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10/03 - Ato Unificado pelo Dia de Luta da Mulher Trabalhadora

Nessa segunda-feira, 10 de março, 2 dias após o Dia Internacional da Mulher, diversos movimentos feministas promoveram no Rio um ato exigindo o fim da violência contra a mulher, o fim do machismo, do racismo e da lesbo/trans/bifobia e denunciando os gastos e desmandos com a preparação para a Copa do Mundo.

A marcha ocorreu da Candelária até a Central,  onde o microfone foi aberto para as falas dos manifestantes. Um forte aparato policial acompanhou todo o trajeto da marcha.

Veja galeria de fotos no facebook:
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Dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, um dia de luta!

Coluna do MML no ato do dia 8 de março na Lapa/Rio
Samantha Guedes, coordenação do MML

A construção das duas datas do dia 8 e 10 de março  de 2014 foi feita por várias entidades que compõe o fórum de mulheres dentre elas Movimento Mulheres em Luta da CSP-Conlutas, Quilombo Raça e Classe da CSP-Conlutas, PSTU, SEPE, LSR, PSOL, Marcha Mundial, CAMTRA entre outras entidades. No dia 8 de março onde teve o arrastão de mulheres  na  Lapa  estiveram presentes cerca de 500 pessoas. 

É importante ressaltar que o ato denunciou os bilhões que são investidos na Copa do Mundo e os R$0,26 investidos contra a violência em cada mulher no Brasil pelo governo de Dilma do PT. No ato foram feitas palavras de ordem e dentre uma delas apoiando a greve das(os) garis. 

É bom lembrarmos que no dia 10 de março às 17h na Candelária sairá uma passeata de mulheres em direção a estátua de Dandara , a continuação das denúncias, da omissão deste governo em relação as políticas públicas relacionadas as mulheres. 

A construção das duas datas do dia 8 e 10 de março foi feita por pelo Fórum de Mulheres e tem como eixo: BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES! 
CHEGA DE MACHISMO, RACISMO, LESBOFOBIA, TRANSFOBIA, BIFOBIA E DINHEIRO PARA COPA!

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Marcha das Vadias reúne cerca de 1000 ativistas em Niterói

Estatuto do Nascituro: banalização da
violência e criminalização das mulheres

Foto: RaB.
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   O prefeito Rodrigo Neves (PT) teve de encarar mais um dia de luta na cidade. Dessa vez, foi contra o machismo. A Marcha das Vadias vem sendo organizada há quase dois meses por diversos grupos e entidades do movimento social da cidade.

   As ativistas caminharam pelas ruas do centro da cidade, região onde se concentra parte significativa dos casos de estupro, e terminaram a passeata na prefeitura, onde exigiram medidas do prefeito Rodrigo Neves (PT) para acabar com os casos de abuso na cidade.

   No panfleto distribuído pela organização do ato, as ativistas denunciam que o número de casos de estupro cresceu quase 250% na cidade nos últimos quatro anos segundo dados oficiais fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública. Medidas simples, como aumento da iluminação pública, ajudariam a reverter esse quadro absurdo.

   Para Patrícia Santiago, servidora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e militante do PSTU, o assédio sexual não tem diminuído. “Nos transportes públicos essa é uma realidade que só cresce”, afirmou.
 

Sem motivação alguma, pm´s revistaram mochilas dxs
ativistas presentes a I Marcha das Vadias de Niterói
   Sem motivação alguma, policiais militares revistaram mochilas de ativistas presentes à primeira Marcha das Vadias de Niterói. Entre outras reivindicações, as manifestantes exigiram o pleno funcionamento da maternidade Alzira Reis (ameaçada de fechamento pela prefeitura), o veto presidencial ao estatuto do nascituro (também conhecido como “Bolsa Estupro”), o fim da violência nas escolas e o “Fora Cabral”.

MML: Um encontro construído pela base

Atualizado às 16:00h (27/09).

MML: Um encontro construído pela base

Avança a organização do Primeiro Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta. O encontro será realizado em Sarzedo (MG), nos dias 4,5 e 6 de outubro

