Mostrando postagens com marcador haiti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador haiti. Mostrar todas as postagens

Tropas da Minustah invadem faculdade no Haiti

Tropas da Minustah ocupam o
país há oito anos
Comunicado da Rádio Kiskeia, enviado por Batay Ouvriye

• A Faculdade de Ciências Humanas (FASCH), símbolo de resistência estudantil à opressão nos últimos anos, no Haiti, foi alvo na última sexta-feira (15), de momentos de tensão. Os soldados da Minustah (Missão de Estabilização da ONU), conhecidos como “capacetes azuis”, invadiram a instituição, provocaram cenas de pânico e ainda feriram várias pessoas. Os alunos foram vítimas de agressões físicas e tiveram que fugir das balas de borracha lançadas pelos soldados.

   Os pára-brisas de pelo menos dois veículos também foram quebrados. Denunciada na imprensa como uma verdadeira provocação, após o alerta do reitor da Universidade Estadual, o coordenador de FASCH, Hancy Pierre, declarou que a invasão militar interrompeu uma reunião conjunta que se realizava naquele momento.

   Estudantes e professores foram surpreendidos quando centenas de agentes mascarados do batalhão brasileiro entraram na Faculdade sob pretexto de tentar recuperar uma granada lançada, mas que não chegou a explodir.

   Vários alunos denunciaram os fatos à Rádio Kiskeya, exigindo das autoridades a saída imediata das forças de ocupação e acusando a ONU de ser particularmente responsável pela epidemia mortal de cólera no país.

   A Minustah ainda não tinha respondido até esta noite (domingo, 17 de junho) sobre o ataque injustificado e a invasão do espaço universitário, considerado totalmente inviolável pela Constituição do país.

   Presente no Haiti desde 2004, as forças da ONU têm cerca de 10.000 soldados e policiais de diversos países, sob o comando brasileiro.

LEIA MAIS
Haiti: 8 anos dizendo “não"

Haiti: 8 anos dizendo “não"


   Neste 1º de junho de 2012, completam-se 8 anos da ocupação militar da MINUSTAH no Haiti - intervenção que conta com o apoio de tropas brasileiras, enviadas por Lula e mantidas por Dilma. Ao contrário discurso da “ajuda humanitária”, que sempre foi usado para legitimar a presença das tropas naquele país, em todo esse período, nada mudou no país mais pobre das Américas.

   Ao contrário do que diziam a ONU e o governo brasileiro, a situação calamitosa em que 80% da população vive abaixo da linha da miséria permanece inalterada. O que, sim, as tropas conseguiram foi garantir a exploração da mão-de-obra haitiana por parte de grandes multinacionais – sobretudo da indústria têxtil. 

Ao longo desses oito anos, protestos, greves e lideranças sociais foram reprimidos constantemente pela MINUSTAH. Ao mesmo tempo, a ocupação colaborou com a formação das Zonas de Livre Comércio, legitimou eleições fraudulentas e não desempenhou qualquer papel “humanitário” diante do trágico terremoto de 2010. Inúmeros abusos também vieram à tona, como o caso de um estupro cometido por soldados uruguaios. 

Governo brasileiro segue cumprindo papel vergonhoso 
Refletindo o fato de que a presença das tropas só trouxeram mais dor ao povo haitiano, uma onda de imigração de trabalhadores daquele país rumo ao Brasil começou nos últimos meses. Entrando no país pelo Acre, na busca desesperada de uma nova chance, esses trabalhadores não encontraram nenhum apoio efetivo do governo brasileiro e permaneceram expostos a condições insalubres e submetidos a todo tipo de aproveitadores.

O governo Dilma se acha no direito de manter tropas no Haiti, sempre com o discurso de que se trata de “ajudar” o povo haitiano. Mais revela sua hipocrisia quando é incapaz de oferecer assistência aos imigrantes que aqui chegam. Para piorar, setores do governo acenam com a possibilidade de endurecer a entrada de haitianos no Brasil.

Comentando o assunto, a ministra Maria do Rosário – por ironia, da pasta dos Direitos Humanos – declarou que “chegou a hora de o Brasil começar a dizer não”. Vergonhosamente, na verdade, já são oito anos em que o governo diz “não” à soberania do Haiti.

Celso Amorim: retire as tropas do Haiti

O Brasil vive uma ocupação militar, a serviço das multinacionais. Desafiamos o governo Dilma e o novo ministro a acabar com essa triste história

ZÉ MARIA
Presidente nacional do PSTU e ex-candidato a Presidência da República




Ag Brasil
Celso Amorim, novo ministro da Defesa
• Nesse dia 4 de agosto, a presidente Dilma Roussef demitiu o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Para o posto foi escolhido o ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim. Na dança das cadeiras do governo Dilma, foi o terceiro ministro posto para fora. A troca foi criticada pela oposição de direita e pelos militares, e comemorada por muitos setores de esquerda.

