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Defender a Petrobras é defender uma empresa 100% estatal e os direitos dos seus trabalhadores


Enquanto os trabalhadores do Comperj percorriam Brasília para obter apoios na sua luta pelo pagamento de direitos, Lula defendia o governo Dilma/PT em ato na ABI, supostamente em defesa da Petrobras.

Por Cristina Portela, da redação.

Uma comissão de trabalhadores do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) esteve em Brasília na última semana de fevereiro com o objetivo de convencer o governo Dilma a intervir para que os seus salários e direitos, suspensos há mais de três meses, sejam pagos. Na capital, eles acamparam em frente ao Congresso Nacional, reuniram-se com parlamentares e representantes do governo. No dia 25, foram recebidos pelo ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, que se comprometeu a reunir representantes da empresa, do sindicato de trabalhadores, da Petrobras e do poder judiciário para no dia 9 de março, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro. A finalidade do encontro é obter um acordo para acelerar o pagamento dos direitos devidos aos trabalhadores.
Durante a estada em Brasília, a comissão participou também do 34º Congresso do Andes Sindicato Nacional e do ato de lançamento da campanha salarial dos servidores públicos federais.
Desde o final do ano passado que 2.400 funcionários da Alumini Engenharia, empresa que presta serviços no Comperj, estão sem receber salários, além de outros 469 demitidos que não tiveram os seus direitos pagos. A Alumini responsabiliza a Petrobras, enquanto esta lava as mãos e diz que não tem nada com isso. Nessa queda de braço, quem paga o pato são os trabalhadores.
Esses, ao contrário dos corruptos e corruptores investigados pela Operação Lava Jato, não são marajás. Segundo Natália Russo, diretora do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro), eles ganham entre 1.400 (pedreiros, carpinteiros, etc.) e 5.000 reais (soldadores, encarregados, etc.) por mês e, sem dinheiro, já estão passando dificuldades e têm as suas prestações em atraso. Uma boa parte desses trabalhadores foi recrutada fora do Rio de Janeiro, em especial no Pará e na Bahia, mas também no Maranhão, em Pernambuco e Alagoas, o que agrava ainda mais a situação.
A luta desses trabalhadores, cujo marco foi a passeata pela ponte Rio-Niterói em 10 de fevereiro último, tem recebido a solidariedade da sua classe. Entre as entidades sindicais que estão a ajudar  destaca-se a Associação dos Docentes da Universidade Federal Fluminense (Aduff), que contribuiu com 120 cestas básicas. A diretora do Sindipetro conta que, em apenas uma hora durante o período de almoço dos petroleiros do Centro Administrativo da Petrobras, no Edifício Ventura, centro do Rio, foram recolhidos 869 reais.
A CSP-Conlutas prossegue a campanha “SOS Comperj: os trabalhadores não pagarão pela crise”, numa iniciativa que visa também os outros desempregados do Estado. O objetivo é unificar a luta contra as demissões e ampliar a frente de solidariedade aos trabalhadores do Comperj, da qual fazem parte, entre outras entidades, o Sindipetro-RJ, o Sindipetro-Caxias, o Sindicato dos Metalúrgicos, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFF (Sintuff), Aduff, Andes Sindicato Nacional, além de parlamentares do PSOL. A onda de demissões que começou – calcula-se que já há 20 mil desempregados no país em consequência do escândalo de corrupção da Petrobras - precisa ser travada com a unidade e a luta dos trabalhadores, a exemplo da Volks do ABC paulista e da GM de São José do Campos.

Em Brasília, durante o acampamento em frente ao Congresso Nacional, os operários do Comperj receberam o apoio do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal, Andes Sindicato Nacional, Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (Anel), entre outras entidades.

Operários do Comperj param a cidade pelo pagamento de seus salários


Operários das obras do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) realizaram uma grande manifestação nesta terça-feira, fechando a Ponte Rio-Niterói. O protesto foi mais um episódio desta queda de braço que se estende desde o fim do ano passado, com diversas tentativas de negociação e atos realizados.

