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Cyro Garcia participa do debate na Band pela twitcam

   Na tentativa de diminuir o caráter antidemocrático das eleições, o candidato a prefeito pelo PSTU comentará, através da Twitcam, os debates entre os prefeitáveis do Rio de Janeiro, mostrando aos eleitores as propostas e o programa do PSTU para fazer do Rio de Janeiro a cidade dos trabalhadores. O primeiro debate acontece amanhã, às 22h, na Bandeirantes.


   Nestas eleições, a exemplo do que sempre fez, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado dedicará sua campanha eleitoral a alavancar as lutas que estão em curso no país e levar um programa socialista de governo ao conhecimento dos trabalhadores e trabalhadoras. 

   No entanto, nosso candidato à prefeitura da cidade, Cyro Garcia, não participará oficialmente dos debates entre os prefeitáveis promovidos pelas emissoras de TV. As redes de televisão justificam esta exclusão com base em uma lei que, em última análise, faculta às próprias emissoras a decisão de incluir ou não em seus debates os candidatos de partidos que não têm representação parlamentar na câmara dos vereadores. 

   O PSTU manifesta seu total desacordo com a decisão antidemocrática das redes de TV. O PSTU entende que as emissoras têm a obrigação de retratar todas as candidaturas, de todos os partidos, de forma igual, uma vez que exploram uma concessão pública. É, portanto, uma obrigação destes concessionários atender aos interesses mais gerais da população, quais sejam, os de conhecer integralmente, da maneira mais ampla possível, o processo eleitoral em curso e todos os seus participantes. 

   Por conta disso, convidamos a todos os eleitores a assistirem às transmissões da campanha "Cyro no Debate Na Twitcam". O candidato comentará, ao vivo, os debates televisionados entre os prefeitáveis. O primeiro debate acontecerá amanhã, 2 de agosto, na Bandeirantes, a partir das 22h. Para assitir às transmissões, acesse o site do Cyro: www.cyrogarcia16.wordpress.com

Em defesa do marxismo. Leon Trotsky. Dia 21/10, na FND-UFRJ

   Teaser de divulgação do lançamento do livro "Em Defesa do Marxismo", de Leon Trotsky, dia 21/10, na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ (Rua Moncorvo Filho, 08 - Centro - Rio de Janeiro; próximo a Central do Brasil, ao lado do Campo de Santana).

Vídeo debate nesta sexta, participe!

PSTU-RJ convida para a exibição do filme "Z", de Costa Gavras, seguido de debate sobre a repressão do Estado contra os movimentos sociais.

Será nesta sexta (15/04), às 18h. Não deixe de participar!
 
O endereço da nossa sede é Rua da Lapa, 180 - Sobreloja - Lapa.
Mais informações através do telefone (21) 2232-9458.
 
Siga o nosso perfil no twitter http://twitter.com/psturio

Blogueiro que denunciou prisões no ato contra Obama é baleado no Rio

Ricardo Gama postou vídeo em seu blog denunciando a repressão ao protesto e as prisões, horas antes de ser baleado no Rio


O blogueiro carioca Ricardo Gama foi baleado na manhã desse dia 24 de março, quinta-feira, no Rio. Gama é conhecido por manter um blog na Internet com uma série de denúncias de corrupção e arbitrariedades da polícia, e repleta de críticas ao prefeito Eduardo Paes (PSDB) e principalmente ao governador Sérgio Cabral (PMDB). Ele recebeu três tiros, dois na cabeça e um no peito e está internado em estado grave no Hospital Copa D’Or.

Com uma câmera caseira, Gama sai pelas ruas da cidade registrando desmandos e enfrentando a polícia ou a guarda municipal. O último vídeo de Ricardo Gama publicado em seu blog denuncia a repressão e as prisões abusivas contra os manifestantes no ato contra a vinda de Obama ao Brasil, no último dia 18. O vídeo foi gravado no dia 21 e postado novamente no dia 23, horas antes dele ser baleado, no dia 24.

Os 13 do Rio

Editorial publicado no Opinião Socialista 420


Foi muito grave o que ocorreu no Rio de Janeiro, com as prisões dos ativistas no ato contra Obama. Foi imposta uma política repressiva brutal para que o norte-americano pudesse aparecer sorridente falando em democracia.

Existe um elo de ligação entre a abusiva revista por agentes norte-americanos de ministros de Estado brasileiros e a prisão de 13 militantes no ato contra Obama.
A arrogância dos agentes dos EUA, humilhando ministros de Estado brasileiros em território brasileiro, mostra uma das faces do imperialismo, tão importante como a face conciliadora e risonha de Obama. Por um lado, a política da reação democrática, de encaixar todos os processos revolucionários na via morta da democracia burguesa. Por outro, o senhor da guerra, a intervenção na Líbia, a repressão no Brasil.

