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Defender a Petrobras é defender uma empresa 100% estatal e os direitos dos seus trabalhadores


Enquanto os trabalhadores do Comperj percorriam Brasília para obter apoios na sua luta pelo pagamento de direitos, Lula defendia o governo Dilma/PT em ato na ABI, supostamente em defesa da Petrobras.

Por Cristina Portela, da redação.

Uma comissão de trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) esteve em Brasília na última semana de fevereiro com o objetivo de convencer o governo Dilma a intervir para que os seus salários e direitos, suspensos há mais de três meses, sejam pagos. Na capital, eles acamparam em frente ao Congresso Nacional, reuniram-se com parlamentares e representantes do governo. No dia 25, foram recebidos pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que se comprometeu a reunir representantes da empresa, do sindicato de trabalhadores, da Petrobras e do poder judiciário para no dia 9 de março, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro. A finalidade do encontro é obter um acordo para acelerar o pagamento dos direitos devidos aos trabalhadores.
Durante a estada em Brasília, a comissão participou também do 34º Congresso do Andes Sindicato Nacional e do ato de lançamento da campanha salarial dos servidores públicos federais.
Desde o final do ano passado que 2.400 funcionários da Alumini Engenharia, empresa que presta serviços no Comperj, estão sem receber salários, além de outros 469 demitidos que não tiveram os seus direitos pagos. A Alumini responsabiliza a Petrobras, enquanto esta lava as mãos e diz que não tem nada com isso. Nessa queda de braço, quem paga o pato são os trabalhadores.
Esses, ao contrário dos corruptos e corruptores investigados pela Operação Lava Jato, não são marajás. Segundo Natália Russo, diretora do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro), eles ganham entre 1.400 (pedreiros, carpinteiros, etc.) e 5.000 reais (soldadores, encarregados, etc.) por mês e, sem dinheiro, já estão passando dificuldades e têm as suas prestações em atraso. Uma boa parte desses trabalhadores foi recrutada fora do Rio de Janeiro, em especial no Pará e na Bahia, mas também no Maranhão, em Pernambuco e Alagoas, o que agrava ainda mais a situação.
A luta desses trabalhadores, cujo marco foi a passeata pela ponte Rio-Niterói em 10 de fevereiro último, tem recebido a solidariedade da sua classe. Entre as entidades sindicais que estão a ajudar  destaca-se a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff), que contribuiu com 120 cestas básicas. A diretora do Sindipetro conta que, em apenas uma hora durante o período de almoço dos petroleiros do Centro Administrativo da Petrobras, no Edifício Ventura, centro do Rio, foram recolhidos 869 reais.
A CSP-Conlutas prossegue a campanha “SOS Comperj: os trabalhadores não pagarão pela crise”, numa iniciativa que visa também os outros desempregados do Estado. O objetivo é unificar a luta contra as demissões e ampliar a frente de solidariedade aos trabalhadores do Comperj, da qual fazem parte, entre outras entidades, o Sindipetro-RJ, o Sindipetro-Caxias, o Sindicato dos Metalúrgicos, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (Sintuff), Aduff, Andes Sindicato Nacional, além de parlamentares do PSOL. A onda de demissões que começou – calcula-se que já há 20 mil desempregados no país em consequência do escândalo de corrupção da Petrobras - precisa ser travada com a unidade e a luta dos trabalhadores, a exemplo da Volks do ABC paulista e da GM de São José do Campos.

Em Brasília, durante o acampamento em frente ao Congresso Nacional, os operários do Comperj receberam o apoio do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal, Andes Sindicato Nacional, Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel), entre outras entidades.

Trabalhadores da saúde se mobilizam contra o desmonte da saúde federal no RJ

Trabalhadores da Saúde Federal
 novamente no NERJ 
Dirley Santos , da Redação

Os trabalhadores da Saúde Federal do Rio de Janeiro, estiveram, na manhã desta quarta-feira (14/01), novamente no NERJ (Núcleo Estadual do Rio de Janeiro) exigindo explicações do governo federal frente a estadualização-privatização. 

A mobilização dos trabalhadores arrancou uma audiência com representantes do Ministério da Saúde. De acordo com Cíntia Teixeira, trabalhadora da saúde e militante da CSP-Conlutas/RJ, "O governo desmentiu a estadualização, mas nós cobramos uma nota oficial contra a entrega para as OS's". também foi exigida uma posição contra o despejo do núcleo sindical dos servidores do Hospital Cardoso Fontes. 

Ainda segundo Cíntia "o governo federal tem que assumir a sua responsabilidade perante o sistema público de saúde", pois está claro que o atual sistema de regulação de leitos não funciona e por conta disso pessoas estão morrendo nas UPA's.

A categoria realizará nova assembléia no dia 22/01 (5a feira) para organizar a campanha salarial deste ano e a continuidade da luta contra estadualização-privatização.

Fotos: Cíntia Teixeira

Trabalhadores da Saúde Federal
protestam em frente ao NERJ

Trabalhadores da Saúde Federal em audiência com o governo federal


Lutaremos! Visando a privatização, governos realizam manobra e atacam a saúde federal

CSP-Conlutas/RJ 

O governo federal em parceria com o governo estadual do RJ fazem uma manobra em estadualizar os 6 hospitais federais entregando a gestão para as OSs ou fundações. Há dois anos a CSP-Conlutas e Fórum de Saúde seguem denunciado os contratos com as OSs que somam por ano 2 bilhões de reais.

E o que vemos é a continuidade com faltas de leitos e demora nos atendimentos ambulatoriais e cirurgias. Falta de insumos e manutenção das edificações das unidades, e farsa do sistema SISREG (Sistema de Regulação de Internações).

A luta contra a EBSERH vem fortalecendo trincheiras sendo necessário que os trabalhadores se reorganizem para barrar mais esta tentativa de privatização.

