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Convite para o lançamento do livro "Anarquismo e Comunismo", dia 26, 18:30h

   O PSTU-Rio de Janeiro e a Editora Sundermann tem o prazer de te convidar para o lançamento do livro "Anarquismo e Comunismo", obra clássica do membro do partido bolchevique Evguen Preobrazhenski.

   Considerado um dos trabalhos mais importantes do grande revolucionário e economista russo Evgueni Preobrazhenski, Anarquismo e Comunismo continua sendo uma obra fundamental para o entendimento do pensamento marxista em sua sua oposição ao anarquismo. Partindo das questões mais concretas colocadas pela construção socialista na Rússia no início dos anos 1920, Preobrazhenski apresenta um quadro completo da incapacidade do pensamento anarquista de responder à complexa e contraditória realidade da revolução proletária. E o faz de tal forma, que o mais simples camponês ou operário simpático ao anarquismo possa entender e refletir de maneira independente.

   A publicação de Anarquismo e Comunismo é mais importante ainda porque ocorre em um momento de grande efervescência política no país, o que tem provocado, por distintos caminhos, um certo fortalecimento das ideias e sentimentos anarquistas em toda uma camada de jovens ativistas e lutadores sociais. Tal fortalecimento não é uma novidade histórica, e ocorreu todas as vezes em que as massas, ao se levantarem contra seus opressores, não encontraram um forte partido marxista organizado e influente, capaz de dirigir e inspirar os trabalhadores no espírito da luta política de classes, ou seja, da luta pelo poder de Estado. A esse respeito, podemos estabelecer uma verdadeira lei histórica: quanto mais as massas se encontrem desiludidas e desgastadas por terem confiado durante anos a fio nos partidos da esquerda reformista, maior tende a ser a influência exercida pelo anarquismo nos conflitos de rua e nos movimentos em geral, principalmente entre aqueles indivíduos que apenas despertam para o combate e dão seus primeiros passos no caminho das lutas sociais. Assim, se confirma a ideia de Lenin, segundo a qual “o anarquismo foi, muitas vezes, uma espécie de expiação dos pecados oportunistas do movimento operário.” Infelizmente, ao longo da história, esta frase tem se confirmado com uma terrível precisão, inclusive hoje no Brasil, o que torna a obra de Preobrazhenski ainda mais atual e indispensável.

   Na ocasião haverá uma apresentação com Henrique Canary, membro da Secretaria Nacional de Formação do PSTU.

   Confira a apresentação do livro no Blog da Editora Sundermann: http://site1370547778.provisorio.ws/?p=177

   Compre o livro pela loja virtual da Editora Sundermann: http://loja.tray.com.br/loja/produto.php?loja=46909&IdProd=1312




Serviço:
Dia 26/02, quarta-feira, 18:30h

Anarquismo e Marxismo, o debate segue

Por Susana Gutierrez, diretora do SEPE e dirigente do PSTU 
  
Lemos com atenção o artigo do professor doutor Wallace dos Santos de Moraes intitulado de “As reais diferenças entre os Black Blocs e o PSTU” e achamos importante aprofundar o debate de algumas questões levantadas pelo professor. Partiremos primeiro de nossos acordos: o Estado é fonte inesgotável de opressão e repressão contra seus inimigos e está a serviço de uma determinada classe social. Marxistas e anarquistas coincidem também na eliminação e destruição desse Estado e a construção de uma sociedade auto-organizada de produtores livres.

Um segundo acordo é a caracterização dos Black Blocs do Rio de Janeiro como uma frente heterogênea, onde convivem organizações anarquistas, ativistas independentes (talvez a maioria) e até partidos que se reverenciam pelo “presidente Mao Tse Tung”. Enfim, todos unidos contra a repressão policial, Sérgio Cabral, Eduardo Paes, entre outras bandeiras.

Infelizmente, nossos acordos terminam por aqui.
  
Sobre a greve da educação: profissionais da educação e população juntos na luta contra Paes e Cabral 
  
Para o PSTU a greve da educação no Rio de Janeiro foi histórica, não pela sua derrota como parece opinar o professor doutor Wallace dos Santos, mas sim pela sua vitória. Cabral e Paes saíram deste processo em frangalhos, e a categoria dos profissionais da educação municipal se reencontrou com a luta e com ela mesma. Redescobriram-se enquanto classe e identificaram seus inimigos.

Quem tomou as decisões sobre os rumos da greve da educação foram os próprios profissionais da educação. A isso chamamos de democracia operária.

Muito mais que o reajuste total de 15% conquistado ou o fim da portaria que permitia a remoção forçada de profissionais que não aceitassem as ordens das direções das escolas, o maior ganho dessa greve foi a recuperação da confiança da categoria. Passamos 19 anos sem greve e, agora, nos sentimos dispostos a encarar quem quer que seja.

Apesar do ataque à categoria através do PCCR de Paes e Costin, nenhum profissional da educação retornou a escola de cabeça baixa. Nossa luta levou a população às ruas em defesa da educação. E, hoje, o prefeito carrega um enorme desgaste. Nenhuma campanha eleitoral vale mais que a força de uma categoria disposta a mudar a sua realidade. Todas as propagandas, os milhões em financiamento de campanha, apoio de Lula, da Dilma e do PT, tudo isso foi posto em cheque com a greve da educação. Hoje, a população sabe qual o caminho para enfrentar os governos. E este caminho é a luta! 