Os governos Dilma e Sérgio Cabral se sujeitaram a ser capitães do mato e aceitar todas as exigências de Obama em relação à segurança. Para isso, valia tudo.
Valia reprimir com brutalidade a manifestação de protesto com a desculpa do lançamento de coquetel molotov. A polícia sabia que nem a CSP Conlutas nem o PSTU tiveram qualquer responsabilidade nessa ação enlouquecida. Mais precisamente, as dúvidas são cada vez maiores se isso não foi produto de uma provocação policial. É muito suspeito que a polícia só tenha prendido pessoas que não tinham nada a ver com essa ação ultraesquerdista.

Libertados os presos políticos detidos durante protesto contra Obama

Ativistas permaneceram quase 70 horas confinados, acusados sem qualquer prova

Após quase 70 horas detidos, finalmente foram libertados, na noite desse dia 20, os ativistas presos durante uma manifestação contra a vinda de Obama ao Brasil no Rio. Com grande emoção, os últimos presos políticos no presídio Ary Franco foram recebidos pelos próprios companheiros.

As prisões ocorreram na noite do dia 18, em frente ao consulado dos EUA. Acusados de “lesão corporal” e tentativa de incêndio, sem qualquer prova, os ativistas passaram a noite na delegacia e foram transferidos no dia seguinte para presídios. As mulheres foram transferidas para o presídio de Bangu 8, enquanto os homens foram para o presídio Ary Franco, em Água Santa, onde tiveram as cabeças raspadas. Um dos detidos era menor de idade e foi encaminhado ao Centro de Triagem da Ilha do Governador.

Prisões políticas
Nove dos 13 presos eram militantes do PSTU. Todo o processo, segundo o advogado criminalista Jorge Bulcão relatou ao Portal do PSTU, não passa de uma “aberração jurídica”. Primeiro, a PM deteve 13 pessoas de forma aleatória após reprimir o protesto contra Obama. Depois, expôs na delegacia o que seriam os artefatos encontrados com manifestantes: um coquetel molotov, um soco-inglês e uma mochila com pedras, junto a isso um cartaz e uma bandeira do PSTU. A intenção era clara: associar os artefatos e a explosão de um molotov ao partido.

Seguindo a seqüência de arbitrariedades, a Justiça negou a liberdade provisória aos presos, alegando que representariam “ameaça” à ordem pública enquanto Obama estivesse no Brasil. Alegou até mesmo que os ativistas “maculariam” a imagem do Brasil no exterior, e citaram as Olimpíadas de 2016. O habeas corpus só foi aceito na manhã desse dia 20, segunda-feira, 1 hora após Obama deixar o país.


Momento em que ativistas foram libertados

Campanha e liberdade
As prisões, porém, não arrefeceram as mobilizações. No domingo, dia 19, um ato contra o imperialismo reuniu cerca de 800 pessoas no Rio e encampou como uma de suas principais bandeiras a libertação dos presos. A solidariedade também foi fundamental. Parlamentares como Chico de Alencar (PSOL) e Lindberg Farias (PT) visitaram os ativistas nos presídios e divulgaram nota exigindo sua libertação. Entidades de todo o país enviaram moções e uma petição pública em defesa dos presos recebeu mais de 6 mil assinaturas em pouco mais de dois dias.

O menor de idade foi liberado no dia 20. Uma das ativistas, uma senhora de 67 anos, foi liberta na madrugada do dia seguinte. O alvará de soltura do restante dos presos só saiu no final da tarde. Primeiro as 2 mulheres foram soltas de Bangu 8 e, por fim, o restante dos presos saíram de Ary Franco.

Foi sem dúvida uma grande vitória e um belo exemplo de luta e solidariedade. Mas que não termina aqui. Os companheiros detidos ainda estão respondendo pelos crimes nos quais foram indiciados. É preciso continuar a campanha para a suspensão do processo para que este não se torne um perigoso precedente de criminalização dos movimentos sociais.

Na tarde da terça-feira, dia 22/03, os presos deram uma entrevista coletiva no auditório do Sindjustiça-RJ.

