Mostrando postagens com marcador CSP-Conlutas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CSP-Conlutas. Mostrar todas as postagens

Em meio à crise política nacional, governistas implodem o 8 de março carioca


por Natália Conti, Rio de Janeiro.

Como já é tradição, a esquerda se reúne todos os anos para organizar o ato do 8 de março na cidade, espaço e data que reafirmam a luta contra o machismo e pautam questões que atingem as mulheres, no sentido de abrir um diálogo com a população a respeito dos temas. 
Várias reuniões foram feitas até que fosse definido o eixo político e a data do ato. Costumeiramente, a polêmica é grande, também devido às diferentes concepções de feminismo expressas na frente organizadora. Houve, no entanto, depois de exaustiva discussão política, consenso em torno do eixo “Nenhum direito a menos: pela legalização do aborto e contra a violência do Estado” na terça-feira, 24.
A reunião da quinta-feira do dia 26 seria organizativa, para definir trajeto, estrutura e detalhes do ato. No entanto, com um discurso de que a unidade não existia de fato entre os setores e que o consenso não era real, uma companheira da Marcha Mundial de Mulheres rompe com o ato em unidade, tendo puxado uma fila na qual seguiram as correntes Consulta Popular, Levante Popular da Juventude, CAMTRA, LBL e Insurgência (PSOL). Protagonizaram aquilo que foi um golpe às vésperas do 8 de março, fato que fragiliza a visibilidade da luta das mulheres na cidade neste momento. Ainda que o nosso esforço tenha sido construir a unidade na diferença, tendo em vista o recrudescimento da ofensiva machista, o movimento de ruptura se deu também em outros estados por parte da Marcha Mundial de Mulheres.

O que está por trás do discurso de unidade e consenso?
Adentramos o ano com uma crise política que deixa o governo Dilma e o PT pisando em ovos, juntamente com um pacote de ataques à classe trabalhadora, em especial políticas que atacam os direitos das mulheres. Vivemos também a crise energética, crise da água e carestia de vida, não é por acaso que presenciamos este fato na frente de organização do 8 de março. As coisas não estão boas para o lado da Dilma, e qualquer coisa que soe como críticas ao governo não será tolerada pelos governistas nos espaços do movimento. 
Sistematicamente temos nos enfrentado com este discurso de que o governo Dilma não deve ser o principal foco de combate no movimento feminista, e que questões que passam longe da crise econômica e da crise política devem ser adotadas como eixo. Outro discurso perigoso é o de que o 8 de março deve pautar apenas questões que digam estritamente sobre a vida das mulheres, que em nenhuma medida sejam “gerais”, como se isso fosse possível.  A imposição desses temas se combina com a necessidade de que o consenso seja o método político adotado pelos espaços de discussão, e toda divergência apresentada é taxada de tentativa de inviabilizar as atividades e de dissidência não-construtiva. 
Queremos dizer às companheiras que, para nós, não só não é suficiente uma mulher no governo para que o combate ao machismo avance, como também não seremos intimidadas no momento de questionar para onde vai o governo brasileiro. É muito sério que os direitos estejam sendo cada vez mais arrochados, a inflação corroendo os salários e diminuindo o poder de compra da população, as MP’s 664 e 665 assaltando direitos de Seguridade, um escândalo de corrupção misturado à crise da água e da energia em vários estados, uma bomba atômica na vida da classe trabalhadora brasileira.  
Imputar às feministas antigovernistas a pecha de sectárias e inconsequentes é dar ao debate da unidade um caráter mecânico, burocrático e autoritário, onde as diferenças não podem ser expressas. Dizemos que a responsabilidade pela ruptura do ato é das governistas, que não compreendem a necessidade de fortalecer a luta feminista em um momento de ataques e de ofensivas conservadoras (como a CPI do aborto no Rio de Janeiro), e em despeito disso preferem seguir fortalecendo as colunas do governo. Lamentamos também a (im) postura da Insurgência (PSOL) frente a este golpe, e convidamos as companheiras a refletir a respeito da importância em construir esta unidade.

Por um 8 de março feminista, classista e contra os ataques do governo
Apesar desses acontecimentos, o PSTU, desde a CSP-Conlutas e o Movimento Mulheres em Luta (MML) vai construir atividades que contestem a política de austeridade imposta pelo governo, pautando a necessidade de que as mulheres trabalhadoras se organizem para atuar e assumir a linha de frente nas lutas do cenário que surge. 
Diferente de um discurso que prega um “exclusivismo” das pautas “estritamente” para mulheres, defendemos que estas devem construir seus bastiões de luta feminista em conjunto com a classe trabalhadora, ganhando os homens para o combate ao machismo, os educando e também protagonizando as lutas desta classe. Não é possível superar as contradições vividas pelas mulheres sem que as contradições de classe também sejam enfrentadas. Por essa razão, construiremos no 8 de março uma intervenção feminista, classista, contra o conservadorismo da oposição de direita e contra os ataques do governo.


  • Organizar as mulheres para lutar, pela legalização do aborto já! 
  • Chega de violência! 1% do PIB para o combate à violência contra a mulher!
  • Nenhum direito a menos! Todas na luta contra a carestia de vida e os ataques aos direitos da classe trabalhadora, que muito afetam a vida das mulheres!

Defender a Petrobras é defender uma empresa 100% estatal e os direitos dos seus trabalhadores


Enquanto os trabalhadores do Comperj percorriam Brasília para obter apoios na sua luta pelo pagamento de direitos, Lula defendia o governo Dilma/PT em ato na ABI, supostamente em defesa da Petrobras.

