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Cyro Garcia agradece aos eleitores e toda militância

Cyro encerra campanha: 
"muito obrigado pelos votos e à nossa militância"

"Fizemos uma campanha maravilhosa, muito bonita e aguerrida. Mantivemos nossa independência política, não recebemos um centavo sequer de quaisquer empresas e não nos furtamos a denunciar a atual prefeitura. Ocupamos um espaço muito importante contando apenas com o valoroso apoio dos trabalhadores que se somaram à nossa campanha. Mesmo com o bloqueio da grande mídia que não nos convida para os debates, mesmo com o tempo de um minuto na TV, fizemos a denúncia dos problemas que a classe trabalhadora enfrenta cotidianamente na nossa cidade e apresentamos nosso programa socialista para a educação, a saúde, transportes, segurança etc.", afirma Cyro.

Mais uma vez, a campanha do PSTU teve como objetivo ser um ponto de apoio às lutas dos trabalhadores na cidade do Rio de Janeiro. Divulgamos e estivemos presentes em várias delas, como a do funcionalismo federal, servidores da saúde, com especial atenção ao IASERJ, bancários, carteiros, professores. Foi, enfim, uma campanha dedicada a alavancar as iniciativas de lutas dos trabalhadores cariocas.

Agora o PSTU quer agradecer ao enorme apoio que encontrou entre o eleitorado. "Agradeço a todos que nos ajudaram no dia-a-dia da campanha, com palavras de incentivo, participando das atividades, divulgando nossos candidatos. Quero também dar meu muito obrigado à incansável militância do meu partido, que acreditou na campanha e no nosso programa socialista, mesmo diante de tantas adversidades. Saímos da campanha muito motivados e vitoriosos, confiando que cada voto recebido significa um voto contra a direita, contra Eduardo Paes e sua política fascista de extermínio dos pobres, contra a situação atual desta cidade. Um voto no fortalecimento das lutas e na oposição de esquerda e socialista!", disse Cyro Garcia.

(Release #2 enviado para a imprensa #AsCom)

Voto útil é o voto nos candidatos socialistas das lutas

Estamos na reta final da campanha eleitoral, momento de definir em quem votar. Muitos concordam com as propostas que defendemos, mas pensam em votar no PT ou em outros partidos para “evitar a vitória da direita” ou para “votar em candidaturas viáveis”, ou seja, pensam em dar o chamado voto útil.

Essa é uma das piores tradições da política brasileira. O discurso do voto útil sempre foi utilizado pelos partidos maiores para sufocar e calar os partidos de menor expressão eleitoral. A classe trabalhadora torna-se, então, refém de um círculo vicioso infinito, e quem se beneficia com isso são os ricos e poderosos.

Voto útil pra quem?
Enganam-se os trabalhadores que consideram que, com o PT no poder, existe um governo de esquerda ou um governo dos trabalhadores. O plano econômico em vigor no país é neoliberal, com o mesmo conteúdo do que foi aplicado por FHC. Está apoiado nas multinacionais e nos bancos que tiveram, nos dois governos Lula e no de Dilma, lucros maiores que nos tempos do PSDB. Até mesmo as privatizações foram mantidas pelo PT e, agora, ampliadas por Dilma às rodovias, ferrovias e aeroportos. Não é por acaso que as empreiteiras e os bancos dão mais dinheiro para as campanhas do PT que para as do PSDB e do DEM.

Isso pode piorar. O governo Dilma está estudando a aplicação dos Acordos Coletivos Especiais (ACEs), uma proposta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que não passa de uma reforma trabalhista disfarçada, pois estaria acima da legislação e poderia levar a cortes do décimo terceiro salário, das férias e de outros direitos para supostamente evitar o desemprego.

Enquanto isso, existe uma desigualdade social imensa no país. Para os trabalhadores, a saúde, a educação e os transportes continuam terríveis. Os salários são baixos, e o endividamento bate recorde. O voto no PT não é um voto útil para os trabalhadores, mas exatamente o contrário. Será realmente um voto útil, mas para os empresários, os banqueiros, as multinacionais, o imperialismo…

Votar em candidatos “viáveis”?
Outra versão do voto útil é o voto nos viáveis, ou seja, naqueles que têm chance de vencer. É mais um engano. O critério da viabilidade é extremamente antidemocrático. É mais uma expressão do conformismo, da aceitação da situação atual, de não apostar na mudança, no programa anticapitalista, nas lutas.

