José Maria de Almeida, o Zé Maria, é o candidato a Presidência da República pelo PSTU. A candidatura foi confirmada neste sábado, durante a Convenção Nacional do partido, em São Paulo. O evento reuniu 750 pessoas e foi cercado por muita emoção e homenagens.
No ato que confirmou a candidatura, foram chamados para compor a mesa todos os candidatos aos governos estaduais presentes na convenção: Vanessa Portugal, candidata ao governo de Minas Gerais; Simone Dutra, candidata no Rio Grande do Norte; Cyro Garcia, candidato no Rio de Janeiro; Gonzaga, candidato ao governo do Ceará; e Luis Carlos Prates, o Mancha, candidato em São Paulo. Também foram chamados para a mesa Claudia Durans, candidata a vice–presidente da República, Eliana Ferreira, candidata a vice-governadora de São Paulo. Dirceu Travesso, candidato ao Senado por São Paulo, e Vanessa Portugal coordenaram os trabalhos.
Neste sábado dia 19/06, foi realizada no IFCS-UFRJ, a convenção que ratificou a candidatura de Cyro Garcia ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, uma alternativa socialista e de luta, que levará para as ruas todos os debates importantes que precisam ser feitos e que a maioria das candidaturas até agora apresentadas não estão fazendo, como a criminalização da pobreza, a política de extermínio do estado em relação ao povo pobre, principalmente aquelas que moram nas favelas, como também o tema das remoções dessas comunidades.
É só vermos o que vem sendo feito atualmente implementado com afinco por Sérgio Cabral Filho, pois em nenhum momento se fala em investimentos em escolas, hospitais e moradias. O atual governador diz que vai comprar helicopteros blindados que valem milhões e paga 500 reais ao professores, como comprar ar condicionados para as escolas e as mesmas não possuem rede elétrica que sustente essa carga, e que por sinal já vemos muitos abandonados nas escolas, um total descaso com o dinheiro público.
Outro ponto importante discutido na convenção foi a apresentação da chapa de deputados(as) federais e estaduais, além dos senadores e seus suplentes, que irão concorrer as eleições deste ano.
Entre outras questões abordadas, foi a importância de termos uma alternativa que coloque na ordem do dia a valorização dos servidores estaduais em pauta, que a quase a vinte anos não possuem um reajuste e condições de trabalho dignos.
O finaciamento de campanha também foi um dos temas de grande relevância, pois a independência financeira é um dos pilares que sustentam as campanhas do PSTU, como também acreditar que as eleições sozinhas não resolverão a vida do povo desse Estado, somente com mobilização.
Foi como disse Cyro Garcia, em sua explanação:
" Só a luta muda a vida"
A convenção também prestou uma justa homenagem ao escritor português José Saramago, falecido recentemente.
Bancário Cyro Garcia, vai fazer contraponto ao PMDB/PT, PV/PSDB e apresentar uma alternativa dos trabalhadores.
Além de Cyro, a convenção também oficializará as candidaturas ao senado
-->(do carteiro Heitor Fernandes e o petroleiro Claiton Coffy) e para deputados estaduais e federais. Esta não será uma convenção como de outros partidos, no lugar da formalidade de assessores e cabos eleitorais reunirá a militância e apoiadores para debater um programa dos trabalhadores para o governo do RJ.
Um governo dos trabalhadores O PSTU lançará a candidatura de Cyro Garcia como um contraponto à falsa polarização entre governistas e a oposição burguesa no estado. De um lado, o atual governador Sérgio Cabral promete dar continuidade à política de criminalização da pobreza e precarização dos serviços públicos (como transportes), de outro, o provável candidato Gabeira como mais uma alternativa da burguesia. Correndo como uma tentativa de se constituir uma terceira via, está nada menos que o ex-governador Anthony Garotinho, candidato pelo PR.
Serão candidaturas financiadas pelas grandes empresas e, uma vez eleitos, continuarão a governar para os patrões. Exemplos não faltam, como o caos no transporte público (trem, metrô, barca e ônibus) e o descaso com a população vitimada após as enchentes e deslizamentos em todo o Estado do Rio. Como se não bastasse, estes trabalhadores ainda são acusados de irresponsáveis pelo governo de plantão.
Um lutador! O pré-candidato governador pelo PSTU, Cyro Garcia, tem um longo histórico de luta ao lado dos trabalhadores, desde seus tempos de militância no movimento de oposição bancária no Rio de Janeiro e fundação da (outrora combativa) CUT.
