Votar útil é votar no PSTU! Contra burguês, vote 16!


O voto útil e a viabilidade eleitoral no Rio de Janeiro
O Brasil tem eleições de 2 em 2 anos. Agora estamos vivendo eleições para prefeitos e vereadores. Em 2014 serão para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. E desta forma as classes dominantes (e a maioria da esquerda) semeiam ilusões de que vivemos em uma democracia e que o “voto é a arma do cidadão”.
Uma geração de combativos militantes que fundaram a CUT e o PT passaram décadas apostando na eleição de Lula para mudar a realidade brasileira. Foram quatro tentativas (1989, 1994, 1998 e 2002) até que se concretizasse o “governo democrático e popular”. Ao longo de todos esses anos o PT foi rebaixando seu programa para ganhar mais votos e se aliando a setores da burguesia para se tornar uma candidatura viável. A expressão máxima dessa política foi a chapa encabeçada por Lula e acompanhada por José Alencar, poderoso empresário têxtil de Minas Gerais. O resultado dessa história você já conhece.
O discurso do voto útil sempre foi utilizado por partidos maiores para sufocar e calar os partidos de menor expressão eleitoral. Até mesmo o PT teve que enfrentar esse discurso em seu nascedouro contra o gigantesco MDB. Hoje o PT se apoia no voto útil para impedir a “volta da direita” no comando do país. Nós também somos radicalmente contra o retorno da turma do PSDB/DEM e os enfrentamos sem trégua nas cidades e estados onde governam. Em 2014, sem dúvida, o PT utilizará esse mesmo discurso para chamar o voto em Dilma contra a eventual candidatura da direita.
A classe trabalhadora torna-se então refém desse círculo vicioso infinito e os verdadeiros beneficiados por essa ciranda eleitoral são os ricos e poderosos do país. O voto útil na verdade é útil apenas para os empresários, banqueiros e latifundiários que continuam governando o Brasil. 

As candidaturas viáveis do PSOL
Em algumas cidades do país, como o Rio de Janeiro e Belém, o PSOL apresenta candidaturas que pontuam alto nas pesquisas de opinião e passam uma ideia de viabilidade eleitoral, não sem fazer concessões programáticas e ampliar o arco de alianças. No Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (18% das intenções de voto) batalhou e conquistou o apoio da vereadora tucana Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), talvez a empresária mais conhecida da cidade. Agora expõe com orgulho o apoio de brizolistas (PDT) como se fossem os paladinos da educação pública. Jefferson Moura, por exemplo, exalta na TV o apoio de Marina Silva à sua candidatura, “esquecendo-se” que Marina enquanto ministra do Meio Ambiente, liberou o cultivo de sementes transgênicas e o arrendamento da mata amazônica às madeireiras. Enfim, a ampliação do arco de alianças expandiu-se à direita, e não à esquerda como gostaria o PSTU.
Quando chamamos a formação de uma Frente de Esquerda nas eleições para enfrentar Eduardo Paes e sua coligação com 20 partidos, defendemos a construção de um programa classista e socialista bem diferente do defendido por Freixo. 

Vejamos alguns pontos polêmicos entre PSOL e PSTU:
a)      O corte do ponto dos grevistas
Na entrevista ao RJTV da Rede Globo, Freixo foi perguntado pelo repórter se ele teria pulso firme enquanto prefeito diante de uma possível greve. O deputado não vacilou em responder categoricamente que teria pulso firme sim, e foi além. Questionado se cortaria o ponto dos grevistas Freixo afirmou: “Depende, depende da situação. Depende do setor, depende da negociação, depende do que tiver acontecendo”. O PSTU e o PSOL se encontrariam aqui em trincheiras opostas. O PSTU incondicionalmente ao lado dos grevistas, e o PSOL avaliando se cortaria o ponto ou não. 

