Surge na Argentina o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado



Congresso de unificação de correntes trotskistas constrõe na Argentina um novo partido revolucionário junto à Liga Internacional dos Trabalhadores - Quarta Internacional (LIT-QI), que apresentará candidaturas pela Frente de Esquerda argentina.


Partido nasce com o mesmo nome do partido brasileiro, fundado em 1994

Os delegados eleitos das organizações Frente Operária Socialista (FOS) e Corrente Operária Internacionalista (COI), provenientes de distintos estados e cidades do país, finalizaram no último domingo, 24 de abril, seus trabalhos, plenárias e as seções do Congresso de Unificação, a qual votou como principal resolução a fundação do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) da Argentina.

O Congresso de Fundação do PSTU recebeu adesões e saudações de organizações de diversos países, entre eles a Inglaterra, Espanha, Rússia, Ucrânia, Colômbia, Chile, Peru, Brasil, Uruguai, Bélgica, e proclamou também sua adesão a Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT-QI). Para o PSTU é impossível defender os direitos dos trabalhadores e o povo de nosso país, sem unir-se com as lutas e reivindicações dos trabalhadores do mundo.
 
Novo partido integrará Frente de Esquerda nas eleições  

O PSTU argentino nasce para lutar pela independência política dos trabalhadores, o triunfo de suas lutas, o avanço para uma saída operária e popular, a conquista da independência da Argentina e o socialismo. Além disso, apresentará candidatos na Frente de Esquerda integrada pelo Partido Operário (PO), o Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), Esquerda Socialista (IS) e outras forças, numa frente de oposição contra a política do governo Cristina Kirchner, que propõe o apoio as lutas operárias, aumentos salariais, a estatização do petróleo, o fim do pagamento da dívida externa e outras medidas.

Segundo Eduardo Barragán, um de seus principais dirigentes, o PSTU mobilizará “ao ato do Primeiro de Maio convocado pela Frente de Esquerda nesta capital [Buenos Aires], para comemorar o dia Internacional dos Trabalhadores”. Para Barragán, “o Congresso do PSTU é um avanço na unidade e a construção de uma força socialista e revolucionária em nosso país, que contribuirá com militância e candidatos a unidade conquistada no terreno eleitoral pela Frente de Esquerda”.

Tradução: Felix Mann

Deu na imprensa: MP não encontra provas contra presos em protesto



por  Marcelo Auler | publicada em: 28/4/2011
Consultor Jurídico, de Rio de Janeiro (RJ)

Não há provas que justifiquem uma denúncia criminal contra os 12 manifestantes que foram presos durante protesto pela visita ao Brasil do presidente norte-americano Barack Obama, de acordo com a promotora de Justiça Maria Helena Biscaia, que atua na 14ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Presos em flagrante, na noite do dia 18 de março, os manifestantes foram indiciados pelos crimes de provocar incêndio colocando em risco a vida de outras pessoas e lesões corporais, por conta de um coquetel molotov jogado na frente do Consulado Americano. O vigilante Rodolfo Gomes Pereira, de 26 anos, sofreu ferimentos leves na barriga, costas e braço esquerdo.

Na expectativa de verificar a existência de prova que incrimine os presos, a promotora Maria Helena solicitou ao juízo que reivindique ao Consulado Americano cópia das imagens que por ventura tenham sido captadas por câmaras de seguranças existentes no prédio. Na época do incidente, a Polícia cogitou buscar as imagens, mas, segundo a promotora, nos autos de prisão em flagrante não existe qualquer referencia às imagens, o que não lhe permite saber se foram realmente requisitadas e não encaminhadas ou se não existe imagem alguma.

LIT-QI: A luta operária, internacional e socialista é mais atual que nunca

Leia abaixo a declaração da LIT-QI para o Primeiro de Maio

 
O Primeiro de Maio nasceu já faz mais de 120 anos, como uma homenagem aos chamados Mártires de Chicago, nos Estados Unidos, julgados e condenados à morte por liderar uma luta contra a exploração capitalista. Desde 1889, considerou-se que a melhor forma de expressar essa homenagem seria realizar todo ano, nesta data, um dia internacional de luta pelas reivindicações da classe operária. Naquela época, foi assumido como eixo central a luta para conquistar a jornada de 8 horas de trabalho.

Desde então, a burguesia tentou, primeiro, apagar a data da memória dos trabalhadores e, depois, como não obteve êxito, procurou tirar o seu conteúdo de luta e transformá-la em um inofensivo “dia de festa”. A partir da década de 1990, este objetivo acentuou-se com uma campanha ideológica que anunciava estrondosamente o triunfo do “capitalismo sobre o socialismo” e o fim da “luta de classes”.

No entanto, como poucas vezes nos últimos anos, neste Primeiro de Maio, uma realidade mundial de luta dos trabalhadores e dos povos, em diversas regiões, mostra-nos que a luta de classes está mais presente que nunca, assim como suas perspectivas revolucionárias internacionais.
 

