Professores e comunidade da Zona Sul de São Paulo protestam contra violência nas escolas

Manifestação foi organizada por professores e a seção da Apeoesp Zona Sul


Janaina Rodrigues e Beto de Souza*, de São Paulo (SP)
 



 
    Manifestação em frente à escola onde professora foi agredida

• No dia 20 de junho, por volta das 10h, ocorreu em frente à Fundação Cafu, no Capão Redondo, uma grande manifestação que reuniu professores, estudantes e a comunidade em luta contra a violência nas escolas.

O ato foi organizado pelos professores da escola E.E Tenente Ariston, junto com a Apeoesp seção Sul/Santo Amaro, e reuniu cerca de 2.000 pessoas de 30 escolas da região.

Nossa manifestação tinha como objetivo escancarar a indignação com a agressão sofrida pela professora Genoveva, de 58 anos, dentro da escola David Nasser, e contra todas as formas de violência que professores estudantes e a comunidade sofrem todos os dias, vitimados pela política educacional aplicada pelo governo Alckmin em São Paulo e pelo governo Dilma em todo o país.

Cipeiro reintegrado na Peugeuot se elege para novo mandato

Cipeiro reintegrado na Peugeuot se elege para novo mandato

Elton Corrêa e Tarcisio Xavier, de Volta Redonda (RJ)



• Wagner Silva, mecânico de manutenção da multinacional francesa PSA Peugeot Citroën, com sede em Porto Real (RJ), foi eleito no dia 22 de junho para a da CIPA da montadora, como o segundo operário mais votado.

Wagnão, como é conhecido no chão da fábrica, havia sido demitido no final do mês maio. Foi a forma truculenta que a empresa achou de intimidar os que ousam defender os trabalhadores na busca por condições de trabalho seguro.

A vitória pela reintegração do companheiro só foi possível pela intervenção direta da CSP-CONLUTAS, que soltou milhares de panfletos na região denunciando a situação e dando todo o apoio jurídico ao caso.

Peugeot: Fábrica de lucro e superexploração
A montadora se destaca na superexploração e nos baixíssimos salários, o que a levou ser uma das empresas do ramo instaladas no país que mais cresceu na década de 90. Sua sede pelo lucro é insaciável. Atualmente produz 150 mil unidades por ano e projeta crescer essa produção para 220 mil em 2012, ou seja, uma média de 602 carros por dia. No entanto, nem de longe a participação nos lucros para os trabalhadores reflete esses números. Depois de muita briga, obtiveram uma PLR de apenas R$ 5.500, uma das menores do país.

A Peugeot funciona em 3 turnos ininterruptos e possui 5 mil operários, número totalmente insuficiente para obter essa produção recorde. Esse fato, por um lado potencializa ao máximo a exploração da mão de obra, destruindo com a saúde do operário, e por outro, garante uma altíssima lucratividade.

Congresso da ANEL consolida entidade e prepara campanha em defesa da educação

I Congresso da entidade arma campanha contra o PNE e pelos 10% do PIB para a educação nesse segundo semestre


Da redação
 

  Vinicius Psoa
 
    Detalhe da plenária da ANEL


• Cerca de 1700 estudantes se reuniram entre os dias 23 e 26 de junho em Seropédica (RJ) para o I Congresso da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre, fundada há exatos dois anos. Contrastando com a imagem de alienação e descompromisso que boa parte das pessoas tem da juventude no país, foram 4 dias de intensas discussões políticas sobre os principais problemas dos estudantes e da sociedade em geral.

O congresso contou com a participação de estudantes de 23 estados e importantes entidades como o ANDES e os DCE’s (Diretório Central dos Estudantes) da UFRJ, UFRR, UFRS, UEC, entre outras. Entre os delegados, muitos ativistas LGBT’s, refletindo o destaque dado pela ANEL no último período na luta contra a homofobia. Marcaram presença ainda organizações como o MTL, MTST e o MST, selando a unidade dos estudantes e o movimento popular.

Os bombeiros do Rio de Janeiro também enviaram um representante para saudar o evento. O cabo Benevuto Daciolo, principal dirigente da greve dos bombeiros na cidade, agradeceu a solidariedade ativa prestada pela ANEL na campanha pela libertação dos grevistas presos e durante toda a mobilização da categoria.

O principal saldo do Congresso, porém, é a consolidação de uma entidade nacional dos estudantes, independente dos governos e construída pela base. “Os estudantes que saíram daqui voltaram para casa animados e com a certeza da necessidade de consolidar essa entidade de luta para a juventude brasileira, que seja ao mesmo tempo combativa e realmente democrática”, avalia Clara Saraiva, da Comissão Executiva da entidade.

Contra o PNE e pelos 10% para a educação
O congresso teve mais de 10 mesas temáticas que discutiram assuntos que vão do transporte público à questão ambienta. Os dois eixos principais do congresso, porém, foram a luta contra o novo Plano Nacional de Educação do governo e a reivindicação de que 10% do PIB sejam investidos na educação.

Parada do Orgulho LGBT: a necessidade da politização

Aumenta a pressão pela politização da maior manifestação pelos direitos LGBT’s do mundo. Houve avanços, mas é preciso mais


Wilson H. da Silva, da redação

Fotos Diego Cruz
Coluna do PSTU na Parada

• A edição 2011 da Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis e transexuais) de São Paulo contou, no domingo, 26 de junho, com a participação de uma multidão calculada em 3 milhões de pessoas, apesar da incessante chuva que caiu sobre a capital paulista desde a manhã e se intensificou no início da tarde.

Convocada pela Associação da Parada sob um lema de gosto e conteúdo questionáveis – “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia” – o evento tinha como de seus principais objetivos, segundo a ONG que o organiza, “pedir uma trégua aos setores religiosos contra iniciativas que garante os direitos para a comunidade LGBT”, particularmente a aprovação da PLC 122, que criminaliza a homofobia e vem sendo bloqueada pela chamada bancada evangélica no Congresso.

Como criticamos há anos, mais uma vez, em função do formato e da política adotados pela Associação, a Parada foi marcada por um tom excessivamente “carnavalesco”, que muito destoa das origens do movimento, que tem em suas raízes a Rebelião de Stonewall, ocorrida em 28 de junho de 1969, em Nova York.

O problema está longe de ser o tom festivo do evento, já que gays, lésbicas, bissexuais e travestis e transexuais têm, sim, o direito não só de se divertir mas, acima de tudo, de se expressar de acordo com seus padrões de cultura e comportamento.

O que sempre criticamos, e continuaremos fazendo, é o fato de que o evento seja organizado em função dos gigantescos “trio-elétricos” colocados na rua por boates e empresas que lucram com o “pink money”. Uma opção que, ao lado das alianças políticas (com a prefeitura, os governos estadual e federal), contribui em muito para a despolitização do evento, na medida em que praticamente inviabiliza manifestações e protestos.

Grécia: o parlamento de um lado e os trabalhadores e o povo de outro

Para derrotar o novo pacote de cortes e privatizações, só resta lutar para derrubar o governo


De José Moreno Pau, de Barcelona

Confronto entre manifestantes e policiais em Atenas

• O governo de Papandreou tem o apoio dos deputados, mas não da população. As novas medidas que a União Europeia e o FMI exigem para entregar o dinheiro que já haviam prometido vão prejudicar ainda mais a economia grega e, sobretudo, os trabalhadores e os setores mais desfavorecidos.