Por Cristina Portela, da redação.

Uma comissão de trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) esteve em Brasília na última semana de fevereiro com o objetivo de convencer o governo Dilma a intervir para que os seus salários e direitos, suspensos há mais de três meses, sejam pagos. Na capital, eles acamparam em frente ao Congresso Nacional, reuniram-se com parlamentares e representantes do governo. No dia 25, foram recebidos pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que se comprometeu a reunir representantes da empresa, do sindicato de trabalhadores, da Petrobras e do poder judiciário para no dia 9 de março, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro. A finalidade do encontro é obter um acordo para acelerar o pagamento dos direitos devidos aos trabalhadores.
Durante a estada em Brasília, a comissão participou também do 34º Congresso do Andes Sindicato Nacional e do ato de lançamento da campanha salarial dos servidores públicos federais.
Desde o final do ano passado que 2.400 funcionários da Alumini Engenharia, empresa que presta serviços no Comperj, estão sem receber salários, além de outros 469 demitidos que não tiveram os seus direitos pagos. A Alumini responsabiliza a Petrobras, enquanto esta lava as mãos e diz que não tem nada com isso. Nessa queda de braço, quem paga o pato são os trabalhadores.
Esses, ao contrário dos corruptos e corruptores investigados pela Operação Lava Jato, não são marajás. Segundo Natália Russo, diretora do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro), eles ganham entre 1.400 (pedreiros, carpinteiros, etc.) e 5.000 reais (soldadores, encarregados, etc.) por mês e, sem dinheiro, já estão passando dificuldades e têm as suas prestações em atraso. Uma boa parte desses trabalhadores foi recrutada fora do Rio de Janeiro, em especial no Pará e na Bahia, mas também no Maranhão, em Pernambuco e Alagoas, o que agrava ainda mais a situação.
A luta desses trabalhadores, cujo marco foi a passeata pela ponte Rio-Niterói em 10 de fevereiro último, tem recebido a solidariedade da sua classe. Entre as entidades sindicais que estão a ajudar  destaca-se a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff), que contribuiu com 120 cestas básicas. A diretora do Sindipetro conta que, em apenas uma hora durante o período de almoço dos petroleiros do Centro Administrativo da Petrobras, no Edifício Ventura, centro do Rio, foram recolhidos 869 reais.
A CSP-Conlutas prossegue a campanha “SOS Comperj: os trabalhadores não pagarão pela crise”, numa iniciativa que visa também os outros desempregados do Estado. O objetivo é unificar a luta contra as demissões e ampliar a frente de solidariedade aos trabalhadores do Comperj, da qual fazem parte, entre outras entidades, o Sindipetro-RJ, o Sindipetro-Caxias, o Sindicato dos Metalúrgicos, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (Sintuff), Aduff, Andes Sindicato Nacional, além de parlamentares do PSOL. A onda de demissões que começou – calcula-se que já há 20 mil desempregados no país em consequência do escândalo de corrupção da Petrobras - precisa ser travada com a unidade e a luta dos trabalhadores, a exemplo da Volks do ABC paulista e da GM de São José do Campos.

Em Brasília, durante o acampamento em frente ao Congresso Nacional, os operários do Comperj receberam o apoio do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal, Andes Sindicato Nacional, Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel), entre outras entidades.

Trabalhadores da saúde se mobilizam contra o desmonte da saúde federal no RJ

Trabalhadores da Saúde Federal
 novamente no NERJ 
Dirley Santos , da Redação

Os trabalhadores da Saúde Federal do Rio de Janeiro, estiveram, na manhã desta quarta-feira (14/01), novamente no NERJ (Núcleo Estadual do Rio de Janeiro) exigindo explicações do governo federal frente a estadualização-privatização. 

A mobilização dos trabalhadores arrancou uma audiência com representantes do Ministério da Saúde. De acordo com Cíntia Teixeira, trabalhadora da saúde e militante da CSP-Conlutas/RJ, "O governo desmentiu a estadualização, mas nós cobramos uma nota oficial contra a entrega para as OS's". também foi exigida uma posição contra o despejo do núcleo sindical dos servidores do Hospital Cardoso Fontes. 

Ainda segundo Cíntia "o governo federal tem que assumir a sua responsabilidade perante o sistema público de saúde", pois está claro que o atual sistema de regulação de leitos não funciona e por conta disso pessoas estão morrendo nas UPA's.

A categoria realizará nova assembléia no dia 22/01 (5a feira) para organizar a campanha salarial deste ano e a continuidade da luta contra estadualização-privatização.

Fotos: Cíntia Teixeira

Trabalhadores da Saúde Federal
protestam em frente ao NERJ

Trabalhadores da Saúde Federal em audiência com o governo federal


Uma resposta a Magnoli: O PSTU faz oposição de esquerda e classista ao governo Dilma (PT)

Em recente artigo no jornal O Globo, o articulista Demétrio Magnoli afirmou que o PSTU seria “uma sublegenda informal do PT”. Neste texto esclarecemos nosso posicionamento sobre o governo do PT e respondemos ao jornalista, que costuma não ter nenhum rigor com as informações que veicula.