28 de abril: manifestações, passeatas, paralisações nas fábricas e travamento de avenidas marcam Dia de Mobilizações


A Jornada de Mobilizações, 28 de abril, demonstrou a força dos trabalhadores com protestos e mobilizações em diversos estados do país. Organizações dos movimentos popular, sindical e estudantil levantaram as bandeiras de luta da CSP-Conlutas contra os ataques que vêm sendo anunciados pelo governo Dilma. Paralisações nas fábricas, manifestações, passeatas e travamento de avenidas marcaram essa data em todo país. O dia mundial em memória às vítimas de acidentes e doenças do trabalho também foi incorporado ao dia de mobilização por melhores condições de trabalho.

Em São Paulo travamento de avenidas e manifestação
Na capital paulista do dia de luta começou com travamento na Estrada do M’Boi Mirim. O ato realizado pelo MTST em conjunto com moradores da região, reuniu cerca de 400 pessoas e defendia um transporte público de qualidade para o bairro, que é uma das áreas de maior concentração de pobreza dentro do município de São Paulo. No protesto os manifestantes foram covardemente agredidos pelos policias e nove pessoas foram presas, um advogado da Central foi encaminhado ao local e os companheiros foram liberados. Também no interior de São Paulo, em Hortolândia, famílias organizadas pelo MTST marcharam rumo ao bairro Jardim Minda, onde está sendo construído o condomínio de apartamentos que parte das famílias do MTST moraria, se não fosse o descumprimento do acordo pela prefeitura.

À tarde no centro da capital houve assembleia dos trabalhadores da educação municipal de São Paulo com a participação de 500 pessoas. O ato convocado pelo Sinpeem (Sindicato dos Profissionais do Ensino Fundamental-SP) teve a participação da Central. Durante a assembleia dos profissionais da educação foram distribuídos jornais da Central sobre o Dia 28 de abril. O informativo com as denuncias do atual governo, e as bandeiras de luta da CSP-Conlutas teve boa aceitação por parte dos manifestantes.

Os metroviários de São Paulo também realizaram uma manifestação por melhores condições de trabalho para a categoria.

Passeata e paralisação nas fábricas marcam dia de luta em São José dos Campos e Região
 

28 de abril: Unificar as mobilizações no dia nacional de lutas

Jornal Especial da CSP-Conlutas convoca Dia Nacional de Luta em 28 de abril


A principal atividade da CSP-Conlutas no calendário de mobilização de abril será a construção do dia nacional de lutas em 28 de abril. Este dia foi definido por todas as entidades e movimentos que participam do espaço nacional de unidade de ação: CSP-Conlutas, Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), Cobap, Intersindical, MTST, MTL, Anel, Cnesf, entre outras entidades combativas do movimento sindical e popular.


Chuvas no Rio de Janeiro: o alerta do descaso - Autoridades parecem esperar por nova tragédia.

Sem transporte trabalhadores sofrem para voltar para casa

No final da tarde de 5 de abril de 2010, uma chuva começou a cair sobre a cidade do Rio de Janeiro. Foi o prenúncio de uma tragédia que paralisou a cidade por dois dias e deixou um rastro de mortes e destruição. Só no Rio, a chuva provocou 48 mortes, e em Niterói 105. Nessa a cidade, ocorreu a mais cruel (e evitável) tragédia: o deslizamento do morro do Bumba.

Pouco mais de um ano depois, uma nova forte chuva mostrou o quanto a cidade ainda está vulnerável à tragédia, apesar de todas as promessas dos políticos. Ruas alagadas, pessoas encurraladas em carros e ônibus pela água e desabamento de encostas voltaram a assombrar a população carioca nesse dia 26 de abril. Em pouco mais de 24 horas chegou a chover mais de 274 mililitros, o que afetou, sobretudo, a região da Tijuca e o centro da cidade.

Mais uma vez o descaso dos governantes foi evidente. Apesar de fazer muita propaganda depois de comprar um radar por R$ 2,5 milhões, o governo só lançou um alerta avisando sobre tempestade meia hora antes – tempo prá lá de insuficiente para a população tomar as precauções necessárias. Especialmente a população trabalhadora que voltava do trabalho no momento em que as vias foram alagadas. Para se ter uma pequena dimensão do descaso do Prefeito Eduardo Paes (PMDB), câmaras de trânsito indicavam “trânsito bom” em ruas alagadas.

O prefeito, por sua vez, comemorou dizendo que o sistema funcionou. Como exemplo, citou os alarmes e sirenes de prevenção a deslizamento instalado nas favelas. O prefeito não diz, porém, que o sistema é insuficiente e sequer abrange a maioria das comunidades. Moradores do Morro São João, no bairro do Engenho Novo e um dos mais atingidos, tiveram suas casas soterradas. A comunidade não tem sirene de alerta. Já em comunidades onde há sirenes, como no Morro do Formiga, na Tijuca, o drama enfrentado era outro: os moradores não tinham para onde ir e muitos moradores acabaram ficando em suas casas. Duas crianças foram soterradas.

