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Profissionais de educação do RJ foram covardemente reprimidos na tarde desta 4ª

Ato na porta da prefeitura do Rio contou com mais de
500 pessoas. Foto: Divulgação/SEPE-RJ.
6 pessoas ficaram feridas. Um professor teve que passar por procedimento cirúrgico no ombro

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Os trabalhadorxs da educação do RJ seguem seu calendário de mobilização da greve, votado em assembleia da categoria, apesar da tentativa de intimidação por parte da justiça estadual. Na tarde de hoje (28), cerca de 600 trabalhadores saíram de suas casas, apesar da chuva e da justa greve dos rodoviários, e foram para a porta da prefeitura e da secretaria estadual de educação para pressionar os governos Pezão e Paes a negociarem com a categoria.

   A quantidade desproporcional de policiais criou um clima desnecessário de tensão e propício para confusão. Depois de saírem em um ato unificado da frente da prefeitura do Rio até a porta da secretaria estadual de educação, os educadores foram covardemente reprimidos pela Tropa de Choque da PM com uso de gás de pimenta, cassetetes, empurrões com escudos, entre outras arbitrariedades. Veja aqui algumas imagens da repressão.

   Ainda assim, os trabalhadores conseguiram chegar a porta do órgão estadual, onde permaneceram em vigília, e continuaram cantando palavras de ordem enquanto uma reunião acontecia dentro da secretaria. Uma professora (Aluana) foi presa por colar um adesivo da campanha salarial na porta da secretaria e levada para a delegacia. A alegação: desacato. Após muitas horas de espera e pressão na delegacia, e com auxílio do SEPE/RJ, a professora foi liberada.

   Pezão, mesmo estando pouco tempo a frente do governo, demonstra que aprendeu bem na cartilha de Cabral: negociar jamais, manda a polícia militar reprimir, prender, espancar, atirar.

   Os únicos responsáveis pelo caos na educação do RJ são o prefeito Paes e o governador Pezão! Cassetete não é lápis! Para acabar com a greve, os governantes devem atender as reivindicações da categoria e respeitar os trabalhadores em seu direito de livre manifestação e organização política.

Veja também:

Atualizado às 5:00h 29/05

Rodoviários do Rio seguem firmes na mobilização da categoria

A categoria exige o fim da dupla função motorista-cobrador e
está organizando um abaixo-assinado, que já conta mais de
3 mil assinaturas, que será entregue ao prefeito Eduardo Paes
Foto: Rodrigo Noel.
   Durante entrevista coletiva, na sede da CSP-Conlutas RJ, rodoviárixs denunciaram ameaças a integridade física e reafirmaram disposição para o diálogo

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Na tarde de hoje os integrantes do movimento grevista concederam entrevista coletiva e falaram da mobilização que segue nas ruas. Os trabalhadores seguem mobilizando a categoria, apesar da pressão que a grande mídia e a patronal vem exercendo. Dentre outras coisas, o reajuste salarial e o fim da dupla função motorista-cobrador seguem no centro da pauta de reivindicações.

   Durante todo o dia de hoje foi perfeitamente possível perceber os grandes meios de comunicação funcionando como verdadeiros “diários oficiais”, passando somente a versão do governo municipal e dos patrões sobre a greve na capital. Afirmavam de maneira categórica que a circulação de ônibus na cidade estava em 90% do normal, portanto tentando desmoralizar os trabalhadores e desmobilizar os rodoviários em luta, além de blindar o prefeito Eduardo Paes, que se faz de “desentendido” apesar de ser o chefe do poder concedente.

Patronal joga pesado e vai entrar na justiça contra os trabalhadores

   A patronal, representada pela Rio Ônibus, entrará com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que o movimento seja considerado abusivo e ilegal. Esta movimentação comprova, mais uma vez, o caráter truculento dos donos das empresas de ônibus da capital fluminense, desrespeitando a população carioca e os trabalhadores, contando com a conivência de seguidos governantes, lembrando que a prefeitura do Rio é a responsável pela concessão das licenças para as empresas de ônibus operarem as linhas.

Parte das assinaturas da campanha promovida pelo fim da
dupla função. A esquerda, o telegrama enviado a cobradora
Maura Lucia em que a companheira é comunicada da abertura
do processo de expulsão do quadro de filiados do Sintraturb.
Foto: Rodrigo Noel.
   A Dra Isabela Blanco, integrante da assessoria jurídica da CSP-Conlutas, afirmou que “são descabidas as acusações de formação de quadrilha” aos líderes do movimento e que “isso amedronta a categoria, além de representar um cerceamento a liberdade de manifestação”. A advogada militante disse ainda que a central sindical realiza uma campanha nacional contra a criminalização dos movimentos sociais, participando, inclusive, uma audiência pública no Senado sobre criminalização das lutas.

   Durante a coletiva, os representantes do comando de negociação relataram diversos casos de seguranças armados dentro dos ônibus e de “fura-greves” recebendo até R$400 para trabalharem no lugar dos motoristas e cobradores. A maioria destes “fura-greves” não fazem parte da categoria e não possuem treinamento adequado para conduzir os veículos, o que é uma exigência do Detran, e, assim, colocam em risco a vida do povo trabalhador. Segundo os rodoviários, a adesão da categoria a greve foi de 60% e que se não fosse a grande ameaça que os rodoviários vêm sofrendo de corte de ponto e demissão, a adesão seria ainda maior.


