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Dayse defende o fim das UPP´s e a desmilitarização da PM

Candidata do PSTU ao Palácio Guanabara
defendeu as propostas durante entrevista
ao SBT na manhã de hoje (12)
Foto: Divulgação.
   A nossa companheira Dayse Oliveira participou na manhã de hoje da sabatina promovida pelo SBT Rio, em parceria com a Folha e o portal Uol. Durante a entrevista, Dayse falou sobre os pontos mais sensíveis aos trabalhadores do estado e defendeu o programa do partido para as eleições desse ano.

   Questionada sobre a recente greve dos profissionais de educação, Dayse, que também é professora da rede estadual de ensino, afirmou que Pezão dá continuidade ao projeto de privatização da educação no RJ e que toda sociedade sai prejudicada com o descaso dos governos com a educação pública. Dayse, que está licenciada da diretoria do SEPE/RJ, vem sofrendo ataques do governo do estado, através da secretaria de educação, como parte da política de criminalização das lutas, através do corte de ponto e abertura de inquérito administrativo que pode resultar até mesmo em demissão da companheira.

   Questionada sobre a política de segurança pública, Dayse afirmou que vai acabar com as UPP´s e desmilitarizar a PM, pois a política aplicada pelos governos Pezão/Cabral vem criminalizando os jovens da periferia do RJ e tem um direcionamento muito claro: a juventude negra e pobre do nosso estado. Para combater o tráfico, Dayse defendeu a legalização das drogas, com produção e distribuição sob controle do Estado, como forma de enfraquecer o poderio econômico das organizações criminosas, prisão e confisco dos bens dos empresários e políticos que financiam o tráfico de drogas e, para os dependentes e familiares que necessitam, acompanhamento médico gratuito fornecido pelo Estado.

   Questionada sobre a relação do nosso partido com os “black blocs”, Dayse foi categórica em afirmar que o partido não possui nenhuma relação com estes grupos e que não compactuamos com as ações isoladas nos atos e manifestações praticadas por estas organizações, como já deixamos claro em diversas notas políticas em polêmicas públicas travadas desde as manifestações de junho de 2013.

Transporte
   O transporte público no RJ segue um caos. E os mais prejudicados, obviamente, são aqueles que produzem toda a riqueza do nosso estado: os trabalhadores e trabalhadoras. Para conseguirmos um transporte público de qualidade, que atenda as necessidades dos trabalhadores, com passe livre para os estudantes, idosos e desempregados, combatendo a máfia dos transportes que segue lucrando as custas do sofrimento do povo pobre, para isso é preciso reestatizar o metrô, trem e barcas, colocando as companhias sob controle dos trabalhadores.

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Convenção estadual do PSTU lança a professora Dayse Oliveira para governadora do Rio

Partido terá chapa própria para todos os cargos nestas eleições. Cyro Garcia será o candidato prioritário a deputado federal e Heitor Fernandes disputará vaga ao senado.


Por Arthur Gibson, da redação

  Em clima de muito entusiasmo, a militância do PSTU decidiu em Convenção Estadual a chapa para concorrer às eleições. O nome escolhido para a candidatura ao Governo do Estado foi o da professora da rede estadual Dayse Oliveira. Moradora de São Gonçalo e negra, Dayse tem a cara das trabalhadoras e trabalhadores do Rio de Janeiro.
Convenção Estadual foi realizada na sede do partido
e reuniu delegados de todo o Estado
Fotos: RB
Com larga trajetória de luta, foi voz ativa nas últimas greves da educação no estado. Dayse, que será a única mulher a disputar as eleições para o governo, já foi candidata a vice-presidente em 2002, a prefeita de São Gonçalo em 2004 e 2012, e a senadora em 2006. 
  Para o senado, o PSTU indicará Heitor Fernandes, liderança dos trabalhadores dos Correios. Para deputados estadual e federal, o PSTU terá vários candidatos nas principais cidades do RJ. Todos eles são lutadores reconhecidos em diversas categorias da classe trabalhadora. A principal candidatura será a de Cyro Garcia para deputado federal.