Multinacional dá calote em construtora que presta serviços a Petrobras


Dirley Santos, do Rio de Janeiro

Multinacional norueguesa dá calote em construtora brasileira, ameaça montagem de plataformas da Petrobras e deixa 150 trabalhadores na rua
 
A montagem dos módulos do sistema de remoção de sulfato (SRU, sigla em inglês) das plataformas P58 e P62 da Petrobras que ocorre em estaleiro localizado no bairro do Caju (cidade do Rio) foi paralisada. Tudo devido a um calote da multinacional norueguesa Aker Solutions[i] à construtora brasileira contratada para estrutura metálica, tubulação, instalações elétricas e instrumentação, deixando na mão não apenas uma empresa nacional, mas também seus 150 trabalhadores envolvidos na obra. Isto apesar de ter mais 40% da montagem realizada e todos os materiais, para o término, comprados e infra-estrutura completa para continuidade.

POLÍTICA NA MUVUCA: BOÊMIA, MÚSICA E DISCURSOS

Por Luis Turiba
 
Carioca que se preza tem aquela marquinha na pele. Em cima e embaixo. Isso faz parte da cultura da praia. Quanto menor

PSTU lança jornal especial no Rio de Janeiro

Com o tema “Lutar não é crime! Lutar é um direito!”, o jornal será o principal material, no próximo período, da campanha pelo arquivamento dos processos


da redação




 
    Capa do jornal

Baixe o jornal (.pdf)

Estão sendo distribuídos 30 mil jornais especiais do PSTU em todo o estado do Rio de Janeiro. O título “Em defesa dos presos do consulado” revela o tema central do folheto: a perseguição política aos ativistas que se manifestaram contra a visita de Obama. A distribuição é gratuita, mas será pedido uma contribuição voluntária para sustentar o jornal e a campanha.

O jornal faz uma análise do que aconteceu desde os objetivos da visita do presidente norte-americano ao Brasil até os processos que estão abertos até hoje contra os ativistas. “O objetivo da visita foi se revelando, e aos poucos, grande parte da população percebeu que o objetivo era mesmo se apoderar e garantir o nosso petróleo, principalmente o que virá com a camada do pré-sal. O governador Sergio Cabral e a presidenta Dilma deveriam defender os nossos interesses, diante da tentativa dos EUA de retirar nossas riquezas”, diz o texto de capa.

O material também conta a história da manifestação que culminou com as prisões: a preparação, a colagem de cartazes, a contratação do avião com faixa e o ato em si. O jornal apresenta, ainda, quem são os 13 presos e desmonta a versão policial.



O mais importante, porém, é a continuidade da campanha. A luta, agora, é pelo arquivamento dos processos. Os 13 ativistas podem ser condenados, enquadrados na Lei de Segurança Nacional. O abaixo-assinado é peça fundamental da campanha, e também está sendo lançado um site da campanha, também apresentado no jornal.

Outras tragédias
O jornal foi editado no momento em que o país inteiro está comovido com o massacre de Realengo. Por isso, este é um tema que não poderia deixar de ser tocado. Na matéria “Poderia ter sido com nossos filhos”, o professor da rede estadual fluminense, Miguel Malheiros, diz que “as crianças são vítimas do assassino, mas também de um sistema econômico que desumaniza pessoas e provoca a barbárie”.

A dengue também foi lembrada. Infelizmente, a epidemia já é parte do cotidiano da população pobre do Rio: “A população pobre é a principal vitima da doença, pois não tem moradia digna, saneamento básico e é refém da crise da saúde pública”.

  • Baixe o jornal (.pdf)

  • Dirigentes do PSTU são recebidos pelo Planalto e exigem fim da criminalização de militantes

    Ministro negou orientação do Governo Federal na detenção dos manifestantes no ato contra Obama

    Da redação

    Na tarde desse dia 19 de abril uma comissão de dirigentes do PSTU foi recebida pelo secretário adjunto da Secretaria Geral da Presidência, Swedenberger do Nascimento Barbosa, e pelo próprio ministro Gilberto Carvalho. Na pauta da audiência, a prisão dos 13 ativistas durante uma manifestação contra a vinda de Obama ao Brasil, em 18 de março.

    Os 13 manifestantes, sendo nove do PSTU e incluindo uma senhora de 69 anos, foram detidos por 72 horas e agora responderão pelos crimes de lesão corporal, dano ao patrimônio e tentativa de incêndio, correndo o risco de serem enquadrados na famigerada Lei de Segurança Nacional, da época da ditadura militar.

    Representaram o PSTU o dirigente nacional do partido, José Maria de Almeida, o Zé Maria, o dirigente do Rio, Cyro Garcia e o advogado José Eduardo Braunschweiger, o Zeca, que, além de fazer parte da direção regional, foi um dos presos políticos. O deputado federal pelo PSOL, Chico Alencar, também acompanhou a reunião. A comissão denunciou a situação dos detidos, assim como a disposição da Justiça e do governo do Rio em seguir na criminalização dos ativistas.

    Gilberto Carvalho negou que houvesse uma orientação do governo federal para a prisão dos ativistas. O ministro se comprometeu a analisar medidas em relação ao caso e encaminhar novas audiências, desta vez com o ministro da Justiça e a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, para analisar encaminhamentos a partir de Brasília.