Foto: Paollo Rodajna.
  
Refrescando a memória: a armadilha do STF 
  
A luta do Rio contagiou o país e desencadeou greves em Goiás, Pará, Paraíba, Paraná, Sergipe, Mato Grosso e Tocantins. Diante da nacionalização do movimento e da passeata com 70 mil pessoas nas ruas do Centro do Rio, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, convocou uma audiência de conciliação entre as partes, onde propôs o fim da greve no estado e no município do Rio e, em contrapartida, anularia qualquer punição ou desconto aos educadores em luta, desde que repusessem os dias parados. As reivindicações da categoria, bem como a revogação do miserável do PCCR de Eduardo Paes passaram longe da cabeça do ministro. Nota-se que o STF entrou na disputa, não para intermediar a favor dos educadores como muitos pensavam, mas sim para colocar fim ao movimento e convencer a população de que o governo estava disposto a negociar. 

Após a audiência com o STF veio à tona uma pergunta: o SEPE estava certo ou errado em assinar o acordo? Em primeiro lugar, sabemos que o acordo não contempla nossas reivindicações. A pauta pedagógica não foi atendida e não temos nenhuma ilusão nos GTs da prefeitura. Depois, é fundamental lembrar que o acordo estava condicionado a sua aprovação em assembleia. Por último, esta audiência era mais um capítulo desta luta, que foi acompanhada atentamente pela população. 

Sendo assim, havia apenas duas opções de escolha: ou o sindicato levava o acordo à avaliação em assembleia, ou se retirava da audiência pondo fim à mesa de negociação do STF. Caso a segunda opção fosse tomada, o SEPE não permitiria que a categoria decidisse os rumos desta negociação. E, principalmente, impediria que os grevistas opinassem sobre qual seria a melhor política naquele momento para a disputa da consciência da população carioca. Por isso, opinamos que ao assinar o acordo, o sindicato possibilitou a categoria decidir democraticamente todos os rumos desta greve. 
  
Por que foi correto encerrar a greve? 
  
Foto: Paollo Rodajna
Muitos critérios são considerados para continuar ou interromper uma greve: a conjuntura do país; o atendimento à pauta de reivindicações; a força do movimento; a popularidade do governo; o apoio da sociedade etc. Mas o fator mais importante de todos é a adesão da categoria. Não se pode fazer uma greve sem os trabalhadores mobilizados e com suas atividades profissionais paralisadas. Esse é o critério fundamental. O acordo no STF foi ruim? Sim, foi péssimo. A pauta de reivindicação foi atendida? Não. O governo sabia da retração do movimento. Uma greve que obteve índices de adesão de mais de 80% em seu auge, encontrava-se em um momento limite de sua sustentação. O pior dos cenários seria seguir na greve com pouca força e penalizar a vanguarda com corte de ponto ou inquérito administrativo. 

Quase todas as assembleias regionais do SEPE, com exceção de apenas uma, votou pelo fim da greve. A assembleia geral dividida e polarizada também era um demonstrativo que a greve entrava em uma nova fase. Por tudo isso, sem medo de errar, afirmamos que a decisão de suspensão da greve foi correta. 
  
Sobre o levante de Kronstadt 

Muito nos alegra em fazer o debate nos debruçando sobre a história e a teoria. Já que o professor doutor tomou para si a defesa dos marinheiros de Kronstadt e disparou com suas palavras contra o estatismo de Lenin e Trotsky, optamos em polemizar com a teoria anarquista, para onde parece se inclinar o professor. Não seria de bom grado debater com os maoístas a respeito do caráter feudal do campo brasileiro que só existe em suas férteis imaginações, por exemplo. 

Poderíamos também rebater as acusações contra os bolcheviques nos utilizando de tropeços indeléveis dos anarquistas espanhóis, que ocuparam postos chaves do Estado burguês dirigido pela Frente Popular na Espanha na década de 30. Certamente gritariam: “Não nos representam!”. Tudo bem. Para evitar uma guerra de citações e não cometer injustiças, deixaremos de lado os crimes políticos dos anarquistas durante o século XX, mas não podemos nos calar diante da total incompreensão e superficialidade do professor Wallace sobre o levante de Kronstadt. Trata-se de uma agitação liberal radical que uniu anarquistas, social-revolucionários, mencheviques, a grande imprensa capitalistas, e posteriormente endossada pelos stalinistas. 

Para analisar o levante de Kronstadt, devemos nos debruçar pacientemente em algo que custa muito caro aos anarquistas do século XXI: o seu caráter de classe. As revoluções geram polarizações sociais extremas. De um lado está a burguesia e seus aliados, agarrados em seu aparato estatal em decomposição, que utiliza todas as suas armas militares e ideológicas para manter o status quo. De outro, está o proletariado revolucionário e seus aliados, em uma luta heroica para fazer a roda da história girar. O problema é que os “aliados” de ambos os lados estão permanentemente em disputa e podem se sentir atraídos tanto pela burguesia quanto pelo proletariado. As classes médias, o campesinato e as camadas populares não podem ter um projeto de sociedade próprio. Ficam a mercê das classes sociais principais e suscetíveis a mudar de posição em cada curva da luta de classes. A dificuldade reside justamete na compreensão de que as classes intermediárias podem ser determinantes para ambos os lados imporem seus projetos históricos. 

