Mostrando postagens com marcador LGBT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LGBT. Mostrar todas as postagens

29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans

Por Jessica Milaré, travesti, da secretaria Lgbt paulista do Pstu.


35 anos. Essa é a expectativa de vida de uma travesti. A nossa sociedade não respeita as pessoas trans, como travestis e transexuais. Por isso, essas pessoas são constantemente expulsas de suas próprias casas, das escolas e do mercado de trabalho e acabam indo parar na prostituição, na maioria das vezes desde a adolescência. 

Se isso não bastasse, são vítimas constantes de agressão pelos seus clientes, que as tratam como objeto de consumo, não como seres humanos. São ridicularizadas pela mídia e pelos humoristas. Muitas vezes, para suportar o sofrimento, envolvem-se com drogas ilícitas e acabam sendo alvo da violência policial. São pessoas invisíveis!

O dia 29 é um dia de denúncia da violência que atinge essas pessoas e das condições precárias em que vivem. Um dia de luta pelo direito à livre identidade de gênero, pelo direito à mudança do nome e do sexo no registro civil. Um dia de luta pelo fim de toda violência transfóbica e travestifóbica.

Todas e todos à IV Marcha contra a Homofobia!!!

Na Copa vai ter luta contra a homofobia! 
Dilma, Criminaliza, já!!!

Marília Macedo, Secretaria LGBT do PSTU do Rio de Janeiro

Em meio aos preparativos para a Copa do Mundo, no próximo dia 25 de maio, entrará em campo no Rio de Janeiro, mais precisamente, no Posto 6 da Praia de Copacabana a Torcida contra Homofobia na IV Marcha contra a Homofobia. São muitos os motivos para participar desta atividade. O “país do futebol” e sede da Copa é o campeão mundial em assassinatos por homofobia. De cada dez mortes por homofobia ocorridas no planeta, quatro acontecem no Brasil. Aqui uma pessoa é morta por homofobia a cada 24 horas.
Enquanto 30 bilhões saídos dos cofres públicos são investidos na Copa do Mundo, os serviços públicos vão de mal a pior e as políticas públicas de combate à violência e a homofobia, tão alardeadas pelo PT para ganhar os votos do movimento LGBT, não saíram do papel. De efetivo, nada foi feito para cessar a onda de violência e assassinatos homofóbicos que vem ocorrendo nos últimos anos em nosso país. O descaso dos Governos municipais, estaduais e Federal com os oprimidos faz com que a “taça do mundo” da violência contra os LGBTs seja nossa, além de tornar a homofobia um negócio altamente lucrativo para os exploradores da prostituição, das boates, saunas e grifes.
Motivos não faltam para os LGBT’s irem a luta. Assim tem sido, muita luta LGBT, desde o ano passado quando milhares tomaram as ruas para derrubar o homofóbico, racista e machista Marcos Feliciano da Presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara ou quando milhares somaram-se ao levante de junho para derrubar  o projeto de “Cura gay”. Por isso, o PSTU Rio entende que a IV Marcha contra a Homofobia será mais um importante momento da luta LGBT contra a homofobia e a violência, além de ser um momento para lembrar e comemorar o 17 de maio, dia em que a Organização Mundial de Saúde retirou da “Lista da Classificação Internacional de Doenças” a homossexualidade.

PSTU Rio convoca a todas e todos para IV Marcha contra a Homofobia!
 Seja parte desta Torcida contra a Homofobia!!!

- Aprovação imediata do PLC 122 abrangente, que criminaliza a homofobia!
- Aprovação imediata da lei da identidade de gênero!
- Chega de homofobia, transfobia, racismo e machismo!

Concentração às 12 horas no Posto 6 
da Praia de Copacabana – dia 25 de maio de 2014        

Justiça ou Bárbarie? Justiceiros são inspirados por ideologias neonazistas

Jovem agredido e preso no Flamengo (Foto: reprodução Facebook)

Por Dirley Santos e Arthur Gibson, redação Rio.

31 de janeiro, sexta-feira à noite ...
Um adolescente negro, de 15 anos, é perseguido pelas ruas. Pego, é violentamente espancado, leva uma facada na orelha e tem sua roupa arrancada. Depois da surra, chorando, é preso nu a um poste, como em umpelourinho improvisado.
Uma situação que remeteria a cenas de cinema, retratando o racismo da KuKluxKlan nos EUA da primeira metade do século passado, ou mesmo a pinturas sobre os períodos colonial e imperial no Brasil.Mas aconteceu em pleno século XXI, na Av. Rui Barbosa, zona sul da cidade do Rio de Janeiro.
A motivação? O jovem, menor de idade,estaria supostamente assaltando pessoas na região.
Seus algozes? Jovens brancos, de classe média, moradores da região que resolveram “fazer justiça com as próprias mãos”.
 O rapaz só foi libertado após a chegada de soldados do Corpo de Bombeiros, que precisaram usar um maçarico para abrir a trava de bicicleta que o prendia e depois o levaram para o Hospital Municipal Souza Aguiar.

Agressores pertencem a grupo de ”justiceiros”
Ao que tudo indica, a agressão foi obra de um grupo local organizado de jovens, inspirados em ideologiasfascistas, autodenominados “Justiceiros do Flamengo”.Segundo depoimento do jovem agredido, o grupo, que frequentaria uma academia ao ar livre na Enseada de Botafogo, era composto por cerca de 30 homens que chegaram em 15 motos, atacando a ele e a outros dois jovens com capacetes, rasteiras e joelhadas. Um deles estaria armado com pistola.
De acordo com a própria polícia, o grupo vem atuando desde o ano passado agredindo e torturando a todos que julgam suspeitos. Um grupo que supostamente fazia uma ação foi detido. Sem antecedentes criminais, eles serão investigados por formação de quadrilha e por corrupção de menores. Mas comonenhum dos acusados foi identificado pela vítima; eles pagaram fiança e foram liberados, provavelmente em menos tempo do que o jovem que eles prenderam ao poste demoroupara se livrar da tranca no pescoço.
O jovem agredido, por sua vez, se encontra refugiado em um abrigo da prefeitura após ter fugido do Hospital Souza Aguiar, no centro, por não se sentir seguro.

