Nota do PT paraguaio (seção da LIT-QI) sobre a tentativa de impeachment contra Lugo

Abajo el Juicio Político de la derecha tradicional contra Lugo
 
Escrito por PT - Paraguay  
22 de Junio de 2012 15:07
Lugo sólo puede ser destituido por el pueblo trabajador no por este Parlamento.

1 - Desde el Partido de los Trabajadores estamos en contra del juicio político impulsado por los partidos de la derecha tradicional de nuestro país a través del Parlamento Nacional. El pueblo trabajador no tiene en estos parlamentarios -sinvergüenzas, corruptos y personeros de lo peor del sistema capitalista-, representación alguna, sino que fueron y son sus verdugos. Derrotemos este verdadero “golpe de guante blanco” con las movilizaciones en las calles.

2 - El juicio político iniciado y probable destitución de Lugo por este Parlamento de la Vergüenza no traerá mejores condiciones socio-económicas y políticas para el pueblo trabajador, sino que significará un grave retroceso para el pueblo trabajador.

3 - Afirmamos que Lugo merece ser enjuiciado y destituido pero por la voluntad popular no por los tránsfugas y antipopulares parlamentarios que sólo toman decisiones perjudiciales, en todos los ámbitos, contra los explotados y excluidos de nuestro país. Lugo fue elegido por la mayoría del pueblo por medio de elecciones y es ese mismo pueblo el que tiene el derecho de sacarlo del gobierno.

4 - Abortemos el juicio político con movilización y lucha. Apoyaríamos, en todo caso, la realización de un plebiscito para que el pueblo exprese si quiere que Lugo se vaya o se quede y, en caso de que la mayoría vota que se tiene que ir, que se anticipen las elecciones.

5 - Lugo, como persona y como gobierno, no merece nuestra menor solidaridad. Somos opositores por el vértice a su política y a su gobierno.Lugo al igual que los gobiernos anteriores ha gobernado a favor de la burguesía, ha promovido y auspiciado el agronegocio que arrasa con las comunidades campesinas, no ha hecho nada a favor de la reforma agraria y profundizó la criminalización al movimiento de masas. Lugo, es también responsable de la crisis política generada fundamentalmente por su alianza con la gran burguesía y sus partidos, así como por la masacre de Curuguaty. Por lo tanto, nuestra oposición al juicio político no significa el menor apoyo político a su gobierno.

6 - Ratificamos nuestra condena, ya realizada desde el 2008, a las izquierdas capituladoras gubernistas que se integraron a este gobierno servil a los intereses de las minorías sembrando la confusión, la desmoralización y la desmovilización en el movimiento de masas, ya que por su política de conciliación entre las clases sociales, son corresponsables del marco general de la actual situación. 

7 - Convocamos al pueblo trabajador a oponerse al giro reaccionario del régimen político que se expresa en el proceso de destitución de Lugo, a defender las libertades públicas de organización y movilización así como la completa vigencia de las garantías constitucionales básicas para seguir luchando y construyendo un presente y futuro mejor para los explotados y oprimidos.

8 - Exigimos al Gobierno Lugo, desarrolle una urgente reforma agraria expropiando sin indemnización las tierras malhabidas y latifundios, que rompa de una vez por todas con los partidos de la derecha tradicional destituyendo a sus representantes de los ministerios y el aparato estatal, e instale un plan económico y social de emergencia basado en los intereses de las grandes mayorías. 

9 - Construyamos un gran movimiento de la clase trabajadora por fuera del gobierno de Lugo, su política y los partidos de la derecha, abriendo una salida el pueblo trabajador a la actual crisis política apuntando entre otras medidas a una Asamblea Constituyente, democrática y soberana que sienten las bases que aseguren el Pan, el Trabajo, la Soberanía y la Libertad para el pueblo trabajador y las grandes mayorías.

Comité Ejecutivo Nacional
Partido de los Trabajadores
21-06-2012

Em uma grande marcha, uma resposta ao fracasso da Rio+20

Marcha na Cúpula dos Povos reuniu cerca de 25 mil no Rio

Nesta quarta-feira, 20 de março, o Rio assistiu à maior manifestação de rua dos últimos anos, quando um mar de gente ocupou a Avenida Rio Branco, no centro da cidade. A Marcha dos Povos reuniu pelo menos 25 mil manifestantes. Enquanto as últimas expectativas em torno à Rio+20 se dissolviam, a marcha foi um símbolo da polarização conquistada pela Cúpula dos Povos nas ruas cariocas.

Com a presença de diversas centrais sindicais, partidos políticos, sindicatos, entidades da causa ambiental, ONGs, organizações indígenas e ativistas de vários países, o tamanho da marcha impactou até mesmo seus participantes. A animação tomou conta dos manifestantes e não poderia ser diferente.

Igualmente, não faltou irreverência para expressar a luta pela preservação ambiental. Cartazes e faixas, fantasias, maquiagem e bonecos gigantes deram o colorido à manifestação. Um dos maiores retrocessos ecológicos do Brasil no período de governos do PT, o Código Florestal, foi amplamente denunciado na manifestação. Segundo cartazes distribuídos no ato, “o jogo ainda não acabou”.

Em uníssono, a marcha foi uma crítica contundente ao discurso do “capitalismo verde” proposto pela Rio+20. O fracasso da reunião de cúpula impulsionou a denúncia da hipocrisia dos governos de todo o mundo.

A presença da greve das universidades
Professores, funcionários e estudantes em greve nas universidades federais marcaram presença. Os ativistas da educação concentraram-se em frente a ALERJ, na rua Primeiro de Março, e se dirigiram à Candelária, onde se juntaram à passeata – compondo uma bela coluna, de pelo menos 2500 manifestantes.

As palavras de ordem mais cantadas na greve foram ouvidas na marcha. Entre elas, “Cadê o dinheiro? A Dilma deu tudo para o banqueiro e o bicheiro” ou “A greve unificou. É estudante, funcionário e professor!”. A precarização imposta pelo REUNI também esteve clara no conteúdo políticos das intervenções.

ANEL e CSP-CONLUTAS emprestaram suas forças a engrossar a coluna da greve. A ausência da UNE na coluna, além de ilustrar a incapacidade da velha entidade em dar rumo à greve dos estudantes, foi seguidamente denunciada nas palavras de ordem.

Socialismo ou barbárie ambiental
O PSTU esteve presente no ato, onde denunciou as conseqüências da exploração predatória da natureza promovida pelo capitalismo ao redor do mundo. Para o partido, conferências como a Rio+20 não podem oferecer saída à crise ambiental, porque os governos de todos os países estão subordinados ao interesse das empresas que poluem.



Nesse sentido, a marcha foi mais um espaço importante para a defesa do socialismo. Para Cyro Garcia, pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PSTU, “a situação do meio ambiente e a falência de mais uma reunião de cúpula do imperialismo para tratar da questão reforçam a atualidade da causa socialista. Quando nos deparamos com a destruição do planeta, vemos que o mercado e a sanha por lucros estão conduzindo a humanidade, literalmente, à destruição. Essa compreensão é parte fundamental de nossa convicção de lutar pela planificação da exploração dos recursos naturais, como parte da construção de um mundo socialista”.