A luta entre a cidade e o campo não terminou com a tomada do poder pelos bolcheviques em outubro de 1917. Pelo contrário. Houve momentos em que a revolução foi ameaçada pelos kulaks, que chantageavam o governo revolucionário boicotando o abastecimento de comida das cidades famintas pela guerra civil. 

Os anarquistas agitam uma falsificação onde os bolcheviques supostamente teriam ordenado o fuzilamento daqueles mesmos marinheiros que garantiram a insurreição de outubro. Nada mais falso. O professor da academia afirma que “os bolcheviques, com sua ditadura do proletariado, seu aparato estatal centralista, perseguiram, prenderam e exterminaram os que queriam o aprofundamento da Revolução”. Será? 

A guerra civil na Rússia deixou a composição social e os personagens políticos de Kronstadt totalmente irreconhecíveis. Os valorosos marinheiros de 1917 estavam em outras frentes de batalha contra os brancos em Moscou e na Ucrânia, deixando para trás um espaço ocupado em sua maioria por mercenários especuladores, que usavam da chantagem e da barganha para arrancar benefícios próprios do abastecimento da faminta Petrogrado.  

Se em 1917 e 1918, os marinheiros foram um dos destacamentos mais avançado da revolução, em 1921 Kronstadt era apenas uma caricatura contrarrevolucionária composta por elementos desmoralizados e hostis a ditadura do proletariado. Isso tornou-se evidente quando marinheiros da Latvia e Estônia, desejosos em retonar para suas pátrias burguesas, se uniram a “Frota do Báltico” como “voluntários”. 

O levante de Kronstadt não foi o único episódio dessa natureza antes da consolidação do poder soviético. A hostilidade do campo em alimentar à cidade, por exemplo, promoveu o movimento do anarquista Makhno, que saqueou trens destinados às fábricas e ao Exército Vermelho, e fuzilou comunistas. Tudo isso em nome de “aprofundar a revolução”, quando na verdade se apoiava na burguesia e pequena-burguesia rural contra o “estatismo e o autoritarismo dos bolcheviques”. 

Terminamos essa parte do debate com as palavras do revolucionário russo, León Trotsky: “Somente uma pessoa completamente superficial pode ver nos bandos de Makhno ou na revolta de Kronstadt uma luta entre os princípios abstratos do anarquismo e o “socialismo de Estado”. Na realidade, estes movimentos foram convulsões da pequena-burguesia camponesa que desejava, evidentemente, libertar-se do capital, mas que, ao mesmo tempo, não aceitava subordinar-se à ditadura do proletariado. A pequena-burguesia não sabe concretamente o que quer, e em virtude de sua posição não pode sabê-lo. Essa é a razão pela qual encobriu tão facilmente suas petições e esperanças, ora com a bandeira anarquista, ora com a populista, ora simplesmente com a “Verde”. Opondo-se ao proletariado, tentou, sob todas estas bandeiras, retroceder a roda da revolução”.  Para a infelicidade de muitos, o levante ao invés de atrair a atenção dos trabalhadores da cidade, os repeliu. Logo perceberam que o que estava em jogo era o novo Estado que estavam construindo com tanto sacrifício.  
  
Todos os partidos são iguais?      
               
O autor do artigo citado ainda faz um esforço imensurável para juntar os “líderes dos partidos governistas”, “partidos de oposição” e os “monopólios de comunicação”, todos juntos contra aquilo de ele chama de “ação direta”. Não satisfeito completa: “Todos, embora em aparente e até feroz oposição, almejam os mesmos objetivos: ocupar os palácios de governos, comandar as forças de repressão, ocupar as câmaras e assembleias e ser venerado todos os dias pelos monopólios da comunicação”. Usa inclusive das mesmas acusações de Paes e Cabral contra a direção do SEPE, “aparelhada pelo PSTU, PSOL (determinadas correntes), PT e outros partidos”. O professor universitário tenta resistir em vão, mas cai na tentação de fazer coro com a ideologia reacionária contra os partidos políticos, quando sabemos que essa ideologia perpetua o poder nas mãos do PT, PCdoB, PMDB, PSDB e tantos outros. Provavelmente estava nas ruas em junho gritando “ Sem partido!”. 

De fato, seria mais fácil para o autor colocar um sinal de igual entre todos os partidos, mas para sua infelicidade o PSTU é diferente, e ele sabe disso. 

Tivemos 13 camaradas presos em Bangu em 2011 na visita de Obama ao Rio de Janeiro; fizemos uma campanha de solidariedade classista aos atingidos e desabrigados de Nova Friburgo e região; estivemos juntos com os bombeiros pintando a cidade de vermelho e iniciando ali uma campanha política muito vitoriosa pelo Fora Cabral; no dia 20 de junho de 2013 na avenida Presidente Vargas enfrentamos os neonazistas e defendemos a coluna dos movimentos sociais onde havia muitos anarquistas; na desocupação da Câmara dos Vereadores o professor Gustavo Kelly (militante do PSTU) foi eletrocutado seguidas vezes para defender a categoria e em seguida foi detido; tivemos ainda mais dois militantes presos em Bangu na mesma cela dos companheiros do “Ocupa Câmara”; estávamos juntos com os anarquistas enfrentando o Exército na Barra da Tijuca contra a privatização do leilão do Campo de Libra; e por último, para não molestar a paciência do leitor com inúmeros exemplos, a Convergência Socialista (principal corrente na formação do PSTU) foi reconhecida pelo Estado brasileiro como organização perseguida e reprimida pela ditadura militar. 