Veja galeria de fotos dos companheiros após sairem das prisões

Entrevista com Gabriela: “Fui presa porque estava com uma bandeira”

Homenagem a Luiz Carlos da Vila

Luiz Carlos da Vila, no ato do 1º de Maio promovido pela Conlutas (2008)




Por Juzerley Santos

Aproveitamos o carnaval para relembrar e fazer uma singela homenagem a um dos grandes bambas do samba carioca e dos maiores compositores da música popular brasileira. Um artista que fez do samba sua arte, sua vida e que nunca se rendeu aos caprichos da mídia, alguém que fazia das rodas do Rio sua morada e encantou milhares sem precisar de jabá; falecido aos 59 anos em 20 de novembro de 2008, no Rio de Janeiro (RJ), o compositor carioca Luiz Carlos da Vila, e recebeu este apelido por seus sambas refletirem as vilas cariocas, isto é, a zona norte e o subúrbio do Rio, como a Vila Isabel, a Vila de Penha e a Vila Kennedy.

Nascido em 1949, no bairro de Ramos, foi fundador do Cacique de Ramos, tradicional bloco que até hoje desfila na Avenida Rio Branco, contagiando dos novos aos antigos foliões. Foi na tradicional quadra do Cacique, berço bambas como Beth carvalho, Zeca pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz e tantos outros compôs a memorável Doce Refúgio (assista o vídeo).

Luiz Carlos da Vila, há 23 anos, levantou a Sapucaí levando a escola de samba Vila Isabel à vitória com o enredo Kizomba – A Festa da Raça, que em seus belos trechos diz:

Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras céus e mares
Influenciando a Abolição...

Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular...

Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais...

Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua


Desfile da Vila Isabel (1988)

A Consciência Negra de Luiz Carlos da Vila  

 

 

 

Luta e folia no carnaval

Blocos unem festa com crítica política
Em várias partes do país, foliões dão um tom mais politizado às festas de carnaval, aproveitando a data para levar críticas sociais e reivindicações dos trabalhadores à folia. Os temas vão do rechaço à violência machista ao valor do salário mínimo e o absurdo aumento nos salários dos parlamentares.


Confira abaixo alguns blocos:

Acorda Peão” em São José dos Campos (SP)
Neste dia 5 de março, sábado, ocorre o já tradicional bloco do “Acorda Peão” na cidade de São José dos Campos, interior de São Paulo. Organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos da cidade e pela CSP-Conlutas, este ano o bloco vai contar com carros alegóricos, como uma réplica bem-humorada do ‘Caveirão’ e do Cristo Redentor.

O samba-enredo deste ano tem o título de “Dureza do dia a dia”. “O povo já está cansado de tanta esculhambação e total desrespeito vindos de Brasília. Mais uma vez, o Acorda Peão será usado para protestar contra toda forma de corrupção e exploração”, afirma o autor do samba-enredo, Renato Bento Luiz, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos.

O bloco, que já tem 13 anos de existência, sairá sábado, dia 5, da Rua Francisco Paes, 316, a partir das 10h, e seguirá pela Rua 15 de novembro, centro de São José dos Campos.

'Mudança do Garcia' em Salvador (BA)
Na capital baiana tem o bloco "Mudança do Garcia", organizado pelas associações de moradores e que todo ano leva o conjunto da esquerda soteropolitana às ruas da cidade. Neste ano, o PSTU vai denunciar a situação da cidade, alertando que só derrotando o prefeito João Henrique nas ruas Salvador vai conseguir sair do caos.

Carnaval politizado em Niterói
Em Niterói o carnaval também trouxe irreverência com protesto. Foi nesse dia 3, quinta-feira, em frente à Câmara Municipal de Niterói. Com faixas e fantasias, os foliões manifestantes protestaram contra a privatização da companhia de limpeza da cidade e reivindicaram casa populares para as vítimas das chuvas.

Servidores abusam da criatividade em Pernambuco
Com o tema “Dil-má, sem aumento eu não agüento”, os técnicos administrativos da UFPE, protestaram com o bloco “Pelego Fora” pelas ruas da capital pernambucana nesse dia 4. Ao som de muito frevo, a “troça” contou com o boneco da Dil-má, que marcou presença no protesto dos servidores federais em Brasília, no último dia 16.

Olinda
Na capital do frevo, o PSTU organiza o bloco “Nóis toma partido das mulheres contra a violência”. Ele se reúne no dia 8, terça-feira, a partir das 10h em frente à barraca do partido.

Brasília vai fazer a mistura do Brasil com o Egito
Já no dia 8 de março, o tradicional “Bloco do Pacotão” em Brasília, bloco de carnaval com temas políticos, sai às ruas trazendo como tema da revolução árabe.