Ato dos trabalhadores do Hospital de Ipanema contra a privatização (6/01/41)

Confira abaixo a matéria de O Dia do RJ:

Transferência para o estado de hospitais federais de Rio está sendo negociada
Pezão discute com ministro da saúde detalhes relacionados ao repasse de fundos para o manutenção das unidades

Por Fernando Molica

Rio – A transferência ao estado dos seis hospitais federais de Rio está sendo negociada pelo governador Pezão e o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ambos concordam com a medida, mas ainda discutem detalhes relacionados ao repasse de recursos do ministério e serviço das unidades.

O orçamento anual dos seis hospitais — Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores — chega a R$ 4,5 bilhões. O estado quer garantir o recebimento desta verba por muitos anos.

Problemas
Apesar do orçamento generoso, os hospitais federais enfrentam muitos problemas — 600 de seus leitos foram fechados nos últimos anos, obras intermináveis prejudicam o atendimento no Andaraí e em Bonsucesso.

Contrato de gestão
A administração dos hospitais caberia a organizações sociais (como o caso do Instituto do Cérebro) ou à Fundação Saúde, ligada ao estado. Haveria um contrato de gestão para determinar metas a serem cumpridas.

Integração
Pezão quer uma integração entre as redes federal, estadual e municipal; não está descartada a possibilidade de o estado ficar também com institutos como o de ortopedia (Into). Pela proposta, a prefeitura ficaria com o atendimento básico: em 2015, receberia do Estado os dois postos de atendimento e poderá assumir os hospitais Rocha Faria e Albert Schweitzer.

Reunião
No dia 7, Chioro, Pezão e Eduardo Paes terão uma reunião em Brasília.

Saiba mais http://cspconlutas.org.br/

Rodoviários do Rio decidem: Vai ter greve!

Após aprovação da greve categoria realiza passeata
pela Presidente Vargas em direção à Central do Brasil foto: Piero Martins

Por Dirley Santos, da redação
     Nesta terça-feira (27) cerca de 300 rodoviários se reuniram em assembleia na Candelária e após avaliarem que não houve nenhum avanço nas negociações com as empresas de ônibus decidiram entrar em greve de 24 horas a partir de 0 hora desta quarta-feira (28). Após a decisão os trabalhadores saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à Central do Brasil.
     Os rodoviários reivindicam um aumento de 40% no salário — pelo qual passariam a receber quase R$ 2,5 mil, além de cesta básica de R$ 400– que atualmente é de R$ 100. Outra reivindicação importante é o fim da dupla função, onde motoristas também trabalham como trocadores. Uma nova assembleia acontecerá na sexta-feira (30).
     Já a direção do Sindicato dos Rodoviários (Sintraturb) mantém o acordo assinado com a patronal, apesar da evidente insatisfação da maioria da categoria. Em um evidente jogo de cena um representante do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Urbano (Sintraturb) esteve no local, porém se recusou a falar para os trabalhadores que estavam na assembleia.
     Por "coincidência" o presidente do Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus, Lélis Teixeira, descarta a abertura de uma nova negociação e afirmou que já entrou com pedido na Justiça para que a paralisação seja considerada ilegal.
     Mas os trabalhadores vão mostrar sua força e a derrotar a ganância e a intransigência dos governos e patrões e a traição das direções pelegas.
     Agora é o momento de darmos toda força a greve rodoviária, fortalecendo os piquetes nas garagens para convencer os trabalhadores que ainda não aderiram a paralisação a se integrarem de vez na luta.
    Todo apoio a greve dos rodoviários do Rio e em todo o país!

Em tempo:

Rodoviários de Niterói decretam estado de greve

Amanhã (4ª), às 15h, decidem se entram ou não em greve
Por Rodrigo Noel, da redação
Após aprovação da greve categoria saiu
em passeata pelo centro de Niterói foto:DB
Cerca de 250 companheiros e companheiras rodoviários decidiram hoje em assembleia decretar estado de greve em Niterói, São Gonçalo e demais localidades. Apesar da ostensiva presença policial, após a assembleia a categoria realizou um ato pelas ruas do Centro de Niterói. Amanhã, às 15h, a categoria realizará nova assembleia em frente ao Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, com a pauta sobre a votação da adesão ou não a greve.


Movimento Rodoviários em Luta - Niterói e São Gonçalo até Arraial do Cabotem exigido, dentre outras coisas, o fim da dupla função motorista-cobrador lembrando que "dirigir e cobrar é tão perigoso quanto dirigir e falar ao celular", além de apontar diversas cidades onde movimentação semelhante resultou em vitórias para a categoria e para a população, dado o risco que apresenta a chamada dupla função.

Nota de pesar: Companheiro Washington Costa, presente!

Washington na época em que presidiu a CUT-RJ
É com extremo pesar que recebemos a triste notícia que faleceu na madrugada desta segunda-feira (dia 19/5) o companheiro Washington Costa.
Washington sempre esteva presente nas lutas dos trabalhadores, defendendo o classismo e o socialismo. Em praticamente todas elas estivemos ombro a ombro, mesmo pertencendo a correntes políticas diferentes, seja no interior da Central Única dos Trabalhadores (CUT), seja no interior do PT (Partido dos Trabalhadores) onde enfrentávamos a direção majoritária que levou o PT e a CUT a traírem a classe trabalhadora brasileira.
Metalúrgico, participou das históricas lutas da década de 1980, chegando a presidir o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro e a integrar a executiva nacional da CUT. Sua militância também foi decisiva para a formação da CUT-RJ, onde chegou  a ser presidente na mesma gestão em que eu fui secretário-geral.
Atualmente era professor de Mecânica Automotiva no Cefet-RJ, atuando destacadamente nas recentes lutas e greves dos docentes federais e chegando a ser presidente da ADCEFET. Militante e dirigente do PSOL, sua relação conosco do PSTU sempre foi fraterna.
Seu falecimento nos atinge ainda mais por fazerem parte de nossas fileiras o seu filho Zé (Educação) e seus sobrinhos Nayara (Juventude) e Yuri (Correios).
O velório será realizado no cemitério Jardim da Saudade de Sulacap a partir das 17 horas de hoje e o enterro será realizado nesta terça-feira (dia 20/5), no mesmo local, às 11h.
Companheiro Washington, presente!
Cyro Garcia
Presidente Estadual PSTU-RJ

