Convenção estadual do PSTU lança a professora Dayse Oliveira para governadora do Rio

Partido terá chapa própria para todos os cargos nestas eleições. Cyro Garcia será o candidato prioritário a deputado federal e Heitor Fernandes disputará vaga ao senado.


Por Arthur Gibson, da redação

  Em clima de muito entusiasmo, a militância do PSTU decidiu em Convenção Estadual a chapa para concorrer às eleições. O nome escolhido para a candidatura ao Governo do Estado foi o da professora da rede estadual Dayse Oliveira. Moradora de São Gonçalo e negra, Dayse tem a cara das trabalhadoras e trabalhadores do Rio de Janeiro.
Convenção Estadual foi realizada na sede do partido
e reuniu delegados de todo o Estado
Fotos: RB
Com larga trajetória de luta, foi voz ativa nas últimas greves da educação no estado. Dayse, que será a única mulher a disputar as eleições para o governo, já foi candidata a vice-presidente em 2002, a prefeita de São Gonçalo em 2004 e 2012, e a senadora em 2006. 
  Para o senado, o PSTU indicará Heitor Fernandes, liderança dos trabalhadores dos Correios. Para deputados estadual e federal, o PSTU terá vários candidatos nas principais cidades do RJ. Todos eles são lutadores reconhecidos em diversas categorias da classe trabalhadora. A principal candidatura será a de Cyro Garcia para deputado federal.

O cenário das eleições no RJ


  Nestas eleições, a esquerda socialista tem uma importante
Cyro Garcia será candidato a Deputado Federal, com
a proposta de mudar radicalmente o modelo político e
econômico do país, apoiando-se nas lutas da classe trabalhadora
tarefa. A retomada das lutas em junho de 2013 deu um novo fôlego ao movimento grevista no país. Os trabalhadores desconfiam dos políticos, do congresso, da justiça. O governo Dilma enfrenta queda de popularidade. No Rio, Sérgio Cabral foi escorraçado pelos trabalhadores a ponto de não conseguir se candidatar a nada. As UPP's, principal política dos governos federal e estadual no Rio de Janeiro, são bastante criticadas pelos trabalhadores.
  Diante deste cenário, é preciso fazer um duro balanço dos governos federal e estadual. A candidatura de Pezão (PMDB) representa a continuidade da política repressiva, corrupta e de privilégio aos ricos de Sérgio Cabral. Não à toa, sua primeira medida foi a violenta desocupação de famílias que moravam no prédio abandonado da TELERJ. Lindbergh (PT) quer aparecer como novidade, mas não é uma alternativa para os trabalhadores. Seu partido elegeu Cabral e fez parte do seu governo até os últimos minutos. Garotinho (PR) tenta aproveitar o desgaste do PT e de Cabral para voltar ao governo como salvador da pátria. Seu governo, no entanto, também foi marcado pela corrupção e repressão aos trabalhadores.

Por que não haverá Frente de Esquerda no RJ


  Diante deste cenário de desgaste dos partidos tradicionais e de fortalecimento das lutas dos trabalhadores, seria fundamental uma candidatura unitária da esquerda que defendesse uma mudança de verdade. O PSTU se colocou a favor da construção de uma Frente de Esquerda com o PSOL e o PCB que encampasse esta tarefa. 
  Infelizmente, o PSOL mais uma vez se negou a compor uma Frente com o PSTU no Rio. Segundo o PSOL-RJ, não seria possível fazer a Frente, já que ela não se realizou na candidatura a presidente. Se isto fosse verdade, não teríamos a Frente se constituindo em vários estados como SP, MG, CE. O PSOL também alega que o PSTU teria exigido um tempo privilegiado de TV. No entanto, apesar de discordarmos da proposta de divisão de tempo do PSOL, jamais nos negamos a negociar uma proposta de comum acordo. Na realidade, os dirigentes deste partido avaliam que a candidatura de Cyro Garcia ameaçaria a eleição de um candidato do PSOL. Com base nesta visão, puramente eleitoreira, se negaram a continuar as negociações para uma Frente de Esquerda.

