Lançamento da campanha pelos 10% do PIB pra educação reúne cerca de 400 pessoas no Rio

Ato-show contou com a presença de Monarco e Almir Guineto

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

Atnágoras Lopes dá o seu recado durante a atividade
    A noite desta quinta-feira (20) coloca um novo marco para o movimento social no Rio de Janeiro. Com a organização da CSP-Conlutas e da secretaria regional do ANDES, comemorou-se o dia do professor com atividades durante todo o dia na Cinelândia, tradicional palco de manifestações populares da capital fluminense.

   Após as aulas públicas, apresentações de trabalhos, panfletagens e atividades de diálogo com a população, os ativistas puderam apreciar as apresentações dos grandes sambistas Monarco e Almir Guineto, que também prestaram apoio a campanha pelos 10% do PIB pra educação.


   Atnágoras Lopes, da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas esteve presente e também deu o seu recado: "
Estamos discutindo com os companheiros da construção civil de Belém sobre a necessidade de levarmos a campanha pelos 10% do PIB pra educação pra dentro dos canteiros de obra. Os operários sabem da importância de ter uma educação de qualidade, pois a escola pública faz parte de sua vida, do seu cotidiano e de seus filhos", disse.

   Confira
aqui algumas fotos do evento que reuniu cerca de 400 pessoas.

Praça Tiradentes: a explosão veio do espetáculo

Por Raphael Botelho

   Ao chegar, na manhã desta quinta, ao campus do Largo de São Francisco da UFRJ, algo mais que o burburinho cotidiano se esgueirava pelos corredores. O ronronar dos motores dos helicópteros das televisões acima do pátio anunciava que não seria uma manhã costumeira, anunciando a desgraça. Não tardou para inundar o prédio as notícias de um restaurante da Praça Tiradentes, vizinha de nosso local de estudo, simplesmente ter explodido.

   Como se adiantava a hora do almoço esperei uma tragédia incomensurável. A praça é um dos principais pontos de circulação do centro do Rio. Localizado antes da famosa Lapa, e depois da Avenida Presidente Vargas, principal artéria do centro. Contam ao seu entorno ruas estreitas que são palco do desfile de multidões diariamente, muitas em busca dos produtos do SAARA (centro de comércio popular). Alguns metros depois, a Avenida Rio Branco, centro financeiro do rio, circulam outros milhares, a qualquer hora do dia. Rota de uma infinidade de linhas de ônibus que levam e trazem para a labuta hordas de trabalhadores. A explosão foi por volta das 7h, e se combinou com o fechamento de um sinal de trânsito. Se fosse uma hora mais tarde, com certeza estaria nas manchetes do mundo todo.

   Antes de chegar à praça já pisávamos nos estilhaços de vidros, que horas depois ainda se espalhavam por todos os lados. 3 mortos e 17 feridos. A cena, que não devia nada a qualquer cena de bombardeio dos filmes hollywoodianos de guerra, contrastava fortemente com a recente reforma estética da praça em frente. Nas vezes que comemos lá, embora simples, o local não parecia perigoso. Novamente, as aparências enganam. 

   Logo começam a surgir algumas perguntas. Essa região do centro é antiga, falta infraestrutura e é conhecida pelos incêndios nos sobrados históricos de dois, três andares, – muito convenientes à especulação imobiliária da região, e aos estacionamentos privados –. Em vez de aproveitar os suntuosos investimentos no Rio para levar afiação elétrica, tubulações de água e gás de qualidade e condizentes com o crescimento da cidade ao centro histórico, a prefeitura preferiu reformar a praça para dar mais calçada aos bares e restaurantes da região.
E que condições de trabalho são essas que permitem a simples possibilidade de uma explosão equivalente a dez quilos de dinamite? Que bares e restaurantes são esses, que constroem a imagem do Brasil festeiro lá fora, e quase sempre sobrevivem à custa da mão de obra super explorada de imigrantes e seus filhos, dos moradores das favelas e da periferia, negros e mulheres que para pagar suas contas, são empurrados a trabalhar em cima de uma bomba relógio? Foi assim com o chef de cozinha Severino Antônio, e o sushiman Josimar dos Santos Barros. 

   Mas a cena mais chocante viria a ser exibida no final da tarde. Uma câmera da companhia de transportes filmou a terceira vítima fatal, Matheus Macedo de Andrade, indo para o trabalho. O bancário de apenas 19 anos, foi arremessado ao outro lado da rua.

   Depois dos bueiros-bomba (dois explodiram a cem metros do restaurante há alguns meses), revelando as condições de manutenção do serviço privatizado de energia, depois da morte de seis pessoas no famoso bondinho de Santa Tereza, revelando a falta de investimento público em transporte, depois dos inúmeros casos de violência onde os algozes são policiais e bandidos, será que Matheus também morreu, fruto do acaso? A cidade do Rio está revelando décadas de descaso com a infraestrutura urbana em detrimento da vida do população. Nenhuma esfera, de nenhum poder é responsável por mais essa catástrofe nos governos da dobradinha Paes no município do Rio e Cabral no governo do estado? Qquando será a próxima? 