b)      UPP’s
O PSTU é contra a política de segurança pública do Sr. Sérgio Cabral e José Mariano Beltrame, que tem como carro chefe a Unidade de Polícia Pacificadora, respaldada de amplo apoio nas elites e na classe média, que não toleram a desvalorização de seus imóveis e o convívio com os setores pauperizados da população. A verdade é que aos poucos as comunidades vêm fazendo uma experiência prática com as UPP’s, que dispensa análises de sociólogos, cientistas políticos e advogados ligados aos direitos humanos. Em muitas comunidades visitadas pelo PSTU e Cyro Garcia, se escutou denúncias de moradores que foram violentados, humilhados e tiveram suas liberdades cerceadas pela presença da PM nos morros cariocas. Basta relembrar a moradora da Rocinha que foi estuprada em abril por três policiais do Batalhão de Choque. É evidente que não se pode trocar a opressão do tráfico pela opressão da polícia. Freixo defendeu em seu programa de TV às UPP’s e fez um adendo para que as mesmas levassem também direitos sociais às comunidades. O problema é que a UPP que existe é está que leva terror e inibe as manifestações culturais como os bailes funks, por exemplo. Freixo trabalha com uma lógica evolucionista que é a seguinte: primeiro chega a segurança, depois a saúde e educação. Por que tem que ser assim? O PSTU não concorda com essa lógica, e defende a imediata implantação de todos os direitos sociais nas favelas cariocas e a criação de uma única polícia de caráter civil, eleita democraticamente pelas próprias comunidades, com mandatos revogáveis e controladas pelos moradores. 

c)       Os contratos, as Organizações Sociais (OS’s) e os serviços públicos
Os hospitais públicos estão sendo privatizados paulatinamente pelas OS’s, que lucram de forma perversa com o desespero da população desassistida. Os transportes são controlados por uma máfia que trata os trabalhadores como cargas que se amontoam no interior dos trens e ônibus e pagam uma tarifa exorbitante em troca de um péssimo serviço.
No site de Marcelo Freixo encontra-se a seguinte afirmação: Vamos respeitar todos os contratos! (...) Não se trata de uma “caça às bruxas”, vamos respeitar todos os contratos, desde que estes respeitem os princípios da razoabilidade, da impessoalidade, da moralidade, da eficiência, da economicidade e tantos outros insculpidos na nossa Constituição (...)”.   
Pois bem, e se os contratos com algumas OS’s respeitarem os princípios da razoabilidade? Afinal, o que seria razoável quando se fala em saúde pública? O problema desses contratos não é somente a sua lisura e transparência entre as partes. Mas sim o caráter privatista que os mesmos apresentam. 
O PSTU defende a imediata ruptura com a Lei de Responsabilidade Fiscal e a criação de uma lei de responsabilidade social; a estatização completa dos serviços públicos; e o subsídio da prefeitura para garantir as passagens a R$ 1,00.  

d)      Sobre as remoções
Pensávamos que no terreno das remoções não teríamos polêmicas com Marcelo Freixo. Afinal de contas, Paes vem promovendo uma política de higienização social e remoções contra os pobres para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas. No entanto, a respeito da remoção da comunidade do Horto, instalada no interior do Jardim Botânico, Freixo priorizou a preservação do parque e deixou em segundo plano a permanência dos moradores que ali se encontram: A área não pode conviver com um número grande de moradores. É um patrimônio tombado. O mais importante é garantir a preservação do Jardim Botânico e de sua área de pesquisas”. Esta primeira declaração repercutiu muito mal. Miguel Baldez – jurista consagrado de grande prestígio nos movimentos sociais e especialista em regularizações de ocupações e assentamentos – disparou furioso em defesa da comunidade do Horto: Não há meias remoções, nem as autorizadas por equivocadas decisões judiciais podem ser admitidas. O povo do Horto aguarda o urgente desmentido do Sr. Marcelo Freixo. Não se pode acender vela a Deus e flertar com o diabo…”. Marcelo Freixo atendeu aos pedidos e finalmente se colocou contra a remoção da comunidade do Horto. 

O voto útil é no 16!
Como podemos ver o PSTU e o PSOL têm programas bem diferentes. Podemos até mesmo dizer que são opostos em alguns pontos. E o voto é a de certa forma uma expressão desses programas. Então, se você se identificou mais com o programa do PSOL, vote Marcelo Freixo. Mas se você se identificou mais com o programa do PSTU, vote Cyro Garcia.
Não vale a pena rebaixar o programa como fez o PT e faz hoje o PSOL em troca de um punhado de votos. Essa prática petista em nada fortalece a luta dos trabalhadores e da juventude. Ao contrário. Deseduca e semeia ilusões que podemos mudar a realidade que nos rodeia através das eleições.
Abrir mão de nossas ideias a favor de um suposto “voto útil” é apostar na via institucional. O voto nos candidatos do PSTU, mesmo que estes não sejam eleitos, são valiosíssimos porque marcam um diferencial contra o círculo vicioso da democracia burguesa, e fortalecem a construção de uma alternativa socialista e revolucionária em nossa cidade. 