Enumeramos essa longa lista de fatos para perguntar ao professor Wallace dos Santos: o PSTU é realmente igual aos demais partidos? O PSTU condena a ação direta e deseja ocupar os palácios de governo como fazem o PT e PCdoB? Poxa, professor, a realidade não se encaixa em seu esquema simplista. A luta de classe é mais complexa do que parece. De fato, temos muitas diferenças, mas talvez a principal seja a forma como fazemos as polêmicas. Com a palavra o professor doutor.  

Editora Sundermann faz 10 anos - Em uma década editora lança 65 títulos, entre clássicos do marxismo e obras inéditas



Jorge Breogan e  Martha Piloto, do Conselho Editorial da Editora Sundermann





Em 2013, a Editora Sundermann comemora dez anos. Mas as comemorações vão para além dos anos constituídos enquanto editora. Comemoramos, sobretudo, o projeto político-editorial solidificado até este momento. O PSTU impulsionou a criação de sua editora para, dessa forma, continuar e aprofundar uma política de formação e comunicação, com iniciativas como a revista Marxismo Vivo, o Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE), o Arquivo Leon Trotsky e o próprio jornal Opinião Socialista.

A demanda foi maior que a esperada e, assim, o trabalho seguiu fortalecido nesses dez anos. Já publicamos mais de 65 títulos, somos a única editora a publicar as obras de Nahuel Moreno e a que mais publicou Trotsky no Brasil. 

Publicamos obras importantes, entre as quais destacamos: “História da Revolução Russa”, “Revolução Traída”, “Programa de Transição” e “A teoria da Revolução Permanente”, de Trotsky. Uma verdadeira proeza no mercado editorial da esquerda no país. Em relação a Moreno: “O partido e a revolução”, “Os governos de frente popular na história” e “A ditadura revolucionária do proletariado”, além dos clássicos como o “Manifesto Comunista”, de Marx, e de Lenin, “O Estado e a Revolução - A revolução proletária e o renegado Kautsky” e “Últimos escritos e diário das secretárias”.

Desde o início de nosso trabalho, também tivemos a preocupação de pautar o tema de opressões. O livro “O gênero nos une, a classe nos divide”, de Cecilia Toledo, já teve quatro edições. O livro de Hiro Okita, “Homossexualidade, da opressão à libertação” é um documento de 1981 que já combatia a homofobia e sua intrínseca relação com o sistema capitalista ainda no período ditatorial.

Não nos calamos frente aos ataques das privatizações. Temos em nossa linha editorial textos sobre a Vale do Rio Doce, a Embraer e a Petrobrás. Refletimos sobre a situação precária da educação pública nos ensinos básico e superior. 

Publicamos sobre o papel dos sindicatos e sobre o combate à burocratização. Aprofundamos o debate econômico no período de crise financeira. Lançamos obras que debatem a causa Palestina, como o clássico “História oculta do sionismo”, de Ralph Schoenman, entre outros títulos que pautam o socialismo e a revolução proletária. Mas, acreditamos que esse histórico é só o começo.

O papel estratégico da Editora no Partido Revolucionário
A prática política é indissolúvel da teoria revolucionária. O partido revolucionário não é um grupo de intelectuais que se debruça abstratamente sobre a teoria marxista, mas também não é um mero agrupamento de pessoas que lutam bravamente pelas conquistas econômicas e imediatas da classe trabalhadora e da população explorada. É sobretudo um instrumento de luta pelo poder.


Não se pode vencer o inimigo sem conhecê-lo, ou seja, não se pode lutar contra a burguesia sem conhecer a fundo como ela exerce seu poder econômico e político, tarefa para a qual o marxismo se mostrou, até hoje, o instrumento mais capaz.

A burguesia se organiza mundialmente em torno de governos imperialistas, blocos econômicos e agências internacionais, além de sobreviver graças às forças armadas de cada um dos países que controla e de governos subservientes dos países periféricos do capitalismo. A toda essa força, devemos opor uma organização internacional, forte e que reúna em suas fileiras o melhor da vanguarda proletária mundial.

Um exército de revolucionários munidos das ferramentas necessárias e que vá para ação disposto a disputar os corações e mentes das massas trabalhadoras. Uma dessas ferramentas é, sem dúvida, a teoria, que nos permite entender a realidade em que atuamos, suas contradições e a correlação de força entre as classes, para as quais devemos dar respostas científicas, caso queiramos acertar nossas políticas.

Entendemos que o papel da Editora não se resume a publicar e vender livros. Nossa linha editorial é uma arma ideológica para disputarmos a consciência das massas, elevarmos nossos níveis teórico e político e, assim, fortalecer o partido.