O atraso dos salários dos trabalhadores e o não pagamento dos direitos trabalhistas aos 469 demitidos e de cerca de 3 mil funcionários da Alumini Engenharia, empresa que presta serviço no Comperj, foi a gota d’água para estes trabalhadores que já enfrentam há anos o descaso do governo e dos patrões, que fecham os olhos para as condições de humilhação a que são submetidos estes operários há anos.

A construção do Comperj é parte da expansão da Petrobrás e bilhões de reais já foram investidos nesta obra. Agora com o escândalo da Petrobrás na Operação Lava Jato as empreiteiras que comandaram toda a roubalheira dos cofres públicos agora querem descontar nos trabalhadores. O impacto causado pela manifestação de ontem mostra a força dos operários e sua disposição para continuar a luta por seus direitos.

Declaramos total solidariedade aos operários do Comperj, que lutam para receber seus salários atrasados e por uma vida digna. É inadmissível que a empreiteira não cumpra com suas obrigações trabalhistas básicas e deixe centenas de famílias abandonadas a própria sorte. O lucro destas empresas não pode estar acima dos direitos dos trabalhadores.

A Petrobrás e o governo federal, por sua vez, não podem se omitir do caso, porque afinal de contas, o Comperj é um projeto de sua responsabilidade e interesse. A presidente Dilma, que em sua campanha eleitoral prometeu não retirar direitos e garantir o emprego, tem se calado diante desta situação.

Por último, a manifestação ocorrida no dia de ontem foi uma ação espontânea desses trabalhadores que já não suportam mais essa situação. Queremos deixar claro que não foi o PSTU que organizou o ato na Ponte Rio-Niterói, mas entendemos e apoiamos esses operários que não tem outra saída a não ser chamar a atenção da sociedade para a injustiça e a exploração sem limite que ocorre dentro do Comperj.


Direção Municipal PSTU-Rio

Trabalhadores da saúde se mobilizam contra o desmonte da saúde federal no RJ

Trabalhadores da Saúde Federal
 novamente no NERJ 
Dirley Santos , da Redação

Os trabalhadores da Saúde Federal do Rio de Janeiro, estiveram, na manhã desta quarta-feira (14/01), novamente no NERJ (Núcleo Estadual do Rio de Janeiro) exigindo explicações do governo federal frente a estadualização-privatização. 

A mobilização dos trabalhadores arrancou uma audiência com representantes do Ministério da Saúde. De acordo com Cíntia Teixeira, trabalhadora da saúde e militante da CSP-Conlutas/RJ, "O governo desmentiu a estadualização, mas nós cobramos uma nota oficial contra a entrega para as OS's". também foi exigida uma posição contra o despejo do núcleo sindical dos servidores do Hospital Cardoso Fontes. 

Ainda segundo Cíntia "o governo federal tem que assumir a sua responsabilidade perante o sistema público de saúde", pois está claro que o atual sistema de regulação de leitos não funciona e por conta disso pessoas estão morrendo nas UPA's.

A categoria realizará nova assembléia no dia 22/01 (5a feira) para organizar a campanha salarial deste ano e a continuidade da luta contra estadualização-privatização.

Fotos: Cíntia Teixeira

Trabalhadores da Saúde Federal
protestam em frente ao NERJ

Trabalhadores da Saúde Federal em audiência com o governo federal


Lutaremos! Visando a privatização, governos realizam manobra e atacam a saúde federal

CSP-Conlutas/RJ 

O governo federal em parceria com o governo estadual do RJ fazem uma manobra em estadualizar os 6 hospitais federais entregando a gestão para as OSs ou fundações. Há dois anos a CSP-Conlutas e Fórum de Saúde seguem denunciado os contratos com as OSs que somam por ano 2 bilhões de reais.

E o que vemos é a continuidade com faltas de leitos e demora nos atendimentos ambulatoriais e cirurgias. Falta de insumos e manutenção das edificações das unidades, e farsa do sistema SISREG (Sistema de Regulação de Internações).