Para o PSTU, as eleições possibilitam uma boa oportunidade de discutir com a classe trabalhadora os problemas do país e reafirmar que, sob o capitalismo, não haverá solução para o desemprego, a falta de moradia, a miséria e os baixos salários. Haverá também uma homenagem a José Luís e Rosa Sunnderman, casal de militantes assassinados por ruralistas há 16 anos no interior de São Paulo e a Gildo Rocha, servidor público e militante do partido morto por policiais há 10 anos em Brasília. Ambos os crimes permanecem impunes!
Participe:
Neste sábado (19/06), no IFCS – UFRJ.
Largo São Francisco de Paula, 1 – Centro – Rio de Janeiro.
O debate foi organizado pelo Coletivo de Formação Mário Pedrosa, que contou também com o dirigente do PCB Mauro Iase, o tema debatido foi o processo da revolta grega contra o sistema financeiro e o estrago do capitalismo no continente europeu, falou-se da importância das mobilizações feitas pelos trabalhadores gregos num chamado a luta de todos os trabalhadores europeus e suas consequencias, como os seus reflexos da crise na América Latina que se avizinha.
Estavam presentes cerca de 60 pessoas entre dirigentes do DCE, do C.A, Andes e Adufrj, além de ativistas dos movimentos sociais.
No fechamento os palestrantes disseram que as questões relativas as eleições no Brasil, como a importãncia das bandeiras internacionalistas e do socialismo, como um marco da resistencia política diante dos ataques imperialistas.
As fotos foram feitas pelo camarada Felipe Almeida.
Leia abaixo a íntegra da nota oficial da Conlutas sobre o Conclat
O Conclat – Congresso Nacional da Classe Trabalhadora – aglutinou 4.000 participantes, dos quais 3.180 delegados/as, com uma representação de base dos sindicatos de cerca de 3 milhões de trabalhadores/as. A Conlutas era a organização com maior representatividade. Nosso Congresso contou com 1.800 delegados/as.
O que era para ser uma grande vitória do processo de reorganização, infelizmente, se transformou numa derrota, pela decisão do bloco Intersindical/Unidos/MAS de se retirar do Congresso depois de perder a votação do nome da nova entidade.
Toda a programação do Congresso foi garantida: do ato político de abertura, passando pela defesa das teses em plenário, trabalhos em grupo até a plenária final de votação das resoluções. O Congresso deliberou sobre os principais temas em discussão: Conjuntura e plano de ação, caráter, composição e funcionamento da Central.
A última votação importante, antes da eleição da Secretaria Executiva, era a definição do nome da nova central. Após um intenso debate acerca das propostas apresentadas, sagrou-se vencedora a proposta do nome da nova central ser “Conlutas/Intersindical – Central Sindical e Popular” apresentada pelo MTL e defendida pela Conlutas.
Na votação, essa proposta obteve cerca de 2/3 dos votos. O resultado foi acatado publicamente pelos demais setores. Tudo isso está filmado e estará disponível nos próximos dias na internet.
No entanto, depois desta votação, a Intersindical decidiu abandonar o Congresso, no que foi seguida pelas delegações do MAS – Movimento Avançando Sindical – e pelo agrupamento “Unidos Pra Lutar”.
Uma prática inaceitável - O Conclat só foi convocado porque a Intersindical e demais setores envolvidos no debate da reorganização concordaram em chamar um CONGRESSO DELIBERATIVO, que decidisse pelo voto dos delegados/as as polêmicas que não se resolvessem entre as organizações envolvidas no processo.
Essa decisão foi tomada, por unanimidade, no Seminário Nacional realizado em novembro de 2009, na Quadra dos Bancários, em São Paulo.
Sem essa condição não seria possível chamar o Congresso, pois polêmicas tão ou mais importantes que a do nome ainda estavam pendentes, tais como o caráter e a composição da Central, o formato e funcionamento da direção.
Durante todo o período anterior, a Comissão pela Reorganização/Coordenação pró Central funcionou tendo por base o acordo político. Esgotada essa fase, de acúmulo nos debates e conhecimentos das distintas opiniões, convocou-se o Congresso para que a base decidisse tudo o que não foi possível resolver por consenso.
A ruptura do Congresso pelo bloco Intersindical/Unidos/MAS, então, só se explica porque esses setores não aceitam que a base decida as polêmicas que as direções não foram capazes de resolver, e querem impor, por acordo entre as correntes, as suas posições por sobre o que a base decide. Isso evidentemente seria um retrocesso inaceitável.
