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Nenhum dia de mandato para Jair Bolsonaro!



Bolsonaro atacou ferozmente a deputada Maria do Rosário (PT) no Congresso Nacional se utilizando do machismo para amedrontar e intimidar a parlamentar. Este sujeito banaliza a vida das mulheres e contribui para a violência machista que a cada duas horas faz com que uma mulher seja morta no país. Bolsonaro é conhecido por destilar seu ódio contra as mulheres, negros e LGBTs. É um reconhecido defensor da ditadura militar para garantir os interesses dos ricos e poderosos e representa o que há de mais abjeto na política brasileira. O projeto político do PT de governar com a burguesia vem favorecendo a própria direita: Bolsonaro é do PP, partido da base aliada do governo federal. O PT prometeu mudanças nas últimas eleições, mas no essencial dá sequência aos 12 anos que já estão no poder. Isto é comprovado mais uma vez pela escolha dos ministérios (Katia Abreu no Ministério da Agricultura e Joaquim Levy no Ministério da Fazenda); o escândalo da Petrobras arquitetado pela cúpula petista e demagogicamente utilizado pelo também corrupto PSDB; e a política econômica que segue garantindo os interesses das grandes empresas, bancos e latifundiários. 

Todos os movimentos, ativistas, partidos, coletivos e entidades comprometidas com a luta por um mundo mais justo e igualitário devem repudiar as declarações de Bolsonaro, exigindo a cassação do mandato e sua punição.

Diante desta tarefa de unir os lutadores contra os resquícios da ditadura e o machismo, nos causou muitíssima estranheza a foto onde o deputado Daciolo, deputado federal eleito pelo PSOL-RJ, aparece ao lado de Bolsonaro. É público e notório que o PSTU apoiou a luta dos bombeiros e neste processo tivemos oportunidade de estreitar relações com Daciolo, inequivocamente a grande liderança daquele movimento. Os bombeiros sentiram na pele a repressão do Bope durante a greve de 2011 na ocupação do Quartel Central.

Ocorre que Daciolo se envolveu numa polêmica quando corretamente se manifestou contra violência contra as mulheres no ato político de diplomação.
Após esta manifestação houve nas redes sociais uma tempestade de declarações em defesa de Bolsonaro e em crítica ao Daciolo, ao PSOL, à esquerda e as iniciativas de repúdio as declarações hediondas de Bolsonaro. Posteriormente postaram uma foto em que Daciolo aparece ao lado de Bolsonaro.

Tudo isso é agravado pelo fato do próprio Daciolo estar divulgando um vídeo onde propõe que um general das Forças Armadas assuma o cargo de ministro da Defesa. Nesta declaração cita os baixíssimos investimentos nas Forças Armadas em comparação com países centrais e atribui a isto o alto índice de violência. Divergimos categoricamente de Daciolo.

Sabemos que Daciolo sofre uma pressão enorme de sua  base social, que o elegeu com mais de 50 mil votos, e por isso, infelizmente, tentou se retratar diante das alas mais conservadoras das Forças Armadas. Ao nosso ver, Daciolo acertou em cheio quando protestou contra a violência contra a mulher e se equivocou enormemente ao sinalizar querer se conciliar com um filhote dos anos de chumbo. 

Discordamos categoricamente da necessidade de se ter um general como ministro. Este fato remonta a época da ditadura. Defender mais verbas para as Forças Armadas como solução para o problema da violência é gerar mais militarização das favelas, mais mortes e confrontos armados. O problema da violência é um problema social. Precisa ser tradado com oferta de empregos decentes, salários dignos, educação e saúde pública, de qualidade, legalização das drogas para acabar com o tráfico, acesso à arte, cultura, lazer e esporte.