    Além da questão dos presos do Rio, Zé Maria também denunciou a situação do dirigente do MTL em Minas, João Batista, condenado a cinco anos de prisão. O ministro e seu secretário se comprometeram a analisar a situação dele também.

    “A reunião foi positiva, mas o mais importante é continuar a pressão, divulgar o abaixo-assinado contra a criminalização dos movimentos sociais e manter a campanha até o arquivamento definitivo do processo”, afirmou Cyro Garcia.


    Dirigentes do PSTU serão recebidos no Planalto

    Audiência com a Secretaria Geral da Presidência será nesta terça, às 15h, em Brasília


    da redação


    • Na tarde desta terça-feira, 19, dirigentes do PSTU terão uma audiência com um representante da Secretaria Geral da Presidência. Zé Maria de Almeida, presidente nacional do PSTU, e Cyro Garcia, presidente do PSTU do Rio de Janeiro, se reúnem com a secretaria para tratar dos processos contra os 13 ativistas presos no Rio durante a visita de Barack Obama. José Eduardo Braunschweiger, advogado e um dos presos, também estará no encontro.

    O objetivo da reunião é demonstrar o absurdo que foram essas prisões e exigir um posicionamento do governo Dilma sobre o caso. No final de março, quando o presidente norte-americano esteve no Brasil, 13 ativistas foram presos numa ação ilegal e cheia de irregularidades. Eles foram acusados de lançar um coquetel molotov contra o consulado dos EUA. Dez deles são militantes do PSTU.

    No Rio, a cultura em defesa das liberdades democráticas

    PSTU-RJ promove sessão de vídeo e ato-show como parte da campanha contra a criminalização dos movimentos sociais e pelo fim dos processos contra os presos do Consulado
     
    Da redação


    Detalhe de ato-show na Lapa

    • Nem só de atos públicos e debates vive a política. No Rio de Janeiro, o PSTU promoveu, no último dia 15, uma sessão de vídeo e um ato-show, parte da campanha em defesa das liberdades democráticas e pelo fim dos processos contra os 13 ativistas presos durante o protesto contra a vinda de Obama ao Brasil em março.

    O filme exibido na sede do partido não poderia ser mais apropriado. Cerca de 70 pessoas acompanharam a exibição de “Z”, obra do diretor Costa-Gravas. O filme, adaptação do romance de Vassilis Vassilikos, se passa na Grécia dos anos 60 e mostra a organização de militantes antiimperialistas contra a instalação de mísseis norte-americanos no país.

    Nos três meses da tragédia, moradores de Nova Friburgo exigem soluções

    Passados três meses da destruição da região serrana do Rio pelas chuvas, governos não liberaram verbas, e sequer aluguel social está sendo pago em dia


    Liomar Gomes Pinto, de Nova Friburgo (RJ)

    Liomar Gomes Pinto
    Governos não fizeram nada para resolver problema

    • Na terça-feira, 12, aconteceu um ato na região serrana do Rio de Janeiro para marcar os três meses da tragédia ocasionada pelas enchentes. A manifestação foi em Nova Friburgo, cidade mais atingida e, de longe, onde as chuvas fizeram mais vítimas.


    A população de Nova Friburgo e Teresópolis foi às ruas para cobrar da presidente Dilma Rousseff, do governador Sergio Cabral e do prefeito Eduardo Paes as promessas feitas. A população das cidades vitimadas está mostrando nas ruas que não está disposta a esperar calada pelos políticos, que são responsáveis pela tragédia.

    Dia de luta lembra um ano da tragédia no Morro do Bumba e do descaso dos governos

    Um ano de luto. Um ano de luta!


    Dirley Santos, de Niterói (RJ)


    • O dia 6 de abril de 2011 entrou para a história da cidade de Niterói, antiga capital do Rio de Janeiro. Completou-se um ano da tragédia no Morro do Bumba, onde um deslizamento vitimou mais de 40 pessoas durante as chuvas que ainda deixaram mais de 200 mortos em todo o estado. O dia foi marcado por manifestações contra a privatização da Clin (Companhia de Limpeza Urbana de Niterói) e em apoio à paralisação de 24 horas dos profissionais de educação da rede municipal.

    Desde as 6h da manhã, vários manifestantes da oposição sindical do Sintacluns (Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação de Niterói e São Gonçalo), da CSP-Conlutas, da ANEL e do Sepe-Niterói foram para a porta da sede da Clin denunciar a abertura oficial do processo de privatização da empresa e alertar os trabalhadores para o perigo de demissão.

    Podia ser na sua escola

    Contra a violência nas escolas...
    ... mais investimentos na educação pública!

    Por Miguel Malheiros e Thiago Hasten

    Nesse momento de dor e revolta diante dos acontecimentos na Escola Municipal Tasso da Silveira, nós do PSTU, prestamos a mais fraterna solidariedade às famílias, amigos, colegas e à comunidade Realengo. É indignante e inaceitável constatar como nossos filhos, professores e funcionários estão expostos e vulneráveis durante o exercício do saber. As cenas que assistimos são típicas dos assassinatos em série que ocorrem nos EUA, que agora bateram em nossas portas. As balas na cabeça de nossos filhos e filhas atingiram nossos corações, e essa também é a nossa dor.