A luta contra a EBSERH vem fortalecendo trincheiras sendo necessário que os trabalhadores se reorganizem para barrar mais esta tentativa de privatização.

Ato dos trabalhadores do Hospital de Ipanema contra a privatização (6/01/41)

Confira abaixo a matéria de O Dia do RJ:

Transferência para o estado de hospitais federais de Rio está sendo negociada
Pezão discute com ministro da saúde detalhes relacionados ao repasse de fundos para o manutenção das unidades

Por Fernando Molica

Rio – A transferência ao estado dos seis hospitais federais de Rio está sendo negociada pelo governador Pezão e o ministro da Saúde, Arthur Chioro. Ambos concordam com a medida, mas ainda discutem detalhes relacionados ao repasse de recursos do ministério e serviço das unidades.

O orçamento anual dos seis hospitais — Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores — chega a R$ 4,5 bilhões. O estado quer garantir o recebimento desta verba por muitos anos.

Problemas
Apesar do orçamento generoso, os hospitais federais enfrentam muitos problemas — 600 de seus leitos foram fechados nos últimos anos, obras intermináveis prejudicam o atendimento no Andaraí e em Bonsucesso.

Contrato de gestão
A administração dos hospitais caberia a organizações sociais (como o caso do Instituto do Cérebro) ou à Fundação Saúde, ligada ao estado. Haveria um contrato de gestão para determinar metas a serem cumpridas.

Integração
Pezão quer uma integração entre as redes federal, estadual e municipal; não está descartada a possibilidade de o estado ficar também com institutos como o de ortopedia (Into). Pela proposta, a prefeitura ficaria com o atendimento básico: em 2015, receberia do Estado os dois postos de atendimento e poderá assumir os hospitais Rocha Faria e Albert Schweitzer.

Reunião
No dia 7, Chioro, Pezão e Eduardo Paes terão uma reunião em Brasília.

Saiba mais http://cspconlutas.org.br/

Nenhum dia de mandato para Jair Bolsonaro!



Bolsonaro atacou ferozmente a deputada Maria do Rosário (PT) no Congresso Nacional se utilizando do machismo para amedrontar e intimidar a parlamentar. Este sujeito banaliza a vida das mulheres e contribui para a violência machista que a cada duas horas faz com que uma mulher seja morta no país. Bolsonaro é conhecido por destilar seu ódio contra as mulheres, negros e LGBTs. É um reconhecido defensor da ditadura militar para garantir os interesses dos ricos e poderosos e representa o que há de mais abjeto na política brasileira. O projeto político do PT de governar com a burguesia vem favorecendo a própria direita: Bolsonaro é do PP, partido da base aliada do governo federal. O PT prometeu mudanças nas últimas eleições, mas no essencial dá sequência aos 12 anos que já estão no poder. Isto é comprovado mais uma vez pela escolha dos ministérios (Katia Abreu no Ministério da Agricultura e Joaquim Levy no Ministério da Fazenda); o escândalo da Petrobras arquitetado pela cúpula petista e demagogicamente utilizado pelo também corrupto PSDB; e a política econômica que segue garantindo os interesses das grandes empresas, bancos e latifundiários. 

Todos os movimentos, ativistas, partidos, coletivos e entidades comprometidas com a luta por um mundo mais justo e igualitário devem repudiar as declarações de Bolsonaro, exigindo a cassação do mandato e sua punição.

Diante desta tarefa de unir os lutadores contra os resquícios da ditadura e o machismo, nos causou muitíssima estranheza a foto onde o deputado Daciolo, deputado federal eleito pelo PSOL-RJ, aparece ao lado de Bolsonaro. É público e notório que o PSTU apoiou a luta dos bombeiros e neste processo tivemos oportunidade de estreitar relações com Daciolo, inequivocamente a grande liderança daquele movimento. Os bombeiros sentiram na pele a repressão do Bope durante a greve de 2011 na ocupação do Quartel Central.