Uma polêmica programática com o PSOL


  Diante deste cenário, tanto PSOL quanto PSTU terão candidaturas para o governo nestas eleições. Apesar disto, não achamos que estamos em campos opostos nestas eleições. Ambas são candidaturas de oposição de esquerda ao governo. No entanto não podemos deixar de demonstrar preocupação com as recentes declarações do candidato Tarcísio Motta.
  Perguntado pelo jornal O Dia se seria contra as UPP's, o candidato do PSOL respondeu: “Não. Mas ela precisa ser mais do que isso. (...) É preciso construir uma política de segurança que tenha a garantia de direitos básicos das pessoas”. Nós, do PSTU, achamos que não é possível remodelar as UPP's, tornando-as um projeto melhor. Não é possível uma candidatura socialista que não denuncie implacavelmente esta política que promove a tortura, matança e repressão de negros e negras nas favelas. 
  Nesta mesma entrevista, Tarcísio Motta se mostra disposto a governar dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A LRF é um mecanismo criado para que os governos limitem seu investimento com as áreas sociais e possam enriquecer os banqueiros. Nenhum governo poderá resolver os problemas da saúde, educação, transporte, moradia e segurança sem romper a aliança com banqueiros e empresários e revogar a LRF.

Uma alternativa socialista nas lutas e nas eleições


  Nestas eleições, as candidaturas do PSTU estarão a serviço da luta dos trabalhadores. Faremos de nossa campanha um palanque onde os trabalhadores poderão ser ouvidos. Nossas propostas apontam para uma ruptura com
A professora Dayse Oliveira é moradora
de São Gonçalo e traz a cara da classe
operária: mulher, negra e da periferia
o modelo político e econômico atual. Queremos o fim dos privilégios dos políticos, que devem receber um salário igual ao de um operário. Os políticos que não cumprirem suas promessas de campanha devem ter seus mandatos revogados. 
  Com Dayse Oliveira candidata ao governo do RJ, queremos denunciar a violência que sofrem as mulheres e os negros nas favelas e a exploração dos operários de nosso estado. Seremos implacáveis no combate à violência policial, defendendo a desmilitarização da PM e o fim imediato das UPP's. Lutaremos pelos direitos das mulheres, exigindo o fim da diferença salarial entre homens e mulheres, descriminalização do aborto, e creches públicas, gratuitas e de qualidade.
  Faremos uma campanha independente dos patrões, sem receber nenhum centavo de nenhuma empresa. Nestas eleições, com os candidatos do PSTU, os trabalhadores terão uma alternativa socialista e vinculada às lutas.

PSTU-RJ define nesta sexta candidaturas para as eleições 2014

A convenção estadual será próximo dia 27, às 09:00. Partido apresentará um programa socialista com candidatos a todos os cargos nestas eleições.

Por Arthur Gibson.

Os trabalhadores poderão dar um voto socialista em 2014. As candidaturas do PSTU participarão das eleições apresentando um programa que represente as demandas defendidas nas lutas,  manifestações e greves dos últimos anos. Através de propostas concretas o partido vai defender que apenas com medidas socialistas é possível resolver o problema da educação,  saúde,  transporte e moradia no Rio de Janeiro.

O PSTU esteve presente nas principais lutas no Rio de Janeiro. O partido foi impulsionador da luta contra o governo Sérgio Cabral e esteve na linha de frente da greves que a classe trabalhadora construiu no estado. Os candidatos do PSTU serão professores, estudantes, operários, servidores públicos, representantes destacados das principais lutas dos trabalhadores.

O partido defenderá um programa de ruptura com a politica adotada pelos governos federal e estadual. Pezão, Garotinho e Lindbergh apresentarão candidaturas que representam os interesses dos grandes empresários,  banqueiros e latifundiários. O PSTU abraçará a tarefa de apresentar candidaturas que tenham coragem pra defender propostas que efetivamente apontem para mudanças em favor do trabalhador. Dentre as principais bandeiras estarão: estatização do transporte público; investimento em saúde e educação públicas; desmilitarização da polícia e fim da UPP. Como forma de manter sua independência dos patrões, o PSTU não aceita financiamento de empresas em sua campanha.

A convenção estadual que definirá os nomes do partido para as candidaturas para governador senador e para deputados estaduais e federais se realizará ja sexta,  dia 27 de junho, às 09:00, na sede estadual do PSTU.