   Questionados sobre o apoio oferecido pela CSP-Conlutas ao movimento, o integrante da executiva estadual, Renato Gomes, afirmou que "a central apoia e apoiará todo movimento honesto de trabalhadores, estudantes e movimentos populares que pedirem ajuda". A cobradora Maura Lucia, que está ameaçada de ser expulsa do quadro de filiados do sindicato dos trabalhadores, foi direta: "O sindicato virou as costas para os rodoviários. A CSP-Conlutas é que está ao nosso lado desde o início e, apesar de sofrer ameaças, eu não vou abandonar a luta da categoria!", finalizou.

   A próxima assembleia será na sexta-feira (30), às 16h, na Central do Brasil.

Veja também: 

Rodoviários do Rio decidem: Vai ter greve!

Após aprovação da greve categoria realiza passeata
pela Presidente Vargas em direção à Central do Brasil foto: Piero Martins

Por Dirley Santos, da redação
     Nesta terça-feira (27) cerca de 300 rodoviários se reuniram em assembleia na Candelária e após avaliarem que não houve nenhum avanço nas negociações com as empresas de ônibus decidiram entrar em greve de 24 horas a partir de 0 hora desta quarta-feira (28). Após a decisão os trabalhadores saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à Central do Brasil.
     Os rodoviários reivindicam um aumento de 40% no salário — pelo qual passariam a receber quase R$ 2,5 mil, além de cesta básica de R$ 400– que atualmente é de R$ 100. Outra reivindicação importante é o fim da dupla função, onde motoristas também trabalham como trocadores. Uma nova assembleia acontecerá na sexta-feira (30).
     Já a direção do Sindicato dos Rodoviários (Sintraturb) mantém o acordo assinado com a patronal, apesar da evidente insatisfação da maioria da categoria. Em um evidente jogo de cena um representante do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano (Sintraturb) esteve no local, porém se recusou a falar para os trabalhadores que estavam na assembleia.
     Por "coincidência" o presidente do Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, Lélis Teixeira, descarta a abertura de uma nova negociação e afirmou que já entrou com pedido na Justiça para que a paralisação seja considerada ilegal.
     Mas os trabalhadores vão mostrar sua força e a derrotar a ganância e a intransigência dos governos e patrões e a traição das direções pelegas.
     Agora é o momento de darmos toda força a greve rodoviária, fortalecendo os piquetes nas garagens para convencer os trabalhadores que ainda não aderiram a paralisação a se integrarem de vez na luta.
    Todo apoio a greve dos rodoviários do Rio e em todo o país!

Em tempo:

Rodoviários de Niterói decretam estado de greve

Amanhã (4ª), às 15h, decidem se entram ou não em greve
Por Rodrigo Noel, da redação
Após aprovação da greve categoria saiu
em passeata pelo centro de Niterói foto:DB
Cerca de 250 companheiros e companheiras rodoviários decidiram hoje em assembleia decretar estado de greve em Niterói, São Gonçalo e demais localidades. Apesar da ostensiva presença policial, após a assembleia a categoria realizou um ato pelas ruas do Centro de Niterói. Amanhã, às 15h, a categoria realizará nova assembleia em frente ao Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, com a pauta sobre a votação da adesão ou não a greve.


Movimento Rodoviários em Luta - Niterói e São Gonçalo até Arraial do Cabotem exigido, dentre outras coisas, o fim da dupla função motorista-cobrador lembrando que "dirigir e cobrar é tão perigoso quanto dirigir e falar ao celular", além de apontar diversas cidades onde movimentação semelhante resultou em vitórias para a categoria e para a população, dado o risco que apresenta a chamada dupla função.

Continua a greve unificada da educação no Rio

Por Dirley Santos, redação Rio

Assembleia lotada decide pela continuidade da greve unificada
















No dia em que completaram 10 dias em greve cerca de 3 mil profissionais de educação das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro decidiram em uma lotada assembleia, realizada no Clube Hebraica (Zona Sul do Rio), pela continuidade da sua greve unificada da categoria.
A categoria segue exigindo a imediata abertura de negociação tanto por parte do governador Luiz Fernando Pezão quanto do prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB). Foi decidido também que a próxima assembleia será no dia 30 de maio (sexta-feira), às 11h, em local a confirmar.

Passeata recebe apoio da população e de rodoviários
Educadores rumos aos palácios
Após deliberarem pelas próximas atividades (veja calendário em destaque) os educadores do Rio promoveram uma grande passeata até o Palácio da Guanabara, sede do governo do estado, e em seguida até o Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da prefeitura do Rio.
A Polícia Militar procurou a todo momento dificultar o andamento da manifestação ora tentando controlar a passeata ora bloqueando totalmente as vias, principalmente a Avenida Pinheiro Machado. Ficou evidente que o objetivo da PM era não permitir que a categoria se aproximasse da frente do Palácio Guanabara.
Contudo durante todo o trajeto os educadores receberam um forte apoio da população, mesmo daqueles que estavam presos no congestionamento provocado pelo impasse com a PM. Inclusive um motorista rodoviário, demonstrando muita coragem e solidariedade, cruzou seu ônibus na pista em apoio aos manifestantes.
Finalmente depois de toda a confusão provocada pela truculência da PM e do governo uma comissão formada pela direção do Sepe e representantes da base conseguiu entrar e se reunir com Cláudio Marques, o chefe de Gabinete da Casa Civil.