No dia a dia, é preciso, cada vez mais, nos dedicarmos às leituras teóricas, pois escutar com atenção debates, falas políticas e discussões acaloradas sem entender as polêmicas a fundo faz com que as dúvidas passem despercebidas e os questionamentos teóricos fiquem para outra hora.

Diariamente, somos bombardeados com a ideologia burguesa e reformista, ataques políticos são feitos e, às vezes, os entendemos de maneira superficial. Ao não nos dedicarmos à leitura teórica e ao estudo diário, colocamos em risco o próprio marxismo, que sofre com o revisionismo e distorções teóricas para justificar grandes traições à classe trabalhadora. 

Ao nos fortalecermos teoricamente, nos fortalecemos enquanto militantes, melhoramos nossa agitação, propaganda e avançamos na solidificação do nosso programa revolucionário. Nossos objetivos vão além de melhorias nas universidades e na relação trabalhador/patrão. Almejamos uma transformação econômica e social. Para construir o partido, não podemos ter uma relação artesanal com a teoria ou nos perdemos frente as nossas táticas e estratégias.

Outros livros virão...
Queremos avançar na publicação dos clássicos e explorar mais, editorialmente, a literatura como uma ferramenta contra-hegemônica. 

Em dezembro de 2012, lançamos um novo selo editorial, Outra Margem, juntamente com o primeiro título: Ventania do Infinito. O selo nos possibilitará uma aproximação com diferentes públicos que veem o sistema capitalista da mesma forma nefasta, mas que traduzem essa realidade poeticamente, de forma romanceada e literária.

Em comemoração ao aniversário da Editora Sundermann, estão previstos os seguintes lançamentos: “A biografia de Marx”, de Franz Mehring; “Coletânea de textos de 1917”, de Lenin; “A história do trotskismo norte-americano”, James Cannon e “O partido bolchevique”, de Broué.

O nome da editora
Sundermann é o sobrenome de José Luís e Rosa, militantes do PSTU, assassinados uma semana depois da fundação do partido, em 1994. Ao dar seus nomes à nossa Editora, queremos preservar não só a memória destes companheiros, mas também de todos os que tombaram na luta pelo socialismo. 






  • Acesse o site da Editora Sundermann
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    Em defesa da moral proletária

    Declaração frente às graves acusações contra o PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT-QI

    LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES – QUARTA INTERNACIONAL



    Uma corrente político-sindical do Brasil, “Unidos para Lutar”, encabeçada pela CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores), que é parte da corrente UIT (Unidade Internacional dos Trabalhadores), está fazendo uma grave acusação contra o PSTU e contra a CSP-Conlutas, bem como contra nossa corrente internacional, a LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional)


    Segundo essa corrente, os militantes destas organizações teriam formado uma chapa de oposição (Chapa 2) no Sindicato dos Trabalhadores Químicos de São José dos Campos, em São Paulo, com o apoio da patronal, para tentar retirar da direção do sindicato uma corrente “classista” (a Chapa 1, da Unidos). Mas, como isso não fosse suficiente, segundo esse setor, a Chapa 2 teria se apresentado à Justiça, junto com a patronal da multinacional Johnson & Johnson, para pedir a demissão de cinco trabalhadores.



    Para nós custava crer que tais acusações fossem verdadeiras, mas não podíamos descartá-las de antemão. Só havia uma forma de descobrir a verdade: fazer uma profunda investigação. E foi isso que fizemos com uma convicção: caso fossem verdadeiras as acusações, defenderíamos a expulsão de nossas fileiras de qualquer traidor.



    Feita a investigação, porém, constatamos que todas as acusações eram completamente falsas. Ou seja, estávamos diante de um caso de calúnia.



    Resultados de nossa investigação
    a) Uma “chapa do PSTU-LIT” que nunca existiu.
    Nossa investigação nos levou de surpresa em surpresa. A primeira delas foi descobrir que a suposta “chapa de traidores do PSTU e da LIT” não existia. Efetivamente, nas mencionadas eleições sindicais não existiu nenhuma “chapa do PSTU/LIT”.



    A segunda surpresa foi descobrir que, na realidade, as duas chapas que participaram das eleições surgiram a partir de uma divisão da direção do sindicato encabeçado pela “Unidos para Lutar”. A tal ponto que nas duas chapas havia militantes do PSOL (partido no qual se insere também a Unidos).



    b) O que existiu foi uma luta anti-burocrática no interior do sindicato. 
    O Sindicato dos Trabalhadores dos Químicos é dirigido há muitos anos pela CST (corrente do PSOL) que, a partir da ruptura com a CSP-Conlutas, em 2010, se filiou à Unidos.



    Nos últimos meses, uma série de dirigentes do sindicato começou a questionar a maioria dessa direção por seu comportamento burocrático. Foi isso o que deu origem às duas chapas nas eleições.



    A direção da LIT, infelizmente, não tem condições de saber todos os detalhes de como se deu essa luta no interior do sindicato e da própria Unidos. De qualquer maneira, há vários fatos que indicam que a principal crítica da oposição era correta. Vejamos alguns destes fatos:



    Primeiro, a direção acusa à oposição de estar aliada à patronal, de ser traidora, etc. Essa acusação poderia ser verdadeira, mas se fosse por que não a fizeram quando estavam juntos na mesma direção do sindicato? Por que essas acusações apareceram apenas na véspera das eleições?



