Políticos brigam por royalties enquanto multinacionais avançam sobre o petróleo

Disputa eleitoreira esconde a desnacionalização dos recursos naturais

Diego Cruz, da redação do Opinião Socialista

• A discussão sobre o novo marco regulatório da exploração do petróleo pegou fogo com a chamada “emenda Ibsen”, proposta dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), acompanhado por Humberto Souto (PPS-MG), que altera a distribuição dos royalties (espécie de compensação financeira ao impacto ambiental causado pela indústria petrolífera). A emenda feita ao projeto do governo foi aprovada no dia 10 de março e desatou uma enorme polêmica com os governos dos chamados estados produtores.

Hoje, metade dos royalties é destinada à União e a outra metade aos estados e municípios produtores de petróleo. No caso da extração do petróleo no mar, essa parte vai para os estados que ficam na costa, no caso, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A emenda Ibsen espalha esses recursos entre todos os estados e municípios, segundo o critério do Fundo de Participação dos Estados e dos municípios.

Revolta
A medida desatou uma onda de revolta das autoridades do Rio de Janeiro, com o governador Sérgio Cabral (PMDB) à frente. O governador foi à TV, chegou a chorar, afirmou que a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas estavam ameaçadas e denunciou um suposto complô dos estados contra o Rio.

Cabral e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSDB), afirmam que a emenda Ibsen retiraria algo como R$ 7 bilhões por ano do estado. Juntos, lideraram uma onda de protestos contra a medida, arregimentando os prefeitos das cidades produtoras, como Campos e Macaé. Na tarde do dia 17, giraram todo o aparato do Estado e prefeituras para colocar milhares de pessoas nas ruas no movimento “contra a covardia com o Rio”.

O governo estadual e as prefeituras envolvidas deram ponto facultativo e disponibilizaram ônibus para os “protestos”. Até mesmo a PM, que reprimiu violentamente um protesto de servidores em setembro último, deu suporte à manifestação. Já a imprensa carioca faz campanha aberta contra a emenda, que colocaria em risco o “pacto federativo”. Um artigo publicado jornal O Globo chega a comparar a emenda ao nazismo.

No Congresso, a redistribuição dos recursos dos royalties tem o apoio da esmagadora maioria dos parlamentares, sendo aprovada na Câmara por 369 votos contra apenas 76. O que estaria por trás desse imbróglio? Estariam os políticos e a imprensa fluminense realmente preocupados com o bem-estar da população do estado?

Show de hipocrisia
A disputa travada entre os políticos é para ver quem vai botar a mão no botim do petróleo, com vistas no pré-sal. De um lado, Ibsen Pinheiro e a e a grande maioria dos deputados querem holofotes num ano eleitoral, pouco importando se a medida prejudicaria ou não a população dos estados produtores. De outro, Sérgio Cabral e Eduardo Paes põem em marcha uma campanha demagógica e hipócrita, tentando criar uma espécie de “nacionalismo fluminense”.

O presidente Lula, comprometido com a aliança com o PMDB para eleger Dilma Roussef, já avisou que vai vetar a emenda, caso ela seja reafirmada pelo Senado. Mas se mantém distante para não se indispor com os demais parlamentares.

A população, por sua vez, tanto de estados como Rio e Espírito Santo, quanto dos demais estados, serve apenas como massa de manobra nessa briga particular, que tenta esconder o ponto crucial dessa questão.

O verdadeiro problema
A exploração do petróleo está nas mãos das grandes petroleiras multinacionais, enquanto o capital privado e internacional avançam na controle da Petrobrás. Tanto no regime de concessão de exploração do petróleo, quanto no de partilha elaborada no governo Lula, são as multinacionais que ficarão com a maioria dos lucros.

Já o governo Federal desvia os recursos dos royalties para o pagamento da dívida pública. Só em 2009, algo como R$ 20 bilhões foram destinados ao pagamento dos juros. Aos estados e municípios hoje restam as migalhas, que não chegam a 15% do total dos recursos do petróleo, e mesmo elas não se revertem em benefícios para a maioria da população. Ou, onde estariam hoje os R$ 7 bilhões que Cabral tanto reclama, já que o povo fluminense e carioca sofrem com serviços públicos precários, como saúde, educação e transportes.