Contra burguês, vote 16!

BRAYER LIRA 16001 - VEREADOR PSTU RIO "Vote em um petroleiro de luta"

CYRO GARCIA PREFEITO 16 - PSTU desmascara Eduardo Paes e a falta de democracia nas eleições



Porque Eduardo Paes quer calar o PSTU? 
Os candidatos da burguesia não aguentam mais as verdades que o PSTU está mostrando no seu horário eleitoral na TV e no rádio e, em várias cidades, tentam cassar o tempo do partido no horário gratuito. Recentemente em São Paulo o PT, tentou cassar o nosso programa que denunciava a aliança do seu candidato a prefeito, Fernando Haddad, com Paulo Maluf, conhecido mundialmente, inclusive, por envolvimento em escândalos de corrupção. Aqui no Rio, fomos surpreendidos, neste final de semana, por uma decisão da Justiça Eleitoral em retirar do ar o programa de nosso candidato a prefeito Cyro Garcia do horário eleitoral gratuito do dia 14/09 (sexta-feira). A retirada se deu motivada pelo pedido encaminhado pela campanha do atual prefeito o senhor Eduardo Paes, que se sentiu ofendido quando em determinado momento ao final do vídeo Cyro Garcia diz “Queremos um segundo turno para derrotar Paes, o candidato dos ricos, poderosos e empreiteiros. Por isso vote e consiga mais votos para o PSTU. Votar útil é votar no partido que defende as lutas e o socialismo”. 

Cassação é mais uma tentativa de calar quem defende os trabalhadores 
Esta decisão da Justiça é um acinte! Pois no mínimo não garante o nosso direito de opinião. Pois entendemos sim, junto com os profissionais da educação que denunciam a continuação da aprovação automática, os estudantes que lutam pela garantia do passe-livre irrestrito e com os moradores removidos de suas casas que Eduardo Paes é o candidato dos ricos e poderosos; e que sua candidatura representa os interesses dos mesmos. É só vermos o montante gigantesco de doações feitas por bancos, empreiteiras e grandes empresários para a sua campanha, orçada em mais de 20 milhões de reais! É, portanto, um ataque não só ao PSTU, mas a todos que ousam dizer a verdade em relação a este governo, se recusando a tentar mais uma vez enganar o povo com promessas eleitorais mentirosas, como fazem os demais candidatos. O PSTU tem na campanha eleitoral um tempo quinze vezes menor que o de Paes na maioria das cidades do país. Tem ainda um acesso a entrevistas nos noticiários 100 ou 200 vezes menor. Mas o aproveitamos para, além de apresentar nosso programa para as cidades, divulgar a luta dos trabalhadores como a recente greve das federais, a luta pela readmissão do cabo Daciolo e demais bombeiros e militares perseguidos por Cabral e as atuais greves de bancários e trabalhadores dos Correios. 

“Cyro nos debates”: campanha pela democracia nas eleições continua 
Também achamos muito estranho que esta decisão só ocorra agora, quando estamos em meio a uma campanha democrática denunciando o verdadeiro boicote feito pela grande imprensa contra nossas candidaturas e exigindo o a cobertura democrática de nossas posições e a nossa presença nos próximos debates. Sabemos que estamos sendo penalizados por dizer ousar a dizer a verdade. Mas não nos calarão! Lutamos contra a ditadura militar, ajudamos a derrubar Collor e a acabar com a censura. Não será esta falsa democracia dos ricos que nos impedirá de dizer aquilo quem pensamos. Vergonhosamente, em Recife, o TRE pernambucano retirou com uma liminar o candidato à prefeitura Roberto Numeriano (PCB/PSOL) no meio de um debate. A democracia realmente não está garantida neste processo eleitoral. Por isso, chamamos a todos que defendem um processo eleitoral realmente democrático e se colocam contra Eduardo Paes a se solidarizarem com esta nossa campanha. De nosso lado, continuaremos a denunciar a política nefasta e as alianças espúrias de Eduardo Paes e de todos os governos burgueses e seguiremos com nossa campanha por democracia de verdade nas eleições e na sociedade, exigindo a cobertura democrática de nossas campanhas e nossa presença nos próximos debates que ocorrerão, principalmente na Globo e na Record. Por isso, pedimos o seu apoio e a participação de todos nesta campanha. Principalmente nos dirigimos ao candidato Marcelo Freixo, que se reivindica do campo da esquerda, e ao seu partido o PSOL, que apesar de também terem pouco tempo de TV e Rádio, no Rio de Janeiro, obtém da grande mídia uma cobertura jornalística bem maior do que a nossa a cerrarem fileiras conosco nesta campanha. 