Grupos de extermínios se fortalecem no Brasil
Uma onda de ataques a supostos criminosos e moradores de rua em diversos bairros por parte de grupos que se autointitulam “justiceiros” vem se tornando rotina na região metropolitana do Rio de Janeiro. Recentemente casos semelhantes aconteceram na região da Lapa, na praia de Copacabana e no bairro da Tijuca. 
Em São Gonçalo um jovem, que trabalha como caseiro, foi confundido com assaltante e foi linchado até a morte no bairro de Maria Paula. Pelo menos mais quatro pessoas foram espancadas em ruas da cidade no mesmo período, mas conseguiram sobreviver. Um vídeo que circula nas redes sociais e foi inclusive transmitido em TV aberta um jovem, supostamente usuário de drogas, foi assassinado com um tira na cabeça, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A antropóloga e ativista social Yvonne Bezerra, que foi quem primeiro socorreu o jovem agredido, lembra que nos anos de 1980 existiam gangues de jovens, de classe média da Zona Sul, que saíam às ruas bem vestidos, armados de pau e tacos de beisebol para bater em pessoas em situação de rua.
A existência de grupos deste tipoé a face mais dura de uma socieda de capitalista baseada em preconceitos racistas, machistas e homofóbicos e em uma mentalidade de segurança pública que defende o “olho por olho, dente por dente”, “bandido bom, é bandido morto”.
De acordo com o Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil, publicado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), a cada 100 mil jovens, 53,4, com idades entre 14 e 25 anos, foram assassinados, em 2011. E entre 1908 e 20111, as mortes por homicídio, tiveram um aumento de 326,1%. Criando um caldo de cultura de mais violência entre a população.

Homem amarrado nu no bairro da Tijuca
Na  grande mídia: apologia. Nas nas redes sociais: polêmica
Em diversas postagens sobre o tema, principalmente em veículos da mídia grande, páginas de apoiadores e organizações neonazistas e comunidades de policiais e militares, é possível ver um número grande de pessoas declarando apoio as ações dos “justiceiros”.
Em boa parte destas declarações pipocam principalmente frases e xingamentos contra moradores de rua, negros e homossexuais. Além de ameaças aos que questionam e criticam estes grupos. A própria Yvonne Bezerra, denunciou que vem recebendo seguidas ameaças em seu perfil no Facebook.
Chegou-se ao ponto da apresentadora do Jornal do SBT, Rachel Sherazade declarar publicamente seu apoio a ação ocorrido no bairro do Flamengo, chegando a afirma que O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite. E, aos defensores dos Direitos Humanos, que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido. Contudo choveram críticas e repúdio a jornalista por parte de vários setores da sociedade.
Como escreveu também no Facebook o estudante João Pedro de Sá, poeta e ativista filiado ao PSTU “Se esse jovem não estava na Pedra do Sal (...) ouvindo a alta poesia da música negra, tomando cerveja e conversando com seus amigos sobre seu trabalho de mestrado não é porque tenha um delírio malévolo de assaltar pessoas, fruto de uma natureza mais maligna ou menos humana que qualquer pessoa, mas porque não existe espaço objetivo pra dignidade e felicidade de todos no projeto capitalista, racista e violento de país que dirige o Brasil. Sem entender isso, não se entende nada e, facilmente, até mesmo sem perceber, se cai no colo dos fascistas”.

É preciso denunciar e combater o crescimento destes “justiceiros”
O atual ressurgimento destes grupos de "justiceiros" no Rio de Janeiro é fruto do crescimento de bandos neonazistas e suas ideologias entre jovens da classe média carioca
Por outro lado também contribui a falência da política de segurança públicaque se apoia na farsa da pacificação através da ocupação militar das comunidades pobres, do não enfrentamento consequente ás milícias formada por paramilitares e na não punição aos policiais e oficiais corruptos.
A própria Anistia Internacional, segundo seu diretor para o Brasil, Atila Roque, já disse preocupada com o apoio que estes crimes cometidos por "justiceiros" tem obtido junto a expressivos setores da sociedade.
Não se pode deixar naturalizar isso, é necessário demonstrar absoluto repúdio e responder com urgência e à altura este tipo de ação reacionária. Pois estes grupos são irmãos siameses de bandos neonazistas (se não os próprios) que em ano passado tentaram intimidar e provocar os movimentos sociais, fixando cartazes próximo às sedes do PCB e do PSTU e atacando as colunas destes partidos e de setores dos movimentos sociais nas manifestações de junho.
Nós do PSTU seguimos, como na época da prisão dos neonazistas de Niterói e dos ataques de junho, conclamando“a todos os demais partidos e entidades democráticas em geral, centrais sindicais e sindicatos, entidades estudantis, ONG’s, quilombos, organizações LGBTs, movimentos sociais e parlamentares para que façamos uma ampla campanha antineonazista para que indivíduos e grupos como estes não proliferem impunemente”.

11 de julho: um dia de luta também contra as opressões


Zona Sul de São Paulo
O dia 11 de julho de 2013 já entrou para a História com uma das maiores e mais importante mobilizações já vistas neste país. Marcado pela entrada da classe operária, com suas bandeiras e métodos de luta, nas mobilizações contra as políticas econômicas e demais descaminhos do governo do PT, o “11 de julho” também foi marcado pela unidade dos movimentos sociais, inclusive os que lutam contra o racismo, o machismo e a homofobia.
Do Norte ao Sul do país, os manifestantes exigiram o “Fora Feliciano”, repudiaram a violência contra as mulheres e o “estatuto do nascituro” (ou a “bolsa-estupro”, que é o seu verdadeiro significado) e protestaram contra a discriminação racial e genocídio da juventude negra levado a cabo pela forças de repressão do Estado.
No interior das colunas organizadas pela CSP-Conlutas, movimentos como o Quilombo Raça e ClasseMulheres em Luta e o Setorial LGBT da entidade, levantaram estas bandeiras, com orgulho, lado a lado das bandeiras dos movimentos sindical, estudantil e popular, com a certeza de que a única forma de lutar consequentemente contra a opressão é em estreita unidade com os trabalhadores e a juventude, e no combate direto ao sistema que oprime para explorar ainda mais.
Mulheres trabalhadoras em luta
Um exemplo particularmente significativo da combinação da luta contra a opressão e a exploração foi dado na metalúrgica Chris Cintos, na Zona Sul de S. Paulo, onde oMovimento Mulheres em Luta (MML) saudou milhares de trabalhadoras que paralisaram a fábrica e se juntaram ao arrastão que tomou as ruas dos “corredores” de fábricas da região e seguiu até o Largo Treze, no centro do bairro.

