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| Tropas da Minustah ocupam o país há oito anos |
Comunicado da Rádio Kiskeia, enviado por Batay Ouvriye
• A Faculdade de Ciências Humanas (FASCH), símbolo de resistência estudantil à opressão nos últimos anos, no Haiti, foi alvo na última sexta-feira (15), de momentos de tensão. Os soldados da Minustah (Missão de Estabilização da ONU), conhecidos como “capacetes azuis”, invadiram a instituição, provocaram cenas de pânico e ainda feriram várias pessoas. Os alunos foram vítimas de agressões físicas e tiveram que fugir das balas de borracha lançadas pelos soldados.
Os pára-brisas de pelo menos dois veículos também foram quebrados. Denunciada na imprensa como uma verdadeira provocação, após o alerta do reitor da Universidade Estadual, o coordenador de FASCH, Hancy Pierre, declarou que a invasão militar interrompeu uma reunião conjunta que se realizava naquele momento.
Estudantes e professores foram surpreendidos quando centenas de agentes mascarados do batalhão brasileiro entraram na Faculdade sob pretexto de tentar recuperar uma granada lançada, mas que não chegou a explodir.
Vários alunos denunciaram os fatos à Rádio Kiskeya, exigindo das autoridades a saída imediata das forças de ocupação e acusando a ONU de ser particularmente responsável pela epidemia mortal de cólera no país.
A Minustah ainda não tinha respondido até esta noite (domingo, 17 de junho) sobre o ataque injustificado e a invasão do espaço universitário, considerado totalmente inviolável pela Constituição do país.
Presente no Haiti desde 2004, as forças da ONU têm cerca de 10.000 soldados e policiais de diversos países, sob o comando brasileiro.
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Estudantes e professores foram surpreendidos quando centenas de agentes mascarados do batalhão brasileiro entraram na Faculdade sob pretexto de tentar recuperar uma granada lançada, mas que não chegou a explodir.
Vários alunos denunciaram os fatos à Rádio Kiskeya, exigindo das autoridades a saída imediata das forças de ocupação e acusando a ONU de ser particularmente responsável pela epidemia mortal de cólera no país.
A Minustah ainda não tinha respondido até esta noite (domingo, 17 de junho) sobre o ataque injustificado e a invasão do espaço universitário, considerado totalmente inviolável pela Constituição do país.
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