Nenhuma entidade que sirva à luta dos trabalhadores funciona em base a esse critério, pois, desta forma, nossa Central deixará de ser um instrumento de aglutinação e de luta dos trabalhadores/as e passará a ser um fórum de discussão permanente entre dirigentes, sem serventia para a luta e a defesa dos trabalhadores/as.
Entendemos que todos os esforços devem ser feitos para que os/as companheiros/as do bloco Intersindical/Unidos/MAS revejam suas posições e se incorporem à nova central criada no Conclat. Esforços podem e devem ser feitos para aparar as arestas e diferenças menores. No entanto, o respeito à democracia operária deve presidir o funcionamento da entidade e a relação entre os setores envolvidos.
É inconcebível que a cada vez em que se encontrem em minoria num debate os dirigentes se levantem, se retirem das discussões, ou simplesmente abandonem a organização. Nenhuma organização séria, para a luta dos trabalhadores, poderia ser construída em base a este critério.
O Congresso se restabeleceu com a maioria ainda presente e concluiu o processo de constituição da nova Central, elegendo uma Secretaria Executiva Provisória, conformada praticamente por consenso, para encaminhar as resoluções aprovadas no Congresso.
A Secretaria (conformada por representantes de diversas entidades como a Conlutas, MTL, MTST, dentre outros) se reunirá nos próximos dias e certamente adotará resoluções buscando restabelecer a unidade e o respeito às decisões coletivas tomadas no Congresso, bem como tomará em suas mãos o encaminhamento do plano de lutas aprovado e a organização da nova Central fundada no Conclat.
Seminário será aberto a todos que quiserem discutir uma estratégia socialista para o país
Valério Arcary, de São Paulo (SP) e Eduardo Almeida, da Direção Nacional do PSTU
O PSTU realizará no último fim de semana de junho, em São Paulo, um Seminário nacional aberto para a elaboração coletiva de um programa da candidatura de Zé Maria à presidência. A atualização do programa é um dos desafios mais complexos, mas, também, um dos mais empolgantes de uma campanha eleitoral.
Todos os ativistas que defendem uma estratégia socialista estão convidados para debater um programa para a economia, para o campo brasileiro, as relações internacionais do país, a saude, a educação, a ecologia, contra a opressão às mulheres, negros e homossexuais, e outros temas.
Em particular queremos convidar aos lutadores dos movimentos sociais e intelectuais e não pertencem aos quadros do PSTU a vir colaborar com a elaboração do programa eleitoral da campanha Zé Maria presidente.
O programa socialista, a proposta que os revolucionários apresentam aos trabalhadores como projeto, nunca está pronto. Um programa socialista é uma crítica implacável e irreconciliável da realidade que nos cerca. É através da discussão do programa que os ativistas mais lúcidos e mais decididos da classe trabalhadora se elevam de militantes sindicais à condição de líderes políticos, e se preparam para compreender o Brasil, e o mundo no qual o Brasil está inserido, condição indispensável para disputar o destino das lutas dos trabalhadores.
Centro de Estudos e Debates Socialistas (CEDS) divulgou nota de apoio à pré-candidatura do PSTU. Leia abaixo a íntegra da nota.
"O Centro de Estudos e Debates Socialistas – CEDS está apoiando Zé Maria, candidato do PSTU a Presidente da República, como uma decorrência natural da experiência comum positiva que tivemos com o companheiro desde 2004, na construção da CONLUTAS e, mais recentemente, no processo da Reorganização, que resultou no Congresso da Classe Trabalhadora.
Esta caminhada corajosa e cheia de decisão, de lutadores que não vacilaram em romper com o poderoso aparelho da CUT, ficará registrada na história do movimento operário brasileiro, como um grande acerto de estratégia política, cabendo ao companheiro Zé Maria o mérito de ter sido o comandante desta jornada exemplar. É por tudo isto que Zé Maria é hoje a mais importante liderança operária do campo classista no nosso país. E é por isto que o apoiamos.
Por um Governo dos Trabalhadores, Zé Maria Presidente
Julgamento do assassinato de Gildo Rocha começa hoje. Nesta terça, 08/06, policiais acusados pelo assassinato irão a julgamento no Distrito Federal, a partir das 09h. Impunidade completa 10 anos. PSTU fará ato em frente ao Fórum
Nesta terça, dia 8 de junho, finalmente acontece o julgamento dos acusados pelo assassinato de Gildo da Silva Rocha, militante do PSTU e dirigente do Sindser, o sindicato dos servidores do Distrito Federal, durante uma atividade de greve.