Entre estes últimos, foi possível perceber duas ideias. A primeira, de que Dilma estaria alterando a orientação da pasta, comandada por Jobim desde 2007. A segunda, de que Celso Amorim representaria uma política mais progressista e independente, como teria mostrado na condução da política externa do governo Lula, de viés supostamente 'antiimperialista'.

Mas, seria mesmo assim? Teria Dilma, de repente, decidido alterar o foco do Ministério da Defesa?

Dilma se viu praticamente obrigada a demitir Jobim após as inúmeras críticas e declarações constrangedoras ditas pelo então ministro à imprensa. Primeiro, na comemoração dos 80 anos de FHC, Jobim declarou que “agora, os idiotas perderam a modéstia”, o que muitos imediatamente associaram ao governo do PT.

Pouco depois, em entrevista à Folha de S. Paulo, o ministro nomeado por Lula confessou que votara em José Serra nas eleições presidenciais. Que Jobim era ligado ao PSDB todos já sabiam. Além de ter sido nomeado ministro do STF por FHC, já havia sido ministro da Justiça do tucano. O que muitos acharam inconseqüente foi ele ter declarado abertamente sua preferência.

A gota d’água veio com as críticas de Jobim às ministras de Dilma, Ideli Salvatti e Gleisi Hoffman, à revista Piauí. Sob o risco de se desmoralizar, Dilma não viu alternativa a não ser anunciar a demissão de Nelson Jobim.

Ou seja, a retirada do ministro não ocorreu por discordâncias na atuação de Jobim à frente do ministério.

Dilma não é contra o plano de Jobim de privatizar os aeroportos, coisa que seu governo está fazendo agora. Não há nenhum questionamento no uso de militares de todas as forças na ocupação de morros e comunidades do Rio de Janeiro, como no Complexo do Alemão, em uma experiência que promete se repetir. E o governo do PT, assim como Jobim, tampouco defende a revisão da lei da anistia, que mantém os assassinos e torturadores da ditadura impunes, como o ex-comandante do DOI-CODI, Carlos Alberto Ustra. Nem se coloca a favor da abertura dos arquivos secretos, que poderiam jogar luz nos crimes cometidos em nome do Estado, inclusive durante os anos de chumbo.

Celso Amorim
Apesar de atabalhoada, a troca de Jobim por Amorim imprimiria uma alteração na lógica da Defesa? Os defensores do novo ministro se baseiam na política externa do governo Lula. Nos oitos anos de Lula, a movimentação do Brasil na política internacional foi um dos únicos, senão o único, elemento pinçado por aqueles que defendiam a tese do ‘governo em disputa’, para mostrar uma faceta de esquerda de Lula.

Era citada, por exemplo, a aproximação do Brasil com países do Oriente Médio, como o Irã, o que gerou na época críticas do governo dos EUA. A articulação do G20 em contraposição ao G8 em plena crise econômica mundial foi outro aspecto visto como uma posição independente de Lula, dirigida por Celso Amorim, assim como as visitas e declarações do então presidente em favor de Fidel Castro e de governantes como Chávez e Morales.

Um aspecto fundamental da política externa, porém, é sempre “esquecido”. Desde 2004 o Brasil lidera tropas militares que ocupam o Haiti. Sob a justificativa de “ajuda humanitária”, os soldados da ONU que fazem parte da Minustah, já reprimiram inúmeras vezes mobilizações de trabalhadores e estudantes no país.

Como candidato à Presidência, eu estive no Haiti após o terremoto. Fui o único candidato a visitar o país. Meses depois da tragédia, a ajuda não havia chegado. O papel das tropas da ONU foi de proteger o aeroporto e a zona franca e, depois, de levar o vírus da cólera ao país, causando uma epidemia. Até hoje, a situação é a mesma.

Desde o primeiro momento, o PSTU denunciou a ocupação militar do Haiti. Os soldados comandados pelo Brasil de Lula e Dilma atuam para estabilizar o país, reprimir os movimentos sociais e garantir os interesses dos EUA na região. Recentes divulgações de telegramas diplomáticos, pelo WikiLeaks, confirmam isso.

Manifestantes protocolam documento na ONU exigindo a retirada das tropas do Haiti

• Rio de Janeiro, 28 de julho de 2010, estação de trem Central do Brasil, cerca de 16 horas. Dezenas de ativistas se reúnem, megafones e panfletos em punho, manifestam seu apoio incondicional à luta dos trabalhadores e do povo haitiano.

Mesmo de longe era possível perceber que parte das bandeiras agitadas ao vento havia sido ajeitada à mão, expressando a primeira participação pública da CSP-Conlutas.

Um dos oradores, Elias José, militante do movimento negro e dirigente do Sindicato dos Metroviários destacou o seguinte em sua fala: “Temos orgulho desse ato, orgulho de nossa solidariedade ao povo haitiano, esse povo que protagonizou a única revolução vitoriosa de escravos, esse povo que construiu, nas Américas, a primeira república negra da história. Exigimos o retorno das tropas brasileiras, a retiradas das tropas da ONU, a retirada da Minustah. Não se pode admitir a ocupação militar desse país com a desculpa de ajuda humanitária”.