    Um amplo debate tomou conta dos noticiários de TV. A solução apresentada pelo governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e toda a mídia, é colocar detector de metais nos portões das escolas, e deixá-las sob a guarda de policiais militares (que nada entendem de educação). O PSTU propõe fazer outro debate e convida o conjunto da comunidade escolar a fazer uma reflexão. A chacina de Realengo não pode esconder o que está por trás dos acontecimentos.

    Nesta sexta, Rio terá ato show pelo arquivamento dos processos dos 13 do consulado

    da redação

    • Nesta sexta-feira, 15 de abril, acontece o Ato Show em defesa dos 13 ativistas presos numa manifestação durante a visita de barack Obama ao Rio de Janeiro. Está em curso uma campanha pelo arquivamento dos processos.

    O show representa também uma ação em defesa da liberdade de manifestação e de organização. O arquivamento dos processos penais significará uma conquista na luta contra a criminalização dos movimentos sociais.

    O evento acontece às 23h na Rua Joaquim Silva, Lapa, Centro do Rio, com a presença da banda Validuaté e convidados. Também terá roda de samba com Bira da Vila, Barbeirinho do Jacarezinho e Doutor Cuíca.


    Apoio: Sepe, Sindsprev-RJ, Andes-RJ, ANEL e CSP-Conlutas
    Veja o cartaz

    28 de abril: Unificar as mobilizações no dia nacional de lutas


    da redação



    • A principal atividade da CSP-Conlutas no calendário de mobilização de abril será a construção do dia nacional de lutas em 28 de abril. Este dia foi definido por todas as entidades e movimentos que participam do espaço nacional de unidade de ação: CSP-Conlutas, Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), Cobap, Intersindical, MTST, MTL, Anel, Cnesf, entre outras entidades combativas do movimento sindical e popular.

    Política cultural do governo Dilma: democratização ou privatização?

    Cecília Toledo
    da revista Marxismo Vivo



    • A nova ministra da Cultura, Ana de Holanda, acaba de tomar posse e aprovar o Procultura, um plano geral do governo Dilma para todo o país e todas as áreas da Cultura. Aqui analisamos mais detidamente o Plano Setorial de Teatro, cujos eixos norteiam igualmente os demais setores.

    Pode-se dizer que é uma “política cultural frente-populista”, que joga migalhas para os artistas, mas está assentada na parceria público-privada, de caráter neoliberal, que defende os interesses do grande capital. É uma política no geral bem ampla e pouco concreta, mas que na essência transforma o Estado em um mediador entre o capital e a arte, entre os empresários e os artistas.

    É preciso exigir o arquivamento imediato dos processos


     Da redação

    Assine o abaixo-assinado

    A prisão de 13 manifestantes no Rio de Janeiro durante a visita de Barack Obama foi uma arbitrariedade típica das que se via na época da ditadura. Essa repressão ao ato e a posterior prisão só se explicam por perseguição política. Tratou-se de uma prisão ilegal, que fere a Constituição da República.

    Nenhum dos 13 companheiros esteve envolvido no episódio do coquetel molotov. Não houve flagrante e sim uma armação da PM e da Polícia para satisfazer Obama a mando do governo, o que tornou claro o caráter político da prisão.

    A repressão e a prisão dos companheiros representam uma afronta à liberdade de organização e manifestação. Da mesma forma, raspar as cabeças dos companheiros foi uma humilhação e um desrespeito à dignidade da pessoa humana, ou seja, uma forma de tortura.

    A medida adotada pelo governo é parte do crescente processo de criminalização dos movimentos sociais. No Rio de janeiro, em particular, está sendo aplicada uma violenta política de segurança responsável pela repressão a diversos movimentos e à pobreza, como a ocorrida no durante uma manifestação dos moradores do Morro do Bumba em Niterói.

    Epidemia de dengue mata no Rio de Janeiro e governantes não fazem nada.