O pacote aprovado há um ano em troca do “resgate” pressupôs o corte dos salários do funcionalismo em 15% e até 30% dos trabalhadores das empresas públicas. As pensões foram rebaixadas em 10% e se aumentou a idade para a aposentadoria das mulheres, de 60 para 65 anos. Além disso, demitiu-se 2 mil professores no fechamento ou fusão de colégios e se aumentou IVA (imposto). Essas medidas draconianas serviram ao executivo heleno não para sair da crise, mas para honrar os prazos e os juros da dívida. Um ano depois a situação econômica da Grécia não só não melhorou como segue piorando. Ao cortar os investimentos do Estado e os salários da população a economia invariavelmente se retrai. O desemprego oficial passou de 11,7% para 15,9% no último ano; sendo que entre os jovens chega a 30,5%, e 35,8% entre as mulheres.

Mas para a banca internacional e a Alemanha e França em particular, não importam que a economia grega siga piorando pelas medidas que lhes foram impostas, o que querem é que se garanta o pagamento da dívida que eles mesmos geraram. Os novos créditos que o governo grego obtém são a juros cada vez mais altos. A Grécia tem que pagar juros 5 vezes mais alto que os da Alemanha e com uma economia quase em bancarrota. O mecanismo é o seguinte: o Banco Central Europeu e o FMI dizem à Grécia ‘vou te emprestar dinheiro para que nos paguem o que nos devem, mas agora vocês vão nos pagar mais’. Enquanto isso faz com que sigam comprando armamentos desses países. Grécia aumentou o investimento militar no ano passando chegando a porcentagem mais alta dos países da OTAN, só abaixo dos EUA.

Bombeiros voltam a acampar na ALERJ

Após ato em que exigiram anistia aos 439, bombeiros voltaram a ocupar as escadarias da ALERJ

Após ato que reuniu mais de 500 pessoas e contou com a solidariedade de outras categorias de servidores do estado como profissionais de educação, trabalhadores da saúde, servidores da UERJ e outros, os bombeiros do Rio decidiram voltar a acampar nas escadarias da ALERJ.

O PSTU esteve mais uma vez presente com a sua militância. Cyro Garcia, presidente do partido no RJ, e Gualberto Tinoco "Pitéu" também estiveram presentes ao ato. Para Cyro, "as principais exigências são anistia imediata e irrestrita a todos 439 presos, nenhuma perseguição aos trabalhadores em luta, reajuste salarial imediato e fim da política de abono". Os bombeiros programam outra caminhada para o dia 26/06, com concentração a partir das 9h no Castelinho do Flamengo (veja aqui o evento).

O calendário de lutas segue nessa sexta-feira (17/06) com a realização da marcha da educação, que entra na 3ª semana de greve. A marcha terá concentração a partir das 10h na Igreja da Candelária e seguirá em direção à Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG). Para Vera Nepomuceno, Coordenadora-geral do SEPE/RJ, "será mais uma tentativa da categoria estabelecer um canal de negociação com o governo Cabral, apesar deste continuar se recusando a atender às reivindicações".

Confira aqui algumas fotos do ato de hoje.

Os dias em que o Rio se tingiu de vermelho

Bombeiro durante manifestação na orla de Copacabana
Miguel Malheiros

Mobilização abre oportunidade de se debater a necessidade da desmilitarização dos bombeiros e da polícia, ao mesmo tempo que mostra que lutar não pode ser visto como crime

Manhã do dia 4 de junho de 2011. As imediações do agradável Campo de Santana, cenário onde as cotias e os gatos passeiam bucolicamente ao lado de um casal de pavões, estão ocupadas por tropas da Polícia Militar, comandadas diretamente pelo Estado Maior.

Diante da possibilidade de parcelas significativas do Batalhão de Choque da PM descumprir a ordem – o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB e aliado do governo Dilma), ordena que a tropa de elite da PM fluminense, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) invada o Quartel Central do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro.

Com tiros de fuzil, bombas, gás lacrimogêneo, pulando muros e forçando portões, os homens de preto invadem o histórico prédio. A segunda casa dos bombeiros do Rio é invadida e ocupada pelo BOPE. O resultado: mulheres e crianças feridas. Com sua truculenta ação Sergio Cabral é responsável pela perda de uma vida: uma das mulheres sofreu um aborto.

Mesmo assim os Bombeiros impõem, em meio à invasão, uma derrota moral a Cabral e ao Alto Comando da PM: só aceitam se render como tropa. 439 bombeiros presos. Entre eles homens e mulheres que estiveram à frente do resgate às vítimas do descaso de Cabral e de outros governantes na Região Serrana, quando das chuvas e deslizamentos de terra que só não causaram mais vítimas graças à ação da população e a abnegada ação dos bombeiros.

Ato em Nova Friburgo reúne bombeiros e professores

 

 Liomar Gomes Pinto, de Nova Friburgo (RJ)

Na última sexta-feira, bombeiros, professores, estudantes e trabalhadores em geral fecharam a principal avenida da cidade em apoio aos professores estaduais em greve e à luta dos bombeiros.

Já na parte da manhã, um ônibus de professores seguia em direção ao Rio de Janeiro, a fim de participar de um grande ato na capital. Durante todo dia carros, lojas, apartamentos, se enfeitavam de vermelho. De Nova Friburgo, foram 29 bombeiros presos, que estão sendo considerados heróis pela dedicação em salvar vidas em meio às recentes tragédias que se abateram sobre a região nos últimos meses.

Estudantes que já tinham participado de um grande ato um dia antes, na manhã de sexta ainda estavam nas ruas com apitos e cornetas, fazendo barulho. O ato público se concentrou por voltas das 16h na principal praça da cidade, saindo em passeata em direção à prefeitura.

A população apoiava aplaudindo e balançando panos vermelhos. Era comum encontrar pessoas com fitas e adesivos do PSTU e da CSP-Conlutas. O PSTU dirigiu a manifestação, marcando presença com suas faixas e bandeiras.

À noite, após o ato, nossos militantes se encontraram em nossa sede e saíram para fazer uma grande colagem de cartaz do PSTU por toda a cidade.

Desastres
O apoio da população aos bombeiros em Nova Friburgo não é por menos. A cidade foi uma das mais afetadas durante as chuvas que atingiram a região serrana do Rio no início do ano, e que deixou mais de mil mortos. Os bombeiros foram os primeiros a socorrerem as vítimas, e resgatando as pessoas nos locais mais distantes. Atuação que custou a vida de três deles na região.

A desmoralização social da carreira docente

  
Valério Arcary, Historiador, professor do Cefet/SP 
e membro do conselho editorial da revista Outubro

Qualquer avaliação honesta da situação das redes de ensino público estadual e municipal revela que a educação contemporânea no Brasil, infelizmente, não é satisfatória. Mesmo procurando encarar a situação dramática com a máxima sobriedade, é incontornável verificar que o quadro é desolador. A escolaridade média da população com 15 anos ou mais permanece inferior a oito anos, e é de quatro entre os 20% mais pobres, porém, é superior a dez entre os 20% mais ricos 1. É verdade que o Brasil em 1980 era um país culturalmente primitivo que recém completava a transição histórica de uma sociedade rural. Mas, ainda assim, em trinta anos avançamos apenas três anos na escolaridade média.