Do Quilombo Raça e Classe e dirigente do SEPE São Gonçalo, Deise Oliveira lembrou: “Estamos aqui a CSP-Conlutas, os estudantes da ANEL, a Assembléia Nacional dos Estudantes Livre, companheiros do PSTU, do MTL, a companheira Sandra Quintela do PACS, da Rede Jubileu Sul, companheiros do Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu e região, e dizemos categoricamente ao povo do Rio de Janeiro: a ocupação do Haiti é um crime. Nossa solidariedade ao povo haitiano é parte de nossa luta contra o racismo. A vitória do povo negro do Haiti é também uma vitória dos trabalhadores brasileiros, uma vitória das comunidades e dos morros do Rio. São os generais brasileiros que dizem que as tropas estão pegando experiência no Haiti para atuar nos morros do Rio. Os mortos do morro da Providencia com a ocupação do exército mostram o que isso significa. Não queremos tropas nos morros, não queremos tropas no Haiti”, concluiu.

A manifestação no Rio de Janeiro foi parte dos atos impulsionados no Brasil e no Haiti, pela retirada das tropas de ocupação do território do país caribenho.

Antes da manifestação, um grupo contando com a presença de Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ e candidato a governador do Rio de Janeiro, seu vice Miguel Malheiros, Sandra Quintela do PACS, Jubileu ; Julio Condaque do Quilombo Raça e Classe e da CSP-Conlutas; Marcelo Durão, do MST; Manuel Crispim do MTL e do Sindsprev-RJ; além do estudante Rafael Nunes, esteve no escritório da ONU no Rio de Janeiro, onde protocolaram carta ao Centro de Informações das Nações Unidas, com cópia ao Conselho de Segurança da ONU.

No documento protocolado registraram: “As forças humanitárias do exército brasileiro não estão lá para reconstruir o país, mas para ajudar a manter o grau de exploração e submissão de um povo juntamente com outros países na ‘missão Humanitária’ (MINUSTAH)”.

Na referida reunião Sandra Quintela da Rede Jubileu Sul argumentou: “A situação hoje é tão drástica, está pior que antes do terremoto, ainda mais com a militarização da ajuda humanitária” .

Presente à reunião, Cyro Garcia frisou: “Ocupam o Haiti pra impor o controle sobre a população. São milhares de mariners, as tropas de elite do mais poderoso exército do planeta, o exército dos Estados Unidos. Hoje o exército brasileiro cumpre o papel de força auxiliar das tropas norte americanas. Estão no Haiti para ajudar o imperialismo a manter suas ‘ilhas’ de mão-de-obra semi-escrava. Por isso, queremos a retirada das tropas, o fim da ocupação militar; cobramos da ONU, exigimos do Conselho de Segurança da ONU a não renovação do Mandato da Minustah. O fechamento dos portos e do aeroporto, impedindo até chegada de ajuda humanitária, demonstram a justeza do que propomos: a reconstrução do Haiti sob controle dos trabalhadores”.

Reunião Comitê de Solidariedade com o Povo do Haiti dia 01 de março de 2010

ESTAMOS CONVOCANDO O COMITE DE SOLIDARIEDADE DO HAITI NO RIO PARA UMA REUNIÃO NO SINDIPETRO-RJ AS 18:00

INFORMES DA REUNIÃO DE SÃO PAULO DO COMITE NACIONAL (23/2)

E CONTINUAÇÃO DA CAMPANHA FINANCEIRA E ATIVIDADES POLITICAS (DEBATES E ATOS QUE FORTALEÇAM A CAMPANHA DE APOIO AOS HAITIANOS)


COMPAREÇAM,
SAUDAÇÕES,

JULINHO- CONLUTAS-RIO E SANDRA QUINTELA - JUBILEU SUL

Movimentos sociais do Rio de Janeiro organizam “Frente de Solidariedade com o povo do Haiti”

Eduardo Araujo, do Rio de Janeiro 
Blog Quilombo Raça e Classe da Conlutas
 

No último dia 18, representantes de vários movimentos socais realizaram, com a presença de cerca de 40 ativistas, uma reunião no Sindicato dos Petroleiros - SINDIPETRO-RJ, para a organização do comitê na cidade. 
Na reunião, verificou-se a necessidade de se realizar o quanto antes o lançamento da campanha, que foi realizada, com uma panfletagem, com faixas e carro de som, para a sexta dia 22-01.
O ato, que ocorreu na Cinelândia, em frente  à Câmara Municipal, contou com a presença de 80 ativistas, que distribuíram à população cerca de 3 mil panfletos e se revezaram nas intervenções, com a palavra de militantes de diversos movimentos populares, sindical, de mulheres, dos partidos e do movimento negro.
O Coletivo Quilombo Raça e Classe, da Conlutas, esteve presente, tendo uma participação importante desde a organização do comitê até a realização do ato.
Foi Como disse Júlio Condaque, militante da Secretaria de Negros e Negras do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e membro da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas).
"O Brasil vem cumprido a missão da Minustha-ONU, para treinar seus soldados nas ruas e favelas de Porto Príncipe, para depois aplicar nas favelas cariocas o que aprenderam, é a política de extermínio do Estado brasileiro ao povo negro, criminalizando os movimentos sociais que resistem a isso, como vem ocorrendo no Haiti e vemos frenquentemente nas ações de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro", concluiu Júlio.
 