Sobre tais questões nem Ibsen, nem Cabral, nem a imprensa ousam se pronunciar.

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  • Leia a nota da Conlutas

  • Ativista hondurenho da comunidade LGTB é assassinado

    O ativista político hondurenho Walter Orlando Tróchez, de 27 anos, foi assassinado no último dia 13, ao receber dois disparos no Centro de Tegucigalpa, capital de Honduras. A informação é do Centro de Investigação e Promoção dos Direitos Humanos (Ciprodeh). Tróchez atuava pelos direitos da comunidade gay, lésbica, transexual e bissexual, além de ser membro ativo da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado.

    A poucos dias, o ativista havia sido vítima de golpes brutais, tortura e tentativa de sequestro por supostos membros da Direção Nacional de Investigação Criminal (DNIC). Eles o "interceptaram e subiram em um veículo tipo pick up, de cor cinza e sem placas, enquanto lhe golpeavam e interrogavam, solicitando informação sobre os líderes da resistência e seus movimentos", afirmou o Ciprodeh.

    "Desafortunadamente, seu assassinato vem evidenciar a falta de proteção à integridade e à vida dos defensores de direitos humanos por parte das autoridades policiais e judiciais, que têm se comportado de forma negligente e a favor do regime repressivo", disse o Ciprodeh, em referência ao golpe de Estado que depôs e expulsou do país o presidente Manuel Zelaya, em 28 de junho.

    Segundo a entidade, até hoje Honduras já soma 41 mortes, vítimas da repressão e perseguição política do governo provisório de Roberto Micheletti. Entre esses, registram-se 16 assassinatos somente de membros e ativistas da comunidade LGTB.

    Em comunicado enviado há um mês, a Associação LGTTB Arcoiris e o Coletivo TTT da Cidade de San Pedro Sula denunciaram o incremento dos crimes de ódio e homofobia contra a comunidade LGTTB desde o golpe de Estado.

    "Desde o último dia 29 de junho […] se incrementaram os crimes de ódio e homofobia, [...] que põem mais uma vez em evidência os altos níveis de ódio, estigma e discriminação contra pessoas da diversidade sexual, o que chamamos de homofobia, lesbofobia, bifobia e, principalmente, transfobia", disseram.

    Como promotores desses crimes, as entidades citaram a Cúpula Religiosa Hondurenha em cumplicidade com "grupos opressores" como as Forças Armadas, a Secretaria Nacional de Segurança, a empresa privada e os grupos Próvida e Opus Dei.

    Adital

    Fontes:

    Andes/SN
    www.conlutas.org.br

    A Cúpula de Copenhagem e a crise do capitalismo

    Fracasso da COP-15: capitalismo conduzirá humanidade à catástrofe ambiental



    Jeferson Choma
    da redação do Opinião Socialista



    • O capitalismo mostrou mais uma vez que é incapaz de resolver os problemas que ameaçam a humanidade. A maior reunião diplomática da história, a 15ª Conferência do Clima (COP-15) terminou num retumbante fracasso. Milhões de pessoas que dependiam de uma decisão importante para enfrentar o aquecimento global foram abandonadas à sua própria sorte. “A cidade de Copenhague foi palco de um crime, com os culpados correndo para o aeroporto perseguidos pela vergonha”, resumiu um ambientalista do Greenpeace.

    A conferência, que reuniu quase 200 líderes mundiais durante duas semanas, sequer fixou algum tipo de meta para diminuir as emissões dos gases estufa, responsáveis pelo aquecimento global. O único documento apresentado pela conferência – que não prevê metas obrigatórias de redução de emissões de CO2 até 2020 – não terá o menor valor jurídico, pois é apenas uma carta de intenções.