O eleitor tem de votar nos candidatos com os quais concorda. Os que estejam de acordo com o programa e o perfil do PSTU devem votar nós. Além disso, existem candidatos do PSTU com chances reais de se elegerem.

Voto útil é o voto no PSTU
Sabemos que as eleições são um jogo viciado. Só a mobilização e a luta dos trabalhadores podem dar fim à exploração, à opressão e à fome. Mas as eleições são uma oportunidade para fortalecer as lutas e divulgar o programa socialista.

Os candidatos do PSTU têm históricos de lutas. Eleger um vereador revolucionário é ter um mandato à disposição dos trabalhadores e do povo. Representa um ponto de apoio nas greves, na luta por moradia, por uma educação pública de qualidade, contra o sucateamento imposto pelos governos federal, estadual e municipal. Eleger um candidato do PSTU é um ponto de apoio para a luta da juventude contra o aumento da passagem, para estatizar o transporte e subsidiar tarifas.

Um vereador do PSTU também vai denunciar as falcatruas do regime. Bem diferente dos candidatos dos grandes partidos, ele não vai ter os privilégios comuns a todos os parlamentares. Eles ganharão o mesmo salário que recebiam antes de ser eleitos.
Aqueles que concordam conosco devem votar em nossos candidatos. Esse voto vai fortalecer um programa de contraposição aos programas de direita defendidos tanto pelo PT quanto pelo PSDB-DEM. Ainda que um candidato do PSTU não se eleja, o voto nele terá sido extremamente útil para deixar claro que nossa proposta tem eco entre os trabalhadores e jovens. Para expressar que os que não se conformam estão crescendo. Para demonstrar a insatisfação entre os lutadores e socialistas.

Una-se à nossa campanha votando e ajudando a convencer seus colegas de trabalho, familiares e vizinhos a votar em nossos candidatos. Procure um comitê de campanha, participe das reuniões e debates, leve panfletos e adesivos para seu local de trabalho, escola ou universidade.

Você também pode contribuir financeiramente para nossas campanhas. Dessa forma, você estará ajudando a construir uma campanha socialista, livre e independente dos patrões.

Una-se a nós e filie-se ao PSTU para fortalecer o partido das lutas e do socialismo.

O fenômeno Freixo e a luta pelo socialismo



O fenômeno Freixo e a luta pelo socialismo
Esse artigo nasceu da necessidade de realizarmos um debate franco e aberto com vários ativistas, independentes ou do PSOL, que lutam pelo socialismo e hoje depositam suas expectativas no grande apelo de Marcelo Freixo. Respeitamos muito sua trajetória como militante pelos direitos humanos e sua atuação a frente da CPI das milícias, mas nem por isso hesitaremos em fazer uma polêmica dura e sincera com o candidato do Psol. Somos da tradição que consideramos muito frutíferos os debates sinceros e honestos, sem subterfúgios e calúnias, entre a esquerda. Esse debate tem por objetivo ser um ponto de apoio para debatermos qual programa precisamos defender no Rio janeiro para derrotar Paes e o projeto do capital.

O que expressa a totalidade dos votos de Marcelo Freixo?
Marcelo Freixo, do PSOL, candidato à esquerda da frente popular apresenta intenções de votos acima dos 15%, quadro que deve se confirmar até domingo. Este fenômeno eleitoral apresenta inúmeras contradições. Muitos afirmam que a dimensão da candidatura de Marcelo Freixo expressa um passo importante na luta dos trabalhadores e jovens em busca da ruptura com o capitalismo na perspectiva de luta revolucionária pelo socialismo. Não acreditamos nessa afirmação. Freixo é um fenômeno eleitoral e midiático forte e quanto fenômeno eleitoral não é fruto de uma mudança na correlação de forças entre as classes na nossa cidade. Apesar do numero de votos, esses votos não expressam um apoio da classe trabalhadora as transformações profundas na sociedade nos rumos do socialismo.
Esta campanha não reflete com força as principais lutas e enfrentamentos de classe do último período (bombeiros; greve da educação; campanhas salariais; luta contra as remoções), muito menos se construiu por um ascenso da lutas de classes, nem atrai o conjunto dos trabalhadores, em especial, a classe operária. O que é demonstrado, principalmente, pela afirmação pública de Freixo dizendo que depende da situação para que seu governo corte o ponto dos grevistas. Afirma ainda que não existirão greves em seu governo. Tal fato é impossível, pois significaria que a resolução de todos os problemas sentidos pelos trabalhadores se dá pelo seu governo e não pela luta direta da classe trabalhadora.
A força de Freixo não é produto da luta dos trabalhadores contra a burguesia. É um fenômeno restritamente eleitoral e midiático que tem como base sua superexposição na mídia (tropa de elite 2, a cobertura da grande imprensa, relação com artistas etc), sua atuação na ALERJ e o enfraquecimento da direita. Sendo assim, seus votos são a totalidade dos votos da oposição a Paes.