Defendemos a mais ampla democracia para os praças das Forças de Segurança. Chega de ditadura nos quartéis! Os praças deveriam ter o direito de se organizarem politicamente, criar sindicatos e lutar por suas reivindicações como a eleição dos seus próprios comandantes. Tudo isso na perspectiva da desmilitarização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. E de fazer com que os soldados, cabos e sargentos, entendam que o problema do país é que os generais, junto com os governos, vêm entregando nossas riquezas para a elite do país e aos países imperialistas. Os generais, governos, megaempresários, todos os ricos e poderosos, tem o mesmo interesse que é defender seus lucros e privilégios, enquanto o povo pobre e trabalhador é brutalmente explorado e oprimido. Vemos isso nas fábricas, nos canteiros de obras, nos estaleiros, nas ruas e também nos quartéis. A saída não é um governo militar, dos generais, como foi na ditadura militar, mas sim um governo dos trabalhadores sem os patrões.


Por fim, acreditamos que a eleição de Daciolo expressou a heroica luta dos bombeiros e seu mandato deve ter esta marca. Consideramos fundamental que os movimentos sociais não titubeiem na luta contra as declarações machistas de Bolsonaro. A tarefa de qualquer parlamentar de esquerda é se opor categoricamente a este indivíduo que defende a volta da ditadura militar e o interesse das elites.

Aécio e Dilma NÃO nos representam!


É preciso organizar as lutas em defesa dos direitos e por um BRASIL PARA OS TRABALHADORES!

O 2° turno se aproxima e os trabalhadores e a juventude não têm nada a ganhar.
Após as eleições, os preços da gasolina e tarifas de luz e transportes vão subir. Seja quem for eleito, Aécio ou Dilma, haverá cortes nos gastos sociais para pagar a dívida pública e aumentar os lucros dos bancos. Diante da crise econômica, vão atacar os direitos dos trabalhadores e dos aposentados.

Aécio ou Dilma vão governar para banqueiros e empreiteiras, que financiaram suas campanhas milionárias, e tentar jogar sobre os ombros dos trabalhadores os prejuízos da crise.

Aécio Neves (PSDB) é representante direto dos bancos e amigo de FHC, que privatizou o patrimônio público a preço de banana. Geraldo Alckmim em São Paulo, e Anastasia em Minas Gerais, ambos do PSDB, são governos onde a brutalidade e a violência policial são a única resposta às demandas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

A continuidade do governo do PT, com Dilma Rousseff, tampouco vai trazer as mudanças que os trabalhadores e a juventude brasileira querem. Em 12 anos, o PT seguiu a mesma política econômica de privilegiar banqueiros e grandes empresas. Todo ano é pago R$ 900 bilhões aos bancos, enquanto isso a saúde e educação públicas estão um caos.  

Os trabalhadores e a juventude não podem depositar qualquer confiança ou ilusão em qualquer um deles. A única forma de garantir empregos e salários dignos, saúde, educação, transportes, moradia, terra e aposentadoria é através da organização e mobilização.

2º turno: voto nulo é que fortalece a luta dos trabalhadores

O voto é um gesto político que fortalece quem o recebe. Por isso, não podemos fortalecer nenhuma das alternativas que estão disputando o 2° turno e que vão atacar os trabalhadores. Respeitamos mas não concordamos com a lógica de votar no “menos pior”. O PSTU entende que, neste 2° turno, o voto que fortalece a nossa luta é o voto nulo.

Dayse Oliveira e Zé Maria: uma campanha a serviço da classe trabalhadora, dos pobres e dos negros

A campanha de Dayse Oliveira e Zé Maria, como de todos os candidatos do PSTU, esteve a serviço das lutas dos trabalhadores e de uma estratégia de transformação socialista para o nosso país.

Debatemos a necessidade de um governo dos trabalhadores, sem patrões, para fazermos as mudanças que o Rio de Janeiro e o Brasil precisam.

O PSTU não atua só nas eleições, nossa luta é todo dia, nas greves, ocupações e manifestações dos trabalhadores e da juventude.

Por isso, o PSTU agradece o apoio e os votos recebidos e chama todos a seguirem nessa jornada.
Nosso muito obrigado!

Pezão e Crivella são farinha do mesmo saco

Proteste! Vote nulo!

Por mais que Pezão se apresente como novidade, sofremos cada dia dos 8 anos em que ele esteve ao lado de Sérgio Cabral no comando do estado do Rio de Janeiro.  
A saúde pública é uma vergonha. As escolas da rede estadual estão sucateadas.

