Nenhum dia de mandato para Jair Bolsonaro!



Bolsonaro atacou ferozmente a deputada Maria do Rosário (PT) no Congresso Nacional se utilizando do machismo para amedrontar e intimidar a parlamentar. Este sujeito banaliza a vida das mulheres e contribui para a violência machista que a cada duas horas faz com que uma mulher seja morta no país. Bolsonaro é conhecido por destilar seu ódio contra as mulheres, negros e LGBTs. É um reconhecido defensor da ditadura militar para garantir os interesses dos ricos e poderosos e representa o que há de mais abjeto na política brasileira. O projeto político do PT de governar com a burguesia vem favorecendo a própria direita: Bolsonaro é do PP, partido da base aliada do governo federal. O PT prometeu mudanças nas últimas eleições, mas no essencial dá sequência aos 12 anos que já estão no poder. Isto é comprovado mais uma vez pela escolha dos ministérios (Katia Abreu no Ministério da Agricultura e Joaquim Levy no Ministério da Fazenda); o escândalo da Petrobras arquitetado pela cúpula petista e demagogicamente utilizado pelo também corrupto PSDB; e a política econômica que segue garantindo os interesses das grandes empresas, bancos e latifundiários. 

Todos os movimentos, ativistas, partidos, coletivos e entidades comprometidas com a luta por um mundo mais justo e igualitário devem repudiar as declarações de Bolsonaro, exigindo a cassação do mandato e sua punição.

Diante desta tarefa de unir os lutadores contra os resquícios da ditadura e o machismo, nos causou muitíssima estranheza a foto onde o deputado Daciolo, deputado federal eleito pelo PSOL-RJ, aparece ao lado de Bolsonaro. É público e notório que o PSTU apoiou a luta dos bombeiros e neste processo tivemos oportunidade de estreitar relações com Daciolo, inequivocamente a grande liderança daquele movimento. Os bombeiros sentiram na pele a repressão do Bope durante a greve de 2011 na ocupação do Quartel Central.

Ocorre que Daciolo se envolveu numa polêmica quando corretamente se manifestou contra violência contra as mulheres no ato político de diplomação.
Após esta manifestação houve nas redes sociais uma tempestade de declarações em defesa de Bolsonaro e em crítica ao Daciolo, ao PSOL, à esquerda e as iniciativas de repúdio as declarações hediondas de Bolsonaro. Posteriormente postaram uma foto em que Daciolo aparece ao lado de Bolsonaro.

Tudo isso é agravado pelo fato do próprio Daciolo estar divulgando um vídeo onde propõe que um general das Forças Armadas assuma o cargo de ministro da Defesa. Nesta declaração cita os baixíssimos investimentos nas Forças Armadas em comparação com países centrais e atribui a isto o alto índice de violência. Divergimos categoricamente de Daciolo.

Sabemos que Daciolo sofre uma pressão enorme de sua  base social, que o elegeu com mais de 50 mil votos, e por isso, infelizmente, tentou se retratar diante das alas mais conservadoras das Forças Armadas. Ao nosso ver, Daciolo acertou em cheio quando protestou contra a violência contra a mulher e se equivocou enormemente ao sinalizar querer se conciliar com um filhote dos anos de chumbo. 

Discordamos categoricamente da necessidade de se ter um general como ministro. Este fato remonta a época da ditadura. Defender mais verbas para as Forças Armadas como solução para o problema da violência é gerar mais militarização das favelas, mais mortes e confrontos armados. O problema da violência é um problema social. Precisa ser tradado com oferta de empregos decentes, salários dignos, educação e saúde pública, de qualidade, legalização das drogas para acabar com o tráfico, acesso à arte, cultura, lazer e esporte.

Defendemos a mais ampla democracia para os praças das Forças de Segurança. Chega de ditadura nos quartéis! Os praças deveriam ter o direito de se organizarem politicamente, criar sindicatos e lutar por suas reivindicações como a eleição dos seus próprios comandantes. Tudo isso na perspectiva da desmilitarização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. E de fazer com que os soldados, cabos e sargentos, entendam que o problema do país é que os generais, junto com os governos, vêm entregando nossas riquezas para a elite do país e aos países imperialistas. Os generais, governos, megaempresários, todos os ricos e poderosos, tem o mesmo interesse que é defender seus lucros e privilégios, enquanto o povo pobre e trabalhador é brutalmente explorado e oprimido. Vemos isso nas fábricas, nos canteiros de obras, nos estaleiros, nas ruas e também nos quartéis. A saída não é um governo militar, dos generais, como foi na ditadura militar, mas sim um governo dos trabalhadores sem os patrões.


