sobre o I Encontro Nacional do Movimento que ocorreu dias 4, 5 e 6 de Outubro para organizar a luta das mulheres aqui no estado. Compareça! No final teremos uma confraternização!

Sexta - 18/10/13 - 18h, no SINDSPREV RJ - Rua Joaquim Silva, 98, Lapa.

Debate marca o início do I Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta

Mesa de abertura reafirma a necessidade de um movimento de luta feminista e classista

Raíza Rocha e Camila Chaves, direto de Belo Horizonte (MG)
Uma mesa representando diversas entidades de esquerda, do movimento sindical e feminista marcou a abertura oficial do I Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta, o MML, movimento classista e feminista ligada à CSP-Conlutas. A abertura deste que pode ser um evento histórico para as mulheres trabalhadoras ocorreu em Belo Horizonte e reuniu algo como 500 mulheres.
A mesa que abriu o encontro contou com representantes da CSP-Conlutas, Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Frente pela Legalização do Aborto, Marcha das Vadias-BH, Marcha Mundial de Mulheres, MTST, Movimento Luta Popular, Rede Feminista, PSOL, PSTU e LER-QI. Estiveram presentes ainda representações internacionais da Argentina, Estado Espanhol, Índia, Inglaterra, Alemanha e da Síria.
"Este encontro materializa nossa certeza desse projeto que discutimos para a CSP-Conlutas", afirmou Joaninha Oliveira, representante da central referindo-se à ideia de construir e impulsionar uma organização que unisse não só os sindicatos, mas os movimentos sociais e as organizações de luta contra as opressões, como o próprio MML.
A dirigente do PSTU, Vanessa Portugal, destacou o caráter histórico do encontro. "Talvez as mulheres mais jovens que estão aqui não tenham a dimensão deste encontro, mas podemos afirmar que se trata do maior encontro classista de mulheres dos últimos 20 anos", disse, ressaltando que ele está sendo realizado justamente no momento em que a presidência está nas mãos da primeira presidente mulher do país, numa crítica à tese do "empoderamento". "Algumas certezas estão sendo destruídas, mas outros sonhos vão se construindo", afirmou, sendo muito aplaudida.
Vanessa se delimitou ainda com os movimentos feministas que não contam com o recorte de classe e reduzem a luta à questão de gênero. "Sem os homens não é possível a luta pelo socialismo, mas sem as mulheres também não", disse."Eu sou de luta/sou radical/estou em luta no Encontro Nacional" entoavam as mulheres dos mais variados cantos do país.
Já Laura Symbalista, da Frente pela Legalização do Aborto reafirmou que "este encontro é extremamente importante para reunir e organizar o movimento feminista". Helena Silvestre, do Movimento Luta Popular, que dirige atualmente uma ocupação urbana com mais de mil famílias em Osasco, destacou a importância da luta das mulheres. "Historicamente, as mulheres sofreram várias imposições: na saúde, na educação, na família; o machismo de alguma forma impôs um lugar pra ela”, denunciou, afirmando em seguida que “é preciso lutar contra essa imposição e mostar que o lugar da mulher é onde ela quer estar e na luta, disse”.
Lola Escreva Lola
Lola Aronovich, professora de Letras da UFC e autora do blog Escreva Lola Escreva, referência no assunto e no movimento feminista, relembrou uma coincidência entre as datas em que surgiram seu blog e o MML, ambos em 2009. "Meu blog é pessoal, virtual; já o MML é coletivo e social", disse. "Muitas mulheres se descobriram feministas lendo meu blog, ficaria muito feliz caso essas mulheres viessem a encontrar uma ferramenta política como o MML para fortalecer a sua luta por direito", afirmou.

A blogueira elogiou a diversidade encontrada ali. “Acho fantástico qu estejamos em um movimento de mulheres que tem tantas negras, homossexuais, transexuais, trabalhadores; é preciso que os movimentos e os partidos políticos deem ainda mais voz a essas mulheres”, defendeu.
Lola não deixou de criticar o governo Dilma. Embora considere que sua eleição foi “importante”, ela disse estar “muito decepcionada com esse governo”. “Eu esperava mais do primeiro governo de uma presidente mulher nesse país”, afirmou.
Expectativas superadas
A preparação do encontro já havia demonstrado bastante força, com pré-encontros realizados nos estados, assim como diversas campanhas financeiras realizadas pelas mulheres para viabilizar a ida das caravanas a Minas, mantendo a independência financeira e política em relação aos governos. Já as inscrições confirmaram a agitação nas regiões, superando todas as expectativas com algo como 2300 mulheres.

Após a abertura, o encontro segue nos dias 5 e 6 na cidade de Sarzedo, na grande Belo Horizonte.

MML: Um encontro construído pela base

Avança a organização do Primeiro Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta. O encontro será realizado em Sarzedo (MG), nos dias 4,5 e 6 de outubro