Em 2000, o então governador Joaquim Roriz, tinha dado ordem de reprimir violentamente a greve dos trabalhadores da limpeza urbana, a SLU, se ela viesse a acontecer. Gildo Rocha, um dos líderes da greve, saiu de casa de madrugada no dia 6 de outubro para uma atividade da greve, votada em assembléia: furar sacos de lixo, para impedir o trabalho dos fura-greves. Policiais a paisana o abordaram e, na perseguição, foram disparados 17 tiros contra seu carro, e um deles o atingiu nas costas.
Para esconder o covarde crime, os policiais afirmaram que Gildo estava em atividade suspeita, e que ele foi o primeiro a disparar. Colocaram arma e drogas em seu carro.
A perícia desmentiu tudo, provou que Gildo não tinha consumido drogas, que não tinha feito nenhum disparo.
Depois de 10 anos, chegou-se a afirmar que o próprio Gildo teria responsabilidade em sua morte, por ter tentado fugir. “Eles chegaram de madrugada, sem uniforme e carro oficial e de arma na mão. Quem não tentaria correr?”, pergunta Gleicimar de Sousa Rocha, viúva de Gildo.
O processo cível aberto para responsabilizar o Governo do Distrito Federal pelo assassinato, e exigindo pensão para a família da vítima, também não deu em nada. A família do Gildo e o PSTU entraram com recurso e o julgamento será nesta terça, dia 8 de junho, no Fórum de Ceilândia.
Os companheiros Gildo e José Ferreira, morto no ano anterior, no Massacre da Novacap, não deram suas vidas em vão! Eles lutaram e tombaram na luta por uma sociedade mais justa, e contra a exploração dos trabalhadores! É nosso dever lutar por justiça contra seus assassinos.
Fazemos um chamado a todos os trabalhadores e trabalhadoras de Brasília a comparecer no dia do julgamento ao Fórum, para protestarmos contra a impunidade.
Chega de repressão e criminalização dos movimentos sociais.
Exigimos justiça pela vida de nosso caro companheiro!
Setor minoritário abandona o Conclat, com o argumento da discussão sobre o nome da nova entidade
Direto de Santos (SP)
Milhares e milhares de ativistas sindicais se reuniram para eleger cerca de três mil delegados que se deslocaram de todo o país para Santos, com a proposta de fundar uma nova central. Existia um amplo acordo de formar uma central que fosse uma alternativa às centrais governistas, e com uma plataforma de ação para as lutas imediatas dos trabalhadores. Também houve acordo entre todas as forças convocantes do congresso de que as diferenças que existissem deveriam ser resolvidas pela base, no próprio congresso. No entanto, depois de perderem a votação da última diferença, sobre o nome da entidade, a Intersindical, a Unidos para Lutar (CST), e o Movimento Avançando Sindical (MAS) romperam com o congresso, desrespeitando não só os outros delegados, mas também as regras sob as quais foi convocado o congresso. Esses setores não aceitaram a proposta vitoriosa de nome: Conlutas-Intersindical. Central Sindical e Popular (CSP). Terão que explicar em suas bases porque rompem com um congresso em função de algo como o nome da entidade. Essa discussão tinha como pano de fundo uma negação sectária por parte da Intersindical de que houvesse qualquer menção da Conlutas no nome da nova entidade. Queriam, assim, negar a rica contribuição dada nestes seis anos que a Conlutas existiu, como nas grandes mobilizações do funcionalismo contra a reforma da Previdência, nas duas grandes marchas a Brasília, na luta contra as demissões da Embraer, e em inúmeras greves pelo país. Eles argumentam contra o “hegemonismo”. Que hegemonismo é esse, se o nome proposto era “Conlutas-Intersindical”? Na verdade, o que se queria era impor, de forma sectária, a exclusão de qualquer menção à Conlutas na nova central. Estava em discussão, porém, mais