As origens e limites do crescimento eleitoral de Freixo
Há uma contradição no crescimento eleitoral de Freixo. Ao mesmo tempo em que é pautado no rebaixamento programático, é limitado pela força da frente popular. E daí decorre que não adianta o quanto se rebaixe o programa, seu crescimento eleitoral esbarra na força política da frente popular encabeçada por Eduardo Paes, mas sustentada pelo PT e PCDOB. Estes dois partidos, hoje, dirigem o movimento de massas e o conjunto dos trabalhadores. Aí reside a fortaleza política de Paes onde Freixo não consegue entrar.
Pela fragilidade de uma alternativa forte da direita, que está frágil desde as disputas escandalosas entre Cesar Maia e Garotinho, e que não encontrou apelo com Otavio Leite - de um PSDB em frangalhos - e muito menos com a Aspasia - figura de pouca expressão do PV - Freixo se consolida como única figura viável aos votos de oposição a Paes.  Os votos em Freixo são tanto os a esquerda de Paes, quanto os a direita, já que não há um programa claro sendo defendido em sua campanha. Não é ao acaso o apoio da Andrea Gouvea Vieira, renomada socialite e vereadora do PSDB, que: ou significam um giro a direita no programa do PSOL ou uma concordância desta representante da FIRJAN e da burguesia carioca com o “socialismo” cidadão e republicano pregado por Freixo.

A base de sustentação e os rumos estratégicos da campanha do PSOL
Freixo atrai muitos jovens, alguns setores dos trabalhadores e a classe média, a partir de um programa mínimo de enfrentamento com Paes e uma revisão -e não ruptura- do atual projeto do capital para a cidade do RJ. Atrai cada dia mais setores pelo rebaixamento programático e pela adequação ao discurso da viabilidade. Não faz uma campanha balizada no classismo, muito menos, na perspectiva de ruptura para o socialismo. Admite a governabilidade com o capital e a possibilidade de humanização das relações capital-trabalho repetindo velhos erros do PT.
Como ele mesmo diz, está disputando uma eleição não liderando uma revolução. Há algo nocivo nisso. Tudo que ele diz educa a atual geração de jovens, que fecham com ele, ao reformismo e o respeito a ordem acima de tudo. Freixo educa os que o apoiam ao projeto da viabilidade; de que é possível melhorar o sistema por dentro e sem um luta tenaz da classe trabalhadora – conceito que parece ter abolido. Não basta encantar os jovens e trazê-los ao mundo político se não for sob a perspectiva socialista e revolucionária. A campanha do PSOL é clara: afirma que para resolvermos os problemas da cidade precisamos apenas de vereadores éticos, republicanos e preocupados com o Rio de Janeiro.
Não adianta aglutinarmos milhões se a razão para isso não for construir uma perspectiva revolucionária real a partir dos problemas mais elementares sentidos pelos trabalhadores e jovens. Quanto fenômeno eleitoral reformista, Freixo reforça a confiança no próprio regime democrático-burguês, como fica claro no trecho abaixo:“A relação com a Câmara de Vereadores, no nosso governo, vai deixar de ser uma feira de cargos e benefícios pontuais, para recuperar a sua condição de “Parlamento”. De “Gaiola de Ouro” queremos ajudar a Câmara Municipal a retomar a denominação de “Casa do Povo”, lugar dos grandes debates e da cultura política da Cidade;” - Governabilidade sem subserviências e clientelismos. Fone:http://www.marcelofreixo50.com.br/programa/198-governabilidade-sem-subserviencias-e-clientelismos.html Acessado em 01/10/2012.
Muitos nos chamam de utópicos. Mas utópica é essa perspectiva de que é possível reformar e aperfeiçoar as instituições dos ricos. Essa ideia não é nova e remonta ao século XVIII. Temos uma escolher a fazer: ou mudamos a estrutura da sociedade e seu regime político, portanto, as suas instituições a partir de uma revolução social ou novamente a esquerda será tragada pelos palácios, gabinetes e negociatas cumprindo o papel de administrador dos interesses do grande capital com a aparência mais humana como o PT, por exemplo. Nós fizemos a nossa escolha: com a palavra o Psol.

