ATO PÚBLICO EXIGE: LIXÃO, FORA DE HONÓRIO GURGEL!
Sábado, 8 de dezembro, 10 horas da manhã!
Sob um sol de mais de 40 graus,
adultos, jovens, idosos e até crianças, todos moradores dos bairros e
comunidades de Honório Gurgel, Coelho Neto, Jorge Turco e adjacências
resolveram dar um basta em mais uma arbitrariedade da prefeitura de Eduardo
Paes: a instalação de um lixão na região, que tem degradado a qualidade de vida
dos habitantes e provocado até morte de funcionários.
Vivendo em uma região com um IDH
(Índice de Desenvolvimento Humano) dos mais baixos do município os
manifestantes, organizados pela Associação Pró-melhoramentos de Honório Gurgel,
pela Associação de Donas de Casa de Honório Gurgel, pela CSP-Conlutas e pelo
Movimento Nacional Luta Popular; depois de se concentrarem em frente à Vila
Olímpica, fecharam meia pista da Rua Uruaí (uma de suas vias principais).
Após um tempo fazendo apitaço e divulgando
os motivos do protesto junto a pedestres e motoristas, todos se dirigiram em
caminhada pelas ruas do bairro até o local do lixão, localizado em plena em
plena Avenida Brasil (a mesma que inspirou a recente novela da Rede Globo,
ironicamente, também sobre um lixão).
Por pelo menos meia hora os
ativistas impediram a entrada de novos caminhões contendo lixo e levaram sua
solidariedade aos trabalhadores da Cytrus e da prefeitura, muitos também
moradores da região, pela morte recente colegas de trabalho.
Lixão instalado com aval da Prefeitura, fede e mata!
Funcionando há mais de seis meses
sob administração da empresa Ciclus, a chamada estação de Tratamento de
Resíduos Sólidos, na verdade é um lixão que recebe 8 toneladas diárias de lixo
e comete verdadeiros crimes sócio-ambientais: exala fedor insuportável pelas
redondezas, provocando náuseas e enjoos, principalmente em crianças e idosos; ocasiona o aumento populacional de vetores (transmissores
de doenças) como ratos, baratas e outros
insetos; e com isso, provoca o surto de doenças.
Além disso, “estação de
tratamento” da Ciclus já provocou a morte de dois funcionários, um morto em
explosão de recipiente de gás metano e outro, acreditem; afogado em chorume
(líquido pútrido resultante da decomposição do lixo). Há, ainda, denúncias de
que até hoje a empresa e a prefeitura não liberam as indenizações que as
famílias têm direito. Ou seja, além de tratar mal os moradores da região,
empresa e prefeitura tratam pessimamente seus trabalhadores.
Por tudo isso, é preciso apoiar
esta luta dos moradores de Honório Gurgel, Coelho Neto, Jorge Turco e região.
Vamos ser solidários divulgando
esta vergonha e participando da campanha pela retirada imediata do lixão!
veja mais imagens do ato
Um dos maiores estádios do mundo pode ser privatizado pelo governo de Sérgio Cabral
O 'Maraca' é nosso! Contra a privatização e pela democratização do acesso à cultura
Thiago Hastenreiter, Rio de janeiro.
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| Ato no dia 1° contra a privatização do Maracanã |
Agora, os velhos senhores travestidos de modernidade e munidos de um discurso modernizador querem transformar em mercadoria a alegria do povo e privatizar o Maracanã.
A reforma que está sendo feita no (ex) Maior do Mundo vai na contramão das tradições populares das arquibancadas. O maior público já recebido foi, aproximadamente, 200 mil pessoas na década de 1950, mas, após sucessivas reformas, a capacidade oficial hoje do estádio caiu para 78 mil. A antiga “Geral” foi extinta. O preço do ingresso subiu.
Torna-se cada vez mais claro que os sucessivos governos estão insistentemente tentando elitizar mais uma vez o futebol. Mas como se tudo isso não bastasse, o governador Sérgio Cabral - apoiado pelo prefeito Eduardo Paes e presidenta Dilma - quer privatizar o Maracanã, entregando por 35 anos o templo do futebol ao arquibilionário Eike Batista.
As condições que se darão a privatização, ou melhor, a doação são inacreditáveis: Pela cessão do Maracanã, o Estado do Rio de Janeiro receberá mesmo só 33 parcelas de R$ 7 milhões pela outorga, ou seja, R$ 231 milhões. Isso é 26,5% de quanto já foi comprometido com a reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014 (R$ 869 milhões) ou 18% do total gasto nas três últimas reformas (R$ 1,279 bilhão, com obras para o Mundial da Fifa de 2000, Pan de 2007 e Copa). Enfim, o dinheiro recebido pelo estado não paga nem mesmo a reforma.
A reforma prevê ainda a destruição do histórico Parque Aquático Julio de Lamare e do Estádio de Atletismo Célio de Barros (ambos inaugurados na década de 70). Nomes do esporte olímpico como Maurren Magi (maior nome do atletismo feminino brasileiro e medalha de ouro em Pequim) e Mariana Brochado (nadadora) estão na campanha contra as demolições.
Nem mesmo o antigo Museu do Índio, onde residem cerca de 60 indígenas, e a Escola Municipal Friedenreich vão escapar. Segundo as estatísticas do Ideb a E.M. Friedenreich é a quarta melhor escola da cidade e a sétima melhor de estado. O projeto de reforma do Maracanã também prevê demoli-los para construção de estacionamentos, shopping e até mesmo um heliporto para os altos dirigentes da FIFA e da CBF. Um escândalo!
A união dos movimentos sociais pode virar esse jogo! A população não é boba e está percebendo que enquanto os empresários de ônibus e empreiteiros lucram uma enormidade, o povo trabalhador paga uma fortuna por um transporte de péssima qualidade e está perdendo o acesso à cultura, ao lazer, à saúde e à educação. Chega!