A empresa, que se apresenta como a maior fabricante de cintos de segurança do país, conquistou este título às custas da extrema exploração de cerca de 1800 trabalhadores, a sua grande maioria mulheres (dentre delas, muitas negras). Uma exploração fortemente alimentada pelo machismo.
Enquanto se organizavam para a assembleia, as trabalhadoras davam exemplos e mais exemplos do que passam no interior da fábrica. Uma regra absurda faz com que, quando têm que levar seus filhos ao médico, as operárias sejam descontadas no dia da consulta e no domingo; o assédio sexual é constante e o assédio moral acompanha o absurdo ritmo de trabalho que é imposto por chefetes que atuam de forma ditatorial e patriarcal no interior da fábrica.  
Também foi contra tudo isto que as operárias aclamaram a proposta do sindicato de parar a fábrica logo após terem entrado para o turno da manhã. E também foi por sentirem, no dia a dia, a opressão machista que as trabalhadoras saudaram com grande entusiasmo a fala da professora Janaina Rodrigues, da oposição da Apeoesp, dirigente do MML e da Secretaria de Mulheres do PSTU, logo após a votação da adesão à greve.
“Hoje, os brasileiros estão fazendo História, promovendo um forte e combativo dia de paralisação nacional. E vocês, aqui e agora, estão construindo um lindo capítulo desta história. Especialmente vocês, mulheres, são motivo de orgulho para todos nós. Estão demonstrando que são guerreiras e dando um importante passo para quebrar as amarras do machismo e da exploração que as oprimem e impõem precárias condições de vida. Um passo ainda mais certeiro, porque dado ao lado de milhões de outros trabalhadores, num dia de enfrentamento não só contra os patrões da fábrica, mas também contra Dilma, Alckmin, Haddad e todos aqueles que mantém esta situação inaceitável ”, disse Janaína.
Nossa luta é todo dia! Contra o machismo, o racismo e a homofobia!
Enquanto o ato avançava pelas ruas e avenidas da Zona Sul, Janaína destacou a importância da paralisação da Chris Cintos: “Para nós, do MML, o que vimos hoje, aqui, justifica nossa própria razão de existir. Dentre todas as fábricas paralisadas na Zona Sul, esta é a que tinha o maior número de mulheres e o exemplo que elas deram tem uma importância histórica para o tipo de movimento que queremos construir. Por um lado, aqui estão concentrados, de forma gritante, todos os horrores que são enfrentados pelas mulheres da classe trabalhadora, todos os dias. Por outro, ao aderirem ao movimento, estas mulheres deram uma demonstração de sua garra e de que a luta contra o machismo é, também, uma luta contra o sistema que dele se beneficia”.

Assim como muitos outros que paralisaram as fábricas pela manhã, várias trabalhadoras se juntaram ao ato na Paulista, no meio da tarde. E, lá, também puderam ouvir a fala de Ana Luiza Figueiredo. Ana Luiza falou em nome do PSTU e também destacou a importância da luta contra a opressão e a exploração.
“Estamos aqui para lutar pelos nossos direitos e por melhores condições de vida mas, também, não podemos esquecer que exigimos o fim de toda e qualquer forma de opressão e da absurda exploração que é imposta a milhões daqueles que são historicamente marginalizados. Também estamos aqui para dizer em alto e bom som ‘Fora Feliciano’, ‘Não ao estatuto do nascituro’, ‘Chega de genocídio da juventude negra e pobre nas periferias’, lembrou a dirigente do PSTU.

Movimentos sociais e população se unem para lutar contra as agressões homofóbicas no Rio


 Foto: Reynaldo Vasconcelos / Divulgação


No sábado, dia 25 de maio, os movimentos sociais deram uma resposta aos casos de homofobia que vêm acontecendo no Rio de Janeiro. Desta vez, a solidariedade foi com Fernando Soares, jornalista, militante e realizador de trabalho de educação popular na cidade. No dia 18 de maio, Fernando foi agredido fisicamente e verbalmente com xingamentos homofóbicos, no bar Sinuca de Bico na Lapa. 

O ato contou com cerca de 100 pessoas, com a presença de organizações dos movimentos sociais e ativistas LGBT´s, além de pessoas que passavam pelo local e ficaram sensibilizadas pelo fato. A manifestação marchou pelas ruas na Lapa, sendo recebida com bastante simpatia pelas pessoas que estavam nos bares e restaurantes do bairro. Com músicas e palavras de ordem contra a homofobia, muitos se juntavam aos manifestantes, demonstrando toda sua solidariedade a Fernando Soares e apoio à bandeira LGBT.

A agressão sofrida pelo jornalista é mais uma prova de que há uma onda de violência homofóbica em nosso país E infelizmente, esses casos tornam-se cada vez mais comuns. As poucas estatísticas existentes, produzidas pelo próprio movimento (Grupo Gay da Bahia), apontam que centenas de LGBT’s são assassinados todos os anos, o que torna o Brasil líder no ranking de assassinatos homofóbicos. No Brasil, pelo menos um LGBT é assassinado a cada 31 horas. Segundo o GGB, os jovens entre 20 e 29 anos representam 46% das vítimas.


Os governantes têm muita responsabilidade sobre esta realidade. Em 10 anos o governo do PT, que tem maioria no congresso, teve a chance de aprovar a criminalização da homofobia. No entanto, o governo permitiu que o senador homofóbico Marcelo Crivella retalhasse o PLC 122 (que criminaliza a homofobia) e suspendeu o kit anti-homofobia nas escolas para salvar o ex-ministro Antônio Palocci de uma CPI. Além disso, este ano se retirou da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para entregá-la ao controle do Partido Social Cristão (PSC) que elegeu o reconhecido machista, homofóbico e racista Marco Feliciano para presidência da comissão.