 “E a vida já não é mais vida
No caos ninguém é cidadão
As promessas foram esquecidas
Não há Estado, não há mais nação
Perdido em números de guerra
Rezando por dias de paz
Não vê que a sua vida aqui se encerra
Com uma nota curta nos jornais”

“O Calibri”, dos Paralamas do Sucesso.

O Rio precisa de uma Frente de Esquerda Classista e Socialista

   Companheiros e companheiras Obama esteve no Brasil e quebramos o consenso que a imprensa e os governantes e partidos da ordem, tentaram construir em torno à presença do chefe maior do Imperialismo. As bandeiras do PSTU, as bandeiras do PSOL, as bandeiras do PCB tremularam nas ruas do Rio de Janeiro anunciando e exigindo: GO HOME.

   Na luta dos bombeiros que tinge de vermelho nossa cidade, nosso estado, lá se encontra os militantes do PSTU, do PSOL e do PCB.


   Nas greves e paralisações da educação, na luta da saúde, agora na campanha dos 10% do PIB para educação pública basta olhar para o lado e encontra-se um camarada de batalha, uma companheira de luta do PSOL, do PCB, do PSTU. Para ser sinceros muitas vezes disputando a política mais justa, mais acertada, para fazer valer os interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora.

   Boa parte da vanguarda dessas lutas, ao aproximar-se o calendário eleitoral, via como natural – muitos até como necessária – uma frente dos partidos da esquerda que não se vende e não se rende. Para nós do PSTU uma Frente Classista e Socialista composta pelo PSTU, o PSOL e o PCB é uma boa ferramenta para fornecer uma candidatura classista e uma plataforma para atender as demandas mais sentidas de nossa classe. Inclusive com o PSOL tendo a cabeça da chapa, onde nós do PSTU nos dispomos a indicar a vice.

   Uma frente assim deve envolver, necessariamente, as candidaturas proporcionais. Formando um pólo forte, somando os votos da legenda, proporcionando aos partidos envolvidos possibilidades de eleger candidatos ligados à luta dos trabalhadores. Mais que isso, nesse momento, uma Frente Classista e Socialista não se justificaria frente aos trabalhadores, o povo pobre, e os setores médios se ficasse reduzida apenas à candidatura a prefeitura. Diante da vanguarda, uma frente parcial (sem aliança nas proporcionais), fortaleceria a idéia de divisão da esquerda, enfraquecendo o pólo político que tal frente se converteria.

   Uma frente parcial diminui a possibilidade de termos uma bancada maior e mais representativa, das várias posições de esquerda, na Câmara de Vereadores. Menos vereadores O Rio precisa de uma Frente de Esquerda Classista e Socialista com posições de esquerda na Câmara são menos apoiadores para os duros enfrentamentos que virão no futuro em nossa cidade.

   Assim, esta frente, ao se concretizar, deve respeitar o peso das organizações envolvidas, estender-se em coligação também nas proporcionais, e viabilizar a participação nas propagandas eleitorais de rádio e TV.

   De nosso ponto de vista esta frente deve apresentar uma plataforma eleitoral que aponte para a resolução dos problemas mais sentidos da classe trabalhadora, do povo pobre, e das camadas médias da sociedade. O transporte público seguro, eficiente e de qualidade. Uma saúde e uma educação públicas que atendesse de tal forma a população que ter plano de saúde no Rio, ou matricular em escola particular fosse perda de dinheiro.

   Estes são alguns exemplos, outros não faltam como a valorização dos funcionários públicos com aumento imediato de salários; a revogação da Reforma da Previdência do Eduardo Paes,  o fim das remoções, a luta contra Lei da Copa..., e, no caso do Rio de Janeiro, um longo etcetera.

   Para financiar iniciativas de tal monta (que necessariamente deveriam incluir um plano de construção de casas populares, invertendo a lógica capitalista de ocupação do espaço urbano) dois problemas deveriam ser encarados de frente: o não cumprimento e a luta pelo fim da Lei de Responsabilidade Fiscal; e a mobilização da população pelo não pagamento da dívida pública.

   Entretanto mal os partidos burgueses – que vivem de iludir a maioria da população uma eleição atrás da outra – se atiraram em sua corrida eleitoral costurando alianças a serem desfeitas adiante, o PSOL, infelizmente, se jogou nesta lógica nefasta para a esquerda.

   O que pode haver de comum entre Gabeira e o companheiro Marcelo Freixo? O que há de comum entre o PSOL , o partido de Chico Alencar, de Osmarino Amâncio, Janira Rocha, Babá, Eliomar Coelho, e o PV de Sirkis, Gabeira e Zequinha Sarney?