Convenção Nacional do PSTU lança Zé Maria candidato à Presidência e Cláudia Durans vice

Ato refletiu as principais mobilizações desse período, com a presença de diversas categorias em luta e da juventude
Da redação
A Convenção Nacional do PSTU lançou oficialmente, na manhã desse 14 de junho, a candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, à Presidência da República. O lançamento ocorreu através de um emocionante ato que reuniu algo em torno de 500 pessoas no auditório do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) na região da Ponte Pequena, Zona Norte da cidade.
O ato de lançamento reuniu diferentes gerações que reafirmaram a importância e a atualidade da luta contra o capital, a exploração e toda forma de opressão. Marcaram presença operários metalúrgicos, professores e representações de importantes categorias que protagonizaram fortes lutas no último período, como rodoviários do Rio e metroviários de São Paulo, inclusive vários dos demitidos pelo governo Alckmin devido à greve no início de junho.
Um operário para a Presidência
O então pré-candidato à presidência, Zé Maria, iniciou sua fala explicando a aparente contradição entre não acreditar nessas eleições marcadas e ao mesmo tempo participar dela. "Sabemos que as eleições nada mudam, pois são controladas pelas grandes empresas e multinacionais que financiam as candidaturas como a de Dilma, Aécio e Eduardo Campos", afirmou, relatando que os meios de comunicação, a fim de atender os interesses das grandes empresas, privilegiam esses mesmos candidatos. "Antes mesmo de 5 de outubro, já está definido quem pode e quem não pode ganhar a eleição", denuncia.

Apesar disso, Zé Maria ressaltou a importância de se disputar a consciência da classe, sobretudo a dos setores mais explorados. "Estamos vendo uma importante onda de greves e lutas, e as nossas reivindicações não vão vir por candidaturas e alternativas como o PSDB ou esse governo", disse. "Cada voto que conseguirmos arrancar do PT, do PSDB ou do PSB  será um passo para o fortalecimento de um projeto e uma alternativa socialista" defendeu Zé. As candidaturas Zé Maria e Cláudia Durans pretendem ser, assim, a expressão das Jornadas de Junho e as greves e lutas que tomaram o país no último período.
Zé Maria relatou um pouco do momento da formação do PT, do qual foi um dos fundadores. "Naquele momento, os operários se perguntavam porque lutavam todos os dias contra os patrões e nas eleições votavam neles e aí se questionaram: 'Por que nós, que produzimos as riquezas não governamos e acabamos com a mamata das grandes empresas, bancos e multinacionais?'". O PT, no entanto, se desviou desse caminho e, uma vez no governo, atendeu aos interesses dos mesmos de sempre.
O pré-candidato do PSTU se lembrou de uma entrevista de Lula em que o ex-presidente dizia que não daria para ganhar as eleições sendo "como o PSTU", ou seja, mantendo a independência de classe, sem receber dinheiro das grandes empresas. "Nós somos mais ambiciosos que Lula, que trocou tudo o que ele significava por um cargo de presidente da República; nós não queremos isso, queremos muito mais, nós queremos mudar o país, mudar o mundo", disse, sendo muito aplaudido.
Cláudia Durans: mulher, negra e socialista
Para a candidatura à vice-presidência o PSTU apresentou o nome da professora e assistente social Cláudia Durans. Mulher, negra e nordestina, Cláudia traz a centralidade da luta contra as opressões na campanha do partido. "Somos o partido que busca trazer a síntese da luta histórica da classe operária, mas também dos negros, mulheres e homossexuais", discursou, ressaltando que "a luta contra a exploração não está dissociada da luta contra o racismo, o machismo e a homofobia".

"Nosso partido sabe que o proletariado tem cor, sexo e orientação sexual", disse. Cláudia lembrou um dos temas que deve nortear a sua campanha: a brutal violência policial que vitima milhares de jovens e negros nas periferias. "Os números de jovens assassinatos são superiores ao de mortos de um país em guerra civil", denunciou. Ela lembrou ainda que, quanta maior a tensão social, mais os conflitos raciais aparecem.
A esquerda tem uma opção de luta
A votação dos candidatos do partido foi dirigida pelo operário da construção civil e vereador de Belém (PA), Cleber Rabelo, e por Vera Lúcia, também operária e presidente do PSTU em Sergipe. Os nomes de Zé Maria e Cláudia Durans foram aclamados pelos presentes, que votaram por unanimidade pela indicação dessa alternativa socialista para as próximas eleições.  