Cartaz oficial do encontro
O 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML) será uma nova oportunidade de reunirmos a juventude que foi às ruas em junho e a classe trabalhadora que fez greves e paralisações nos dias 11 de julho e 30 de agosto.
O Encontro do MML já está em marcha. Diversos estados realizam plenárias, pré-encontros e encontros estaduais. Os encontros têm sido momentos fundamentais de estruturação do Movimento Mulheres em Luta nos estados, além de alavancar a convocação das mulheres trabalhadoras para o Encontro Nacional. Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Aracaju, Maceió, Juazeiro, Recife, São Luis, Natal, Teresina, Santos, Rio de Janeiro, São José dos Campos, Belém e Florianópolis já realizaram suas plenárias e encontros.
Em todos esses pré-encontros estiveram presentes mulheres trabalhadoras da construção civil, metalúrgicas, professoras, bancárias, funcionárias públicas, estudantes, petroleiras, donas de casa etc. Algumas das participantes são dirigentes de seus sindicatos e boa parte delas são trabalhadoras da base, que provavelmente tiveram como primeira atividade política a participação nos encontros regionais.
Isso demonstra o efeito positivo de uma tática organizativa e de luta para mobilizar um setor da classe trabalhadora que é mais difícil de mobilizar: as mulheres trabalhadoras. Essa dificuldade existe não porque as mulheres sejam mais fracas e frágeis, mas porque somos mais exploradas e oprimidas.
Um Encontro que vai reunir as lutas
Apesar dessa dificuldade, também é fato dizer que, quando as mulheres trabalhadoras se mobilizam, as lutas ganham muito mais força. Esse é o exemplo que vimos na greve da construção civil de Belém. Assim também acompanhamos na heroica greve da saúde do Rio Grande do Norte. A greve da Educação do Rio de Janeiro também é categórica no sentido de mostrar que as mulheres podem e devem estar a frente das mobilizações, o que confere uma força especial a essas greves e lutas. A força das mulheres jovens também foi visível nas massivas mobilizações da luta contra o aumento da passagem em junho.

Todas essas lutas estarão presentes no encontro do primeiro final de semana de outubro.
CSP-Conlutas e sindicatos organizam o apoio ao encontro
Na última reunião da Secretaria Executiva Nacional ampliada, a CSP-Conlutas discutiu seu envolvimento na preparação do Encontro. É muito importante que os sindicatos entrem com força na construção política do Encontro Nacional, realizando atividades para fortalecer a convocação das mulheres de suas bases. O debate na reunião compreendeu que essa necessidade existe porque além da importância do Encontro em si, e do fortalecimento do MML, a luta pela incorporação das mulheres nas lutas e nas direções sindicais é importante para o fortalecimento dos Sindicatos e da própria CSP- Conlutas.

Iniciativas
Pelo país, as “Feijoadas do MML” tem sido as principais formas de arrecadação financeira. O MML segue primando pela independência financeira, buscando financiamento através de suas atividades e pela relação política com as entidades da classe. Essa é uma forma de seu comprometimento político seguir sendo apenas com a luta das mulheres trabalhadoras.

O MML e a reorganização
A abertura de um novo momento de lutas no país permite dizer que há um enorme espaço para construção do encontro na base das categorias e dos movimentos populares organizados. É por isso que a Executiva Nacional do MML estima a presença de 1.000 mulheres no encontro. Uma grande demonstração de força do MML e das lutas das mulheres trabalhadoras.

O encontro do MML é parte de um processo vivo de reorganização que foi incendiado pela retomada das lutas no país. É por isso, que este encontro quer contar com a presença de entidades e organizações que protagonizam importantes debates sobre o processo de reorganização do movimento sindical, popular e estudantil. Em sua mesa de abertura, o encontro vai contar com a presença de Lola, do Blog “Escreva, Lola, escreva”, que ganhou repercussão nos embates com os comentários machistas dos comediantes Rafinha Bastos e Danilo Gentili.
Presença internacional
Está confirmada a participação de Soma Marik, ativista indiana, professora universitária que é parte da luta contra os estupros no país. Com sua presença, temos a expectativa de encaminhar uma grande campanha classista no Brasil e em nível internacional contra a violência às mulheres.

A violência do Estado
Está confirmada a presença de Elisabeth, esposa de Amarildo, o pedreiro da construção civil, morador da Rocinha que há dois meses está desaparecido e foi visto pela última vez sendo abordado pelos PMs da UPP da Rocinha. Elisabeth vai nos contar sobre sua luta, que virou uma luta de todo o país e com isso demonstrar que o Estado brasileiro segue sendo muito cruel com a classe trabalhadora, o que tem forte impacto sobre as mulheres trabalhadoras.

Publicado originalmente no Opinião Socialista 468
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Depois do dia 30, toda força ao 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta!

Encontro será realizado na cidade de Sarzedo (MG) entre 4 e 6 de outubro


Convocação do encontro no 30 de agosto em Belém (PA)
O Movimento Mulheres em Luta escolheu o dia 30 para colocar seu 1º Encontro Nacional nas ruas. Não haveria data mais oportuna: este forte dia de luta foi mais uma tentativa importante e bem sucedida de reunir as principais expressões das lutas desenvolvidas a partir do mês de junho, quando enormes mobilizações explodiram no Brasil e, com elas, a vontade da juventude e dos trabalhadores de lutar pelos seus direitos, por saúde e educação públicas e de qualidade, assim como por salário, terra, moradia e transporte.
O 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML) será uma nova oportunidade de reunirmos a juventude que foi às ruas em junho e a classe trabalhadora que fez greves e paralisações nos dias 11 de julho e 30 de agosto.
Pré-encontros regionais fortalecem Encontro Nacional
O Encontro do MML já está em marcha. Diversos estados realizam plenárias, pré-encontros e encontros estaduais. Além de organizar as lutas das mulheres contra a violência, por creches e salário igual, os encontros têm sido momentos fundamentais de estruturação do Movimento Mulheres em Luta nos estados, além de alavancar a convocação das mulheres trabalhadoras para o Encontro Nacional. Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Aracaju, Maceió, Juazeiro, Recife, São Luis, Natal e Santos já realizaram suas plenárias e encontros. Ainda estão agendados encontros no Rio de Janeiro (14/09), São José dos Campos – SP (15/09) e Vitória - ES (22/09).

Contar com a força da CSP-Conlutas e dos sindicatos
Em sua próxima reunião da Secretaria Executiva Nacional ampliada, a CSP-Conlutas vai discutir e organizar seu envolvimento na preparação do Encontro. O MML é o principal movimento de mulheres filiado à CSP-Conlutas. É muito importante que os sindicatos entrem com força na construção política do Encontro Nacional, realizando atividades para fortalecer a convocação das mulheres de suas bases.

