Nesta quinta, UFRJ sedia um ato pelas liberdades democráticas

Da redação


Reprodução



Cartaz de divulgação do debate

• Na próxima quinta-feira, 31 de março, acontecerá no Rio de Janeiro o “Ato pelas Liberdades Democráticas”. A iniciativa é da Faculdade Nacional de Direito, motivada pelas 13 prisões políticas que ocorreram durante a visita de Barack Obama ao Brasil.

O evento terá a presença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos próprios presos e de demais envolvidos na defesa dos mesmos. A intenção é formar uma frente ampla para realizar uma campanha nacional em defesa das liberdades democráticas e contra a criminalização dos movimentos sociais.

Blogueiro que denunciou prisões no ato contra Obama é baleado no Rio

Ricardo Gama postou vídeo em seu blog denunciando a repressão ao protesto e as prisões, horas antes de ser baleado no Rio


O blogueiro carioca Ricardo Gama foi baleado na manhã desse dia 24 de março, quinta-feira, no Rio. Gama é conhecido por manter um blog na Internet com uma série de denúncias de corrupção e arbitrariedades da polícia, e repleta de críticas ao prefeito Eduardo Paes (PSDB) e principalmente ao governador Sérgio Cabral (PMDB). Ele recebeu três tiros, dois na cabeça e um no peito e está internado em estado grave no Hospital Copa D’Or.

Com uma câmera caseira, Gama sai pelas ruas da cidade registrando desmandos e enfrentando a polícia ou a guarda municipal. O último vídeo de Ricardo Gama publicado em seu blog denuncia a repressão e as prisões abusivas contra os manifestantes no ato contra a vinda de Obama ao Brasil, no último dia 18. O vídeo foi gravado no dia 21 e postado novamente no dia 23, horas antes dele ser baleado, no dia 24.

Nova Friburgo: uma cidade que tem medo


Córrego Dantes é uma das regiões mais atingidas pelas chuvas em Nova Friburgo. Uma família, a última que ficou naquela área de risco, está sendo intimada a deixar sua casa. Eles resistem mesmo sabendo dos perigos que estão correndo. Água e luz já foram cortadas, e a família diz que não vai sair. Além do casal, moram também dois filhos. O conselho tutelar já ameaçou tirar as crianças da mãe se não forem levadas para um local seguro.

Comunidade do Rui, outra área bastante afetada. Somos convidados para um aniversário. A dona da festa chegou a abrigar 80 pessoas que perderam suas casas. São 18h e começa a chover. Os dois companheiros presentes, Paulo, bancário de São Paulo, e Kellé, de Nova Friburgo, ficaram assustados, mas nada comparado com o desespero das crianças a cada trovão.

Poderíamos relatar outras centenas de casos. Hoje vivemos numa cidade que tem medo. Fatos como estes poderiam ser evitados se os governos colocassem em prática apenas uma das reivindicações dos cartazes do PSTU colados por toda cidade: abrir vagas nos hotéis para os desabrigados.

Os governos são os culpados
A Austrália também teve suas enchentes nesse começo de ano. Algumas áreas de Brisbane, ao sul de Quesland, receberam mais de 400 milímetros de chuvas, fazendo com que o total de chuvas acumulada em 13 dias superasse a marca de 800 milímetros. Lá na Austrália, foram 20 mortos.

Em Nova Friburgo, choveu 378 milímetros de 1º a 13 de janeiro de 2011. O número oficial de mortos foi 430. Aliás, número bastante contestado por toda a população. Um vereador da direita, dono de uma rede de TV local, fala em mais de 800 mortos. O dono de uma funerária deu uma declaração falando que liberou mais de 700 caixões. Famílias inteiras estão desaparecidas.

Os 13 do Rio

Editorial publicado no Opinião Socialista 420


Foi muito grave o que ocorreu no Rio de Janeiro, com as prisões dos ativistas no ato contra Obama. Foi imposta uma política repressiva brutal para que o norte-americano pudesse aparecer sorridente falando em democracia.

Existe um elo de ligação entre a abusiva revista por agentes norte-americanos de ministros de Estado brasileiros e a prisão de 13 militantes no ato contra Obama.
A arrogância dos agentes dos EUA, humilhando ministros de Estado brasileiros em território brasileiro, mostra uma das faces do imperialismo, tão importante como a face conciliadora e risonha de Obama. Por um lado, a política da reação democrática, de encaixar todos os processos revolucionários na via morta da democracia burguesa. Por outro, o senhor da guerra, a intervenção na Líbia, a repressão no Brasil.

Os governos Dilma e Sérgio Cabral se sujeitaram a ser capitães do mato e aceitar todas as exigências de Obama em relação à segurança. Para isso, valia tudo.
Valia reprimir com brutalidade a manifestação de protesto com a desculpa do lançamento de coquetel molotov. A polícia sabia que nem a CSP Conlutas nem o PSTU tiveram qualquer responsabilidade nessa ação enlouquecida. Mais precisamente, as dúvidas são cada vez maiores se isso não foi produto de uma provocação policial. É muito suspeito que a polícia só tenha prendido pessoas que não tinham nada a ver com essa ação ultraesquerdista.

Libertados os presos políticos detidos durante protesto contra Obama

Ativistas permaneceram quase 70 horas confinados, acusados sem qualquer prova

Após quase 70 horas detidos, finalmente foram libertados, na noite desse dia 20, os ativistas presos durante uma manifestação contra a vinda de Obama ao Brasil no Rio. Com grande emoção, os últimos presos políticos no presídio Ary Franco foram recebidos pelos próprios companheiros.

As prisões ocorreram na noite do dia 18, em frente ao consulado dos EUA. Acusados de “lesão corporal” e tentativa de incêndio, sem qualquer prova, os ativistas passaram a noite na delegacia e foram transferidos no dia seguinte para presídios. As mulheres foram transferidas para o presídio de Bangu 8, enquanto os homens foram para o presídio Ary Franco, em Água Santa, onde tiveram as cabeças raspadas. Um dos detidos era menor de idade e foi encaminhado ao Centro de Triagem da Ilha do Governador.

Prisões políticas
Nove dos 13 presos eram militantes do PSTU. Todo o processo, segundo o advogado criminalista Jorge Bulcão relatou ao Portal do PSTU, não passa de uma “aberração jurídica”. Primeiro, a PM deteve 13 pessoas de forma aleatória após reprimir o protesto contra Obama. Depois, expôs na delegacia o que seriam os artefatos encontrados com manifestantes: um coquetel molotov, um soco-inglês e uma mochila com pedras, junto a isso um cartaz e uma bandeira do PSTU. A intenção era clara: associar os artefatos e a explosão de um molotov ao partido.