Por fim, acreditamos que a eleição de Daciolo expressou a heroica luta dos bombeiros e seu mandato deve ter esta marca. Consideramos fundamental que os movimentos sociais não titubeiem na luta contra as declarações machistas de Bolsonaro. A tarefa de qualquer parlamentar de esquerda é se opor categoricamente a este indivíduo que defende a volta da ditadura militar e o interesse das elites.

Liberdade para Igor Mendes e todos os presos políticos!

PSTU - RJ

1 - A Polícia Civil, com o aval da Justiça, desencadeou nova investida repressiva contra os movimentos ligados aos trabalhadores. Foi preso no último dia 3 de dezembro o militante do MEPR e da FIP Igor Mendes e expedido mandato de prisão contra Elisa Quadros (Sininho) e Karlayne Moraes. Os três respondiam em liberdade a processo que criminaliza sua participação nas lutas ocorridas em 2013 e 2014 no Rio de Janeiro e foram presos pelo simples fato de terem comparecido a uma atividade pública do movimento.

2 – Esta nova investida busca continuar a política de repressão aos movimentos sociais. Passadas as eleições os governos Dilma (PT) e Pezão (PMDB) já iniciam seus mandatos mostrando um claro rumo em direção a uma política de defesa dos interesses dos banqueiros e grandes empresários que financiaram suas campanhas. As primeiras medidas tomadas apontam para uma política econômica que beneficia os ricos, reduzindo gastos públicos e corroendo salários. Diante das inúmeras demonstrações de luta que a classe trabalhadora e a juventude brasileira deram nos últimos meses é fundamental para o projeto dos governos continuar a repressão aos movimentos sociais, restringindo o direito de lutar e perseguindo os que lutam.

3 - Diante deste cenário é fundamental o total repúdio e irrestrita solidariedade aos perseguidos políticos. Os trabalhadores não devem depositar nenhuma confiança nas informações veiculadas pela grande imprensa que sempre se coloca ao lado dos ricos e poderosos e distorce os fatos para incriminar os que lutam em nosso país. Não devemos ter também nenhuma confiança na Justiça. Na mesma semana em que manda prender ativistas pelo simples fato de terem comparecido a uma atividade político-cultural pública, a justiça solta PMs que estupraram mulheres no Jacarezinho. As Polícias, a Imprensa, a Justiça e os governos estadual e federal são parceiros na perseguição aos que estão na luta. Apenas a nossa mobilização poderá fazer com que recuem em sua política de criminalização.

4 – Alertamos aos trabalhadores e movimentos sociais para a necessidade de se defender da repressão crescente por parte dos governos Dilma (PT) e Pezão (PMDB). É necessário construir políticas de defesa contra a repressão nas nossas entidades e organizações. Os trabalhadores e a juventude vêm demonstrando uma grande disposição para lutar por seus direitos e, diante dos ataques que os governos preparam, devemos ter muito mais lutas pela frente. É necessário, portanto, combater a repressão e preparar as lutas que virão.

Exigimos:

- Liberdade para Igor Mendes e todos os presos políticos!


- Chega de repressão! Lutar é um direito, Lutar não é crime!   

Sobre a reunião da Esquerda Socialista e a unidade da esquerda

     Diversos intelectuais, algumas correntes do PSOL e ativistas independentes, vêm se reunindo em um espaço denominado reunião da esquerda socialista para discutir balanço das eleições, conjuntura atual e tarefas para a esquerda. A principal tarefa proposta pelo espaço é a busca da unidade da esquerda socialista. Essa nota explica o porquê de não participarmos deste espaço.  Respeitamos imensamente os companheiros envolvidos nessas reuniões e sabemos que estão com as maiores das boas intenções, mas é um dever nosso apresentar claramente nossas opiniões.