    Alessandra Camargo e Alexandre Barbosa, do Rio de Janeiro
    Em 2011, já são mais de 31 mil casos de dengue no estado do Rio de Janeiro. Dez municípios já sofrem com a epidemia e as 25 mortes no estado dão a dimensão da tragédia. E ainda existe a ameaça da entrada de um novo tipo de vírus no estado (tipo 4), o que tornaria a população mais vulnerável a doença e diante do atual quadro, aumentaria o número de mortes.
    O descaso dos governantes é tão grande que além de não combaterem o Aedes Aegypt fazem de prédios públicos focos d ereprodução do mosquito. Um deles fica no antigo prédio da maternidade Leila Diniz, desativada há quase seis anos. O edifício fica ao lado do Hospital de Curicica. No terreno vizinho, é possível ver carcaças de carros, lixo, pneus abandonados e mosquitos por todo lugar conforme denuncia o site G1 no dia 01/04/2011.
    A população mais pobre segue sendo a principal vitima da doença, pois é esta que não tem moradia digna, saneamento básico e que sofre as conseqüências do sucateamento dos serviços públicos de saúde, postos de saúde, hospitais e da UPA. Assim, o trabalhador doente é obrigado a enfrentar filas enormes, falta de profissionais de saúde, remédios, exames e a incerteza do atendimento. Muitas vezes, esses trabalhadores são mal diagnosticados e retornam para a casa com um diagnóstico impreciso de “virose”, e horas depois retornam aos serviços de saúde já em condição de agravamento da doença. Mortes por dengue são evitáveis e inaceitáveis, pois é produto da omissão dos governos, diante da pobreza e do caos do sistema público de saúde.
    Se por um lado, a saúde e a vida da população não são prioridades, por outro, os governos seguem preocupados em gastar dinheiro com a copa e as olimpíadas. Só no Maracanã, que foi reformado há 3 anos, se gastará quase 1 bilhão de reais o que daria para construir e principalmente, equipar,  muitos hospitais e postos de saúde, assegurando para além da constituição, o direito à saúde, conquistado pela classe trabalhadora brasileira
     Propostas:
              
    1.     Por um sistema de saúde público, exclusivamente estatal sob o controle dos trabalhadores, gratuito e de qualidade para todos.
    2.     Dobrar as verbas para a saúde pública estadual!Que o estado destine no mínimo, 12% da receita dos impostos para a saúde.  
    3.      Que os recursos do petróleo e o pré- sal seja destinado a melhorar as condições de vida da população fluminense. Que se façam investimentos em setores sociais, tais como saúde, educação e moradia.

    Vídeo debate nesta sexta, participe!

    PSTU-RJ convida para a exibição do filme "Z", de Costa Gavras, seguido de debate sobre a repressão do Estado contra os movimentos sociais.

    Será nesta sexta (15/04), às 18h. Não deixe de participar!
     
    O endereço da nossa sede é Rua da Lapa, 180 - Sobreloja - Lapa.
    Mais informações através do telefone (21) 2232-9458.
     
    Siga o nosso perfil no twitter http://twitter.com/psturio

    CRIANÇAS DO RIO: UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

    Via de regra, não me comovo com as coberturas da mídia burguesa quando das tragédias que se abatem cotidianamente sobre a humanidade.
    Isso porque os jornais escritos e os televisionados, distorcem os fatos, buscando explorá-los, não com o fito de trazer solução aos problemas, mas sim para, extraindo o máximo da tragédia humana, conseguirem mais e mais audiência, isto é, maiores lucros.
    Desta vez, confesso, foi diferente.
    No dia de ontem, ouvi algum comentário, vi rapidamente, “lendo por cima”, uma notícia e outra na internet. Mas por questões de ordem profissional e pessoal, ontem não deu tempo de ver o jornal televisivo noturno.
    Entretanto, ao ligar a TV hoje, nos primeiros minutos do meu despertar, tive o meu quarto invadido pela exploração midiática da Rede Globo, via o jornal Bom Dia Brasil, desta lamentável tragédia que se acometeu sobre a classe trabalhadora da cidade do Rio de Janeiro.

    PODIAM SER NOSSOS FILHOS!

     Por Miguel Malheiros

       
        Manhã do dia 7 de abril de 2011. O trânsito começa a ficar realmente complicado. As TVs apresentam as imagens das câmeras da CET-Rio e mostram os caminhos menos engarrafados. Nos rádios repórteres aéreos localizam os pontos congestionados. Ouvintes telefonam, opinam. Mais um dia de "normalidade” no caos urbano.
        Num repente a “normalidade” do caos é quebrada.
        À bala, o sagrado espaço da sala de aula é violado. 12 estudantes, 10 meninas e 2 meninos, tem suas vidas interrompidas pelas balas de dois revólveres do assassino Wellington Menezes de Oliveira. Ele mesmo um jovem: 23 anos.
        Impactadas as pessoas se perguntam: Por quê?
        Antes de tudo solidariedade às vítimas e seus familiares. Cada um e cada uma das vítimas tinha irmãos, irmãs, primas e primos, pai, mãe, avós e avôs. Tios e tias. É a dor terrível da quebra da tendência natural da geração mais jovem sobreviver à geração mais velha.
        Os bilhetes, flores, cartazes, afixados nos muros da escola mostram a dor e a solidariedade da população. Foram os filhos e filhas da nossa classe, a classe trabalhadora, que tombaram sob as balas assassinas. Neste momento somos todos pais e mães, estudantes, professores, professoras, funcionários e funcionárias da Escola Municipal Tasso da Silveira. As balas na cabeça de nossos filhos e filhas atingiram nossos corações, e essa também é a nossa dor.
        10 meninas e 2 meninos assassinados, chacinados.
        Wellington Menezes de Oliveira, assassino suicida. 23 anos, vítima de bullying quando estudante, passou pelas cadeiras escolares e seus problemas mentais não foram identificados. Ou não se teve mecanismos para encaminhar seus problemas. Não recebeu nenhum tratamento diferenciado.