Leia abaixo o samba-enredo do bloco Acorda Peão

Dureza do dia a dia (autor: Renatão)

Chegou o Carnaval
Acorda Peão vem com alegria
Vai mostrar a todo mundo
A dureza do dia a dia

Criança pobre no morro
do Cruzeiro e do Alemão
Está com medo,
mas não é de assombração
Ela tem medo do bandido
e do caveirão

Mas que confusão!
Ninguém mais sabe
Quem é polícia ou ladrão

Tem traficante
Dilma, presta atenção!
Está instalado no mais alto escalão

Na favela do Planalto,
do Congresso e do Alemão
Conectado com a polícia, é só ladrão!

Vamos fazer uma guerra
Contra a indecência
Vamos acabar (2x)
É com o tráfico de influências

Ó mãe natureza
Eu não te culpo
Pois tu és uma beleza!

Se está chovendo, o pobre morre
Afogado e soterrado
Se está quente
Morre seco esturricado

Autoridade o que fazer?
Fala pra mim!
Não tem mais jeito, meu filho
Pois foi Deus que quis assim...

O circo começou,
e o abestado com aumento
não questionou,
comemorou!

Ao povo de São Paulo
Está dada a dica
Votou com raiva (2x)
Vai ficar mais tiririca

Prefeitura do Rio, através da coerção e da violência, tenta remover comunidade carente no Rio



   Rafael Nunes, do Rio de Janeiro

   Já algum tempo estamos acompanhando, com diversos movimentos sociais e entidades, como a CSP-Conlutas RJ, a Comunidade do Metrô, que se localiza na Radial Oeste, próximo ao Maracanã, estádio que vai ser palco da final da Copa do Mundo. Desde o começo do ano passado, esta comunidade com 4.500 pessoas vem sofrendo com ameaças sucessivas de remoção por parte da Prefeitura do Rio, com o apoio dos governos federal e estadual. Tudo para transformar aquele espaço em palco e circo para os jogos mundiais.
    Como ocorre em outras comunidades, a Prefeitura adotou uma postura intimidatória ao invés de dialogar com os moradores. Desde a primeira vez que as autoridades estiveram presentes na Comunidade do Metrô, sem nenhum mandado judicial ou respaldo jurídico, ameaçaram os moradores e tentam uma remoção a força.
A única saída apontada pelas autoridades é uma mudança para Cosmos, um bairro localizado a 60 km daquela região e infestado por milicianos. Um ato inconstitucional. A maioria dos moradores, sabiamente, recusou a proposta e desde então eles começaram a se organizar e resistir.
    Várias lideranças surgiram. A associação de moradores se reconstruiu com as lutas e o projeto de remoção da Prefeitura foi sendo parcialmente derrotado. As propostas que foram sendo firmadas pelos moradores são a permanência na região e a reurbanização de toda aquela comunidade. Nenhuma mudança para locais distantes e em áreas de riscos.
    Infelizmente, não existe diálogo com os atuais governos quando se trata de defender os mais oprimidos dos grandes interesses corporativos. O secretário de Habitação, em outubro de 2010, criminaliza toda a comunidade ao afirmar que se tratava de uma invasão informal e que todos seriam removidos. Passaram-se cinco meses e com toda a selvageria da Prefeitura apenas 70 famílias foram removidas para Cosmos.
    Muitos voltaram por conta das fortes taxas de cobrança que estão sendo obrigados a arcar. Os governos, entendendo o risco de serem derrotados pela organização popular, modificaram temporariamente o projeto de remoção forçada para Cosmos e partiram para dividir o movimento através de pequenas concessões e intimidações. A primeira foi conceder para 40 famílias sorteadas, em um universo de 670 famílias, o direito de morar nos conjuntos habitacionais da Mangueira, comunidade vizinha a do Metrô.
    Uma reivindicação dos movimentos sociais que a Prefeitura não atendeu por completo tentando dividir o movimento. Comemoramos as 40 moradias, mas exigimos a permanência de todas as 670 famílias naquela região. Sabemos que na Mangueira não há casas populares para todos e por conta disso exigimos também a construção de todas as casas necessárias com a participação dos moradores.
    Outra tática fascista da Prefeitura do Rio tem sido a coerção. No sábado, 12, e na segunda-feira, 14 de fevereiro, a Prefeitura começou a demolição de dezenas de casas na comunidade, dos moradores sorteados para as habitações populares na Mangueira. Mais uma vez sem nenhum documento de interdição ou autorização para aquela ação, começaram a quebrar paredes, tetos, janelas e portas de diversas casas comprometendo a segurança, a saúde e a habitação dos moradores que lá permanecem, já que as construções estão todas coladas. Um ato completamente selvagem e ilegal que coloca em risco a vida de famílias inteiras.
    Pessoas passavam no meio de escombros e pancadas de marretadas que colocam paredes inteiras abaixo. Estivemos presentes, na segunda-feira, com apoio jurídico da CSP-Conlutas e por algum tempo conseguimos paralisar as demolições. A polícia foi chamada e como força do estado, infelizmente, para garantir a continuidade da quebradeira. A subprefeitura apareceu para ameaçar os moradores, alguns passando mal, que reclamavam do barulho, da poeira e entulho que entravam nas casas.
    Intimidaram ainda os que protestavam conosco dizendo que se continuassem não teriam moradia em nenhum local. Sabemos que a Prefeitura corre contra o tempo para garantir aquele espaço, palco da final da Copa do Mundo, “limpo” de pobres e oprimidos.
    Esta semana será de mais uma rodada de negociação com a Prefeitura através da articulação da associação de moradores, CSP-Conlutas e do gabinete de alguns deputados. Exigimos que se pare com a quebradeira das casas enquanto não se resolver a questão de todos os moradores. Queremos ainda a permanência de todas as famílias carentes na região, uma reurbanização com a participação da associação de moradores e nenhuma cobrança de taxa.
    Fazemos ainda um chamado para todos os setores de esquerda a visitarem e apoiarem a luta da comunidade contra a barbárie. Infelizmente nenhum vereador ou deputado esteve presente apoiando a luta daquelas famílias. É visível a ilegalidade daquelas ações onde as famílias estão sendo coagidas a aceitar as condições da Prefeitura que violam o direito dos moradores de ficarem em suas casas e as leis orgânicas do município. É fundamental e necessária uma grande articulação de todos os lutadores para impedir os projetos de limpeza étnica que os governos fazem visando “embelezar” a cidade para os Jogos Mundiais.
    Nos vídeos e fotos, é possível ver a barbárie cometida pelas autoridades governamentais. As imagens são bastante fortes e mostram moradores desesperados e passando mal enquanto a polícia garante que a prefeitura derrube casas no meio das moradias ocupadas.