     A eleição comprovou o início de uma ruptura da classe trabalhadora com o PT. O aumento da bancada da direita é fruto do aumento da abstenção do voto e a diminuição dos votos do PT, ou seja, expressa a maior polarização social existente em nosso país desde as jornadas de junho, levando em conta a contraofensiva ideológica da burguesia após as lutas. Entretanto, não vivemos uma onda conservadora, mas sim um novo momento na disputa da consciência da classe trabalhadora que começa a romper com o PT. As eleições não resolveram os principais problemas abertos em junho nem tampouco serviu para estabilizar a situação política no país. A situação econômica ruindo, o forte sentimento de mudança presente nas eleições e a insatisfação generalizada com as péssimas condições de vida colocam novas dificuldades para os governos. Enquanto isso, a classe trabalhadora vem se preparando para defender seus direitos.

     Nesse sentido é verdade que a esquerda deve se unir, mas, principalmente e urgentemente, na luta concreta e cotidiana dos trabalhadores e jovens. Já começou a luta pela agua em São Paulo que poderá ter reflexos no Rio de Janeiro. Além disso, há um processo de maior instabilidade nos empregos com possibilidade de grandes demissões na indústria. As campanhas salarias serão mais duras. Há ainda o aumento do preço da energia elétrica, gasolina e passagens que penalizará os trabalhadores com uma escalada da inflação e do custo de vida.

     O PSTU sempre considerou estratégico para a emancipação da classe trabalhadora a construção de frentes únicas no movimento de massas que reunisse o conjunto dos explorados e oprimidos com seus diversos partidos e movimentos sociais desde que nos marcos da irrestrita independência da classe trabalhadora, ou seja, sem a participação dos patrões e com o método de democracia operaria. Só assim poderemos superar parte dos problemas da realidade hoje: Unificando as lutas, organizando-as conjuntamente e aprofundando as discussões sobre o programa, ou seja, a saída estratégica para o país. Desde a fundação da Conlutas em 2004, passando pelo Conclat que buscou unificar a Conlutas e a Intersindical em 2011, nossos esforços foram sempre para a construção deste tipo de frente única no movimento.  Em junho de 2013 nos esforçamos na construção do fórum de lutas contra o aumento das passagens, plenária classista e outros meios de conformarmos unidades mais solidas nas lutas. Reiteramos aqui nosso compromisso com esta unidade nas lutas e na construção de ferramentas que sirvam para organizar as lutas da classe trabalhadora, por isso reforçamos o chamado ao fortalecimento da CSP-Conlutas que é também integrada por setores do PSOL.

     Infelizmente, não é disso que se trata a reunião da esquerda socialista. A unidade da esquerda proposta é abstrata, construída superestruturalmente e descolado das lutas dos trabalhadores. Não temos claro seu programa e nos preocupa que seja uma discussão antecipada sobre frente eleitoral. O primeiro problema que surge é que de fato esta não é a principal discussão a ser feita no momento. O segundo é que cada organização discute suas táticas eleitorais internamente e tem direito de aplicar a que lhe convir. Não ficamos a vontade em discutir uma tática eleitoral com dois anos de antecedência. Por ultimo, não cremos que o principal problema da esquerda seja a sua falta de unidade eleitoral, mas sim seu afastamento da classe operária, sua fragilidade programática, o afastamento do marxismo-revolucionário e a perda da estratégia da revolução socialista. A eleição é apenas um aspecto da atuação dos partidos de esquerda. Ao elevarmos este aspecto como estratégico, discutindo dois anos antes qual tática adotar, é um sintoma de que a conclusão política sobre os erros do petismo não foram de fato apreendido por nós. Colocar a frente eleitoral como a solução dos problemas da esquerda é fechar os olhos para os reais e profundos problemas. Dito isto, ainda não temos posição sobre as eleições de 2016, quando for o momento oportuno discutiremos internamente e tornaremos publica se nossa posição será pela frente ou não.