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, marcou presença no ato de lançamento para apoiar o nome de Zé Maria. Altino falou da importância da luta pelos transportes, estopim para as Jornadas de Junho que abriram uma nova situação política em nosso país.
Não tem contradição nenhuma entre os trabalhadores dos transportes e os usuários porque, para se ter transporte de qualidade tem que ser estatal”, afirmou. “Agora, não pode ser estatal e estar nas mãos do PSDB, porque aí vai servir para beneficiar as multinacionais como a Alstom ou a Bombardier”, explicou.
Altino criticou os bilhões gastos com estádios para a Copa, enquanto os hospitais e escolas estão caindo aos pedaços e os transportes precarizados e entregues às grandes concessionárias privadas. “Tivemos agora a abertura da Copa, eu queria ver era um grande show de inauguração de um hospital público, com música, artista, para dizer ‘aqui tem hospital para o povo’, disse.
Ao final, Altino chamou ao palco a delegação de metroviários, muito deles demitidos a mando do governador Geraldo Alckmin, que foi recebida pelo plenário com gritos de “metroviário é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.  
Logo após a convenção e o ato de lançamento das candidaturas do PSTU teve início o seminário de programa do partido, que discutirá o projeto de país a ser defendido nessas eleições. 
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A respeito da ruptura das negociações da Frente de Esquerda no Rio

Como é sabido por todos, o PSTU se pronunciou de forma oficial a favor da constituição da Frente de Esquerda para estas eleições de 2014 através do artigo “Um esforço sincero por uma Frente de Esquerda no Rio”.
Afirmamos que “não basta dizer que as diversas opções burguesas não servem e nem podem atender às reivindicações apresentadas nas Jornadas de Junho e na luta cotidiana da classe trabalhadora. Precisamos apresentar uma alternativa da classe trabalhadora. Ou seja, uma candidatura que seja um ponto de apoio às incontáveis lutas dos trabalhadores, se transformando numa plataforma para as reivindicações das greves das diversas categorias, denunciando todas as situações revoltantes a que os trabalhadores são submetidos”. Isto é, colocamos as reivindicações das manifestações que se iniciaram em junho do ano passado como o ponto de partida para a construção de um programa que atendesse a essas expectativas.
Fizemos duas reuniões com a direção do PSOL-Rio para tratar do assunto, mas infelizmente fomos surpreendidos com a negativa dos companheiros em constituir a Frente. Como justificativa, o PSOL alegou que não existe uma Frente de Esquerda em nível nacional, e por isso não se poderia fazer uma Frente no Rio. Além disso, alguns dirigentes do PSOL acusam o PSTU nas redes sociais e nos fóruns do movimento de querer um tempo privilegiado de TV.
Vamos aos argumentos. A candidatura de Randolfe reconhecidamente não representa os anseios das Jornadas de Junho, tampouco defende bandeiras tradicionais da esquerda socialista, como por exemplo, a estatização dos transportes coletivos. A candidatura de Randolfe não unifica nem mesmo o próprio PSOL, onde setores expressivos alegam que a mesma foi votada em um congresso fraudado e tumultuado. É público que existem militantes do PSOL que já declararam apoio às candidaturas presidenciais de Zé Maria (PSTU) e de Mauro Iasi (PCB).
Então, por que exigir do PSTU que apoie a candidatura de Randolfe? Nos parece um argumento frágil para não concretizar a Frente no Rio. Em recentes declarações no Amapá o senador aponta para possibilidade de renunciar à pré-candidatura à presidência da República para concorrer ao governo do estado. Se nem o senador está convicto de sua candidatura, por que exigir que o PSTU deposite sua confiança nesse projeto? Esse desculpa, sinceramente, não dá. Até porque a Frente de Esquerda já está firmada em pelo menos São Paulo, Belo Horizonte, Rio Grande do Sul, Alagoas, Distrito Federal, só para citar alguns exemplos.
O segundo argumento: em momento algum colocamos como critério irrevogável o tempo de TV. Afirmamos que o tempo de TV do candidato do PSTU teria que ser respeitado, no marco que somos outro partido, e não somos uma corrente interna do PSOL. Para que não fique dúvida, em momento algum reivindicamos integralmente o tempo de TV que caberia ao PSTU. Ao contrário, uma parte do tempo que nos é de direito estaria a serviço da Frente de conjunto, ou seja, beneficiaria também os candidatos do PSOL.
O que está por trás da ruptura do PSOL?
Para o PSTU o programa da Frente não é algo secundário que pode ser encarado com formalidade. Ao contrário. Para nós o programa é parte fundamental da construção de uma Frente. Já o PSOL pensa diferente. O que determina a política desse partido são critérios eleitorais. A grande verdade é que a candidatura de Cyro Garcia ameaça a eleição de um candidato do PSOL.
Consideramos totalmente legítimo o nosso desejo de eleger um deputado. Cyro Garcia tem 38 anos de militância e está provado na luta de classes. Esteve em muitas lutas de nossa cidade e do país e vive como um proletário. É um bancário aposentado que complementa sua renda dando aulas em uma universidade privada a noite.
Por mais que tenhamos diferenças programáticas profundas, consideramos justa a eleição de Chico Alencar e Marcelo Freixo (para citar alguns exemplos) porque representam setores do movimento social. Cyro Garcia seria um ponto de apoio fundamental a luta dos trabalhadores.
Vamos ao programa. Nossas polêmicas não seria um impeditivo para a constituição de uma Frente. Seria possível chegar a um programa comum para viabilizar essa tática eleitoral. Mas não queremos deixar de expor nossas preocupações com as declarações do pré-candidato ao governo do estado, Tarcísio Motta, em entrevista ao jornal O Dia, no dia 2 de junho. Tarcísio, perguntado pelo repórter se era contra as UPPs, respondeu: “Não. Mas ela precisa ser mais do que isso. O governo a apresenta como polícia comunitária. Ela é na verdade o policiamento da vida comunitária, que fica subordinada à polícia. Isso é militarizar o cotidiano das pessoas. E a gente é contra. É preciso construir uma política de segurança que tenha a garantia de direitos básicos das pessoas”. Nós do PSTU pensamos o contrário. Somos radicalmente contra as UPPs e não acreditamos que ela possa ser reformada ou transformada em “UPP Social”.
Além disso, Tarcísio respeita a famigerada Lei de Responsabilidade Fiscal, que é uma forma do governo garantir o superávit para pagar os banqueiros nacionais e internacionais: “(...) no caso do Rio nem é tão difícil de valorizar o servidor porque a lei de responsabilidade fiscal coloca o limite de 49% da receita para gastos com pessoal. O Rio não chega a 30%. Então, há uma margem grande para fazer isso. É uma questão de prioridades. É fácil de resolver? Não. Mas essa negociação vai acontecer. Consideramos que a LRF deve ser abolida. Só assim o estado terá dinheiro para investir pesado nos servidores públicos, escolas, hospitais, moradia e transporte.
O programa da Frente ao nosso ver deveria ter um caráter classista e socialista, que defendesse a suspensão das dívidas aos bancos; o fim das privatizações e reestatizações das empresas estratégicas (entre elas as de transporte coletivo); fim das terceirizações na saúde e educação; desmilitarização e o fim da Polícia Militar; e combate a toda forma de opressão e discriminação às mulheres, negros e homossexuais.