    Segundo, durante a campanha eleitoral, a Chapa 2 (oposição) apresentou uma grave denúncia: a maioria da direção, para tomar o controle do dinheiro do sindicato, mudou a tesouraria (colocaram a um militante da CST) e, para fazê-lo, confeccionaram uma ata falsa de uma assembleia que não existiu.



    A maioria da direção não respondeu a grave acusação
    Terceiro, diante das acusações que faz a maioria da direção do sindicato, a oposição defendeu uma proposta muito simples: “assembleia já! Para restabelecer a verdade!” Se a maioria da direção do sindicato fosse classista, de luta e democrática, como se auto-intitula, por que então se negou a convocar uma assembleia para que a base da categoria pudesse decidir quem são os traidores?



    c) A questão dos demitidos
    A patronal entrou na Justiça pedindo que só 14 diretores tenham estabilidade trabalhista (anteriormente eram 41) e conseguiu que a Justiça aceitasse sua proposta a partir do qual veio a demissão de cinco diretores.



    Foi fácil para a patronal ganhar na Justiça sua reivindicação, pois o sindicato não apresentou corretamente o devido recurso (perdeu o prazo legal), assim ficaram de fora os cinco diretores do sindicato que não estavam na lista dos 14 com estabilidade que a Justiça havia confeccionado.



    Para tratar de reverter as demissões, o sindicato colocou na lista dos 14 nomes os cinco demitidos, coisa que a Justiça aceitou. Desse modo, os cinco sindicalistas foram readmitidos, ainda que a posteriori. Mas a patronal apresentou um recurso solicitando a anulação desta e, com isso, os dirigentes reincorporados voltaram a ser demitidos.



    Parece incrível que o sindicato tenha cometido tamanho erro jurídico com graves consequências políticas, porém, o mais incrível, é que a maioria do sindicato, ao invés de reconhecer seu erro, tenha responsabilizado a oposição, o PSTU, a CSP-Conlutas e… até a LIT pelas demissões.



    d) Como entrou nesta história o PSTU, a CSP – Conlutas e a LIT?
    Tudo começou quando um grupo de trabalhadores químicos procurou a CSP-Conlutas para denunciar os atropelos da maioria da direção do sindicato. A CSP-Conlutas, após analisar a situação, ofereceu seu apoio a eles. No entanto, nossa investigação sobre o ocorrido nos levou a descobrir algo surpreendente.



    Achamos que o PSTU e a CSP-Conlutas tinham realizado uma proposta de formar uma chapa de oposição e que isso tinha provocado a ira da maioria da direção. Mas não foi assim.



    A CSP-Conlutas, diante da ofensiva patronal, (tinha conseguido na Justiça a redução dos dirigentes com estabilidade) propôs que a oposição tentasse construir uma chapa unitária, eleita de forma democrática para enfrentar com mais força à patronal, a qual deveria ser eleita em uma convenção de base ou, inclusive, em uma eleição prévia nas fábricas.



    A CST/Unidos sequer respondeu a essa proposta. O que fez foi convocar, de última hora, a uma assembleia, com churrasco e cerveja (tudo pago com os fundos do sindicato), e nessa “assembleia” foi votada a antecipação das eleições, ou seja, não teria uma chapa unitária. Dois dias depois, a Chapa 1 foi inscrita. Nela foram deixados de fora todos que tinham feito críticas (entre eles, os 15 membros da direção do sindicato). Foi a partir daí que a oposição não teve outra alternativa a não ser registrar a Chapa 2, que aderiu à CSP-Conlutas.



    e) A suposta “colaboração com a patronal” do PSTU, a CSP- Conlutas e a LIT para demitir cinco dirigentes.
    O aspecto mais sórdido da campanha de calúnias da maioria da direção do sindicato se refere à suposta colaboração do PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT com a patronal da Johnson & Johnson para demitir cinco dirigentes sindicais.



    A atitude da maioria da direção, de colocar os cinco dirigentes na lista dos 14 para tratar de reverter suas demissões provocou muita indignação. Colocar os cinco demitidos na lista dos 14 com estabilidade significava retirar dessa lista outros cinco colegas que, ao perder a estabilidade, poderiam ser demitidos a qualquer momento.



    Em uma situação como essa não se poderia descartar a hipótese de que os trabalhadores, para preservar os seus principais dirigentes, decidissem sacrificar outros colegas. Mas uma resolução tão delicada como essa só poderia ser tomada em uma assembleia ou, no mínimo, em uma reunião de toda a direção do sindicato. Mas, nem uma coisa nem outra foram feitas. A resolução de colocar os cinco nomes dos demitidos na lista dos 14 foi tomada por um setor da direção (a executiva) da qual não participavam os cinco nomes que, a partir desse momento, poderiam ser demitidos.



    Dois colegas da Chapa 2, de oposição, furiosos com este novo atropelo burocrático, entraram com uma ação na Justiça questionando o pedido de mudança dos cinco dirigentes, alegando justamente o caráter antidemocrático dessa decisão.