VEJA O VÍDEO:

Enchentes no Rio: De quem é a culpa pela tragédia?

Assista programa da TV PSTU onde Cyro Garcia, presidente estadual do PSTU-RJ, fala sobre as trágicas enchentes que assolaram a Região Serrana do estado deixando já quase 600 mortos, milhares de desabrigados e inúmeras pessoas desaparecidas.

Leia também artigo de Zé Maria, presidente nacional do PSTU, que analisa as tragédias provocadas pelas enchentes em todo o país.



Ato histórico homenageia Teresa no Rio - Um rito de passagem, um ato de construção e luta

José Eduardo Braunschweiger
do Rio de Janeiro (RJ)

   O auditório do Sindicato dos Bancários do Rio ficou pequeno para receber os mais de 300 companheiros, militantes, ex-militantes, membros de outros partidos e organizações, familiares e amigos, que com muita emoção compareceram à homenagem a Teresa, fundadora e ex-Dirigente Nacional do PSTU e da Regional RJ, falecida em 28 de setembro de 2010.
    O ato de homenagem foi aberto por Cyro Garcia, presidente do PSTU – RJ que, além de destacar o papel e importância de Teresa para a construção do partido, denunciou a política de segurança pública do Estado do RJ que ao contrário da falsa pacificação da cidade deixa a população refém da violência do tráfico, das milícias e da polícia.
    Velhos piqueteiros, novos ativistas se emocionaram com a exibição do vídeo “Pra falar de Teresa”. De autoria de Simone Silva, Luis Fernando Couto e Hélcio Duarte Filho, o vídeo resgatou a trajetória dessa revolucionária, que se confunde com a construção do partido desde o seu ingresso na Convergência Socialista em 1982 na greve do Serviço Social da UERJ, passando pela Diretoria do SEEB-RJ, a ruptura com o PT e a fundação do PSTU, até sua luta contra a esclerose múltipla doença que a vitimou.
    Dando continuidade ao ato, foi dada a palavra a Janira Rocha, Deputada Estadual eleita do PSOL-RJ, que destacou “a dignidade que Teresa teve durante toda a vida e que ela morreu uma pessoa digna” e que isso fortalece todos que gostavam de Teresa. Chico Alencar, Deputado Federal também pelo PSOL-RJ, enfatizou que: “ Teresa mesmo tendo um tempo de vida tão curtinho, continua nos dando vigor de vida”.
    Teresa conseguiu reunir também Lindberg Farias, Senador eleito pelo PT-RJ, que disse estar honrado em homenagear Teresa e destacou a importância do PSTU que “é o único partido que se propõe revolucionário no Brasil e sei que paga um preço por isso”. Stelinha pelo PCB falou que “Teresa marcou profundamente a minha vida”. Ainda homenagearam Teresa o SEEB-RJ, o SINDJUSTIÇA da categoria em que Teresa se aposentou e que se encontra em greve.
    José Welmovick, em nome da LIT, destacou que “Teresa era um exemplo de luta política, de luta nas greves, de luta pela construção do partido, e também de uma completa dedicação, de uma completa moral revolucionária, ... era um exemplo de solidariedade”. Eduardo de Almeida, em nome da Direção Nacional do PSTU, considerou o ato como um rito de passagem e enfatizou que “Teresa foi um exemplo de moral, de militância em todos os sentidos no programa e na moral e que serve como construção de um exemplo, de uma tradição que fortalece enormemente a todos”.
    O ato contou ainda com os companheiros da ABBR (Centro de Reabilitação) que, num momento de grande emoção, deram seus testemunhos da experiência que tiveram com ela durante o tratamento e na luta contra a exclusão a que estão submetidos os portadores de necessidades especiais na sociedade capitalista.