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Em meio à greve das federais, ANEL realiza sua maior assembleia nacional

Assembleia Nacional realizada no Rio reúne 500 estudantes de 18 estados e o Distrito Federal, e marca avanço da entidade

A Assembleia Nacional dos Estudantes Livre, a ANEL, realizou no final de semana dos dias 16 e 17 de junho, sua maior assembleia nacional, que reuniu cerca de 500 estudantes de 18 estados e do Distrito Federal. A assembleia, instância de decisão máxima da entidade após o congresso, contou com 162 delegados eleitos pelas entidades de base, como CA’s e DCE’s, representando cerca de 55 mil estudantes.

Além da grande representatividade, a assembleia marcou um importante avanço da ANEL em diferentes lugares como Rio de Janeiro e Minas Gerais, e em estados onde a entidade ainda não havia chegado, como é o caso do Espírito Santo e Tocantins.

As lutas passam pela ANEL
Expressando uma das maiores greves das universidades federais dos últimos anos, a assembleia nacional teve a participação, na abertura, de entidades como o ANDES, Fasubra e Sinasefe. Um dos destaques foi a participação ativa dos vários comandos de greve articulados nas universidades. A paralisação das federais também foi tema de debate durante os grupos de discussão, que discutiram ainda “métodos de luta” e a reorganização do movimento estudantil.

Em meios aos debates, emergiam consensos como a falência da UNE. “As discussões apontaram que essa greve é claramente identificada como um movimento que se enfrenta com a UNE, que apoiou a aprovação do Reuni em 2007 que, por sua vez, é responsável por essa situação de precarização das universidades, e ao mesmo tempo, o debate apontou a necessidade de uma entidade nacional que realmente expresse as lutas dos estudantes”, afirma Clara Saraiva, da Executiva Nacional da ANEL.

Na plenária final, os estudantes aprovaram uma pauta unificada que foi posteriormente apresentada durante a primeira reunião do Comando Nacional de Greve, realizada no dia seguinte, sendo incorporada à pauta do comando. O comando de greve foi formado após o protesto que reuniu milhares de estudantes em Brasília no dia 5 de junho e aglutina praticamente todas as correntes políticas presentes no movimento estudantil hoje. Sua articulação foi um importante avanço para o fortalecimento da luta dos estudantes, especialmente nessa greve.

A pauta aprovada pela ANEL e pelo comando traz reivindicações como a revogação imediata do Reuni pelo governo Dilma, a rejeição do PNE (Plano Nacional de Educação) do governo e a adoção de um PNE que realmente atenda às necessidades dos trabalhadores, a exigência da aplicação de 10% do PIB na Educação e a negociação por parte do governo para os graves problemas causados pelo Reuni, como a infra-estrutura precária das universidades, a falta de professores e a necessidade de abertura de concursos públicos.

Além das entidades já filiadas, essa assembleia nacional também teve a participação de setores da esquerda da UNE, que foram convidados a falar aos estudantes presentes. “Fizemos um chamado sincero aos companheiros da esquerda da UNE, para que rompam com essa entidade e construam conosco a ANEL; na assembleia eles puderam ver o funcionamento democrático das instâncias da entidade que, assim como o atual comando de greve, funciona com representantes eleitos na base e mandatos revogáveis”, explica Clara.



Contra as opressões e internacionalista
Seguindo sua marca que já virou tradição, de conferir importância à luta contra as opressões, a assembleia teve plenárias de mulheres, negras e negros e LGBT. A plenária de mulheres contou com a participação do Movimento Mulheres em Luta, filiado à CSP-Conlutas, e discutiu a confecção de uma cartilha sobre a questão da opressão às mulheres e o tema das creches nas universidades, a exemplo da cartilha que a ANEL já publicou sobre a temática LGBT. Proposta semelhante foi discutida na plenária de negras e negros, sobre a questão do racismo.

A plenária LGBT, por sua vez, aprovou, para o dia 28 de junho, dia de luta contra a homofobia e que marca o aniversário do levante de Stonewall, um dia de “beijaço” contra a opressão, nos estados.

Outra tradição da ANEL que não foi deixada de lado nessa assembleia foi seu caráter internacionalista. A assembleia debateu as lutas que envolvem a juventude em todo o mundo e contou com saudações de estudantes da Federação de Estudantes da Colômbia, além de estudantes de Quebec, do Canadá.

Tropas da Minustah invadem faculdade no Haiti

Tropas da Minustah ocupam o
país há oito anos
Comunicado da Rádio Kiskeia, enviado por Batay Ouvriye

• A Faculdade de Ciências Humanas (FASCH), símbolo de resistência estudantil à opressão nos últimos anos, no Haiti, foi alvo na última sexta-feira (15), de momentos de tensão. Os soldados da Minustah (Missão de Estabilização da ONU), conhecidos como “capacetes azuis”, invadiram a instituição, provocaram cenas de pânico e ainda feriram várias pessoas. Os alunos foram vítimas de agressões físicas e tiveram que fugir das balas de borracha lançadas pelos soldados.

   Os pára-brisas de pelo menos dois veículos também foram quebrados. Denunciada na imprensa como uma verdadeira provocação, após o alerta do reitor da Universidade Estadual, o coordenador de FASCH, Hancy Pierre, declarou que a invasão militar interrompeu uma reunião conjunta que se realizava naquele momento.

   Estudantes e professores foram surpreendidos quando centenas de agentes mascarados do batalhão brasileiro entraram na Faculdade sob pretexto de tentar recuperar uma granada lançada, mas que não chegou a explodir.

   Vários alunos denunciaram os fatos à Rádio Kiskeya, exigindo das autoridades a saída imediata das forças de ocupação e acusando a ONU de ser particularmente responsável pela epidemia mortal de cólera no país.

   A Minustah ainda não tinha respondido até esta noite (domingo, 17 de junho) sobre o ataque injustificado e a invasão do espaço universitário, considerado totalmente inviolável pela Constituição do país.

   Presente no Haiti desde 2004, as forças da ONU têm cerca de 10.000 soldados e policiais de diversos países, sob o comando brasileiro.

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Ato de mulheres agita a Cúpula dos Povos

Passeata agitou centro da cidad
• Cerca de 2500 manifestantes marcharam na manhã desta segunda-feira, 18 de junho, na Marcha das Mulheres na Cúpula dos Povos. A manifestação é mais uma das atividades que ocorrem no Rio de Janeiro, em paralelo à Rio+20. Quem passava pelo centro da cidade pôde testemunhar uma bela passeata feminista, que denunciou a farsa da “economia verde” e a situação dos setores oprimidos no país.

   O ato contou com a presença de um amplo espectro de entidades, desde a ANEL e a CSP-CONLUTAS até CUT, CTB, MST, Marcha Mundial de Mulheres, UNE e CPT. Caminhando do MAM, no Aterro do Flamengo, até o Largo da Carioca, a manifestação deu visibilidade à crítica ao que representa a Rio+20. Em uma das palavras de ordem mais cantadas, podia-se ouvir: “capitalismo não me engana, não/Pintar de verde é falsa solução”.