    O acordo foi assinado apenas pelos chefes de estado da União Europeia, Estados Unidos, China, Índia e África do Sul. O Brasil também assinou, apesar de o presidente Lula ter dito horas antes que estava frustrado com as negociações. Parte dos países africanos, além da Bolívia e da Venezuela, não assinou o documento, num claro sinal de protesto.

    Mas Copenhague não só fracassou no objetivo de estabelecer um acordo mundial sobre o clima. Também significou um retrocesso mesmo diante das tímidas ações já feitas para enfrentar o aquecimento, como o Protocolo de Kyoto, o único acordo climático mundial com valor jurídico.

    Kyoto estabeleceu metas insuficientes para conter o aquecimento, pedindo que países industrializados diminuam em 5,2% a quantidade de gás carbônico jogada na atmosfera em relação aos índices medidos em 1990. Mas segundo os cientistas do Painel Intergovernamental de Mudança do Clima (IPCC) é preciso reduzir a emissão dos gases estufa pela metade. Mesmo estabelecendo compromissos rebaixados, os EUA se recusaram a cumprir as metas de Kyoto. O simples fato de o imperialismo não aderir às metas já tinha provocado a falência do acordo. Agora, em Copenhague, uma pá de cal foi jogada sobre o que restou do protocolo.

    Pobres sofrerão mais
    O imperialismo norte-americano é o principal responsável pela atual catástrofe ambiental. Sozinhos despejam pelo menos 20% de todos os gases estufa na atmosfera. Mas a transformação da China (segundo maior poluidor mundial) numa plataforma de exportação imperialista aumenta ainda mais a degradação ecológica.

    Hoje já é possível perceber os efeitos das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento. Neste ano, eventos climáticos extremos ocorreram na América do Sul, Ásia e Austrália. No Brasil, as enchentes no Nordeste, que aconteceram entre março e maio, e as que ocorreram em outubro e novembro em Santa Catarina podem ser consideradas anomalias, bem como a seca que atingiu o sul do país e o norte da Argentina no início do ano.

    Mas os maiores desastres ocorreram onde vivem as parcelas mais pobres da população mundial. De acordo com o IPCC, cerca de 250 milhões de pessoas sofrerão com a falta de água na África, com uma redução de até 50% na produção agrícola em alguns países até 2020. O mesmo pode ocorrer com regiões inteiras da Ásia, afetando mais de um bilhão de pessoas.

    Já na América Latina, a previsão aponta para a desertificação de regiões mais secas, como a caatinga e o serrado. Cientistas também avaliam que 40% da floresta amazônica poderá se transformar numa região semiárida. Algo que terá profundas consequências no conjunto do clima do planeta. O IPCC ainda diz que o nordeste do Brasil pode perder 70% da recarga de seus aquíferos.

    No entanto, há uma diferença nisso tudo. Apenas os países imperialistas poderiam promover as profundas adaptações que a mudança climática vai exigir. Podem, por exemplo, impedir que suas cidades sejam devastadas pela elevação dos oceanos. Um exemplo é a Inglaterra. Por muito tempo, Londres, que se encontra praticamente no nível do mar, sofria inundações quando chuvas prolongadas ou o brusco derretimento da neve coincidiam com marés altas, afetando o volume de água do rio Tamisa, que corta a cidade. A solução foi a construção, em 1982, de um sistema de comportas para regular o fluxo das marés. Com a ameaça de uma elevação do nível dos oceanos, estuda-se agora a construção de um novo sistema para impedir qualquer ameaça de inundação.

    Mas os países semicoloniais não possuem recursos para tal adaptação, uma vez que suas riquezas são espoliadas pelo imperialismo. É um delírio achar que Bangladesh (ex-colônia britânica, um dos países mais pobres do mundo afetado por constantes enchentes) possa construir um sistema de comportas como o de Londres. Uma pequena elevação dos oceanos pode ter consequências catastróficas para esse pequeno, mas populoso país asiático.