O Programa do PSOL: de generalidades à concessões ao capital!
Os rumos estratégicos do PSOL apresentados acima estão condensados no atual programa apresentado para as eleições cariocas. Trata-se de um programa reformista que intercala generalizações com concessões ao grande capital para garantir a governabilidade. Não é um programa igual ao do PT atualmente, mas que se levarmos as últimas consequências guarda similaridades. As pequenas mudanças, no sentido do que é possível fazer num governo sem nenhuma mudança estrutural, lembram as transformações pelo qual passaram o programam do PT ao longo da década de 90 até ficar completamente desfigurado.
No terreno candente da educação se limita ao aumento gradativo de verbas, “auditar todos os contratos com empresas privadas que apresentarem suspeitas de malversação”, mas não diz uma linha sobre o ensino privado que aprofunda as desigualdades sociais colocando uma disjuntiva entre a educação para os ricos e a educação para os pobres. Para os transportes não propõe acabar com as concessões dos transportes dando fim a máfia da fetranspor, defende Criar imediatamente o Fundo Municipal de Transportes e realizar estudos e planejamentos para a criação de novas categorias de tarifa. Mais do que aumentar o tempo do bilhete único, é possível implementar descontos para usuários mais frequentes que não recebam vale-transporte, tarifas especiais para grandes eventos, entre outras idéias que podem ser desenvolvidas a partir de um domínio público sobre os fluxos financeiros do sistema”. Ou seja, pretende conciliar a concessão privada com tarifas subsidiadas com o dinheiro público a partir da criação de um fundo municipal.
O que mais preocupa, entretanto, é sua proposta de “Definir diretrizes claras e criar um ambiente de segurança jurídica para empreendedores de todos os tamanhos, sem privilégios”. Aqui parece que a questão da desigualdade do sistema capitalista está no fato dos privilégios que os governos dão aos grandes empreendimentos em detrimento dos pequenos. Para reverter a atual dinâmica do capital se trata de igualar as oportunidades para a pequena e a grande burguesia? Acreditamos que não. Na verdade, se trata de fazer um governo dos trabalhadores atacando o lucro da grande burguesia que goza da riqueza social produzida pelos trabalhadores. A dúvida maior é o que significa: “Criar condições para fazer do Rio um verdadeiro pólo tecnológico global: integração com o Pólo do Fundão, laboratórios da UFRJ, empresas empreendedoras e segmentos industriais de alta tecnologia que quiserem se instalar na cidade”? Criar condições para o desenvolvimento de indústrias de alta tecnologia? Como criará essas condições? Isenção fiscal? Financiamento público? Redução de direitos trabalhistas? Nenhuma afirmação a respeito dessas generalidades. As escorregadas à direita seguem com a Auditoria da dívida pública, a defesa da UPP social, a privatização do saneamento na zona oeste, etc.

A frente de esquerda no RJ e a viabilidade dos revolucionários nas eleições
É duro dizer isso, mas, na situação atual que vivemos, os revolucionários aparecem de fato como inviáveis. E não há atalho para a revolução. Aqui não se trata de sermos derrotistas ou fatalistas. Participamos das eleições e temos muito orgulho da campanha que fazemos, buscando incessantemente o voto de cada trabalhador e estudante para o programa socialista que apresentamos. Nestas eleições, em Belém e Natal, o PSTU fará uma votação bastante expressiva. Temos o fenômeno Amanda Gurgel que está entre as candidatas mais citadas nas pesquisas eleitorais para a vereança de Natal. E em Belém a partir de um grande trabalho de base e presença nas lutas da construção civil teremos uma boa votação com o Cléber Rabelo. Além disso, em Aracaju, a partir da frente de esquerda com o PSOL, Vera Lucia do PSTU, atinge 7% para prefeita. Estes fatos demonstram, principalmente, que é possível termos um bom resultado eleitoral sem rebaixar o programa e apontando a perspectiva de uma mudança radical na sociedade.
O papel dos revolucionários nas eleições burguesas, na atual conjuntura, é apresentar para as massas que a resolução de seus problemas mais elementares para necessariamente pela ruptura com o capitalismo e a construção do socialismo. Os reformistas enxergam que há um grande problema nisso que é o fato de hoje o “socialismo” não dar voto e disso não temos medo.  
É sabido por todos que queríamos apresentar nossas posições de dentro de uma frente eleitoral com o PSOL no rio de janeiro. O PSOL não só recusou qualquer tipo de debate programático como vetou a frente na proporcional. Sem debate programático a frente seria estéril. Seria uma adesão ao programa do PSOL. Com a negativa da frente na proporcional se expressou ainda com mais força as intenções do PSOL: queriam adesões a campanha do Freixo e não frente política. Talvez poucas coisas sejam tão nocivas a esquerda quanto a arrogância. E esta característica psicológica do reformismo pequeno burguês, na atual campanha eleitoral, cada dia que passa, só cresce.

