Foto: Reynaldo Vasconcelos / Divulgação
No sábado, dia 25 de maio, os movimentos sociais deram uma resposta aos casos de homofobia que vêm acontecendo no Rio de Janeiro. Desta vez, a solidariedade foi com Fernando Soares, jornalista, militante e realizador de trabalho de educação popular na cidade. No dia 18 de maio, Fernando foi agredido fisicamente e verbalmente com xingamentos homofóbicos, no bar Sinuca de Bico na Lapa.
O ato contou com cerca de 100 pessoas, com a presença de organizações dos movimentos sociais e ativistas LGBT´s, além de pessoas que passavam pelo local e ficaram sensibilizadas pelo fato. A manifestação marchou pelas ruas na Lapa, sendo recebida com bastante simpatia pelas pessoas que estavam nos bares e restaurantes do bairro. Com músicas e palavras de ordem contra a homofobia, muitos se juntavam aos manifestantes, demonstrando toda sua solidariedade a Fernando Soares e apoio à bandeira LGBT.
A agressão sofrida pelo jornalista é mais uma prova de que há uma onda de violência homofóbica em nosso país E infelizmente, esses casos tornam-se cada vez mais comuns. As poucas estatísticas existentes, produzidas pelo próprio movimento (Grupo Gay da Bahia), apontam que centenas de LGBT’s são assassinados todos os anos, o que torna o Brasil líder no ranking de assassinatos homofóbicos. No Brasil, pelo menos um LGBT é assassinado a cada 31 horas. Segundo o GGB, os jovens entre 20 e 29 anos representam 46% das vítimas.
Os governantes têm muita responsabilidade sobre esta realidade. Em 10 anos o governo do PT, que tem maioria no congresso, teve a chance de aprovar a criminalização da homofobia. No entanto, o governo permitiu que o senador homofóbico Marcelo Crivella retalhasse o PLC 122 (que criminaliza a homofobia) e suspendeu o kit anti-homofobia nas escolas para salvar o ex-ministro Antônio Palocci de uma CPI. Além disso, este ano se retirou da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para entregá-la ao controle do Partido Social Cristão (PSC) que elegeu o reconhecido machista, homofóbico e racista Marco Feliciano para presidência da comissão.

Casos com este não podem continuar ocorrendo. O PSTU exige dos governos a prisão dos agressores de Fernando Soares e a criminalização da homofobia. O capitalismo utiliza a homofobia para explorar e dividir os trabalhadores. Por isso, a bandeira dos direitos humanos e do socialismo deve ser erguida lado a lado, para construirmos uma sociedade verdadeiramente livre de toda opressão.
Foto: Reynaldo Vasconcelos / Divulgação