   Companheira, companheiro, as movimentações da direção do PSOL com o PV enfraquecem a luta dos trabalhadores e do povo por um lado, mas por outro – infelizmente – colocamo PSOL, aos olhos de milhares, como mais um partido da ordem, como mais um dos partidos que fazem de tudo, qualquer coisa, para chegar lá. Os trabalhadores, o povo pobre e os setores médios já possuem o PT neste papel.

   Esta é a lógica das movimentações junto a empresários (segundo a grande imprensa tendo a frente o cineasta José Padilha, de ‘Tropa de Elite) para financiar a campanha eleitoral. Nunca é demais lembrar: quem paga a banda escolhe a música.

   Você que está lendo será capaz de votar em Gabeira? Será capaz de dizer ao seu vizinho, ao seu colega de trabalho que junto a Gabeira, Sirkis e Zequinha Sarney se poderá caminhar na solução dos problemas mais sentidos da maioria da nossa população?

   Companheiras e companheiros está em vossas mãos. Está na disposição militante de cada um e cada uma de vocês derrotar esta política. Mudar este curso nefasto que compromete a história do seu partido e mancha a história militante de cada um e cada uma de vocês.

   Vocês terão uma dura batalha pela frente. De nossa parte aguardamos que sejam vitoriosos e suspendam imediatamente toda negociação com o PV. Esperamos que a militância do PSOL desautorize qualquer tentativa de aliança com o PV, ao contrário imponha as imediatas conversações para a conformação da Frente Classista e Socialista entre o PSOL, o PCB e o PSTU.

   Entretanto, companheira, companheiro, se vocês não forem vitoriosos nesta batalha, desde já assumimos um compromisso com cada uma e cada um de vocês: aqueles e aquelas que se reivindicam da esquerda classista e socialista não ficarão sem alternativa nas eleições.

   Os trabalhadores, o povo pobre, os setores médios não ficarão sem uma alternativa classista. As bandeiras socialistas não serão deixadas de lado pela disputa eleitoral. Entre nossos companheiros e companheiras do PSTU lançaremos um nome como alternativa.

   Se esta for a tarefa que a realidade nos colocar, queremos contar com sua participação para elaborarmos juntos uma plataforma eleitoral que expresse as necessidades e os anseios dos trabalhadores.

Em defesa do marxismo. Leon Trotsky. Dia 21/10, na FND-UFRJ

   Teaser de divulgação do lançamento do livro "Em Defesa do Marxismo", de Leon Trotsky, dia 21/10, na Faculdade Nacional de Direito da UFRJ (Rua Moncorvo Filho, 08 - Centro - Rio de Janeiro; próximo a Central do Brasil, ao lado do Campo de Santana).

Crise atinge alta cúpula da polícia no Rio de Janeiro

Por Jacob Rodrigues, do Rio de Janeiro (RJ)

• No estado do Rio, a mais alta cúpula da segurança pública dos sucessivos governos foi diretamente acusada dos diversos tipos de crimes. De formação de quadrilha a assassinato.

Este é o Estado onde o ex-chefe da Polícia Civil dos governos Garotinho e Rosinha, Álvaro Lins, responde a uma série de processos criminais, tendo inclusive amargado cadeia no presídio de segurança máxima Bangu 8.

Nos últimos dias um terremoto atinge mais uma vez a cúpula. Desta vez na Polícia Militar. A partir do assassinato da Juíza Patricia Aciolly, onde, segundo a imprensa, todos os indícios apontam para as fileiras da Policia Militar, os chefões da PM parecem um castelo de cartas: caem.

O comandante da PM pediu exoneração. Os coronéis que chefiavam as UPP’s (Unidades de Polícia Pacificadora) foram substituídos e novas mudanças são anunciadas enquanto fechávamos esse texto.

Megaeventos
Há no estado do Rio uma ofensiva dos ricos e poderosos de tomarem para si fatias maiores do espaço urbano. Não se pode pensar a realização de eventos como a Copa do mundo, Olimpíadas, ou mesmo a prevista visita do novo Papa, deslocados dessa lógica.

Esta é a mesma lógica que faz recrudescer o gatilho fácil. Somos o estado onde já se teve a gratificação faroeste. Um prêmio dado a policiais por mortes. São os famosos ‘autos de resistência’. Grande parte dos quais escamoteiam a execução pura e simples.

A tentativa de impor uma brutal contenção social, expulsando comunidades inteiras, sob as mais diferentes alegações, é parte desse projeto para redesenhar o espaço urbano. É parte de transformar o que foi a especulação imobiliária anos atrás em lucros reais. Dessa vez, financiados com dinheiro público nas mega obras dos mega eventos.