Solidariedade, sim. Invasão militar, não!
Desde a ocupação da Minustha ao Haiti em 2004 dezenas de trabalhadores e camponeses vem se organizando para que as tropas de ocupação da ONU saiam de seu país. O Brasil, com envio de forças militares àquele país, vem cumprindo um papel importante na sustentação da ocupação militar estrangeira, cumprindo a função de força auxiliar de países imperialistas como Estados Unidos e a França, no que tange a exploração do povo haitiano e das suas riquezas, através das chamadas maquilas (áreas em que empresas estrangeiras podem explorar a mão-de-obra mais barata da América, aplicando leis próprias, inclusive contratando empresas de "segurança" ou até mesmo contando com a ajuda das tropas de ocupação para reprimir qualquer organização sindical desses trabalhadores).
Com a ocorrência do terremoto do dia 12-01-10 o Haiti vem sofrendo bastante com esse golpe da natureza.
Só que agora está sofrendo outro duro golpe, desta vez dos Estados Unidos, com a conivência de Rene Preval, que enviaram mais de 10 mil soldados, podendo ser dobrado, até o final do mês de janeiro.
Perguntamos: por que não enviam médicos, enfermeiros, engenheiros, arquitetos, ou mesmo máquinas(!), ao contrário do que o Ministro da Defesa de Lula vem defendendo - a prorrogação do "acordo" de ocupação ao país caribenho por mais cinco anos.
Muitos relatos de militantes e ativistas no Haiti vem denunciando que as tropas militares não estariam ajudando na reconstrução, mas sim na segurança aos ricos do Haiti, iclusive se omitindo do salvamento das vítimas dos escombros dessa catástrofe. Estão sim sendo usadas pelo imperialismo para aprofundar a exploração e a repessão aos movimentos sociais haitianos que resitem à ocupação.
O imperialismo, contando com a ajuda do Brasil - pois até agora nenhum país assegurou o cancelamento total da "dívida" externa do Haiti sem impor condições - está mais uma vez disposto a transformar o Haiti em uma área livre para a exploração não só de seu povo, mas agora livre de impostos para a instalação de fábricas, como o empenho da Coteminas de José Alencar, ou como até mesmo disse o Presidente Lula, transformar o Haiti numa grande plantação de cana para produção do etanol, mostrando que o interesse no Haiti é garantir a exploração capitalista. 
A formação da FRENTE DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DO HAITI, para desenvolver campanhas de solidariedade, contra a militarização e a retirada das tropas da Minustha, se forjou através de uma plenária que se realizou em São Paulo no dia 18-01, em que diversos setores dos movimentos populares e sindicatos, com cerca de 23 orgaizações, e que a Conlutas faz parte, junto com Jublieu Sul, Via Campesina, Comitê Pró-Haiti e Cáritas, entre outras.
Inclusive por já ter enviado diversos companheiros ao Haiti, a Conlutas vê como prioritária essa campanha, pois fica cada vez mais urgente que as organizações de trabalhadores brasileiros e haitianos e de todas as américas na Campanha pela retirada das tropas militares brasileiras e estrangeiras seja uma campanha de solidariedade de classe, pois a retirada da Minustha do Haiti significaria uma vitória do movimento social de todo o continente, pois a reconstrução do país passa prioritariamente coordenada pelos prórpios haitianos.
 
Multiplicar os comitês
Por isso é fundamental que cada companheiro, não só no Rio de Janeiro, como também ativistas e militantes de diversos Estados, estejam envolvidos nessa campanha, pois a história do país que realizou a primeira revolução de escravos vitoriosa na América, que derrotou o exército de Napoleão, nos mostrou que é possivel transformar a realidade adversa através da organização e mobilização dos trabalhadores contra o imperialismo.
Organize em sua cidade um comitê de solidariedade, recolhendo bônus para a campanha financeira, organizando atos denunciando a ação das tropas brasileiras e estrangeiras no Haiti. Portanto fique atento no calendário proposto pela FRENTE DE SOLIDARIEDADE COM O POVO DO HAITI, veja o calendário, ou entre em contato com a Conlutas, o importante é participar.
DIA 23 DE FEVEREIRO - Próxima Reunião Nacional de Solidariedade ao Povo Haitiano
DIA 21 DE MARÇO - Mobilização Nacional - Dia Internacional para a eliminação da discriminação racial
DIA 22 DE MARÇO - Haiti Livre e Soberano