"Mulheres jovens, vamos à luta"
   A ANEL chamou a atenção com uma das colunas mais animadas da marcha. As estudantes garantiram que se expressasse no ato a forte greve nacional da educação. Suas exigências combinavam as demandas da greve estudantil com a luta contra as opressões. Nesse sentido, a entidade se posicionou pela construção de creches nas universidades e exigiu, ainda, que Dilma revogue seu veto ao kit anti-homofobia para as escolas.

   Luiza Carrera, estudante da UFRJ, interveio em nome da ANEL. “As federais estão em greve porque queremos mais investimentos em educação; porque queremos creches, para que as mulheres não sejam obrigadas a abandonar seus estudos quando engravidarem. Por isso, o recado da ANEL é claro: mulheres jovens, vamos à luta!”.

   No mesmo espírito, Camila Lisboa, representando o MML (Movimento Mulheres em Luta), declarou: “a nossa luta é porque, em um país governado por uma mulher, não podemos mais admitir que as mulheres morram, vítimas da violência ou dos abortos clandestinos”.

   Durante a semana, seguirá a programação da Cúpula dos Povos. Acompanhe a cobertura do Portal do PSTU.

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O que esperar da Rio+20?

Leia o boletim especial divulgado pelo PSTU durante as atividades da Rio+20 e a Cúpula dos Povos

Boletim distribuído durante a Cúpula dos Povos
Vinte anos após uma das maiores conferências ambientais do mundo, a ECO-92, os resultados não poderiam ser piores para o meio ambiente. A cada dia, 25 espécies desaparecem da Terra. Até o fim deste século, a temperatura média na Terra deve subir entre 1,8º e 4ºC. Seguem o aquecimento global e o derretimento das geleiras. Os governos tentam jogar a culpa dos problemas ambientais na população, quando
apenas 4% da emissão de gases responsáveis pelo efeito estufa estão ligados ao desperdício ou lixo individuais. Os outros 96% estão relacionados, principalmente, com a grande produção industrial.

Nós, trabalhadores, somos vitimas dessa situação. Sofremos as consequências do desmatamento e da contaminação de rios e mares; ingerimos agrotóxicos e peixes contaminados. Por sua vez, os mais pobres são os mais expostos a enchentes e deslizamentos. Os reais responsáveis pelo dano ambiental são as grandes corporações, bancos, latifúndios e governos - que financiam e lucram com a degradação. Enquanto não atacarmos o problema em sua raiz, seguiremos rumo à barbárie.

A Rio+20, como todas as conferências ambientais organizadas pela ONU, será um verdadeiro fracasso. Os governos são financiados em suas milionárias campanhas eleitorais pelas grandes empresas poluidoras e, depois, atuam na defesa dos lucros dessas mesmas empresas. Uma conferência realizada pela ONU, que é formada por esses governos, não p
ode solucionar os problemas ambientais. Barack Obama e Angela Merkel sequer participarão do evento. Por tudo isso, durante a conferência, participaremos com outros movimentos sociais do mundo na Cúpula dos Povos, evento paralelo e crítico à Rio+20. A direção da Cúpula não assume com clareza um programa socialista para o meio ambiente. É essa a proposta que o PSTU oferece aos ativistas presentes.

Contra a injustiça social e a crise
ambiental, a nossa luta é pelo socialismo!

As condições de vida da humanidade estão ameaçadas. Hoje todos os países do mundo têm governos obedientes ao poder econômico das grandes empresas, dos bancos e dos latifundiários. Estes buscam aumentar cada vez mais o seu lucro, mesmo que ao custo do esgotamento dos recursos naturais do nosso planeta.

No capitalismo, a competição e o mercado é que determinam o que vai ser produzido, e em que quantidade. Não importa a necessidade da maioria e nem a capacidade da Terra de sustentar tal produção. Ou seja, a lógica capitalista é inconcil
iável com uma verdadeira preservação do meio ambiente. Uma empresa que supostamente colocasse a preservação ambiental acima do lucro seria logo ‘devorada’ por todas as outras, porque a competição sempre leva a uma concentração cada vez maior de riquezas nas mãos dos que lucram mais. Não podemos crer que os governos possam regular esse mecanismo, porque esses mesmos governos, em todo o mundo, são financiados pelas empresas.

É por isso que o PSTU defende o socialismo. Para que tudo que se produz esteja de acordo com as necessidades da maioria das pessoas, o que inclui a preservação do meio ambiente e da vida no planeta. Através de comitês democráticos de direção das empresas, por parte dos trabalhadores, a produção seria controlada a serviço do bem-estar de todos. Desta forma, a humanidade não seria mais refém de um punhado de capitalistas e de seus políticos de aluguel que destroem nossas condições de vida e nos ameaçam com uma catástrofe ambiental cada vez mais iminente.

Baixe o boletim especial do PSTU na íntegra

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Repressão policial provoca 17 mortes em despejo no Paraguai

Danilo Firmino, militante do PSTU e do setorial de Movimento Popular da CSP-Conlutas/RJ

   Em plena Cúpula dos Povos que discute meio ambiente e justiça social, e após 6 meses do estúpido e ilegal despejo do Pinheirinho em São José dos Campos aqui no Brasil, no Paraguai, mais precisamente, em Curuguaty que é fronteira com o Brasil 17 mortos são confirmados em um despejo e 100 feridos, 10 sem terras e pelo menos 7 Guardas Nacionais foram mortos. 
   Nós defendemos os "Novos Pinheirinhos" porque a luta daqueles moradores não terminou, e não há de terminar enquanto o problema de moradia persistir no Brasil; enquanto continuarmos com o cenário dos grandes latifúndios; da especulação imobiliária; e do lado a miséria; a falta de moradia dos trabalhadores deste país, Brasil! Mas queremos dizer mais, vamos continuar afirmando que enquanto houver no Mundo um trabalhador sem casa, o Pinheirinho continua, enquanto houver no Mundo um trabalhador sem terra ou no meio urbano sem casa, o Pinheirinho continuará! 
   No Pinheirinho foi à polícia de Alkcmin do PSDB, partido notório de direito, que invadiu, bateu e matou trabalhador pra devolver o terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados ao especulador Naji Nahas, mas também dissemos que Dilma foi cúmplice daquela ação, pois tinha o poder-dever de desapropriar o terreno que devia milhões à União, portanto, o PT - partido dos trabalhadores ficou em cima do muro, e os moradores do Pinheirinho sem sua casas! 
   Hoje no Paraguai foi a Guarda Nacional, a Polícia de Fernando Lugo, o Padre-Presidente que matou os sem terras, para que? Para devolver uma terra de 2.000 hectares ao ex-senador Blas N. Riquelme, do Paraguai! Isto é, de lá retiraram famílias pobres para devolver a um único homem, uma terra deste tamanho que se encontrava improdutivas, com a justificativa de uma decisão judicial! 
Sabemos aqui de toda “mutreta” feita no Judiciário para legitimar a ação no Pinheirinho, e tantos outros despejos, lá ainda não temos noticias sobre este aspecto, mas sobre o ponto da propriedade privada versos o direito a moradia e reforma agrária temos muita tranqüilidade em falar deste mais novo caso, que abala os movimentos sociais na América Latina.
Desde Eldorado dos Carajás que não vemos esses números de mortes, e violência como estamos vendo em 2012, mas Fernando Lugo, representante da Frente Popular no Paraguai, a mesma que no Brasil se propõe a governar pra todos, mostra que no enfrentamento Governa pros ricos e latifundiários! 
   Dilma aqui classificou como barbárie, Fernando Lugo lá diz que vai chamar uma reunião com os ministros, mas e a questão da habitação, de colocar a reforma agrária em prática!? Nenhum dos líderes diz a respeito! Lá foi a polícia de Lugo que matou, não podemos, simplesmente, porque Lugo derrotou o Partido Colorado, o mais reacionário no Paraguai o considerar nosso, quando ele continua aplicando os planos da Burguesia e matando trabalhador! 
   Um governo progressivo é aquele que os trabalhadores tenham seus direitos em primeiro lugar, que tenham habitação; saúde; educação; saneamento básico; creche para seus filhos e tantos outros direitos básicos. Para isso acontecer temos que ter um Governo que governe para os trabalhadores e não para todos, pois já vem ficando provado que governar para todos, significa receber dinheiro de empresas na campanha, e na hora de canetar o peso da campanha leva a tinta pro seu lado! 
   Está provado que não dá pra beijar a mão do empreiteiro, e não pisar na cabeça do peão de obra que morre em acidente de trabalho e com salários irrisórios; não dá para favorecer a especulação imobiliária e não descer o cacete nos sem terra e sem teto; não dá pra ser dos trabalhadores e dos empresários ao mesmo tempo! Por isso, temos que lutar pra nós estarmos no poder, os trabalhadores com suas organizações e movimentos, e para isso temos que enfrentar o Capitalismo, pois na democracia dos ricos os trabalhadores não têm direitos, não tem vez! Só o socialismo é o caminho para os trabalhadores! 
   Repúdio total ao Governo do Paraguai que promoveu este ataque brutal aos trabalhadores Sem Terra de Curuguaty!