A direção do PSOL, principalmente seus candidatos mais fortes, está contra um programa classista. As declarações de Tarcísio tentam ganhar a confiança de setores mais amplos da sociedade, que são inimigos dos interesses da classe trabalhadora. Os 12 anos da eleição do PT a presidência da República já comprovaram que a conciliação de classes é um projeto falido, que leva os movimentos sociais a derrota. 

Rio, 14 de Junho de 2014.

Direção Estadual PSTU-RJ

No Rio manifestantes mostram que “Na Copa já tem luta!”

Por Dirley Santos, da redação

Faixa do PSTU denuncia para o mundo as injustiças da Copa

Convocado e organizado pela Plenária dos Comandos de Greve das Categorias em Luta protesto contra as injustiças da Copa reúne 5 mil pessoas em frente a Igreja da Candelária.
Estimulados pela greve dos Aeroviários cerca de 5 mil pessoas realizaram um ato de protesto contra os gastos públicos e as injustiças da Copa no centro do Rio de Janeiro. 

Faixas denunciam corrupção, remoções e repressão
Exibindo muitas faixas e bandeiras os manifestantes denunciaram a concessão do Maracanã, as remoções na cidade e a repressão contra os trabalhadores. 
Manifestantes fecharam totalmente as duas pistas da Avenida Rio Branco e realizaram uma grande passeata em direção a Cinelândia; de onde se depois para os Arcos da Lapa.
O protesto contou com a presença de ativistas e militantes da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), comandos de greve dos servidores da cultura, das universidades e colégios federais, do SINASEF e a PSOL, PCB e PSTU também participaram com suas colunas a galera da ANEL-RJ e de outras entidades estudantis. Além deles, militantes dPSOL, PCB e PSTU também participaram com suas colunas.
Durante o trajeto na Avenida Rio Branco a população demonstrou de várias formas seu apoio aos manifestantes.