     Mais equivocado ainda seria discutir qualquer tipo de unidade programática, construção de bloco político como expressão desta unidade abstrata dos partidos de esquerda ou qualquer coisa do tipo. Por que?  Porque nossas organizações expressam programas e projetos políticos diferentes. Estamos em partidos separados porque temos avaliações distintas sobre as saídas para o país não só hoje, mas historicamente. Não levar em conta estas diferenças ou tentar jogá-las para debaixo do tapete seria construir uma discussão em si oportunista. Chamar a unidade abstrata seria esconder as diferenças políticas claras.
Caso sejamos convidados para debater sobre a situação do país ou da esquerda teríamos o prazer de mandar nossos representantes como tantas vezes fizemos, mas não nos parece também que seja esse o objetivo do espaço.

     Repetimos: Respeitamos a historia de luta de muitos camaradas presentes na reunião e defendemos a mais ampla unidade da esquerda para lutar, construindo organizações de massas onde os trabalhadores participem com seus partidos de forma independente da burguesia.

Rio de Janeiro – 13\11\2014

Aécio e Dilma NÃO nos representam!


É preciso organizar as lutas em defesa dos direitos e por um BRASIL PARA OS TRABALHADORES!

O 2° turno se aproxima e os trabalhadores e a juventude não têm nada a ganhar.
Após as eleições, os preços da gasolina e tarifas de luz e transportes vão subir. Seja quem for eleito, Aécio ou Dilma, haverá cortes nos gastos sociais para pagar a dívida pública e aumentar os lucros dos bancos. Diante da crise econômica, vão atacar os direitos dos trabalhadores e dos aposentados.

Aécio ou Dilma vão governar para banqueiros e empreiteiras, que financiaram suas campanhas milionárias, e tentar jogar sobre os ombros dos trabalhadores os prejuízos da crise.

Aécio Neves (PSDB) é representante direto dos bancos e amigo de FHC, que privatizou o patrimônio público a preço de banana. Geraldo Alckmim em São Paulo, e Anastasia em Minas Gerais, ambos do PSDB, são governos onde a brutalidade e a violência policial são a única resposta às demandas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

A continuidade do governo do PT, com Dilma Rousseff, tampouco vai trazer as mudanças que os trabalhadores e a juventude brasileira querem. Em 12 anos, o PT seguiu a mesma política econômica de privilegiar banqueiros e grandes empresas. Todo ano é pago R$ 900 bilhões aos bancos, enquanto isso a saúde e educação públicas estão um caos.  

Os trabalhadores e a juventude não podem depositar qualquer confiança ou ilusão em qualquer um deles. A única forma de garantir empregos e salários dignos, saúde, educação, transportes, moradia, terra e aposentadoria é através da organização e mobilização.

2º turno: voto nulo é que fortalece a luta dos trabalhadores

O voto é um gesto político que fortalece quem o recebe. Por isso, não podemos fortalecer nenhuma das alternativas que estão disputando o 2° turno e que vão atacar os trabalhadores. Respeitamos mas não concordamos com a lógica de votar no “menos pior”. O PSTU entende que, neste 2° turno, o voto que fortalece a nossa luta é o voto nulo.

Dayse Oliveira e Zé Maria: uma campanha a serviço da classe trabalhadora, dos pobres e dos negros

A campanha de Dayse Oliveira e Zé Maria, como de todos os candidatos do PSTU, esteve a serviço das lutas dos trabalhadores e de uma estratégia de transformação socialista para o nosso país.

Debatemos a necessidade de um governo dos trabalhadores, sem patrões, para fazermos as mudanças que o Rio de Janeiro e o Brasil precisam.

O PSTU não atua só nas eleições, nossa luta é todo dia, nas greves, ocupações e manifestações dos trabalhadores e da juventude.

Por isso, o PSTU agradece o apoio e os votos recebidos e chama todos a seguirem nessa jornada.
Nosso muito obrigado!

Pezão e Crivella são farinha do mesmo saco

Proteste! Vote nulo!

Por mais que Pezão se apresente como novidade, sofremos cada dia dos 8 anos em que ele esteve ao lado de Sérgio Cabral no comando do estado do Rio de Janeiro.  
A saúde pública é uma vergonha. As escolas da rede estadual estão sucateadas.

Pezão e Cabral fizeram a festa das empreiteiras com obras superfaturadas e removeram de forma violenta milhares de famílias para atender os caprichos da FIFA e os interesses dos empresários. Este governo usou o dinheiro público em festinhas particulares em Paris e passeios de helicóptero pelo Rio.