Seguindo a seqüência de arbitrariedades, a Justiça negou a liberdade provisória aos presos, alegando que representariam “ameaça” à ordem pública enquanto Obama estivesse no Brasil. Alegou até mesmo que os ativistas “maculariam” a imagem do Brasil no exterior, e citaram as Olimpíadas de 2016. O habeas corpus só foi aceito na manhã desse dia 20, segunda-feira, 1 hora após Obama deixar o país.


Momento em que ativistas foram libertados

Campanha e liberdade
As prisões, porém, não arrefeceram as mobilizações. No domingo, dia 19, um ato contra o imperialismo reuniu cerca de 800 pessoas no Rio e encampou como uma de suas principais bandeiras a libertação dos presos. A solidariedade também foi fundamental. Parlamentares como Chico de Alencar (PSOL) e Lindberg Farias (PT) visitaram os ativistas nos presídios e divulgaram nota exigindo sua libertação. Entidades de todo o país enviaram moções e uma petição pública em defesa dos presos recebeu mais de 6 mil assinaturas em pouco mais de dois dias.

O menor de idade foi liberado no dia 20. Uma das ativistas, uma senhora de 67 anos, foi liberta na madrugada do dia seguinte. O alvará de soltura do restante dos presos só saiu no final da tarde. Primeiro as 2 mulheres foram soltas de Bangu 8 e, por fim, o restante dos presos saíram de Ary Franco.

Foi sem dúvida uma grande vitória e um belo exemplo de luta e solidariedade. Mas que não termina aqui. Os companheiros detidos ainda estão respondendo pelos crimes nos quais foram indiciados. É preciso continuar a campanha para a suspensão do processo para que este não se torne um perigoso precedente de criminalização dos movimentos sociais.

Na tarde da terça-feira, dia 22/03, os presos deram uma entrevista coletiva no auditório do Sindjustiça-RJ.

Veja galeria de fotos dos companheiros após sairem das prisões

Entrevista com Gabriela: “Fui presa porque estava com uma bandeira”

“O processo todo é uma aberração jurídica”, afirma advogado dos presos

Argumento para manter os ativistas presos durante 70 horas inclui “ameaça a Obama” e as Olimpíadas de 2016

O advogado criminalista Jorge Bulcão acompanhou a seqüência de arbitrariedades que marcou a prisão dos 13 ativistas durante o ato contra a vinda de Obama ao Brasil, no último dia 18. Para o advogado que acompanhou os militantes durante as 70 horas de detenção, todo o processo foi uma “aberração jurídica”.

Após a repressão policial ao protesto com gás e balas de borracha, os 13 manifestantes foram detidos forma completamente aleatória pela polícia. Entre o grupo detido e encaminhado à delegacia, estavam um menor de idade e a senhora de 67 anos, conhecida torcedora do Fluminense.

Lá, foram indiciados por lesão corporal e tentativa de incêndio. Para a imprensa, a PM montou uma mesa com uma mochila de pedras, um soco inglês e uma garrafa que seria um coquetel molotov. Junto a isso, um cartaz do PSTU dizendo “Obama Go Home” e uma bandeira do partido. O detalhe omitido pela polícia: nenhum dos artefatos expostos havia sido encontrado com algum dos ativistas presos.

“No auto de flagrante não havia uma declaração sequer afirmando que aqueles artefatos estavam de posse dos ativistas detidos”, relata o advogado. ”No Direito Penal se tem uma coisa que tem que ficar absolutamente clara é a autoria. Na dúvida, se absolve o reu”, afirma. O que foi usado para se determinar o flagrante foi a simples “confissão” dos ativistas de que eles realmente estavam na manifestação contra a vinda de Obama. ”Isso é um absurdo, como se estar presente numa manifestação fosse crime”, reclama Bulcão.

Ameaça a Obama
Mas eles não foram absolvidos e ainda tiveram o pedido de liberdade provisória negado pelo Ministério Público e o juiz de plantão. “Alegamos os bons antecedentes dos detidos para mostrar que eles não ofereciam qualquer perigo”, diz Jorge Bulcão. Mas para a Justiça, eles representavam uma ameaça a Obama, à ordem pública e a imagem do Brasil no exterior.

“O fundamento utilizado para mantê-los presos esse tempo foi que eles macularam a imagem do país no exterior” , disse o advogado. Foi citado pela Justiça até mesmo as Olimpíadas em 2016, a fim de justificar as prisões. “Disseram até que os meninos representariam perigo a Obama enquanto ele estivesse no Brasil” conta Bulcão.

Detidos, as três mulheres foram encaminhadas ao presídio de Bangu 8 e os homens ao presídio de Ary Franco, em Água Santa. Além de terem que enfrentar o cárcere, os homens passaram pelo constrangimento de terem a cabeça raspada. Foram acompanhados por Bulcão e a Comissão de Direito Humanos da OAB-RJ.

A soltura só ocorreu após habeas corpus concedido pelo desembargador Claudio Dell'Orto nesse dia 21. Apesar de livres, porém, os manifestantes continuam indiciados, mesmo sem qualquer prova. O processo segue agora na Vara Comum. ”Vamos insistir no fato de que falta o elemento que configuraria o delito”, diz o advogado.


Ato pela liberdade dos presos políticos de Dilma e contra a visita de Obama (RJ)




O que fica da visita de Obama ao Brasil?

Presidente norte-americano sai do país deixando para trás acordos comerciais, promessas de petróleo, humilhações e 13 presos políticos

O presidente norte-americano nem havia deixado o Brasil e, no balanço que a imprensa fazia de sua rápida visita, além da euforia e do exagero, havia também um certo tom de frustração. Obama não deu apoio explícito ao Brasil a uma vaga permanente do Conselho de Segurança da ONU, como governo e imprensa esperavam. No comunicado aos jornalistas, ao lado de Dilma, apesar dos elogios, o presidente norte-americano apenas demonstrou “apreço” às aspirações do governo brasileiro.

E se os eventos oficiais não chegaram a empolgar a anunciada “visita histórica”, a agenda “turística” foi ainda mais apagada. Resumiram-se às tradicionais apresentações culturais. O discurso público da Cinelândia foi cancelado apenas um dia antes. A delegação alegou questões de segurança, mas houve quem atribuísse a desistência à falta de garantias de público e o temor de protestos entre o público na praça.

O sentido da visita
Obama desceu no Brasil com dois objetivos. O primeiro, e declarado, foi estabelecer acordos comerciais, derrubando tarifas alfandegárias, a chamada TECA, na sigla em inglês. E a razão disso, o próprio norte-americano não escondeu: os EUA estão em crise e precisam aumentar as exportações e o Brasil é um mercado grande e em expansão.