 
Fontes:
Resumo e Encaminhamento da Reunião Nacional - 18-01-10
Resumen de la Ponencia de PAPDA-Jubileo SUR
www.conlutas.org.br
http:\\quilomboracaeclasse.blogspot.com

Haiti: ajuda a bancos foi 4 mil vezes superior a doações

Adriana Diniz, Jornal do Brasil

PORTO PRÍNCIPE - A União Europeia anunciou segunda-feira que enviará um total de 429 milhões de euros (o equivalente a mais de US$ 600 milhões) em ajuda de curto e longo prazo ao Haiti, enquanto os Estados Unidos doarão US$ 100 milhões. Porém, o aporte financeiro dado pelos países europeus e americanos a bancos durante a crise financeira mundial foi 4 mil vezes maior. O socorro aos banqueiros na Europa chegou a US$ 2,28 trilhões e nos Estados Unidos, a US$ 700 bilhões. Só para a seguradora AIG (America International Grupo), o governo americano disponibilizou US$ 180 milhões – quase o dobro do valor doado ao Haiti.

Da doação da União Europeia, 122 milhões de euros serão gastos em ajuda humanitária urgente, 107 milhões de euros serão destinados à reparação imediata da infraestrutura básica do país e outros 200 milhões de euros serão colocados “à disposição” do governo haitiano para a reconstrução do país a longo prazo.

Para analistas, a ajuda em dinheiro, nesse momento, tem efeito muito mais simbólico que prático e pode não cumprir seu verdadeiro papel: de ajudar os haitianos a reconstruir o país.

– A mensagem que os países ricos estão enviando ao mundo é: “olha, não socorremos só os bancos, mas também os países pobres” – afirma o especialista em economia internacional, Ernesto Lozardo. – Estão querendo evitar uma crítica mundial. É positivo, mas tenho dúvidas se isso vai resultar num bem econômico e social real para o país.

O total da ajuda financeira já disponibilizada para o Haiti ultrapassa US$ 1,5 bilhão. Significa uma ajuda de 13% do PIB (Produto Interno Bruto - soma das riquezas geradas pelo país) registrado em 2008 – US$ 11,53 bilhões – e muito mais que o orçamento do governo no mesmo ano – que era de US$ 967 milhões, de acordo com agência americana.

Se o montante fosse dividido igualmente entre a população, cada haitiano teria direito a US$ 166 (ou R$ 292). “É muito para o Haiti, que é um país de milhões de miseráveis, mas muito é pouco para esses países ricos”, acrescenta Lozardo.

– A situação no Haiti, até anterior ao terremoto, é de um Estado falido, portanto é preciso primeiro reconstruir o Estado. Tem que redesenhar todo o país, criar novas instituições. O problema maior do Haiti hoje é de organização – destaca o economista Roberto Teixeira da Costa, ex-presidente do Conselho de Empresas da América Latina.

22:50 - 18/01/2010

Haiti Urgente – Solidariedade

Conta Especifica para Campanha Solidariedade ao Povo Haitiano

Às Entidades, oposições, movimentos e ativistas.


Escrevemos a todos e todas em caráter de urgência para solicitar contribuições financeiras imediatas a todas as entidades e militantes para que possamos enviar para nossos companheiros de Batay Ouvrie. Conseguimos finalmente contatos com Didier e tanto ele quanto Raquel sua companheira, estão bem. Carole que esteve conosco nas atividades em julho último também esta bem.

Nossos companheiros relatam de maneira concreta a luta pela vida que temos visto pelas cenas da imprensa. A luta dos companheiros que buscam cuidar de seus feridos, garantir sua sobrevivência mas em uma lógica de resgatar sua organização. O funcionamento coletivo, a organização e participação popular, única forma de se contrapor a ofensiva hipócrita do imperialismo, travestindo de ajuda humanitária o envio de mais tropas militares para monitorar e controlar o povo haitiano. Agora com o imperialismo norte americano mostrando quem manda de fato. O envio de 10.000 militares norte americanos com os mariners à frente cuja especialidade nunca foi salvar vidas em nenhum lugar do mundo, é mais do que simbólico.

Queremos fazer uma campanha nas bases de nossas organizações, de solidariedade de classe. Chamando a contribuição dos trabalhadores brasileiros para os trabalhadores haitianos, que ao mesmo tempo mantenha a denúncia da ocupação militar que ganha novas proporções. Mas essa campanha, com material na base, arrecadação de contribuição nas empresas, universidades ou votadas em assembléias, com uma idéia do tipo “um dia de salário para os povo haitiano”, absolutamente necessária, vai demorar para conseguirmos recursos mais imediatos como estão necessitando os companheiros.

Por isso queremos que cada entidade, movimento e organização discuta até a semana que vem contribuição direta de seus recursos normais para que possamos enviar.

Para isso abrimos uma conta bancária específica para depósito das contribuições a serem enviadas a Batay Ouvriey. Isto nos permitirá divulgar posteriormente, o extrato desta conta às entidades que contribuíram bem como a prestação de contas em relação à Campanha.