As UPPs castigam e matam os negros e pobres das favelas. Até agora estamos nos perguntando “Cadê o Amarildo?!”

Não podemos nos enganar com Marcelo Crivella. Ele não representa uma alternativa para os trabalhadores, porque também defende os interesses dos ricos e poderosos.

Enquanto mulheres e LGBTs seguem sendo agredidos e mortos pelo machismo e homofobia, o senador compartilha ideias preconceituosas a respeito das relações conjugais, sexualidade e aborto. Crivella disse: “Eu acredito que o homossexualismo não é doença, mas é pecado”. 

Em 2009 o bispo se utilizou de atos secretos para locação de assessores em gabinetes no senado para favorecer sua filha, que acabou nomeada pelo então senador Edison Lobão(PMDB). Isto é, uma grande troca de favores entre os senadores para acobertar o nepotismo.        

Crivella declarou que “se você deixar populações vivendo na miséria, nas regiões periféricas, elas migram para roubar na capital, onde tem a maior riqueza”. O bispo se esquece que os maiores ladrões do Rio estão na própria Assembleia Legislativa e nos bairros nobres da capital. 

O PSTU defende a mais ampla liberdade religiosa, mas entende que religião e política não devem se misturar. Já Crivella toma suas decisões políticas amparado em leis divinas e dogmas religiosos.

Nossas diferenças com o PSOL neste 2° turno


A resolução do PSOL sobre o 2° turno para presidente, na prática, é um apoio envergonhado à Dilma (PT). O partido é claro em sua orientação sobre Aécio Neves: recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais”, porque o tucano e seus aliados “são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina”. 

Mas em relação à Dilma, não há nenhuma orientação sobre o voto. A resolução até afirma que “Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado”, mas se cala diante do voto. A orientação é votar nulo ou em Dilma? A confusão não é casual, mas os deputados Marcelo Freixo, Jean Willys e Paulo Ramos sabem muito bem o que querem: votam Dilma. Paulo Ramos vai mais longe e já declarou apoio a Crivella. No Amapá, o PSOL tem o candidato a vice-governador na chapa de Camilo Capiberibe (PSB) e conta com o apoio ainda do PT e PCdoB. Mais uma vez o PSOL parece trilhar o caminho do PT.

Trabalhadores dos Correios aprovam greve no Rio

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Rio de Janeiro acabam de aprovar greve a partir das 0h. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, realizada às 19h30 desta quarta-feira (17), na praça de Guerra, em frente ao Edifício Sede dos Correios, no Centro. 

Os ecetistas reprovaram o indicativo da empresa para a campanha salarial, também defendido pelo sindicato. Na proposta não estava previsto aumento no salário base em 2014 e 2015. No lugar, haveria um Incentivo à Produtividade (GIP), que não é incorporado ao salário. Além disso, uma cláusula da proposta de acordo previa a realização de concurso público temporário, que os trabalhadores consideraram como aumento da terceirização na estatal.

"A proposta foi amplamente rejeitada, porque significa nenhum aumento no salário base. Além disso, querem precarizar ainda mais a empresa, com aumento da terceirização através de contratos temporários", explicou o ecetista Yuri Costa. 

A decisão pela greve aconteceu mesmo após o sindicato da categoria ter defendido contra a deflagração. "Eles não queriam greve porque está em época de eleição. Tentam blindar o governo, mas com as propostas apresentadas pela empresa não restou outra saída", completou. 

A categoria defende reposição da inflação, mais aumento linear de R$ 200 direto no salário, além da realização de concurso público com todos os direitos, e não temporário, como propõe a empresa.

Daniel Macedo, candidato a deputado estadual (PSTU) e Heitor Fernandes, candidato a senador (PSTU), ambos trabalhadores dos Correios, estavam presentes na assembleia, em defesa da greve contra a proposta da direção da estatal. 

Por que o ato com Lula, no RJ, não representa a defesa do pré-sal?

O que o Brasil precisa é da volta do monopólio e de uma Petrobrás 100% estatal


   A utilização da figura de Lula em uma suposta "defesa do pré-sal" atende a interesse eleitoreiro. Assim como Aécio e Marina utilizam-se de qualquer matéria relacionada à Petrobrás para ganhar votos, o governo do PT faz o mesmo, ao adotar, no discurso, ideias que não praticou.