Depois do Pezão, indo atrás do Eduardo Paes
Acabada a reunião com o chefe de Gabinete da Casa Civil a manifestação seguiu em direção ao Palácio da Cidade, em Botafogo. A PM novamente bloqueou a passagem por uma meia hora, impedindo os profissionais de se aproximarem.
Pela insistência dos manifestantes o acesso acabou liberado e os educadores conseguiram chegar até a frente do palácio, mas infelizmente não havia na sede nenhuma autoridade para receber uma comissão do Sepe. Mas a direção do sindicato informou que o prefeito Eduardo Paes se comprometeu a receber o sindicato na próxima quarta-feira, dia 28/05.
Para encerrar o dia de protesto e a longa marcha unificada os profissionais de educação em greve aproveitaram para realizar no local um ato público em defesa da educação pública. Afinal, a luta segue e já nesta sexta-feira, 23/5, ocorrerá um protesto durante audiência pública para discussão do orçamento da educação municipal na Câmara de vereadores.

Rolezinho para recepcionar a seleção
Como parte do seu calendário de greve os profissionais de educação deliberam pela realização de um “rolezinho da educação” no dia da chegada da seleção brasileira em Teresópolis, na próxima segunda-feira, dia 26/5. O objetivo é mostrar aos governos, a CBF e a Fifa que “Na copa vai ter luta!”.
A categoria está planejando uma recepção para a seleção, no aeroporto do Galeão, e depois a ida até a Granja do Comary, em Teresópolis, onde o elenco ficará concentrado. A preparação da atividade já conta com a adesão de centenas de pessoas, que estão confeccionando faixas e cartazes com dizeres contra os desmandos da copa, em defesa da educação pública e por melhores condições de vida e trabalho para os trabalhadores em geral.

Fortalecer as greves e unificar as lutas em todo o país

Apoio popular demonstra força da greve da educação
Educadores, garis, rodoviários, trabalhadores da construção civil e sem-tetos ... Assim como no Rio diversas categorias e movimentos sociais estão se mobilizando pelo país afora. Os trabalhadores e a juventude brasileira querem mudanças no país!
É este o contexto da preparação da jornada de mobilizações convocada para o dia 12 de junho, dia do primeiro jogo da Copa do mundo.
Vamos unir todas as lutas numa grande jornada de greves, ocupações e manifestações para exigir mudanças de verdade no país, com melhores salários, recursos públicos para atender as necessidades da população, o fim da violência policial e da criminalização da luta social.

Chega de privilégios e dinheiro para a FIFA, empreiteiras, bancos e grandes empresas nacionais e multinacionais! A mudança vem das ruas!
Fortalecer e unificar as lutas! 12 de junho é dia de greves, ocupações e manifestações de rua!

Rodoviários em luta param o Rio de Janeiro

 

Categoria passa por cima do sindicato e deflagra greve diante da intransigência dos patrões

Da redação Rio

Mais uma vez o Rio de Janeiro amanheceu paralisado. Após a vitoriosa paralisação do dia 7 de maio, a categoria rodoviária se viu fortalecida para continuar sua luta. Depois de confirmada a notícia de que a patronal se recusou a negociar com os trabalhadores durante a audiência de conciliação no TRT, o rodoviários aprovaram greve de 48hs para os dias 13 e 14 e assembleia no dia 15.

Na pauta de reivindicações segue a luta pelo fim da dupla função motorista-trocador; pela jornada de trabalho de 6 horas diárias; por salário de R$ 2.500,00 para motoristas, R$ 1.400,00 para trocador e reajuste de 40% para demais funções; e por cesta básica de R$ 400,00.

A força da mobilização foi sentida na passeata de ontem à tarde no centro do Rio e nos piquetes organizados durante a madrugada. A categoria se mostrou unida e conseguiu uma paralisação superior á do dia 7 de maio, quando mais de 70% dos rodoviários cruzaram os braços.

Derrotar a intransigência e a repressão dos patrões com a solidariedade dos trabalhadores.

Desesperada com a força da greve, a patronal está apelando para a repressão dos trabalhadores. Em Campo Grande um grupo de milicianos circulou pelas garagens e espancou um trabalhador. A PM também atacou grevistas e a imprensa, e vários rodoviários foram presos.

A repressão acontece porque os governos e os patrões estão vendo que a greve é forte e vitoriosa. Neste momento é preciso construir um amplo apoio aos rodoviários entre os trabalhadores de todas as categorias. Assim como aconteceu com os garis, o apoio da população e a força da greve vão derrotar a repressão.

Além disso, exigimos do prefeito Eduardo Paes que se posicione diante da greve. As empresas de ônibus são concessionárias de um serviço do município e além de prestarem um péssimo serviço à população tratam seus funcionários como escravos. O prefeito é responsável por esta situação e deve se posicionar para que a reivindicação dos rodoviários seja atendida.

Um programa socialista para os transportes

A greve dos rodoviários expõe novamente o problema dos transportes públicos no Rio de Janeiro. O serviço de transporte é feito por empresas privadas que visam apenas o lucro e que funcionam como verdadeiras máfias, sem nenhuma transparência. Para resolver o problema do transporte é preciso estatizar o serviço de ônibus, trens, barcas, metrô e bondes, colocando sua gestão sob o controle dos trabalhadores e usuários do transporte.