Importantes iniciativas
O Sinasefe realizou seu seminário de opressões, os sindicatos da Construção Civil de Belém e de Fortaleza já definiram a presença de companheiras de suas bases e da diretoria. As metroviárias em São Paulo já realizaram uma reunião do MML da categoria e organizam a delegação ao Encontro. As professoras de São Paulo confeccionaram um material específico do MML para a educação. Metalúrgicas, bancárias, professoras, mineiras, estudantes, funcionárias públicas, em todo o país, começam a transformar a idéia de realização do 1º Encontro Nacional do MML em realidade. Uma realidade que fortalece a luta e a organização das mulheres trabalhadoras no país e, por conseqüência, a luta e a organização de toda a classe.

O MML de Belém está organizando a “Feijoada do MML” para alavancar sua campanha financeira para levar a delegação ao encontro. Por todo o país, as campanhas financeiras serão base fundamental da presença das delegações no Encontro. O MML segue primando pela independência financeira, buscando financiamento através de suas atividades e pela relação política com as entidades da classe. Essa é uma forma de seu comprometimento político seguir sendo apenas com a luta das mulheres trabalhadoras.
O Encontro do MML e a reorganização
A abertura de um novo momento de lutas no país, com a presença de muitas mulheres à frente desses processos, assim como a presença de bandeiras das mulheres com destaque nas mobilizações, como a luta contra o “Bolsa Estupro” (Estatuto do Nascituro), permite dizer que há um enorme espaço para construção do encontro na base das categorias e dos movimentos populares organizados. É por isso que a Executiva Nacional do MML estima a presença de 1000 mulheres no encontro. Uma grande demonstração de força do MML e das lutas das mulheres trabalhadoras.

O Encontro do MML é parte de um processo vivo de reorganização que foi incendiado pela retomada das lutas no país. É por isso, que este Encontro quer contar com a presença de entidades e organizações que protagonizam importantes debates sobre o processo de reorganização do movimento sindical popular e estudantil no país e que estiveram presentes no Seminário de Porto Alegre.Em sua mesa de abertura, o Encontro vai contar com a presença de Lola, do Blog “Escreva, Lola, escreva”, que ganhou muita repercussão nos embates com os comentários machistas dos comediantes Rafinha Bastos e Danilo Gentili. Também haverá uma delegação internacional, para refletir as lutas das mulheres no mundo.
Fortalecimento de um movimento classista, independente e de luta
A reunião de mulheres trabalhadoras e da juventude, com as diversas formas de organização da classe, seja através do movimento sindical ou popular, assim como a reunião de lutas internacionais e expoentes das lutas e da reorganização aqui no Brasil, apontam para um Encontro de mulheres com muita força.

Toda essa força deve estar a serviço da construção de um movimento independente dos governos e dos patrões, um movimento firme na concepção classista de luta e de organização das mulheres. Portanto, um movimento que saiba localizar que o fato de Dilma Roussef (PT) ser mulher não assegura nada para as mulheres trabalhadoras, uma vez que a presidenta optou por governar para os ricos e poderosos.
Na medida em que apontamos para o fortalecimento da organização e da luta de quase metade da classe trabalhadora brasileira, nos asseguramos cada vez mais que a luta das mulheres trabalhadoras fortalece homens e mulheres da classe trabalhadora. O machismo é uma ideologia que divide e enfraquece a classe trabalhadora e, por isso, cada vez que essa ideologia é combatida de forma consciente e organizada e, ao mesmo tempo, associada permanentemente às lutas contra a exploração das mulheres trabalhadoras, golpeamos o sistema capitalista, golpeamos o lucro dos patrões, golpeamos os governos e fortalecemos a luta da classe de conjunto.
As mulheres trabalhadoras que estiveram nas mobilizações de Junho, nas greves e paralisações dos dias 11 de Julho e 30 de agosto, não podem ficar de fora desse Encontro. Venham fazer parte da história e do fortalecimento de uma visão classista de luta e organização das mulheres.

Aqui no Rio de Janeiro será realizada o pré-encontro estadual do MML no dia 14 de setembro, Sábado, das 9:30h às 15h, no Sindsprev-RJ (Rua Joaquim Silva, 98-A, Lapa, Rio de Janeiro - RJ)
Acompanhe todas as informações sobre programação e organização no blog doMovimento Mulheres em Luta

11 de julho: um dia de luta também contra as opressões


Zona Sul de São Paulo
O dia 11 de julho de 2013 já entrou para a História com uma das maiores e mais importante mobilizações já vistas neste país. Marcado pela entrada da classe operária, com suas bandeiras e métodos de luta, nas mobilizações contra as políticas econômicas e demais descaminhos do governo do PT, o “11 de julho” também foi marcado pela unidade dos movimentos sociais, inclusive os que lutam contra o racismo, o machismo e a homofobia.
Do Norte ao Sul do país, os manifestantes exigiram o “Fora Feliciano”, repudiaram a violência contra as mulheres e o “estatuto do nascituro” (ou a “bolsa-estupro”, que é o seu verdadeiro significado) e protestaram contra a discriminação racial e genocídio da juventude negra levado a cabo pela forças de repressão do Estado.
No interior das colunas organizadas pela CSP-Conlutas, movimentos como o Quilombo Raça e ClasseMulheres em Luta e o Setorial LGBT da entidade, levantaram estas bandeiras, com orgulho, lado a lado das bandeiras dos movimentos sindical, estudantil e popular, com a certeza de que a única forma de lutar consequentemente contra a opressão é em estreita unidade com os trabalhadores e a juventude, e no combate direto ao sistema que oprime para explorar ainda mais.
Mulheres trabalhadoras em luta
Um exemplo particularmente significativo da combinação da luta contra a opressão e a exploração foi dado na metalúrgica Chris Cintos, na Zona Sul de S. Paulo, onde oMovimento Mulheres em Luta (MML) saudou milhares de trabalhadoras que paralisaram a fábrica e se juntaram ao arrastão que tomou as ruas dos “corredores” de fábricas da região e seguiu até o Largo Treze, no centro do bairro.