O PSTU posicionou-se pelo voto nulo no 2º turno das eleições presidenciais por não considerar o voto no “mal menor” um voto útil para a classe trabalhadora. Claro está que a oposição de direita, Aécio Neves (PSDB), nunca foi e nunca será solução para a classe trabalhadora, justamente por ser representante mor dos banqueiros. Mas, alertávamos então, que as alianças e compromissos do PT com banqueiros, empreiteiras, multinacionais, agronegócio e inúmeros partidos e personalidades de direita, não apenas impediriam as mudanças que a maioria dos trabalhadores, do povo e da juventude necessita, como levariam a cortes nos gastos sociais para beneficiar banqueiros e empresários. Jogariam a crise, mais uma vez, sobre as costas dos trabalhadores, com arrocho nos salários, demissões e retirada de direitos. Votar em Aécio ou Dilma seria legitimar esses ataques ou nutrir a ilusão de que as coisas poderiam ser melhores, em vez de preparar-se para a luta enquanto eles preparavam o assalto ao bolso dos pobres para dar aos ricos.

Dilma ganhou as eleições por pouco, apelando para um discurso à esquerda, buscando o voto dos trabalhadores, dos pobres, dos oprimidos, “contra os banqueiros”, prometendo que não mexeria em direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”.

O 2º mandato de Dilma (PT) mal começou, porém, e sua prática demonstra que o discurso da campanha só visava ganhar votos e as eleições. O ministério escolhido por Dilma está todo montado para retirar dinheiro dos pobres para dar aos ricos. O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do Bradesco, serviria como uma luva também a um governo Aécio Neves, ou qualquer outro do PSDB. O ministro da Educação, Cid Gomes, é escolado em aviltar os professores já tão maltratados por todos os governos há tanto tempo. É dele a frase, proferida aos professores do Ceará, de que professor deveria trabalhar por amor e não por salário. Por aí logo vamos ver o real significado do bordão lançado por Dilma em seu discurso de posse: “Brasil, pátria educadora”. A ministra da Agricultura é Kátia Abreu, uma das maiores expoentes do agronegócio no Brasil.

As primeiras medidas tomadas significam tirar R$ 18 bilhões do bolso dos trabalhadores e dos pobres para dar aos banqueiros. Diga-se de passagem, nesta tarefa estão empenhados os governos das três esferas, independente dos partidos, ou seja, presidente, governadores, prefeitos e seus respectivos legislativos. Os aumentos de passagens de ônibus e de tarifas são outro assalto aos nossos bolsos.

A primeira medida do governo Dilma retira direitos trabalhistas e previdenciários: restringe o seguro-desemprego, ataca as pensões, o abono salarial e o auxílio-doença. Retira R$ 18 bilhões, montante igual a 70% de todo dinheiro destinado ao Bolsa Família no ano passado,  para aumentar o dinheiro a ser destinado ao pagamento de juros da dívida pública aos bancos. Da mesma maneira como fazia o PSDB quando era governo, o PT diz que não está retirando direitos, apenas “corrigindo distorções”. A maior distorção existente no Brasil é ter mais de 40% de todo o Orçamento federal comprometido com pagamento de juros a agiota e banqueiros. Mas esta distorção o governo defende, afinal, esta “distorção” governa o governo e o país.

Não há como “enfrentar a direita” sem colocar-se na oposição ao governo
Que a oposição de direita, o PSDB, seus aliados e até uma minoria tão inexpressiva quanto ruidosa que defende a volta da ditadura militar, necessitam ser combatidos, não há dúvida. Mas, daí a concluir que “enfrentar a ofensiva da direita” e defender “nenhum direito a menos” ou os “direitos dos trabalhadores” é combater apenas a oposição burguesa e colocar-se no campo do governo Dilma (PT), é um erro garrafal.

Este posicionamento significa colocar-se como refém de um setor da direita contra outro setor e, na prática, aceitar perder direitos para os ricos. Ou toda a “direita” encontra-se ao lado de Aécio Neves do PSDB? Por acaso o ministro da Fazenda de Dilma, ou Kátia Abreu, ou Cid Gomes, ou Sarney, Maluf, Delfim Neto, o PMDB, o PP e tantos outros partidos e personalidades de direita desse país não se encontram justamente no campo do governo do PT? E não é justamente o governo do PT com seus aliados banqueiros, ruralistas, empresários, que estão governando e retirando nossos direitos?

Para defender o lado dos trabalhadores e dos pobres deste país é preciso enfrentar os interesses dos banqueiros, do agronegócio, das multinacionais, das empreiteiras e daqueles que os representam, ou seja, o governo Dilma (PT) e a oposição de direita (PSDB), assim como governadores, prefeitos, Congresso, etc. É necessário organizar a luta unificada contra todos eles e não ficar refém de um lado contra o outro. É necessário libertar a classe trabalhadora dessa polarização binária, para que ela volte a ter voz própria e força. Enquanto estiver atrelada a um dos campos que representam os interesses dos de cima, os de baixo não terão seus interesses organizados, estarão indefesos e o Brasil continuará sendo um dos países mais desiguais e injustos do mundo.

CUT, MST e UNE precisam romper com o governo 

Organizações sindicais e movimentos populares ligados ao PT e ao PCdoB – como a CUT, UNE, MST, e outros, compartilham a idéia de que para defender e avançar em seus direitos, os trabalhadores e a juventude devem lutar contra a direita que ataca o governo Dilma.

Em recente reunião chamada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), ocorrida em 17 de dezembro em São Paulo, este debate veio à tona e a reunião terminou sem decidir nada, além de uma nova reunião em 19 de janeiro. Presentes neste espaço, a CUT, UNE, MST, CMP e o próprio PT (além de outras organizações governistas) defenderam a idéia de que a tarefa central dos trabalhadores e suas organizações é combater a oposição de direita e que, para isto, é necessária a união de todos. Uma primeira tarefa seria cobrar dos “direitistas” do Congresso Nacional a Reforma Política, defendida por estes setores como a saída para todas as aflições da classe trabalhadora brasileira. A Reforma Política, aliás, é também defendida pelo governo e praticamente por todos os setores representados no Congresso Nacional, incluindo o PSDB.

