PSTU realiza debate no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica (29/08) - Participe!

Vinte e nove de agosto é uma data importante para o movimento LGBT em geral, e para lésbicas em particular. O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica surgiu como uma data de luta contra a lesbofobia e o machismo, após a realização, no dia 29 de agosto de 1996, do I Seminário Nacional de Lésbicas (Senale), no Rio de Janeiro.

No país que é o sétimo colocado em assassinato de mulheres e concentra 44% das mortes por homofobia praticadas em todo o mundo, é mais que justo que nesse dia nos ponhamos à luta. A violência cotidiana sofrida pelas Lésbicas que é muitas vezes invizibilizada pela sociedade têm crescido absurdamente. Os “estupros corretivos” vêm aumentando. Essa atrocidade baseia-se na ideia de que a homossexualidade feminina pode ser “curada” pelo estupro e é uma ameaça constante na vida de milhares de lésbicas.

Neste período eleitoral comprova-se o descompromisso da ampla maioria dos partidos e instituições com a luta LGBT. A bandeira da visibilidade lésbica tem que ser levantada bem alto nestas eleições, e é por isso que o PSTU convida a todos simpatizantes, amigos e militantes para debater conosco a respeito das condições da mulher lésbica.

Com a presença de Marília Macedo, candidata a vice-governadora pelo PSTU.

Participe!

DIA: 29/08, Sexta-feira.
HORÁRIO: 18h30.
LOCAL: Sede Estadual do PSTU-RJ - Rua da Lapa, 180, Sobreloja, Lapa, Rio de Janeiro - RJ.

Chega de estupros e violência contra as mulheres das favelas!

O Rio de Janeiro, apesar de tentar aparecer para o mundo como a cidade dos mega eventos, se destaca por ser uma cidade extremamente violenta. As mulheres, os jovens negros da periferia, as mulheres e os homoafetivos são os maiores alvos de agressões, e todas se justificam pela opressão que eles sofrem no seu cotidiano.

No amanhecer de quarta-feira, dia 06 de Agosto, a população carioca recebeu a notícia de que três mulheres foram estupradas dentro da Favela do Jacarezinho. A notícia causou grande impacto, pois descobriu-se que os agressores eram os policiais membros da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dessa comunidade.

No entanto, relatos de estupros por policiais em favelas não são grande novidade para quem é morador de comunidade. Durante a invasão policial, travestida de pacificação, existe o medo recorrente das moradoras, principalmente as jovens e as menores de idade, de serem assediadas pelos policiais.

O assédio é uma realidade concreta presente na vida de todas as mulheres e o medo é justificável, principalmente, quando vêm à tona notícias como a que veio a público nessa quarta-feira. Estupro é uma das formas de dominação do homem sobre a mulher. É a prova cabal de que o machismo incutido na sociedade brasileira dá carta branca para sua prática cotidiana.

No Brasil, a cada 12 segundos uma mulher é estuprada. A eleição de Dilma em nada contribuiu para reduzir a violência às mulheres, pelo contrário, já que atualmente tramita no Congresso Nacional o Estatuto do Nascituro, que dentre vários artigos defende a “bolsa estupro” e a obrigação de “paternidade” pelo estuprador.

Devemos ovacionar a coragem dessas mulheres em denunciar não só o estupro em si, mas também seus agressores. É sabido que a denúncia reflete cerca de 10% dos casos que ocorrem. Ou seja, a grande maioria das mulheres vítimas de estupro não consegue ir à delegacia, fazer o registro de ocorrência, passar pelo corpo de delito e reconhecer seu agressor. Isso é consequência de um sistema que pune as mulheres pelos seus estupros e não seus estupradores! Que a prisão dos estupradores seja regra e não a exceção!

As UPPs de Cabral e Pezão, que vieram para combater a violência e o tráfico dentro das comunidades, são uma grande falácia. Na verdade, é mais uma política do Estado que contribui para o genocídio da população negra e para a criminalização da pobreza. A violência dentro das comunidades agora mudou o agressor: os policiais da UPP, que massacram a população dessas áreas e fazem acordos com o tráfico.