que um nome. Estava em questão a metodologia da democracia operária. A Intersindical queria impor um critério do tipo “ou aceitam o que eu quero, mesmo sendo minoria, ou eu rompo”. Ou seja, não pode existir uma participação das bases em decisões, prevalecendo apenas o consenso entre as correntes políticas. Se a nova central já nascesse com essa característica, nasceria morta. Amanhã viria o mesmo método em todas as questões políticas e se imporia a paralisia e o burocratismo. Por este motivo, o Conclat foi convocado de comum acordo, com outro critério, de que as diferenças seriam resolvidas através de votações dos delegados, ou seja, pela democracia operária. Foi com essa democracia que a Intersindical rompeu. Uma nova central O congresso, ao constatar a ruptura, resolveu manter todas as votações, definir uma direção provisória e chamar as correntes que romperam a repensarem sua atitude e recompor a unidade. A nova central Conlutas-Intersindical-Central Sindical e Popular foi fundada. Mais fraca do que poderia ser, se não houvesse a ruptura. Os delegados do congresso elegeram uma direção provisória com 21 nomes para funcionar até a próxima reunião, daqui a dois meses. A nova entidade já vai se expressar na luta de classes contra o veto do governo Lula ao fim do fator previdenciário. Junto com isto, continuará a chamar a Intersindical a recompor a unidade. Retomar a unidade Os que permaneceram no congresso fizeram uma avaliação da crise aberta. Janira Rocha, do MTL, afirmou que desde o início o movimento vem lutando pela unidade, mediando os conflitos entre os diferentes setores e defendeu a retomada dos esforços pela unidade. Guilherme Boulos, dirigente do MTST, criticou a postura da Intersindical. ”Nós votamos a favor do nome ‘Central Classista dos Trabalhadores’, pois não concordávamos com o nome que os companheiros da Conlutas propuseram, mas nem por isso deixamos de estar aqui”, afirmou, lembrando que a necessidade de organização da classe trabalhadora ”está acima dessas questões”. Ele fez críticas ao PSTU mas terminou reafirmando que o MTST ”estará presente nessa nova central que estamos construindo” e que ”a partir do momento que terminar esse congresso devemos retomar todos os esforços para costurar novamente essa aproximação”. José Maria de Almeida, o Zé Maria, afirmou em sua avaliação que “o caminho da construção da unidade não é uma luta fácil”. Sobre a polêmica, Zé Maria afirmou que o nome Conlutas não é de nenhuma força majoritária, mas um nome construído por milhares de trabalhadores por anos. Para o dirigente, a real polêmica envolvendo a retirada dos setores da Intersindical do congresso é o desrespeito à democracia operária. “Nenhuma força, seja ela minoritária ou majoritária, é dona de um nome ou de uma entidade. É sempre a base que deve decidir, e a base está aqui nesse congresso”, afirmou, sendo muito aplaudido. Zé Maria lembrou do acordo realizado para os preparativos do congresso, de que qualquer polêmica que as direções dos setores não consigam resolver seria remetida à base. O sindicalista, porém, defendeu que sejam empreendidos todos os esforços para que esses setores retornem. ”Não é por nenhuma benevolência nossa, mas porque a nossa classe precisa”, disse, ressalvando, no entanto, que isso não pode se dar à custa da democracia operária. Por fim, Zé Maria reafirmou a importância das resoluções do congresso e deixou claro que, já no dia imediatamente posterior ao congresso, a nova entidade estará nas ruas, atuando em defesa dos trabalhadores. ”Amanhã a Conlutas-Intersindical Central Sindical e Popular estará nas ruas e no próximo dia 14 estaremos no ato contra o veto de Lula ao fim do fator previdenciário”, afirmou.