    Por outro lado, os países semicoloniais também enfrentam a degradação ambiental provocada por multinacionais e grandes corporações. A África, por exemplo, se tornou uma espécie de aterro sanitário do imperialismo e das multinacionais. Lixo radioativo na Somália, derrama de produtos tóxicos junto à Costa do Marfim, mais de 5 mil litros de cloro abandonados nos Camarões são apenas alguns exemplos que tornam o continente o destino de uma boa parte do lixo tóxico do mundo.

    Falência do desenvolvimento sustentável
    Copenhague também demonstrou a falácia do chamado desenvolvimento sustentável. As propostas de desenvolvimento sustentável tentam conciliar o que, na verdade, é impossível: crescimento econômico e lucros dos capitalistas com preservação ambiental. Essa proposta insere-se no marco da defesa de um capitalismo ecológico, com rosto humano. Mas o capitalismo não pode superar a crise que provocou, pois isso significaria impor limites aos lucros da burguesia.

    No marco deste sistema predatório e de concorrência entre os burgueses, é impossível que o capitalismo possa utilizar tecnologias racionais e não poluentes, uma vez que sua adoção é infinitamente menos rentável para os capitalistas. Qualquer proposta de cunho reformista estará fadada ao fracasso, como se pode ver hoje com o Protocolo de Kyoto.

    Por outro lado, a sustentabilidad” – como tudo no capitalismo – tornou-se mais uma forma de se ganhar muito dinheiro. Os chamados créditos de carbono movimentam hoje US$ 120 bilhões e estão se tornando numa oportunidade para especuladores ganharem muito dinheiro enquanto o planeta agoniza.

    O discurso da sustentabilidade também pode ser utilizado para preparar grandes derrotas. No Brasil, a maior defensora da sustentabilidade é a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, pré-candidata à presidência da República pelo Partido Verde. Sob o discurso da sustentabilidade, Marina aprovou leis que permitem alugar as florestas públicas brasileiras para empresas privadas e ONGs (Projeto de Gestão de Florestas Públicas para a Produção Sustentável). Ou seja, a chamada sustentabilidade colocou toda a nossa biodiversidade da Amazônia brasileira à mercê dos empresários, inclusive os estrangeiros. Também foi sob seu ministério que foi liberado o cultivo da soja transgênica, além das obras da transposição do Rio São Francisco.

    Copenhague é a demonstração cabal de que a lógica predatória e de concorrência entre os burgueses impossibilita que o capitalismo crie algum tipo de desenvolvimento sustentável, pois isso seria menos rentável para os empresários. A bandeira ecológica insere-se na luta pela superação completa do regime de exploração. Ou o capitalismo é superado ou a humanidade seguirá para a barbárie e o ecocídio.


    [ 22/12/2009 15:12:00 ]

    fonte:
    www.pstu.org.br

    Manifestação pelo clima em Copenhague leva multidão às ruas

    Manifestação pelo clima em Copenhague leva multidão às ruas e termina com 600 presos

    - Carolina Ribeiro Pietoso, de Copenhague

    - Cerca de 40 mil manifestantes marcharam pelas frias ruas da capital dinamarquesa de Copenhague neste sábado e 600 pessoas foram detidas, durante uma passeata que exigia a assinatura de um acordo climático global ambicioso. A estimativa é da polícia local. Já os organizadores do protesto afirmaram que 100 mil pessoas participaram da marcha, que teve início às 14h (11h, horário de Brasília).


    Segundo a enviada do iG a Copenhague, Carolina Ribeiro Pietoso, alguns fatos isolados de violência foram registrados, mas a manifestação ocorreu de forma tranquila.

    "Houve lançamento de pedras e, ao mesmo tempo, as pessoas estavam colocando máscaras", justificou o porta-voz da polícia, Rasmus Bernt Skovsgaard. "Decidimos realizar prisões preventivas para dar aos manifestantes pacíficos a possibilidade de continuar".

    Em uma das ocorrências mais graves, um grupo de 400 pessoas vestidas de preto enfrentou a polícia e quebrou vitrines no centro da cidade. O fato foi registrado menos de meia hora após a saída da manifestação. Os jovens estavam com foices e martelos e também lançaram latinhas de gás.