Rodoviários em luta param o Rio de Janeiro

 

Categoria passa por cima do sindicato e deflagra greve diante da intransigência dos patrões

Da redação Rio

Mais uma vez o Rio de Janeiro amanheceu paralisado. Após a vitoriosa paralisação do dia 7 de maio, a categoria rodoviária se viu fortalecida para continuar sua luta. Depois de confirmada a notícia de que a patronal se recusou a negociar com os trabalhadores durante a audiência de conciliação no TRT, o rodoviários aprovaram greve de 48hs para os dias 13 e 14 e assembleia no dia 15.

Na pauta de reivindicações segue a luta pelo fim da dupla função motorista-trocador; pela jornada de trabalho de 6 horas diárias; por salário de R$ 2.500,00 para motoristas, R$ 1.400,00 para trocador e reajuste de 40% para demais funções; e por cesta básica de R$ 400,00.

A força da mobilização foi sentida na passeata de ontem à tarde no centro do Rio e nos piquetes organizados durante a madrugada. A categoria se mostrou unida e conseguiu uma paralisação superior á do dia 7 de maio, quando mais de 70% dos rodoviários cruzaram os braços.

Derrotar a intransigência e a repressão dos patrões com a solidariedade dos trabalhadores.

Desesperada com a força da greve, a patronal está apelando para a repressão dos trabalhadores. Em Campo Grande um grupo de milicianos circulou pelas garagens e espancou um trabalhador. A PM também atacou grevistas e a imprensa, e vários rodoviários foram presos.

A repressão acontece porque os governos e os patrões estão vendo que a greve é forte e vitoriosa. Neste momento é preciso construir um amplo apoio aos rodoviários entre os trabalhadores de todas as categorias. Assim como aconteceu com os garis, o apoio da população e a força da greve vão derrotar a repressão.

Além disso, exigimos do prefeito Eduardo Paes que se posicione diante da greve. As empresas de ônibus são concessionárias de um serviço do município e além de prestarem um péssimo serviço à população tratam seus funcionários como escravos. O prefeito é responsável por esta situação e deve se posicionar para que a reivindicação dos rodoviários seja atendida.

Um programa socialista para os transportes

A greve dos rodoviários expõe novamente o problema dos transportes públicos no Rio de Janeiro. O serviço de transporte é feito por empresas privadas que visam apenas o lucro e que funcionam como verdadeiras máfias, sem nenhuma transparência. Para resolver o problema do transporte é preciso estatizar o serviço de ônibus, trens, barcas, metrô e bondes, colocando sua gestão sob o controle dos trabalhadores e usuários do transporte.

Sem a necessidade de gerar lucros astronômicos para meia dúzia de empresários gananciosos o transporte público e estatal pode priorizar a qualidade do serviço e das condições de trabalho, atendendo as reivindicações dos rodoviários e avançando para a tarifa zero no transporte.

Na Copa vai ter luta! Unificar as greves no 15M!

Durante as passeatas dos rodoviários se ouviu um recado: “Se não tiver aumento na Copa não tem busão”. Os trabalhadores de todas as categorias estão revoltados com os gastos astronômicos para beneficiar a FIFA e as empresas com a Copa do Mundo. Queremos dinheiro para saúde, educação, transporte, moradia e emprego.

Várias categorias de trabalhadores já estão em luta neste momento, como é o caso do funcionalismo federal, dos professores do Estado e do Município e os rodoviários. É preciso unificar estas lutas, fortalecendo-as. A CSP-Conlutas impulsionou, junto com outras entidades, o “Encontro Nacional Na Copa Vai Ter Luta”, que apontou pro dia 15 de maio uma jornada nacional de mobilizações. Será uma grande oportunidade para que a classe trabalhadora mostre sua força e prepare as vitórias das campanhas salariais e da luta por direitos.

Todo apoio aos trabalhadores rodoviários em greve no Rio

Foto: Thiago Hastenheiter
Da Direção

Definitivamente, os ventos de junho sopraram na classe trabalhadora organizada e nas favelas do Rio. Seguindo o exemplo dos garis, os rodoviários foram à luta e cruzaram os braços em uma greve de 24 horas deflagrada na tarde deste quarta-feira, 7 de maio.

Na pauta de reivindicações os grevistas exigem o fim da dupla função motorista-trocador; salário de R$ 2.500 para os motoristas, R$ 1.400 para os trocadores e reajuste de 40% para demais funções; cesta básica de R$ 400; e jornada de trabalho de seis horas.

É inadmissível que os motoristas trabalhem cerca de 12 horas por dia para sustentar suas famílias e ainda sejam obrigados a acumular a função de trocador por um salário miserável. A sede de lucro dos empresários dos transportes e a superexploração estão cobrando o seu preço. Segundo o próprio sindicato patronal Rio Ônibus, apenas 30% dos veículos estão circulando na cidade, e 325 foram apedrejados. Motoristas e trocadores estão apenas protestando contra anos de humilhação e mostrando quem faz a cidade funcionar.