Ocorre que Daciolo se envolveu numa polêmica quando corretamente se manifestou contra violência contra as mulheres no ato político de diplomação.
Após esta manifestação houve nas redes sociais uma tempestade de declarações em defesa de Bolsonaro e em crítica ao Daciolo, ao PSOL, à esquerda e as iniciativas de repúdio as declarações hediondas de Bolsonaro. Posteriormente postaram uma foto em que Daciolo aparece ao lado de Bolsonaro.

Tudo isso é agravado pelo fato do próprio Daciolo estar divulgando um vídeo onde propõe que um general das Forças Armadas assuma o cargo de ministro da Defesa. Nesta declaração cita os baixíssimos investimentos nas Forças Armadas em comparação com países centrais e atribui a isto o alto índice de violência. Divergimos categoricamente de Daciolo.

Sabemos que Daciolo sofre uma pressão enorme de sua  base social, que o elegeu com mais de 50 mil votos, e por isso, infelizmente, tentou se retratar diante das alas mais conservadoras das Forças Armadas. Ao nosso ver, Daciolo acertou em cheio quando protestou contra a violência contra a mulher e se equivocou enormemente ao sinalizar querer se conciliar com um filhote dos anos de chumbo. 

Discordamos categoricamente da necessidade de se ter um general como ministro. Este fato remonta a época da ditadura. Defender mais verbas para as Forças Armadas como solução para o problema da violência é gerar mais militarização das favelas, mais mortes e confrontos armados. O problema da violência é um problema social. Precisa ser tradado com oferta de empregos decentes, salários dignos, educação e saúde pública, de qualidade, legalização das drogas para acabar com o tráfico, acesso à arte, cultura, lazer e esporte.

Defendemos a mais ampla democracia para os praças das Forças de Segurança. Chega de ditadura nos quartéis! Os praças deveriam ter o direito de se organizarem politicamente, criar sindicatos e lutar por suas reivindicações como a eleição dos seus próprios comandantes. Tudo isso na perspectiva da desmilitarização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. E de fazer com que os soldados, cabos e sargentos, entendam que o problema do país é que os generais, junto com os governos, vêm entregando nossas riquezas para a elite do país e aos países imperialistas. Os generais, governos, megaempresários, todos os ricos e poderosos, tem o mesmo interesse que é defender seus lucros e privilégios, enquanto o povo pobre e trabalhador é brutalmente explorado e oprimido. Vemos isso nas fábricas, nos canteiros de obras, nos estaleiros, nas ruas e também nos quartéis. A saída não é um governo militar, dos generais, como foi na ditadura militar, mas sim um governo dos trabalhadores sem os patrões.


Por fim, acreditamos que a eleição de Daciolo expressou a heroica luta dos bombeiros e seu mandato deve ter esta marca. Consideramos fundamental que os movimentos sociais não titubeiem na luta contra as declarações machistas de Bolsonaro. A tarefa de qualquer parlamentar de esquerda é se opor categoricamente a este indivíduo que defende a volta da ditadura militar e o interesse das elites.

Aécio e Dilma NÃO nos representam!


É preciso organizar as lutas em defesa dos direitos e por um BRASIL PARA OS TRABALHADORES!

O 2° turno se aproxima e os trabalhadores e a juventude não têm nada a ganhar.
Após as eleições, os preços da gasolina e tarifas de luz e transportes vão subir. Seja quem for eleito, Aécio ou Dilma, haverá cortes nos gastos sociais para pagar a dívida pública e aumentar os lucros dos bancos. Diante da crise econômica, vão atacar os direitos dos trabalhadores e dos aposentados.

Aécio ou Dilma vão governar para banqueiros e empreiteiras, que financiaram suas campanhas milionárias, e tentar jogar sobre os ombros dos trabalhadores os prejuízos da crise.