Congresso tem mais de uma centena de representantes de 26 países diferentes
Direto de Santos (SP)
• A unidade e o internacionalismo deram o tom da abertura do Congresso da Classe Trabalhadora na manhã desse dia 5 em Santos (SP). A composição da mesa já expressava o caráter amplo do evento, reunindo, além das entidades que convocavam oficialmente o congresso, como Conlutas, Intersindical, Pastoral Operária, MTL, MTST, também organizações convidadas como a Cobap, Consulta Popular e MST. O maior destaque nesta abertura ficou por conta das delegações internacionais, que, juntas, totalizavam mais de uma centena de ativistas vindos de 26 países. Uma a uma, as delegações foram saudadas pelo plenário, sendo muito aplaudidas, principalmente os representantes do Haiti, cujo povo luta contra os efeitos do terremoto e a ocupação militar, além da Grécia que protagoniza hoje lutas massivas contra os planos de cortes impostos pelos governos e pelo FMI. O representante grego, Sortiris Martelis, da Federação de Servidores Públicos da Grécia, um dos setores mais afetados pelos ataques dos últimos meses, relatou a luta dos trabalhadores daquele país, além de chamar a solidariedade à resistência palestina diante dos ataques covardes de Israel. ”Brasil, Colômbia, América Central, a classe operária é internacional!”, entoaram os cerca de 3 mil delegados que lotavam a plenária do Mendes Convention Center. Momento histórico O tom dos discursos de abertura foi de unidade e muito entusiasmo diante do momento que pode se tornar histórico. Diante disso, muitos consensos. O de que, por exemplo, a nova entidade deve ser uma entidade combativa e independente, priorizando as lutas diretas. Carlos Sebastião, o “Cacau”, representando a Conlutas, chamou a atenção para o significado histórico do momento. “Estão aqui companheiros que fizeram parte dos Conclats nos anos 80, mas também estão aqui muitos dos que estiveram em Luziânia em 2004, momento em que, infelizmente, não saiu a unificação”, lembrou, referindo-se ao encontro realizado na cidade goiânia a fim de unificar os setores combativos ao redor de uma única alternativa. Dos setores que lá estiveram resultaram a Conlutas e a Intersindical. Por isso, Cacau chamou esse congresso de um “reencontro”. Já o dirigente do MTST, Guilherme Boulos, destacou a importância de se consolidar a unidade do movimento sindical com os movimentos sociais e populares na luta contra o capital, e a responsabilidade dessa nova entidade nesse processo. “Temos que avançar, é sem-teto fazendo piquete com operário e operário ocupando terra junto com sem-teto”, disse, sendo muito aplaudido. Responsabilidade, aliás, foi a palavra mais dita pelo histórico dirigente da Pastoral Operária, Waldemar Rossi. “Temos aqui a responsabilidade de dar um salto qualitativo no movimento sindical”, afirmou, explicando que a estrutura sindical majoritária, hoje, “ também legitima a exploração capitalista”. Afirmou ainda que ”ficar no corporativismo é, historicamente, trair a classe trabalhadora”. Polêmicas Além dos discursos entusiasmados em defesa da unidade, a abertura do congresso expressou também as polêmicas que devem ser discutidas e resolvidas pelos delegados. Uma das principais se refere justamente ao nome da nova entidade. O Congresso da Conlutas aprovou a indicação do nome Conlutas-Intersindical, como forma de evidenciar o acúmulo dessas duas experiências que se consolidaram nos últimos anos. Outro setor, porém, como a Intersindical, propõem um novo nome. ”Não vamos aceitar que o nome dessa central se limite ao internismo das entidades” disse Edson Carneiro, o Ìndio, da Intersindical. Já Cacau defendeu a proposta da Conlutas: ”respeitamos os nossos símbolos, como também o da Intersindical, é um símbolo que nós também reivindicamos, é um patrimônio que não podemos abrir mão”. Na abertura, Zé Maria defende a independência política e de classe
O II Congresso da Conlutas, entra em seu segundo dia, e foi marcado pelos debates que apontam para a unificaçao da classe trabalhadora, marco historico no Brasil, pois esta colocado para todas as delegacoes a possibilidade real da uniao dos lutadores em torno da bandeira do socialismo.
Neste segundo dia de congresso, realizado na cidade de Santos, em Sao Paulo, foram também apresentados as teses que compoem o conjunto programático do encontro, em que as diversas forcas políticas debateram sobre o balanco da Conlutas neste último período.
Foi como nos disse Cyro Garcia, do PSTU.
"" (...) a Conlutas cumpriu um papel importante na construcao da alternativa de direcao no Brasil, frente a capitulacao da CUT, em relacao ao Governo Lula, como também outras centrais que so estao servindo como base de apoio para as reformas neoliberais que foram continuadas pelo PT. Por isso a reuniao dos lutadores em torno de um programa de luta classista e internacionalista, esta cumpre um avanco importante para a reorganizacao dos movimentos sociais e a democratizacao das estruturas sindicais frente a burocratizacao presente em grande parte dos sindicatos. "
Sobre o Conclat, Cyro ainda nos fala que "a espectativa perante a proposta de unificacao e fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras e lutadores e lutadoras", inclusive cita sua experiencia enquanto sindicalista, onde estaria na fundação de sua terceira central de trabalhadores, já que foi fundador da CUT, da Conlutas e agora da nova central em formação; e foi como concluiu "(...) eu sou um `fundador`e nao um `afundador`, como muitos aí", brincou o camarada.