São muitos, felizmente, os indicadores disponíveis para aferir a realidade educacional. Reconhecer as dificuldades tais como elas são é um primeiro passo para poder ter um diagnóstico aproximativo. A Unesco, por exemplo, realiza uma pesquisa que enfoca as habilidades dominadas pelos alunos de 15 anos, o que corresponde aos oitos anos do ensino fundamental 2. O Pisa (Programa Internacional de avaliação de Estudantes) é um projeto de avaliação comparada. As informações são oficiais porque são os governos que devem oferecer os dados. A pesquisa considera os países membros da OCDE além da Argentina, Colômbia e Uruguai, entre outros, somando 57 países.

Em uma avaliação realizada em 2006, considerando as áreas de Leitura, Matemática e Ciências o Brasil apresentou desempenho muito abaixo da média 3. No caso de Ciências, o Brasil teve mais de 40% dos estudantes situados no nível mais baixo de desempenho. Em Matemática, a posição do Brasil foi muito desfavorável, equiparando-se à da Colômbia e sendo melhor apenas que a da Tunísia ou Quirguistão. Em leitura, 40% dos estudantes avaliados no Brasil, assim como na Indonésia, México e Tailândia, mostram níveis de letramento equivalentes aos alunos que se encontram no meio da educação primária nos países da OCDE. Ficamos entre os dez países com pior desempenho.

As razões identificadas para esta crise são variadas. É verdade que problemas complexos têm muitas determinações. Entre os muitos processos que explicam a decadência do ensino público, um dos mais significativos, senão o mais devastador, foi a queda do salário médio docente a partir, sobretudo, dos anos oitenta. Tão grande foi a queda do salário dos professores que, em 2008, como medida de emergência, foi criado um piso nacional. Os professores das escolas públicas passaram a ter a garantia de não ganhar abaixo de R$ 950,00, somados aí o vencimento básico (salário) e as gratificações e vantagens. Se considerarmos como referência o rendimento médio real dos trabalhadores, apurado em dezembro de 2010 o valor foi de R$ 1.515,10 4. Em outras palavras, o piso nacional é inferior, apesar da exigência mínima de uma escolaridade que precisa ser o dobro da escolaridade média nacional.

Já o salário médio nacional dos professores iniciantes na carreira com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais, incluindo as gratificações, antes dos descontos, foi R$1.777,66 nas redes estaduais de ensino no início de 2010, segundo o Ministério da Educação. Importante considerar que o ensino primário foi municipalizado e incontáveis prefeituras remuneram muito menos. O melhor salário foi o do Distrito Federal, R$3.227,87. O do Rio Grande do Sul foi o quinto pior, R$1.269,56 5. Pior que o Rio Grande do Sul estão somente a Paraíba com R$ 1.243,09, o Rio Grande do Norte com R$ 1.157,33, Goiás com R$ 1.084,00, e o lanterninha Pernambuco com R$ 1016,00. A pior média salarial do país corresponde, surpreendentemente, à região sul: R$ 1.477,28. No Nordeste era de R$ 1.560,73. No centro-oeste de R$ 2.235,59. No norte de R$ 2.109,68. No sudeste de R$ 1.697,41.

A média nacional estabelece o salário docente das redes estaduais em três salários mínimos e meio para contrato de 40 horas. Trinta anos atrás, ainda era possível ingressar na carreira em alguns Estados com salário equivalente a dez salários mínimos. Se fizermos comparações com os salários docentes de países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro as conclusões serão igualmente escandalosas. Quando examinados os salários dos professores do ensino médio, em estudo da Unesco, sobre 31 países, há somente sete que pagam salários mais baixos do que o Brasil, em um total de 38 6. Não deveria, portanto, surpreender ninguém que os professores se vejam obrigados a cumprir jornadas de trabalho esmagadoras, e que a overdose de trabalho comprometa o ensino e destrua a sua saúde.

O que é a degradação social de uma categoria? Na história do capitalismo, várias categorias passaram em diferentes momentos por elevação do seu estatuto profissional ou por destruição. Houve uma época no Brasil em que os “reis” da classe operária eram os ferramenteiros: nada tinha maior dignidade, porque eram aqueles que dominavam plenamente o trabalho no metal, conseguiam manipular as ferramentas mais complexas e consertar as máquinas. Séculos antes, na Europa, foram os marceneiros, os tapeceiros e na maioria das sociedades os mineiros foram bem pagos. Houve períodos históricos na Inglaterra – porque a aristocracia era pomposa - em que os alfaiates foram excepcionalmente bem remunerados. Na França, segundo alguns historiadores, os cozinheiros. Houve fases do capitalismo em que o estatuto do trabalho manual, associada a certas profissões, foi maior ou menor.

A carreira docente mergulhou nos últimos vinte e cinco anos numa profunda ruína. Há, com razão, um ressentimento social mais do que justo entre os professores. A escola pública entrou em decadência e a profissão foi, economicamente, desmoralizada, e socialmente desqualificada, inclusive, diante dos estudantes.

Os professores foram desqualificados diante da sociedade. O sindicalismo dos professores, uma das categorias mais organizadas e combativas, foi construído como resistência a essa destruição das condições materiais de vida. Reduzidos às condições de penúria, os professores se sentem vexados. Este processo foi uma das expressões da crise crônica do capitalismo. Depois do esgotamento da ditadura, simultaneamente à construção do regime democrático liberal, o capitalismo brasileiro parou de crescer, mergulhou numa longa estagnação. O Estado passou a ser, em primeiríssimo lugar, um instrumento para a acumulação de capital rentista. Isso significa que os serviços públicos foram completamente desqualificados.

Dentro dos serviços públicos, contudo, há diferenças de grau. As proporções têm importância: a segurança pública está ameaçada e a justiça continua muito lenta e inacessível, mas o Estado não deixou de construir mais e mais presídios, nem os salários do judiciário se desvalorizaram como os da educação; a saúde pública está em crise, mas isso não impediu que programas importantes, e relativamente caros, como variadas campanhas de vacinação, ou até a distribuição do coquetel para os soropositivos de HIV, fossem preservados. Entre todos os serviços, o mais vulnerável foi a educação, porque a sua privatização foi devastadora. Isso levou os professores a procurarem mecanismos de luta individual e coletiva para sobreviverem.

Há formas mais organizadas de resistência, como as greves, e formas mais atomizadas, como a abstenção ao trabalho. Não é um exagero dizer que o movimento sindical dos professores ensaiou quase todos os tipos de greves possíveis. Greves com e sem reposição de aulas. Greves de um dia e greves de duas, dez, quatorze, até vinte semanas. Greves com ocupação de prédios públicos. Greves com marchas.

Conhecemos, também, muitas e variadas formas de resistência individual: a migração das capitais dos Estados para o interior onde a vida é mais barata; os cursos de administração escolar para concursos de diretor e supervisor; transferências para outras funções, como cargos em delegacias de ensino e bibliotecas. E, também, a ausência. Tivemos taxas de absenteísmo, de falta ao trabalho, em alguns anos, inverossímeis.