A CSP-Conlutas, também presente na reunião, cobrou um posicionamento sobre o ajuste fiscal anunciado pela presidenta Dilma, e teve como resposta o silêncio. Cobrou ainda que a CUT retirasse a proposta de PPE (Plano de Proteção ao Emprego) que apresentou ao governo – porque rebaixa salários. Proposta, aliás, rechaçada pelos operários da Volkswagen de São Bernardo do Campo em assembléia no mês passado. Os representantes da CUT disseram que essa proposta era “coisa da imprensa”. Já o dirigente do PSOL presente à reunião chegou a afirmar que “não era o caso de discutir ali as nossas diferenças”, pois “já as conhecíamos”. O importante era lutar por “reformas populares e nenhum direito as menos”.

O representante da CSP-Conlutas ali presente, no entanto, não fez essas cobranças por sectarismo e sim porque existem ataques evidentes do governo aos direitos dos trabalhadores. Precisava saber se a CUT, a UNE, o MST e outras organizações governistas que ali estavam tinham disposição de romper com o governo para defender os direitos dos trabalhadores ameaçados pelo ajuste fiscal e demais medidas do governo Dilma (PT) com seus aliados de direita.
Como disse Zé Maria, do PSTU em recente artigo a este site (clique aqui para ver o artigo) : “Enganam-se aqueles que julgam que ignorar estas contradições é melhor para ‘construir a unidade’. De qual unidade estamos falando? Da unidade para lutar em defesa dos direitos dos trabalhadores? Estamos 100% a favor. E esta luta, para ser conseqüente terá de enfrentar sim, a direita tradicional do país representada pelo PSDB. Terá sim de denunciar e lutar contra a direitalha que domina o Congresso Nacional. Mas, para ser conseqüente, terá de começar por lutar contra o governo do PT, pois é este governo que está anunciando e tomando medidas concretas contra os direitos dos trabalhadores. Ou não é? A falta de clareza num debate como este não ajuda a unidade”.

Uma versão governista e inverídica de uma suposta “Frente de Esquerda”

O jornal “O Estado de São Paulo” publicou na edição de 26 de dezembro matéria intitulada “Atos pós-eleição estimulam movimentos sociais a articularem ‘frente de esquerda’” (clique aqui pra ler). 
O jornal destaca as posições dos setores governistas que estavam na reunião de 17 de dezembro como se fossem resoluções da mesma, quando esta não conseguiu chegar a nenhuma decisão, a não ser marcar uma nova reunião para o dia 19 de janeiro deste ano.

Mas a matéria ecoa a versão de que aquela reunião convocada e coordenada pelo MTST e da qual participaram diversas entidades sindicais e populares, dentre elas a CSP-Conlutas, teria dado a largada para a criação de um movimento “para promover manifestações e pressionar o Congresso e governo a adotar agenda considerada progressista, em resposta ao avanço de mobilizações associadas ao conservadorismo”. Tal “frente popular de esquerda”, diz o jornal, vai “buscar espaço dentro do governo Dilma para projetos que estejam em sintonia com a agenda da esquerda, como reforma agrária e regulação da mídia”.  Raimundo Bonfim, da CMP, teria dito:“Vamos fazer a disputa dentro do governo”.  Já o ex-deputado Renato Simões (PT-SP) declarou que  “a outra missão da frente de esquerda será enfrentar na rua o golpismo” representado, segundo ele, “por grupos que pedem o impeachment de Dilma”. 

Com o argumento de evitar a volta da direita, as propostas destes setores e organizações governistas procuram blindar o governo Dilma.

A próxima reunião, do dia 19 de janeiro, terá de definir o real caráter deste espaço.

Lula e o MTST

Veio reforçar essa versão sucessivas notícias veiculadas pela Folha de S. Paulo e outros meios de comunicação, em que Lula, posando para foto ao lado de Guilherme Boulos, do MTST, dizia que o governo e o PT  precisavam se reaproximar dos movimentos sociais. Em vídeo, chegou a falar em recuperar o espaço à esquerda perdido pelo PT (chegando a citar as rupturas do PSTU, do PSOL e de Marina), sem conseguir esconder o objetivo real de tal preocupação: a disputa das eleições de 2018. Os gestos de Lula em relação ao MTST têm o objetivo de ocupar ao mesmo tempo o espaço de governo e de “oposição de esquerda”, contendo o legítimo descontentamento dos trabalhadores e da juventude, dentro dos limites aceitáveis para seus aliados de direita.

A imprensa, aliás, vem fomentando uma versão de que Lula estaria defendendo um governo “mais à esquerda” e um PT “mais separado do governo”. Ora, ora, mas como se a escolha de um banqueiro como Levy para o ministério da Fazenda foi do próprio Lula?

Porém, de alguma maneira, estas notícias reforçavam a versão dos governistas de dita reunião.

Em 28 de dezembro, o MTST divulgou uma nota em que diz que o movimento “vem esclarecer que não participa de qualquer frente de apoio ao governo. Estamos sim participando da articulação junto com a CUT, PSOL, MST, UNE e outras organizações da esquerda no sentido de construir uma frente de lutas com a plataforma de Reformas Populares para o país”... “Nosso objetivo é avançar nas mobilizações contra qualquer ataque aos direitos sociais e por uma pauta unitária de esquerda. Também enfrentar as ofensivas da direita brasileira. Mas para isso entendemos que é necessária a total independência em relação ao governo.”