Solicitamos às entidades, oposições, movimentos e ativistas que por ventura tenham realizado contribuições na conta da Conlutas, que nos enviem identificação do depósito com data e valor, para que possamos dar o devido encaminhamento.

Aguardamos retorno de todos.

Conlutas
Secretaria Nacional Executiva
São Paulo, 19 de janeiro de 2010.

Abaixo segue o número da conta.

Favorecido: Coordenação Haiti
Banco do Brasil
Agência 4223-4
Conta 8844-7

Trabalhador Haitiano solcitando ajuda

fonte: http://www.pbagora.com.br/ew3press/conteudo/20100113164145.jpg

Fotos do Palácio do Governo Haitiano


fonte: http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/arquivos/cdocuments

Declaração do PSTU sobre a tragédia no Haiti

Declaração do PSTU sobre a tragédia no Haiti

Exigimos do governo brasileiro, que tanto fala em sua solidariedade ao povo haitiano, a retirada das tropas de ocupação e a utilização do dinheiro que seria gasto com elas em uma verdadeira ajuda humanitária.


• Uma tragédia abalou profundamente o Haiti. O pior terremoto na história haitiana teve seu epicentro junto à capital do país, destruindo dois terços de Porto Príncipe. As primeiras estimativas falam em cem mil mortes. As cenas que começam a ser divulgadas dão conta de uma situação terrível, com mortos nas ruas e feridos sob os escombros sem atendimento.

Não há como não se emocionar com a situação haitiana. O povo negro do país mais pobre do continente se enfrenta com mais uma tragédia brutal. Mas não se pode atribuir as conseqüências em mortes e feridos somente à dimensão do terremoto. O grave problema da natureza veio se abater sobre um país devastado pelo capitalismo.

O terremoto não teria as conseqüências que teve em outra situação social do país.O Haiti tem um desemprego que chega a 70- 80% em P. Príncipe. Os poucos empregados têm de viver com um salário mínimo de cerca de 115 reais. Não existe uma estrutura nacional de assistência médica real, com pouquíssimos hospitais públicos em todo o país, em uma proporção que já impediriam que cumprissem qualquer papel relevante na atual situação. Agora os poucos hospitais estão destruídos. Tampouco existe um serviço funcionante de bombeiros. Após o terremoto, depois de verem suas casas desabarem, eram os próprios sobreviventes que tinham de tentar resgatar os que ficaram presos nos escombros. Os feridos se amontoam nas praças sem sinais de que possam ser atendidos por alguém, muitos a espera da morte.

A tragédia haitiana vai ser utilizada para defender a Minustah, as tropas da ONU lideradas por soldados brasileiros que mantém a ocupação militar do país há cinco anos. Vão tentar demonstrar a necessidade da Minustah neste momento. Mas o objetivo real das tropas não é humanitário. É assegurar a implantação do plano econômico neoliberal a serviço das multinacionais instaladas no país. Essas grandes empresas conseguem produzir têxteis a baixíssimo preço (pelos salários miseráveis pagos), praticamente nas costas dos EUA. Ou seja, pagando um salário ainda mais baixo que na China e bem mais próximo do mercado dos EUA.

Os fatos desmentem a propaganda capitalista a favor da Minustah. Não houve nenhuma melhora social em cinco anos de presença das tropas. A miséria segue a mesma, não houve nenhum avanço em termos de saúde, educação, abastecimento de água ou instalação de esgotos no país.

A ocupação militar serviu para reprimir as mobilizações dos operários haitianos como em agosto de 2009, na greve dos trabalhadores têxteis por um salário mínimo de 200 gourdes (190 reais), que terminou com duas mortes. Serviu para reprimir os estudantes que se manifestavam contra as tropas e tiveram mais de vinte presos em novembro passado.

E agora, no momento do terremoto, os relatos dos sobreviventes mostram a ausência da Minustah, quando mais se precisa de uma real ação humanitária. A descrição de um grupo de estudantes brasileiros presente no Haiti é impressionante: “A situação está se complicando: saindo às ruas em busca de água, o pessoal viu muitas pessoas feridas na rua, mortas, casas desabadas e pessoas retirando os escombros, além de briga por comida, saques, um tiroteio, e o pior, aparentemente, tudo isso sem a presença de nenhum tanque, carro ou oficial da ONU nesses primeiros momentos de pavor a população. Apenas soubemos que as tropas estavam removendo os escombros do Hotel Montana, um dos hotéis da alta classe, onde deveria estar personalidades da ONU.”

Existe uma enorme distância entre a solidariedade que os trabalhadores necessitam neste momento e a legitimação da ocupação militar no Haiti. Nós do PSTU, estivemos desde o início radicalmente contrários à invasão, demonstrando seu caráter pró- imperialista. Neste momento em que a dor do povo haitiano comove todo o mundo, queremos afirmar nosso chamado à solidariedade com os trabalhadores e também o nosso mais absoluto repúdio à ocupação militar. Mais que nunca, somos contra a presença dessas tropas que só defendem o capital imperialista e se mostram inúteis quando a ação humanitária é necessária.