Não obstante as desmoralizações individuais, o mais impressionante, se considerarmos futuro da educação brasileira, é valente resistência dos professores com suas lutas coletivas. Foram e permanecem uma inspiração para o povo brasileiro.


1 Os dados sobre desigualdades sociais em educação mostram, por exemplo, que, enquanto os 20% mais ricos da população estudam em média 10,3 anos, os 20% mais pobres tem média de 4,7 anos, com diferença superior a cinco anos e meio de estudo entre ricos e pobres. Os dados indicam que os avanços têm sido ínfimos. Por exemplo, a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade se elevou apenas de 7,0 anos em 2005 para 7,1 anos em 2006. Wegrzynovski, Ricardo Ainda vítima das iniqüidades
in http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=3962
Consulta em 21/02/2011.

2 Informações sobre o PISA podem ser procuradas em:
http://www.unesco.org/new/en/unesco/
Consulta em 21/02/2011

3 O relatório citado organiza os dados de 2006, e estão disponíveis em:
http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001899/189923por.pdf
Consulta em 19/02/2011

4 A pesquisa mensal do IBGE só é realizada em algumas regiões metropolitanas. Não há uma base de dados disponível para aferir o salário médio nacional. Veja o link aqui Consulta em 19/02/2011

5 Uma pesquisa completa sobre os salários iniciais em todos os Estados pode ser encontrada em estudo:
http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf
Consulta em 14/02/2011

6 http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/unesco.htm

Publicado originalmente na revista do CEPRS



Arquivos secretos: para proteger Collor e Sarney, Dilma pisoteia até a própria história


Wilson H. Silva, da redação


A pedido de seus comparsas-antecessores, Dilma Rousseff pretende manter “sigilo eterno” de documentos secretos para encobertar os muitos crimes cometidos pela classe dominante deste país.

Para quem acredita que questões de “identidade” ou até mesmo o passado político são fatores determinantes nas posturas políticas de alguém, Dilma Rousseff está aí para desfazer qualquer ilusão.

A última demonstração inquestionável disso ocorreu no dia 13 de junho, quando o jornal “O Estado de S. Paulo” noticiou que Dilma, com o objetivo de encobertar crimes e safadezas dos “novos companheiros” do lulismo, pretende mudar um projeto que está tramitando no Congresso e poderia, finalmente, acabar com o “sigilo eterno” que impede o acesso aos chamados “documentos secretos” brasileiros.

O objetivo imediato da manobra é satisfazer um pedido (ou melhor, chantagem) de dois dos mais “ilustres” membros da base aliada do PT e do PCdoB: os ex-presidentes, cujos históricos dispensam apresentações, José Sarney (PMDB-PA) e Fernando Collor (PTB-AL).

Mas a medida tem um alcance ainda mais profundo, permitindo que permaneçam trancafiados “segredos” fundamentais para reconstruir parte fundamental da memória histórica deste país.

Exatamente aquela parte que realmente “fez” nossa História, não aquela que consta dos documentos oficiais: a das lutas e, particularmente, daqueles que deram suas vidas no combate às muitas gerações desta mesma classe dominante que, com a benção do Lulismo, hoje, quer impedir que muitos fatos venham a público. Algo que faz a traição ainda mais vergonhosa, na medida em que é um atentado contra sua própria história.

Afinal, é uma ex-guerrilheira, presa política e vítima de torturas, que está disposta a “barganhar” com a história e a memória de centenas, senão milhares, de outros lutadores que sofreram ou “desapareceram” dos mesmos porões que Dilma, lamentavelmente, também conheceu.

Uma postura coerente com a de uma mulher que certamente foi vitimada pela opressão como a maioria das mulheres, mas que nem pestanejou em usar os direitos de outro setor oprimido, os homossexuais, como moeda de troca na tentativa (frustrada, vale lembrar) de salvar o pescoço corrupto de Palocci.

Direito à memória versus segredos sujos
A atual versão do projeto poderia dar acesso a pelo menos uma parte da papelada que traria a público fatos fundamentais da verdadeira História desse país. Isto seria possível, porque o projeto alteraria as absurdas regras atuais, que apesar de permitirem que os papeis classificados como ultrassecretos sejam guardados por somente 30 anos, na prática garante o “sigilo eterno”, na medida em que permite sucessivas renovações.

Antes de ser retirado da pauta, através do acordo Dilma-Collor-Sarney, o projeto que estava em trâmite previa que o prazo do sigilo seria reduzido para 25 anos, período que só poderia ser renovado uma única vez, o que deixaria o tempo máximo de sigilo em 50 anos. Razão suficiente para que Sarney e Collor entrassem em pânico.

É fato que as safadezas e crimes de ambos (e seus respectivos clãs) já datam do que muito mais do que meio século. E basta fazer as contas para lembrar que a passagem de Sarney pelo Planalto foi há exatos 26 anos.

Contudo, não é somente a sujeira de Collor e Sarney que Dilma que manter debaixo do tapete. Ao ceder à chantagem de seus aliados, Dilma está impedindo o acesso a fatos que remontam a épocas tão distantes como o século 19, já que dentre os documentos cercados pelo “sigilo eterno” há muita coisa relacionada à Guerra do Paraguai.

Manobra em curso
O pedido dos ex-presidentes foi prontamente acatado pelo Planalto. No dia 14, a nova braço-direito de Dilma, Ideli Salvati, ministra das Relações Institucionais, declarou à imprensa que o governo apoiaria as mudanças “sugeridas” por Collor e Sarney.

No dia seguinte, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (do mesmo partido de Sarney) anunciou que o projeto será retirado do regime de urgência, segundo o próprio Jucá exatamente para que os ex-presidentes possam apresentar sua “colaboração”.

Detalhe importante: com esta manobra, o projeto será enviado para a Comissão de Relações de Relações Exteriores e terá seu destino determinado pelo seu presidente: Fernando Collor.

Segundo “O Estado de S. Paulo”, de 14 de junho, “como o próprio Jucá calcula ser necessário ‘de dois a três meses’ para ajustar o texto, só deverá ser votado no Senado a partir de agosto e, como terá de retornar para a Câmara, a proposta pode terminar o anos sem definição” . Ou seja, cair no mesmo círculo vicioso em que os documentos secretos estão presos: ter sua votação “eternamente” prorrogada.

Em sua defesa, representantes do governo têm alegado que é um “absurdo” que eles estejam recuando em relação ao projeto simplesmente porque ele foi enviado pelo próprio Lula, em 2009, com o pomposo título de “Lei de Acesso à Informação”.

O fato é que é muito difícil acreditar neste argumento, pois não faltam exemplos de promessas que foram quebradas por Lula e nem de sua infinita disposição em achar formas de se manter em bons termos com gente que ele próprio já tratou como “inimiga” (não só Collor e Sarney, mas o imperialismo mundial e todo o resto da burguesia).

Do que Dilma e seus aliados têm medo?
Usando de um cinismo similar ao de Ideli Salvati e Romero Jucá, o senador José Sarney pelo menos não mascarou seu desejo de que a “caixa de Pandora” do governo brasileiro não seja aberta.