Aécio Neves (PSDB) é representante direto dos bancos e amigo de FHC, que privatizou o patrimônio público a preço de banana. Geraldo Alckmim em São Paulo, e Anastasia em Minas Gerais, ambos do PSDB, são governos onde a brutalidade e a violência policial são a única resposta às demandas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

A continuidade do governo do PT, com Dilma Rousseff, tampouco vai trazer as mudanças que os trabalhadores e a juventude brasileira querem. Em 12 anos, o PT seguiu a mesma política econômica de privilegiar banqueiros e grandes empresas. Todo ano é pago R$ 900 bilhões aos bancos, enquanto isso a saúde e educação públicas estão um caos.  

Os trabalhadores e a juventude não podem depositar qualquer confiança ou ilusão em qualquer um deles. A única forma de garantir empregos e salários dignos, saúde, educação, transportes, moradia, terra e aposentadoria é através da organização e mobilização.

2º turno: voto nulo é que fortalece a luta dos trabalhadores

O voto é um gesto político que fortalece quem o recebe. Por isso, não podemos fortalecer nenhuma das alternativas que estão disputando o 2° turno e que vão atacar os trabalhadores. Respeitamos mas não concordamos com a lógica de votar no “menos pior”. O PSTU entende que, neste 2° turno, o voto que fortalece a nossa luta é o voto nulo.

Dayse Oliveira e Zé Maria: uma campanha a serviço da classe trabalhadora, dos pobres e dos negros

A campanha de Dayse Oliveira e Zé Maria, como de todos os candidatos do PSTU, esteve a serviço das lutas dos trabalhadores e de uma estratégia de transformação socialista para o nosso país.

Debatemos a necessidade de um governo dos trabalhadores, sem patrões, para fazermos as mudanças que o Rio de Janeiro e o Brasil precisam.

O PSTU não atua só nas eleições, nossa luta é todo dia, nas greves, ocupações e manifestações dos trabalhadores e da juventude.

Por isso, o PSTU agradece o apoio e os votos recebidos e chama todos a seguirem nessa jornada.
Nosso muito obrigado!

Pezão e Crivella são farinha do mesmo saco

Proteste! Vote nulo!

Por mais que Pezão se apresente como novidade, sofremos cada dia dos 8 anos em que ele esteve ao lado de Sérgio Cabral no comando do estado do Rio de Janeiro.  
A saúde pública é uma vergonha. As escolas da rede estadual estão sucateadas.

Pezão e Cabral fizeram a festa das empreiteiras com obras superfaturadas e removeram de forma violenta milhares de famílias para atender os caprichos da FIFA e os interesses dos empresários. Este governo usou o dinheiro público em festinhas particulares em Paris e passeios de helicóptero pelo Rio.

As UPPs castigam e matam os negros e pobres das favelas. Até agora estamos nos perguntando “Cadê o Amarildo?!”

Não podemos nos enganar com Marcelo Crivella. Ele não representa uma alternativa para os trabalhadores, porque também defende os interesses dos ricos e poderosos.

Enquanto mulheres e LGBTs seguem sendo agredidos e mortos pelo machismo e homofobia, o senador compartilha ideias preconceituosas a respeito das relações conjugais, sexualidade e aborto. Crivella disse: “Eu acredito que o homossexualismo não é doença, mas é pecado”. 

Em 2009 o bispo se utilizou de atos secretos para locação de assessores em gabinetes no senado para favorecer sua filha, que acabou nomeada pelo então senador Edison Lobão(PMDB). Isto é, uma grande troca de favores entre os senadores para acobertar o nepotismo.        

Crivella declarou que “se você deixar populações vivendo na miséria, nas regiões periféricas, elas migram para roubar na capital, onde tem a maior riqueza”. O bispo se esquece que os maiores ladrões do Rio estão na própria Assembleia Legislativa e nos bairros nobres da capital. 

O PSTU defende a mais ampla liberdade religiosa, mas entende que religião e política não devem se misturar. Já Crivella toma suas decisões políticas amparado em leis divinas e dogmas religiosos.

Nossas diferenças com o PSOL neste 2° turno


A resolução do PSOL sobre o 2° turno para presidente, na prática, é um apoio envergonhado à Dilma (PT). O partido é claro em sua orientação sobre Aécio Neves: recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais”, porque o tucano e seus aliados “são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina”. 