    Teresa, ao lutar durante seus 28 anos de vida consciente com uma moral e dignidade inquebrantáveis, é dessas pessoas que dignificam a vida humana e nossa existência. A dedicação dessa revolucionária e sua capacidade de ser sindicalista e agitadora política, assim como uma propagandista e organizadora partidária, fez dela uma lutadora imprescindível. A Homenagem a Teresa foi não só um resgate de sua história de luta, mas também a de tantos outros companheiros(as) que empunharam e empunham a bandeira da Revolução Socialista e comoveu todos os presentes.
   Um rito de passagem, como Edu denominou o ato, não se faz sem emoção, choros e lágrimas, poesia de Diego, Cordel de Nando, agradecimentos aos familiares e cuidadores. A homenagem dos que seguem a luta que foi a vida de Teresa foi comovente e à altura da trajetória dessa revolucionária pela dedicação, em especial, das companheiras de seu antigo núcleo e demais camaradas.
   Viver é compartilhar. Compartilhar as memórias da vida e da luta de Teresa reavivou seu compromisso que agora damos continuidade: a luta pela Revolução Socialista, que como disse Zeca, seu companheiro de vida e de luta durante vinte e oito anos, é a melhor forma de homenagear Teresa.

Veja os vídeos do Ato 




 



 










Ato em homenagem a Teresa reuniu centenas na noite de sexta (3/11), no Rio de Janeiro

(da redação)
   A esquerda carioca se reuniu na noite desta sexta, dia 3, para prestar a última homenagem à dirigente do PSTU, Teresa Bastos,que faleceu na madrugada de 28 de setembro, após uma luta de anos contra uma doença degenerativa.
    Teresa militava desde 1982 e foi uma das principais lideranças do partido no estado. A homenagem de sexta, no auditório do sindicato dos bancários, categoria da qual Teresa fez parte, reuniu muitos representantes da esquerda. O PCB e o PSOL estiveram presentes e falaram no ato. Deste partido, o deputado Chico Alencar e a deputada estadual Janira Rocha também falaram no ato. A memória de Teresa conseguiu reunir até mesmo o senador eleito pelo PT Lindberg Farias. O ex-líder estudantil fez parte do PSTU de 1997 a 2002, após romper com o PCdoB, militando no Rio de Janeiro. Ele falou no ato, lembrando a trajetória de Teresa e destacando a importância do PSTU.
    A direção nacional do PSTU participou em peso. Além de Zé Maria e Cyro Garcia, estiveram presentes Eduardo Almeida, José Welmovicki, André Freire, Mariucha Fontana, Genilda Souza e muitos outros dirigentes e lideranças que se emocionaram ao recordar da camarada. Muitos ex-militantes também estiveram no ato.

VÍDEOS

    Durante o ato, mais de 300 pessoas acompanharam a transmissão ao vivo. Por problemas técnicos, a transmissão começou com um atraso de 40 minutos, às 20h15, e durou até quase 23h.
    O ato começou com a exibição de um vídeo com depoimentos e imagens de Teresa, que estará disponível no site do PSTU. Além deste vídeo, a TV PSTU também preparou um resumo do ato, com as imagens mais marcantes, que pode ser conferido abaixo: 

Com Lula, Sérgio Cabral e Eduardo Paes, o Rio afunda na lama da miséria e das tragédias

Rafael Nunes, do Rio de Janeiro (RJ)


• Após o temporal de cinco horas que parou a cidade, as consequências são as piores possíveis. As chuvas ainda não cessaram completamente e já passam de noventa mortos, dezenas de desaparecidos e centenas de desabrigados em todo a Grande Rio. Os locais mais afetados são as áreas mais carentes, onde se conta o maior número de mortos. Em alguns bairros, uma grande parcela dos moradores não pode voltar para suas casas. Além de casas alagadas pela invasão dos rios, dezenas de carros foram abandonados ou enguiçaram em vários pontos alagados, formando congestionamentos intermináveis e parando de vez a cidade.