Ato dos servidores do RJ contra retirada de direitos reúne 1500

Ato percorreu o Centro do Rio e denunciou à população o ataque que os servidores estaduais estão sofrendo do governo Cabral. Ativistas e diversas entidades presentes também exigiram o Fora Cabral.

   Cerca de 1500 servidores estaduais do RJ realizaram uma passeata pelo Centro do Rio de Janeiro na tarde de hoje (14) contra mais um ataque do governo Cabral. Como se não bastasse ter uma gestão marcada pela truculência, desmonte do serviço público e longas benesses a empreiteiras como a Delta, agora o governo Cabral chegou com mais uma triste novidade para os servidores públicos do RJ: a retirada dos triênios.

   Como na reforma da previdência do governo Lula, agora Cabral tenta enganar os servidores vendendo a ilusão de que tais medidas serviriam apenas para os novos concursados, o que já seria um grande ataque. Durante a passeata, diversos ativistas deixaram seu recado exigindo que o governador Sergio Cabral retire a ação do STF que pede o fim dos triênios e lembraram da associação da constutora Delta com o governo estadual e o governo Dilma. Além da ASDUERJ que já convocou greve nas universidades estadais, o SEPE/RJ também deliberou por uma greve de 48h a partir de segunda-feira (18) nas escolas da rede estadual de educação.

   Confira no aqui algumas imagens do ato e abaixo o vídeo da fala da professora Vera Nepomuceno:




TVPSTU - Greve dos servidores federais e estudantes

Paulo Barela da Executiva Nacional da CSP-Conlutas e Clara Saraiva da Executiva Nacional da ANEL falam sobre o fortalecimento da greve e dos seus próximos passos.

Editorial: A ousadia de querer mudar o mundo

Sabemos que não é por eleições que vai se mudar o país. Mas sabemos também como é importante utilizar a tribuna eleitoral para defender essas mudanças
O PSTU vai apresentar candidatos
conhecidos por suas lutas
Editorial do Opinião Socialista n. 444

• A injustiça social que nos cerca é brutal. A burguesia e a alta classe média andam de helicóptero enquanto os trabalhadores gastam de 3 a 4 horas para ir e vir do trabalho em ônibus superlotados. Os ricos são atendidos em hospitais excelentes, os pobres morrem nas filas dos hospitais públicos sem atendimento. Os filhos da burguesia estudam em colégios caríssimos e muito bons, as crianças pobres não têm creches.

Todos sabem dessas injustiças. Elas não podem ser negadas. Mas podem ser disfarçadas. Podem ser atribuídas a que os pobres são culpados porque não “se esforçaram o suficiente”, ou porque são “preguiçosos”. Ou ainda, pode-se escapar da discussão com a desculpa de que “sempre foi assim”.

Os governos do PT fazem isso. Dizem que “afinal” as coisas estão melhorando, porque eram piores com os governos da direita. E é verdade que a direita (PSDB, DEM) sempre dirigiu o país a serviço dos interesses das grandes empresas.

Os trabalhadores em sua maioria acreditam que não são as grandes multinacionais e bancos que dirigem o país, porque o PT chegou ao governo, e compôs um governo dos trabalhadores. Infelizmente não é assim, as grandes empresas nunca lucraram tanto como com o PT. E isso é o motivo pelo qual as injustiças sociais seguem tão presentes na realidade brasileira. Lula e Dilma se apoiaram no crescimento econômico dos últimos anos para dar a impressão aos trabalhadores que o crescimento se devia a seus governos.

Em todos esses anos de governos petistas foi imposto um grande engano aos trabalhadores e jovens. Acreditaram que era possível ir mudando a vida aos poucos através dos governos petistas. O crescimento econômico alimentou essa ilusão. As injustiças sociais continuaram existindo. Mas quem sabe elas ao podiam ir diminuindo, diminuindo até desaparecerem. Afinal Lula estava no governo. Afinal Dilma era a continuadora de Lula.

Mas...os tempos estão mudando
A crise econômica internacional ainda não chegou ao país como uma recessão. Mas já afeta a economia através de uma desaceleração forçada. E é possível que uma nova recessão atinja o país, em um ritmo que nenhum economista sério pode precisar. Com isso as injustiças, sempre presentes, ficam mais visíveis e revoltantes.

A corrupção atinge abertamente o DEM do senador Demóstenes, o PSDB do governador Marconi Perillo. Mas também envolve o governador Agnello Queiroz do PT. Toda a cúpula do PT está diretamente envolvida no escândalo de corrupção com o mensalão.

O programa habitacional do PSDB pode ser simbolizado no Pinheirinho: desalojar nove mil pessoas com repressão violenta para entregar as terras a um só “dono”, o milionário Naji Nahas.

O mais importante programa para educação do PT , o Reuni, é o móvel da maior greve das universidades dos últimos anos, que está parando os professores e os estudantes em todo o país.

Nas eleições de São Paulo, Serra do PSDB do Pinheirinho enfrenta Haddad, ex-ministro da educação do PT. Isso vai se repetir em todo o país, em maior ou menor forma: dois blocos majoritários engalfinhados na luta pelo poder, mas com um programa muito semelhante. Vão tentar convencer mais uma vez a todos que basta votar neles para os problemas desapareçam. E as injustiças vão ficar cada vez maiores.