 Direção Municipal PSTU Rio de Janeiro.

VEJA O PROGRAMA CASSADO POR DIZER A VERDADE SOBRE EDUARDO PAES

Programa denunciando a falta de democracia nas eleições 


 
 
Porque Eduardo Paes quer calar o PSTU?
Os candidatos da burguesia não aguentam mais as verdades que o PSTU está mostrando no seu horário eleitoral na TV e no rádio e, em várias cidades, tentam cassar o tempo do partido no horário gratuito.
Recentemente em São Paulo o PT, tentou cassar o nosso programa que denunciava a aliança do seu candidato a prefeito, Fernando Haddad, com Paulo Maluf, conhecido mundialmente, inclusive, por envolvimento em escândalos de corrupção.
Aqui no Rio, fomos surpreendidos, neste final de semana, por uma decisão da Justiça Eleitoral em retirar do ar o programa de nosso candidato a prefeito Cyro Garcia do horário eleitoral gratuito do dia 14/09 (sexta-feira).
A retirada se deu motivada pelo pedido encaminhado pela campanha do atual prefeito o senhor Eduardo Paes, que se sentiu ofendido quando em determinado momento ao final do vídeo Cyro Garcia diz “Queremos um segundo turno para derrotar Paes, o candidato dos ricos, poderosos e empreiteiros. Por isso vote e consiga mais votos para o PSTU. Votar útil é votar no partido que defende as lutas e o socialismo”.

VERA NEPOMUCENO VEREADORA 16123 - Programa "A educação pública tem pressa!"

JULIO ANSELMO VEREADOR 16016 - Programa de apoio à greve das fe...

BRAYER LIRA VEREADOR 16001 - programa em defesa do Pré-sal e da Petrobrás 100% estatal

DANIEL MACEDO VEREADOR 16007 - Apoio a luta dos trabalhadores dos Correios

PSTU lança a campanha "Cyro nos Debates"

O PSTU começou uma campanha política pela inclusão de Cyro Garcia nos debates entre os candidatos a prefeito da cidade do Rio de Janeiro realizados pelas emissoras de televisão. Militantes, filiados, ativistas e simpatizantes do partido estão enviando emails às emissoras para exigir a democracia nas eleições e a participação de Cyro nos debates.

O período eleitoral é uma oportunidade única para um partido revolucionário e auto-financiado, como o PSTU, apresentar para a sociedade um programa de governo diferente, um projeto socialista de cidade para os trabalhadores. No entanto, as emissoras de televisão e demais órgãos da grande imprensa excluem sistematicamente os candidatos deste partido de sua cobertura jornalística. Por conta desta política deliberada de exclusão de certas candidaturas, Cyro Garcia não foi convidado a participar de nenhum debate na televisão.

As empresas de televisão, beneficiárias de concessão pública para exploração do espectro de rádiofreqüências - um bem público definido pelo artigo 157 da Lei 9.472/97 - têm como obrigação, delegada pelo Estado conforme disposto na Constituição Federal, o dever de atender às finalidades e aos interesses públicos da sociedade. O PSTU defende a plena democracia no processo eleitoral e, portanto, luta a cada eleição pela participação de todo e qualquer candidato, de quaisquer partidos, nas iniciativas midiáticas de promoção das eleições. Levar à sociedade o conhecimento em relação à disputa eleitoral, de forma integral e completa, é a única forma de retratar democraticamente este processo.

Embora a legislação eleitoral permita a realização de debates apenas com candidatos cujos partidos possuem representação parlamentar na câmara dos deputados, a decisão pela adoção deste critério é prerrogativa das próprias emissoras. É preciso pressioná-las a incorporar em seus debates a pluralidade política que as eleições comportam.