Mas em relação à Dilma, não há nenhuma orientação sobre o voto. A resolução até afirma que “Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado”, mas se cala diante do voto. A orientação é votar nulo ou em Dilma? A confusão não é casual, mas os deputados Marcelo Freixo, Jean Willys e Paulo Ramos sabem muito bem o que querem: votam Dilma. Paulo Ramos vai mais longe e já declarou apoio a Crivella. No Amapá, o PSOL tem o candidato a vice-governador na chapa de Camilo Capiberibe (PSB) e conta com o apoio ainda do PT e PCdoB. Mais uma vez o PSOL parece trilhar o caminho do PT.

Por que o ato com Lula, no RJ, não representa a defesa do pré-sal?

O que o Brasil precisa é da volta do monopólio e de uma Petrobrás 100% estatal


   A utilização da figura de Lula em uma suposta "defesa do pré-sal" atende a interesse eleitoreiro. Assim como Aécio e Marina utilizam-se de qualquer matéria relacionada à Petrobrás para ganhar votos, o governo do PT faz o mesmo, ao adotar, no discurso, ideias que não praticou.

   Os governos do PT leiloaram mais campos que o de FHC. Dilma realizou o maior leilão do mundo, entregando o Campo de Libra. Como agora, à época também praticou estelionato eleitoral, dizendo de forma categórica que defenderia o pré-sal e depois, em seu governo, promoveu este capítulo vexatório de entreguismo como nunca antes na história deste país. Com a aproximação das eleições, Dilma entregou Búzios, Entorno de Iara, Florim e NE de Tupi diretamente para a Petrobrás, tratamento diferente ao dedicado ao campo de Libra.

   Talvez por isso a “manifestação” tenha sido convocada repentinamente, inclusive sem a participação da CAMPANHA “O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO!”, por entidades que se colocaram nos últimos anos muito longe das lutas em defesa da Petrobrás e do pré-sal (como a CUT e a FUP) e em seu panfleto se limite a apontar os grandes avanços que o PT teria feito para o petróleo brasileiro.

   Marina e Aécio podem até criticar a política do governo petista para o setor e Dilma pode até aproveitar a fama dos tucanos, ou o gancho da declaração de Marina sobre o pré-sal, mas a verdade é que compartilham de ideias neoliberais e privatizantes bem parecidas.

   O que o povo brasileiro necessita é de uma alternativa de verdade, um programa construído pelos movimentos sociais. Este é o sentido da Carta Compromisso aprovada no Congresso da FNP - Federação Nacional dos Petroleiros - e assinada pelo meu candidato a presidente, Zé Maria. É por isso que eu ‪#‎TôComZé‬ e ‪#‎Voto16‬.

   Defender o pré-sal não é ir a um ato convocado de forma oportunista pelo governo, mas estar, junto com os petroleiros e demais movimentos dos trabalhadores, lutando contra os leilões, pela volta do monopólio dos hidrocarbonetos e por uma Petrobrás 100% estatal e sob o controle dos trabalhadores brasileiros.

* Brayer Lira é geofísico da Petrobras e diretor licenciado do Sindipetro-RJ e da FNP – Federação Nacional dos Petroleiros - e candidato a deputado estadual pelo PSTU-RJ, com o número 16.001.

