Pesquisa DataFolha coloca Cyro Garcia com 3% das intenções de voto

Foi divulgada, no último sábado (24/07), a pesquisa de intenção de voto para governador do RJ.
O nosso companheiro Cyro Garcia está com 3% das intenções de voto.
Continuaremos nas ruas e nos locais de trabalho dialogando com os trabalhadores levando os debates necessários, como a criminalização da pobreza, a política de extermínio do Estado em relação ao povo pobre (principalmente quem mora nas favelas), uma política consequente de valorização dos servidores estaduais e investimentos sérios em educação de qualidade, transporte (que são caros e de péssima qualidade), saúde e moradia digna. Uma candidatura socialista, independente e construída nas lutas!

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Zé Maria e Cyro Garcia iniciam campanha na rua, fazendo corpo a corpo com a população





A atividade reuniu cerca de 60 ativistas e contou com a presença dos candidatos ao Senado (Claiton Coffy e Heitor Fernandes), além dos candidatos a deputado federal e estadual, entre eles André Bucaresky (o Buca), candidato a Deputado Federal: "diversos setores do ativismo do Estado estavam presentes em nossa caminhada, esse contato com a população é fundamental para nos lançarmos em um processo como esses, fizemos uma panfletagem em frente a sede da Petrobrás, vários trabalhadores declararam apoio a nossa candidatura, recolhemos muitas assinaturas, inclusive se comprometendo a nos ajudar financeiramente, além disso vamos fazer um manifesto específico para a campanha do Petróleo tem que ser nosso". 
Os candidatos aproveitaram a oportunidade para debater com a população suas propostas, além de apresentar o partido nestas eleições. Ao longo da caminhada, Zé e Cyro foram parados diversas vezes pelo povo trabalhador que cobraram soluções para os principais problemas vividos em seu cotidiano.
Quando questionado sobre o fim do fator previdenciário, Zé Maria foi categórico: “Lula não quer se enfrentar com os banqueiros nem com os patrões, pois governa a serviço deles. No auge da crise econômica, destinou 300 bilhões a este setor, mas foi incapaz de garantir a estabilidade no emprego”.
Cyro Garcia responsabilizou os governos pelas recentes tragédias provocadas pelas chuvas: “Somos totalmente contra as remoções. Nós vamos realizar um plano de obras públicas, para garantir moradia decente e saneamento básico para toda população”.
Amanhã Cyro Garcia se reunirá com trabalhadores do Banco do Brasil, durante a manhã. Às 14h estará em panfletagem no CESEC-BB, em Andaraí.

Um lutador para governador!

Cyro Garcia, 55 anos, negro, bancário e professor universitário. É bacharel em Direito pela UFRJ e doutor em História pela UFF.

Esteve à frente do Sindicato dos Bancários no período de 1985 a 1991, quando a categoria obteve suas maiores conquistas. Foi fundador e membro da executiva da CUT, rompendo com essa central assim que a mesma abandonou os interesses dos trabalhadores. Quando foi deputado federal por dez meses, em 1993, colocou seu mandato a serviço dos trabalhadores. Aprovou na Câmara o projeto que defendia a retirada da Light da lista das empresas a serem privatizadas, que foi derrubado no Senado.


Um candidato a serviço das lutas

Porque queremos ser um contraponto à falsa polarização entre governistas e a oposição burguesa no estado. De um lado, o atual governador Sérgio Cabral promete dar continuidade à política de criminalização da pobreza e precarização dos serviços públicos, de outro, o candidato Gabeira como mais uma alternativa da burguesia. Por isso, é importante apresentar ao povo trabalhador do Rio de Janeiro uma candidatura comprometida com suas lutas e necessidades concretas (melhores salários, condições de trabalho, moradia, saúde, educação e transporte) ligada aos movimentos sociais. Sem receber um centavo de banqueiros e patrões, faremos uma campanha apoiada financeiramente pelos próprios trabalhadores.


Participe nesta segunda (12/07), da caminhada em apoio a candidatura do PSTU!
 
Além de Cyro, a atividade contará com a presença de Zé Maria, candidato à presidência, os candidatos ao Senado (Heitor Fernandes e Claiton Coffy) e os candidatos proporcionais. Esta não será uma campanha como de outros partidos, no lugar da militância paga reunirá nossos ativistas e apoiadores para dialogar com os trabalhadores uma saída concreta aos principais problemas enfrentados pela população no Estado: ao caos nos transportes, os péssimos índices de qualidade alcançados pela educação pública estadual, a precariedade do atendimento na saúde e a política consciente do governo estadual de criminalização da pobreza como podemos constatar nas últimas invasões da polícia militar às comunidades através das UPP´s.

Concentração a partir das 10h, na Praça Mauá com Caminhada até a Cinelândia.

Siga o twitter do Cyro(@cyro16)


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Chico de Oliveira: "Governo Lula representa uma regressão política até em relação ao de FHC"


O professor aposentado da USP, Francisco de Oliveira, com uma militância que se inicia ainda na década de 1950, é um dos mais reconhecidos intelectuais da esquerda brasileira. Junto com Valério Arcary, militante do PSTU e professor do Cefet e o Álvaro Bianchi, professor da Unicamp, participou da mesa de abertura do seminário de programa da candidatura Zé Maria. Leia abaixo a entrevista que Chico concedeu ao Portal do PSTU logo após o debate.

Diego Cruz
da redação

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• Portal do PSTU - Qual sua avaliação do debate que abriu o seminário?

Chico de Oliveira - Os debates foram muito interessantes. Alguns, como o do Álvaro e do Valério, bastante ilustrativos, com muita informação para desmistificar as chamadas realizações do governo Lula. Minha fala foi mais simples, eu me ative mais ou menos ao caráter, digamos, de derrota que o governo Lula representa para os trabalhadores.


- E qual o balanço que você faria do governo Lula?

O governo Lula tem um caráter de derrota para o movimento dos trabalhadores em geral e para as lutas de transformação do Brasil. Essa é a minha posição. Encaro o governo como uma regressão política até em relação ao Fernando Henrique. FHC era um governo que ia pela direita e nós estávamos contra. O governo Lula faz um compromisso com o capital, envolve a classe trabalhadora e suas instituições nesse compromisso e anula a potência do conflito. Eu acho isso um desastre e um marco histórico na trajetória da classe trabalhadora e da luta pelo socialismo. Todos nós agora lutamos contra essa opacidade. Como é que um governo pode ter um desempenho tão pífio e aparecer com a popularidade que aparece? Algumas ilações são tiradas a partir de certas conjunturas e dados que mostram esse caráter ilusório. A dificuldade é passar isso para o movimento social.


- Diante dessa derrota que o governo representa, quais seriam os desafios da esquerda socialista, especificamente nessa campanha eleitoral?

Minha posição destoa de boa parte dos companheiros e camaradas. Eu não sou nada otimista e acho que agora é traçar uma estratégia de derrota.


- No que se concretizaria isso?

Evidentemente tem que ir pra luta eleitoral, tem que fazer campanha, não ceder em nada, mas basicamente preparar a esquerda brasileira pra esse longo inverno. Estar sempre junto com o movimento social, entrosado com ele, e poder aproveitar as conjunturas históricas. A história sempre surpreende, felizmente. É possível ver linhas de força, mas em certos momentos irrompe uma novidade que o sistema não é capaz de controlar. Mas é uma esperança vaga, como você vê.


[ 29/6/2010 16:43:00 ]