É hora de mudança
Os trabalhadores e jovens no Brasil começam a ir para a luta. Grandes greves da construção pesada (Jirau, Belo Monte, Comperj, estádios da copa) e civil ( Fortaleza) abalaram as obras no país. Greves do transporte como a do metrô, que parou São Paulo. A juventude universitária nas ruas protagoniza a maior greve estudantil dos últimos anos. O funcionalismo público se articula para uma greve unificada nacional, com os professores na vanguarda.

No segundo semestre existem as campanhas salariais dos setores mais pesados dos trabalhadores como os metalúrgicos, petroleiros, bancários, etc, que podem gerar novas greves de importância.

Na Europa, a crise mostra a dureza dos ataques do capital cortando salários, aposentadorias, empregos. E recoloca em discussão o socialismo. É hora de trazer esta postura para o Brasil. O PSTU vai lançar candidaturas socialistas em todo o país.

O PSTU vai apresentar candidatos que são conhecidos em suas cidades por serem dirigentes sindicais, estudantis e populares. E vai utilizar seu tempo de TV para apoiar as greves que estiverem acontecendo. Vamos mostrar como é possível enfrentar gravíssimos problemas sociais como educação, saúde e transporte desde que enfrentemos o domínio das grandes empresas. Vamos defender o programa socialista, aplicado aos problemas concretos da vida das pessoas. Sabemos que não é por eleições que vai se mudar o país. Mas sabemos também como é importante utilizar a tribuna eleitoral para defender essas mudanças.

O PSTU vai ousar. Vai defender que é preciso mudar o mundo. E conta com seu apoio para esse desafio.

RIO + 20 e a farsa do "desenvolvimento sustentável"

Rio+20, muito longe dos verdadeiros problemas ambientais
Vinte anos depois da Eco-92, o Brasil é palco de mais uma conferência ambiental, a Rio + 20, que vai ocorrer entre os dias 13 a 22 de junho.

Por Gilberto Marques, de Belém (PA) e Jeferson Choma, da redação

• Diante da enorme destruição ecológica das últimas décadas, a possibilidade das mudanças climáticas e o esgotamento dos recursos naturais, a pauta da conferência vai discutir meios que possam conciliar o desenvolvimento econômico capitalista com a preservação ambiental. Mas será que possível algum tipo de “desenvolvimento sustentável” ou “economia verde” sob o capitalismo?

Afinal, quem é o culpado?
   Nos últimos anos, o discurso da “sustentabilidade” ganhou força e foi até mesmo apropriado pelos grandes capitalistas. É comum ver propagandas da TV de empresas automotivas, mineradoras e até mesmo petroleiras venderem uma suposta imagem de “sustentabilidade ecológica”. Um caso recente foi o fim da obrigatoriedade dos supermercados de São Paulo em oferecer sacolinhas plásticas, o que representou numa diminuição dos gastos dos empresários do setor (a tal “economia verde”). Por outro lado, a coleta de lixo reciclado na cidade representa apenas 1% da coleta total de resíduos.

   Também é comum ver supostos “especialistas” defenderem “mudanças nos hábitos de consumo”, a “adoção de pequenos gestos”, entre outras receitas milagrosas que buscam responsabilizar o individuo pela devastação do “nosso planeta”. Há aqueles que chegam a defender um controle maior da expansão populacional, pois o crescimento demográfico entraria em conflito com os recursos naturais que são finitos.

Embora tenham origens bem diferentes, todas essas opiniões têm um ponto em comum: deixam de fazer propositalmente a crítica devida à lógica mercantil do sistema capitalista. Assim, transformam as vítimas dos impactos ambientais em vilões, em culpados, inocentando os verdadeiros responsáveis.

Capitalismo é responsável pela devastação
O surgimento da sociedade capitalista provocou uma separação entre o ser humano e a natureza, que começou a ser vista como uma mera mercadoria, objeto de dominação, pela ciência e pela técnica. Nas formações sociais pré-capitalistas, não havia essa cisão. Em grande parte da Idade Média, por exemplo, a natureza era vista como “provedora” dos recursos fundamentais para a sobrevivência dos indivíduos. O homem era visto como parte da natureza e não acima ou separado dela.

Com o capitalismo tudo mudou. O ritmo da produção impõe uma apropriação crescente dos recursos naturais, necessários á sobrevivência humana, muito maior que o tempo que a natureza precisa para se recompor. No capitalismo não se produz para satisfazer as necessidades humanas, mas para obter lucro. Assim, a necessidade de acumulação crescente de capital e lucro, produz cada vez mais mercadorias. Isso provoca consumo crescente e apropriação acelerada da natureza. Os ritmos naturais se desenvolvem em séculos, uma dinâmica incompatível com produção mercantil, o que impões uma forte e intensa exploração dos recursos naturais levando à ruptura de sua dinâmica.

Olhando para as consequências da Revolução Industrial, Karl Marx já alertava para essa situação, no seu livro "O Capital". Acusava a produção capitalista de “perturbar a interação metabólica homem e terra”, ou seja, as trocas energéticas e de materiais entre os humanos com o seu meio ambiente natural - condição necessária para a existência da civilização. Segundo Marx, “ao destruir as circunstâncias entorno desse metabolismo ela [a produção capitalista] impede a sua restauração sistemática como uma lei reguladora da produção social, e numa forma adequada ao pleno desenvolvimento da raça humana”. Isso nos remete outra conclusão: a crise ambiental desencadeada pelo capital é muito mais uma questão de sobrevivência humana e muito menos de sobrevivência do planeta.

Nas últimas décadas, essa exploração se ampliou, especialmente após a crise econômica dos anos 1970. Para retomar suas taxas de lucros, os capitalistas lançaram mão da globalização e da liberalização dos mercados. Assim, o saque dos recursos naturais por parte das multinacionais tomou uma dimensão planetária, como produto da crise do sistema. Mas, por outro lado, a luta contra a espoliação e destruição ecológica também ganhou uma dimensão global, abrangendo desde as reivindicações dos povos indígenas do Equador que combatem a indústria petroleira na Amazônia, até luta dos camponeses da China que resistem à contaminação de rios e do solo causa por indústrias.

Um debate necessário
Não é possível separar a luta ambiental do combate a todos os problemas estruturais produzidos pela sociedade capitalista. Ao mesmo tempo que aumenta como nunca a produtividade, o capitalismo também faz crecer a miséria e a exploração. Atualmente, quase um bilhão de seres humanos passam fome. Nos países perifericos, 80% das doenças decorrem da falta de qualidade da água. Segundo os dados da ONU, um bilhão de habitantes moram em favelas. Enquanto isso, no campo, a paisagem é transformada pelos complexos do agronegócio, controladas pelas grandes empresas.

A defesa do meio ambiente deve ser parte da luta dos trabalhadores por melhores condições de emprego, salário e vida. É uma luta anticapitalista e antiimperialista e, em essência, pela construção de uma sociedade socialista. Uma sociedade baseada em novas relações de produção que possam estabelecer um relacionamento equilibrado e realmente sustentável do ser humano com a natureza, “condição inalienável para a existência e reprodução da cadeia de gerações humanas”, como assinalava Marx.