Alegando que é “um homem se nada a esconder”, o oligarca maranhense justificou da seguinte forma sua defesa da manutenção do sigilo eterno: “Os documentos históricos, que fazem parte de nossa história diplomática, e que tenham articulações como o Rio Branco teve que fazer muitas vezes, não podemos revelar esses documentos, senão vamos abrir feridas”.

E, de fato, não faltam motivos para que Sarney, como todos os membros da elite brasileira, não queiram que a verdade sobre os movimentos do famoso Barão de Rio Branco (ministro e principal diplomata nas primeiras décadas da República) sejam conhecidos pelo grande público. Afinal, o que viria à tona seria um monte de sujeira, crimes e corrupção relacionados com a expansão do território brasileiro, no início dos anos 1900, através do simples “roubo”, como no caso do Acre (em relação a Bolívia).

Mas isto está longe de ser a maior preocupação dos atuais ocupantes do poder e seus aliados. Resultado direto daquilo que chamamos de uma Frente Popular, o governo Dilma abriga torturados e torturadores; exploradores de longa data e gente que até há pouco era dirigente sindical; ex-ativistas que surgiram nas lutas dos movimentos sindicais e uma escória que esteve envolvida até a medula com os órgãos de repressão. Todos eles unidos pelo “sagrado laço” da defesa do sistema. Custe o que custar.

O resultado disto, no que se refere ao destino dos “documentos secretos”, foi, de forma bastante interessante, definido pela professora de Sociologia e Política da PUC-Rio Maria Celina d’Araújo como um novo “pacto de silêncio”, particularmente no que se refere aos crimes da ditadura: “Não há uma pressão militar específica. Embora a maior parte dessa documentação se refira ao período do regime militar, há uma elite política civil que concorda com a restrição de liberdades” (“O Estado de S. Paulo”, 14/06/2011).

Foi exatamente diante deste evidente “pacto de silêncio” que muita gente, como Vitória Grabois (filha, viúva e irmã de três militantes do PCdoB “desaparecidos” no Araguaia) se disse “estarrecida”. Uma indignação, lamentavelmente, não compartilhada pelos “companheiros” que, hoje, carregam a sigla dos militantes assassinados.

No site do próprio partido, o “Vermelho”, um artigo com um título pra lá de “cauteloso” (“Lopes quer evitar que o governo apóie sigilo eterno de documentos”) anuncia: “Surpreso, foi como se manifestou o deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), ao anúncio da nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de que o governo vai defender o sigilo eterno de documentos secretos para atender ao desejo dos ex-presidentes”.




 Uma reação no mínimo questionável partindo de que há mais de uma década faz parte do mesmo “pacto de silêncio” que se quer garantir em torno dos documentos. Surpresa, definitivamente, há muito deixou de ser uma desculpa para o PCdoB, em relações aos descalabros do Lulismo. Cumplicidade é um termo muito mais adequado, e por isso mesmo soa como farsa de mal gosto a declaração seguinte do deputado do PCdoB: “Vamos tentar reverter essa posição, vamos fazer discursos no Plenário, apelando à Presidente da República em nome da democracia”.

Exatamente por sabermos que também há muito nem este tipo de “apelo” consegue resultados, é que acreditamos que a única forma de fazer com que estes documentos venham à pública – e nossa a nossa história e memória de nossos companheiros de luta sejam resgatados – é através da única pressão que pode ser superior às chantagens de gente como Sarney e Collor: o protesto organizado de todos realmente comprometidos com verdade e a justiça neste país.

Dia 18 é dia da Marcha Nacional da Liberdade

Em São Paulo, a marcha será às 14h no Vão Livre do MASP

No próximo dia 18 de junho, sábado, ocorre em todo o país a Marcha Nacional da Liberdade. A manifestação deve reunir uma ampla gama de coletivos, movimentos, organizações, partidos e sindicatos dos mais variados setores. A exigência é, porém, uma só: liberdade de expressão e organização.

A ideia da marcha surgiu com a brutal repressão da PM paulista contra a ‘Marcha da Maconha’, em 21 de maio último. Na ocasião a Tropa de Choque reprimiu centenas de manifestantes mesmo após a manifestação ter mudado seu caráter diante da proibição imposta pela Justiça. De uma manifestação pela legalização das drogas se tornou um protesto em defesa da liberdade de expressão. A repressão policial se deu pelas costas dos manifestantes pacíficos, e atingiu de forma indiscriminada ativistas, jornalistas e transeuntes.

A truculência foi uma mostra do caráter repressivo do Estado e da polícia. A mesma violência que atinge a população pobre e da periferia e os movimentos sociais de forma geral, como vimos há pouco tempo com os bombeiros do Rio. Por isso, a Marcha da Liberdade deve reunir setores que vão de associações de moradores de bairros até militantes feministas, LGBTT’s e sindicatos.

Leia o manifesto divulgado pelas entidades organizadoras da macha:

Convite à liberdade
Prisões, tiros, bombas, estilhaços, assassinatos. Por todo o país, protestos legítimos estão sendo reprimidos com ataques violentos da força policial. Querem nos calar.

Avenida Paulista, 21 de maio de 2011: Marcha da Maconha. A história se repete. A tropa de choque, sob os olhos do governo e da mídia, avança sem piedade sobre manifestantes armados apenas com palavras e faixas. As imagens do massacre à liberdade de expressão, registradas por câmeras, corpos e corações, ecoaram na rede e nas ruas com um impacto de mil bombas de efeito moral, causando indignação e despertando as pessoas de um estado anestésico. O que governo algum poderia desejar estava acontecendo: o povo começou a se organizar. Desta vez, não baixaríamos a cabeça.

Sete dias depois, defensores das mais diversas causas, vítimas das mais diferentes injustiças, estavam de volta ao mesmo local para dar uma resposta à opressão. As ruas de São Paulo foram tomadas por 5 mil pessoas de todas as cores, crenças e bandeiras. Na Internet, uma multidão espalhava a mensagem como vírus pelas redes sociais. Naquele dia, o Brasil marchou unido por um mesmo ideal. Nascia ali a Marcha da Liberdade.

Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos virtuais. Somos REAIS. Uma rede feita por gente de carne e osso. Organizados de forma horizontal, autônoma, livre.

Temos poucas certezas. Muitos questionamentos. E uma crença: de que a Liberdade é uma obra em eterna construção. Acreditamos que a liberdade de expressão seja a base de todas as outras: de credo, de assembléia, de posições políticas, de orientação sexual, de ir e vir. De resistir. Nossa liberdade é contra a ordem enquanto a ordem for contra a liberdade.

Convocamos:
Todos aqueles que não se intimidam, e que insistem em não se calar diante da violência. Contamos com as pernas e braços dos que se movimentam, com as vozes dos que não consentem. Ligas, correntes, grupos de teatro, dança, coletivos, povos da floresta, grafiteiros, operários, hackers, feministas, bombeiros, maltrapilhos e afins. Associações de bairros, ONGs, partidos, anarcos, blocos, bandos e bandas. Todos os que condenam a impunidade, que não suportam a violência policial repressiva, o conservadorismo e o autoritarismo do judiciário e do Estado. Que reprime trabalhadores e intimida professores. Que definha o serviço público em benefício de interesses privados.