Casos com este não podem continuar ocorrendo. O PSTU exige dos governos a prisão dos agressores de Fernando Soares e a criminalização da homofobia. O capitalismo utiliza a homofobia para explorar e dividir os trabalhadores. Por isso, a bandeira dos direitos humanos e do socialismo deve ser erguida lado a lado, para construirmos uma sociedade verdadeiramente livre de toda opressão.
 



Foto: Reynaldo Vasconcelos / Divulgação
  

Fernando Soares, jornalista militante sofre agressão homofóbica

Foto: GT Rede das Impactadas.
Na noite de 18 de maio estava acontecendo um fraternal encontro pelo aniversário de um do amigo do jornalista. O local foi na Sinuca do Bico, no centro da cidade, entre a Rua Riachuelo e a Rua do Resende.

Segundo testemunhas, foram em torno de 5 homens os agressores, eles já vinham provocando o grupo do jornalista falando entre outras agressões homofóbicas como que entre eles só tinha “viado”. No momento em que Fernando estava no banheiro foi espancado sofrendo uma concussão cerebral e fratura da mandíbula. Hoje espera por uma cirurgia, por conta de um coágulo formado em decorrência da agressão.

Condenamos este tipo grupos homofóbicos, racistas e até nazistas que vem realizando a agressões recentes. Contra Fernando essa violência é mais grave ainda por que ele mesmo é militante contra a criminalização das lutas de milhares de moradores que enfrentam a política de despejo de Paes e Cabral.

Por Setorial de Movimentos Populares da CSP-Conlutas RJ

Marcha reúne 20 mil em Brasília contra ataques aos direitos sociais e trabalhistas

Delegação do Rio de Janeiro contou com 26 ônibus cheios, 
participaram operários, estudantes, professores e servidores.

Movimentos sociais e sindicais se reuniram nesta quarta-feira (24) em Brasília para defender direitos trabalhistas e protestar contra a política econômica do governo. Mais de 25 mil pessoas participaram do protesto, de acordo com dados da Polícia Militar. Cerca de 26 ônibus do Rio de Janeiro, partindo da capital e cidades do interior, compuseram a manifestação.
A marcha saiu da frente do Estádio Nacional (Mané Garrincha), seguiu pela Esplanada dos Ministérios e terminou diante do Congresso Nacional.
Faixas e cartazes continham frases contrárias às mudanças nas relações trabalhistas através do Acordo Coletivo Especial, que permite a retirada de direitos dos trabalhadores garantidos na legislação.
Entre as reivindicações dos participantes também estava o fim do fator previdenciário e a anulação da reforma da previdência de 2003. A marcha ainda denunciou a situação da educação no país e os leilões do petróleo brasileiro.
Ao final da manifestação, a entidade estudantil ANEL organizou um beijaço com direito a casamento gay simbólico (foto abaixo), exigindo a saída do deputado federal Marco Feliciano da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.


Feliciano e os 10 anos de PT para os LGBT's


Marília Macedo
Secretaria LGBT do PSTU/RJ


Manifestação interrompe sessão da comissão
 presidida pelo deputado homofóbico
A eleição do pastor Marco Feliciano (PSC/SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) gerou profunda indignação nos movimentos sociais organizados e uma verdadeira onda de protestos em pelo menos dez capitais do país (Rio, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador), obtendo repercussão internacional. Comunidades de brasileiros na Argentina, França, Inglaterra e Suécia também realizaram protestos, que terminaram nas respectivas embaixadas do Brasil. Tal reação não era por menos. 
    
Por um lado, a CDHM é responsável por receber e investigar denúncias de violações de direitos humanos e propor à Câmara dos Deputados medidas que visam a proteção ou o reconhecimento dos direitos dos setores oprimidos da sociedade. Por outro lado, Feliciano é reconhecidamente homofóbico. Ele defende que a AIDS é o “câncer gay” ou que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio e ao crime” e que “a união homossexual não é normal”.  

LGBT’s na mira de Feliciano

A eleição de Feliciano representa um grande obstáculo à luta contra o machismo, o racismo e a homofobia, contudo, não restam dúvidas de que o setor LGBT será o principal alvo das suas atrocidades. Como presidente, as pautas da comissão serão definidas por ele, e dentre elas já se encontram dois projetos homofóbicos: um do deputado João Campos (PSDB-GO), que tenta revogar a resolução do Conselho Federal de Psicologia, que proíbe tratamentos pela “cura” de homossexuais, uma vez que a homossexualidade não é doença; e outro que pretende reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal, proferida em 2011, que concede aos casais homoafetivos o direito à união estável.     

Silas Malafaia pega carona

Alguns parlamentares pegam carona na eleição de Feliciano, para mais uma vez fomentar ódio contra nós LBGT’s e se fortalecerem perante suas bases eleitorais. O deputado fascista Jair Bolsonaro (PP/RJ) foi o primeiro, com declarações ofensivas como: “acabou a festa gay”; “volta pro zoológico, viadada, bando de viado”; “queima rosca todo dia” (cartaz escrito numa das sessões da CDHM).
No Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia também aproveitou a carona. A pedido do vereador Alexandre Isquierdo (PMDB), seu “apadrinhado” nas últimas eleições, a Câmara Municipal do Rio concedeu ao pastor, no dia 14 de março, a medalha Pedro Ernesto, criada em 1980 para homenagear as “figuras” que mais se destacam na sociedade brasileira e internacional. 
Todos nós sabemos que Malafaia vem se destacando bastante por sua campanha contra os homossexuais que incita o ódio e a intolerância. Também sabemos que é uma prática comum na Câmara Municipal do Rio os “apadrinhados” eleitos requererem a homenagem aos seus “padrinhos”. Esta foi uma vergonhosa e imoral homenagem que acaba incentivando ainda mais o preconceito e deixando claro que as trocas de favores falam mais alto que o interesse público, por isso merece todo o nosso repúdio.
Como pode a “Casa do Povo” homenagear um homofóbico quando o povo está na rua lutando contra a homofobia? Lamentavelmente, os vereadores do PSOL deixaram passar esta homenagem sem se posicionarem e, pior, sem convocar os movimentos sociais organizados para lutar contra ela. Um grande desserviço aos LGBT's.    