Mas os olhos de Obama estavam voltados mesmo ao pré-sal. “Estamos criando um novo diálogo estratégico sobre energia para garantir que as cúpulas dos nossos governos trabalhem conjuntamente para aproveitar novas oportunidades, em particular, como as novas descobertas de petróleo no Brasil”, discursou no Planalto. Com a instabilidade política no Oriente Médio, os EUA enxergam no Brasil uma oportunidade de ouro para espoliar o petróleo. Além da estabilidade, o governo norte-americano encontra aqui uma completa submissão aos seus interesses.

Submissão cujos exemplos foram numerosos em tão rápida visita. Como na revista dos ministros de Dilma na entrada do pronunciamento de Obama aos empresários. Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edson Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), foram revistados por seguranças norte-americanos em seu próprio país. A situação lembrou o vexame do então chanceler Celso Lafer, no governo FHC, obrigado a tirar os sapatos para entrar nos EUA.

Apesar do discurso de igualdade, nem na aparência, o governo brasileiro conseguiu esconder seu papel subalterno.

Bombas entre um brinde e outro
O outro objetivo de Obama foi midiático. O presidente tentou reforçar sua imagem popular e amigável, fazendo crer que nada tinha a ver com Bush e seus antecessores. E contou com a generosa ajuda da imprensa brasileira, que fez uma cobertura amplamente favorável ao norte-americano. O fato de Obama ser negro foi tomado como elemento de identificação com os brasileiros.

Os fatos, porém, mostram que por trás do sorriso de Barack, esconde-se o velho imperialismo ianque. Uma cena descrita no jornal Folha de São Paulo ilustra muito bem isso. No início da tarde do dia 19, Obama participava de uma recepção oferecida pelo Itamaraty. Na hora do brinde, o presidente foi interrompido por um assessor, que lhe entregou um telefone. Após algumas poucas palavras, o presidente voltou ao seu brinde. Acabava de autorizar o bombardeio aéreo na Líbia.

Já no discurso proferido no Theatro Municipal, Obama elogiou a democracia, chegando a lembrar a luta da então guerrilheira Dilma Roussef contra a ditadura no Brasil. Nenhuma palavra nem mea-culpa, é claro, sobre o envolvimento dos EUA no golpe de 1964. Ou do apoio que prestavam até ontem para as ditaduras amigas do Oriente Médio e do Norte da África, como o próprio Kadafi.

O que essa visita mostrou?
A visita em si não teve grandes novidades e, ao contrário do tom eufórico da imprensa, não contou com manifestações de apoio na sociedade. Mas, por outro lado, revelou muitas coisas. Primeiro, o empenho do governo brasileiro em se mostrar fiel vassalo do imperialismo. O fato de Obama ter ordenado o bombardeio à Líbio de dentro do Itamaraty é simbólico.

Os governos uniram-se para estender o tapete vermelho ao chefe do imperialismo. Até mesmo a Justiça mostrou sua submissão. A prisão dos 13 manifestantes na noite do dia 18, durante um protesto, foi um fato sem precedentes. O argumento do juiz que determinou a manutenção das prisões fala por si só: os detidos representariam “ameaça à ordem pública” enquanto Obama estivesse aqui e poderiam “macular” a imagem do país.

Mas não foi só isso. A ordem expressa do PT e do Planalto aos seus militantes, proibindo manifestações contra Obama, revela o caráter pró-imperialista do partido e desmascara seu papel nos movimentos sociais. Um fato inédito e histórico: uma ordem do Partido dos Trabalhadores para que seus filiados não comparecessem a um ato contra um presidente dos EUA, a um ato contra o imperialismo!

A visita de Obama, assim, mostrou um governo brasileiro ainda mais submisso, empenhado em entregar nosso petróleo ao imperialismo e abrir o mercado aos EUA. Revelou uma Justiça que se mostra capaz de atropelar a Constituição para defender os interesses dos EUA, como se estivéssemos em um Estado de Sítio.

Obama, por fim, se despede do Brasil deixando para trás acordos comerciais e a garantia de petróleo para sua indústria e seus carros. Deixa ainda 13 presos políticos e a certeza de que, infelizmente, para uma parte do movimento sindical brasileiro, o imperialismo deixou de ser um inimigo.

Entidades de todo o país condenam as prisões políticas durante ato contra Obama

Além das milhares de assinaturas na petição pública exigindo liberdade aos presos políticos, chegaram várias notas de condenação às prisões e solidariedade ao PSTU e aos presos.

Grupo Tortura Nunca Mais-SP

Sindicato dos Petroleiros e Petroquímicos de Alagoas e Sergipe

ANEL-Livre

UNE - União Nacional dos Estudantes

DCE UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro

DCE UFF - Universidade Federal Fluminense

DCE USP - Universidade de São Paulo

DCE UFPA - Universidade Federal do Pará

DCE UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DCE UFC - Universidade Federal do Ceará

DCE UnB - Universidade de Brasília

DCE UFES - Universidade Federal do Espírito Santo

DCE UFPB - Universidad e Federal da Paraíba

DCE UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina

DCE UFPR - Universidade Federal do Paraná

DCE UFBA - Universidade Federal da Bahia

DCE UNIFAP - Universidade Federal do Amapá

DCE UFG - Universidade Federal de Goiás

DCE UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

DCE UEPA - Universidade Estadual do Pará

DCE UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia

DCE UNESP - Universidade Estadual Paulista

DCE UEM - Universidade Estadual de Maringá

DCE PUC - Rio de Janeiro

DCE UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DCE UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados

EXNEEF - Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física

CONEP - Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
ENECOS - Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social

Coletivo Nacional Levante

Coletivo Barricadas Abrem Caminhos

Coletivo 21 de junho

Brasil & Desenvolvimento UnB

Resistência Popular


Liga Estratégia Revolucionária

União Catarinense de Estudantes – UCE

Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte


Leia as notas


Passeata reuniu 800 pessoas, antes de discurso de Obama

URGENTE: Justiça decide libertar presos políticos do ato contra Obama

Ato com o grupo será realizado hoje, às 17h, nas escadarias do Theatro Municipal



• Cerca de uma hora após o presidente Barack Obama ter deixado o país, a Justiça deu um despacho a favor da libertação dos 13 manifestantes, presos desde a sexta-feira, após protesto no Consulado dos Estados Unidos. O grupo está nos presídios de Bangu 8 e Água Santa e deve ser liberado nas próximas horas. No sábado, um juiz de plantão havia negado a liberdade, alegando que os ativistas representariam uma ameaça ao presidente norte-americano e poderiam "macular" a imagem do Brasil.