Ciclistas, lutem pelo fim do racismo. Negros, tragam uma bandeira de arco-íris. LGBTT, gritem pelas florestas. Ambientalistas, cantem. Artistas de rua, defendam o transporte público.

Pedestres, falem em nome dos animais. Vegetarianos, façam um churrasco diferenciado!

Nossas reivindicações não têm hierarquia. Todas as pautas se completam na perspectiva da luta por uma sociedade igualitária, por uma vida digna, de amor e respeito mútuos. Somos todos pedestres, motoristas, cadeirantes, catadores, estudantes, trabalhadores. Somos todos idosos, índios, travestis. Somos todos nordestinos, bolivianos, brasileiros, vira-latas.

E somos livres.

Você tem poder! Nossa maior arma é a conscientização. Faça um vídeo, divulgue nas suas redes sociais, arme sua intervenção, converse em casa, no almoço do trabalho, no intervalo da escola. Compartilhe suas propostas nas paredes, no seu blog, no seu mural. Reúna-se localmente, convoque seus amigos, erga suas bandeiras, vá às ruas.

Estamos diante de um momento histórico global. Pela primeira vez, temos chance real de conquistar a liberdade. O mundo está despertando. Levante-se do sofá e vá à luta. Vamos juntos construir o mundo que queremos!

Espalhe a rebelião. #marchadaliberdade #worldrevolution

Princípios do movimento:
- Liberdade de organização e expressão;
- Contra a repressão e a violência policial em qualquer âmbito da sociedade;
- Contra o conservadorismo que pauta o judiciário e o Estado.

Reivindicação geral:
- Regulamentação que proíba o uso de armamentos pela polícia em manifestações sociais.

Confira ainda

  • Site da Marcha da Liberdade



  • Veja onde será a marcha na sua cidade
  • CSP-Conlutas convoca marcha a Brasília nesse 16 de junho


    Os servidores públicos federais da CSP-Conlutas se reuniram no último dia 3 de junho para discutira preparação da marcha nacional a Brasília em 16 de junho, avaliar a mobilização da categoria, em campanha salarial, e as negociações com o governo.

    O balanço da mobilização em torno da campanha salarial foi considerado positivo até o momento. Da mesma forma, foi um grande acerto o processo de unidade de ação construído com as mais de 30 entidades nacionais do funcionalismo, que propiciou a construção de duas grandes manifestações em Brasília, os dias 16 de fevereiro e 13 de abril.

    Como produto das manifestações dos servidores, foi possível realizar uma reunião com a ministra Mirian Belchior, do MPOG (Ministério Planejamento, Orçamento e Gestão), que garantiu um calendário de negociação na Secretaria de Recursos Humanos do MPOG. No entanto, todas essas iniciativas ainda não foram suficientes para arrancar um real processo de negociação com o governo federal. É preciso avançar, sendo essencial o aprofundamento do processo de mobilização e a intensificação das ações de luta, tendo como centro o dia 16 de junho e as plenárias de 17 a 19 de junho, em Brasília.

    A ampla unidade e as grandes manifestações realizadas são marco importante na alavanca de lutas em funcionalismo federal, mas as contradições das direções governistas, entre defender seu governo e responder aos ataques, não permitem que avancem no sentido de um processo de luta mais consistente; que aponte para a greve por tempo indeterminado, por exemplo. Por isso, é preciso construir pela base as condições favoráveis para uma greve unificada, como forma eficaz para a derrota dos projetos de lei e atendimento das reivindicações. No mesmo sentido, e considerando a crescente alta inflacionária, toma vulto a reivindicação de Reajuste Salarial Emergencial com base no índice de 6,67% (IPCA-IBGE) mais 7,5% (PIB-2010) e a correção nas distorções das carreiras.

    Polêmica: porque é correto apoiar a luta dos bombeiros


    Eduardo Almeida e Vinícius Zaparoli, de São Paulo (SP)

    Um erro escandaloso. A LER-QI (Liga Estratégia Revolucionária - Quarta Internacional) divulgou um artigo "Nenhum apoio ao repressor Sérgio Cabral nem ao motim dos bombeiros", no qual assume uma postura de neutralidade no conflito. Em um conflito dessa magnitude, perante a repressão do governo do Rio de Janeiro contra a mobilização dos bombeiros, não existe neutralidade. Isso só reforça a posição das classes dominantes e sua repressão.

    Existe nesse momento um forte movimento de solidariedade e de unificação da mobilização do funcionalismo (começando com os professores) com os bombeiros. Ocorreu uma passeata no domingo passado que reuniu cerca de 50 mil pessoas, comovendo a cidade. A população começou a usar vermelho em fitas e camisas para mostrar seu apoio à luta dos bombeiros.

    Todo esse apoio e a unificação das lutas desgastaram enormemente o governo Cabral e o colocaram na defensiva. Isso não é resultado somente de um processo espontâneo. É produto também de uma política das forças de esquerda que atuam entre os professores e da CSP Conlutas que rodearam de solidariedade os bombeiros e unificaram as lutas. O resultado dessa mobilização pode fortalecer o movimento de massas como um todo. Ou pode haver uma derrota, que enfraquecerá o movimento.

    A LER se lança contra essa solidariedade e a unificação, dividindo as forças do movimento e fortalecendo Sérgio Cabral. Se essa seita dirigisse o movimento de massas no Rio, os bombeiros ficariam isolados, sendo presa fácil para o governo Sergio Cabral.

    Um debate estratégico
    O debate com a LER não se resume a conjuntura atual. Essa organização se opõe ao apoio às greves de policiais militares ou civis, assim como à dos bombeiros. A discussão com eles está presente em todos os fóruns em que a LER exista.

    Segundo a LER, os bombeiros são definidos como forças auxiliares do Exército e isso por si só já define qual posição ter: "Mas a verdade é que como policiais e forças auxiliares do Exército são preparados para serem utilizados em momentos de enfrentamento social, luta de classes e crises revolucionárias."

    Em outro texto definem sua posição contra as greves de policiais como um todo. Segundo eles as greves são reacionárias porque: "Ao pedirem melhorias na situação do policial e da policia em geral, as greves e sindicatos policias desenvolvem uma política de 'valorização' do policial. Seu sentido geral não é o de enfraquecer o aparato repressivo, mas sim de fortalecê-lo." (Um movimento em defesa da "segurança pública?", site LER)

    Ao contrário do que fala a LER, a greve dos bombeiros está colocando em crise a hierarquia militar no Rio de Janeiro e não só entre os bombeiros. Existem soldados do batalhão de Choque usando as fitas vermelhas de apoio aos bombeiros. Isso está ocorrendo em diversas corporações de bombeiros em todo ao país. Ao invés de fortalecer o aparato repressivo, o está colocando em crise.