• Terminou no final da tarde desta quinta-feira, dia 3 de junho, o II Encontro do Movimento Mulheres em Luta. Após a realização de debates nos grupos de discussão, foi instalada a plenária final, onde se votaram as principais resoluções. No encontro foi reafirmado o caráter independente do movimento. A proposta de construir um movimento classista, independente dos patrões e de oposição de esquerda ao governo foi unânime entre as participantes. Em seguida, a plenária votou favoravelmente a proposta sobre a criação de uma nova entidade para os trabalhadores e trabalhadores brasileiros. De acordo com a resolução, o MML será parte integrante da nova entidade, caso o Congresso da Classe Trabalhadora resolva construir uma ferramenta de luta com o caráter sindical e popular. Outra resolução importante foi sobre o calendário de lutas definido pelas delegadas. Entre as principais atividades está a participação do dia de luta pela visibilidade lésbica, no dia 29 de agosto; o dia latino-americano contra a ilegalidade do aborto, no dia 28 de setembro; a luta por creches, no 12 de outubro; e o dia de luta contra violência à mulher, em 25 de novembro. Por fim, o movimento definiu sua forma de funcionamento atráves de uma estrutura muito semelhante a adotada pela Conlutas. O movimento vai funcionar por meio de uma Coordenação Nacional, que elegerá uma uma Executiva. O encontro, porém, terminou elegendo uma Executiva provisória composta por representantes de organizações políticas e entidades. No encerramento,as integrantes da Executiva provisória foram apresentadas ao conjunto do plenário sob palavras de ordem entoadas pelas ativistas, como “sou mulher, sou radical. Vou construir uma nova central!”.
Vem aí o site do Zé Maria Presidente Site da pré-candidatura de Zé Maria à presidência será lançado no próximo dia 5, sábado, durante ato no Congresso da Classe Trabalhadora em Santos
Da redação
• A alternativa operária e socialista à presidência nas eleições em 2010 vai ter agora um site próprio. No próximo sábado, dia 5 de junho, será lançado o site Zé Maria Presidente, que vai trazer as principais notícias da pré-candidatura do PSTU à presidência, além de muitas outras informações, como a biografia do pré-candidato e o programa do partido. O site vai contar ainda com uma ampla área multimídia, com fotos e vídeos da pré-candidatura. Nele, você também poderá se cadastrar para ser um apoiador de uma pré-candidatura socialista. Ato da pré-candidatura O site será lançado oficialmente durante o ato da pré-candidatura de Zé Maria no Congresso da Classe Trabalhadora em Santos, na noite de sábado, no mesmo local do congresso. Os ativistas terão a oportunidade de conhecer melhor o site, que deverá funcionar como uma verdadeira ferramenta não só de divulgação da pré-candidatura, mas, sobretudo, de organização de uma rede de apoiadores em todo o país. Além do site, a pré-candidatura de Zé Maria está lançando um abaixo-assinado de apoio dirigido aos ativistas do movimento sindical, popular e estudantil. ”Não acreditamos que o povo brasileiro deva ficar submetido a uma falsa polarização eleitoral entre duas candidaturas (Dilma e Serra) que apóiam o projeto burguês neoliberal. Não aceitamos a candidatura de Marina Silva como “terceira via”, porque expressa o mesmo conteúdo patronal das outras duas. Achamos que é imprescindível construir uma alternativa própria dos trabalhadores, classista, independente da burguesia”, diz um trecho do manifesto.
• Nos dias 5 e 6 de junho, no Centro de Convenções Mendes, na Cidade de Santos (SP), acontece o Congresso da Classe Trabalhadora. Esse evento é do movimento sindical e popular convocado pela Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas, a Intersindical, o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade – MTL, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, o Movimento Avançando Sindical – MAS e representantes da Pastoral Operária da Cidade de São Paulo.
Ao todo participam deste Congresso 537 entidades, e dentre estas 238 Sindicatos, além de oposições sindicais e movimentos populares. Serão cerca de 3.200 delegados de todas as partes do país, eleitos em mais de 900 assembléias realizadas nos meses de abril e maio deste ano.
Este Congresso representa um contraponto a Conferência realizada no dia 1º de junho pelas cinco centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CTB, NCST e CGTB) que apóiam o Governo Lula. Estas centrais representam o movimento sindical que foi domesticado, abrindo mão da defesa dos interesses dos trabalhadores para apoiar as medidas e participar do governo.
