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Marcha reúne 20 mil em Brasília contra ataques aos direitos sociais e trabalhistas

Delegação do Rio de Janeiro contou com 26 ônibus cheios, 
participaram operários, estudantes, professores e servidores.

Movimentos sociais e sindicais se reuniram nesta quarta-feira (24) em Brasília para defender direitos trabalhistas e protestar contra a política econômica do governo. Mais de 25 mil pessoas participaram do protesto, de acordo com dados da Polícia Militar. Cerca de 26 ônibus do Rio de Janeiro, partindo da capital e cidades do interior, compuseram a manifestação.
A marcha saiu da frente do Estádio Nacional (Mané Garrincha), seguiu pela Esplanada dos Ministérios e terminou diante do Congresso Nacional.
Faixas e cartazes continham frases contrárias às mudanças nas relações trabalhistas através do Acordo Coletivo Especial, que permite a retirada de direitos dos trabalhadores garantidos na legislação.
Entre as reivindicações dos participantes também estava o fim do fator previdenciário e a anulação da reforma da previdência de 2003. A marcha ainda denunciou a situação da educação no país e os leilões do petróleo brasileiro.
Ao final da manifestação, a entidade estudantil ANEL organizou um beijaço com direito a casamento gay simbólico (foto abaixo), exigindo a saída do deputado federal Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.


Faltam menos de 30 dias: Avança preparação da marcha a Brasília em 24 de abril

O momento é de somar esforços para fortalecer as lutas e a resistência dos trabalhadores e da juventude contra a ofensiva da patronal e do governo 


Zé Maria, Presidente nacional do PSTU e ex-candidato a Presidência da República



Marcha a Brasília em agosto de 2011


• No início deste ano, dando continuidade à lógica de sua política econômica, o governo federal anunciou que vai “desonerar” a folha de salários de todos os setores da economia. Reafirma-se, assim, uma orientação de política econômica que coloca todos os recursos públicos de que dispõe o país à serviço do aumento do lucro do setor privado.
    E não se tratam de poucos recursos. No final do ano passado, o governo já havia “desonerado” a folha do setor da Construção Civil. O resultado desta medida é que o valor (cerca de R$ 6 bilhões anuais) que este setor destinava à Previdência Social caiu para cerca de R$ 3 bilhões ao ano. Só aqui são retirados R$ 3 bilhões por ano da aposentadoria dos trabalhadores para aumentar o lucro de um dos setores mais fortes da economia do país (e um dos maiores financiadores das campanhas dos políticos que hoje governam o Brasil).

    Não é sem razão, portanto, que o governo tem resistido com todas as suas forças e impedido, até aqui, que seja decretado o fim do famigerado Fator Previdenciário. Primeiro negociou com as centrais governistas a substituição deste fator pela formula 85/95 (que é praticamente a mesma coisa) e, agora, quer incluir aí a idade mínima para aposentadoria para o trabalhador do setor privado.
    O mesmo podemos ver no conflito recente, em que a montadora General Motors queria demitir 1.840 trabalhadores e fechar a fábrica MVA do seu complexo em São José dos Campos (SP). O mesmo governo que vem dando recursos públicos a estas empresas há mais de um ano não foi capaz de determinar a elas que se abstivessem de demitir trabalhadores.

     Estes episódios relacionados às medidas adotadas que beneficiam o grande empresariado, ao mesmo tempo em que sacrificam os trabalhadores. Expressam bem a natureza da política econômica do governo Dilma Rousseff. Mesmo diante dos resultados pífios quanto ao crescimento da econômica que essas medidas deveriam proporcionar, o governo insiste no mesmo rumo. Seu real objetivo é atender aos interesses dos grandes grupos econômicos que mandam no país.

    Bem diferente são as medidas adotadas em relação aos investimentos no serviço público e para a valorização dos servidores; para a reforma agrária (que até agora só conseguiu ser melhor do que a do governo Collor); para a construção de moradias populares e para a educação e saúde. Tudo isso é reproduzido pelas políticas dos governos estaduais, compondo uma lógica única que precisamos combater.