Tudo começou quando o sindicato pelego (filiado à UGT), que diz representar os trabalhadores rodoviários, assinou um acordo coletivo rebaixado sem consultar a categoria. Tornam-se cada vez mais frequentes as rebeliões de base que atropelam suas direções. Foi assim nas greves dos garis, dos operários do Comperj e em diversas obras do PAC pelo país. A CSP-Conlutas, por sua vez, está na greve dos rodoviários apoiando incondicionalmente sua luta e não descansará um só minuto para que a vitória seja alcançada.

A aliança da mídia oficial com os governos e o sindicato pelego para tentar desmoralizar a greve cairá por terra. O apoio da população aos grevistas é emocionante por um motivo muito simples: ninguém aguenta mais pagar R$ 3 por um serviço de péssima qualidade. Todos os dias a população é refém de ônibus superlotados, que demoram horas para chegar aos pontos, e transportam os passageiros sem nenhuma segurança. São horas num trânsito infernal numa cidade em colapso.

Agora chega! As contradições geradas pela Copa do Mundo abriram os olhos de nossa classe para as injustiças sociais. Ninguém está mais disposto a tolerar a farra dos empresários. O transporte rodoviário do Rio está nas mãos de famílias burguesas mafiosas, que contam com a total colaboração do prefeito Eduardo Paes, do governador Pezão e com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff.

Para solucionar a crise do transporte rodoviário o PSTU defende o atendimento a todas as reivindicações dos trabalhadores rodoviários; a ampliação da frota de ônibus para melhor atender a população; a criação de novas linhas de ônibus para alcançar as áreas da cidade onde o serviço não chega; tarifa zero à toda população; estatização das empresas de ônibus sem nenhuma indenização às famílias mafiosas.

Um último recado aos poderosos: na Copa vai ter luta! Nunca mais duvidem da força da classe trabalhadora.

Rebelião toma conta do COMPERJ na tarde de hoje


Um motim tomou conta das obras do COMPERJ na tarde de hoje. Depois de 40 dias de greve, um acordo foi fechado, no início desta semana, entre a categoria e os patrões, mediado pelo Sindicato da Construção Civil de Itaboraí. No entanto, um dos pontos principais das reivindicações, a exigência de que os dias parados não fossem descontados, foi negado pelas construtoras. O sindicato omitiu a informação para a categoria que, ao descobrir a situação, resolveu novamente cruzar os braços. 



Os protestos começaram a se multiplicar por vários canteiros de obra do complexo, levando cerca de 28 mil trabalhadores a protestarem contra a atitude do sindicato e a negativa dos patrões. Diante da recusa dos operários a trabalhar, a Petrobrás começou a liberar os trabalhadores por volta das 10h, mas em alguns canteiros os operários foram impedidos de deixar o complexo. A revolta aumentou e os trabalhadores ameaçaram ocupar todo o complexo. A Petrobrás reforçou a segurança, trazendo agentes de outras unidades para o local. Há informações também de que havia vários agentes a paisana armados dentro dos canteiros. 

Por volta das 11h, diretores do Sindpetro se dispuseram a entrar nos canteiros e negociar com os trabalhadores para evitar reabrir as negociações. Há dois anos, no CENPES, a interlocução do Sindpetro conseguiu evitar o pior em situação parecida. A Petrobras, no entanto, negou a ajuda dos diretores e afirmou que a situação estava sob controle. 

As atitudes da Petrobras diante da grande greve do COMPERJ, somadas a conduta apresentada pela empresa em face dos últimos acontecimentos, levantam a suspeita de que a Petrobras esteja se utilizando da greve para justificar o atraso nas obras do complexo. A recusa ao diálogo por parte da empresa, inclusive declinando a ajuda do Sindpetro, sindicato que goza do respeito dos trabalhadores do complexo, levaram ao conflito. 

O que está por trás desta crise é o total descrédito do Sindicato da Construção Civil entre os trabalhadores, que sofrem com condições de trabalho cada vez mais precárias. No último período, houve falta de água potável e para higiene nos canteiros do complexo. Além disso, as empresas forneceram comida estragada aos trabalhadores, levando mais de 200 deles ao hospital. Um operário teve a boca cortada com um caco de vidro encontrado entre a comida, e em outro episódio, uma lagartixa morta foi encontrada na comida. Depois da greve, nos dois dias em que houve trabalho, o pessoal de cozinha alertou aos trabalhadores que a comida que estava sendo servida estava fora da validade, pois havia sido adquirida para a alimentação nos dias em que as atividades estavam paralisadas. 

No fim da tarde, havia indícios e informações de que a tropa de choque da polícia militar havia entrado no complexo para acabar com a mobilização dos trabalhadores. O resultado desta operação continua desconhecido. Neste momento não é possível contactar os trabalhadores para obter informações a respeito da invasão da polícia.

Mobilização no Rio manda recado aos governos: Agora e na Copa vai ter luta!

Manifestantes ocupam gare da  Central do Brasil (06.fev.2014)    Foto: Erick Dau

Por Arthur Gibson, da redação Rio.

Neste dia 6 de fevereiro os trabalhadores e a juventude saíram mais uma vez às ruas contra o aumento do transporte no Rio de Janeiro. O vitorioso ato, que reuniu quase 5 mil pessoas, foi convocado pelo Fórum de Luta do Rio de Janeiro e partiu da Candelária até a Central do Brasil.

A confirmação do aumento da tarifa do ônibus para este dia 8 pelo Prefeito Eduardo Paes fortaleceu o sentimento de que é preciso voltar às ruas. Este foi o maior e mais marcante dos 4 atos já realizados desde que Paes anunciou sua intenção de aumentar a tarifa. E isto mesmo com o anúncio de que a prefeitura ampliaria de maneira bastante parcial o direito à meia-passagem e passe-livre estudantil como forma de tentar desmobilizar a juventude.