Concordamos com Zé Maria, quando afirma em artigo a este site, que tal nota veio num bom sentido, mas que ainda é um pouco curta politicamente. Isso porque, se corretamente fala de forma clara da defesa dos direitos dos trabalhadores, quando aponta o inimigo a ser enfrentado não vai além de nomear a “direita brasileira”.
Nós estamos 100% a favor de enfrentar o Congresso Nacional e toda corja de direitistas. Do PSDB, passando por Alckmin até Bolsonaro. Mas não podemos nos calar perante o governo Dilma. Não derrotaremos o ajuste fiscal enfrentando apenas o Congresso e a oposição de direita, quando quem está editando as Medidas Provisórias com o dito ajuste é o governo do PT.  Da mesma maneira que a Reforma Agrária e Urbana, o fim das privatizações, das terceirizações e da precarização geral do trabalho não poderão ser conquistadas enfrentando apenas a parte da direita que está na oposição ao governo e não enfrentando o próprio governo, aliado de outra parte.

Por isso, concordamos uma vez mais com o artigo de Zé Maria quando diz: “Está certo, portanto, o MTST, quando fala que é preciso “independência em relação ao governo”. Mas é preciso agregar que estamos diante de um governo claramente a serviço dos interesses do grande empresariado (o próprio MTST já escreveu isso várias vezes). E a única forma de praticar a independência frente a um governo como esse é numa luta sem trégua contra ele. Só assim, efetivamente, será possível estar ao lado dos trabalhadores, defendendo seus direitos e interesses. Esta não é uma discussão sobre semântica. É o debate que a esquerda da CUT levantou dentro da central, antes da ruptura que ocorreu em 2004 (que gerou a Conlutas). A direção da CUT dizia – e diz até hoje – que a central deve ter “independência em relação ao governo. E em nome disso tem a pratica que todos conhecemos”.

É preciso avançar na unidade para lutar em defesa dos interesses dos trabalhadores contra o governo do PT e contra a direita. A CUT, a UNE, o MST e demais organizações populares devem ser chamadas a esta luta. Mas para lutar de verdade em defesa da classe trabalhadora será preciso romper com o governo. Para vencer é preciso saber contra quem estamos lutando.

Este dilema vai voltar a se colocar na reunião do dia 19.

 A CSP-Conlutas e outras entidades e movimentos que fazem parte do Espaço Unidade de Ação estão convocando uma reunião para final de janeiro justamente para avançar na construção da unidade de todos que quiserem lutar.

A ação independente dos trabalhadores, da juventude e do povo é que pode garantir mudanças, e é ela também que poderá construir uma alternativa de esquerda e classista ao governo do PT com a direita, e à oposição de direita capitaneada pelo PSDB.

Demétrio Magnoli e a falta de rigor



No artigo intitulado “Esquerda Palaciana”, publicado no 1º de janeiro no jornal O Globo, o articulista deste jornal e da Folha de S. Paulo, Demétrio Magnoli (ex-militante da extrema-esquerda do PT: a antiga “Libelu”, ligada na época à Organização Socialista Internacionalista e ao jornal O Trabalho) afirma que o PSTU faria parte de uma “Frente de Esquerda” com objetivo de “fazer a disputa dentro do governo” e teria aceitado assim, junto com o PSOL, a condição “de sublegenda informal do PT”.  Informação obtida, segundo ele, de Raimundo Bonfim, integrante da Central de Movimentos Populares (CMP).

Escreve Demétrio: “ ‘A frente de esquerda’ articulada duas semanas atrás numa reunião no Largo São Francisco, em São Paulo, é o veículo para a soldagem de partidos, centrais sindicais e movimentos sociais ao governo de Dilma Roussef. É, ainda, de um modo menos direto, uma ferramenta da candidatura presidencial de Lula da Silva em 2018. O conclave contou com representantes do PT e do PC do B, partidos governistas, mas também do PSOL e do PSTU. No Largo São Francisco, os dois partidos aceitaram a condição de sublegendas informais do PT. Lá estava a CUT, que obedece ao comando lulista, mas também a Intersindical, um pequeno aparelho do PSTU”.

Se fossem corretas as informações que dá o articulista, estaria também correta sua conclusão. Ocorre que Demétrio Magnoli tem o péssimo costume de não checar a veracidade das informações que reproduz ou utiliza em seus artigos.

No 1º turno das eleições, o mesmo jornalista, por desinformação ou má fé, ou com o intuito de desqualificar o PSTU e lançá-lo na mesma vala das legendas de aluguel, “noticiou” que o PSTU “sobrevivia com o dinheiro do fundo partidário”, quando, na verdade, esse partido é o único que defende a extinção do fundo, chegando a realizar uma consulta ao STF sobre a possibilidade de abrir mão desse recurso. É ainda espantoso o grau de desinformação e desconhecimento de coisas tão corriqueiras, vindo de alguém que já foi um quadro da esquerda. Tal é o caso, por exemplo, do desconhecimento acerca das centrais sindicais e dos setores que nelas atuam, ao ponto de afirmar que a Intersindical seria um “aparelho do PSTU” quando até as pedras sabem que o PSTU não tem qualquer participação na Intersindical.

O hoje articulista da Folha de S. Paulo e do Globo, se não age por má-fé, poderia pelo menos ser um pouco mais rigoroso ou cuidadoso com o que escreve. Afinal, qualquer leitor medianamente inteligente sabe que não faz nenhum sentido que um partido chame o voto nulo no 2º turno das eleições (como fez o PSTU) para, logo em seguida, justamente quando Dilma (PT) decreta todas suas maldades impopulares, tornar-se “sublegenda informal” do PT, como quer o ex-esquerdista.  

