Operários das obras do Comperj
(Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) realizaram uma grande manifestação
nesta terça-feira, fechando a Ponte Rio-Niterói. O protesto foi mais um
episódio desta queda de braço que se estende desde o fim do ano passado, com
diversas tentativas de negociação e atos realizados.
O atraso dos salários dos
trabalhadores e o não pagamento dos direitos trabalhistas aos 469 demitidos e
de cerca de 3 mil funcionários da Alumini Engenharia, empresa que presta
serviço no Comperj, foi a gota d’água para estes trabalhadores que já enfrentam
há anos o descaso do governo e dos patrões, que fecham os olhos para as
condições de humilhação a que são submetidos estes operários há anos.
A construção do Comperj é parte da
expansão da Petrobrás e bilhões de reais já foram investidos nesta obra. Agora
com o escândalo da Petrobrás na Operação Lava Jato as empreiteiras que
comandaram toda a roubalheira dos cofres públicos agora querem descontar nos
trabalhadores. O impacto causado pela manifestação de ontem mostra a força dos
operários e sua disposição para continuar a luta por seus direitos.
Declaramos total solidariedade aos
operários do Comperj, que lutam para receber seus salários atrasados e por uma
vida digna. É inadmissível que a empreiteira não cumpra com suas obrigações
trabalhistas básicas e deixe centenas de famílias abandonadas a própria sorte.
O lucro destas empresas não pode estar acima dos direitos dos trabalhadores.
A Petrobrás e o governo federal, por
sua vez, não podem se omitir do caso, porque afinal de contas, o Comperj é um
projeto de sua responsabilidade e interesse. A presidente Dilma, que em sua
campanha eleitoral prometeu não retirar direitos e garantir o emprego, tem se
calado diante desta situação.
Por último, a manifestação ocorrida
no dia de ontem foi uma ação espontânea desses trabalhadores que já não
suportam mais essa situação. Queremos deixar claro que não foi o PSTU que
organizou o ato na Ponte Rio-Niterói, mas entendemos e apoiamos esses operários
que não tem outra saída a não ser chamar a atenção da sociedade para a
injustiça e a exploração sem limite que ocorre dentro do Comperj.
Direção Municipal
PSTU-Rio