O papel do governo Dilma nessa história


O PT, primeiro com Lula e agora com Dilma, através do seu discurso defensor dos trabalhadores e das bandeiras LGBT’s, criou grandes expectativas no movimento. É compreensível que os LGBT’s, cujos direitos civis são negados e cujas vidas são brutalmente retiradas todos os dias, tenham sentido nas promessas do PT a esperança das tão sonhadas conquistas. Mas agora já se passaram dez anos de governo e precisamos fazer um balanço das suas medidas concretas. 
Infelizmente, a verdade é que os projetos do governo federal (Brasil sem Homofobia e Escola sem Homofobia) e as duas Conferências Nacionais, consultivas, não alteraram a realidade dos trabalhadores LGBT’s. A violência e os assassinatos não param de crescer, sobretudo contra os trabalhadores, os jovens homossexuais continuam abandonando as escolas porque não aguentam o preconceito, os direitos civis são negados, com destaque para as transexuais e a PLC 122 não foi aprovada. Lamentavelmente, estes projetos não passaram de declarações de boas intenções e serviram muito mais para jogar as lideranças do movimento nas cadeiras dos gabinetes do que para avançar nos direitos.
O governo tem “a faca e queijo na mão” para avançar nos direitos LGBT’s, contudo, ao contrário disto, quebrou a confiança e expectativas. Permitiu que o PLC 122, que trata da criminalização da homofobia, fosse retalhado, com o aval da presidenta Dilma e a participação direta de Marcelo Crivella (PRB-RJ), outro político da “turma de Feliciano”.
Em 2012, cedendo à chantagem da bancada evangélica e católica, a presidenta suspendeu a distribuição do “Kit anti-homofobia nas escolas” para evitar a abertura da CPI contra o ex-ministro Chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, acusado de aumentar em 20 vezes o seu patrimônio entre 2006 e 2010. Dilma também não fez qualquer esforço para aprovação do casamento igualitário e da adoção. A única conquista contundente veio pelo STF com a aprovação da união estável, e somente por conta de muita pressão do movimento. 

O jogo duplo do PT fortalece a bancada homofóbica
  

O governo federal vem fazendo um verdadeiro jogo duplo com o movimento LGBT. Por um lado, apresenta um discurso bonito e atraente, junto com propostas políticas que não passam de promessas sem desdobramentos reais. Por outro lado, quando a bancada homofóbica pressiona, o governo titubeia e recua na implementação da nossa pauta para não perder sua base aliada no Congresso Nacional, porque ela garante sua governabilidade e a implementação de suas principais medidas econômicas.
 No atual cenário de crise econômica mundial e desaceleração da economia brasileira, essa maioria torna-se ainda mais importante porque o governo planeja duros ataques aos trabalhadores como, por exemplo, o Acordo Coletivo Especial, que retirará dos trabalhadores direitos previstos na CLT através das negociações coletivas e a nova Reforma da Previdência que dificultará ainda mais as aposentadorias. O governo sabe que os trabalhadores vão resistir. A marcha que será realizada no dia 24 de abril em Brasília é o primeiro passo dessa resistência. 
 Para manter estes setores homofóbicos na sua base aliada, Dilma utiliza os direitos LGBT’s como moeda de troca e, ao mesmo tempo, com um discurso “progressivo” segue iludindo diversos setores do movimento. A decisão do PT de se retirar da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, que historicamente dirigiu, e entregar seu controle ao PSC (Partido Social Cristão) é mais uma prova cabal de que para manter as alianças vale tudo, inclusive entregar aos homofóbicos a presidência e o controle da CDHM. Deste modo, o jogo duplo de Dilma fortalece a bancada homofóbica e suas principais figuras como Silas Malafaia, Marcelo Crivella, Jair Bolsonaro e Marco Feliciano.

O caminho é a luta!

Ato na Avenida Paulista

O PSTU é árduo defensor e respeitador da liberdade religiosa e da liberdade de expressão, contudo, não concordamos que os líderes fundamentalistas, seguidores conservadores e literais de uma religião e fascistas se utilizem desses direitos para atacar as trabalhadoras e trabalhadores LGBT's e, assim, se fortalecer politicamente e incentivar mais assassinatos e humilhações.
Além dos interesses políticos, há muitos interesses econômicos envolvidos nesta discussão. Diversos empresários lucram rios de dinheiro com a homofobia como, por exemplo, os donos de casas noturnas, saunas, grifes de roupa, das paradas do orgulho gay e etc. Existe hoje no Brasil uma forte “indústria pink”. Além disso, há aqueles que, apoiados no preconceito, pagam os piores salários aos trabalhadores LGBT's.
Os líderes fundamentalistas também não ficam de fora desse lucro.  Atraem investimentos para suas campanhas eleitorais através do discurso homofóbico, além de muitos fiéis honestos para os bancos das igrejas, iludindo e tirando dinheiro daqueles que pouco ou nada têm. Neste jogo de interesses, o governo tem demonstrado estar ao lado dos que ganham com a homofobia.
Dilma não merece a confiança do movimento LGBT e tem demonstrado isso. Precisamos ir para as ruas, colocar o governo na parede e exigir a saída de Feliciano e do PSC da CDHM, a criminalização da homofobia e o casamento igualitário.
Precisamos estar ao lado do conjunto dos trabalhadores para nos fortalecer, pois o fim da homofobia pressupõe o fim da exploração que nela está apoiada. Somente na luta podemos arrancar do governo nossas reivindicações e transformar esta sociedade, que explora os trabalhadores e utiliza a homofobia para aprofundar essa exploração, numa sociedade verdadeiramente igualitária e livre, numa sociedade socialista!

Fora Feliciano e o PSC da CDHM!
Criminalização da homofobia, já!
Pela aprovação do casamento civil!

Todas e todos ao ato dia 07 de abril às 10:00 no Posto 6 em Copacabana pelo Fora Feliciano!
Todas e todos à marcha do dia 24 de abril em Brasília!

Milhares de pessoas vão às ruas para gritar: Fora Feliciano!



Em mais de 10 cidades do país, mobilizações exigiram a saída de deputado racista e homofóbico da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara


ELDER SANO “FOLHA” E DANILO RESTAINO, DA SECRETARIA LGBT DO PSTU

Ato na Avenida Paulista

• Milhares de pessoas foram às ruas, em diversas cidades do país, no último sábado, 9 de março, em atos organizados pelas redes sociais contra a nomeação do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM). Houve atos em São Paulo, Ribeirão Preto-SP, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Vitória, Fortaleza, Brasília, Salvador, Feira de Santana-BA, Florianópolis, Belo Horizonte, Uberlândia-MG, Juiz de Fora-MG entre muitas outras cidades, incluindo manifestações de solidariedade em Buenos Aires e em Londres.