Mas isso não significa deixar de lado a luta presente. A luta pelas políticas públicas, por legislações ambientais mais efetivas, pela proteção de espécies em extinção, deve ser acompanhada pela vontade de mudança da estrutura de dominação burguesa.

LEIA MAIS
Na Cúpula dos Povos, a oportunidade de uma alternativa

Vejam algumas das atividades convocadas pela CSP-Conlutas na Cúpula dos Povos

DIA 15 - SEXTA-FEIRA
A VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS, SOCIAIS E AMBIENTAIS NAS FAVELAS
14 às 16h
Tenda 6 – Clara Zetkin

DIA 16 – SÁBADO
DIREITO A MORADIA X GRANDES OBRAS
A reforma urbana pendente e os novos pinheirinhos
11h30 às 13:30h
Com Cyro Garcia Presidente do PSTU-RJ
Carlos Eduardo M. Silva – Asibama RJ
Rumba Gabriel do Movimento Popular de Favelas
Robson de Aguiar Oliveira – MTST Nacional
Tenda 14 – Eliane de Gramont

O DIREITO DA JUVENTUDE NAS PERIFERIAS E FAVELAS.
14h às 16h
MESA-REDONDA com a ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes Livre, CSP CONLUTAS e Comitê Social de Favelas para a RIO+20
Tenda 12 – Egídio Bruneto

A CONTRIBUIÇÃO DO SABER POPULAR PARA A TRANSIÇÃO DE UM NOVO MODELO SUSTENTÁVEL
Com o Comitê Social de Favelas para a RIO +20
16h30 às 18h30
Tenda 18 – Galdino dos Santos

MULHERES: TRABALHADORAS CONTRA O MACHISMO E A EXPLORAÇÃO
Um olhar feminista da luta pelo mundo que queremos
Com o Movimento Mulheres em Luta e mulheres do Movimento Popular de Favelas
Tenda 12 – Egídio Brunet

DIA 19 – TERÇA-FEIRA
GRANDES OBRAS E MEIO AMBIENTE
9h – no SINDSPREV Rua Joaquim Silva, 98 – LAPA (perto da escadaria da lapa)

Luy Stosati – Movimento Xingu Vivo
Rubem Siqueira – Movimento São Francisco Vivo
Dercy Teles Cunha – Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapori
Atenágoras – Sindicato da Construção Civil de Belém/ CSP CONLUTAS

DIA 20 - QUARTA-FEIRA
Grande Marcha da Cúpula dos Povos, às 15h, na Candelária.

DIA 21 – QUINTA-FEIRA
PINHEIRINHO VIVE!
9:30 na OAB

Com Aristeu Cesar Neto
Advogado das famílias do Pinheirinho e da CSP CONLUTAS

As tendas onde se realizarão essas atividades ficam localizadas na parte a direita da Enseada da Glória, bem próxima a Praia do Flamengo.

"O governo é o verdadeiro responsável pela evasão escolar no RN", diz Amanda Gurgel

Professora Amanda Gurgel criticou em seu blog as declarações da Secretária Estadual de Educação, Betânia Ramalho, que culpou a greve dos professores em 2011 pelo alto índice de evasão escolar no Rio Grande do Norte

Por João Paulo da Silva, de Natal (RN)
também escreve o blog ascronicasdojoao.blogspot.com
A professora do Rio Grande do Norte,
Amanda Gurgel

• Nesta segunda-feira, dia 11, a professora Amanda Gurgel publicou em seu blog pessoal um artigo no qual critica as declarações da Secretária Estadual de Educação, Betânia Ramalho, que culpou a greve dos professores do ano passado pelo alto índice de evasão escolar no Rio Grande do Norte. As declarações da secretária foram publicadas em matéria do jornal O Poti/Diário de Natal, no último domingo, dia 10. "Ora, se a escola não é tão atrativa, agradável, interessante nem motivadora, tudo que se mexe é prejudicial, imagine uma paralisação de quase três meses?”, disse Betânia Ramalho, responsabilizando a greve dos educadores pelos dados do Censo Escolar do IBGE, que apontam um abandono escolar de 19% no RN.

   Em reposta à secretária de educação, Amanda Gurgel disse que a justificativa do governo do estado é mais revoltante do que até a própria situação do ensino público. "Para mim, é revoltante ver a educação pública nesta situação, e mais revoltante ainda foi ler a explicação da secretária estadual de educação, Betânia Ramalho, sobre o fato. Na verdade, o governo é o verdadeiro responsável pela evasão escolar no RN. Não admito que governo algum desmoralize a nossa luta em defesa da educação pública, utilizando-a como justificativa para a sua própria incompetência, ingerência e indiferença em relação aos problemas denunciados em nossas greves", diz Amanda em seu artigo.

   A professora, que ficou conhecida em 2011 por denunciar o abandono da educação durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa, também revelou em seu texto quais as razões que realmente levam os estudantes a desistirem da escola. "Há muitas escolas no RN em que os alunos do Ensino Médio tem apenas dois ou três dias de aula por semana. Se fizermos um cálculo rápido, vamos perceber que essas pessoas assistem a, no máximo, 144 dias de aula por ano. Uma vergonha!", denuncia a professora. E completa: "Agora eu pergunto: que estudante pode se sentir estimulado a frequentar uma escola em que não tem professor de Português, de Química ou de Matemática, estando às vésperas do vestibular?".

   Amanda Gurgel encerra o artigo acusando o governo de Rosalba Ciarlini (DEM) de fazer um boicote ao ensino público e de mentir sobre os verdadeiros responsáveis pela evasão escolar. "As pessoas desistem de estudar porque o governo do estado faz um boicote ao ensino público. Depois, cobra que sejamos os redentores e redentoras do país. Com um quadro caótico desses na educação, dizer que a evasão escolar é culpa da greve dos professores é mais do que uma mentira, chega a ser uma provocação", conclui Amanda.

Acesse o blog da Amanda Gurgel

Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí contrariam direção do sindicato e continuam em greve

Direção do sindicato, ligado à CUT, não consegue segurar a greve e agora joga para que ela seja declarada abusiva pela Justiça

   Uma verdadeira rebelião de base. É a melhor definição para a forte greve que os metalúrgicos de Niterói e Itaborai deflagraram no último dia 30 de maio, passando por cima da direção do próprio sindicato. Há mais de uma semana os trabalhadores fazem massivas mobilizações e passeatas, chamando a atenção da população pelas ruas do centro de Niterói.

   A direção da entidade, ligada à CUT, foi contra a greve, defendendo que os metalúrgicos continuassem negociando trabalhando, mas a revolta provocada pela intransigência da patronal falou mais alto. No dia 31, os metalúrgicos realizaram uma passeata que chegou a reunir algo como cinco mil trabalhadores no centro de Niterói. A passeata foi até a sede do sindicato, que estava fechado.