Durante o final de semana, uma grande campanha foi feita, com atos e milhares de assinaturas de apoio aos presos. "Estamos aliviados e agradecidos por toda a solidariedade. Foi o que garantiu a liberdade ao grupo. Agora é ver se todos estão bem", comemorou Cyro Garcia, presidente do PSTU, partido que tem 10 militantes presos. Cyro criticou o caráter político das prisões e até na libertação. "Nada vai apagar o que aconteceu. Foi um ataque sem precedentes aos direitos humanos. Obama discursou falando da democracia, comemorando não estarmos mais em uma ditadura, mas o governador deixou pessoas inocentes em presídios até que a viagem terminasse. O governo de Dilma, presa na ditadura, não fez absolutamente nada", afirmou.

O grupo ficou em celas isoladas nos presídios, mas ainda assim, os advogados irão averiguar indícios de maus tratos. "Todos os homens em Água Santa tiveram a cabeça raspada", conta Aderson Bussinger, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que acompanha o caso. "Obama veio aqui e deixou um Guantánamo. E ninguém noticiou", completa Cyro.

Uma situação especial é o de Maria de Lourdes Pereira da Silva, de 69 anos. A senhora, que também é conhecida pela torcida do Fluminense como “Vovó tricolor”, pela assiduidade aos jogos, estava passando pelo Centro do Rio, na sexta-feira, quando se juntou ao grupo que dizia “Obama, go home”. Ela terminou presa em Bangu 8 com Gabriela Proença da Costa, estudante de Artes da Uerj, e a professora Pâmela Rossi. Por ironia, o presidente Obama recebeu uma camisa do Fluminense durante a visita a uma escola de samba, no Rio de Janeiro.

Os presos irão deixar o presídio acompanhados por oficiais de justiça, em ônibus e carros da secretaria de Segurança, em direção ao Instituto Médico Legal, onde farão exames. De lá, seguirão para uma entrevista coletiva, com seus parentes. Em seguida, às 17h, um ato público será feito nas escadarias do Theatro Municipal, onde Obama discursou. "Vamos lavar as escadarias e abraçar os presos", comemora o professor Miguel Malheiros. "Não vamos parar aqui. Também vamos exigir que sejam retirados as acusações, para que não retornem a prisão mais à frente apenas por estarem em um ato pacífico e em defesa do nosso petróleo", completou.

Depoimentos de familiares dos presos
http://www.youtube.com/watch?v=bKrpZpn4a9s&feature=player_embedded
Manifestantes contra Obama têm cabeça raspada no presídio
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=12518&ida=19

Leia o manifesto do movimento estudantil brasileiro em defesa dos presos políticos
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=12522&ida=0

URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa

Depois de passar a madrugada na 5º DP (Gomes Freire), os 13 detidos nesta sexta-feira, 18, foram levados para presídios por volta das 8h de hoje. Após exame de corpo-delito no IML, os homens serão encaminhados ao presídio de Bangu 8 e as mulheres ao presídio de Água Santa. Dos 13 presos, 10 são militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)

Os manifestantes foram enquadrados em vários artigos, e não terão direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo. É uma prisão política. São presos políticos do governo Sergio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil", protestou o presidente do PSTU no Rio de Janeiro, Cyro Garcia. "Estamos muito preocupados com a segurança de nossos militantes e faremos uma campanha internacional pela liberdade deles", afirmou.

Os 13 manifestantes foram presos após um coqueter molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. Na noite de ontem, o partido lançou um comunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação e que nenhum militante do partido organizou ou participou do ataque. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro. "Estão criminalizando os protestos e o partido. É um absurdo a polícia exibir cartazes políticos e bandeiras do partido como provas aos fotógrafos, como quem exibe armas," protesta.

Os advogados do PSTU estão entrando na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionam os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável. O partido fará um ato neste domingo, às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos políticos. Hoje, em Brasília, militantes do partido irão até a Praça dos Três Poderes, também para exigir a libertação.

Assine para a libertação dos presos
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Comunicado à imprensa sobre a repressão no ato do Rio

Diante do protesto desta sexta-feira, contra a visita de Obama e a violenta repressão policial, o PSTU vem a público declarar que:

1 – O ato pacífico foi organizado pela CSP-Conlutas, pela Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre - ANEL e por diversos sindicatos.

2 – O protesto faz parte de uma jornada nacional, que inclui atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo, os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretende apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo, como no Iraque, e que agora se repete na Líbia.

3- O PSTU apoiou o protesto e participou ativamente de sua organização. Durante a semana, o partido tem realizado várias ações contra a visita de Obama, com milhares de cartazes e até faixas em um avião que circula pelos céus do Rio de Janeiro.

4 – Desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.

5 – Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, inclusive muitas crianças. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.

6 – O acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso.

7 – Em frente ao Consulado, o ato iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.

8 – No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. As cenas desse momento foram gravadas por manifestantes e estão em nosso site.

9 – Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade. Até as 22h, ninguém havia sido solto.

10 – A polícia declarou que coqueteis molotov foram jogados contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. Sobre isso, declaramos que nem o PSTU e tampouco qualquer uma das entidades que organizaram o ato concordam ou apoiam atitudes como essa no ato, convocado como uma manifestação totalmente pacífica.

11 – Este espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita. Neste sentido, desconhecemos os autores do ataque e queremos vir a público declarar nossa desconfiança de que provocadores tenham se infiltrado no ato, com esse objetivo.

12 – Os artefatos lançados não justificam a reação completamente desproporcional da polícia do governador Sérgio Cabral, que agiu atacando e prendendo a esmo. A selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas.

13 – A ação policial derruba por terra qualquer respeito à liberdade e os direitos humanos e indica uma criminalização dos protestos, ao melhor estilo dos Estados Unidos. Um exemplo foi dado na delegacia, quando policiais exibiram suas “apreensões”: uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU, atribuindo responsabilidade sobre os ataques. Desde quando uma bandeira, um símbolo de um partido político pode ser apresentado como algo criminoso?

14 – Exigimos uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial.

15 – Por último, o PSTU afirma que não deixará de protestar contra os Estados Unidos por conta dos ataques da polícia de Sergio Cabral. Continuaremos nas ruas, e nosso próximo ato será no domingo, às 10h, no Largo do Machado. Convocamos todos a participarem deste ato, e transformar esse dia em um grande repúdio à violência de hoje e a criminalização dos que lutam.