Há precedentes históricos. A burguesia carioca, junto aos latifundiários, bradava no início do século passado que era necessário expulsar as classes perigosas do centro da cidade. Para essa elite não havia dúvidas, as classes perigosas eram especialmente os trabalhadores, o povo pobre e, em especial, o povo negro.

Uma indústria na ilegalidade
Depois de décadas de abandono e sucateamento do parque industrial da cidade e do Estado, uma parcela dessa burguesia percebeu que é possível obter lucros astronômicos combinando uma perna em atuação legal e outra na ilegalidade.

Projeta-se a exploração de linhas de vans ilegais em um setor da cidade gerando um lucro diário da ordem de R$ 200 mil. Sem falar no controle da distribuição e venda de botijões de gás, gatonet, e taxas de segurança.

   Isto não pode ser feito sem um aparato armado que garanta a segurança do negócio. Tal segurança é feita por empresas na legalidade, por meninos do tráfico, mas também por uma parcela da própria polícia, em especial a PM, que ultrapassa a barreira da legalidade.

   Essa é a polícia que, sob as ordens de Cabral, prendeu 409 bombeiros. Mas esta é também a polícia sobre a qual não faltam acusações. Vão desde o assassinato da juíza, passam pelo recebimento de propina nas áreas invadidas e ocupadas por UPP’s, passam pelo extermínio de parcela da população – em especial a população pobre e negra (o caso do menino Juan é emblemático), chegando até a formação de milícias, que não passam de quadrilhas organizadas para extorquir o povo pobre.

   O tráfico de drogas e de armas é outra faceta de uma indústria atuando na ilegalidade.

   Não estão na cidade ou no Estado os complexos industriais produtores de armas e munições na escala em que são utilizados no Rio de Janeiro. Tampouco as plantações e os laboratórios para a preparação da cocaína, do crack, maconha, e agora o terrível OX.

   O volume comercializado, a dimensão do capital envolvido, apontam para o necessário financiamento dessa indústria de risco. Não é nas comunidades, nos morros, nos bairros populares que os financiadores deveriam ser procurados. Para isso o que deve ser feito é seguir o caminho desse dinheiro manchado com o sangue de nosso povo pobre. Manchado com o sangue de nossa juventude, especialmente nossa juventude negra.

   Porém não será com uma polícia construída e mantida para defender a propriedade privada que isso se dará. Esta polícia transforma-se – e os fatos o demonstram – em beneficiária direta desse mal disfarçado jogo de atuar na legalidade com os pés na ilegalidade.

Polícia para quem precisa. Mas que polícia?
   As UPP’s são a menina dos olhos do governador Sergio Cabral. Este é governador dos 13 presos políticos do Consulado dos Estados Unidos. Dos tiros contra professores, da prisão de bombeiros. Este é o homem que declarou que as mulheres das favelas são fábricas de produzir marginais.

   Sob seu comando tanques ocuparam as comunidades. Sob sua direção comunidades inteiras vivem sob o controle das UPP’s. Entretanto não há indício de nenhuma investigação buscando identificar os financiadores da indústria da morte.

   Por um lado UPP’s, por outro a ocupação direta da chamada Força Nacional. Soldados, em grande parte utilizados na ocupação do Haiti, controlam militarmente regiões como o Complexo do Alemão. A população, em particular as mulheres, são vítimas das mais variadas arbitrariedades e abusos.

   Infelizmente, o Deputado Marcelo Freixo (PSOL), um crítico costumeiro da política de UPP’s, frente à resistência que começa a se expressar entre os moradores do Complexo do Alemão contra a ocupação da Força Nacional, passa reivindicar a instalação de UPP’s, para ‘conseguir a paz’.

   Precisamos de uma polícia de outro tipo. A realidade demonstra que a existência de uma polícia militarizada transita perigosamente entre a legalidade e a ilegalidade.

   É urgente a extinção da Policia Militar. A investigação de todos os seus membros e a construção de uma única policia, desmilitarizada, controlada pelos trabalhadores e a população. Uma polícia com seus chefes eleitos diretamente. Com direito a construção de sindicatos e direito de greve.

   Precisamos inverter a ordem. As investigações precisam recair sobre os financiadores, e sobre os que lucram rios de dinheiro com a indústria da morte. Isto não pode ser feito por uma polícia a serviço da propriedade privada, por uma polícia que atua para os ricos e poderosos e que se beneficia da própria ilegalidade.

   Esta ordem só começará a ser invertida quando ricos e poderosos começarem a freqüentar as cadeias do outro lado das grades.

Lançamento da nova edição do livro "Em defesa do marxismo", dia 21/10

Lançamento da nova edição do livro "Em defesa do marxismo", de Leon Trotsky, com a apresentação de Valério Arcary, historiador e membro da Direção Nacional do PSTU.

Dia 21/10, às 18:30h, na FND-UFRJ.

Participe e divulgue!