Se ele pretende redimir-se de seu passado de esquerda e atacar suas antigas ideologias, poderia fazê-lo de maneira mais honesta, sem inventar ou distorcer fatos, ou pelo menos checando versões e informações.

Na véspera da abertura da Copa PM persegue ativistas buscando intimidar manifestações

É necessário construir a solidariedade aos perseguidos e presos

Por Arthur Gibson, do Rio de Janeiro.

Na manhã desta quarta-feira 10 ativistas foram perseguidos e encaminhados à delegacia em ação da polícia. Além disso tiveram bens pessoais como Computadores, pen-drives, equipamentos eletrônicos e peças de roupa apreendidos. Dentre os ativistas levados para a delegacia estão Elisa Quadros (a Sininho), Thiago Rocha, Eduarda Castro, Luiza Dreyer, Gabriel Marinho, um menor, a advogada Eloísa Sammys e Anne Josefine, companheira do ativista Game Over que não foi encontrado em casa.

A ação é claramente política. O objetivo é intimidar manifestantes às vésperas da abertura da Copa do Mundo. Em todo o Brasil, manifestações estão agendadas para amanhã como forma de continuar a luta contra as injustiças da Copa. Todos os perseguidos da manhã de hoje são lutadores que estiveram presentes nas principais manifestações desde junho do ano passado. Por isso estão sendo perseguidos.

A política repressiva do governo Pezão (PMDB) é uma continuação do ditador Sérgio Cabral. Além disso, é parte de uma ação conjunta dos governos estaduais e federal para reprimir os movimentos sociais. Eles temem que a luta dos trabalhadores possa afetar o lucro dos grandes empresários e da FIFA com a Copa. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) demitiu 42 metroviários que fizeram greve. No Rio Grande do Sul, ativistas do Bloco de Lutas estão sendo indiciados por formação de quadrilha. Dentre eles está Matheus Gordo, dirigente do PSTU.

A operação militar montada pelo governo Dilma (PT) para a Copa é a maior da história. Os governantes sabem que existe uma grande insatisfação na população com os gastos com a FIFA, e querem reprimir os protestos. A situação de inflação, péssimos serviços públicos e baixos salários está levando diversas categorias a entrarem em greve. Chamamos todos os trabalhadores a repudiar a repressão sofrida pelos manifestantes no Rio de Janeiro e em todo o país. Nesta quinta-feira está convocado um ato contra as injustiças da Copa. A CSP-Conlutas dentre outras entidades estará presente, a partir das 10:00, na Candelária.

Todos ao ato na Candelária: quinta-feira, 10:00!

Toda solidariedade aos presos e perseguidos por lutar no Rio de Janeiro!

Readmissão dos metroviários demitidos pelo governo Alckmin!

Lutar não é crime, lutar é um direito!

Na Copa vai ter luta! Chega de dinheiro para a FIFA e mais dinheiro para saúde, transporte, moradia e educação!

Rodoviários do Rio decidem: Vai ter greve!

Após aprovação da greve categoria realiza passeata
pela Presidente Vargas em direção à Central do Brasil foto: Piero Martins

Por Dirley Santos, da redação
     Nesta terça-feira (27) cerca de 300 rodoviários se reuniram em assembleia na Candelária e após avaliarem que não houve nenhum avanço nas negociações com as empresas de ônibus decidiram entrar em greve de 24 horas a partir de 0 hora desta quarta-feira (28). Após a decisão os trabalhadores saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à Central do Brasil.
     Os rodoviários reivindicam um aumento de 40% no salário — pelo qual passariam a receber quase R$ 2,5 mil, além de cesta básica de R$ 400– que atualmente é de R$ 100. Outra reivindicação importante é o fim da dupla função, onde motoristas também trabalham como trocadores. Uma nova assembleia acontecerá na sexta-feira (30).
     Já a direção do Sindicato dos Rodoviários (Sintraturb) mantém o acordo assinado com a patronal, apesar da evidente insatisfação da maioria da categoria. Em um evidente jogo de cena um representante do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano (Sintraturb) esteve no local, porém se recusou a falar para os trabalhadores que estavam na assembleia.
     Por "coincidência" o presidente do Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, Lélis Teixeira, descarta a abertura de uma nova negociação e afirmou que já entrou com pedido na Justiça para que a paralisação seja considerada ilegal.
     Mas os trabalhadores vão mostrar sua força e a derrotar a ganância e a intransigência dos governos e patrões e a traição das direções pelegas.
     Agora é o momento de darmos toda força a greve rodoviária, fortalecendo os piquetes nas garagens para convencer os trabalhadores que ainda não aderiram a paralisação a se integrarem de vez na luta.
    Todo apoio a greve dos rodoviários do Rio e em todo o país!

Em tempo:

Rodoviários de Niterói decretam estado de greve

Amanhã (4ª), às 15h, decidem se entram ou não em greve
Por Rodrigo Noel, da redação
Após aprovação da greve categoria saiu
em passeata pelo centro de Niterói foto:DB
Cerca de 250 companheiros e companheiras rodoviários decidiram hoje em assembleia decretar estado de greve em Niterói, São Gonçalo e demais localidades. Apesar da ostensiva presença policial, após a assembleia a categoria realizou um ato pelas ruas do Centro de Niterói. Amanhã, às 15h, a categoria realizará nova assembleia em frente ao Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, com a pauta sobre a votação da adesão ou não a greve.