No entanto tanto o prefeito Eduardo Paes (PMDB) quanto o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a presidenta Dilma Roussef (PT) podem ter a certeza de que teremos mais um ano de muitas lutas. Assim como em 2013, a luta não é apenas contra o aumento da passagem. Nesta quinta-feira puderam ser vistas faixas e palavras de ordem pela estatização dos transportes, contra os gastos bilionários com a FIFA e a Copa do Mundo, pela derrubada do governador Sérgio Cabral, pelo fim da PM e em defesa de mais investimento em saúde, segurança, transporte e educação públicos, dentre outros temas.

Diante da mobilização dos trabalhadores o governo Cabral e a prefeitura de Paes mais uma vez responderam com uma brutal repressão. Ao chegar à Central do Brasil, a PM expulsou os manifestantes com bombas, balas e cassetetes desatando um grande enfrentamento nas vias públicas. O saldo de mais essa ação truculenta da PM foi de vários feridos, e mais uma vez os governos sinalizam que não estão dispostos a ouvir as reivindicações das ruas.

Uma polêmica necessária
Alguns setores da esquerda seguem defendendo que o principal eixo das mobilizações deva ser o “Não vai ter Copa”. Achamos importante fazer aqui novamente esta polêmica. Neste momento, apesar de termos importantes mobilizações elas ainda são bastante minoritárias. A grande ambição daqueles que estão hoje na luta deve ser fazer com que as manifestações se massifiquem, que amplos setores da classe façam parte destas manifestações. Para isto, utilizamos as palavras de ordem para lançar aos trabalhadores uma tarefa, propor-lhes um motivo para ir às ruas.

A esmagadora maioria da classe trabalhadora quer que a Copa aconteça, e gosta da ideia de que ela seja no Brasil. Assim, sair às ruas dizendo “Não vai ter Copa” equivale a propor aos trabalhadores que se mobilizem para barrar a Copa que eles querem que aconteça. De concreto acaba por jogar contra a massificação da mobilização.

No entanto, apesar de quererem a Copa, os trabalhadores estão fartos da corrupção, dos desvios de dinheiro da falta de investimento nas áreas sociais, das remoções e da morte de operários. É preciso convocar os trabalhadores para irem às ruas agora e na Copa, numa grande mobilização por mais verbas para saúde, educação, segurança e transporte públicos e contra a transferência de dinheiro público para Copa, FIFA e grandes empresas.

Embratel demite Carlos Augusto, ativista sindical e representante dos empregados

Atitude da empresa foi claramente retaliação política


Da redação


Numa clara atitude de agressão ao direito democrático de expressão e participação sindical, a Embratel demitiu, na última sexta-feira, 10, o engenheiro Carlos Augusto Machado, empregado da empresa há quase 39 anos, ex-dirigente do sindicato da categoria no Rio de Janeiro e representante dos empregados no Conselho Deliberativo do fundo de pensão Telos. O motivo alegado foi uma suposta reestruturação em curso na empresa, que se prepara para a fusão com a Claro, do mesmo grupo econômico da Embratel.
Mas tal reestruturação atingiu, até agora, apenas Carlos Augusto, com histórico profissional respeitado na empresa, poucos meses depois de ter se encerrado seu período de estabilidade sindical. A demissão ocorreu logo após ele ter participado ativamente da última campanha salarial da categoria em dezembro de 2013, posicionando-se contra a proposta da empresa, e de ter contestado na Telos, em janeiro de 2014, o fechamento do Plano de Previdência privada existente desde 1998 e a criação de um novo plano com perdas de vários benefícios para os empregados. Não foram apenas coincidências. Estes foram os verdadeiros motivos da demissão.
A Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel) foi privatizada em 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e é hoje uma empresa do Grupo América Móvil, controlado pelo milionário mexicano Carlos Slim, considerado o segundo homem mais rico do mundo pelo último levantamento da revista Forbes. O grupo controla, também no Brasil, a Claro, operadora de celular, e a NET TV a cabo. Do grupo Embrapar, integrado pela Embratel, fazem parte ainda a Claro TV (TV por assinatura), a Star One (satélites), a Primesys e a BrasilCenter (Call center). O atual presidente da Embratel é o mexicano José Formoso Martinez.
Lutar não é crime
Num país governado há anos por um presidente vindo do movimento sindical e por uma presidente que participou da luta contra a ditadura, é de se questionar onde ficam os direitos de expressão e manifestação dos trabalhadores. Depois de tantas lutas pelos direitos democráticos, participar de uma assembleia, defender os direitos dos trabalhadores, manifestar-se contra injustiças e más condições de trabalho ainda é considerado como crime ou faltas graves pelas empresas.
Em atitudes como esta da Embratel, fica evidente que a realidade dentro das empresas é muito diferente do discurso de “valorização dos empregados” que elas tentam propagandear. Nestas horas, se revela que o debate democrático, o direito de expressão e participação sindical dos empregados não é sequer tolerado. Não chegamos ainda a um patamar civilizado de relações de trabalho. Vigora nas empresas um autoritarismo que age para intensificar cada vez mais a exploração, retirar direitos dos empregados e multiplicar os resultados para os acionistas.
Hoje, a realidade do país está mudando. As manifestações de junho de 2013 estão aí para provar. Cada vez mais as pessoas querem ter respeitado seus direitos a uma vida melhor. E para isso é necessário que os direitos de expressão também sejam respeitados e não reprimidos e criminalizados. Uma atitude como esta da Embratel é um claro desrespeito ao direito de manifestação e organização sindical. Por isso, precisa ser combatido e denunciado.
O Sinttel-Rio, sindicato dos trabalhadores em telecomunicações no Rio, e outras organizações sindicais e políticas vão cobrar da empresa, nos próximos dias, a reversão da demissão. Chamamos a todos a denunciar esta atitude da Embratel e a se somar a esta luta.
Provisoriamente, e-mails sobre o assunto poderão ser encaminhados ao Sinttel-Rio (sinttelrio@sinttelrio.org.br), para redirecionamento à Embratel.
CARLOS AUGUSTO MOREIRA MACHADO, engenheiro pela Universidade Federal Fluminense (UFF), ingressou na Embratel em março de 1975. Foi dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do RJ (Sinttel-Rio) no período no 1990-1992 e 2002-2012, Presidente da Associação dos Empregados da Embratel (AEBT-RJ) entre 1996-2002, e da Comissão Nacional de Negociação dos Empregados da Embratel entre 1996-2012. Também é representante eleito pelos empregados da Embratel na Telos, fundo de pensão da empresa, desde 2001 até hoje, seja como efetivo ou suplente no Conselho Deliberativo. Participou do Partido dos Trabalhadores (PT) desde sua fundação até 1992, onde integrava a corrente Convergência Socialista. Em 1994 ingressou no Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), do qual participa atualmente. Tem 60 anos.