Quem é Marco Feliciano?
A indicação de Marco Feliciano casou indignação em diversos setores da sociedade. Motivos não faltam: o pastor Feliciano é um verdadeiro colecionador de pérolas homofóbicas e racistas.

Recentemente, por exemplo, divulgou nas redes sociais a ideia de que“africanos descendem de um ancestral amaldiçoado por Noé” , em uma referência ao personagem bíblico Cam, filho de Noé, cuja mitológica maldição foi usada, por séculos, pela Igreja Católica para justificar a escravidão dos negros. Se não bastasse, ainda disse que “sobre o continente africano repousa a maldição do paganismo, ocultismo, misérias, doenças oriundas de lá: ebola, AIDS, fome, etc”

Feliciano também é conhecido pela defesa de asquerosas teses, como a de que a AIDS é o “câncer gay” ou que “a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio e ao crime” e que “a união homossexual não é normal”. Só pra mencionar algumas poucas de suas asneiras.

Como deputado, é autor de um projeto que tenta reverter a decisão do STF que reconhece a união homoafetiva. Na sua ficha, constam dois processos no STF, por estelionato e preconceito, além de também ter denúncias de desvio de verbas públicas em seu currículo.

O PT e o completo abandono das bandeiras dos oprimidos
Historicamente dirigida pelo PT, a CDHM é responsável por receber e investigar denúncias de violações de direitos humanos e de propor e votar medidas na área. É por ela que passam temas referentes aos direitos dos LGBTs, das mulheres, dos negros, das comunidades indígenas e quilombolas e o combate ao trabalho escravo.

Neste ano, o PT decidiu ocupar outras comissões, que julga mais importantes, como a de Seguridade e de Relações Exteriores, deixando o espaço livre para que homofóbicos ocupassem metade das cadeiras dessa comissão. 

Como presidente, Feliciano definirá as pautas que serão discutidas. Entre elas, se encontra, por exemplo, o projeto do homofóbico João Campos (PSDB-GO) que tenta reverter a resolução do Conselho Federal de Psicologia. A resolução proíbe tratamentos pela “cura” de homossexuais, uma vez a homossexualidade não é doença, logo, não pode ser “curada”.

Embora diversas figuras do PT tenham se manifestado contra a indicação do pastor, é impossível esconder a responsabilidade do PT e do governo Dilma. Ao trocar a CDHM por outras comissões, o governo deixou espaço livre para seus aliados racistas e homofóbicos tomarem conta da comissão. 

Em nome da “governabilidade”, Dilma e o PT têm usado as bandeiras dos oprimidos como moeda de troca para os negócios escusos deste governo. Exemplos não faltam: a mutilação do Estatuto da (des)Igualdade Racial, negociada com o comprovadamente corrupto Demóstenes Torres; o texto original do PLC-122, retalhado com o apoio do homofóbico Marcelo Crivella (PRB-RJ); o veto ao kit anti-homofobia para tentar salvar a cabeça de Palocci; o corte de verbas que impedem a aplicação da Lei Maria da Penha, em descompasso com o excesso de verbas para empresários e banqueiros.

Não podemos ter ilusões em um governo que nos ataca, nos usa como moeda de troca e diz ser nosso aliado. E vale lembrar que, além do apoio do PT, que cedeu a comissão ao PSC, Feliciano ainda contou com o apoio da bancada ruralista, contrária a qualquer bandeira das comunidades indígenas, quilombolas e sem-terra.

Ato no Rio de Janeiro


“Saravá, saravá, saravá, fora Feliciano já!”
Os atos realizados no último sábado, 9 de março, são uma resposta a esse absurdo completo que é colocar um homofóbico e racista em uma comissão que deveria discutir exatamente os direitos humanos. O direito de expressão e de liberdade de crença não dá a Feliciano, nem a ninguém, o direito de oprimir os setores que já são historicamente marginalizados na sociedade.

O maior dos atos foi em São Paulo, e reuniu milhares de pessoas na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. A manifestação foi engrossada por outro ato que acontecia na Paulista, contra Renan Calheiros, chegando a fechar três faixas da avenida no centro da cidade.

Os ativistas gritavam palavras de ordem como “saravá, saravá, saravá, fora Feliciano já”, em referência à demonização das religiões de matiz africana promovida por Feliciano, e “a nossa luta é todo dia contra o machismo, o racismo e a homofobia” demonstrando a unidade dos setores oprimidos. Outras palavras de ordem incluíam a referência à renúncia do Papa, exigindo de Feliciano que fizesse o mesmo.

O PSTU se soma a milhares de ativistas por todo o país, e esteve presente, com suas bandeiras e militantes, em manifestações país afora, exigindo a imediata renúncia de Marco Feliciano.

Diante das manifestações, o PSC já estuda a indicação de outro nome para a comissão. Esses atos demonstram algo que não pode ser esquecido pelo movimento: não é nas comissões desse Congresso corrupto que nossos direitos são alcançados, e sim através da pressão nas ruas, de todos os trabalhadores e trabalhadoras, oprimidos e explorados, exigindo suas reivindicações.

Mais um desserviço do PT: o “apartidarismo”
Lamentavelmente, manifestantes que estavam no ato “fora Renan” ameaçaram e chegaram a tentar agredir militantes do PSTU e do PSOL e outros ativistas do movimento LGBT que carregavam bandeiras e faixas de organizações políticas. Esse é mais um desserviço do PT: ao abandonar completamente as lutas dos trabalhadores e dos setores oprimidos, levou a uma desilusão geral com os partidos políticos. O ódio aos partidos está diretamente relacionado ao que o "partido dos trabalhadores", em que tantos depositaram confiança, tem feito.

A atitude desses setores em tentar impedir as faixas e bandeiras, no entanto, remete ao fascismo. É inaceitável que numa marcha pela liberdade e por direitos humanos, as organizações de esquerda sejam atacadas por se somar à manifestação levando suas bandeiras e seu apoio.