Movimento Rodoviários em Luta - Niterói e São Gonçalo até Arraial do Cabotem exigido, dentre outras coisas, o fim da dupla função motorista-cobrador lembrando que "dirigir e cobrar é tão perigoso quanto dirigir e falar ao celular", além de apontar diversas cidades onde movimentação semelhante resultou em vitórias para a categoria e para a população, dado o risco que apresenta a chamada dupla função.

Continua a greve unificada da educação no Rio

Por Dirley Santos, redação Rio

Assembleia lotada decide pela continuidade da greve unificada
















No dia em que completaram 10 dias em greve cerca de 3 mil profissionais de educação das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro decidiram em uma lotada assembleia, realizada no Clube Hebraica (Zona Sul do Rio), pela continuidade da sua greve unificada da categoria.
A categoria segue exigindo a imediata abertura de negociação tanto por parte do governador Luiz Fernando Pezão quanto do prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB). Foi decidido também que a próxima assembleia será no dia 30 de maio (sexta-feira), às 11h, em local a confirmar.

Passeata recebe apoio da população e de rodoviários
Educadores rumos aos palácios
Após deliberarem pelas próximas atividades (veja calendário em destaque) os educadores do Rio promoveram uma grande passeata até o Palácio da Guanabara, sede do governo do estado, e em seguida até o Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da prefeitura do Rio.
A Polícia Militar procurou a todo momento dificultar o andamento da manifestação ora tentando controlar a passeata ora bloqueando totalmente as vias, principalmente a Avenida Pinheiro Machado. Ficou evidente que o objetivo da PM era não permitir que a categoria se aproximasse da frente do Palácio Guanabara.
Contudo durante todo o trajeto os educadores receberam um forte apoio da população, mesmo daqueles que estavam presos no congestionamento provocado pelo impasse com a PM. Inclusive um motorista rodoviário, demonstrando muita coragem e solidariedade, cruzou seu ônibus na pista em apoio aos manifestantes.
Finalmente depois de toda a confusão provocada pela truculência da PM e do governo uma comissão formada pela direção do Sepe e representantes da base conseguiu entrar e se reunir com Cláudio Marques, o chefe de Gabinete da Casa Civil.

Depois do Pezão, indo atrás do Eduardo Paes
Acabada a reunião com o chefe de Gabinete da Casa Civil a manifestação seguiu em direção ao Palácio da Cidade, em Botafogo. A PM novamente bloqueou a passagem por uma meia hora, impedindo os profissionais de se aproximarem.
Pela insistência dos manifestantes o acesso acabou liberado e os educadores conseguiram chegar até a frente do palácio, mas infelizmente não havia na sede nenhuma autoridade para receber uma comissão do Sepe. Mas a direção do sindicato informou que o prefeito Eduardo Paes se comprometeu a receber o sindicato na próxima quarta-feira, dia 28/05.
Para encerrar o dia de protesto e a longa marcha unificada os profissionais de educação em greve aproveitaram para realizar no local um ato público em defesa da educação pública. Afinal, a luta segue e já nesta sexta-feira, 23/5, ocorrerá um protesto durante audiência pública para discussão do orçamento da educação municipal na Câmara de vereadores.

Rolezinho para recepcionar a seleção
Como parte do seu calendário de greve os profissionais de educação deliberam pela realização de um “rolezinho da educação” no dia da chegada da seleção brasileira em Teresópolis, na próxima segunda-feira, dia 26/5. O objetivo é mostrar aos governos, a CBF e a Fifa que “Na copa vai ter luta!”.
A categoria está planejando uma recepção para a seleção, no aeroporto do Galeão, e depois a ida até a Granja do Comary, em Teresópolis, onde o elenco ficará concentrado. A preparação da atividade já conta com a adesão de centenas de pessoas, que estão confeccionando faixas e cartazes com dizeres contra os desmandos da copa, em defesa da educação pública e por melhores condições de vida e trabalho para os trabalhadores em geral.

Fortalecer as greves e unificar as lutas em todo o país

Apoio popular demonstra força da greve da educação
Educadores, garis, rodoviários, trabalhadores da construção civil e sem-tetos ... Assim como no Rio diversas categorias e movimentos sociais estão se mobilizando pelo país afora. Os trabalhadores e a juventude brasileira querem mudanças no país!
É este o contexto da preparação da jornada de mobilizações convocada para o dia 12 de junho, dia do primeiro jogo da Copa do mundo.
Vamos unir todas as lutas numa grande jornada de greves, ocupações e manifestações para exigir mudanças de verdade no país, com melhores salários, recursos públicos para atender as necessidades da população, o fim da violência policial e da criminalização da luta social.

Chega de privilégios e dinheiro para a FIFA, empreiteiras, bancos e grandes empresas nacionais e multinacionais! A mudança vem das ruas!
Fortalecer e unificar as lutas! 12 de junho é dia de greves, ocupações e manifestações de rua!

Todas e todos à IV Marcha contra a Homofobia!!!

Na Copa vai ter luta contra a homofobia! 
Dilma, Criminaliza, já!!!