Convenção Nacional do PSTU lança Zé Maria candidato à Presidência e Cláudia Durans vice

Ato refletiu as principais mobilizações desse período, com a presença de diversas categorias em luta e da juventude
Da redação
A Convenção Nacional do PSTU lançou oficialmente, na manhã desse 14 de junho, a candidatura de José Maria de Almeida, o Zé Maria, à Presidência da República. O lançamento ocorreu através de um emocionante ato que reuniu algo em torno de 500 pessoas no auditório do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) na região da Ponte Pequena, Zona Norte da cidade.
O ato de lançamento reuniu diferentes gerações que reafirmaram a importância e a atualidade da luta contra o capital, a exploração e toda forma de opressão. Marcaram presença operários metalúrgicos, professores e representações de importantes categorias que protagonizaram fortes lutas no último período, como rodoviários do Rio e metroviários de São Paulo, inclusive vários dos demitidos pelo governo Alckmin devido à greve no início de junho.
Um operário para a Presidência
O então pré-candidato à presidência, Zé Maria, iniciou sua fala explicando a aparente contradição entre não acreditar nessas eleições marcadas e ao mesmo tempo participar dela. "Sabemos que as eleições nada mudam, pois são controladas pelas grandes empresas e multinacionais que financiam as candidaturas como a de Dilma, Aécio e Eduardo Campos", afirmou, relatando que os meios de comunicação, a fim de atender os interesses das grandes empresas, privilegiam esses mesmos candidatos. "Antes mesmo de 5 de outubro, já está definido quem pode e quem não pode ganhar a eleição", denuncia.

Apesar disso, Zé Maria ressaltou a importância de se disputar a consciência da classe, sobretudo a dos setores mais explorados. "Estamos vendo uma importante onda de greves e lutas, e as nossas reivindicações não vão vir por candidaturas e alternativas como o PSDB ou esse governo", disse. "Cada voto que conseguirmos arrancar do PT, do PSDB ou do PSB  será um passo para o fortalecimento de um projeto e uma alternativa socialista" defendeu Zé. As candidaturas Zé Maria e Cláudia Durans pretendem ser, assim, a expressão das Jornadas de Junho e as greves e lutas que tomaram o país no último período.
Zé Maria relatou um pouco do momento da formação do PT, do qual foi um dos fundadores. "Naquele momento, os operários se perguntavam porque lutavam todos os dias contra os patrões e nas eleições votavam neles e aí se questionaram: 'Por que nós, que produzimos as riquezas não governamos e acabamos com a mamata das grandes empresas, bancos e multinacionais?'". O PT, no entanto, se desviou desse caminho e, uma vez no governo, atendeu aos interesses dos mesmos de sempre.
O pré-candidato do PSTU se lembrou de uma entrevista de Lula em que o ex-presidente dizia que não daria para ganhar as eleições sendo "como o PSTU", ou seja, mantendo a independência de classe, sem receber dinheiro das grandes empresas. "Nós somos mais ambiciosos que Lula, que trocou tudo o que ele significava por um cargo de presidente da República; nós não queremos isso, queremos muito mais, nós queremos mudar o país, mudar o mundo", disse, sendo muito aplaudido.
Cláudia Durans: mulher, negra e socialista
Para a candidatura à vice-presidência o PSTU apresentou o nome da professora e assistente social Cláudia Durans. Mulher, negra e nordestina, Cláudia traz a centralidade da luta contra as opressões na campanha do partido. "Somos o partido que busca trazer a síntese da luta histórica da classe operária, mas também dos negros, mulheres e homossexuais", discursou, ressaltando que "a luta contra a exploração não está dissociada da luta contra o racismo, o machismo e a homofobia".

"Nosso partido sabe que o proletariado tem cor, sexo e orientação sexual", disse. Cláudia lembrou um dos temas que deve nortear a sua campanha: a brutal violência policial que vitima milhares de jovens e negros nas periferias. "Os números de jovens assassinatos são superiores ao de mortos de um país em guerra civil", denunciou. Ela lembrou ainda que, quanta maior a tensão social, mais os conflitos raciais aparecem.
A esquerda tem uma opção de luta
A votação dos candidatos do partido foi dirigida pelo operário da construção civil e vereador de Belém (PA), Cleber Rabelo, e por Vera Lúcia, também operária e presidente do PSTU em Sergipe. Os nomes de Zé Maria e Cláudia Durans foram aclamados pelos presentes, que votaram por unanimidade pela indicação dessa alternativa socialista para as próximas eleições.  