Cartaz oficial do encontro
O 1º Encontro Nacional do Movimento Mulheres em Luta (MML) será uma nova oportunidade de reunirmos a juventude que foi às ruas em junho e a classe trabalhadora que fez greves e paralisações nos dias 11 de julho e 30 de agosto.
O Encontro do MML já está em marcha. Diversos estados realizam plenárias, pré-encontros e encontros estaduais. Os encontros têm sido momentos fundamentais de estruturação do Movimento Mulheres em Luta nos estados, além de alavancar a convocação das mulheres trabalhadoras para o Encontro Nacional. Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Aracaju, Maceió, Juazeiro, Recife, São Luis, Natal, Teresina, Santos, Rio de Janeiro, São José dos Campos, Belém e Florianópolis já realizaram suas plenárias e encontros.
Em todos esses pré-encontros estiveram presentes mulheres trabalhadoras da construção civil, metalúrgicas, professoras, bancárias, funcionárias públicas, estudantes, petroleiras, donas de casa etc. Algumas das participantes são dirigentes de seus sindicatos e boa parte delas são trabalhadoras da base, que provavelmente tiveram como primeira atividade política a participação nos encontros regionais.
Isso demonstra o efeito positivo de uma tática organizativa e de luta para mobilizar um setor da classe trabalhadora que é mais difícil de mobilizar: as mulheres trabalhadoras. Essa dificuldade existe não porque as mulheres sejam mais fracas e frágeis, mas porque somos mais exploradas e oprimidas.
Um Encontro que vai reunir as lutas
Apesar dessa dificuldade, também é fato dizer que, quando as mulheres trabalhadoras se mobilizam, as lutas ganham muito mais força. Esse é o exemplo que vimos na greve da construção civil de Belém. Assim também acompanhamos na heroica greve da saúde do Rio Grande do Norte. A greve da Educação do Rio de Janeiro também é categórica no sentido de mostrar que as mulheres podem e devem estar a frente das mobilizações, o que confere uma força especial a essas greves e lutas. A força das mulheres jovens também foi visível nas massivas mobilizações da luta contra o aumento da passagem em junho.

Todas essas lutas estarão presentes no encontro do primeiro final de semana de outubro.
CSP-Conlutas e sindicatos organizam o apoio ao encontro
Na última reunião da Secretaria Executiva Nacional ampliada, a CSP-Conlutas discutiu seu envolvimento na preparação do Encontro. É muito importante que os sindicatos entrem com força na construção política do Encontro Nacional, realizando atividades para fortalecer a convocação das mulheres de suas bases. O debate na reunião compreendeu que essa necessidade existe porque além da importância do Encontro em si, e do fortalecimento do MML, a luta pela incorporação das mulheres nas lutas e nas direções sindicais é importante para o fortalecimento dos Sindicatos e da própria CSP- Conlutas.

Iniciativas
Pelo país, as “Feijoadas do MML” tem sido as principais formas de arrecadação financeira. O MML segue primando pela independência financeira, buscando financiamento através de suas atividades e pela relação política com as entidades da classe. Essa é uma forma de seu comprometimento político seguir sendo apenas com a luta das mulheres trabalhadoras.

O MML e a reorganização
A abertura de um novo momento de lutas no país permite dizer que há um enorme espaço para construção do encontro na base das categorias e dos movimentos populares organizados. É por isso que a Executiva Nacional do MML estima a presença de 1.000 mulheres no encontro. Uma grande demonstração de força do MML e das lutas das mulheres trabalhadoras.

O encontro do MML é parte de um processo vivo de reorganização que foi incendiado pela retomada das lutas no país. É por isso, que este encontro quer contar com a presença de entidades e organizações que protagonizam importantes debates sobre o processo de reorganização do movimento sindical, popular e estudantil. Em sua mesa de abertura, o encontro vai contar com a presença de Lola, do Blog “Escreva, Lola, escreva”, que ganhou repercussão nos embates com os comentários machistas dos comediantes Rafinha Bastos e Danilo Gentili.
Presença internacional
Está confirmada a participação de Soma Marik, ativista indiana, professora universitária que é parte da luta contra os estupros no país. Com sua presença, temos a expectativa de encaminhar uma grande campanha classista no Brasil e em nível internacional contra a violência às mulheres.

A violência do Estado
Está confirmada a presença de Elisabeth, esposa de Amarildo, o pedreiro da construção civil, morador da Rocinha que há dois meses está desaparecido e foi visto pela última vez sendo abordado pelos PMs da UPP da Rocinha. Elisabeth vai nos contar sobre sua luta, que virou uma luta de todo o país e com isso demonstrar que o Estado brasileiro segue sendo muito cruel com a classe trabalhadora, o que tem forte impacto sobre as mulheres trabalhadoras.

Publicado originalmente no Opinião Socialista 468
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Estupro corretivo na UERJ: é preciso intolerância contra a opressão


Por Mirella Milward, de Duque de Caxias

O crime aconteceu na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no campus Maracanã, durante uma festa do Instituto de Matemática e Estatística (IME), na noite do dia 11 de maio. A vítima estava acompanhada de uma menina na festa e, quando se afastou para fazer xixi, foi abordada por um sujeito que lhe disse que iria ensiná-la a gostar de homens.

