Por Jessica Milaré, travesti, da secretaria Lgbt paulista do Pstu.
35 anos. Essa é a expectativa de vida de uma travesti. A nossa sociedade não respeita as pessoas trans, como travestis e transexuais. Por isso, essas pessoas são constantemente expulsas de suas próprias casas, das escolas e do mercado de trabalho e acabam indo parar na prostituição, na maioria das vezes desde a adolescência.
Se isso não bastasse, são vítimas constantes de agressão pelos seus clientes, que as tratam como objeto de consumo, não como seres humanos. São ridicularizadas pela mídia e pelos humoristas. Muitas vezes, para suportar o sofrimento, envolvem-se com drogas ilícitas e acabam sendo alvo da violência policial. São pessoas invisíveis!
Se isso não bastasse, são vítimas constantes de agressão pelos seus clientes, que as tratam como objeto de consumo, não como seres humanos. São ridicularizadas pela mídia e pelos humoristas. Muitas vezes, para suportar o sofrimento, envolvem-se com drogas ilícitas e acabam sendo alvo da violência policial. São pessoas invisíveis!
O dia 29 é um dia de denúncia da violência que atinge essas pessoas e das condições precárias em que vivem. Um dia de luta pelo direito à livre identidade de gênero, pelo direito à mudança do nome e do sexo no registro civil. Um dia de luta pelo fim de toda violência transfóbica e travestifóbica.