Congresso aprova Orçamento para 2014: mais uma vez, o privilégio dos rentistas da dívida pública

Fonte: Audittoria Cidadã da Dívida 
18/12/2013

Hoje, o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2014, prevendo um total de despesas de R$ 2,4 trilhões, dos quais a impressionante quantia de R$ 1,002 trilhão (42%) é destinada para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública[i].

Esse privilégio mostra que o endividamento é o maior problema do gasto público brasileiro, e afeta todas as áreas sociais, tendo em vista que o valor de R$ 1,002 trilhão consumido pela dívida corresponde a 10 vezes o valor previsto para a saúde, a 12 vezes o valor previsto para a educação, e a 4 vezes mais que o valor previsto para todos os servidores federais (ativos e aposentados) ou 192 vezes mais que o valor reservado para a Reforma Agrária.

Diante disso e tendo em vista as inúmeras comprovações denunciadas pela CPI da Dívida realizada na Câmara dos Deputados (2009/2010), de falta de contrapartida dessa dívida, além de ilegalidades e ilegitimidades, é urgente realizar completa auditoria, conforme previsto na Constituição Federal. Conheça mais sobre o assunto no livro Auditoria Cidadã da Dívida – Experiências e Métodos

Servidores Públicos
O Orçamento 2014 aprovado hoje prevê, para gastos com pessoal, apenas a segunda parcela do reajuste anual de 5%, que sequer cobre a inflação do período.

Comparativamente ao PIB, os gastos com pessoal apresentam queda no PLOA 2014, de 4,3% do PIB em 2013 para 4,2% do PIB em 2014.

Desta forma, verifica-se que a proposta do governo aos servidores mal repõe a inflação deste ano, e não recupera as perdas históricas que levaram as categorias ao grande movimento grevista no ano passado.

Salário Mínimo e aposentadorias
O PLOA 2014 mantém a política de reajuste do salário mínimo prevista na Lei nº 12.382/2011, segundo a qual o mínimo será reajustado pela inflação mais o crescimento real do PIB de 2 anos atrás. Para 2014, isto significa um reajuste de 6,8% (de R$ 678,00 para R$ 724 em 1/1/2014), correspondente à inflação (INPC) de cerca de 6% mais um aumento real equivalente ao crescimento real do PIB de 2012 (0,87%).

Com um aumento real de 0,87% por ano, serão necessários mais 154 anos para que seja atingido o salário mínimo necessário, calculado pelo DIEESE em R$ 2.729,24, e garantido pela Constituição: O art. 7º, IV, determina que é direito “dos trabalhadores urbanos e rurais (…) salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social…”.

O PLOA 2014 não traz nenhuma previsão de aumento real para as aposentadorias acima do salário mínimo. O eterno argumento oficial contra um aumento maior do salário mínimo é que a Previdência Social não teria recursos suficientes para pagar as aposentadorias. Porém, tal argumento é falacioso e não se sustenta em base aos dados da arrecadação federal.

A Previdência é um dos tripés da Seguridade Social, juntamente com a Saúde e Assistência Social, e tem sido altamente superavitária. Em 2011, o superávit da Seguridade Social superou R$ 77 bilhões, em 2010 R$ 56 bilhões, e em 2009 R$ 32 bilhões, conforme dados da ANFIP. Deveríamos estar discutindo a melhoria do sistema de Seguridade Social, mas isso não ocorre devido à Desvinculação das Receitas desse setor para o cumprimento das metas de superávit primário, ou seja, a reserva de recursos para o pagamento da dívida pública.

Distrito Federal, Estados e Municípios
O orçamento 2014 aprovado sacrifica também os entes federados. Enquanto os rentistas receberão 42% dos recursos orçamentários federais em 2014, os 26 estados, Distrito Federal e mais de 5.000 municípios receberão 9,9%, o que significa uma afronta ao Federalismo.

A coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida Maria Lucia Fattorelli, a coordenadora do Núcleo DF Eugenia Lacerda e colaboradores do movimento passaram o dia no Senado, entregando a Carta Aberta que alerta para as limitações da proposta contida no PLC-99/2013. Apesar de o referido PLC representar uma pífia revisão da extorsiva remuneração nominal que vem sendo exigida dos entes federados desde o final da década de 90, nossa equipe ouviu de alguns senadores que sua aprovação teria sido suspensa este ano, devido à exigência de setores do governo federal que temem a interpretação negativa dos rentistas. Esse fato demonstra o crescente poderio do Sistema da Dívida nas esferas política, econômica, financeira e legal em nosso país.