O episódio é uma triste demonstração de que a falta de segurança nos campi universitários é uma absurda realidade. Existem casos de assaltos e até assassinatos. É inaceitável a falta de segurança a qual todos universitários estão expostos dentro do âmbito acadêmico, e a terceirização da segurança é imposta como única solução. Mas sabemos que não é, e existem até casos onde a própria segurança terceirizada é responsável por furtos e agressões aos universitários.

Este caso é ainda mais grave, pois segundo a denúncia, foi um estupro corretivo, com motivação machista e homofóbica. O preconceito circula por nossa sociedade, e as universidades não têm cumprido seu papel social.

A violência contra a mulher vem aumentando drasticamente. Somente em Duque de Caxias (RJ), uma mulher é violentada a cada 21 horas. É a face mais brutal do machismo dentro do capitalismo. O estupro corretivo é uma representação clara de machismo e homofobia. Baseia-se no pressuposto de que é possível curar ou reverter a homossexualidade feminina através deste tipo de punição.

A cultura do estupro tende a culpar as vítimas, e um estupro com intuito corretivo tende a ser amenizado. Ou seja, legaliza-se a violência contra a mulher. Na mídia televisiva, nada se fala sobre esses e outros milhares de casos de machismo e homofobia. Assim, mulheres e homens gays continuam sendo vítimas.

No país onde um homossexual é morto a cada 26 horas, não existe lei que puna crimes com motivação homofóbica. Há quem diga que é contra a aprovação do PLC 122, pois está irá punir quem diz o que pensa e é uma forma de instaurar uma “ditadura Gay”, em que os que forem contra serão punidos. É necessário deixar claro que não existe o direito de discriminar alguém pela sua orientação sexual ou identidade de gênero.

Chega de impunidade
Diante à vários casos como o ocorrido na UERJ e em diversos outros espaços sociais, vê-se a necessidade da urgente aprovação do PLC122, que criminaliza a homofobia. É enorme a quantidade de crimes que têm motivação homofóbica. No caso de um assassinato ou de estupro, já há lei que puna, mas deve haver o agravante por ter tido motivação homofóbica, o que não há hoje.

Existem casos que sequer representam crimes de fato, como homossexuais que são expulsos de bares, demitidos e ofendidos só por serem homossexuais. Esses casos são enquadrados, no máximo, na lei de constrangimento ilegal, que tem penas baixíssimas e não inibe o agressor. Isso está errado e não pode ser visto como natural. Não se trata de dar privilégios aos homossexuais e sim de garantir-lhes direitos que são negados.

É claro que não nutrimos ilusões de que apenas com a lei a homofobia acabará. Chamamos a todos os ativistas da UERJ e do movimento popular e sindical a tomar como prática cotidiana a denúncia e a luta contra toda forma de violência e opressão. Não existe omissão maior do que não se indignar e não se levantar contra essa barbárie!

Chega de violência contra a mulher!
Chega de opressão!
O PSTU exige a criminalização da homofobia já!
Aprovação imediata do PLC 122 original!

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8 de março no Rio - Juntos contra a violência à mulher


O dia 8 de março iniciou com uma notícia estampada nos jornais: o goleiro Bruno havia sido condenado a 27 anos de prisão pelo assassinato de Elisia Samudio. Finalmente alguma justiça para um crime que cresce a cada dia: a violência contra a mulher.

Foi justamente este o tema central escolhido pelo conjunto das organizações feministas e do movimento sindical que construíram o ato unificado na cidade do Rio de Janeiro: Contra todas as formas de violência contra a mulher.

O ato, que contou com aproximadamente 600 pessoas, saiu no final da tarde da Candelária, percorrendo a Avenida Rio Branco até a Cinelândia. O tradicional trajeto de manifestações na cidade foi inovado: os nomes das ruas foram trocados por nomes de mulheres importantes da história da luta feminista e da classe trabalhadora. Naquele dia a Avenida Rio Branco se transformou em Avenida Clara Zetkin, e a Rua Almirante Barroso, na Rua Rosa Sundermann. Além delas, outras mulheres que tombaram lutando, do campo e da cidade, foram homenageadas.
A luta contra o ACE e a retirada da direitos
Além do debate sobre a violência, a coluna do MML fez questão de pautar a luta contra o Acordo Coletivo Especial, que ataca as mulheres que se encontram nos trabalhos mais precarizados e com os piores salários. Esta é também uma forma de violência contra a mulher, porque ao retirar seus direitos, torna sua vida mais indigna e menos autônoma. 
Veja outras fotos do ato: 
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.457540777651304.1073741825.100001861563399&type=1