Sem a necessidade de gerar lucros astronômicos para meia dúzia de empresários gananciosos o transporte público e estatal pode priorizar a qualidade do serviço e das condições de trabalho, atendendo as reivindicações dos rodoviários e avançando para a tarifa zero no transporte.

Na Copa vai ter luta! Unificar as greves no 15M!

Durante as passeatas dos rodoviários se ouviu um recado: “Se não tiver aumento na Copa não tem busão”. Os trabalhadores de todas as categorias estão revoltados com os gastos astronômicos para beneficiar a FIFA e as empresas com a Copa do Mundo. Queremos dinheiro para saúde, educação, transporte, moradia e emprego.

Várias categorias de trabalhadores já estão em luta neste momento, como é o caso do funcionalismo federal, dos professores do Estado e do Município e os rodoviários. É preciso unificar estas lutas, fortalecendo-as. A CSP-Conlutas impulsionou, junto com outras entidades, o “Encontro Nacional Na Copa Vai Ter Luta”, que apontou pro dia 15 de maio uma jornada nacional de mobilizações. Será uma grande oportunidade para que a classe trabalhadora mostre sua força e prepare as vitórias das campanhas salariais e da luta por direitos.

Rodoviários em luta realizam coletiva com a imprensa para explicar os motivos da greve no Rio

Mais de 30 profissionais de imprensa estiveram presentes
a coletiva. Na mesa: Dr Jorge Bulcão, Dra Isabela Blanco,
Luis Fernando (membro da categoria), Renato Gomes (pela
executiva estadual da CSP-Conlutas), Maura (cobradora) e
Helio Freire (motorista). Foto: Rodrigo Noel.
Por Dirley Santos, do Rio de Janeiro

   Ocorreu na tarde desta terça-feira, 15/5, na sede da CSP-Conlutas-RJ uma coletiva de imprensa de representantes de uma comissão de base dos trabalhadores rodoviários em greve e com a direção e a assessoria jurídica da CSP-Conlutas/RJ sobre a paralisação de 48 horas dos rodoviários da capital fluminense que teve início desde à meia-noite de hoje.

   A comissão de base, representada pela cobrada Maura e pelos motoristas Hélio e Luis Fernando, relatou as péssimas condições de trabalho que têm provocado o adoecimento da categoria, onde motoristas são obrigados a conduzirem ônibus mesmo sofrendo de vertigens; é constante o assédio moral pelas empresas de ônibus, com ocorrência de ameaças e agressões físicas por parte de “capatazes”, há falta até mesmo de banheiros. 

   A comissão de base externou ainda a revolta da categoria com a condenação judicial sobre apenas 4 membros da categoria e reivindica que o Ministério Público (MP) investigue a relação entre a Rio Ônibus, a Fetranspor e o sindicato da categoria. A comissão de base denunciou as ameaças que parte da categoria tem sofrido por milicianos na Zona Oeste e dos estranhos dados sobre ônibus depredados que foram fornecidos apenas pela patronal.

   Infelizmente alguns profissionais de imprensa insistem em falar sobre o mínimo de 30% de ônibus circulando. Os advogados que estão assessorando a categoria dos rodoviários confirmam a legalidade da greve e das comissões de base das categorias que se rebelam contra suas direções sindicais, como ocorreu com os garis recentemente. Informaram ainda que a Justiça foi rápida para criminalizar a lutas, mas é lenta na resolução das demandas trabalhistas, já que o dissídio da categoria ainda não foi julgado.

   Os advogados denunciaram ainda as detenções arbitrárias sob acusação de depredação e esclareceram que todos os que conseguiram apoio jurídico já foram liberados por absoluta falta de provas.

   Apesar da repressão da patronal, da criminalização da Justiça e do Estado, e das calúnias veiculadas na imprensa os rodoviários se mostram dispostos a negociar. Se solidarizam com a população pelos transtornos e responsabilizam a intransigência da patronal e do sindicato em negociar.

   Por fim, o representante da Executiva Estadual da CSP-Conlutas Renato Gomes denunciou que a exploração dos trabalhadores rodoviários se dá através do aumento do custo de vida que faz com que os salários percam seu valor de compra. Além disso, denunciou o risco que a implantação total da dupla função de motorista-cobrador trás aos rodoviários e à população como um todo.

   O PSTU tem dado, através de seus militantes, todo apoio e solidariedade aos trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro e exige o atendimento imediato de suas reivindicações. 

   A greve dos rodoviários se dá em um momento em que várias categorias também estão em greve como os servidores públicos federais e os profissionais de educação da redes públicas ou ou se mobilizando como os próprios policiais federais; por isso reafirmamos a necessidade de unificarmos todas a lutas que estão ocorrendo para que mostremos a Dilma, Pezão, Paes e patrões que agora e na copa vai ter luta!

Veja também: 

Atualizado as 18:42h.

Todo apoio aos trabalhadores rodoviários em greve no Rio

Foto: Thiago Hastenheiter
Da Direção

Definitivamente, os ventos de junho sopraram na classe trabalhadora organizada e nas favelas do Rio. Seguindo o exemplo dos garis, os rodoviários foram à luta e cruzaram os braços em uma greve de 24 horas deflagrada na tarde deste quarta-feira, 7 de maio.

Na pauta de reivindicações os grevistas exigem o fim da dupla função motorista-trocador; salário de R$ 2.500 para os motoristas, R$ 1.400 para os trocadores e reajuste de 40% para demais funções; cesta básica de R$ 400; e jornada de trabalho de seis horas.