    Ultraje racista contra Zumbi e a luta negra e popular


    Wilson H. da Silva
    No domingo passado, 5 de junho, o Monumento Nacional a Zumbi dos Palmares, no Rio de Janeiro, foi vandalizado e pichado com inscrições racista. Apesar de ultrajante – exatamente por se tratar de um monumento que, em muitos sentidos, se confunde com a luta dos negros brasileiros – esta não foi a primeira vez que a escultura foi alvo de ataques. Isto tem ocorrido de forma sistemática, desde 1986, quando foi inaugurado

    O ataque anterior ocorreu em novembro de 2010, às vésperas do Dia de Consciência Negra, quando a face da figura que representa o líder do Quilombo dos Palmares foi pichada. O novo ataque, contudo, foi muito mais “violento” e direto. Algo, lamentavelmente, bastante sintonizado com um momento em que assistimos agressões homofóbicas país afora, prisões políticas – com a dos “13 do Consulado” – e os absurdos praticados contra os bombeiros.

    Os mesmos racistas de sempre
    A estátua, que fica na Av. Presidente Vargas (no bairro da Praça Onze, no centro do Rio), amanheceu com o “rosto” pintado de branco e várias ofensas racistas, pichadas na pirâmide de mármore que dá sustentação à cabeça que simboliza o líder guerreiro.

    Além de xingamentos como “invasores malditos” e “fora macacos”, também foi desenhada uma suástica, marca registrada dos agrupamentos de grupos fascistas e seus muitos similares e derivados que infestam o país e, com freqüência cada vez mais preocupante, têm posto suas garras pra fora.

    Apesar de ter sido rapidamente limpa e das muitas promessas, por parte do governo carioca, de punir os responsáveis, a história tem tudo pra virar mais um exemplo da impunidade que cerca os crimes praticados contra negros, mulheres, homossexuais, sindicalistas, ambientalistas, lutadores e os muitos setores oprimidos e explorados deste país.

    Um símbolo do fim da ditadura e da resistência negra
    O ataque contra o monumento Zumbi dos Palmares não pode ser confundido com os atos de “vandalismo” que ocorrem frequentemente contra peças do patrimônio histórico, artístico e cultural espalhados pelo país.

    3º Relato da ANEL no Egito: Uma revolução que não tem data para terminar



    Cairo, 6 de junho de 2011

    Chegou ao fim a viagem de solidariedade internacional da ANEL ao Egito. Hoje, completa 1 ano do dia em que Khaled Said foi morto pelas armas da polícia da ditadura de Mubarak. Ele era um jovem egípcio de classe média que foi preso e torturado, assassinado no dia 6 de junho de 2010. Jovens, mães, pais, toda a população se comoveu muito com a terrível injustiça, pensando que poderia ter sido com eles ou com seu próprio filho. Khaled Said, desde então, é um grande símbolo da luta contra a truculenta polícia de Mubarak, quando em 2009 milhares foram às ruas com fotos do rapaz, dizendo: “Somos todos Khaled Said”. Hoje houve um ato na ponte sobre o Rio Nilo, em sua homenagem. No mesmo dia, os jornais noticiaram a fuga do presidente do Iêmen do país, que está no poder há 33 anos, com o pretexto de que estava doente. Mais uma vez, é a força das massas mobilizadas nas ruas mudando o curso da história.

    Conversei com muitos jovens nessa viagem, os protagonistas da Revolução. Quase todos já foram presos ou tem alguma história para contar da violência e repressão que sofreram pelo estado de Mubarak. Muitos já tiveram, inclusive, algum amigo que já foi morto. Quando entramos na universidade americana do Cairo, havia uma exposição lá com a foto dos estudantes que haviam sido mortos durante a Revolução. Muito triste e comovente.

    Consegui marcar uma conversa com representantes do movimento 6 de abril, que tiveram uma atuação central na construção da Revolução. São jovens que em 2006 se organizaram a partir de uma greve de operários em Mahalla, onde os trabalhadores tomaram as fábricas e produziram lutas fortíssimas no norte do Egito. Esses jovens, muitos deles estudantes, se identificaram com a luta dos trabalhadores e perceberam a sua importância para enfrentar a ditadura. Começaram a ter uma maior projeção em 2007, com uma grande audiência conquistada pela internet.

    Nos deram o mais bonito relato sobre a Revolução. Estávamos sentados num bar chamado Horeya, muito frequentado pela juventude egípcia. Depois do ascenso na Tunísia que derrubou Ben Ali, combinado com o repúdio enorme (um verdadeiro ódio) que havia da população à polícia de Mubarak, amanheceu o dia 25 de janeiro. A partir dessas duas condições, uma reunião no Sindicato dos Engenheiros convocou um ato para o dia 25 de janeiro, que era tradicionalmente um dia institucional de comemoração da polícia egípcia. Agora, coitados, perderam o dia de vez para a Revolução. Quando fizeram esse chamado, porém, não tinham idéia do quanto esse dia ficaria marcado na história.

    Redescobrindo Cabral: um governo marcado pela truculência e repressão


    Em quatro anos e meio, o governador do Rio já deu inúmeras mostras que seu principal alvo é a população pobre e os movimentos sociais

    Da redação
    Cabral, governo marcado pela truculência
    As cenas da truculenta repressão do Bope contra os bombeiros amotinados no Rio chocaram o país e mostraram a face de um governo que prima pela criminalização dos movimentos sociais e a violência contra a população pobre. Além de mandar prender 439 bombeiros, Cabral convocou a imprensa para chamar os grevistas de “vândalos”, gerando uma onda de indignação nos mais diferentes setores.

    Os moradores do Rio, porém, já conhecem bem a verdadeira face do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB), aliado do governo Federal que desde 2007 ocupa o Palácio da Guanabara. Foi sob seu comando que o estado recrudesceu uma política de repressão contra os trabalhadores e o povo pobre, sob o pretexto de combater a violência dos morros. Orientação essa que já custou inúmeras vidas. Dos pobres, é claro.

    Guerra à população pobre
    Logo depois que Cabral assumiu, o governo empreendeu uma ação militar nos morros que formam o Complexo do Alemão. O objetivo era “pacificar” a área semanas antes dos Jogos Pan-americanos. Mais de 1300 homens da Polícia Militar, Polícia Civil e a da Força de Segurança Nacional invadiram e ocuparam por alguns dias a área.

    As forças de segurança sob o comando do secretário José Mariano Beltrame deixaram um rastro de 19 mortos. Muitos deles, descobriu-se depois, não tinha passagem pela polícia ou qualquer envolvimento com o tráfico. Houve ainda uma série de denúncias de roubos e agressões dos policiais contra os moradores.

    Já em 2008, outro fato que mostrou a violência seletiva da polícia de Cabral. Três jovens foram presos por onze militares do Exército que faziam parte do efetivo que protegia as obras do PAC no Morro da Providência. Os jovens foram entregues a traficantes do rival Morro da Mineira e barbaramente torturados e executados. Os assassinatos geraram comoção e protestos dos moradores e dos próprios operários do PAC contra a presença das Forças Armadas no local.

    Apresentados pelo governo estadual como modelo de segurança pública, as UPP’s (Unidade de Polícia Pacificadora) fazem parte de uma política de ocupação militar e repressão das comunidades pobres, a exemplo do que as tropas da ONU fazem no Haiti.

    ”Vagabundos
    Se para a população pobre o governo Cabral usa a política da bala, para os movimentos sociais não é diferente. Truculência, arrogância e prepotência foram as marcas de seu governo nesses quatro anos. Em setembro de 2008, por exemplo, diante de uma greve dos profissionais da saúde contra o caos da rede pública e por reajuste, o governador chamou os grevistas de “safados” e “vagabundos” e determinou a demissão de cinco médicos. Na época, Cabral declarou uma "guerra permanente contra os médicos sem compromisso com a população".