Marília Macedo, Secretaria LGBT do PSTU do Rio de Janeiro

Em meio aos preparativos para a Copa do Mundo, no próximo dia 25 de maio, entrará em campo no Rio de Janeiro, mais precisamente, no Posto 6 da Praia de Copacabana a Torcida contra Homofobia na IV Marcha contra a Homofobia. São muitos os motivos para participar desta atividade. O “país do futebol” e sede da Copa é o campeão mundial em assassinatos por homofobia. De cada dez mortes por homofobia ocorridas no planeta, quatro acontecem no Brasil. Aqui uma pessoa é morta por homofobia a cada 24 horas.
Enquanto 30 bilhões saídos dos cofres públicos são investidos na Copa do Mundo, os serviços públicos vão de mal a pior e as políticas públicas de combate à violência e a homofobia, tão alardeadas pelo PT para ganhar os votos do movimento LGBT, não saíram do papel. De efetivo, nada foi feito para cessar a onda de violência e assassinatos homofóbicos que vem ocorrendo nos últimos anos em nosso país. O descaso dos Governos municipais, estaduais e Federal com os oprimidos faz com que a “taça do mundo” da violência contra os LGBTs seja nossa, além de tornar a homofobia um negócio altamente lucrativo para os exploradores da prostituição, das boates, saunas e grifes.
Motivos não faltam para os LGBT’s irem a luta. Assim tem sido, muita luta LGBT, desde o ano passado quando milhares tomaram as ruas para derrubar o homofóbico, racista e machista Marcos Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara ou quando milhares somaram-se ao levante de junho para derrubar  o projeto de “Cura gay”. Por isso, o PSTU Rio entende que a IV Marcha contra a Homofobia será mais um importante momento da luta LGBT contra a homofobia e a violência, além de ser um momento para lembrar e comemorar o 17 de maio, dia em que a Organização Mundial de Saúde retirou da “Lista da Classificação Internacional de Doenças” a homossexualidade.

PSTU Rio convoca a todas e todos para IV Marcha contra a Homofobia!
 Seja parte desta Torcida contra a Homofobia!!!

- Aprovação imediata do PLC 122 abrangente, que criminaliza a homofobia!
- Aprovação imediata da lei da identidade de gênero!
- Chega de homofobia, transfobia, racismo e machismo!

Concentração às 12 horas no Posto 6 
da Praia de Copacabana – dia 25 de maio de 2014        

Rodoviários em luta param o Rio de Janeiro

 

Categoria passa por cima do sindicato e deflagra greve diante da intransigência dos patrões

Da redação Rio

Mais uma vez o Rio de Janeiro amanheceu paralisado. Após a vitoriosa paralisação do dia 7 de maio, a categoria rodoviária se viu fortalecida para continuar sua luta. Depois de confirmada a notícia de que a patronal se recusou a negociar com os trabalhadores durante a audiência de conciliação no TRT, o rodoviários aprovaram greve de 48hs para os dias 13 e 14 e assembleia no dia 15.

Na pauta de reivindicações segue a luta pelo fim da dupla função motorista-trocador; pela jornada de trabalho de 6 horas diárias; por salário de R$ 2.500,00 para motoristas, R$ 1.400,00 para trocador e reajuste de 40% para demais funções; e por cesta básica de R$ 400,00.

A força da mobilização foi sentida na passeata de ontem à tarde no centro do Rio e nos piquetes organizados durante a madrugada. A categoria se mostrou unida e conseguiu uma paralisação superior á do dia 7 de maio, quando mais de 70% dos rodoviários cruzaram os braços.

Derrotar a intransigência e a repressão dos patrões com a solidariedade dos trabalhadores.

Desesperada com a força da greve, a patronal está apelando para a repressão dos trabalhadores. Em Campo Grande um grupo de milicianos circulou pelas garagens e espancou um trabalhador. A PM também atacou grevistas e a imprensa, e vários rodoviários foram presos.

A repressão acontece porque os governos e os patrões estão vendo que a greve é forte e vitoriosa. Neste momento é preciso construir um amplo apoio aos rodoviários entre os trabalhadores de todas as categorias. Assim como aconteceu com os garis, o apoio da população e a força da greve vão derrotar a repressão.

Além disso, exigimos do prefeito Eduardo Paes que se posicione diante da greve. As empresas de ônibus são concessionárias de um serviço do município e além de prestarem um péssimo serviço à população tratam seus funcionários como escravos. O prefeito é responsável por esta situação e deve se posicionar para que a reivindicação dos rodoviários seja atendida.

Um programa socialista para os transportes

A greve dos rodoviários expõe novamente o problema dos transportes públicos no Rio de Janeiro. O serviço de transporte é feito por empresas privadas que visam apenas o lucro e que funcionam como verdadeiras máfias, sem nenhuma transparência. Para resolver o problema do transporte é preciso estatizar o serviço de ônibus, trens, barcas, metrô e bondes, colocando sua gestão sob o controle dos trabalhadores e usuários do transporte.

Sem a necessidade de gerar lucros astronômicos para meia dúzia de empresários gananciosos o transporte público e estatal pode priorizar a qualidade do serviço e das condições de trabalho, atendendo as reivindicações dos rodoviários e avançando para a tarifa zero no transporte.

Na Copa vai ter luta! Unificar as greves no 15M!

Durante as passeatas dos rodoviários se ouviu um recado: “Se não tiver aumento na Copa não tem busão”. Os trabalhadores de todas as categorias estão revoltados com os gastos astronômicos para beneficiar a FIFA e as empresas com a Copa do Mundo. Queremos dinheiro para saúde, educação, transporte, moradia e emprego.

Várias categorias de trabalhadores já estão em luta neste momento, como é o caso do funcionalismo federal, dos professores do Estado e do Município e os rodoviários. É preciso unificar estas lutas, fortalecendo-as. A CSP-Conlutas impulsionou, junto com outras entidades, o “Encontro Nacional Na Copa Vai Ter Luta”, que apontou pro dia 15 de maio uma jornada nacional de mobilizações. Será uma grande oportunidade para que a classe trabalhadora mostre sua força e prepare as vitórias das campanhas salariais e da luta por direitos.