A empresa, que se apresenta como a maior fabricante de cintos de segurança do país, conquistou este título às custas da extrema exploração de cerca de 1800 trabalhadores, a sua grande maioria mulheres (dentre delas, muitas negras). Uma exploração fortemente alimentada pelo machismo.
Enquanto se organizavam para a assembleia, as trabalhadoras davam exemplos e mais exemplos do que passam no interior da fábrica. Uma regra absurda faz com que, quando têm que levar seus filhos ao médico, as operárias sejam descontadas no dia da consulta e no domingo; o assédio sexual é constante e o assédio moral acompanha o absurdo ritmo de trabalho que é imposto por chefetes que atuam de forma ditatorial e patriarcal no interior da fábrica.  
Também foi contra tudo isto que as operárias aclamaram a proposta do sindicato de parar a fábrica logo após terem entrado para o turno da manhã. E também foi por sentirem, no dia a dia, a opressão machista que as trabalhadoras saudaram com grande entusiasmo a fala da professora Janaina Rodrigues, da oposição da Apeoesp, dirigente do MML e da Secretaria de Mulheres do PSTU, logo após a votação da adesão à greve.
“Hoje, os brasileiros estão fazendo História, promovendo um forte e combativo dia de paralisação nacional. E vocês, aqui e agora, estão construindo um lindo capítulo desta história. Especialmente vocês, mulheres, são motivo de orgulho para todos nós. Estão demonstrando que são guerreiras e dando um importante passo para quebrar as amarras do machismo e da exploração que as oprimem e impõem precárias condições de vida. Um passo ainda mais certeiro, porque dado ao lado de milhões de outros trabalhadores, num dia de enfrentamento não só contra os patrões da fábrica, mas também contra Dilma, Alckmin, Haddad e todos aqueles que mantém esta situação inaceitável ”, disse Janaína.
Nossa luta é todo dia! Contra o machismo, o racismo e a homofobia!
Enquanto o ato avançava pelas ruas e avenidas da Zona Sul, Janaína destacou a importância da paralisação da Chris Cintos: “Para nós, do MML, o que vimos hoje, aqui, justifica nossa própria razão de existir. Dentre todas as fábricas paralisadas na Zona Sul, esta é a que tinha o maior número de mulheres e o exemplo que elas deram tem uma importância histórica para o tipo de movimento que queremos construir. Por um lado, aqui estão concentrados, de forma gritante, todos os horrores que são enfrentados pelas mulheres da classe trabalhadora, todos os dias. Por outro, ao aderirem ao movimento, estas mulheres deram uma demonstração de sua garra e de que a luta contra o machismo é, também, uma luta contra o sistema que dele se beneficia”.

Assim como muitos outros que paralisaram as fábricas pela manhã, várias trabalhadoras se juntaram ao ato na Paulista, no meio da tarde. E, lá, também puderam ouvir a fala de Ana Luiza Figueiredo. Ana Luiza falou em nome do PSTU e também destacou a importância da luta contra a opressão e a exploração.
“Estamos aqui para lutar pelos nossos direitos e por melhores condições de vida mas, também, não podemos esquecer que exigimos o fim de toda e qualquer forma de opressão e da absurda exploração que é imposta a milhões daqueles que são historicamente marginalizados. Também estamos aqui para dizer em alto e bom som ‘Fora Feliciano’, ‘Não ao estatuto do nascituro’, ‘Chega de genocídio da juventude negra e pobre nas periferias’, lembrou a dirigente do PSTU.

Milhares na Maré: solidariedade às famílias das vítimas e à comunidade

Por Miguel Malheiros

Uma chuva miúda ainda caía quando o ônibus se aproximava da passarela 9 da Av. Brasil, o local marcado para o ato. Era como se a natureza também quisesse fazer-se solidária à dezena de assassinados em uma incursão da Polícia Militar, do governador Sergio Cabral, na Maré. 

    Um policial aborda o piloto do ônibus e ordena: “não pode parar, só depois do mercado”. Aproveito e desço.
    Encontro companheiras e companheiros. Aí já estão professoras, professores, camaradas do PSTU, da CSP-Conlutas, do Movimento Mulheres em Luta, do Quilombo Raça e Classe, estudantes.

    A chuva pára. Aqui e ali já se ouvem algumas palavras de ordem. Denúncias do Cabral, da truculência da polícia, do apoio da Globo à ditadura, chamados à greve geral em 11 de julho. Em pouco tempo o ato encorpa, somos milhares.

    Começam as primeiras falas. E aí faltou sensibilidade para dar corpo à ideia de que a luta tem que expandir para além das fronteiras da comunidade, transformar-se em luta geral dos trabalhadores e do povo.

    Digo isso porque não garantiram a fala da CSP-Conlutas. A ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre); o MML (Movimento Mulheres em Luta) e outras organizações também não puderam falar. Todas estavam inscritas, mas não receberam autorização para subir no carro de som. Conseguimos garantir apenas a fala do SEPE-RJ. Mesmo assim os milhares de lutadores que vieram trazer sua solidariedade não arredaram pé do local.

    A pista lateral da Brasil, sentido zona oeste, é interditada. Faixas são penduradas na passarela. Pirulitos com os nomes das vítimas vão sendo erguidos, ao menos uma das vítimas tinha 16 anos. Penso, podia ser meu aluno.