O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, marcou presença no ato de lançamento para apoiar o nome de Zé Maria. Altino falou da importância da luta pelos transportes, estopim para as Jornadas de Junho que abriram uma nova situação política em nosso país.
Não tem contradição nenhuma entre os trabalhadores dos transportes e os usuários porque, para se ter transporte de qualidade tem que ser estatal”, afirmou. “Agora, não pode ser estatal e estar nas mãos do PSDB, porque aí vai servir para beneficiar as multinacionais como a Alstom ou a Bombardier”, explicou.
Altino criticou os bilhões gastos com estádios para a Copa, enquanto os hospitais e escolas estão caindo aos pedaços e os transportes precarizados e entregues às grandes concessionárias privadas. “Tivemos agora a abertura da Copa, eu queria ver era um grande show de inauguração de um hospital público, com música, artista, para dizer ‘aqui tem hospital para o povo’, disse.
Ao final, Altino chamou ao palco a delegação de metroviários, muito deles demitidos a mando do governador Geraldo Alckmin, que foi recebida pelo plenário com gritos de “metroviário é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”.  
Logo após a convenção e o ato de lançamento das candidaturas do PSTU teve início o seminário de programa do partido, que discutirá o projeto de país a ser defendido nessas eleições. 
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No Rio manifestantes mostram que “Na Copa já tem luta!”

Por Dirley Santos, da redação

Faixa do PSTU denuncia para o mundo as injustiças da Copa

Convocado e organizado pela Plenária dos Comandos de Greve das Categorias em Luta protesto contra as injustiças da Copa reúne 5 mil pessoas em frente a Igreja da Candelária.
Estimulados pela greve dos Aeroviários cerca de 5 mil pessoas realizaram um ato de protesto contra os gastos públicos e as injustiças da Copa no centro do Rio de Janeiro. 

Faixas denunciam corrupção, remoções e repressão
Exibindo muitas faixas e bandeiras os manifestantes denunciaram a concessão do Maracanã, as remoções na cidade e a repressão contra os trabalhadores. 
Manifestantes fecharam totalmente as duas pistas da Avenida Rio Branco e realizaram uma grande passeata em direção a Cinelândia; de onde se depois para os Arcos da Lapa.
O protesto contou com a presença de ativistas e militantes da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), comandos de greve dos servidores da cultura, das universidades e colégios federais, do SINASEF e a PSOL, PCB e PSTU também participaram com suas colunas a galera da ANEL-RJ e de outras entidades estudantis. Além deles, militantes dPSOL, PCB e PSTU também participaram com suas colunas.
Durante o trajeto na Avenida Rio Branco a população demonstrou de várias formas seu apoio aos manifestantes.

PM reprime com violência e dispersa manifestantes
 
PM reprime manifestantes com violência
O protesto seguiu tranquilo até a chegada aos Arcos da Lapa. Quando o ato se encaminhava para o final quando policiais próximos ao carro-de-som detiveram um manifestante dando início à confusão. Cercada por parte da manifestação a PM reagiu violentamente e dispersou a multidão a base de spray de pimenta e bombas de efeito moral. 

Pelo menos quatro manifestantes foram detidos durante a ação violenta da Polícia Militar. Advogados de entidades dos movimentos sociais e representantes de organizações de defesa dos direitos humanos se dirigiram a delegacia para acompanhá-los. 
Apesar da ação violenta da Polícia Militar, que ocupou quase toda a região dos Arcos da Lapa, uma parte dos manifestantes continuou pacificamente embaixo dos Arcos da Lapa e o restante se dispersou organizadamente. 
A ação repressora dos governos com certeza será um das marcas desta copa. Imagens de manifestantes sendo agredidos e de jornalistas machucados vão correr o mundo. Mas os movimentos sindical, popular e estudantil, como a Anel e a CSP-Conlutas, e os partidos de esquerda, como o PSTU, não se deixarão intimidar e seguirão nas ruas, pois afinal #NaCopaVaiTerLuta!

Veja outras manifestações pelo Brasil http://www.pstu.org.br/node/20714