É inadmissível que os motoristas trabalhem cerca de 12 horas por dia para sustentar suas famílias e ainda sejam obrigados a acumular a função de trocador por um salário miserável. A sede de lucro dos empresários dos transportes e a superexploração estão cobrando o seu preço. Segundo o próprio sindicato patronal Rio Ônibus, apenas 30% dos veículos estão circulando na cidade, e 325 foram apedrejados. Motoristas e trocadores estão apenas protestando contra anos de humilhação e mostrando quem faz a cidade funcionar.

Tudo começou quando o sindicato pelego (filiado à UGT), que diz representar os trabalhadores rodoviários, assinou um acordo coletivo rebaixado sem consultar a categoria. Tornam-se cada vez mais frequentes as rebeliões de base que atropelam suas direções. Foi assim nas greves dos garis, dos operários do Comperj e em diversas obras do PAC pelo país. A CSP-Conlutas, por sua vez, está na greve dos rodoviários apoiando incondicionalmente sua luta e não descansará um só minuto para que a vitória seja alcançada.

A aliança da mídia oficial com os governos e o sindicato pelego para tentar desmoralizar a greve cairá por terra. O apoio da população aos grevistas é emocionante por um motivo muito simples: ninguém aguenta mais pagar R$ 3 por um serviço de péssima qualidade. Todos os dias a população é refém de ônibus superlotados, que demoram horas para chegar aos pontos, e transportam os passageiros sem nenhuma segurança. São horas num trânsito infernal numa cidade em colapso.

Agora chega! As contradições geradas pela Copa do Mundo abriram os olhos de nossa classe para as injustiças sociais. Ninguém está mais disposto a tolerar a farra dos empresários. O transporte rodoviário do Rio está nas mãos de famílias burguesas mafiosas, que contam com a total colaboração do prefeito Eduardo Paes, do governador Pezão e com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff.

Para solucionar a crise do transporte rodoviário o PSTU defende o atendimento a todas as reivindicações dos trabalhadores rodoviários; a ampliação da frota de ônibus para melhor atender a população; a criação de novas linhas de ônibus para alcançar as áreas da cidade onde o serviço não chega; tarifa zero à toda população; estatização das empresas de ônibus sem nenhuma indenização às famílias mafiosas.

Um último recado aos poderosos: na Copa vai ter luta! Nunca mais duvidem da força da classe trabalhadora.

Um balanço necessário: Greve dos Garis derrota Eduardo Paes e anuncia novas lutas

Garis tomam a avenida Rio Branco em ato da greve (Foto: intenet)

por Arthur Gibson, da redação Rio.
O carnaval é um dos eventos culturais mais importantes de nosso país. Durante este curto período, milhões de trabalhadores ocupam as praças e avenidas do Brasil em busca de lazer e diversão. No entanto, para muitos trabalhadores, o carnaval é um principalmente um período de maior exploração.
Este é o caso dos trabalhadores da limpeza urbana. Durante os festejos momescos, os garis trabalham ainda mais duro para garantir uma cidade limpa para os foliões. Segundo alguns trabalhadores, muitos trabalham além de sua jornada sem receber nada mais por isso. O piso salarial da categoria, que era de R$ 803,00 demonstra o desprezo da prefeitura por este duro trabalho. Apesar desta realidade, a mídia e a prefeitura do Rio sempre retrataram o gari carioca como uma figura folclórica, como um símbolo do carnaval, sempre alegre e feliz por seu trabalho.

As lições de uma Greve vitoriosa
A greve dos garis foi o grande evento deste carnaval no Rio de Janeiro. Ao invés do gari feliz por ser explorado pintado pela mídia e pela prefeitura o que se viu foram garis felizes por lutar, firmes em uma batalha em que tiveram de enfrentar muitos adversários.
A greve, que começou no dia 1º de março, tinha como principais pautas o aumento do piso da categoria de R$ 803,00 para R$ 1.200,00 (37%) e o aumento do tíquete alimentação de R$ 12,00 para R$ 20,00. Ao final dos 8 dias de greve a categoria arrancou um acordo que reajusta o piso para R$ 1.100,00 e o o tíquete para R$ 20,00; uma enorme vitória diante da repressão e da intransigência do prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Durante o período de greve os trabalhadores tiveram que dobrar a direção do sindicato (SEEACMRJ), ligada à central sindical pelega CGTB. Depois de cancelar sem maiores explicações a paralisação marcada para o dia 28/02, o sindicato foi atropelado pela categoria que deflagrou a greve no dia 1º de março. Dois dias depois, o sindicato fecha um acordo com reajuste de 9% no salário e aumento do tíquete para R$16,00 junto à Companhia Municipal de Limpeza Urbana (CONLURB). Em comunicado distribuído à categoria o sindicato dizia: “Como toda categoria testemunhou, o Sindicato não foi o responsável pela deflagração da greve”. O objetivo claro era desmontar o movimento que corria fora de seu controle e que tinha ampla adesão da categoria.
Com o aval da direção do  sindicato, que deslegitimava o movimento grevista, a COMLURB anunciou no dia 4 de março a demissão arbitrária de 300 trabalhadores que estavam em greve. Intransigentes em não reconhecer o movimento grevista, Eduardo Paes e o presidente da COMLURB Vinicius Roriz classificaram os grevistas como “marginais”, “delinquentes” e de “grupos isolados que discordam do sindicato”. Com medo das represálias, uma parte da categoria passou a ir ao trabalho para bater o ponto, mas se recusava a sair às ruas para fazer a limpeza. Diante disso Eduardo Paes mobilizou a Guarda Municipal, a polícia Milkitar e até empresas de segurança privadas para obrigar os garis a fazerem a limpeza das ruas.