     Espantosamente alguém no carro de som diz: “quatro dos mortos eram inocentes”. Como é? Fazemos um ato para admitir que a polícia do Cabral pode atirar e matar se a pessoa for suspeita de ser do “movimento”, do tráfico? Fazemos um ato para admitir que alguns eram culpados, mesmo sem um processo formal com direito à defesa? Se quatro eram inocentes não havia problema dos demais serem fuzilados? 

    Sempre é bom lembrar nesse país não existe pena de morte. Sempre é bom lembrar que a esse Estado capitalista que mata devemos negar sempre a pena de morte. Devemos negar sempre a redução da maioridade penal. Afinal, sem esses instrumentos foram 25 mortes em 30 dias. Entre as vítimas havia muito em comum, a maioria negros, pobres, moradores da comunidade.

    É fato: uma verdadeira indústria da morte está consumindo os filhos e filhas da classe trabalhadora. São os filhos e filhas da nossa classe que estão vertendo sangue, enquanto uns poucos enriquecem com o tráfico de drogas, irmão gêmeo do tráfico de armas e munições.

    São anos e anos dessa política de guerra às drogas. No Rio de Janeiro essa política deu um salto com a nomeação de Beltrame e com as UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora). Ora, se é pacificadora é porque haveria uma guerra. Em uma guerra matam-se os inimigos. Ataca-se militarmente seu território.

    O resultado prático das UPP’s é que muda a forma como o tráfico de drogas e armas é feito. Para os moradores ficam a militarização da comunidade, os toques de recolher, e ter de aturar todo dia a brutalidade do Estado, de seu aparato repressivo, a PM.

    Chega. É preciso inverter essa lógica que de fato criminaliza a pobreza. Os que enriquecem, aqueles que juntam montanhas de dinheiro com o tráfico de drogas, de armas e munição não estão nas comunidades. É preciso investigar o caminho desse dinheiro sujo com o sangue dos nossos mortos e meter na cadeia os que organizam essa lucrativa indústria da morte. É necessário meter na cadeia os banqueiros que financiam este negócio terrível. Os bens que eles tenham construído explorando essa indústria da morte, devem ser confiscados. Uma boa fórmula é utilizar essa riqueza em clínicas para recuperação de dependentes e campanhas de esclarecimento quanto ao uso das drogas.

    Porém estas medidas devem vir acompanhadas da legalização do comércio e a descriminalização do uso de drogas. A criminalização facilita a corrupção no aparelho estatal, em especial no aparelho policial. A criminalização interessa para os que lucram verdadeiramente com essa indústria. 

   Descriminalizar o uso, legalizar o comércio e estabelecer o monopólio estatal é atacar de frente os interesses dos banqueiros e dos industriais do tráfico de drogas, de armas e munições.

    Tais medidas, em um primeiro momento, podem aumentar o consumo. Elas devem vir acompanhadas da criação de clínicas de recuperação e de campanhas pesadas de esclarecimento sobre o uso e a dependência química, de forma a alcançar resultados parecidos comas campanhas contra o tabagismo.

    Como nos gigantescos atos dos últimos dias, cartazes de cartolina feitos à mão foram erguidos. Em um deles se lia: “Quem policia a polícia?” Desde o carro de som agitaram: “Estado que mata nunca mais”.

    Só é possível policiar a polícia se tivermos uma polícia para defender os trabalhadores e o povo, e não para atacá-los. O Estado que mata é o Estado capitalista, onde a polícia existe para defender os interesses dos ricos e poderosos, os interesses da burguesia.

    É preciso desmilitarizar a polícia, extinguindo a Polícia Militar. Os delegados, os chefes da policia devem ser eleitos. Os policiais devem ter direito de sindicalizar-se, o direito a fazer greves. Devem ter o inalienável direito de não cumprir ordens que signifiquem atacar os trabalhadores e o povo.

Em que tipo de Estado vivemos?

   “Estado que mata nunca mais”? Só é possível concretizar esta consigna se pensarmos em termos de: Estado CAPITALISTA que mata nunca mais!

    Enquanto vivermos sob um Estado dos ricos e poderosos, em um Estado burguês, um Estado capitalista, os trabalhadores, o povo pobre vai ser morto, vai ser atacado pelo Estado.

    É assim em nossas comunidades. É assim com o povo indígena. Foi assim no Pinheirinho. Nos atacam quando lutamos contra o aumento das passagens, quando lutamos pela reeestatização do Maracanã, quando fazemos greves. 

    Precisamos começar a pensar em termos de destruir esse Estado dos ricos e poderosos. Em termos de destruir este Estado burguês e construir outro Estado, um Estado de outra classe social, um Estado dos trabalhadores, um Estado operário.

    Os primeiros momentos dessa reflexão, que esse Estado não é nosso, é dos ricos e poderosos, e esse Estado nos ataca e nos mata já começam a aparecer.

    Os últimos atos gigantescos Brasil afora tiveram muitos e muitos pontos positivos, também no que se refere à consciência política: o combate aos governos e a experiência com o aparato repressivo. Começa a avançar também a experiência que os partidos não são todos iguais.

    As traições do PT, com os governos desse partido se colocando a serviço dos ricos e poderosos, privatizando hospitais, privatizando o petróleo, liberando os transgênicos; as alianças que o PT faz – o vice-presidente da República é do PMDB, mesmo partido do governador Sergio Cabral, governo do qual o PT faz parte, assim como faz parte da prefeitura de Eduardo Paes etc. Estas experiências geraram uma desilusão que levou muitos a pensarem que os partidos são iguais.