    A manifestação, apoiada por mais de 500 organizações de 67 países, saiu da praça do Parlamento com direção ao centro de convenções, onde acontece a conferência promovida pela ONU, que termina no próximo dia 18. A marcha percorreu cerca de 6 km.

    "Não há Plano B"

    A reportagem do iG conversou com alguns manifestantes, que reforçaram a urgência dos governos e sociedade em atuar na defesa pelo clima. Todos destacam que "não há Plano B".

    "A polícia fez muito alarde durante esta semana para tentar retratar os manifestantes como criminosos. Mas nós somos pessoas da paz. Viemos aqui porque acreditamos que apenas por meio da união a raça humana conseguirá sobreviver a problemas que ela mesma criou", afirmou a estudante Camile Reault, de 24 anos. Ela veio da França por acreditar que o momento é histórico e exige ação coletiva.

    "Eu acredito em anarquia. Por mim, a gente quebrava tudo porque, infelizmente, só assim se consegue atenção. E os políticos estão aqui para falar em dinheiro, enquanto nós estamos aqui para falar do planeta e da vida humana", afirmou o inglês Robert Cunningham, de 38 anos, que participa de todos os grandes protestos que acontecem no mundo, seja qual for a causa.

    "Eu sou a natureza. Eu sou o clima. Por isso estou aqui para defender minha existência", afirmou a chinesa Wuan Quo Jin, de 27 anos.

    Semana decisiva

    Ministros de Meio Ambiente de todo o mundo estão chegando neste sábado à conferência e terão alguns dias para trabalhar num acordo, antes que mais de 100 chefes de Estado e governo cheguem à capital dinamarquesa, o que deve ocorrer no final da próxima semana.

    Por enquanto, as promessas de redução de gases de efeito estufa estão muito abaixo do que os cientistas dizem ser necessário para evitar que as temperaturas subam para níveis potencialmente catastróficos.

    Um acordo preliminar foi apresentado na sexta-feira, mas ele não traz números específicos sobre o financiamento, diz apenas que todos os países juntos devem reduzir as emissões entre 50% e 95% até 2050, e que países ricos devem diminuir as emissões entre 25% e 40% até 2020, tomando como base, em ambos os casos, os níveis de 1990. O rascunho deixa em aberto a forma de acordo, que poderia vir sob a forma de um documento legal ou de uma declaração política.


    Ian Fry, representante da pequena ilha de Tuvalu, localizada no Oceano Pacífico, fez um apelo emocionado em favor de um formato mais forte, que legalmente obrigue todos os países a se comprometerem com o controle das emissões.

    Ele pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que aproveite o Prêmio Nobel da Paz recebido esta semana e assuma a luta contra a mudança climática, que chamou de "a maior ameaça para a humanidade".

    Todd Stern, enviado especial dos EUA para a conferência, disse que o texto do acordo apresentado ontem é "construtivo", mas destacou que a seção sobre a ajuda aos países pobres é "desequilibrada". Ele disse que as exigências sobre os países industrializados são mais rígidas do que as dos países em desenvolvimento e que a seção "não é base para negociações".

    Avanço pequeno

    Grupos ambientais saudaram o texto como um avanço, mas lamentaram a falta do que consideram elementos essenciais. O acordo preliminar, elaborado por Michael Zammit Cutajar, de Malta, afirma que as emissões globais de gases de efeito estufa devem atingir um pico "assim que possível", mas não chega a citar um ano como meta.

    O texto pede novo financiamento nos próximos três anos dos países ricos para que os mais pobres se adaptem à mudança climática, mas não menciona números. Além disso, o texto não traz propostas específicas sobre a ajuda no longo prazo.


    Fontes:

    Reuters
    Portal IG

    Vídeo das manifestações em Brasília

    http://www.youtube.com/watch?v=VHMB4nyt44Y

    Mais Brasília...

    Enquanto isso no Haiti...