PM reprime com violência e dispersa manifestantes
 
PM reprime manifestantes com violência
O protesto seguiu tranquilo até a chegada aos Arcos da Lapa. Quando o ato se encaminhava para o final quando policiais próximos ao carro-de-som detiveram um manifestante dando início à confusão. Cercada por parte da manifestação a PM reagiu violentamente e dispersou a multidão a base de spray de pimenta e bombas de efeito moral. 

Pelo menos quatro manifestantes foram detidos durante a ação violenta da Polícia Militar. Advogados de entidades dos movimentos sociais e representantes de organizações de defesa dos direitos humanos se dirigiram a delegacia para acompanhá-los. 
Apesar da ação violenta da Polícia Militar, que ocupou quase toda a região dos Arcos da Lapa, uma parte dos manifestantes continuou pacificamente embaixo dos Arcos da Lapa e o restante se dispersou organizadamente. 
A ação repressora dos governos com certeza será um das marcas desta copa. Imagens de manifestantes sendo agredidos e de jornalistas machucados vão correr o mundo. Mas os movimentos sindical, popular e estudantil, como a Anel e a CSP-Conlutas, e os partidos de esquerda, como o PSTU, não se deixarão intimidar e seguirão nas ruas, pois afinal #NaCopaVaiTerLuta!

Veja outras manifestações pelo Brasil http://www.pstu.org.br/node/20714

Na véspera da abertura da Copa PM persegue ativistas buscando intimidar manifestações

É necessário construir a solidariedade aos perseguidos e presos

Por Arthur Gibson, do Rio de Janeiro.

Na manhã desta quarta-feira 10 ativistas foram perseguidos e encaminhados à delegacia em ação da polícia. Além disso tiveram bens pessoais como Computadores, pen-drives, equipamentos eletrônicos e peças de roupa apreendidos. Dentre os ativistas levados para a delegacia estão Elisa Quadros (a Sininho), Thiago Rocha, Eduarda Castro, Luiza Dreyer, Gabriel Marinho, um menor, a advogada Eloísa Sammys e Anne Josefine, companheira do ativista Game Over que não foi encontrado em casa.

A ação é claramente política. O objetivo é intimidar manifestantes às vésperas da abertura da Copa do Mundo. Em todo o Brasil, manifestações estão agendadas para amanhã como forma de continuar a luta contra as injustiças da Copa. Todos os perseguidos da manhã de hoje são lutadores que estiveram presentes nas principais manifestações desde junho do ano passado. Por isso estão sendo perseguidos.

A política repressiva do governo Pezão (PMDB) é uma continuação do ditador Sérgio Cabral. Além disso, é parte de uma ação conjunta dos governos estaduais e federal para reprimir os movimentos sociais. Eles temem que a luta dos trabalhadores possa afetar o lucro dos grandes empresários e da FIFA com a Copa. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) demitiu 42 metroviários que fizeram greve. No Rio Grande do Sul, ativistas do Bloco de Lutas estão sendo indiciados por formação de quadrilha. Dentre eles está Matheus Gordo, dirigente do PSTU.

A operação militar montada pelo governo Dilma (PT) para a Copa é a maior da história. Os governantes sabem que existe uma grande insatisfação na população com os gastos com a FIFA, e querem reprimir os protestos. A situação de inflação, péssimos serviços públicos e baixos salários está levando diversas categorias a entrarem em greve. Chamamos todos os trabalhadores a repudiar a repressão sofrida pelos manifestantes no Rio de Janeiro e em todo o país. Nesta quinta-feira está convocado um ato contra as injustiças da Copa. A CSP-Conlutas dentre outras entidades estará presente, a partir das 10:00, na Candelária.

Todos ao ato na Candelária: quinta-feira, 10:00!

Toda solidariedade aos presos e perseguidos por lutar no Rio de Janeiro!

Readmissão dos metroviários demitidos pelo governo Alckmin!

Lutar não é crime, lutar é um direito!

Na Copa vai ter luta! Chega de dinheiro para a FIFA e mais dinheiro para saúde, transporte, moradia e educação!