    Que essa desilusão com o PT tenha se transformado em desprezo é compreensível, mas a ideia de que todos os partidos são iguais precisa ser enfrentada, trata-se de uma ideia perigosamente errada, e foi usada pelos neonazistas e fascistas. 

   Entre os que gritavam “sem partido” nos atos, estavam também lutadores honestos, que querem realmente construir um mundo mais justo e igualitário. Muitos desses gritavam expressando seu desprezo pelos partidos tradicionais, entre eles o PT. Mas, ao colocar um sinal de igual entre todos os partidos, ou seja, igualando PSDB, DEM, PMDB, PT, e outros, com os partidos da esquerda que se reivindicam socialistas, tiveram, na prática, a mesma palavra de ordem que os fascistas; fizeram, na prática, uma frente única com os neonazistas. 

    Em vários dos atos país afora, muitos dos que gritavam “sem partido” o faziam enrolados em bandeiras verde-amarelas, gritando coisas como: “minha única bandeira é a bandeira do Brasil”. Entre eles estavam os neonazistas. É pouco provável que esse nacionalismo antipartidário se proponha a lutar pelo fim dos leilões do petróleo, ou pela anulação da Reforma da Previdência comprada com a grana do mensalão. Trata-se de uma consciência reacionária que também se expressou nas manifestações.

    No terreno prático esta ideia (sem partido) se materializou na intenção de bandos neonazistas junto com policiais infiltrados de tentarem expulsar fisicamente partidos de esquerda, sindicatos, entidades estudantis, dos atos. Tentaram tomar bandeiras, agrediram e chegaram a ferir gravemente pessoas.

Que desabrochem as flores e os frutos das manifestações

   Porém as sementes qualitativas dos atos da Copa das Manifestações começam a brotar. Aproximando-se o que seria o fim do ato, desde o carro de som começou a se ouvir os primeiros acordes do hino nacional. Uma coluna composta basicamente por jovens, por centenas de jovens, alguns com tambores, que há tempos mostrava seu ânimo, solidariedade e disposição de luta, atravessa a manifestação gritando e cantando em uma só voz, em meio ao hino nacional: “Chega de ironia, esse Estado mata pobre todo dia!”

    Qual estado mata pobre todo dia? O Estado capitalista. Essa é uma das razões que precisamos de outro tipo de Estado, precisamos de um Estado onde os trabalhadores e o povo são quem manda.

    Esses primeiros brotos precisam ser cultivados. O calor e a luz das lutas vão fazê-los desabrochar. Certamente tentarão sufocá-los com tiros, bombas, gás lacrimogêneo, spray de pimenta, mas é possível que isso os torne mais fortes. Tentarão curvá-los, desviá-los com boatos de golpes, com discursos pela unidade, escondendo a unidade com o inimigo, mas é possível que isso os torne mais conscientes.

    A entrada em cena dos setores organizados da classe trabalhadora, nesse momento a greve geral de 11 de julho, pode ser um bom adubo para ajudar nesse desenvolvimento. E aí, é possível que o futuro nos dê flores e frutos.

4 de julho de 2013

15/6, sábado - Ato contra o Estatuto do Nascituro, no Posto 5 em Copacabana.



Leia a convocatória para o ato

"Esta semana o Estatuto do Nascituro foi aprovado na Comissão de Finanças. Ainda falta ser aprovado na Comissão de Justiça e no Plenário. Vamos sair às ruas para impedir que o Estatuto seja aprovado! A partir das 13h no Posto 5 em Copacabana, Rio de Janeiro.

Por que protestar contra o Estatuto do Nascituro?
O objetivo deste projeto é atribuir direitos fundamentais ao embrião, mesmo que ainda não esteja em gestação, dando-lhe o mesmo status jurídico e moral de pessoas nascidas e vivas. Ou seja, o embrião terá mais direitos que a mulher, mesmo quando for resultado de estupro. O projeto viola diretamente os Direitos Humanos e reprodutivos das mulheres, a Constituição Federal e a lei penal vigente.

Se uma mulher estiver em uma gravidez de ALTO RISCO, não será permitido o abortamento, caso o estatuto seja aprovado. Ou seja, ela pode MORRER por causa da gravidez, e não lhe será concedido o direito de viver.

Se uma mulher for ESTUPRADA, não será permitido o aborto. A proposta é que o estado pague a ela 1 salário mínimo caso ela engravide de um estupro, o que já vem sendo chamado de "Bolsa-Estupro". E será de responsabilidade apenas da mulher, lidar com problemas emocionais e psicológicos decorrentes de uma gravidez que foi fruto de uma violência sexual. Caso o pai (vulgo estuprador) seja descoberto, terá que assumir a paternidade, pagar pensão (quando na realidade ele deveria estar preso) e não lhe serão negados os direitos sobre o filho, ou seja, a mulher é violentada e ainda terá que conviver com seu agressor, caso o criminoso assim deseje.

Não será permitido o abortamento (que hoje é legalizado) de gravidez de feto inviável (ex.: anencéfalos). A mulher terá que manter uma gravidez de um bebê que não tem chances de sobreviver após o parto.

Se uma criança ou adolescente for estuprada e engravidar (existem casos de pedofilia com crianças de 9 anos ou menos que engravidaram), não será permitido o aborto, mesmo que manter a gravidez custe a vida desta criança.

A aprovação do Estatuto do Nascituro só vai aumentar o caso de abortos clandestinos, e consequentemente vai aumentar o número de morte materna. A irresponsabilidade do Estado frente à essa questão demonstra o grande desinteresse pela vida das mulheres. Isso é genocídio!"

Data: , dia 156, sábado
Local: Copacabana - Posto 5
Horário: a partir das 13 horas

* Leia aquo Boletim do Movimento Mulheres em Luta (MML) sobre o tema 

Não deixe de assinar a petição contra o estatuto: 

O Estatuto do Nascituro

Decreto-lei nº 2.848

Lei nº 8.072

PELA GARANTIA DE UM ESTADO LAICO EM DEFESA DA VIDA DAS MULHERES!!!