    Isso foi um grande erro destes colegas (mesmo diante do atropelo burocrático da direção), pois caso a juíza acatasse esta demanda dos dois colegas da oposição, a patronal teria legalidade para demitir novamente os cinco dirigentes.



    Esse evidente erro dos dois colegas da oposição foi utilizado pela CST/Unidos para lançar sua campanha internacional de denúncias. Mas, o mais incrível desta campanha, é que ela não foi lançada contra estes dois colegas, nem contra a chapa de oposição senão centralmente contra o PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT. No entanto, foram essas organizações que, ao se inteirar da ação apresentada à Justiça por esses dois colegas, mostraram que isso era equivocado, pois haveria de se lutar pela estabilidade de todos os colegas. Por isso, propuseram que a ação fosse retirada. O conjunto da Chapa 2 concordou com essa proposta e os dois colegas retiraram essa ação antes que ela fosse analisada pela Justiça.



    Onde está a chapa do PSTU/LIT? Onde está o acordo da “chapa do PSTU” com a patronal da Johnson & Johnson?



    Calúnia como arma política 
    As calunias sistemáticas usadas como arma políticas é uma “contribuição” do stalinismo.



    O trotskismo, como corrente internacional, nasceu lutando contra as calúnias stalinistas, no entanto, a debilidade de nosso movimento fez que importantes setores do mesmo cedessem ao stalinismo no terreno metodológico a tal ponto que nossa corrente internacional, fundada por Nahuel Moreno, nasceu lutando contra as calúnias, não só do stalinismo como das organizações e dirigentes “trotskistas”.



    Nahuel Moreno, em 1941, começou a militar em uma pequena organização, chamada LOR, dirigida por Liborio Justo. Pouco tempo após entrar nesta organização, Moreno fez várias críticas a Justo e, como resposta, por meio de um boletim, Liborio Justo anunciou que Nahuel Moreno tinha sido expulso da LOR por ser “infiltrado da polícia”. Essa calúnia fez que o jovem Moreno (com 18 anos na época) entrasse em uma profunda crise que até mesmo o levou a pensar, como relatou depois, seriamente em suicídio.



    Possivelmente foi essa uma das razões que levaram a Moreno, durante toda sua vida, a lutar tanto contra as calúnias no interior do movimento trotskista. A tal ponto que quando fundou nossa organização internacional, a LIT, o fez enfrentando outra campanha de calúnias, desta vez de um dirigente trotskista, Pierre Lambert, que acusava ao peruano Ricardo Napurí de roubar dinheiro do seu partido.



    Qual é o papel da CST e da UIT nessa campanha de calúnias?
    Todas as organizações revolucionárias estão submetidas a tremendas pressões. Por isso não podemos nos assustar quando surge nelas todo tipo de desvios. Nas seções da LIT, por exemplo, têm existido desvios burocráticos em sindicatos dirigidos por nossos camaradas. Têm ocorrido problemas morais envolvendo dirigentes, como casos de calúnias, roubo, machismo….



    Nossas organizações não vivem em uma redoma de cristal. Estão submetidas a todas as pressões da sociedade capitalista em decomposição na qual vivemos, e por isso há muitos camaradas, e inclusive organizações, que sucumbem a essas pressões.



    Mas nós não julgamos as organizações, nacionais ou internacionais, em função dos problemas que nelas existam, por mais grave que sejam estes problemas. As julgamos pelo que elas fazem para enfrentar esses problemas.



    Por exemplo, há uns quatro anos atrás, o PSTU atuava no sindicato dos Químicos de São José dos Campos. Um importante quadro do partido (chegou a ser da direção nacional do PSTU) estava na direção do sindicato. Este colega fez um acordo com a patronal para deixar a empresa em troca de uma importante quantidade de dinheiro. Isto é, vendeu a patronal o seu mandato sindical, que não era de sua propriedade, mas sim dos operários que a tinham o eleito.



    A direção do PSTU, com o apoio da LIT, o expulsou de suas fileiras. É por isso que nós temos orgulho do PSTU. Não porque no PSTU não existam problemas. Temos orgulho de nossa seção brasileira pela forma como enfrenta esses problemas.



    Agora, cabe que nos perguntemos: o que vai fazer a CST e a UIT com seus militantes que estão à frente do sindicato dos químicos? Que tipo de punição receberão por essa campanha de calúnias que realizam a nível nacional e internacional? Que punição receberão por falsificarem uma ata para tomar controle do dinheiro do sindicato? É impossível que façam alguma coisa porque é a CST no Brasil e a UIT a nível internacional que estão à frente dessa campanha de calúnias.



    Constatar esta realidade doeu, mas não nos surpreendeu. Doeu porque não tínhamos perdido a esperança que essa organização internacional tivesse aprendido alguma lição de suas ações no passado. No início da década de 90, os atuais dirigentes da UIT estiveram entre os que, na Argentina, romperam com o MAS, o principal partido trotskista do mundo nesse momento, com uma metodologia stalinista. Para concretizar essa ruptura ocuparam de forma violenta as sedes do MAS e se apropriaram delas. No Brasil não ocuparam as sedes, mas também utilizaram uma metodologia depreciável: para dividir o partido construíram uma fração secreta.



    A UIT, que se constituiu após estes fatos, nasceu marcada por esta metodologia do “vale tudo”.