Essa falsa pacificação, que não acalmou a vida dos moradores, permitiu a entrada de empresas e bancos dentro da favela, aumentando os gastos dos moradores e o custo de vida. Também funciona como estrutura opressora dos hábitos e costumes da favela, além é claro de oprimir e até matar os jovens negros e as mulheres.

Amarildo, DG, Cláudia, jovens da Uruguaiana e agora mais recente as três mulheres no Jacarezinho foram as vítimas da atuação da PM nos últimos tempos. Não acreditamos que esses atos são isolados e sim que estão na essência da UPP. Por isso que nós do PSTU defendemos junto a outros movimentos sociais e partidos políticos, o fim da UPP e a desmilitarização da PM. Acreditamos que é possível a organização dos moradores para decidir os rumos do combate à violência em seus bairros.

Nós mulheres do PSTU queremos prestar total solidariedade a essas vítimas e afirmar que todo tipo de violência às mulheres, bem como aos negros, transexuais, homoafetivos, não deve ser tolerado.

Fora UPP das Favelas!

Fim da PM, por uma polícia civil unificada controlada pela população!

Queremos investimentos para acabar com a violência contra a mulher! Pela aplicação e ampliação da Lei Maria da Penha!


Dayse defende o fim das UPP´s e a desmilitarização da PM

Candidata do PSTU ao Palácio Guanabara
defendeu as propostas durante entrevista
ao SBT na manhã de hoje (12)
Foto: Divulgação.
   A nossa companheira Dayse Oliveira participou na manhã de hoje da sabatina promovida pelo SBT Rio, em parceria com a Folha e o portal Uol. Durante a entrevista, Dayse falou sobre os pontos mais sensíveis aos trabalhadores do estado e defendeu o programa do partido para as eleições desse ano.

   Questionada sobre a recente greve dos profissionais de educação, Dayse, que também é professora da rede estadual de ensino, afirmou que Pezão dá continuidade ao projeto de privatização da educação no RJ e que toda sociedade sai prejudicada com o descaso dos governos com a educação pública. Dayse, que está licenciada da diretoria do SEPE/RJ, vem sofrendo ataques do governo do estado, através da secretaria de educação, como parte da política de criminalização das lutas, através do corte de ponto e abertura de inquérito administrativo que pode resultar até mesmo em demissão da companheira.

   Questionada sobre a política de segurança pública, Dayse afirmou que vai acabar com as UPP´s e desmilitarizar a PM, pois a política aplicada pelos governos Pezão/Cabral vem criminalizando os jovens da periferia do RJ e tem um direcionamento muito claro: a juventude negra e pobre do nosso estado. Para combater o tráfico, Dayse defendeu a legalização das drogas, com produção e distribuição sob controle do Estado, como forma de enfraquecer o poderio econômico das organizações criminosas, prisão e confisco dos bens dos empresários e políticos que financiam o tráfico de drogas e, para os dependentes e familiares que necessitam, acompanhamento médico gratuito fornecido pelo Estado.

   Questionada sobre a relação do nosso partido com os “black blocs”, Dayse foi categórica em afirmar que o partido não possui nenhuma relação com estes grupos e que não compactuamos com as ações isoladas nos atos e manifestações praticadas por estas organizações, como já deixamos claro em diversas notas políticas em polêmicas públicas travadas desde as manifestações de junho de 2013.

Transporte
   O transporte público no RJ segue um caos. E os mais prejudicados, obviamente, são aqueles que produzem toda a riqueza do nosso estado: os trabalhadores e trabalhadoras. Para conseguirmos um transporte público de qualidade, que atenda as necessidades dos trabalhadores, com passe livre para os estudantes, idosos e desempregados, combatendo a máfia dos transportes que segue lucrando as custas do sofrimento do povo pobre, para isso é preciso reestatizar o metrô, trem e barcas, colocando as companhias sob controle dos trabalhadores.

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