    PM aponta pistola para manifestantes

    Já em 2009 foi a vez dos professores do estado sentiram na pele a truculência de Sérgio Cabral. Durante uma manifestação que reuniu milhares de trabalhadores da educação em greve, em setembro daquele ano, o governador jogou a Tropa de Choque em cima dos professores. Bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e balas de borracha foram lançados de forma indiscriminada contra os educadores, deixando um saldo de mais de 10 feridos. A foto de um PM apontando uma pistola pra uma manifestante estampou os jornais do dia seguinte.

    Em 2011, outro ataque contra os movimentos sociais. Um dia antes da visita de Barack Obama ao Brasil, em março, 13 manifestantes que protestavam contra o presidente norte-americano são presos, incluindo uma senhora de 69 anos e um adolescente menor de idade. Nove eram do PSTU. Numa clara retaliação política, eles ficam 72 horas detidos e os homens têm a cabeça raspada.

    Manifestantes são libertados após mais de 70 horas detidos

    Uma outra imagem que serve para ilustrar o caráter fascistóide desse governo é a fotografia de um policial militar lançando um spray de pimenta no rosto de uma criança. O gesto de sadismo e crueldade ocorreu durante a repressão a um protesto de moradores desabrigados do Morro do Bumba neste ano.

    Fascista
    O governador do Rio não tem a menor preocupação em esconder sua tendência fascista e preconceituosa contra a população pobre. Em entrevista ao Portal G1 em 2007, Cabral chegou a defender o aborto às mulheres pobres como forma de reduzir a criminalidade. Segundo ele, a alta taxa de fertilidade da população pobre “tem tudo a ver com violência”. “Você pega o número de filhos por mãe na Lagoa Rodrigo de Freitas, Tijuca, Méier e Copacabana, é padrão sueco. Agora, pega na Rocinha. É padrão Zâmbia, Gabão. Isso é uma fábrica de produzir marginal”, disse.

    Oficial da PM joga spray em cima de criança do Bumba

    Em 2010, uma outra declaração infeliz. Dessa vez ao lado de Lula, durante a vistoria de uma quadra esportiva. Um garoto pobre da comunidade se aproxima de Cabral e Lula, reclama que a quadra não abre para os moradores. A fala repercutiu pois Lula disse ao menino que o esporte que ele praticava, tênis, seria "esporte da burguesia". Cabral não fica atrás. Quando o menino reclama que acorda todo dia com o caveirão na porta de casa, o governador diz "mas e o tráfico?". Logo em seguida dispara contra o garoto: "você está fazendo discurso de otário". Logo depois ainda diz “Você é sacana, você não em engana não, seu sacana".
    A agressão aos bombeiros em greve é, assim, o estopim de uma escalada de falas e práticas do governo estadual que tem os pobres e os movimentos como alvo. A união das diversas categorias mobilizadas, porém, como os professores que acabaram de entrar em greve, pode pôr um fim nesse governo fascista. E calar a boca de Cabral.

    SOS Bombeiros - Cabral ditador do Rio

    Passeata transforma avenida Atlântica no Rio em ‘tsunami vermelho’

     Manifestação de apoio aos bombeiros lembrou das manifestações das “Diretas Já” ou do “Fora Collor”



    Uma gigantesca onda vermelha de gente em frente ao mar azul de Copacabana. Foi assim que várias pessoas descreveram a manifestação em apoio aos bombeiros realizada nesse dia 12 de junho no Rio de Janeiro. O ato público, que reuniu ainda diversas categorias em luta no estado, reuniu algo como 50 mil pessoas na orla do famoso bairro carioca.

    Mar vermelho
    A manifestação teve início logo de manhã, em frente ao Copacabana Palace. Milhares de manifestantes vestindo vermelho se concentraram no local, com faixas em apoio aos bombeiros e contra o governador Sérgio Cabral, antes de saírem em passeata. Além dos bombeiros e familiares, a manifestação reuniu policiais militares, que caminharam em coluna, policiais civis, profissionais da educação que entraram em greve na última semana, além de trabalhadores da saúde do estado. Metroviários, servidores federais, carteiros e bancários completavam a enorme passeata colorada.
    No decorrer da caminhada, a população demonstrava seu apoio amarrando fitas vermelhas no corpo, usando lenços ou mesmo balançando panos vermelhos nas janelas. As imagens do ato fizeram muita gente se lembrar das manifestações das “Diretas Já” ou do “Fora Collor”. A exigência de “anistia” e reajuste salarial dos bombeiros se unificava às reivindicações das categorias mobilizadas.

    Balões vermelhos tomam as areias da Zona Sul carioca
     
    A CSP-Conlutas esteve presente com uma coluna que chegou a reunir algo como 2 mil ativistas das mais diversas categorias. A professora do Rio Grande do Norte, Amanda Gurgel, fez questão de comparecer e demonstrar seu apoio aos bombeiros e às categorias mobilizadas. A CSP-Conlutas distribuiu cerca de 20 mil adesivos em apoio às lutas, além de levar uma faixa de 40 m². O PSTU, por sua vez, distribuiu 15 mil adesivos chamando Sérgio Cabral de “ditador”.
    Em clima de festa e comemoração pela libertação nesse sábado dos 439 bombeiros presos há uma semana, a manifestação seguiu em marcha até o Forte de Copacabana, próximo ao Arpoador. ”Essa manifestação mostra que os ventos do Norte da África e da Europa começam a soprar por aqui”, afirmou o presidente do PSTU-RJ Cyro Garcia que, junto com a dirigente do Sepe Vera Nepomuceno e o cabo Benevenuto Daciolo, um dos líderes dos bombeiros, encerrou o ato.
    Cyro, que comparou aquele ato histórico a um “tsunami vermelho”, defendeu para a próxima quinta-feira, dia 16, um dia de luta contra o governo Cabral, unificando as paralisações já marcadas da saúde e das escolas técnicas com as demais mobilizações em curso.

    Leia também:
    Natal faz ato público em solidariedade aos bombeiros do RJ 

    PSTU lança cartaz e adesivo em apoio aos bombeiros do Rio


    O PSTU acompanha desde o início a mobilização dos bombeiros do Rio em defesa dos salários e condições dignas, e agora contra a repressão e a criminalização imposta pelo governo Sérgio Cabral. Os militantes do partido prestam sua incondicional solidariedade aos trabalhadores, tanto nas manifestações públicas quanto na tentativa de negociação com o governo.

    Lutar não é crime, lutar é um direito!

    A fim de divulgar mais ainda essa luta, o partido acaba de lançar uma série de materiais como adesivos, cartaz, além de uma versão especial do boletim nacional. Os materiais exigem a imediata libertação dos 439 bombeiros, e denunciam o processo de criminalização dos movimentos socais por parte do governo do estado.
    A primeira impressão traz 20 mil adesivos, além de 2 mil cartazes e 48 mil boletins. Um segundo cartaz já está sendo preparado.

    Cartaz

     
    Adesivo