15/10/2013. Dia do Professor com dezena milhares de pessoas no centro do Rio de
Janeiro e diversos atos em todo país em apoio à greve da educação.
A
cidade do Rio de Janeiro assistiu a mais uma grande manifestação em
defesa da educação pública. Desde o final da tarde, educadores, estudantes e
diversas categorias foram se concentrando na Candelária e seguiram em direção à
Cinelândia.
A categoria
estava presente com blusas e cartazes que expressavam sua indignação e exigiam
seus direitos. Entidades do movimento social, como CSP-Conlutas, MST, diversos
sindicatos e partidos políticos levaram o seu apoio à esta combativa greve da
educação.
As greves do
município, do estado e da Faetec encontram-se no seu terceiro mês. O governo
Cabral segue intransigente e não negocia. Enquanto Paes tenta
enganar a categoria e a população ao apresentar um plano de carreira que
não contempla a maioria dos profissionais da rede e por isso é repudiado pelos
educadores do município.
Se a greve se
prolonga até hoje, é por inteira responsabilidade desses governos. E a
população está percebendo isso. Em recente pesquisa publicada no Extra, 86% da
população concorda com a greve da educação.
Ontem podia-se
sentir esse apoio com adesão das pessoas que saíram do trabalho e se
incorporaram na manifestação e com as luzes das janelas dos prédios da avenida
Rio Branco piscando enquanto o ato passava.
Com isso, os
educadores do Rio de Janeiro têm dado uma lição de combatividade e coerência,
mostrando compromisso com a educação pública. Por isso, conforme Vera
Nepomuceno afirmou, "o Dia do Professor virou o Dia do
Profissional da Educação em Luta!".
Black Blocs e ação
isolada: um desserviço à luta
Infelizmente, mais
uma vez após o encerramento do ato a Cinelândia virou uma praça de guerra, com
PM’s atirando bombas de efeito moral e disparando tiros com armas letais e
Black Blocs arremessando pedras e quebrando bancos, orelhões etc. Nós temos
feito constantemente esse debate, e faremos mais uma vez com a franqueza
necessária. As ações isoladas não são a tática mais eficaz para combater
Cabral e Paes.
E o pior é que
esses governos, a mídia e o empresariado aproveitam disso para tentar
desmoralizar e criminalizar a forte greve da educação. Vimos isso na semana
passada, quando, depois de um ato vitorioso, que lotou a Avenida Rio
Branco, os jornais e a tevês pautaram as ações de uma minoria e esconderam a
grandiosa manifestação que reuniu milhares de pessoas. Essas ações
isoladas dos chamados Black Blocs prestam um desserviço ao movimento. E
não contribuem para aglutinar mais pessoas em defesa da greve da educação.
Hoje
lamentavelmente isso se repetiu. Os governos tentaram jogar a população
contra a greve. Afastar as pessoas das manifestações e aumentar a repressão
contra os educadores. Nas primeiras notícias que estão circulando, a grande
imprensa esconde o ato, e nas ruas do centro a PM de Cabral aumentou a
repressão.
A PM acabou
violentamente com o acampamento em frente à Câmara de Vereadores e prendeu mais
de 200 pessoas nesta noite. Muitas delas nem estavam envolvidas com os
enfrentamentos com a Tropa de Choque. Essas pessoas foram levadas para
delegacias em bairros distantes do centro da cidade. Há também relatos de manifestantes baleados por armas de foto disparadas pela polícia.
Vitória da
mobilização: Liminar suspende corte de ponto dos profissionais da
educação
O Sepe
conquistou ontem uma liminar que impede o corte de ponto dos profissionais da
educação em greve. Segundo decisão do ministro Fux do STF, o governo estadual
fica impedido de realizar cortes até o dia 22/10, quando será realizada uma
audiência em Brasília entre o sindicato e o governo. Outra decisão judicial
revoga a cassação da licença sindical do Sepe, que havia sido uma tentativa de
desmoralizar a entidade.
Nossa tarefa é
não sair das ruas! Solidariedade ativa à greve da educação. Amanhã será maior!.
Vamos aumentar a pressão sobre os governos Cabral e Paes pelo atendimento
imediato das reivindicações dos educadores.