   Os governos do PT leiloaram mais campos que o de FHC. Dilma realizou o maior leilão do mundo, entregando o Campo de Libra. Como agora, à época também praticou estelionato eleitoral, dizendo de forma categórica que defenderia o pré-sal e depois, em seu governo, promoveu este capítulo vexatório de entreguismo como nunca antes na história deste país. Com a aproximação das eleições, Dilma entregou Búzios, Entorno de Iara, Florim e NE de Tupi diretamente para a Petrobrás, tratamento diferente ao dedicado ao campo de Libra.

   Talvez por isso a “manifestação” tenha sido convocada repentinamente, inclusive sem a participação da CAMPANHA “O PETRÓLEO TEM QUE SER NOSSO!”, por entidades que se colocaram nos últimos anos muito longe das lutas em defesa da Petrobrás e do pré-sal (como a CUT e a FUP) e em seu panfleto se limite a apontar os grandes avanços que o PT teria feito para o petróleo brasileiro.

   Marina e Aécio podem até criticar a política do governo petista para o setor e Dilma pode até aproveitar a fama dos tucanos, ou o gancho da declaração de Marina sobre o pré-sal, mas a verdade é que compartilham de ideias neoliberais e privatizantes bem parecidas.

   O que o povo brasileiro necessita é de uma alternativa de verdade, um programa construído pelos movimentos sociais. Este é o sentido da Carta Compromisso aprovada no Congresso da FNP - Federação Nacional dos Petroleiros - e assinada pelo meu candidato a presidente, Zé Maria. É por isso que eu ‪#‎TôComZé‬ e ‪#‎Voto16‬.

   Defender o pré-sal não é ir a um ato convocado de forma oportunista pelo governo, mas estar, junto com os petroleiros e demais movimentos dos trabalhadores, lutando contra os leilões, pela volta do monopólio dos hidrocarbonetos e por uma Petrobrás 100% estatal e sob o controle dos trabalhadores brasileiros.

* Brayer Lira é geofísico da Petrobras e diretor licenciado do Sindipetro-RJ e da FNP – Federação Nacional dos Petroleiros - e candidato a deputado estadual pelo PSTU-RJ, com o número 16.001.

Oportunismo eleitoral e o debate sobre pré-sal


Por: Dayse Oliveira (PSTU), candidata ao Governo do Estado do Rio de Janeiro
            Nos últimos dias, a questão do petróleo tomou força no debate entre os candidatos à Presidência da República. Nitidamente, atendendo a interesses eleitoreiros, nesta segunda-feira (15), diversos movimentos sociais ligados ao governo Dilma (PT) chamaram um ato em defesa do pré-sal, no Centro do Rio de Janeiro, que contou com a presença de Lula.  Na mesma lógica, para o próximo dia 22 de setembro, está programada a visita da presidenta Dilma à cidade de Macaé, no intuito de reafirmar sua teórica defesa do pré-sal. Assim como Aécio e Marina utilizam-se de qualquer matéria relacionada à Petrobrás para ganhar votos, o governo do PT faz o mesmo, ao adotar, no discurso, ideias que não pratica.      
            O PSDB de Aécio, durante o governo de FHC, quebrou o monopólio que a Petrobrás possuía sobre a indústria petrolífera brasileira e passou a leiloar as reservas de petróleo e gás para grandes empresas privadas nacionais e internacionais. Ampliou ainda mais a participação privada na Petrobrás, vendendo ações inclusive na bolsa de valores de Nova Iorque. Hoje, mais de 60% desta importante empresa está em mãos privadas e 40% sob domínio do capital estrangeiro. A Petrobrás passou a ter como missão fundamental a garantia da rentabilidade dos acionistas e não o desenvolvimento econômico e social do país.
            Infelizmente, a chegada de Lula e do PT ao governo não significou a reversão deste quadro. Ao contrário, Lula leiloou mais reservas do que FHC. Seguiu aplicando o mesmo projeto definido pelos tucanos para o setor petrolífero.  No Brasil já foram leiloados 907 áreas, sendo 88 no Governo FHC, 677 no Governo Lula e 142 no Governo Dilma (dados antes do leilão de Libra).
            Em outubro de 2013, Dilma realizou o maior leilão do mundo, entregando o Campo de Libra, a maior descoberta de petróleo do país e uma das maiores do planeta. Ao longo de seus 60 anos de história, a Petrobrás descobriu, até hoje, aproximadamente 15 bilhões de barris. O petróleo vendido por Dilma, descoberto sozinho pela Petrobrás, praticamente dobrará as reservas brasileiras, porque concentra cerca de 12 bilhões de barris. Ou seja, o PT leiloou o equivalente a uma Petrobrás inteira. Libra está estimado em R$ 3 trilhões, sendo entregue por R$ 15 bilhões. Esses números são suficientes para definir o leilão de Libra como um crime contra a soberania nacional.
            Marina e Aécio podem até criticar a política do governo petista para o setor e Dilma pode até aproveitar a fama dos tucanos, ou o gancho da declaração de Marina sobre o pré-sal, mas a verdade é que compartilham das mesmas ideias neoliberais e privatizantes.
           