O imperialismo demonstra seu cinismo no Haiti. Enquanto falam em solidariedade, os mesmos governos que deram 25 trilhões de dólares para os bancos na crise econômica, agora oferecem 145 milhões de dólares ao Haiti. A ONU gastou nos cinco anos de ocupação militar do Haiti 3,5 bilhões de dólares e agora “oferece”10 milhões de dólares para a ajuda ao terremoto.

Exigimos do governo brasileiro, que tanto fala em sua solidariedade ao povo haitiano, que retire as tropas de ocupação e utilize o dinheiro que seria gasto com elas em ajuda humanitária. O governo se comprometeu a enviar ridículos 10-15 milhões de dólares de ajuda, quando gastou cerca de 600 milhões de dólares com as tropas até os dias de hoje. Os soldados devem voltar ao Brasil e serem enviados comida, roupas, remédios, profissionais de saúde. Ou seja, a verdadeira ajuda humanitária que nunca existiu.

O PSTU defende que os operários, trabalhadores e estudantes de todo o mundo façam uma campanha de solidariedade aos trabalhadores haitianos, com os sindicatos recolhendo contribuições nas bases, para que possamos enviar diretamente ao movimento operário haitiano. A Conlutas e seus sindicatos já estão propondo uma campanha nesse sentido. Não confiamos no governo haitiano ou brasileiro ou na Minustah como “solidárias” ao povo. A “ajuda” pode servir para sufocar a revolta já hoje existente no povo haitiano, assim como se perder na gigantesca corrupção presente no país.



Toda solidariedade ao povo haitiano!


Fora a Minustah e a ocupação militar do Haiti!


Exigimos do governo brasileiro a retirada das tropas do país e transformação de seus gastos em uma verdadeira ajuda humanitária!

PSTU, 13 de janeiro 2010

AS SEMPRE LÁGRIMAS HAITIANAS

João Luis Duboc Pinaud - janeiro 2009

Estranhomencionar negatividades a respeito de um povo especialíssimo, dotado força libertáriae criativa, que se expande em mil modalidades de alegria, cor, música eexpansiva beleza, embora ainda mantido preso nas tantas grades dos interesses externos. Esta cena de inviabilidade política, nocurso do século 21 revela inaceitável condenação a morrer previsto, metódico,frio, crudelíssimo e sem apelos. Inaceitável absurdo resvala para airracionalidade, pois esta insanidade política atinge povo em plena expansão daprópria vitalidade, rara explosão dos cantos, traduzindo força, alegria, dança esperançase possibilidades imediatas de afirmação. E a insanidade desta situação emanifesta posto que este povo, como palavra e realidade, detém em si mesmo,qual tesouro mal pressentido, a energia toda que uma Nação consegue magicamentedeter.
No curso do anode 2005, o JUBILEU SUL promoveu, com o Prêmio Nobel da Paz Adolfo PerezEsquivel e Nora Cortines (Madres da Praça de Maio), congregando ainda representantesde valiosas instituições (PACS, CONIC, MST, VIA CAMPESINA), a MissãoInternacional que esteve no Haitiverificando circunstância política do povo haitiano, seu contextohistórico-social, a luta pela autodeterminação e a legitimidade da presença(bélica) de outro tipo de missão humanitária da ONU.

Não pretendemos repetir o Relatório elaborado pela já referida e verdadeira Missão promovidapelo JUBILEU SUL, mas apenas registrar aspectos que merecem ser conhecidos pelacomunidade internacional:

I. A ajuda efetiva ao Haiti tem vindo da sociedadecivil de vários países;
II. A“Missão Humanitária” mantida pela ONU (o Brasil figura como seu chefe) significourepressão aos movimentos sociais haitianos nas suas legítimas reivindicaçõespor condições mínimas de sobrevivência e dignidade;

Este ponto exige– para mostrar claramente a gravidade do problema – algumas informações, asaber:

a) Existem atualmente 18 (dezoito) zonas francas nesta pequena ilhamontanhosa (14 existentes no ano de 2005, onde estão instaladas as chamadas“indústrias da agulha” (têxteis);

b) tais indústrias não prescindem do esforço humanoe o remuneram com salários vis (30 dólares mensais) para manter altas taxas delucro e competitividade no mercado mundializado. Não pagam nenhum imposto aogoverno haitiano. São fortemente guardadas por seguranças armadas;

c) qualquer movimentaçãopor melhores salários é violentamente reprimida;

d) no dia 1º de maio de 2009,manifestação popular registrou mortes de trabalhadores

e) 80 % da população haitiana está desempregada e viveabaixo da linha da pobreza. Qualquer movimento partindo dessas massasdesesperadas e criminalizadas provoca violenta repressão apoiada pela MINUSTAH. Permanecendo tais condições imorais nas indústriasdas zonas francas, sob guarda da MINUSTAH, o povo haitiano não conseguirá obternenhum avanço em direção a uma vidadigna, direito do qual todo ser humano deve ser portador. O terremoto recente tornouvisíveis as precariedades das condições, imoralmente mantidas do viverhaitiano. Espera- se que, pela gravidade revelada, ingresse finalmente, napauta internacional das urgências, o apoio imediato ao Haiti.