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[i] O valor de R$ 1,002 trilhão inclui a chamada “rolagem” ou refinanciamento da dívida, tendo em vista a comprovação de que grande parte dos juros são contabilizados como se fossem amortizações e incluídos na chamada “rolagem” da dívida. Esse tema está detalhado no relatório específico elaborado pela Auditoria Cidadã da Dívida incluído no Anexo I do livro Auditoria Cidadã da Dívida – Experiências e Métodos

Trabalhadores protestam contra leilão do Campo de Libra em dia de greve dos petroleiros



por Rodrigo Barrenechea


Foi realizado nesta quinta um protesto contra o leilão do campo petrolífero de Libra, na bacia de Santos, no centro do Rio. Com cerca de 700 pessoas, a passeata se iniciou na Candelária, onde seguiu pela Avenida Rio Branco, até se encerrar na Cinelândia. Diversas categorias profissionais, assim como vários movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos, fizeram-se presentes no ato.
A militância do PSTU Rio presente
no ato do Rio de Janeiro.
Foto: RB


Durante todo o dia, desde a madrugada de quarta, os petroleiros se mobilizaram, paralisando a produção tanto nas refinarias quanto em terminais e na administração da Petrobrás. Estão parados os trabalhadores das refinarias de Duque de Caxias (Reduc/RJ), Manaus (Reman/AM), Paulínia (Replan/SP), Mauá (Recap/SP), Mataripe (Rlam/BA), Gabriel Passos (Regap/MG), Paraná (Repar), Alberto Pasqualine (Refap/RS), Abreu e Lima (PE), além da SIX (unidade de Xisto/PR), da FAFEN (fábrica de fertilizantes/BA), Termorio (Duque de Caxias), usinas de Biodiesel e termoeletricas.

Na Bacia de Campos, o Sindicato informa que a greve teve adesão de pelo menos 39 plataformas, que foram entregues pelos trabalhadores às equipes de contingência que a Petrobras embarcou. Destas, 15 unidades foram entregues com a produção de petróleo parada. Durante a manhã, foi realizado trancaço na sede da UO-Rio, em Macaé. No Terminal de Cabiúnas houve corte de rendição à zero hora.

Ninguém entrou na Reduc, em Duque de Caxias, Terminal de Campos Elíseos e na Termorio. Agora pela manhã, o sindicato realizou uma grande mobilização na Rodovia Washignton Luiz, que está fechada no sentido Petrópolis.

Petroleiros protestam em frente ao prédio da Petrobrás em Macaé.
 Foto: PSTU Macaé
Desde o início da madrugada de hoje (17), em Macaé, os petroleiros do Norte Fluminense das 43 plataformas da Bacia de Campos aprovaram adesão ao movimento grevista. A direção da Petrobras utilizou equipes de contingência, formada por gestores da empresa, para continuar a operar diversas unidades. São muitas as denúncias de assédio moral das chefias junto aos trabalhadores grevistas.

No terminal de Cabiúnas, o maior em processamento de gás natural da América Latina, diversas entradas foram bloqueadas na manhã de hoje. A direção da empresa utilizou de artimanhas para tentar desmobilizar a paralisação, mas os trabalhadores resistiram e estão demonstrando muita disposição para lutar contra o leilão do campo de Libra e por melhores condições de trabalho. Houve concentração de petroleiros também em Campos, no Heliporto de Farol de São Tomé.

A tarde os petroleiros foram para a frente do TRT 1ª Região para denunciar o interdito proibitório concedido à Petrobras para manter os trabalhadores embarcados nas plataformas de extração de petróleo. A decisão impõe uma multa de R$100 mil por dia, caso haja descumprimento à decisão, configurando assim um claro ataque ao direito constitucional de greve. No início da noite a Oposição Petroleira do NF, juntamente com a CSP-Conlutas e a Intersindical organizaram em Macaé um debate sobre o leilão do campo de Libra. 
No Rio de Janeiro, houve paralisação no Cenpes, na Ilha do Fundão, e um acampamento na frente do Edifício Sede da Petrobrás. Nesta segunda, dia 21, quando vai ocorrer o leilão, o SindiPetro-RJ e diversas entidades dos movimentos sociais, populares e estudantis irão se concentrar na Barra da Tijuca, onde está marcado o leilão.

O PSTU Rio, assim como a CSP-Conlutas, a Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre (ANEL), o Movimento Luta Popular e várias outras organizações, estará presente nessa luta contra a entrega dessa importante riqueza, que deve pertencer aos trabalhadores e trabalhadoras do país e não às transnacionais do petróleo.

Cyro Garcia fala no ato da Rio Branco

e ouça a entrevista de Zé Maria à rádio PSTU, do RS, sobre a venda de Libra.

PSTU RJ presente no Ato-show contra o leilão de Libra

por Rodrigo Barrenechea


Fotos: RB
Neste dia 3 de outubro, ocorreu na Praça XV, no centro do Rio, um ato contra o leilão do campo de Libra, na Bacia de Santos. Além disso, o ato comemorava os 60 anos da Petrobrás, criada após uma intensa campanha que propunha assegurar o controle nacional sobre tão importante recurso natural. Com diversos artistas, como Toninho Geraes, Noca da Portela, o grupo de samba "Saias da Folia", entre outras atrações, sendo encerrado pela banda de rock El Efecto. Mais de mil pessoas passaram por lá e os gritos de "Fora Cabral!" eram ouvidos constantemente, assim como manifestações contra a venda do campo de Libra, tanto do público quanto dos artistas presentes.



Dilma mentiu sobre as privatizações!