    Um chamado à reflexão
    Até pouco tempo atrás, a direção da UIT reivindicava a LIT, apesar de muitas diferenças. Durante vários meses estivemos diante da possibilidade de unificar nossas organizações. Agora, a UIT está à frente, a nível internacional, de uma campanha de coleta de assinaturas para denunciar a LIT e o PSTU como uma organização de traidores.



    Perguntamos a eles: como é possível que em tão pouco tempo uma das mais importantes organizações trotskista-morenista do mundo se tenha transformado em uma organização de traidores? Como é possível que essa mudança tenha se dado sem a existência de uma feroz luta fracional no interior destas organizações? Qual é a explicação marxista que a direção da UIT dá a essa transformação? Nenhuma. Limita-se a juntar assinaturas para condenar os “traidores” do PSTU, LIT e a CSP-Conlutas.



    O PSTU tem levado a público os fatos ocorridos no Sindicato dos Químicos. Qual tem sido a resposta da CST e a UIT? Nenhuma. Limitou-se a seguir denunciando, alegremente, os “traidores” do PSTU, LIT e da CSP-Conlutas.



    Como é possível a UIT não responder às graves acusações que estamos lhe fazendo? Desafiamos à direção da UIT que se pronuncie sobre o que estamos dizendo.



    Afinal, é verdade ou mentira que, entre os trabalhadores químicos e nas eleições sindicais desse sindicato não havia nenhum militante da suposta “chapa do PSTU/ LIT”? É verdade ou mentira o questionamento de um importante número de dirigentes sindicais sobre a condução da maioria do sindicato, que é da CST/UIT? É verdade ou mentira que esta direção foi questionada, entre outras coisas, porque falsificaram uma ata de uma assembleia que não existiu para tomar o controle do dinheiro do sindicato?



    É verdade ou mentira que a CSP-Conlutas e o PSTU propuseram à maioria da direção formar uma chapa unitária, eleita democraticamente na base, para enfrentar com mais força a patronal que queria demitir vários dirigentes do sindicato? É verdade ou mentira que os militantes da CST se negaram a formar uma chapa unitária e democrática para enfrentar às demissões da patronal? É verdade ou mentira que, no momento em que dois membros da oposição apresentaram uma ação à Justiça, que poderia chegar prejudicar muitos colegas, o PSTU e a CSP-Conlutas afirmaram que era preciso defender todos os colegas e que, portanto, tinham que retirar essa ação? É verdade ou mentira que a partir da intervenção da CSP-Conlutas e do PSTU, toda a oposição concordou com essa proposta e que os dois colegas retiraram sua ação na Justiça? É verdade ou é mentira que a oposição, o PSTU e a CSP- Conlutas, frente à campanha de calúnias, propuseram que se faça uma assembleia para restabelecer a verdade? É verdade ou mentira que a maioria da direção do sindicato se negou a convocar a essa assembleia?



    A direção da UIT tem a obrigação de responder a essas perguntas, pois, ao não respondê-las, a própria UIT estará se condenando como uma organização de caluniadores.



    Os colegas e amigos da UIT, que assinaram a campanha contra o PSTU e a LIT, sem ter um real conhecimento dos fatos, devem fazer uma reflexão sobre o que fizeram. Ninguém pode ser criticado por assinar uma determinada declaração por confiança política. Mas o que estão assinando não é uma simples declaração. É uma campanha de calúnias inadmissível que atenta contra a moral proletária.



    Após ler essa declaração os colegas que, com sua assinatura, respaldaram essa campanha de calúnias saberão como proceder. Aqueles que continuarem opinando que as denúncias contra o PSTU e a LIT são verdadeiras, pedimos apenas – ou melhor, exigimos - que respondam às perguntas mencionadas acima dirigidas à direção da UIT.

    Comitê Executivo Internacional da LIT-QI
    Maio de 2012

    Em defesa do marxismo. Leon Trotsky. Dia 21/10, na FND-UFRJ

       Teaser de divulgação do lançamento do livro "Em Defesa do Marxismo", de Leon Trotsky, dia 21/10, na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ (Rua Moncorvo Filho, 08 - Centro - Rio de Janeiro; próximo a Central do Brasil, ao lado do Campo de Santana).

    Lançamento da nova edição do livro "Em defesa do marxismo", dia 21/10

    Lançamento da nova edição do livro "Em defesa do marxismo", de Leon Trotsky, com a apresentação de Valério Arcary, historiador e membro da Direção Nacional do PSTU.

    Dia 21/10, às 18:30h, na FND-UFRJ.

    Participe e divulgue!


    14 DE SETEMBRO NA UFRJ: Seminário 140 anos da Comuna de Paris




  • Seminário 140 anos da Comuna de Paris
    18h às 20h
    Mesa 2. “O poder popular e as organizações dos trabalhadores”
    Com Nikos Seretakis (KKE - PC Grécia), Valério Arcary (IFSP) e Gilmar Mauro (MST)
    Entrada livre e gratuita (sem inscrição prévia)
    Local: salão Pedro Calmon, UFRJ, 2º andar (Av. Pasteur, 250, Urca, campus da Praia Vermelha)
    Rio de Janeiro





  • Evento nos dias 14 e 15 de setembro. 





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