Rio de Janeiro, 18 de março de 2011

PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
www.pstu.org.br



VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DO ATAQUE DA POLÍCIA






  • Assine a petição pública pela libertação dos presos políticos

  • URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa
  • Comunicado à imprensa sobre a repressão no ato do Rio

    Diante do protesto desta sexta-feira, contra a visita de Obama e a violenta repressão policial, o PSTU vem a público declarar que:

    1 – O ato pacífico foi organizado pela CSP-Conlutas, pelo Associação Nacional dos Estudantes-Livre e por diversos sindicatos.

    2 – O protesto faz parte de uma jornada nacional, que inclui atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo, os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretende apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo, como no Iraque, e que agora se repete na Líbia.

    3- O PSTU apoiou o protesto e participou ativamente de sua organização. Durante a semana, o partido tem realizado várias ações contra a visita de Obama, com milhares de cartazes e até faixas em um avião que circula pelos céus do Rio de Janeiro.

    4 – Desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.

    5 – Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, inclusive muitas crianças. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.

    6 – O acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso.

    7 – Em frente ao Consulado, o ato iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.

    8 – No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. As cenas desse momento foram gravadas por manifestantes e estão em nosso site.

    9 – Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade. Até as 22h, ninguém havia sido solto.

    10 – A polícia declarou que coqueteis molotov foram jogados contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. Sobre isso, declaramos que nem o PSTU e tampouco qualquer uma das entidades que organizaram o ato concordam ou apoiam atitudes como essa no ato, convocado como uma manifestação totalmente pacífica.

    11 – Este espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita. Neste sentido, desconhecemos os autores do ataque e queremos vir a público declarar nossa desconfiança de que provocadores tenham se infiltrado no ato, com esse objetivo.

    12 – Os artefatos lançados não justificam a reação completamente desproporcional da polícia do governador Sérgio Cabral, que agiu atacando e prendendo a esmo. A selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas.

    13 – A ação policial derruba por terra qualquer respeito à liberdade e os direitos humanos e indica uma criminalização dos protestos, ao melhor estilo dos Estados Unidos. Um exemplo foi dado na delegacia, quando policiais exibiram suas “apreensões”: uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU, atribuindo responsabilidade sobre os ataques. Desde quando uma bandeira, um símbolo de um partido político pode ser apresentado como algo criminoso?

    14 – Exigimos uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial.

    15 – Por último, o PSTU afirma que não deixará de protestar contra os Estados Unidos por conta dos ataques da polícia de Sergio Cabral. Continuaremos nas ruas, e nosso próximo ato será no domingo, às 10h, no Largo do Machado. Convocamos todos a participarem deste ato, e transformar esse dia em um grande repúdio à violência de hoje e a criminalização dos que lutam.

    Rio de Janeiro, 18 de março de 2011

    PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
    www.pstu.org.br



    VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DO ATAQUE DA POLÍCIA


    Declaração do PSTU contra a visita de Obama ao Brasil

    Direção Nacional do PSTU


    Obama vem ao Brasil no momento em que o Conselho da ONU autoriza a intervenção militar do imperialismo sobre a Líbia. Muitos têm expectativas em Obama e também nessa ação militar contra o genocida Kadafi.

    O PSTU quer alertar todos os trabalhadores e jovens brasileiros que essas esperanças são infundadas. Está vindo ao Brasil a nova cara do imperialismo, um Bush disfarçado de negro, mas exatamente com as mesmas más intenções.

    Nós lutamos contra o ditador Kadafi. Esse genocida está bombardeando populações civis, repetindo os atos de Israel contra os palestinos. Os setores da esquerda que sustentam Kadafi, como Castro e Chávez, estão completamente enganados e terminam por sujar suas mãos com o sangue do povo líbio.

    Mas a intervenção militar do imperialismo não é para ajudar o povo líbio. Obama, assim como os governos europeus quer, controlar diretamente o petróleo líbio e acabar com a guerra civil. Kadafi, que entregou o petróleo ao imperialismo, não é mais uma garantia segura, porque existe uma guerra civil. Quando Kadafi massacrava o povo, mas não existia ainda um levante contra ele, o governo Obama (assim como Berlusconi e Sarcozy) o apoiava.

    O imperialismo apoia todas as ditaduras no mundo árabe contra as quais se enfrenta a revolução em curso, como a Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Iêmen. Obama, junto com seu aliado Mubarak, foi derrotado pelo povo egípcio rebelado. Caso consiga controlar a Líbia, vai instalar outra ditadura que lhe garanta o controle do petróleo.

    Existe hoje uma guerra do povo líbio contra o ditador Kadafi. Com a intervenção militar imperialista, deve haver duas guerras: uma contra Kadafi e outra contra o imperialismo. Chamamos o povo rebelado contra Kadafi na Líbia a não depositar nenhuma esperança e não dar nenhum apoio à intervenção imperialista.

    Nós rejeitamos a presença de Obama, o novo senhor da guerra, no Brasil. Ele vem aqui para substituir a imagem desgastada do governo dos EUA pela figura de Bush. Vai querer se apropriar das reservas de petróleo do pré-sal que o governo Dilma já está lhe oferecendo. Vai querer avançar o “livre comércio”, que significa maior abertura para as multinacionais norte-americanas. Ou seja, vai cumprir exatamente a mesma pauta que Bush faria, só que agora com uma face mais “simpática”.

    Obama já mostrou, nos EUA, que não cumpre nenhuma de suas promessas eleitorais. O desemprego segue fortíssimo, atingindo em primeiro lugar os negros. Não foi por acaso que Obama acaba de ser derrotado nas eleições legislativas em seu país. Não deixemos que siga nos enganando no Brasil.

    O governo Dilma recebe Obama para abrir ainda mais as portas do país para o imperialismo. Segue cumprindo um papel de ponto de apoio do governo dos EUA na América Latina pela indigna ocupação militar do Haiti, a serviço das multinacionais.


    Rejeitamos com toda nossa força a presença de Obama no Brasil!

    Abaixo a intervenção militar imperialista na Líbia!

    Fora Kadafi!

    Obama tire as mãos de nosso petróleo!

    Exigimos ao governo Dilma que:

    não faça nenhum acordo com Obama;

    rejeite a intervenção imperialista na Líbia;

    rompa relações diplomáticas co m Kadafi;

    retire as tropas brasileiras do Haiti.