Nós, do PSTU, sempre nos colocamos nas lutas contra o racismo, o machismo e a homofobia com uma perspectiva de classe porque, para nós, a luta dos oprimidos é inseparável da luta dos trabalhadores e trabalhadoras da cidade, do campo e da juventude contra o capitalismo e pela construção do socialismo. 

Somos defensores ferrenhos da liberdade de expressão e também da liberdade de organização para que todos os trabalhadores e trabalhadoras, bem como o movimento estudantil e popular, possam colocar suas reivindicações na rua. Por isso, nossas bandeiras estarão sempre erguidas, com orgulho, onde houver uma luta pela liberdade.

Ameaça neonazista no Rio de Janeiro


Da redação local

Ameaça aos militantes "vermelhos"
 remete a jargões da época do nazismo
 Na semana do 8 de março, dia internacional de luta da mulher trabalhadora, o bairro da Lapa foi coberto por cartazes de uma organização neonazista denominada Combat 18 – Divisão RJ. O “18” é derivado das iniciais de Adolf Hitler. O “A” e o “H” são a primeira e oitava letras do alfabeto latino.
Em uma clara tentativa de intimidar e provocar os movimentos sociais, muitos dos cartazes foram afixados nas colunas do prédio onde está situado o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU. Um dos cartazes afirma: “Comunistas e subversivos, o Combat 18 está de olho em vocês.(...) Ninguém será poupado!!!(...) Estejam preparados pois a única alternativa para vocês é a MORTE!!! (...) Lixo vermelho a sua hora chegou”.
Original da Inglaterra, o Combat 18 tem seções em alguns países do mundo, entre eles o Brasil. É o braço armado do National Front, partido inglês de extrema direita nacionalista, fundado na década de 70. Nas eleições de 1979 recebeu mais de 190 mil votos. Em 2010 apresentou 17 candidaturas nas eleições gerais e 18 nas locais, não obtendo uma única representação. Possui ligações com os famosos torcedores hooligans e uma rede de bandas que promovem músicas neonazistas, o Blood&Honour (sangue e honra).
Na cidade do Rio de Janeiro, o Combat 18 tem aproximadamente cinco ou seis membros e não possui absolutamente qualquer lastro social. É um grupo de classe média que esconde seus rostos e são covardes contra aqueles que julgam inferiores. O blog da Divisão RJexibe os textos “Códigos da Raça Ariana”; os “25 pontos do Partido Nacional-Socialista Alemão (1920)”; imagens de espancamentos de moradores de rua negros; cartazes de agitação; além de inúmeras “teorias” raciais e antissemitas.
Diante de tais ameaças, o PSTU define que:
Aqui as ameaças fascistas
são contra mulheres e LGBT's
Em primeiro lugar: não toleraremos qualquer tipo de provocação, ameaça ou intimidação aos nossos e aos demais militantes de esquerda, movimentos sociais, ou de qualquer organização democrática.
Segundo: procuraremos demais partidos operários, partidos e entidades democráticas em geral, centrais sindicais e sindicatos, entidades estudantis, ONGs, quilombos, organizações LGBTs, movimentos sociais e parlamentares para fazer uma ampla campanha antineonazista.
Terceiro: Iremos também prestar queixa na polícia. Por mais que o Combat 18 não tenha expressão social, o PSTU entende que devemos nos precaver de qualquer inciativa desse grupo. 
Por último, o Combat 18 não conhece as tradições do movimento operário. Somos sobreviventes da Guerra Civil Espanhola e dos campos de concentração nazistas na II Guerra Mundial; vencemos as ditaduras na América Latina nas décadas de 60, 70 e 80; resistimos aos torturadores do regime militar. Sob a bandeira da Liga Operária e da Convergência Socialista lutamos contra a ditadurano Brasil. Em nome daqueles que lutaram e deram a vida combatendo os fascistas, não toleraremos qualquer tipo de ameaça à nossa organização.
Nos reconhecemos em cada militante que luta contra os planos de austeridade na Europa, ou contra as ditaduras no Norte da África e Oriente Médio. Somos homens e mulheres de todas as cores e nacionalidades, de todas as orientações sexuais e livres de todos os tipos de preconceitos. Nós somos grandes e não admitiremos que toquem em um só de nossos militantes.



De Frente com a Homofobia

Em entrevista na TV, pastor Silas Malafaia dissemina ódio aos homossexuais


FLÁVIO BANDEIRA, DA SECRETARIA LGBT DO PSTU


Reprodução
Silas Malafaia no programa De Frente com Gabi

• A entrevista do pastor Silas Malafaia ao programa "De Frente com Gabi", comandado pela jornalista Marília Gabriela, provocou revolta nas redes sociais. O líder da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristoficou entre os tópicos mais comentados no Twitter essa segunda-feira, dia 4, e uma onda de postagens, comentários, paródias e 'virais' sobre a entrevista ocupou o Facebook. O programa foi ao ar no dia 3 de fevereiro, com recorde de audiência e, um dia após a sua exibição, já possuía mais de um milhão de acessos no YouTube. 


A revolta não poderia ser diferente. Silas Malafaia aproveitou, mais uma vez, o momento em frente às câmeras para disseminar e incitar ódio aos homossexuais. Durante a entrevista, esbravejou que sua Igreja “cura” o comportamento homossexual e a transexualidade, marcou sua posição contrária ao PLC 122 que criminaliza a homofobia e disse “amar os homossexuais assim como ama os bandidos”.



As declarações do pastor são todas oriundas de muito preconceito e embasadas em teorias deterministas e arcaicas do início do século XX. Até mesmo recorre à genética, mas sem nenhum embasamento científico, para reafirmar suas posições preconceituosas.



A situação LGBT
Os homossexuais e toda a comunidade LGBT do nosso país têm conquistado importantes vitórias nos últimos anos. Isso é inegável. O reconhecimento da união estável em 2011 pelo STF; o posterior reconhecimento de uniões civis pelo STJ, seguido pelos Tribunais de Justiça de Alagoas, Bahia, Piauí e agora São Paulo são avanços para o conjunto da sociedade, contudo, existe ainda muita cotradição na sociedade brasileira.