Banda El Efecto faz o encerramento do ato-show 
Quando estava em campanha eleitoral, a então candidata Dilma Roussef afirmou que não ia vender as riquezas do país, especialmente o petróleo do pré-sal. No entanto, desde que assumiu a presidência, privatizou estradas, aeroportos e até estádios de futebol. Mas agora se prepara para a maior venda do patrimônio público da História do Brasil!
O campo de Libra, na bacia de Santos, tem potencial para duplicar as reservas petrolíferas do país. A Petrobrás, por sua parte, é a única empresa com tecnologia para explorá-lo. No entanto, o governo federal e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) preparam o leilão das reservas, sob o regime de concessão, onde a Petrobrás entra com os poços e a tecnologia. Já os sócios, as grandes petrolíferas, ficam com a maior parte dos lucros. Entretanto, a população foi, em algum momento, consultada sobre isso? Tal riqueza, extremamente importante para o país, deveria ser vendida a um preço que se estima ser 250 vezes menor que o valor das reservas?
CSP-Conlutas presente no ato
Ainda sobre a estatal do petróleo, nos últimos 15 anos, a maioria dos funcionários ligados à produção deixou de ser concursado, passando a pertencer a empresas terceirizadas, como a OGX de Eike Batista. Achamos que a Petrobrás deve ser fortalecida, com seus funcionários sendo concursados, e o regime de terceirização abandonado.
O PSTU defende o cancelamento imediato do leilão; ainda mais após as denúncias de espionagem industrial na Petrobrás por parte do governo norte-americano, que atingiram até mesmo a presidência da república. Defende também o fim do regime de concessões, a re-estatização das jazidas já leiloadas, o fim da ANP e uma Petrobrás 100% estatal, sob o controle dos trabalhadores (as).
A Campanha contra o Leilão não para aqui. Nos dias 17 de outubro, o país deve ser sacudido por mobilizações, e no dia 21, dia do leilão, um grande ato contra a privatização do petróleo do pré-sal vai ocorrer. Não vamos deixar esse saque ocorrer sem resistência!


É preciso unificar as campanhas salariais e ampliar as lutas por direitos

Metalúrgicos, bancários e trabalhadores dos Correios partem para a greve


Foto Agência Brasil
CSP Conlutas

As campanhas salariais do segundo semestre já começaram. Metalúrgicos, bancários e trabalhadores do Correios estão indo à luta por aumento salarial e melhores condições de trabalho e de vida. 
Os metalúrgicos de São Paulo deram o exemplo e unificaram sua campanha salarial. Já realizam greves e paralisações de 24 horas em importantes fábricas de São José dos Campos e do Grande ABC, com mais de 8 mil trabalhadores parados.
É evidente que os empresários irão usar a queda na produção da indústria que, de acordo com dados o IBGE, apresenta retração de 0,8%, para apresentar propostas rebaixadas na hora de sentar à mesa de negociações nas campanhas salariais.  Contudo, esses setores da indústria foram os que mais receberam incentivos do governo, com isenções de tributos e investimentos. O gasto do governo para salvar bancos e empresas já corroeu 16,5% do PIB (Produto Interno Bruto), o que representa R$ 832 bilhões. Essa conta eles não mostram!
Greves
Os trabalhadores dos Correios, por sua vez, se enfrentam com as direções das federações que os representam: Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Correios) e Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas e Telégrafos e Similares Correios), que tentam dividir o movimento.

Mas a categoria demonstra disposição e, mesmo com a volta ao trabalho de parte dos ecetistas, após a orientação da Findect, a greve segue firme desde o dia 12 de setembro. A orientação de manter o movimento foi da FNTC (Frente Nacional dos Trabalhadores dos Correios) ligada à CSP-Conlutas. Neste momento, a greve tem adesão de outras bases e já soma mais de 20 estados parados.    
Já os bancários, que deflagraram greve no dia 19, também se deparam com a intransigência dos banqueiros, que insistem em oferecer somente 6,1% de reajuste à categoria. Entretanto, os bancos obtiveram lucros exorbitantes. Só o Banco do Brasil ultrapassou os lucros do Itaú Unibanco e, no primeiro semestre, registrou o maior lucro da história dos bancos brasileiros: R$10,03 bilhões. 
Unificar as lutas 
As categorias que estão em campanha salarial se enfrentam com um oponente comum: os patrões e o governo, e por isso, devem unificar suas lutas. As empresas ou o governo não medirão esforços para impedir a organização dos trabalhadores, reprimindo as greves com o corte de ponto ou acionando a Justiça. E, para garantir seus lucros e privilégios, irão apresentar, ou já apresentaram propostas rebaixadas que, em muitos casos, não contemplam sequer a inflação do período.  

Além disso, essas campanhas salariais ocorrem em um período de ataques, tanto político quanto econômico, aos trabalhadores.   O governo e os empresários tentam ampliar e consolidar as terceirizações com a aprovação do PL 4330.   A inflação do período avançou de 0,16% em agosto para 0,27% em setembro. Isso após ter se mantido estável pela baixa nos valores das passagens de transporte público, conquistado com mobilização. E a precariedade continua nos serviços de saúde, educação e transporte público.
 Por isso, além de exigir melhores salários, é preciso também lutar para barrar os leilões do petróleo e a PL 4330, das terceirizações. 
Incorporar a campanha contra leilão do pré-sal
A tentativa de aprofundamento das privatizações tem como principal foco para o próximo período o leilão do Campo de Libra do pré-sal, previsto para acontecer no dia 21 de outubro. A principal campanha da CSP-Conlutas no próximo mês será barrar esse leilão que entregará as riquezas do país para o capital estrangeiro. Nas campanhas salariais, é preciso também buscar incorporar essa campanha, com a votação de moções de repúdio ao leilão nas assembléias, por exemplo, entre outras ações.

A luta é uma só
Todas essas questões e as reivindicações acerca desses temas, levantadas nas mobilizações de junho, julho e agosto, devem continuar sendo pautadas nas campanhas salariais.   Neste sentido, a luta é uma só e a unidade de todos os trabalhadores é o caminho para conquistar direitos.

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