   "O sindicato não mobilizou a categoria e pouco fez nesse período de negociação, o que gerou a revolta dos trabalhadores, que cansaram de tanta enrolação", explica Paulo Martins, o Paulinho, dirigente da oposição à atual direção do sindicato. Com a traição da direção do Sindicato dos Metalúrgicos, a Chapa 3, que concorre às eleições da entidade (atualmente sob júdice), está dirigindo na prática as mobilizações. Até mesmo carro de som teve que ser emprestado de outros sindicatos.

   No dia 31, uma assembleia na porta do sindicato com cerca de três mil trabalhadores elegeram um Comando de Greve, que os operários reivindicam que participem das negociações com a patronal, já que não confiam na direção da entidade.

Negociações
   Nesse dia 5 de junho houve audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, a fim de decidir o dissídio da categoria. Pela manhã, os trabalhadores realizaram uma assembleia de 500 pessoas e, logo após, um protesto nas Barcas, seguindo em passeata até o prédio do TRT. Após pressão, conseguiram garantir a participação de representantes do Comando de Greve na reunião com o tribunal.

   Na reunião de conciliação, o sindicato manteve sua postura e afirmou "não ter nenhuma responsabilidade" pela greve, mesmo ela tendo sido aprovada por uma assembleia massiva da categoria. A direção do sindicato se nega a reconhecer a decisão dos operários em assembleia e afirma que a greve é “coisa do PSTU e do PSOL”. A patronal, apoiando-se no discurso do sindicato, pediu a abusividade da greve, mas a Justiça determinou a continuidade das negociações. Uma nova reunião deverá ocorrer na próxima segunda-feira, dia 11.

   Na manhã desta quarta-feira, dia 6, os trabalhadores realizaram nova assembleia que reuniu cerca de 1200 metalúrgicos, que reafirmou a continuidade da greve.

Intransigência
   A categoria é formada por 14 mil metalúrgicos, a maioria trabalhadores de estaleiros. A principal reivindicação dos operários é reajuste de 16%, aumento no Vale-refeição de R$ 140 para R$ 350, mais segurança, plano de saúde e PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), porém, limita-se a oferecer apenas 7,5% de reajuste.

Com informações da CSP-Conlutas

Haiti: 8 anos dizendo “não"


   Neste 1º de junho de 2012, completam-se 8 anos da ocupação militar da MINUSTAH no Haiti - intervenção que conta com o apoio de tropas brasileiras, enviadas por Lula e mantidas por Dilma. Ao contrário discurso da “ajuda humanitária”, que sempre foi usado para legitimar a presença das tropas naquele país, em todo esse período, nada mudou no país mais pobre das Américas.

   Ao contrário do que diziam a ONU e o governo brasileiro, a situação calamitosa em que 80% da população vive abaixo da linha da miséria permanece inalterada. O que, sim, as tropas conseguiram foi garantir a exploração da mão-de-obra haitiana por parte de grandes multinacionais – sobretudo da indústria têxtil. 

Ao longo desses oito anos, protestos, greves e lideranças sociais foram reprimidos constantemente pela MINUSTAH. Ao mesmo tempo, a ocupação colaborou com a formação das Zonas de Livre Comércio, legitimou eleições fraudulentas e não desempenhou qualquer papel “humanitário” diante do trágico terremoto de 2010. Inúmeros abusos também vieram à tona, como o caso de um estupro cometido por soldados uruguaios. 

Governo brasileiro segue cumprindo papel vergonhoso 
Refletindo o fato de que a presença das tropas só trouxeram mais dor ao povo haitiano, uma onda de imigração de trabalhadores daquele país rumo ao Brasil começou nos últimos meses. Entrando no país pelo Acre, na busca desesperada de uma nova chance, esses trabalhadores não encontraram nenhum apoio efetivo do governo brasileiro e permaneceram expostos a condições insalubres e submetidos a todo tipo de aproveitadores.

O governo Dilma se acha no direito de manter tropas no Haiti, sempre com o discurso de que se trata de “ajudar” o povo haitiano. Mais revela sua hipocrisia quando é incapaz de oferecer assistência aos imigrantes que aqui chegam. Para piorar, setores do governo acenam com a possibilidade de endurecer a entrada de haitianos no Brasil.

Comentando o assunto, a ministra Maria do Rosário – por ironia, da pasta dos Direitos Humanos – declarou que “chegou a hora de o Brasil começar a dizer não”. Vergonhosamente, na verdade, já são oito anos em que o governo diz “não” à soberania do Haiti.

Massacre na Síria comprova fracasso da ONU


   O massacre na cidade síria de Houla, ocorrido no dia 25 de maio, com o assassinato de mais de 100 pessoas, entre as quais 32 crianças, chocou o mundo e demonstrou que o regime de Bashar al-Assad é capaz de qualquer atrocidade para manter-se no poder. É, também, a prova taxativa do que já se previa: o fracasso do cessar-fogo entre o regime e a oposição, negociado em meados de abril pela ONU e a Liga Árabe e supervisionado no terreno por observadores das Nações Unidas. Neste fim de semana, vídeos mostravam na Internet mulheres de cara tapada a desfilar em Damasco carregando cartazes que dizem: “O regime sírio nos mata, sob supervisão dos observadores da ONU” e “Banir os turistas da ONU”. 

   Esta também parece ter sido a conclusão do Exército Sírio Livre, constituído por desertores das forças do regime, que anunciou a sua desvinculação do plano acordado com a ONU e do cessar-fogo nele previsto, mas nunca respeitado.

   A denúncia do massacre foi feita por opositores do regime, que contaram como Houla foi atingida por artilharia pesada do governo e que os assassinos pró-governo, pertencentes à milícia conhecida como “shabiha”, esfaquearam mulheres e crianças em suas casas. Após a denúncia, os observadores das Nações Unidas dirigiram-se a esta cidade, localizada na província de Homs, tradicional reduto da oposição, e encontraram os cadáveres. A oposição síria, dentro e fora do país, responsabilizou formalmente as forças do regime pelo massacre, enquanto este, como é habitual, o atribui a “grupos terroristas”.   

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o seu antecessor e enviado da ONU e da Liga Árabe para pacificar o país, Kofi Annan, disseram que o massacre de Houla foi uma violação terrível do direito internacional. Estava prevista uma viagem de Annan a Damasco para encontrar-se com o presidente Bashar al-Assad. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, condenou o massacre e disse que a pressão sobre o presidente sírio será intensificada.

   Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, cerca de 13 mil pessoas morreram, das quais mais de 9 mil são civis, em consequência da violenta repressão montada pelo governo de Al-Assad para impedir os protestos contra o regime iniciados em março do ano passado. 

Avançar na revolução 
   O novo massacre só reforça a necessidade de armamento para se defender da violência do regime. O povo sírio tem o direito de decidir democraticamente os rumos de seu país e de se armar. Com armas, o exército vai se dividir, e a revolução terá chances reais de vencer. A revolução na Síria só será completa com a queda de Bashar e das elites dominantes do país.

   Por outro lado, a intervenção do imperialismo não é uma solução. Se a revolução avançar, é possível que o imperialismo – via ONU, OTAN etc. - ou a Liga Árabe intervenham. Mas o objetivo deles não é fortalecer a revolução, e sim paralisá-la e destruí-la, pois o imperialismo pretende defender seus interesses econômicos e políticos, ameaçados pela revolução.