A imprensa já anuncia que foi o maior temporal em volume de água desde a marcante enchente de 1966, o que representaria um fator natural em todo esse caos, e as trágicas mortes são apontadas, a todo o momento, como culpa das pessoas que insistem em morar próximo às perigosas encostas. Só em Santa Teresa, no morro dos Prazeres, dez corpos foram resgatados pelos bombeiros, e dez ainda estão desaparecidos.

Em Vila Isabel, no alto do Morro dos Macacos, teve cinco mortos para registrar em seu triste diário social. A comunidade é a mesma que, no ano passado, viveu cenas de terror da violência carioca com a queda de um helicóptero e a invasão de traficantes rivais e policiais.

A comunidade do morro do Borel sofre com pelo menos dois mortos. No Morro da Mangueira, moradores conseguiram sair antes de um deslizamento levar quatro casas. Em Niterói, já se somam 41 mortos, 34 no Rio, 16 em São Gonçalo e vários em outros municípios diversos. A maioria, como sempre, é formada por famílias pobres que moram em condições precárias.

Governos criminalizam a pobreza pelas mortes
Depois da política genocida de exterminação da pobreza aplicada pelo governo do Estado, os principais culpados pelas mortes, apontados pelos governos, não poderiam ser outros: os pobres. Há tempos que os trabalhadores sofrem com entrada indiscriminada da polícia em comunidades carentes. Com caveirões e armas de guerra, ocasionam um verdadeiro extermínio de pobres e várias chacinas. O governo municipal, aplicando a fundo a política de choque de ordem, visa impedir o trabalho informal de camelôs e ambulantes para enriquecer os donos de bares e restaurantes.

As declarações dadas aos noticiários no dia seguinte ao temporal, assombram pela frieza e irresponsabilidade dos governantes. Para eles, além da natureza, que castigou a cidade com o maior temporal de todos os tempos, são os moradores de morros e encostas os responsáveis por suas próprias mortes, já que insistem em permanecer nesses lugares.

Em primeiro lugar, a natureza nada tem a ver com a falta de investimentos em obras públicas e saneamento urbano. As enchentes ocorrem constantemente na cidade, e nenhuma medida é adotada para mudar essa realidade durante décadas. Depois, é uma hipocrisia pensar ou afirmar que os moradores que se encontram em locais de risco ou de alagamentos possuam alguma segunda opção de moradia, ainda mais acreditar que essa seria fornecida por esses governos.

Nenhuma mãe ou pai quer suas famílias correndo risco de morte. Os governos são os responsáveis por essas mortes ao permitir que a maioria da população urbana viva na miséria e em péssimas condições de moradia.

O presidente Lula também culpou a população carente e minimizou a responsabilidade dos governos, apontando que esses são responsáveis, na medida em que deixam as pessoas construírem casas nesses locais. Mais do que deixar ou não deixar as construções acontecerem, o problema de habitação mostra o grau de desenvolvimento socioeconômico em que se encontra a maioria da população e como, de fato, os governos deveriam intervir.

Se os trabalhadores ganhassem o suficiente para sua alimentação, saúde, lazer, educação, transporte e moradia, não arriscariam sua vida morando na beira de um deslize. Eles não possuem opção de moradia segura pelo grau de pobreza em que se encontram, como é conveniente a Lula, Sergio Cabral e Eduardo Paes, esses sim, os verdadeiros culpados pelas mortes. A única saída que esses governantes apontam é que os moradores têm de sair de suas casas. Porém não dizem para onde eles devem ir e não apresentam nenhuma medida concreta que resolva a situação.

Emprego, salário digno e construção de casas para a população carente
Para que haja um programa de habitação que garanta condições de vida digna para a população, é necessário que se invista em construção de moradias populares. Lula, durante a crise econômica, despejou dezenas de bilhões para salvar banqueiros e empresários e, agora, com a grave crise da miséria dos desabrigados, não anuncia nenhum pacote de ajuda financeira para construção de casas para essas pessoas e ainda manda cada um pedir a Deus.