Não podemos considerar como vitória o fato de o Brasil seguir sendo o país onde os homossexuais são mais assassinados no mundo. Há uma concentração de 44% na taxa de homicídio de LGBT´s aqui. A entrevista de Silas bem como sua citação de que “um tapa na cara de um hétero tem o mesmo peso do que um gay” é um desserviço, pois desqualifica o que tipificamos de crime homofóbico. Mais do que isso: é um desdém e desprezo por todas as organizações e movimentos sociais que hoje pesquisam, estudam, elaboram e publicizam o grave problema dos crimes contra homossexuais.



Outro elemento triste da entrevista é o profundo desrespeito que o pastor comete contra as famílias e casais de homossexuais que vivem em nosso país. O ultimo censo do IBGE realizado em 2010 aponta que existem 60 mil casais homossexuais no Brasil. Independente das motivações filosóficas e morais de qualquer religioso, as relações homoafetivas existem e seus desdobramentos em famílias e recomposições familiares também. Isso precisa ser divulgado e recriminado qualquer forma de discriminação.



Alem disso, no hall de derrotas que os LGBT´s sofrem em nosso país há o completo silêncio da Presidenta Dilma frente a todos os ataques que sofremos. OS LGBT´s formam um grupo de milhares de pessoas no país e não têm qualquer garantia nest governo. O PT e seus aliados no Congresso Nacional seguem sem aprovar nenhuma medida que de fato contribua para o combate à homofobia em nosso país.



A importância de aprovar o PLC – 122 que criminaliza a Homofobia
O tom da entrevista, o histórico de sucessivas manifestações homofóbicas feitas por Silas Malafaia, Bolsonaro, Myriam Rios, Padre Fábio de Melo em rede nacional e o quadro geral da homofobia em nosso país não pode deixar as organizações políticas e o conjunto dos movimentos LGBT´s sem se manifestarem sobre o tema. 



É necessário seguir combatendo e chamando todos os movimentos sociais a se manifestarem contra todas as formas de discriminação. Não podemos mais silenciar frente às bárbaras mortes LGBT´s e de suas lideranças em nosso país e não exigir punições severas.



A entrevista do Malafaia colocou milhares de trabalhadores brasileiros de frente com a sua homofobia. Muito preconceito, discriminação fundamentados em teorias vazias que são citadas para dividir opiniões e confundir a grande massa.



Nós do PSTU somos completamente contrários a todas as posições homofóbicas. Acreditamos que a aprovação do PLC – 122 é uma pauta necessária para o conjunto da classe trabalhadora de nosso país. Em nossa opinião, a aprovação desta lei está atrasada, pois caso estivesse em vigor, tal pastor não poderia ir a um canal de televisão aberto, com concessão estatal como o SBT, incitar o ódio contra uma população que vem sendo paulatinamente agredida e assassinada por esse ódio. 



Para nós, posturas como a do Malafaia e de todos os homofóbicos de plantão contribuem para o ódio e para o aumento da violência contra os homossexuais.



Por isso reivindicamos:
- A imediata Aprovação do PLC – 122;

- A imediata aprovação da União Civil para Casais homossexuais em todo território nacional, bem como o direito de adoção;

- Liberação do Kit Anti – Homofobia para todas as escolas públicas e particulares.



LEIA MAIS




Parada Gay no RIO: PSTU defende a criminalização da homofobia e a liberação do kit anti-homofobia nas escolas já!

Por Marília Macedo, da Secretaria LGBT do PSTU
   No último dia 18 de novembro o PSTU marcou presença na Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro. Mais uma vez foi o único partido político a participar de maneira organizada da atividade. O reconhecimento da irreverência, da alegria e da ousadia enquanto características históricas do movimento foi parte da sua intervenção. Contudo, a participação do PSTU chamou a atenção por ter levado o debate político sobre os direitos LGBT. Afinal, a Parada não pode ser só uma festa, deve ser também um espaço de reivindicação e luta pela pauta histórica do movimento.

   Neste sentido, através dos panfletos, das bandeiras e de sua intervenção no carro de abertura do evento, o PSTU “exibiu” o seu orgulho LGBT, mas, principalmente, denunciou a violência, os assassinatos homofóbicos que ocorrem em escala crescente no Brasil (líder do ranking deste tipo de morte) e a discriminação nas escolas, uma das maiores causas de evasão escolar dentre os jovens homossexuais. Também foi dado um alerta sobre o oportunismo dos políticos que “ajudam” o movimento com financiamentos e discursam de maneira inflamada “em defesa da causa” nos carros de som e palanques LGBT, mas que não se dedicam com o mesmo afinco nas câmaras, assembleias legislativas ou no congresso para aprovar direitos ou barrar leis homofóbicas como, por exemplo, a Lei 1.082/2011 de Carlos Bolsonaro.

   Nenhum parlamentar ou autoridade política do Rio de Janeiro, até hoje, se pronunciou sobre esta lei nefasta que proíbe o combate à homofobia nas escolas e incentiva o preconceito. Preocupados, os militantes do PSTU levaram para a atividade um abaixo-assinado contra esta lei. Além disso, após dez anos de governo petista, os direitos civis não foram aprovados, a PLC 122, que criminaliza homofobia, está paralisada e sendo retalhada pela senadora Marta Suplicy com o aval da presidenta Dilma, e as transexuais seguem taxadas pela Organização Mundial de Saúde como doentes e submetidas a um “tratamento” psiquiátrico humilhante como critério para cirurgia de mudança de sexo.
   Infelizmente, a maioria dos políticos está mais interessada nos votos do público LGBT e no apoio financeiro dos empresários da indústria pink do que no combate à homofobia. Muitos empresários lucram com a homofobia, seja pagando piores salários aos LGBT’s, nos postos de trabalho mais precarizados, seja oferecendo espaços específicos para o público gay com maior poder aquisitivo. Querem nos fazer pagar pela nossa liberdade sexual, e quando não podemos muitas vezes pagamos com a vida. A melhor resposta aos oportunistas de plantão é o resgate das manifestações LGBT para arrancar nas lutas os direitos que nos prometem nos discursos, mas nos negam na prática.

   Por isso, defendemos a criminalização da homofobia, o kit anti-homofobia nas escolas, a despatologização da transexualidade e a construção de uma nova sociedade, onde as diferenças não se tornem desigualdades que aumentam a exploração dos trabalhadores. Uma sociedade socialista!