*Com MAS (Portugal)

A Marcha das Vadias: um importante grito contra o machismo

Uma Reflexão Sobre a Luta das Mulheres

Por Ana Pagu, da Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU

Marcha das Vadias em
Porto Alegre (RS)
   Nos dias 26 e 27 de maio milhares de mulheres saíram às ruas em defesa da liberdade sexual e pelo fim da violência contra a mulher. Elas organizaram em várias capitais do país a segunda edição da “Marcha das Vadias”. O movimento teve início em 2011, no Canadá, com as slutwalk (caminhada das vadias em inglês), que ocorreu em resposta à declaração de um segurança da Universidade de Toronto que atribuiu a culpa de recorrentes estupros à forma como as mulheres se vestiam, ou seja, como “vadias”.

   Foi através do Facebook que o movimento se espalhou para vários lugares do mundo e atraiu mulheres jovens, a maioria estudantes universitárias ou ativistas feministas. Com os lemas “se ser vadia é ser livre, então somos todas vadias”, ou então: “não é sobre sexo, é sobre violência”, a marcha denuncia, a seu modo, a violência sexual contra as mulheres e as “regras” impostas a elas nesta sociedade.

   Num país onde a cada duas horas uma mulher é morta e cada dois minutos cinco são violentadas, a “Marcha das Vadias”, pelo seu conteúdo, ganha adesão e adquire um caráter progressivo. Afinal, questiona o papel da mulher como objeto sexual e disputa a visão machista que atribui à vítima a culpa pela violência que ela própria sofre.

   Em várias capitais do país, o PSTU participou das manifestações. Foi exigir do governo da primeira mulher à presidência do país, Dilma Rousseff, o cumprimento da Lei Maria da Penha, a destinação de verbas para construção de casas abrigo e um eficiente sistema para punir os agressores. Em cinco anos de existência, a lei sequer pode ser cumprida por falta recursos.

   E, mais, foi dizer que mesmo que a Lei fosse cumprida, ela não resolveria o problema da violência porque o sistema capitalista, que se roga defensor das “liberdades individuais”, aprisiona as mulheres trabalhadoras às regras do Estado e tira delas o direito a decidir sobre a sua sexualidade, seu corpo e a sua própria vida.

Todas juntas? O limite das forças presentes na marcha
   A “Marcha das Vadias” não é uma organização propriamente dita. Ela é formada por um conjunto de organizações políticas e setores independentes que se reúnem para realizar as manifestações. E, pela forma como se constrói, com a ausência de um programa para classe trabalhadora, limita a força de suas bandeiras e cobra uma reflexão.

   A coordenação dos atos se dá de modo horizontal, funciona de uma maneira fluida, sem centralização e sem representação por entidades. Algumas defendem que as mulheres devem representar somente a si próprias “de forma livre”, por isso, é comum utilizarem o próprio corpo para se expressarem. Essa compreensão deriva de que, para algumas, os atos de rua não se tratam de ações coletivas, mas da soma das expressões individuais.

   Há também aquelas que se diferenciam dessa concepção e defendem que é uma ação coletiva das mulheres e que, se todas as mulheres do mundo se unissem independentemente dos homens (e algumas contra os homens), seria possível acabar com a violência contra a mulher e transformar a sociedade. Essa visão em geral é referendada por forças que compõem a “Marcha Mundial de Mulheres” (MMM), movimento nascido no ano de 2000, cuja direção apoia o governo.

   A mobilização provocada pelos atos é uma resposta coletiva de indignação contra a violência e o preconceito à mulher. Não é uma ação de individualidades que se combinam, mas uma ação política que se expressa de maneira diferenciada. Entretanto, ao não ter uma direção e um programa classistas, não toma de maneira consequente a luta das mulheres

   Ir às ruas uma vez ao ano é muito importante. Mas se estamos de fato preocupados com a libertação das mulheres é preciso ter uma luta cotidiana e permanente contra a opressão, combinada com a luta contra a exploração, pois o fim da opressão só será possível com o fim da divisão da sociedade em exploradores e explorados. E para isso é necessário politizar a intervenção e cobrar dos governos suas responsabilidades em relação ao machismo, que é um problema social e afeta a todos.

   Acreditar que todas as mulheres juntas e sozinhas podem mudar o mundo não garante a defesa da liberdade das mulheres. Isto porque não é capaz de ir à raiz dos problemas da opressão feminina, que se encontra na sociedade de classes, que para ser derrubada depende da unidade entre homens e mulheres.

   Em primeiro lugar, porque é parte das tarefas da libertação de ambos e não somente delas. Em segundo, porque não se dirige contra os homens e não pode ser objeto de divisão da classe, ao contrário, tem de ser instrumento para unificação de homens e mulheres. Em terceiro, porque não é possível, por mais revolucionárias que sejam as mulheres, conquistarem a liberdade sozinhas, já que não se muda a sociedade com apenas metade da classe. E não se conquista a liberdade para as mulheres sem mudar sociedade.

A tarefa de libertação das mulheres é uma tarefa da classe

A opressão atinge todas as mulheres e ao longo dos anos elas têm lutado por seus direitos: voto, aborto, divórcio entre outros. Como se trata do interesse de todas, é comum que em ações de rua, momentos pontuais, nos unamos (burguesas e trabalhadoras) para defender os nossos direitos. Essa unidade momentânea fortalece a luta ideológica contra o machismo.

Ocorre, entretanto, que a luta pelos direitos das mulheres tem um limite que esbarra nas questões de classe. Por exemplo, todas as mulheres se uniram no início do século XIX em defesa do direito ao voto, mas nesse processo houve uma divisão: as burguesas não defendiam o voto para as trabalhadoras. Ou seja, defendiam os direitos das mulheres desde que não ameaçassem os interesses da classe. Assim é em todos os terrenos, porque as mulheres não são todas iguais: a uma minoria interessa o capitalismo a uma ampla maioria o capitalismo é sinônimo de exploração e opressão.

Nesse sentido, dizemos que os aliados das trabalhadoras são os homens da classe trabalhadora e não as mulheres da burguesia. Lutamos pelos direitos das mulheres trabalhadoras e isso em certa medida depende do enfrentamento com as mulheres burguesas, porque elas se beneficiam do sistema e, com isso, contribuem com a opressão e superexploração de outras.

As mulheres trabalhadoras precisam se organizar em organismos separados das mulheres burguesas, em movimentos de mulheres classistas, como é o MML (Movimento Mulheres em Luta) filiado à CSP-Conlutas, onde só participam trabalhadoras e que defende um programa contra o capitalismo.

Os sindicatos e os movimentos populares devem também tomar as reivindicações das mulheres e ser espaços de organização da luta conjunta, podem assim, no marco da luta contra a exploração, fortalecerem a luta contra a opressão.

Para o PSTU, a Marcha das Vadias é uma ação progressiva, mas só terá eco se estiver ligada às lutas dos trabalhadores de forma independente, desde que não fique refém das organizações policlassistas, afinal, sem cobrar dos governos e sem denunciar o capitalismo, a luta contra a violência se perderá em suas próprias bandeiras.