O Congresso da Classe Trabalhadora vai expressar um setor importante do movimento sindical e popular, que embora minoritário, tem conquistado muita força nas lutas que os trabalhadores brasileiros vêm protagonizando nos últimos sete anos. A proposta é o fortalecimento de um movimento sindical e popular independente dos governos, dos patrões e do Estado, e também sem o controle dos partidos políticos.
Por exemplo, este Congresso deve aprovar, praticamente por unanimidade, a proposta do fim do Imposto Sindical, um dos instrumentos principais de cooptação de sindicatos e centrais sindicais ao Estado e aos governos, e que é defendido pelas centrais sindicais que apóiam o Governo Lula.
A principal discussão do Congresso da Classe Trabalhadora é a proposta de construção de uma central sindical e popular que unifique em uma mesma entidade nacional as organizações que o convocaram e as que se somaram durante a sua preparação.
O dia 02 de junho de 2010 ficará, com certeza, marcado na memória de milhares de ativistas em todo país, que neste dia começaram suas jornadas em direção à cidade paulista de Santos, para a realização do II Congresso Nacional da Coordenação de Lutas (Conlutas) e do I Congresso da Classe Trabalhadora (Conclat).
No início desta madrugada, da praça da Cinelândia, berço político da cidade do Rio de Janeiro, saíram em cerca 10 ônibus quase 500 delegados ligados à Conlutas (sendo 74 do SEPE-RJ, que com um total mais de 225 delegados é a maior delegação nacional ao Conclat), à ANEL e ao Movimento Mulheres em Luta.
Ativistas vindos dos mais diferentes lugares do estado; como os aguerridos metalúrgicos de Volta Redonda, os profissionais de educação grevistas de Petrópolis, os combativos comerciários de Nova Iguaçu, servidores estaduais da Justiça e animadores culturais da rede estadual de ensino, as atuantes merendeiras da rede municipal do Rio; além de outros trabalhadores e estudantes de Caxias, Belford Roxo, Cachoeiras de Macacú, Friburgo, Teresópolis, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e, principalmente, da capital.
Ainda, na quinta e na sexta-feira, sairão inúmeros ônibus levando o restante dos cerca de mil delegados e observadores eleitos no Rio de Janeiro em direção à Santos, desta vez com companheiros e companheiras ligados a outras correntes e movimentos como Enlace, APS, LSR e CST, do PSOL; o Coletivo Marxista Paulo Romão; o MTL; etc.
DELEGADOS ELEITOS NA BASE
A escolha dos delegados se deu após a realização de mais de mil assembléias onde foram eleitos em todo o país, quase 5 mil delegados, para o II Congresso da Conlutas e para o I Conclat. Estes delegados representarão quase 3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, refletindo o atual processo de reorganização da classe em busca de uma alternativa as entidades tradicionais que, como a CUT, já não refletem a luta dos trabalhadores brasileiros.
Essa intensa movimentação nos últimos meses é o coroamento de pelo menos dois anos de debates e discussões, além de uma militância comum no dia-a-dia das lutas nas bases das categorias e movimentos. Nos dias 3 e 4 o II Congresso da Conlutas deverá expressar a construção dessa entidade que ocupou, sem dúvida, a dianteira do processo de reorganização do movimento de massas após a chegada de Lula à presidência.
CONSTRUIR UMA CENTRAL DE LUTAS
É esperado ainda que, após esse balanço positivo, os delegados indiquem o avanço desse processo, apoiando a unificação da Conlutas com outras entidades, como a Intersindical; o que deve ser decidido nos dias 5 e 6 no I Conclat.
O PSTU, que sempre impulsionou a construção da Conlutas, defende a unidade dos setores combativos e independentes na construção de uma alternativa única à esquerda do governo Lula; alternativa essa que está, hoje, bem perto se concretizar.
Para o I Conclat, são esperados no mínimo 3 mil participantes, representando 502 entidades (entre sindicatos, movimentos socais, estudantis e oposições) e eleitos em 962 assembléias de base. Já para o II Congresso da Conlutas, são esperados pelo menos, 2 mil participantes, entre delegados e observadores; foram inscritas 389 entidades.
SAIBA MAIS:
CONGRESSO DA CLASSE TRABALHADORA
Participantes esperados: 3.000
Entidades inscritas: 502
Assembléias realizadas: 962
CONGRESSO DA CONLUTAS
Participantes esperados: 2.000
Entidades inscritas: 389
Assembléias realizadas: 767
Sendo:
* 220 entidades sindicais (representando 2.900.000 trabalhadores na base)