O Petróleo não tem servido à melhoria da vida dos trabalhadores

            O fato é que a riqueza do petróleo brasileiro não tem chegado a quem realmente precisa, os trabalhadores. O estado do Rio de Janeiro, apesar de ser aquele que mais recebe royalties, tem um dos piores serviços de educação e saúde do Sudeste. Em Macaé, cidade conhecida como a 'Capital Nacional do Petróleo', 9 mil crianças (67%) não têm acesso a creches e dezenas de milhares de famílias não têm acesso a água; o tráfico de drogas e a violência tomam conta dos bairros da periferia e a saúde e a educação são péssimas.
            Quem realmente está ganhando muito dinheiro são as grandes empresas petrolíferas multinacionais. Uma parcela importante das novas plataformas que estão entrando em operação são totalmente terceirizadas. O maior campo hoje em produção no país, cujo nome é Lula, obtido pela Petrobrás, é hoje operado por uma empresa multinacional japonesa (Modec), na qual haveria a contratação de trabalhadores estrangeiros sob condições 'questionáveis'. Vindos de países como a Tailândia, estes petroleiros trabalhariam em regimes de 42 dias embarcados por 42 dias de descanso e muitos embarcam uma única vez, pois não suportam o ritmo de exploração.
           
Um programa para os trabalhadores
            
Defendemos o monopólio estatal do petróleo, uma Petrobrás 100% estatal e sob o controle da classe trabalhadora. Defendemos que os recursos do petróleo - não só os rendimentos e os royalties, mas toda a riqueza - sejam investidos na saúde, educação, transporte público, saneamento básico, meio ambiente e fontes alternativas de energia aos combustíveis fósseis. 

Sabemos que o petróleo é um recurso não renovável e extremamente poluidor, mas devido à matriz energética mundial ainda ser dependente dos combustíveis fósseis e que o consumo mundial cresce mais rápido do que as novas descobertas, não podemos eliminar, rapidamente, seu uso. Por isso,é fundamental investir em fontes alternativas de energia renovável para reduzirmos gradativamente esta dependência.
            O país não precisa explorar seu petróleo à toque de caixa. Com o monopólio estatal do petróleo e a Petrobrás 100% estatal, as jazidas poderão ser administradas estrategicamente, de forma a garantir a autossuficiência energética por um longo período histórico, enquanto se viabilizam outras fontes de energia menos poluentes. As receitas oriundas da exploração petrolíferas poderão ser parcialmente utilizadas no estudo de novas fontes de energia limpa. Nossas reservas devem ser preservadas e exploradas aliando produção com desenvolvimento humano, afim de que nos apropriemos da cadeia de produção desenvolvida até então, bem como dos ganhos tecnológicos, econômicos e financeiros da mesma.
            Para que isto seja possível, é necessário que a maioria da população que são os trabalhadores, tenham efetivo controle democrático sob a política energética em seu conjunto. Vamos utilizar nossa campanha, incluindo os programas de rádio e TV, para divulgar a campanha “O petróleo tem que ser nosso!”. Nossos mandatos estarão a serviço da luta pelo monopólio estatal do petróleo e da Petrobrás 100% estatal, sob o controle e a serviço dos trabalhadores e do povo brasileiro.