8 de março no Rio - Juntos contra a violência à mulher


O dia 8 de março iniciou com uma notícia estampada nos jornais: o goleiro Bruno havia sido condenado a 27 anos de prisão pelo assassinato de Elisia Samudio. Finalmente alguma justiça para um crime que cresce a cada dia: a violência contra a mulher.

Foi justamente este o tema central escolhido pelo conjunto das organizações feministas e do movimento sindical que construíram o ato unificado na cidade do Rio de Janeiro: Contra todas as formas de violência contra a mulher.

O ato, que contou com aproximadamente 600 pessoas, saiu no final da tarde da Candelária, percorrendo a Avenida Rio Branco até a Cinelândia. O tradicional trajeto de manifestações na cidade foi inovado: os nomes das ruas foram trocados por nomes de mulheres importantes da história da luta feminista e da classe trabalhadora. Naquele dia a Avenida Rio Branco se transformou em Avenida Clara Zetkin, e a Rua Almirante Barroso, na Rua Rosa Sundermann. Além delas, outras mulheres que tombaram lutando, do campo e da cidade, foram homenageadas.
A luta contra o ACE e a retirada da direitos
Além do debate sobre a violência, a coluna do MML fez questão de pautar a luta contra o Acordo Coletivo Especial, que ataca as mulheres que se encontram nos trabalhos mais precarizados e com os piores salários. Esta é também uma forma de violência contra a mulher, porque ao retirar seus direitos, torna sua vida mais indigna e menos autônoma. 
Veja outras fotos do ato: 
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.457540777651304.1073741825.100001861563399&type=1

Luta Mulher: Leia textos sobre a "questão da mulher"


"O proletariado não pode atingir a liberdade completa sem conquistar a plena liberdade para a mulher."
Lenin 



Não é de hoje que as mulheres brigam por seu espaço na sociedade. Voto feminino, creche nos locais de trabalho, salário igual por trabalho igual, penalização ao estupro, legalização do aborto, etc., fazem parte de uma extensa jornada de lutas que, há muitas décadas, mobilizam mulheres do mundo inteiro. Não há dúvidas de que, em muitos aspectos, conseguimos importantes avanços. Mas num sistema que se reproduz no acirramento das desigualdades, nenhuma vitória é definitiva. É preciso seguir lutando.



A luta contra a opressão e exploração da mulher deve ser encarada, por homens e mulheres, como uma atividade cotidiana. E deve ser uma de nossas principais batalhas nos sindicatos e no movimento. Isso não significa nos afastarmos das lutas mais gerais da sociedade, contra os governos, os patrões e o capitalismo, mas de combiná-las com as reivindicações mais específicas da luta das mulheres. Pois não há saída para as mulheres dentro do sistema capitalista.



A Secretaria de Mulheres do PSTU é parte desta luta: derrotar a burguesia e instaurar o socialismo em todo o mundo. Por uma sociedade sem desigualdade, preconceito, injustiça.


Leia a seguir alguns textos sobre o tema:

Tráfico de pessoas e regime de escravidão em Belo Monte 

O impacto do ACE sobre as mulheres trabalhadoras

Proposta de reforma do Código Penal é um ataque aos direitos das mulheres

6 anos da Lei Maria da Penha: uma reflexão a fazer


As mais pobres entre as pobres - As mulheres afro-brasileiras são duplamente oprimidas





Neste 8 de março, sair às ruas em defesa das trabalhadoras

Oito de março é dia de luta
Ana Pagamunici, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU

Confira aqui o vídeo da TV PSTU
para este 8 de Março

• Chega o 8 de março e as lojas se pintam de lilás, oferecem flores, fazem promoção de eletrodomésticos, sorteiam sessões no cabeleireiro e a data parece nem se referir a um dia de luta das mulheres. A verdade é que esse dia nada tem a ver com comércio e presentes, e só existe porque foi uma conquista das mulheres lutando ao lado dos trabalhadores para modificar esse sistema.

Nesse processo, elas tiveram muitos avanços, como o direito ao divórcio, ao voto, ao casamento civil entre outros. Mas ainda há muito que se conquistar. Os dados brasileiros chocam. Apesar de elas estarem cada vez mais no mercado de trabalho, ainda recebem 30% a menos do que um homem para fazer os mesmos serviços, e são as que tem menos direitos sociais e os menores salários. Quase 10 a cada dia morrem vítimas do machismo, de um sistema de saúde que não lhes garante o direito ao aborto, e sofrem com a falta de creche e a falta de moradia.

Não basta ser mulher
Essas dificuldades continuaram no país, mesmo com a eleição da primeira mulher à presidência. Isso porque mudou a figura do governante, mas não a forma de governo, que continua privilegiando os ricos e explorando os trabalhadores. Uma mulher no poder, para defender uma trabalhadora, precisa romper as alianças com a burguesia, não retirar dinheiro de áreas sociais, não privatizar os serviços públicos, aumentar os salários, investir em saúde, construir creches e ter um governo aos que mais necessitam.

Hoje, Dilma faz exatamente o contrário e com isso não defende as trabalhadoras, porque não governa para todas as mulheres, mas para atender os interesses da burguesia e dos setores conservadores. Assim, apesar de ser mulher, não defende as trabalhadoras. Os problemas por elas enfrentados denunciam isso.