Não a repressão! Fora Minustah do Haiti!

Advogado de diretos humanos sofre atentado no Haiti!



Advogado de estudantes presos por missão das Nações Unidas sofre atentado
Repressão é comandada por forças de pacificação da ONU, lideradas pelo Brasil; Estudantes presos protestavam pela lei de reajuste no salário mínimo
24/09/2009

Tatiana Lotierzo
Campanha Latino Americana pelo Direito à Educação - Clade

Patrice Florvilus, advogado e ativista de direitos humanos, foi vítima de um atentado no dia 14 de agosto. Ele vinha recebendo ameaças de pessoas não-identificadas desde o dia 10, quando se comprometeu a defender legalmente, junto aos tribunais haitianos, cinco estudantes presos injustamente pela polícia e pela Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) na segunda semana do mês. Em comunicado público, ele explica a grave situação de seu país, que culminou na prisão dos jovens.

Os estudantes presos protestavam devido à não promulgação da lei que determina um reajuste no salário mínimo. A lei foi aprovada em abril de 2009 pelo Congresso Nacional, mas até agora não foi publicada oficialmente pelo governo haitiano. Os protestos contra a atitude do governo não são um fato recente no país, assim como a repressão contra os manifestantes. “Já nos meses de maio e junho, a polícia e a MINUSTAH intervieram violentamente para reprimir manifestações estudantis, chegando ao extremo de violar os prédios da Faculdade de Medicina, o que é proibido pela Constituição”, diz o comunicado. Também foram atacadas as faculdades de Ciências Humanas, Etnologia e a Escola Nacional de Normalistas, que forma professores e professoras para o ensino fundamental.

Desde o início dos conflitos, Florvilus vem denunciando as violações aos direitos humanos e apoiando as pessoas detidas, tanto através da mídia, como no Palácio da Justiça. Na sexta-feira, dia 14, quando voltava do Palácio da Justiça e do escritório do procurador do governo, o advogado e as pessoas que o acompanhavam foram surpreendidos com um ataque inesperado. “Acredito que seja um ato de intimidação contra a luta a favor do direito de protestar e a luta pela descriminalização dos movimentos sociais”, declara. No dia 18 de agosto, três dos estudantes foram liberados depois de uma investigação e da ação judicial. O advogado tentou obter um habeas corpus, mas sem resultados concretos.

“O povo haitiano necessita do apoio de todos e todas para ajudá-lo nesse momento bastante difícil em sua historia. Entendo que, em nível regional, em toda América Latina, podemos gerar uma força midiática de denúncia dessa situação, já não tanto por minha segurança pessoal, mas sim pela própria luta dos e das estudantes no Haiti. São urgentes as ações de denúncia pública”, declara Florvilus, no comunicado.
Diante do aumento da repressão ao povo haitiano, está sendo realizada uma campanha internacional de repúdio à repressão e de exigência pela retirada imediata das tropas da ONU naquele país, encabeçada pelas tropas brasileiras.

Assine a moção abaixo:

As Entidades Sindicais, do Movimento Estudantil e Popular, parlamentares e personalidades políticas vêem, por meio desta moção, repudiar veementemente o crescimento vertiginoso da repressão contra o heróico povo do Haiti, desferidas pelas Tropas de Ocupação da ONU, chefiadas pelo Exército brasileiro.

Nos últimos dias as justas manifestações pelo reajuste do salário mínimo, que é o menor do Continente Americano, foram duramente reprimidas pela Minustah, nome dado as tropas de ocupação naquele país.

Já existem dezenas de presos e feridos, especialmente as lideranças das manifestações, com destaque para dirigentes do movimento estudantil haitiano, que estão sendo agredidos e detidos dentro do Campus Universitário.

Da mesma forma, responsabilizamos o Governo brasileiro por estas ações inaceitáveis, que ferem a Soberania Nacional do Haiti e revelam a verdadeira natureza da ocupação militar daquele país – reprimir violentamente as manifestações dos trabalhadores, dos estudantes e do povo pobre haitiano pelo seu direito a autodeterminação e atendimento de suas justas reivindicações.

Intensificaremos no Brasil as ações da campanha de exigência ao Governo Lula de retirada imediata das tropas brasileiras do Haiti.

São Paulo, 19 de agosto de 2009.

Coordenação Nacional de Lutas - CONLUTAS

As mensagens podem ser encaminhadas para os endereços abaixo:

1- Ministério das Relações Exteriores
celsoamorim@mre.gov.br
jmaia@mre.gov.br

2- Coordenação Nacional de Lutas – CONLUTAS: secretaria@conlutas.org.br