O cenário das eleições no RJ


  Nestas eleições, a esquerda socialista tem uma importante
Cyro Garcia será candidato a Deputado Federal, com
a proposta de mudar radicalmente o modelo político e
econômico do país, apoiando-se nas lutas da classe trabalhadora
tarefa. A retomada das lutas em junho de 2013 deu um novo fôlego ao movimento grevista no país. Os trabalhadores desconfiam dos políticos, do congresso, da justiça. O governo Dilma enfrenta queda de popularidade. No Rio, Sérgio Cabral foi escorraçado pelos trabalhadores a ponto de não conseguir se candidatar a nada. As UPP's, principal política dos governos federal e estadual no Rio de Janeiro, são bastante criticadas pelos trabalhadores.
  Diante deste cenário, é preciso fazer um duro balanço dos governos federal e estadual. A candidatura de Pezão (PMDB) representa a continuidade da política repressiva, corrupta e de privilégio aos ricos de Sérgio Cabral. Não à toa, sua primeira medida foi a violenta desocupação de famílias que moravam no prédio abandonado da TELERJ. Lindbergh (PT) quer aparecer como novidade, mas não é uma alternativa para os trabalhadores. Seu partido elegeu Cabral e fez parte do seu governo até os últimos minutos. Garotinho (PR) tenta aproveitar o desgaste do PT e de Cabral para voltar ao governo como salvador da pátria. Seu governo, no entanto, também foi marcado pela corrupção e repressão aos trabalhadores.

Por que não haverá Frente de Esquerda no RJ


  Diante deste cenário de desgaste dos partidos tradicionais e de fortalecimento das lutas dos trabalhadores, seria fundamental uma candidatura unitária da esquerda que defendesse uma mudança de verdade. O PSTU se colocou a favor da construção de uma Frente de Esquerda com o PSOL e o PCB que encampasse esta tarefa. 
  Infelizmente, o PSOL mais uma vez se negou a compor uma Frente com o PSTU no Rio. Segundo o PSOL-RJ, não seria possível fazer a Frente, já que ela não se realizou na candidatura a presidente. Se isto fosse verdade, não teríamos a Frente se constituindo em vários estados como SP, MG, CE. O PSOL também alega que o PSTU teria exigido um tempo privilegiado de TV. No entanto, apesar de discordarmos da proposta de divisão de tempo do PSOL, jamais nos negamos a negociar uma proposta de comum acordo. Na realidade, os dirigentes deste partido avaliam que a candidatura de Cyro Garcia ameaçaria a eleição de um candidato do PSOL. Com base nesta visão, puramente eleitoreira, se negaram a continuar as negociações para uma Frente de Esquerda.

Uma polêmica programática com o PSOL


  Diante deste cenário, tanto PSOL quanto PSTU terão candidaturas para o governo nestas eleições. Apesar disto, não achamos que estamos em campos opostos nestas eleições. Ambas são candidaturas de oposição de esquerda ao governo. No entanto não podemos deixar de demonstrar preocupação com as recentes declarações do candidato Tarcísio Motta.
  Perguntado pelo jornal O Dia se seria contra as UPP's, o candidato do PSOL respondeu: “Não. Mas ela precisa ser mais do que isso. (...) É preciso construir uma política de segurança que tenha a garantia de direitos básicos das pessoas”. Nós, do PSTU, achamos que não é possível remodelar as UPP's, tornando-as um projeto melhor. Não é possível uma candidatura socialista que não denuncie implacavelmente esta política que promove a tortura, matança e repressão de negros e negras nas favelas. 
  Nesta mesma entrevista, Tarcísio Motta se mostra disposto a governar dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A LRF é um mecanismo criado para que os governos limitem seu investimento com as áreas sociais e possam enriquecer os banqueiros. Nenhum governo poderá resolver os problemas da saúde, educação, transporte, moradia e segurança sem romper a aliança com banqueiros e empresários e revogar a LRF.

Uma alternativa socialista nas lutas e nas eleições


  Nestas eleições, as candidaturas do PSTU estarão a serviço da luta dos trabalhadores. Faremos de nossa campanha um palanque onde os trabalhadores poderão ser ouvidos. Nossas propostas apontam para uma ruptura com
A professora Dayse Oliveira é moradora
de São Gonçalo e traz a cara da classe
operária: mulher, negra e da periferia
o modelo político e econômico atual. Queremos o fim dos privilégios dos políticos, que devem receber um salário igual ao de um operário. Os políticos que não cumprirem suas promessas de campanha devem ter seus mandatos revogados. 
  Com Dayse Oliveira candidata ao governo do RJ, queremos denunciar a violência que sofrem as mulheres e os negros nas favelas e a exploração dos operários de nosso estado. Seremos implacáveis no combate à violência policial, defendendo a desmilitarização da PM e o fim imediato das UPP's. Lutaremos pelos direitos das mulheres, exigindo o fim da diferença salarial entre homens e mulheres, descriminalização do aborto, e creches públicas, gratuitas e de qualidade.
  Faremos uma campanha independente dos patrões, sem receber nenhum centavo de nenhuma empresa. Nestas eleições, com os candidatos do PSTU, os trabalhadores terão uma alternativa socialista e vinculada às lutas.