CYRO GARCIA PREFEITO 16 - PSTU desmascara Eduardo Paes e a falta de democracia nas eleições



Porque Eduardo Paes quer calar o PSTU? 
Os candidatos da burguesia não aguentam mais as verdades que o PSTU está mostrando no seu horário eleitoral na TV e no rádio e, em várias cidades, tentam cassar o tempo do partido no horário gratuito. Recentemente em São Paulo o PT, tentou cassar o nosso programa que denunciava a aliança do seu candidato a prefeito, Fernando Haddad, com Paulo Maluf, conhecido mundialmente, inclusive, por envolvimento em escândalos de corrupção. Aqui no Rio, fomos surpreendidos, neste final de semana, por uma decisão da Justiça Eleitoral em retirar do ar o programa de nosso candidato a prefeito Cyro Garcia do horário eleitoral gratuito do dia 14/09 (sexta-feira). A retirada se deu motivada pelo pedido encaminhado pela campanha do atual prefeito o senhor Eduardo Paes, que se sentiu ofendido quando em determinado momento ao final do vídeo Cyro Garcia diz “Queremos um segundo turno para derrotar Paes, o candidato dos ricos, poderosos e empreiteiros. Por isso vote e consiga mais votos para o PSTU. Votar útil é votar no partido que defende as lutas e o socialismo”. 

Cassação é mais uma tentativa de calar quem defende os trabalhadores 
Esta decisão da Justiça é um acinte! Pois no mínimo não garante o nosso direito de opinião. Pois entendemos sim, junto com os profissionais da educação que denunciam a continuação da aprovação automática, os estudantes que lutam pela garantia do passe-livre irrestrito e com os moradores removidos de suas casas que Eduardo Paes é o candidato dos ricos e poderosos; e que sua candidatura representa os interesses dos mesmos. É só vermos o montante gigantesco de doações feitas por bancos, empreiteiras e grandes empresários para a sua campanha, orçada em mais de 20 milhões de reais! É, portanto, um ataque não só ao PSTU, mas a todos que ousam dizer a verdade em relação a este governo, se recusando a tentar mais uma vez enganar o povo com promessas eleitorais mentirosas, como fazem os demais candidatos. O PSTU tem na campanha eleitoral um tempo quinze vezes menor que o de Paes na maioria das cidades do país. Tem ainda um acesso a entrevistas nos noticiários 100 ou 200 vezes menor. Mas o aproveitamos para, além de apresentar nosso programa para as cidades, divulgar a luta dos trabalhadores como a recente greve das federais, a luta pela readmissão do cabo Daciolo e demais bombeiros e militares perseguidos por Cabral e as atuais greves de bancários e trabalhadores dos Correios. 