Por mais democracia nas eleições, participe da campanha “Cyro nos Debates” através deste link.

Cyro Garcia 16: Programa do Dia dos Excluídos

Não abrimos mão da nossa independência! Por isso, precisamos do seu apoio. Faça uma doação!



http://doacaoeleitoral.guest.com.br/2012/pstu/

    O PSTU é um partido independente, socialista, comprometido unicamente com a luta dos trabalhadores e estudantes. Por isso, ao contrário dos outros partidos, não aceitamos o dinheiro dos grandes bancos, empresas e empreiteiras. Não contamos com os milhões doados pelos empresários aos principais candidatos, que depois das eleições vão cobrar a fatura dos políticos, através de favores e corrupção.

    Nossas campanhas, modestas, são financiadas pelos próprios militantes e apoiadores. Por isso, temos a independência política de defender uma cidade dos trabalhadores, enfrentando a ganância das empresas de ônibus, empreiteiras, bancos e os políticos que governam para os ricos.

    Agora você também pode apoiar financeiramente nossa campanha e colaborar com candidaturas socialistas. É rápido, fácil e seguro. É só clicar no link abaixo, preencher o formulário, escolher um valor e pronto! Ajude-nos e faça parte dessa campanha!

Cyro Garcia, do PSTU, diz que quer governar para a classe trabalhadora, e não para ricos e poderosos

Confira a entrevista do companheiro Cyro Garcia a rádio CBN


Cyro Garcia participa do grito dos excluídos no dia 7 de setembro

Por E. Dau, do Rio de Janeiro
   O Brasil está submisso aos interesses das grandes multinacionais e especuladores internacionais – é preciso lutar por uma verdadeira independência.

   O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSTU, Cyro Garcia, esteve na manhã deste dia 7 de setembro na 18ª edição do Grito dos Excluídos. Na manifestação Cyro expressou a solidariedade do PSTU às lutas em curso no Rio de Janeiro, como na UERJ e IASERJ, o apoio aos moradores do Horto, no Jardim Botânico, sob risco de remoção, e denunciou a política de transportes praticada no município, que favorece a máfia da FETRANSPOR. Cyro falou ainda da necessidade de se lutar por uma real independência para o Brasil.
Não se pode dizer que o Brasil seja um país independente. Se independência significa caminhar com as próprias pernas, ser dono de seu próprio destino sem estar submisso a qualquer outro interesse, pode-se afirmar sem medo de errar, que vivemos em um país cada vez mais dependente.
 
   Todos os grandes setores da economia, dos bancos às montadoras, encontram-se nas mãos de grandes grupos estrangeiros que gozam de todo tipo de facilidades do Estado, como subsídios e isenções, como ocorrem agora com as empresas automobilísticas, para potencializar seus lucros e remetê-los às matrizes.

   A dívida pública (interna e externa) soma um montante equivalente a mais da metade do PIB (soma de todas as riquezas produzidas no país), chegando a R$ 3,2 trilhões no final de 2011 (ou 78% do PIB de 2011). Em 2011, R$ 705 bilhões do Orçamento federal foram destinados ao pagamento de juros e amortização da dívida. Isso significa nada menos que 45% de todo o orçamento. Ou seja, quase metade do que o governo gastou em 2011 foi direto para os credores internacionais.

E nas cidades?

   As eleições à prefeitura também estão nesta lógica. A dívida pública dos municípios com a União também engessa os orçamentos locais, desviando recursos que iriam para a Saúde e Educação. As prefeituras pagam os juros de dívidas muitas vezes impagáveis ao Governo Federal que, por sua vez, vai redirecioná-lo ao pagamento dos juros de sua dívida. Nessa ciranda, os banqueiros e especuladores ficam cada vez mais ricos, enquanto a grande maioria da população sofre com saúde e educação precários.

   Por isso, nessas eleições, o PSTU diz em alto e bom som: para se garantir uma independência de verdade, é necessário romper com a dívida pública, nacionalizar as grandes empresas multinacionais, garantindo emprego e salários, e, na prefeitura, parar de pagar a dívida para investir na construção de creches, escolas, hospitais e em todo o serviço público.