Sérgio Cabral, que tanto estardalhaço fez por conta dos royalties do petróleo, dá mais uma demonstração de que esse dinheiro e o de todos os impostos não servem para resolver os problemas sociais. Tanto ele quanto o prefeito, que também governa um dos municípios que mais arrecada impostos, não anunciam nenhum programa de substituição de moradias inseguras por casas populares em locais seguros.

Além de doações de casas, é fundamental garantir que todas as pessoas tenham acesso ao emprego e salários decentes. Os governos que são eleitos pelo povo deveriam governar para ele, garantindo que os trabalhadores tivessem empregos e salários dignos para a manutenção de suas famílias e casas. Mas, ao invés disso, governam para os ricos empresários e banqueiros, garantindo seus lucros recordes e acentuando cada vez mais a miséria e as tragédias da população carente.

Veja o vídeo com a declaração de Cyro Garcia sobre a tragédia no RJ

Conferência nacional reafirma pré-candidatura de Zé Maria

Reunião aprova política para as eleições deste ano

da redação do Opinião Socialista

• No fim de semana dos dias 13 e 14, em São Paulo, o PSTU realizou uma conferência nacional para debater a situação do país e as eleições deste ano. Os militantes aprovaram a política de manter a pré-candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, como uma alternativa socialista dos trabalhadores à polarização entre Dilma Rousseff e José Serra.

Ao mesmo tempo, a conferência aprovou continuar o chamado a uma frente de esquerda com o PSOL e o PCB, por uma candidatura a presidente. Os militantes avaliaram a viabilidade desta frente, e muitos destacaram o rumo equivocado que a direção do PSOL vem tomando, principalmente na tentativa fracassada de buscar uma aliança com Marina Silva e nas declarações que os pré-candidatos do partido têm feito à imprensa.

A ampla maioria dos militantes decidiu manter o chamado, mas com as condições que o partido vem apresentando: que esta frente tenha um programa socialista, que indique a ruptura com o capitalismo. E que mantenha a independência de classe, ou seja, não aceite doações de grandes empresas e se coloque claramente contra as alianças com partidos que não sejam de trabalhadores.

“Até agora, o PSOL não tem demonstrado concordância com o programa e com a independência de classe. Se não chegarmos a um acordo para a apresentação de uma candidatura única, o PSTU terá sim a sua candidatura à Presidência da República. E vamos chamar todos a se somarem a essa tarefa, pois ela não é só do PSTU, é de todos que não abandonaram a defesa das bandeiras socialistas”, afirma Zé Maria. Nos próximos meses, diversos atos marcarão o lançamento da pré-candidatura. Os primeiros acontecerão em Brasília e Aracaju (leia mais no site). Além disso, seminários ajudarão a avançar na elaboração de temas específicos para um programa socialista.

Democracia partidária
A conferência é um fórum convocado para debater e decidir sobre um tema específico, mas que, pela emergência ou importância, não pode aguardar até o congresso do partido. Esta conferência foi dedicada ao tema das eleições e representou o desfecho de um processo de debates iniciado no segundo semestre de 2009. Neste período, foram publicados documentos da direção nacional do partido e boletins internos, nos quais todo militante pôde publicar suas ideias e posições políticas.

Ao final dos debates, as diversas regionais do partido se reuniram e elegeram os representantes à conferência.

As posições diferentes da direção tiveram todas as possibilidades de serem conhecidas e debatidas livremente. Depois das discussões, os delegados eleitos pela base votaram e determinaram os rumos do partido. Votadas as posições, todos aplicam a mesma política e o partido sai unificado, com uma só posição e não dividido em várias.

A participação das mulheres também foi garantida, não só na escolha dos representantes, mas também na participação no congresso com tranquilidade. Durante a conferência, uma creche foi montada no local, e as companheiras puderam participar dos debates, perto dos filhos. “Este ano, pela primeira vez, tivemos três bebês. Isso é muito importante, pois em geral nesse período as mães tendem a desistir de participar”, comemora Ana Rosa, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU.

Todo esse funcionamento é completamente diferente dos partidos burocráticos, onde os que defendem posições contrárias às da direção são expulsos sem que possam debater suas opiniões. Também é muito diferente das organizações de funcionamento social-democrata, como é o caso do PT e do PSOL.

Nesses partidos, cada um faz o quer, existe uma falsa liberdade. Falsa porque, na verdade, quem determina a política do partido não é a base nos congressos, mas suas figuras públicas que têm acesso à imprensa – em geral, os parlamentares. Ou seja, não existe democracia porque não é a base que determina a política do partido.


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