“Cyro nos debates”: campanha pela democracia nas eleições continua 
Também achamos muito estranho que esta decisão só ocorra agora, quando estamos em meio a uma campanha democrática denunciando o verdadeiro boicote feito pela grande imprensa contra nossas candidaturas e exigindo o a cobertura democrática de nossas posições e a nossa presença nos próximos debates. Sabemos que estamos sendo penalizados por dizer ousar a dizer a verdade. Mas não nos calarão! Lutamos contra a ditadura militar, ajudamos a derrubar Collor e a acabar com a censura. Não será esta falsa democracia dos ricos que nos impedirá de dizer aquilo quem pensamos. Vergonhosamente, em Recife, o TRE pernambucano retirou com uma liminar o candidato à prefeitura Roberto Numeriano (PCB/PSOL) no meio de um debate. A democracia realmente não está garantida neste processo eleitoral. Por isso, chamamos a todos que defendem um processo eleitoral realmente democrático e se colocam contra Eduardo Paes a se solidarizarem com esta nossa campanha. De nosso lado, continuaremos a denunciar a política nefasta e as alianças espúrias de Eduardo Paes e de todos os governos burgueses e seguiremos com nossa campanha por democracia de verdade nas eleições e na sociedade, exigindo a cobertura democrática de nossas campanhas e nossa presença nos próximos debates que ocorrerão, principalmente na Globo e na Record. Por isso, pedimos o seu apoio e a participação de todos nesta campanha. Principalmente nos dirigimos ao candidato Marcelo Freixo, que se reivindica do campo da esquerda, e ao seu partido o PSOL, que apesar de também terem pouco tempo de TV e Rádio, no Rio de Janeiro, obtém da grande mídia uma cobertura jornalística bem maior do que a nossa a cerrarem fileiras conosco nesta campanha. 

 Direção Municipal PSTU Rio de Janeiro.

VEJA O PROGRAMA CASSADO POR DIZER A VERDADE SOBRE EDUARDO PAES

Programa denunciando a falta de democracia nas eleições 


 
 
Porque Eduardo Paes quer calar o PSTU?
Os candidatos da burguesia não aguentam mais as verdades que o PSTU está mostrando no seu horário eleitoral na TV e no rádio e, em várias cidades, tentam cassar o tempo do partido no horário gratuito.
Recentemente em São Paulo o PT, tentou cassar o nosso programa que denunciava a aliança do seu candidato a prefeito, Fernando Haddad, com Paulo Maluf, conhecido mundialmente, inclusive, por envolvimento em escândalos de corrupção.
Aqui no Rio, fomos surpreendidos, neste final de semana, por uma decisão da Justiça Eleitoral em retirar do ar o programa de nosso candidato a prefeito Cyro Garcia do horário eleitoral gratuito do dia 14/09 (sexta-feira).
A retirada se deu motivada pelo pedido encaminhado pela campanha do atual prefeito o senhor Eduardo Paes, que se sentiu ofendido quando em determinado momento ao final do vídeo Cyro Garcia diz “Queremos um segundo turno para derrotar Paes, o candidato dos ricos, poderosos e empreiteiros. Por isso vote e consiga mais votos para o PSTU. Votar útil é votar no partido que defende as lutas e o socialismo”.

PSTU lança a campanha "Cyro nos Debates"

O PSTU começou uma campanha política pela inclusão de Cyro Garcia nos debates entre os candidatos a prefeito da cidade do Rio de Janeiro realizados pelas emissoras de televisão. Militantes, filiados, ativistas e simpatizantes do partido estão enviando emails às emissoras para exigir a democracia nas eleições e a participação de Cyro nos debates.

O período eleitoral é uma oportunidade única para um partido revolucionário e auto-financiado, como o PSTU, apresentar para a sociedade um programa de governo diferente, um projeto socialista de cidade para os trabalhadores. No entanto, as emissoras de televisão e demais órgãos da grande imprensa excluem sistematicamente os candidatos deste partido de sua cobertura jornalística. Por conta desta política deliberada de exclusão de certas candidaturas, Cyro Garcia não foi convidado a participar de nenhum debate na televisão.

As empresas de televisão, beneficiárias de concessão pública para exploração do espectro de rádiofreqüências - um bem público definido pelo artigo 157 da Lei 9.472/97 - têm como obrigação, delegada pelo Estado conforme disposto na Constituição Federal, o dever de atender às finalidades e aos interesses públicos da sociedade. O PSTU defende a plena democracia no processo eleitoral e, portanto, luta a cada eleição pela participação de todo e qualquer candidato, de quaisquer partidos, nas iniciativas midiáticas de promoção das eleições. Levar à sociedade o conhecimento em relação à disputa eleitoral, de forma integral e completa, é a única forma de retratar democraticamente este processo.

Embora a legislação eleitoral permita a realização de debates apenas com candidatos cujos partidos possuem representação parlamentar na câmara dos deputados, a decisão pela adoção deste critério é prerrogativa das próprias emissoras. É preciso pressioná-las a incorporar em seus debates a pluralidade política que as eleições comportam.

Por mais democracia nas eleições, participe da campanha “Cyro nos Debates” através deste link.