    Atingidos pelas enchentes de Nova Friburgo farão novo protesto

    Mais de cinco mil ainda estão desabrigados, e casas prometidas nem começaram a ser construídas

    Liomar Gomes Pinto, de Nova Friburgo (RJ)

    No próximo dia 12, acontecerá uma grande manifestação em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. Em janeiro deste ano, a cidade foi arrasada pelas enchentes, e, até agora, a população não teve uma resposta do governo ao problema.

    A manifestação está sendo organizada pelo Fórum Sindical e Popular, composto por sindicatos, centrais e organizações de esquerda. O protesto acontece a partir das 15h na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

    Nova Friburgo é hoje uma bomba prestes a explodir, com atos e manifestações por toda a parte. Três meses após a tragédia, pouca coisa mudou. São mais de cinco mil desabrigados. No último fim de semana, um prédio de três andares desabou num bairro próximo ao centro.

    A população ainda luta pelo aluguel social. Já estão começando as demolições, mas as casas populares prometidas não começaram a ser construídas.

    O PSTU está com os moradores de Nova Friburgo. O partido vai apoiar e construir junto um grande ato no dia 12 de abril.

    Leia, abaixo, o manifesto de convocação para o ato, assinado pelas entidades e organizações envolvidas.


    Ato Público
    12 de Abril – Terça, a partir das 15h
    Obelisco (Praça Dermeval Barbosa Moreira)


    Dignidade, Moradia e Trabalho!

    Depois da catástrofe, são aproximadamente 5 mil desabrigados e desalojados em Nova Friburgo.

    Os governos Municipal, Estadual e Federal até agora só fizeram promessas para solucionar os problemas do povo principalmente nos bairros mais pobres. Em muitos lugares, a falta de energia elétrica, telefones e transportes continuam e a chuva dos últimos dias mergulhou a cidade no caos.

    Os trabalhadores e a população pobre são os que mais sofrem com a falta de estrutura da cidade. O aluguel social não supre a necessidade dos desabrigados. As obras feitas na cidade não dão conta nem de manter o centro da cidade e as vias públicas desobstruídos.

    As demolições já começaram e não há notícia do começo da construção de casas para os desabrigados, mostrando que pode acontecer aqui o mesmo que aconteceu em Santa Catarina , Angra dos Reis e Niterói: Teremos que voltar para as áreas de risco e ficarmos por nossa conta e risco?

    Por isso, nós do Fórum Sindical e Popular de Nova Friburgo convidamos a todos para, no dia 12 de Abril , ocupar a praça e cobrar, num Ato Público, a solução competente e rápida para os problemas dos moradores de nossa cidade.

    Que o dia 12 seja um dia de luta para que a tragédia do descaso dos governos não venha a se abater sobre o povo mais pobre e os trabalhadores de nossa cidade.

    É HORA DE FALAR E DE SER OUVIDO!

  • Aluguel social para todos os desabrigados e desalojados;



  • Início imediato da construção das casas;



  • Não deslocamento das pessoas de seus bairros;



  • Atendimento imediato dos pedidos de limpeza e obras nos bairros;



  • Dignidade para quem está nos abrigos!Vagas nos hotéis já!



  • Fórum Sindical e Popular de Nova Friburgo


    Assinam:
    COMAMOR, Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, Metalúrgicos, Construção Civil, Vestuário, Comércio, Hoteleiros, Bancários, Químicos, Marceneiros, Sindsprev, Sinpro, SEPE, Movimento Educacionista, Associação de Docentes da FFSD, CSPConlutas, Intersindical, PSOL, PCB, PSTU, PDT, PT, Grupo de Artes “Theatro D.Eugênia”



  • DIA DE LUTA LEMBRA 1 ANO DA TRAGÉDIA DO BUMBA E DESCASO DOS GOVERNOS

    Um ano de luto. Um ano de luta!

    O dia 6 de abril de 2011 foi uma data entrou para a história da cidade de Niterói, antiga capital do Rio de Janeiro a passagem de 1 ano da tragédia do Morro do Bumba, onde um deslizamento vitimou mais de 40 pessoas durante as chuvas que ainda deixaram mais de 200 mortos em todo o estado. O dia foi marcado por manifestações contra a privatização da CLIN (Cia de Limpeza Urbana de Niterói), empresa de limpeza urbana, e pela paralisação de 24 horas dos profissionais de educação da rede municipal.

    Já desde às 6 da manhã vários manifestantes da oposição sindical do Sintacluns (Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação de Niterói e São Gonçalo), da CSP-Conlutas, da Anel e do Sepe-Niterói foram para a porta da sede da CLIN denunciar a abertura oficial do processo de privatização da empresa e alertar os trabalhadores o perigo de demissão.

    Tragédia do Morro do Bumba completa um ano

    Eduardo Estalinho, de Niterói (RJ)

    O Morro do Bumba na época da tragédia

    No dia 7 de abril de 2010, aconteceu uma tragédia hoje esquecida pelos governantes e pela grande mídia. O Morro do Bumba, localizado na cidade Niterói (RJ) veio abaixo por conta de uma chuva torrencial na região. Nós não esquecemos esta tragédia, fruto do descaso dos governos com a população pobre do país.