    Tropa de elite da corrupção


    Crise na cúpula da polícia desmascara
    política de segurança pública do governador Sérgio Cabral
    Cyro Garcia, do Rio de Janeiro
    Apesar do sucesso de público dos filmes Tropa de Elite I e II, não existe obra de ficção capaz de superar a realidade que ocorre na polícia do Rio de Janeiro. No final do ano passado, a capital e várias regiões do estado foram surpreendidas por ataques promovidos supostamente por traficantes. Estes episódios provocaram a ocupação militar dos complexos da Vila Cruzeiro e do Alemão, ambos localizados na Zona da Leopoldina da cidade do Rio. A ação chegou a ser chamada de “dia D” da polícia do Rio de Janeiro e contou com grande apoio da população.
    Já naquele momento, o sociólogo e professor da Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) José Cláudio Souza Alves analisava o que estava por trás da ação. Segundo ele, o que estava ocorrendo era uma reorganização do crime organizado no Rio com um claro objetivo de enfraquecer a facção do Comando Vermelho, que dominava os complexos citados, em favor da facção Terceiro Comando e das milícias formadas por policiais civis e militares.
    A ocupação dos complexos acabou se tornando uma variação da política das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que representam uma ocupação de comunidades com prévio aviso aos traficantes. Assim, o tráfico simplesmente mudava de endereço, provocando uma perda de território do crime.
    Na verdade, o que houve foi uma troca da opressão dos traficantes pela praticada por polícia e exército. Denúncias de roubo e desrespeito aos mais elementares direitos dos moradores por parte dos policiais foram fartas. O advogado e membro da OAB Aderson Bussinger relatou: “Pude pessoalmente ouvir relatos de torturas praticadas por policiais, inclusive tendo como vítimas jovens e o caso de um deficiente físico que apanhou muito dos policiais somente porque tremia, o que foi interpretado como culpa. Pude também ouvir denúncias sobre a apreensão de motocicletas que, na verdade, em sua maioria, não eram de traficantes, mas de simples moradores que fazem o trabalho de mototáxi na favela. Ouvi também de um irmão de um preso que o retrato deste foi exibido nos jornais e televisão, tendo, posteriormente, sido apurado que não era traficante. Ocorreram muitas e muitas invasões de casas, com arrombamentos que deixaram as crianças traumatizadas até hoje.”
    Ao se pronunciar sobre as denúncias dos moradores, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que “uma minoria de maus policiais não pode manchar o sucesso da operação.”
    Toda banda podre
    Recentemente, a “Operação Guilhotina” da Polícia Federal jogou luz sobre a verdadeira essência da política de segurança da dupla Cabral/Beltrame. A operação desbaratou uma quadrilha que tem como líder o subchefe operacional da Polícia Civil, o delegado Carlos Oliveira, homem de confiança de Allan Turnowski, chefe dessa polícia. A quadrilha é acusada de vender armas apreendidas de traficantes para membros de outra facção, passar aos criminosos dados de operações policiais e controlar a milícia da Favela Roquete Pinto, situada na Zona da Leopoldina, próxima ao Complexo do Alemão. Segundo escutas telefônicas da Polícia Federal, a quadrilha chamou a ocupação do complexo de “garimpo da Serra Pelada” e ofereceu um serviço, com ajuda de informantes, no qual eles indicariam onde estavam os esconderijos do tráfico. Em troca, pediram 30% de tudo que fosse encontrado.
    Como se não bastasse, o próprio chefe da Polícia Civil, homem de confiança de Beltrame, foi acusado por uma testemunha de receber propina de contraventores e de uma quadrilha de contrabandistas que atuaria no comércio popular do Rio de Janeiro. Diante de tudo isso, Turnowski foi demitido.
    No último dia 6, mais de 300 policiais, com apoio de blindados da Marinha, ocuparam nove comunidades de Santa Teresa e do Complexo do São Carlos, onde posteriormente será instalada pelo menos mais uma UPP. A PF teria flagrado policiais desviando fuzis, drogas e munição dos traficantes, como ocorreu no Alemão.
    A tentativa de Beltrame de responsabilizar uma minoria de maus profissionais beira o ridículo, quando são identificados delegados da cúpula envolvidos em ações criminosas.
    A FARSA DA CIDADE PACIFICADA
    A política de segurança de Cabral e Beltrame é genocida e fascista, pois criminaliza a pobreza, impondo uma pena de morte informal à juventude negra das comunidades carentes. Também mantém uma relação promíscua com o tráfico e as milícias, e se baseia única e exclusivamente na repressão.
    Entendemos que a política das UPPs é uma farsa com o objetivo de dar uma falsa sensação de segurança, principalmente na Zona Sul e nas comunidades do Centro e da Tijuca, visando a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
    Se quisermos de fato dar uma resposta à questão da segurança, temos de assegurar educação, saúde, emprego e moradia digna para o conjunto da classe trabalhadora. Isso é o oposto da política do governo Dilma, que anunciou cortes drásticos nas áreas sociais.
    É preciso desmilitarizar a PM e manter uma única polícia com salários dignos e direito a greve e sindicalização. É preciso fazer uma devassa na atual polícia, mantendo apenas aqueles policiais que não tiveram envolvimento em qualquer tipo de crime, além de realizar concurso público rigoroso para a contratação de novos policiais. É preciso que os delegados sejam eleitos pelas comunidades e que seus mandatos sejam revogáveis caso sua conduta não se paute pela observação e preservação dos direitos dos trabalhadores.
    Por fim, é necessária uma discussão séria e responsável para descriminalizar as drogas, pois seu tráfico alimenta o tráfico de armas, e a descriminalização acabaria dando um golpe mortal em ambos.

    ANEL DIZ: OBAMA, GO HOME!


    E a UNE? Vai ficar calada?

    O próximo fim de semana será marcado pela visita ao Brasil do presidente dos EUA, Barack Obama. O chefe mundial do imperialismo, que em sua campanha eleitoral criticava as guerras de Bush, hoje mantém as tropas no Iraque e Afeganistão, e, hoje, ameaça intervir militarmente na Líbia.


    De olho no petróleo brasileiro, Obama desembarcará em terras brasileiras na manhã de sábado e, lamentavelmente, será recebido com toda a pompa pela presidente Dilma Roussef. Como expressão da dominação de nosso país pelo imperialismo e da cumplicidade do governo com essa situação, Dilma oferecerá até mesmo um palanque para que Obama discurse aos trabalhadores brasileiros.


    Talvez por isso mesmo, o que vimos da UNE até aqui é o mais completo silêncio. Nenhum estudante de nosso país sabe o que a UNE tem a declarar sobre a recepção de gala que o governo está preparando para o representante mais ilustre do imperialismo.