Categoria demonstrou disposição e unidade  (Foto:internet)
A unidade da categoria e o apoio da população forçam o governo a recuar
A campanha da prefeitura para desacreditar os grevistas e a propaganda da imprensa sobre o caos da limpeza durante o carnaval do Rio não foram suficientes para desmobilizar a categoria nem para diminuir a solidariedade de trabalhadores de outras categorias com a greve.
Durante o carnaval surgiram muitas paródias em apoio à greve, nos atos houve importante presença de trabalhadores de outras categorias e de sindicatos combativos como o SEPE e as redes sociais trasbordaram de apoio à luta dos garis. O gari Renato Sorriso, símbolo do carnaval carioca, tantas vezes utilizado pela mídia como modelo de trabalhador explorado e feliz declarou seu apoio à greve e participou das manifestações: “Sou gari mas não só pra sorrir. Estou aqui porque acima de tudo sou gari e sou trabalhador”. Um vídeo de Eduardo Paes o prefeito jogando lixo no chão virou febre na internet e ajudou a desmoralizar ainda mais o prefeito. Este amplo apoio e solidariedade dos trabalhadores ajudou a fortalecer o movimento grevista e deixou claro para Paes que a batalha estava perdida.

Uma vitória que anuncia novas lutas
As imagens de Eduardo Paes anunciando o acordo no dia 8 de março mostram um prefeito derrotado, inventando desculpas para dizer por que não havia negociado com os grevistas antes. A vitória da categoria deve ser compreendida como parte da ofensiva de lutas que se abriu em junho do ano passado e que derrotou governos e prefeituras revogando o aumento da tarifa dos transportes.
Desde junho vemos uma maior disposição da classe trabalhadora em lutar. Há um maior apoio da população às greves, manifestações, e uma maior indignação diante da repressão e das injustiças. No ano passado, a greve dos professores do RJ colocou em xeque a política educacional de Paes e Cabral e jogou a popularidade destes governantes pra baixo. Em 2014, a luta contra o aumento dos transportes, a greve da saúde e do Comperj (que já dura um mês) e, principalmente, a greve dos garis anunciam um ano de muitas lutas.
É preciso se apoiar no exemplo vitorioso dos garis cariocas e avançar na preparação das mobilizações de 2014. Os servidores públicos federais já preparam atividades de sua campanha salarial para a próxima semana, apontando para uma forte greve nacional unificada. Além disso, o Encontro Nacional do Espaço Unidade de Ação, marcado para o dia 22 de março, vai reunir ativistas do Brasil inteiro para debater e organizar as mobilizações em nível nacional.

Leia mais
Editorial: Sigamos o exemplo dos garis!
Intelectuais divulgam manifesto contra a repressão e a criminalização dos movimentos sociais

Chegou a hora de varrer o prefeito Paes!

Foto: Rodrigo Noel.
Mais um dia agitado na "Cidade Maravilhosa"

Por Rodrigo Noel

   O Rio de Janeiro é hoje o palco de uma das principais lutas a nível nacional. Pelo claro enfrentamento com a burocracia sindical, a grande mídia e o aparato repressivo de Paes/Cabral, a greve dos trabalhadores da Comlurb vem mostrando claramente que é possível vencer.

   Na foto que abre este breve informe, um grupo de trabalhadores animavam os centenas de trabalhadores que se concentravam na porta da prefeitura. Eles exigiam a abertura de negociações com vistas as reivindicações por melhores condições de trabalho e reajuste salarial digno.

   Depois de terem esperado por tempo suficiente e não serem sido recebidos pelos assessores da administração municipal, os garis se juntaram a outros companheiros e aos milhares caminharam pelas principais avenidas do Centro do Rio. As cenas que seguiam eram de muita disposição pra luta por parte dos trabalhadores e, das calçadas e prédios, muitos trabalhadores aplaudiam, em sinal de solidariedade, os bravos lutadores que caminhavam pelas ruas da cidade.

"Companheiro Gildo, presente!" 
   Na madrugada de 7/10/2000 o companheiro Gildo da Rocha, dirigente sindical dos garis do Distrito Federal, estava organizando um piquete da greve dos garis quando foi assassinado pela polícia. Mesmo tendo sido atingido por trás, os policiais civis que efetuaram o disparo tentaram incriminá-lo dizendo que este portava armas e drogas, mas dois meses depois toda a farsa foi desmontada após laudo criminalístico. Um dos acusados de efetuar os disparos contra Gildo morreu em um acidente e o outro foi inocentado pela justiça, mesmo com sua comprovada participação na morte do companheiro. Também por isso devemos cobrir os companheiros garis do Rio de Janeiro de solidariedade, pois nem mesmo com o sindicato de sua categoria eles podem contar e ainda têm que lutar contra a campanha feita pela grande mídia pela privatização da Companhia Municipal de Limpeza Urbana - Comlurb.