Pelo Direito à moradia
Um fato marcou este início de ano: a invasão da polícia ao bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos-SP. O que foi visto chocou: inúmeras mulheres com crianças, correndo para tentar escapar das balas de borracha e do gás lacrimogêneo. O que não se viu também: dois estupros cometidos por soldados da ROTA (divisão da polícia) durante a mesma invasão. Tudo para expulsar os moradores do bairro, destruir suas casas e entregar ao terreno ao bandido Naji Nahas. O governo federal, apesar de condenar a ocupação, não tomou medidas efetivas para desapropriar o terreno. Os moradores seguem sem ter para onde ir.

O caso do Pinheiro trouxe à tona dois graves problemas em nosso país: a criminalização da pobreza e a falta da moradia. Em ambos as mulheres são as que mais sofrem. Isso porque, elas são as que menos possuem direitos sociais assegurados e as que estão mais expostas à violência do Estado. A falta de moradia já é uma forma violenta de tratar os trabalhadores. O uso da violência física e sexual financiadas com dinheiro público para expulsá-los de lá é um crime ainda maior.

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A mortalidade materna é um dos graves problemas no Brasil. É uma das principais causas de morte no país e vitima principalmente as mais jovens. Um dos graves problemas é o aborto clandestino, que mata ou deixa com seqüelas cerca de 150 mil cada ano.

Alegando encontrar uma medida para resolver o problema, a presidente Dilma Roussef apresentou a Medida Provisória 557 como um incentivo ao pré-natal e um controle das grávidas. Essa medida prevê uma ajuda de custo para o deslocamento durante o pré-natal e R$50,00 para o deslocamento no dia do parto. Não é uma medida nova, programas como esse já foram implantados pelo PSDB em São Paulo, “Mãe Paulistana” e Curitiba, “Mãe Curitibana”. Em contrapartida, todas as mulheres que chegarem à unidade de saúde com suspeita de gravidez serão incluídas em um cadastro.

Essa MP é uma porta de entrada para criminalizar as mulheres e, ao contrário do que diz, não resolve o problema da falta de amparo à maternidade, porque não prevê investimento para construção de hospitais ou melhoria de atendimento à população para garantir a maternidade. Além disso, está contra todos os avanços do SUS no atendimento integral às mulheres, uma conquista da década de 1980.

O problema da mortalidade materna só pode ser resolvido com a construção de hospitais nas periferias, para que as mães não precisem de transporte para o dia do parto, com mais investimentos na saúde. E também com educação sexual e anticoncepcionais gratuitos e sem burocracia nos postos de saúde e a legalização do aborto, porque muitas mortes poderiam ser evitadas caso a interrupção da gravidez fosse feita em hospitais públicos, com segurança.

Pelo direito ao trabalho e à educação dos filhos
O Anuário de mulheres do DIEESE publicado em 2011 mostrou que a falta de creches é o principal problema para as mulheres conseguirem um emprego ou permanecerem empregadas. E também um grave problema de exclusão das crianças do sistema educacional, pois menos de 20% das crianças de 0 a 3 anos estão matriculadas em creches em nosso país. Somente as crianças cujos pais podem pagar uma creche é que tem o direito assistido, já que o Estado não prevê garantias para elas. Hoje, há mais de 70 mil crianças sem poder freqüentar uma creche por falta de políticas e investimento em educação.

O Fim da Violência
A violência contra a mulher é grave em nosso país. A cada dia mais, assistimos cenas bárbaras de estupros nos meios de transporte, mortes por ciúmes, por não querer se relacionar. A cada 2 horas, uma mulher é morta. A Lei Maria da Penha não tem sido suficiente para resolver esse problema. Apesar de ser um passo diferente do Código Penal para abordar a problemática, não saiu do papel até hoje porque não se investiu na aplicação da Lei. Isso porque a Lei não prevê a obrigatoriedade de investimentos para construção de casas-abrigo, delegacias, centros de referência e outros.

O Superior Tribunal Federal ampliou recentemente o poder da lei, permitindo que todos possam denunciar um caso de violência contra a mulher, o problema é que sem investimento acabará em letra morta e as mulheres continuarão morrendo. Mas mesmo que a Lei Maria da Penha fosse aplicada não acabaria com todos os problemas, porque parte do combate à violência depende de investimentos em áreas essenciais, como moradia, saúde e educação.

Neste 8 de março, o PSTU sai às ruas para denunciar e exigir do governo Dilma Roussef:

*Imediata desapropriação do Pinheirinho e a devolução das terras aos moradores
*Punição severa a todos os envolvidos nos casos de estupro do Pinheirinho!
*Pela revogação da MP 557!
*Anticoncepcionais para não abortar. Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
*Investimento de pelo menos 6% do PIB na saúde
*Licença-maternidade de 6 meses, sem isenção fiscal, rumo a um ano.
*Construção imediata de 70 mil creches públicas, gratuitas e de qualidade!
*Investimento de 10% do PIB para educação
*Investimentos para coibir a violência contra a mulher. Aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha!
*Salário Igual para Trabalho Igual!

Para acabar com o machismo e a exploração, o socialismo é o caminho!
O capitalismo tenta demonstrar que as mulheres conquistaram seu espaço e que o machismo não existe mais. Isso é uma grande mentira. As mulheres continuam sofrendo a cada dia com a exploração e com a opressão que sustentam esse sistema. A crise internacional e os seus efeitos contra os trabalhadores e trabalhadoras vem demonstrando cada vez mais isso. Para mudar a situação, é necessário construir uma sociedade sem que ninguém necessidade explorar ou oprimir ninguém, uma sociedade socialista. Somente nela, as mulheres poderão ter seus direitos assegurados e se libertar da opressão!

Confira aqui As origens do 8 de março e os principais atos que vão rolar no dia

Veja também na TV PSTU:
** Você já sofreu assédio no transporte?
** Propaganda Eleitoral: Opressão à Mulher
** 8 de março de 2011, Dia Internacional da Mulher