    Desde já, a ANEL está envolvida na articulação de um amplo espectro de entidades que estão organizando duas importantes manifestações que pretendem afirmar a luta dos trabalhadores e estudantes brasileiros por soberania para nosso país. Abaixo, reproduzimos o relatório da primeira reunião de preparação dos atos.


    Convocamos os estudantes brasileiros a dizerem junto com a ANEL: Obama go home. E apesar de todas as nossas diferenças, achamos que seria importantíssimo que a UNE fizesse o mesmo. Por isso, chamamos a UNE a rever sua inércia e ingressar nessa mobilização.

    Leia o resto da matéria

    Cyro Garcia: “A CUT não queria que criticássemos os leilões do petróleo e a ocupação do Haiti”


    Dirigente do PSTU no Rio denuncia que setores ligados ao governo queriam vetar qualquer menção ao governo Dilma em protesto contra Obama


    Da redação

    Cyro Garcia, presidente estadual do PSTU no Rio de Janeiro, esteve na plenária realizada nesse dia 16 na sede do Sindipetro e que organizaria o ato público contra Obama. No entanto, tentando preservar o governo Dilma de qualquer crítica ou exigência, setores como a CUT, UNE e CTB, romperam a organização do protesto.

    “Após a plenária de organização que lotou na tarde desse dia 16 o auditório do Sindipetro-RJ, os dirigentes dessas entidades ignoraram toda a discussão realizada anteriormente e vetaram qualquer menção ao governo Dilma no ato”, explica Cyro.


    “Durante a plenária, havia um clima generalizado de oposição a Obama, mas também ao governo que convidou Obama ao Brasil”, afirma o dirigente do PSTU no Rio. Após a plenária, no entanto, os representantes que estavam na mesa que conduzia os trabalhos se reuniram para definir os detalhes do ato de domingo. Foi quando os dirigentes das entidades ligadas ao governo vetaram as palavras de ordem que envolvia de alguma forma o governo Dilma.

    “Com isso, não se poderia falar dos leilões de petróleo ou exigir a retirada das tropas dos EUA e da Minustah do Haiti”, indigna-se. “Ficaria um ato muito geral, que poderia ocorrer em qualquer lugar do mundo”, completa, explicando a posição dos setores que não aceitaram esse veto: “Tivemos então a necessidade de nos retirar da reunião e resolvemos preparar um ato contra Obama e o imperialismo, mas também contra o governo que o convida e que vai assinar acordos entregando o petróleo do pré-sal aos EUA”, diz.

    “Então vão ocorrer no domingo dois atos; um chapa-branca que não vai tocar no governo, como se Obama tivesse vindo sozinho pra cá; e outro que vai denunciar tanto o imperialismo quanto o governo que o convida”, diz o dirigente. Ou seja, o protesto realizado nesta sexta-feira na Candelária se mantém, mas no domingo ocorrerão dois atos.

    “Vamos protestar contra Obama, mas também contra o governo; pela retirada das tropas do Afeganistão, mas também pela retirada das tropas brasileiras do Haiti; vamos exigir que os EUA tire as mãos do nosso petróleo, mas vamos denunciar os leilões que o governo Dilma mantém”, resume.

    E a crítica feita por Dilma aos setores do PT envolvidos no protesto contra Obama? ”É, na verdade, uma grande divisão de tarefas: de um lado o PT no governo que convida Obama para o Brasil e de outro o PT que finge protestar nas ruas para iludir a classe trabalhadora”, analisa Cyro Garcia.

    PSTU produz cartaz para receber Obama




    Partido estará nos protestos contra a visita do presidente norte-americano; protestos também acontecem no Twitter com a hashtag #ObamaOutOfBrazil

    Enquanto o governo brasileiro, junto com a embaixada dos Estados Unidos, preparam um circo para receber Barack Obama, os movimentos sociais e organizações de esquerda também preparam uma recepção. Estão marcados dois atos públicos, um na sexta-feira, 18, às 16h, na Candelária, e outro domingo, quando Obama discursa na Cinelândia.

    O PSTU produziu um cartaz que denuncia os acordos de livre comércio entre Brasil e Estados Unidos e a entrega do petróleo do pré-sal. “O imperialismo trocou de rosto, mas continua lançando suas bombas”, diz o anúncio. As invasões do Iraque, do Afeganistão e do Haiti – essa última tendo o Brasil no comando –, bem como a intervenção no Oriente Médio, também são alvos de protesto do partido.

    O imperialismo mudou de cara, mas a política da era Bush continua exatamente igual”, diz Cyro Garcia, dirigente nacional do PSTU e dirigente do partido no Rio. “Não podemos permitir que os Estados Unidos continuem saqueando as riquezas do Brasil e da América Latina e oprimindo os povos da região”, opina.

    Da mesma forma, Cyro defendeu que “os EUA não pode invadir a Líbia nem ficar intervindo contra a revolução árabe, atacando a soberania dos povos do Oriente Médio, como faz há anos no Iraque e no Afeganistão”.

    Os protestos também estão acontecendo no Twitter com a hashtag #ObamaOutOfBrazil, em resposta à hashtag criada pela embaixada norte-americana, #ObamainBrazil.


    LEIA TAMBÉM:
    CSP-Conlutas convoca protesto contra a visita de Obama ao Brasil

    BAIXE O CARTAZ (.pdf):

    Obama, go home: Após traição de governistas, entidades chamam plenária de emergência para hoje, 17/03), no Sindustiça


    A todas as entidades e movimentos sociais
    A plenária de mobilização que ocorreu nesta quarta-feira, na sede do SINDIPETRO-RJ, foi uma vitória daqueles que defendem os interesses dos trabalhadores e estão contra a presença do presidente dos Estados Unidos, no Brasil, convidado pelo governo Dilma Rousseff.
    Havia a percepção da maioria dos presentes no plenário que o presidente é negro, mas a casa é branca! A maioria pretendia fazer um ato para denunciar que o governo Dilma pretende assinar com o governo de Barack Obama acordos para uma maior entrega do petróleo brasileiro em especial do Pré-Sal. Para denunciar que o governo Dilma e o governo Obama pretendem assinar um Tratado de Cooperação Econômica e Comercial, retomando assim a derrotada política da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Um ato denunciando que o governo brasileiro dirige a ocupação militar do Haiti, fazendo o papel sujo para os EUA. Um ato que explicasse a nossa classe que Obama pretende buscar fôlego político para intervir militarmente contra a Revolução Árabe no Oriente Médio, especialmente na Líbia.
    Os oradores das entidades filiadas a CSP-Conlutas como o Andes/SN-RJ, o MTST, a ANEL e de entidades não filiadas como o Sepe-RJ, reivindicaram os eixos políticos e as palavras de ordem construídas em nossa Secretaria Executiva Estadual aberta a outras entidades como:

    Obama persona non grata, GO HOME
    • Fora Kadafi, viva a Revolução na Líbia;
    • Viva a revolução árabe, fora as tropas imperialistas do Iraque e Afeganistão;
    • Fora as tropas brasileiras, norte americanas e a Minustah do Haiti;
    • Liberdade imediata para Múmia Abul Jamal;
    • Não aos acordos comerciais com os EUA que entregam as riquezas nacionais e escancaram o país para o saque imperialista;
    • Não ao Plano Colômbia e retirada das bases militares da América Latina;
    • O Petróleo tem que ser nosso, não à entrega do Pré-Sal. Fim dos leilões.
    Caminhava-se assim para a construção de um ato na sexta feira (18/03) que ajudava na luta dos trabalhadores contra o imperialismo e os planos do governo Dilma de redução dos direitos, arrocho salarial e a reforma da previdência. Porém faltava discutir em uma reunião menor os detalhes do Ato que ocorreria no domingo (20/03).
    Em base ao discutido majoritariamente em plenário, a mesa condutora reuniu-se para uma entrevista coletiva à imprensa e para sistematizar a hierarquia dos eixos de mobilização, do ato de sexta e de domingo. Além disso, discutiria um plano para a realização efetiva do ato do dia 20/03. Contudo, após a coletiva com a imprensa, parcela das representações das correntes que formaram a mesa condutora da plenária, resolveram reduzir e subtrair eixos discutidos pelo pleno. A propostas destas correntes passou a ser que os atos exigissem apenas que Obama retire suas garras do petróleo, Contra as guerras, a ocupação militar e de apoio aos povos árabes em luta. Desta forma estas correntes desrespeitavam todas as palavras de ordem defendidas e apresentadas pelos representantes das entidades e movimentos, que participaram da plenária que havia acabado de terminar. De um ato de luta em torno do chamado a retirar as tropas brasileiras norte americanas e a Minustah do Haiti, contra os leilões do petróleo e a entrega do pré sal, contra os acordos que o governo brasileiro assinará com Obama, de fato retomando a ALCA, pretendiam reduzir a um ato que criticasse o imperialismo, mas poupando o governo brasileiro que é quem monta o palco para Obama e assinará os acordos lesivos aos trabalhadores e ao povo brasileiro. Rompem assim com a independência diante dos governos e com autonomia diante dos partidos. Mas não só, romperam com o espírito da plenária reunida momentos antes, romperam com o debate acumulado entre dezenas de ativistas e dirigentes que se reuniram em plenária e debateram um ato,mas que alguns pretenderam transformar em outra coisa.
    Por tudo isso a CSP-Conlutas convoca uma nova plenária com todos que estiveram no auditório do SINDPETRO-RJ, para resgatar nossas bandeiras, eixos políticos de mobilização e palavras de ordem que foram amplamente majoritários e unitários na plenária e preparar assim os atos de luta deste final de semana em nossa cidade.
    Todos à Plenária Para organizar o ato de luta conta a presença de Barack Obama no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, 17/03, às 18h, (na sede do SINDJUSTIÇA, na Travessa do Paço, nº 23, 13 andar.

    Rio, 17 de março de 2011.
    Secretaria Executiva Estadual da CSP-Conlutas RJ
    (21) 25091856

    CSP-Conlutas convoca protesto contra a visita de Obama no Brasil


    Reunião preparatória do ato ocorre nesta quarta, às 18h no Sindipetro-RJ
    da CSP-Conlutas-RJ


    A CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) realizou reunião ampliada e aberta de sua Executiva onde, além da presença de entidades, movimentos e oposições filiados, contou com a presença de ativistas, dirigentes e outros movimentos, listados ao final desse texto.

    Por unanimidade, a reunião decidiu pela realização de dois atos de protesto, (sexta-feira - concentração às 16h na Candelária e domingo) contra a presença do chefe do Império do Norte, o presidente dos EUA Barack Obama.

    A reunião definiu também, por unanimidade, construir unitariamente uma plenária de mobilização (quarta-feira, 16/03, às 18h, na sede do Sindipetro-RJ Av. Passos, 34), para tentar ampliar os referidos atos, com todas as entidades, movimentos, oposições, ativistas, e partidos que estejam de acordo com os seguintes eixos políticos e palavras:

    O presidente é negro, mas a Casa é Branca!


  • Denunciar que o governo Dilma pretende assinar com o governo de Barack Obama acordos para uma maior entrega do petróleo brasileiro em especial do Pré-Sal.
  • Denunciar que o governo Dilma e o governo Obama pretendem assinar um TECA (Tratado de Cooperação Econômica e Comercial) retomando assim a derrotada política da ALCA (Área de Livre Comércio das Américas).
  • Denunciar que o governo brasileiro dirige a ocupação militar do Haiti, fazendo o papel sujo para os EUA.
  • Explicar que Obama pretende buscar fôlego político para intervir militarmente contra a Revolução Árabe no Oriente Médio, especialmente na Líbia.



  • Palavras de ordem:
  • Nem Obama nem Kadafi, viva a Revolução na Líbia. Viva a revolução árabe, fora as tropas imperialistas do Iraque e Afeganistão.
  • Fora as tropas brasileiras, norte americanas e a Minustah do Haiti.
  • Liberdade imediata para Múmia Abul Jamal.
  • Não aos acordos comerciais com os EUA que entregam as riquezas nacionais e escancaram o país para o saque imperialista.
  • Não ao Plano Colômbia.
  • O Petróleo tem que ser nosso, não à entrega do Pré-Sal

  • Entidades presentes à reunião ampliada e aberta da Executiva da CSP-Conlutas:

  • ADUR-RJ
  • ANDES.SN(Reg.RJ)
  • ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes Livre
  • ANP (Agencia de Notícias Petroleira)
  • AQUALTUNE
  • CEDINE/Étnicas Raízes
  • DCE – UFRJ
  • Executiva Estadual da CSP-Conlutas
  • Jubileu Sul
  • MML – Movimento Mulheres em Luta
  • MNU – RJ
  • Moner
  • Movimento Nacional QUILOMBO RAÇA e CLASSE
  • MTL – Movimento Terra Trabalho e Liberdade
  • Oposição de Correios RJ
  • PSOL
  • PSTU
  • SEPE – RJ
  • Sind. Comerciários N. Iguaçu e Região
  • Sindpfaetec
  • Sindipetro RJ
  • Sindsprev – RJ
  • Sinsafispro

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    Obama vem ao Brasil para discutir o Pré-Sal