Presidente da Comlurb manda a população guardar o lixo em casa
    Em mais uma das declarações absurdas dadas pela administração de Eduardo Paes, o presidente da Comlurb, Vinicius Roriz, pediu aos moradores do Rio que não coloquem seus lixos na rua, mas que os guardem em suas casas. Isso é um sinal de que a cúpula da companhia responsável pela limpeza urbana não pretende ceder nos próximos dias e que o caos permanecerá na cidade, contando inclusive com o auxílio de capitães-do-mato da pm, guarda municipal e supervisores da companhia que coagiram centenas de trabalhadores para retomares seus postos de trabalho.

A luta continua
   Novos atos estão marcados para os próximos dias e a mobilização da categoria segue forte. Mesmo com a grande campanha de todo aparato da prefeitura, do próprio sindicato da categoria e das organizações Globo para criminalizar a greve, o apoio da população é muito grande e não para de aumentar. Os baixos salários, as precárias condições de trabalho e a justeza das reivindicações da categoria explicam em muito a solidariedade e o apoio a greve que cada vez mais tem aumentado, e deve contar com a adesão a partir de segunda-feira (10) dos Agentes de Preparação de Alimentos (APA), também vinculados a COMLURB.

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Atualizado às 15:50h (8/03)

Carnaval de luta tem greve de garis



Dirley Santos, redação Rio.



Categoria atropela o sindicato, cruza os braços e sofre repressão da PM e da Justiça. Garis dizem que o prefeito Eduardo Paes vai varrer a cidade sozinho.

Garis botam o bloco na rua
Além dos milhares de foliões que aproveitaram este carnaval para denunciar o machismo, o racismo e a homofobia e protestar contra os desmandos da Copa e a dupla Cabral e Paes os trabalhadores da Companhia de Municipal e Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio de Janeiro decidiram cruzar os passos e pendurar as vassouras neste carnaval.
Conhecidos como garis[1], o trabalhadores da limpeza urbana carioca, pedem reajuste salarial de R$ 803 para R$ 1,2 mil; aumento no valor do tíquete alimentação diário de R$ 12 para R$ 20 e o pagamento de horas-extras para quem trabalhar nos domingos e feriados, como previsto em lei. Lideranças do movimento denunciam que durante o carnaval os garis chegam a trabalhar dobrado e não ganham um centavo a mais.
Além da melhoria salarial os grevistas reivindicam melhores condições de trabalho e que a Comlurb abra conversas imediatamente para que possam negociar a volta ao trabalho. O prefeito Eduardo Paes, entre uma bravata e outra, diz não que existe greve e se recusa a discutir as reivindicações. Recentemente o prefeito “sugeriu” a população ficar em casa para evitar engarrafamentos ...

Apesar do sindicato Garis botam o bloco na rua. Foto:intenet
Sindicato “atravessa o samba”
O Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio (SEEACM-RJ), assim como a Comlurb, não reconhece a greve. Ligada a pelega CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), a direção do sindicato tentou desde o início da mobilização frear de todas as formas o movimento grevista.
O Sindicato chegou convocar a greve mas, à meia-noite da sexta-feira (28/2), cancelou a paralisação sem dar qualquer justificativa a categoria. Para piorar, após ser derrotada na assembleia, soltou uma nota dizendo a paralisação foi deflagrada por um grupo de garis “sem representatividade junto à categoria”.
A Comlurb, por sua vez, informou por meio de nota que está em negociação com o sindicato da categoria “como faz todos os anos no período do acordo coletivo”, porém se recusa a falar sobre a paralisação e sobre as providências para solucionar o problema do lixo que vem se acumulando nas ruas da cidade.
Além de questionarem a direção do sindicato e denunciarem a intimidação por parte de gerentes para voltarem ao trabalho, os garis reclamam muito da pouca, quando não tendenciosa cobertura, dada ao movimento pela imprensa. Alegam que estão mobilizados desde o dia 26/2 e que mesmo com o lixo se acumulando nas ruas em pleno carnaval sua luta tem tido por repercussão.  A TV Globo, que tanto gosta dos garis limpando o Sambódromo ao final dos desfiles, tem preferido entrevistar subcelebridades .... 

Justiça declara greve abusiva e PM reprime trabalhadores
Com uma rapidez raramente vista, o Tribunal Regional do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (TRT/RJ) declarou a “abusividade e ilegalidade” da greve já no dia 1º de março, um sabadão de carnaval. A desembargadora Rosana Salim Villela Travesedo concedeu liminar determinando o imediato retorno dos garis ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 25 mil.
Também no sábado, cerca de 1 mil garis, os líderes falam em 2 mil, participaram de um protesto em frente a prefeitura do Rio. Após realizarem passeata pela Avenida Presidente Vargas os trabalhadores decidiram se dirigir até o Sambódromo.
O protesto foi duramente reprimido pelo Batalhão de Policiamento Militar de Grandes Eventos, o mesmo responsável por reprimir as manifestações contra a Copa e como sempre sem identificação nas fardas.
Ainda neste domingo (2/3), um grupo, sem uniforme da Comlurb, escoltado por policiais militares realizou a limpeza da Avenida Rio Branco, por onde desfilaram os principais blocos do Centro do Rio que recebeu ontem o Cordão da Bola Preta.