    No dia 23 de março, cerca de 400 pessoas protestaram por conta do aluguel social que não estava sendo pago. A resposta foi a violência da polícia, que reprimiu o ato. Até as crianças foram agredidas descaradamente com spray de pimenta, como mostrou uma imagem que ficou famosa em todo o país.

    Histórico
    O Morro do Bumba estava localizado na área de um antigo lixão de Niterói, sobre a montanha de lixo criada por décadas de despejo no lugar. Quando desabou o morro, não se via pedras nem terra descendo. O que se via era lixo. Apesar dos governos estadual e municipal saberem disso, nenhuma medida foi tomada, e a tragédia aconteceu. Foram mais de 47 mortos na ocasião.

    No início desse ano, vimos mais tragédia na Região Serrana do mesmo estado, mostrando que mesmo depois do ocorrido em Niterói nenhuma medida foi tomada pelos governos para acabar com a péssima condição em que vive a população pobre do Rio. Já que governam para os ricos e poderosos, o que restou a esses governantes foi colocar a culpa na população e pedir preces pelos mortos.

    Enquanto não perdem tempo para entregar dinheiro e riquezas para grandes empresas e bancos, esses governos nada fizeram para melhorar a condição de vida dos trabalhadores. Nem mesmo o dinheiro do aluguel social de Niterói, entregue para garantir o mínimo de sobrevivência para os que estão desabrigados até hoje, é repassado e esteve atrasado de dezembro até o final de março. Isso gerou revolta entre a população, que foi às ruas para protestar.

    Nesse um ano de tragédia, a população do Morro do Bumba e de outras áreas atingidas vai para as ruas novamente para lembrar o descaso dos governantes. São esses governos que devem pagar a conta pelo descaso e já está mais do que na hora de se tomar uma atitude.

    Policial lança spray de pimenta em rosto de criança
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  • Como no terremoto do Haiti, governantes culpam natureza (artigo de Cyro Garcia)  


  • Fórum de Saúde do Rio de Janeiro faz ato no Dia Mundial da Saúde

    Fórum de Saúde do Rio de Janeiro faz ato no Dia Mundial da Saúde

    da redação*

    • Em 7 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde. No Rio, o Fórum de Saúde do Rio de Janeiro vai fazer um ato para defender a saúde pública e exigir a instalação da uma CPI da saúde no estado, que já foi criada.

    O fórum elaborou um documento para ser entregue na Assembleia Legislativa no dia da manifestação. “A atenção à saúde é direito fundamental de toda a sociedade, e dever do Estado, do Poder Executivo em particular, a prestação de um serviço público de qualidade, gratuito, integral e universal. Tais princípios se contrastam com a condição precária da saúde em nosso estado, uma situação em muitos aspectos de abandono, que compromete a um só tempo a dignidade de profissionais e pacientes, o direito à saúde e à vida da população usuária. São inúmeras e reiteradas as denúncias de irregularidades”, diz o texto.

    Nos 47 anos do golpe, ato denuncia prisões e exige o fim da criminalização dos movimentos sociais


    Ato na Faculdade de Direito da UFRJ reuniu 350 pessoas entre ativistas, parlamentares e personalidades jurídicas
    Da Redação
    Na noite desse 31 de março, cerca de 350 pessoas, entre ativistas, estudantes, representantes de entidades de classe e de Direitos Humanos, parlamentares e personalidades jurídicas lotaram o auditório da Faculdade de Direito da UFRJ no ato público contra a prisão e indiciamento dos 13 manifestantes no protesto contra Obama.
    A data não poderia ser mais propícia, já que no dia completavam 47 anos do golpe de Estado que impôs um regime de exceção no país. Assim, o ato pelo arquivamento do processo contra os ativistas se transformou num ato contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. O local também foi simbólico, já que ali, como lembrou Cecília Coimbra, do Grupo Tortura Nunca Mais, reuniram-se há exatos 47 anos, estudantes universitários para resistir ao golpe militar.
    Apoios
    A grande e variada presença de representações de associações, entidades e partidos de diversos segmentos e ideologias demonstrou a indignação gerada pelas prisões arbitrárias. Estiveram presentes parlamentares como o deputado federal Chico Alencar, e a deputada estadual Janira Rocha, ambos do PSOL, além de Paulo Ramos, estadual do PDT.
    Compareceram ainda representantes do mundo jurídico, como o advogado e ex-governador do Rio, Nilo Batista, o histórico defensor dos presos políticos da ditadura, advogado Marcelo Cerqueira, o juiz Dr. Rubens Casara, da Associação dos Juízes pela Democracia, Aderson Bussinger, representando a Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, entre outros.
    Também estiveram lá várias entidades sindicais, como as centrais CSP-Conlutas e a CTB, e sindicatos como o Sindsprev, Sindicato dos Correios, Sindscope, Sindjustiça, Sindpetro-RJ, além de associações como a Associação Brasileira de Imprensa e a Associação dos Moradores do Morro do Bumba, região afetada pelas chuvas e pelo descaso do Estado. De partidos, marcaram presença o PSOL, PCB e PCR.