A greve continua! Vai ter luta no carnaval e na Copa
Garis decidem pela continuidade da greve. Foto:intenet
Em assembleia na manhã desta segunda (3), garis do Rio de Janeiro decidiram continuar a greve iniciada há três dias. De acordo com a própria Comlurb dos cerca de 15 mil garis aproximadamente 3,5 mil estão parados. Já segundo lideranças do movimento o contingente de trabalhadores que aderiram à paralisação está entre 70% a 80% categoria.
É bom lembrar que além dos garis, também se encontram em greve há quase um mês os servidores dos hospitais federais. E está previsto para o dia 17/3 o início da greve dos servidores das universidades federais. Marcha à Brasília está convocado para o dia 19/3.
No próximo dia 22 de março, acontecerá em São Paulo, o Encontro Nacional do Espaço Unidade de Ação. O objetivo é reunir milhares de representantes de entidades e movimentos sindicais, estudantis e populares para unificar as mobilizações e organizar os protestos contra a realização da Copa do Mundo no Brasil.
O carnaval continua mais alguns dias, agitado como nunca. E também a disposição de lutas dos trabalhadores e da juventude. Por isso é preciso cercar de solidariedade a greve dos garis e todas outras paralisações. Exigindo dos governos que atendam as reivindicações, denunciando todas as formas de repressão e chamando a unificação das lutas.

Veja o Boletin da CSP-Conlutas convocando o Encontro Nacional do espaço Unidade e Ação  aqui




[1] Com origem em escravos libertos, a categoria que ainda hoje é formada em sua maioria de negros pobres, recebeu esta denominação em “homenagem” a Pedro Aleixo Gary, empresário, que durante o Império, assinou o primeiro contrato de limpeza urbana no Brasil. Os cariocas acostumaram a chamar quem trabalhava com ele de a "turma do gari", desde então o termo foi associado aos funcionários da limpeza urbana da cidade.(N/A)

Greve na saúde federal começa com força no Rio


Funcionários do Hospital Servidores do Estado (HSE) protestam na rua

                                                               Por Cintia Teixeira, militante do PSTU
e integrante do Setorial de Saúde e Saúde do Trabalhador da CSP-Conlutas

Em greve por tempo indeterminado desde segunda-feira (3/02) os servidores da saúde federal do Rio, lotados em hospitais e institutos federais, buscam impedir a implementação do ponto eletrônico e garantir a carga horária de 30 horas semanais.
A categoria decidiu pela greve porque o Ministério da Saúde se recusou a suspender o início da implantação do ponto eletrônico, que já está em fase de testes.
As assembleias locais realizadas nos oito hospitais federais ratificaram a decisão da assembleia geral de apontar o início da paralisação e os trabalhadores decidiram boicotar o ponto eletrônico, não registrando sua presença nele.
Estas medidas nada mais são que medidas do governo Dilma para acelerar o processo de privatização dos hospitais federais. O governo planeja transferir o controle destas unidades para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), criada para terceirizar a administração destes hospitais.
Ao invés de romper com a cartilha neoliberal e privatista de FHC e do FMI desde 2003 os governos do PT e seus aliados a seguem, sucateando os serviços públicos, desviando verbas publicas, deixando os servidores sem condições de trabalho e impedindo o atendimento digno à população.

Com ponto eletrônico e EBSERH governo Dilma ataca conquistas
Programado para começar a funcionar no próprio dia 3/02 o ponto eletrônico, chamado também de controle biométrico, na prática desrespeita a garantia da carga horária de 30 horas semanais e o direito de duplo-vínculo.
De acordo com a categoria, o ponto está programado para cobrar uma jornada de 40 horas semanais – sendo que os hospitais funcionam sob a jornada de 30 horas há cerca de 30 anos.
Os trabalhadores também afirmam que a transferência do controle das unidades federais de saúde para a eventual entrada da EBSERH ou de empresas similares nos hospitais significará o fim definitivo da carreira da seguridade social.
Greve começa forte e radicalizada
Já no primeiro dia de greve foram realizados atos públicos pela manhã e à tarde, que seguem ocorrendo. Houveram manifestações no Hospital Cardoso Fontes (em Jacarepaguá), no Hospital da Lagoa (Zona Sul) e no Hospital dos Servidores (Centro).
Também se encontram entre as principais reivindicações da greve da categoria a campanha em defesa do serviço público de qualidade; a participação na marcha nacional do funcionalismo público em Brasília, no dia 05 de fevereiro e a inclusão da tabela salarial do Seguro Social.

É preciso unificar as lutas
Realmente o ano de 2014 começou com ares de 2013. Desde o final do ano passado, apesar do intenso calor, protestos contra falta de água e luz, contra as remoções provocadas pela Copa, manifestações contra os aumentos de passagens, os rolezinhos nos shoppings e diversas outras mobilizações têm sacudido o país.
Por tudo isso, nós do PSTU consideramos necessário cercar com toda a solidariedade a greve dos servidores federais, assim como as dos rodoviários em várias cidades (como Porto Alegre) e fazemos um chamado pela construção um calendário unificado de lutas e mobilizações reunindo as greves, as lutas contra os aumentos das passagens, as mobilizações por moradia e contra os gastos da Copa e os rolezinhos.

CALENDÁRIO DE GREVE E MOBILIZAÇÃO
04/02 – terça-feira
- Ato no Hospital da Lagoa
05/02 – quarta-feira
- Ato no Hospital do Andaraí
- Reunião do Comando de Greve - Sindsprev RJ (Rua Joaquim Silva, 98 – Lapa)
06/02 – quinta-feira

- Ato público unificado com concentração no Hospital de Bonsucesso