Pezão e Cabral fizeram a festa das empreiteiras com obras superfaturadas e removeram de forma violenta milhares de famílias para atender os caprichos da FIFA e os interesses dos empresários. Este governo usou o dinheiro público em festinhas particulares em Paris e passeios de helicóptero pelo Rio.

As UPPs castigam e matam os negros e pobres das favelas. Até agora estamos nos perguntando “Cadê o Amarildo?!”

Não podemos nos enganar com Marcelo Crivella. Ele não representa uma alternativa para os trabalhadores, porque também defende os interesses dos ricos e poderosos.

Enquanto mulheres e LGBTs seguem sendo agredidos e mortos pelo machismo e homofobia, o senador compartilha ideias preconceituosas a respeito das relações conjugais, sexualidade e aborto. Crivella disse: “Eu acredito que o homossexualismo não é doença, mas é pecado”. 

Em 2009 o bispo se utilizou de atos secretos para locação de assessores em gabinetes no senado para favorecer sua filha, que acabou nomeada pelo então senador Edison Lobão(PMDB). Isto é, uma grande troca de favores entre os senadores para acobertar o nepotismo.        

Crivella declarou que “se você deixar populações vivendo na miséria, nas regiões periféricas, elas migram para roubar na capital, onde tem a maior riqueza”. O bispo se esquece que os maiores ladrões do Rio estão na própria Assembleia Legislativa e nos bairros nobres da capital. 

O PSTU defende a mais ampla liberdade religiosa, mas entende que religião e política não devem se misturar. Já Crivella toma suas decisões políticas amparado em leis divinas e dogmas religiosos.

Nossas diferenças com o PSOL neste 2° turno


A resolução do PSOL sobre o 2° turno para presidente, na prática, é um apoio envergonhado à Dilma (PT). O partido é claro em sua orientação sobre Aécio Neves: recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais”, porque o tucano e seus aliados “são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina”. 

Mas em relação à Dilma, não há nenhuma orientação sobre o voto. A resolução até afirma que “Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado”, mas se cala diante do voto. A orientação é votar nulo ou em Dilma? A confusão não é casual, mas os deputados Marcelo Freixo, Jean Willys e Paulo Ramos sabem muito bem o que querem: votam Dilma. Paulo Ramos vai mais longe e já declarou apoio a Crivella. No Amapá, o PSOL tem o candidato a vice-governador na chapa de Camilo Capiberibe (PSB) e conta com o apoio ainda do PT e PCdoB. Mais uma vez o PSOL parece trilhar o caminho do PT.

Dayse defende o fim das UPP´s e a desmilitarização da PM

Candidata do PSTU ao Palácio Guanabara
defendeu as propostas durante entrevista
ao SBT na manhã de hoje (12)
Foto: Divulgação.
   A nossa companheira Dayse Oliveira participou na manhã de hoje da sabatina promovida pelo SBT Rio, em parceria com a Folha e o portal Uol. Durante a entrevista, Dayse falou sobre os pontos mais sensíveis aos trabalhadores do estado e defendeu o programa do partido para as eleições desse ano.

   Questionada sobre a recente greve dos profissionais de educação, Dayse, que também é professora da rede estadual de ensino, afirmou que Pezão dá continuidade ao projeto de privatização da educação no RJ e que toda sociedade sai prejudicada com o descaso dos governos com a educação pública. Dayse, que está licenciada da diretoria do SEPE/RJ, vem sofrendo ataques do governo do estado, através da secretaria de educação, como parte da política de criminalização das lutas, através do corte de ponto e abertura de inquérito administrativo que pode resultar até mesmo em demissão da companheira.

   Questionada sobre a política de segurança pública, Dayse afirmou que vai acabar com as UPP´s e desmilitarizar a PM, pois a política aplicada pelos governos Pezão/Cabral vem criminalizando os jovens da periferia do RJ e tem um direcionamento muito claro: a juventude negra e pobre do nosso estado. Para combater o tráfico, Dayse defendeu a legalização das drogas, com produção e distribuição sob controle do Estado, como forma de enfraquecer o poderio econômico das organizações criminosas, prisão e confisco dos bens dos empresários e políticos que financiam o tráfico de drogas e, para os dependentes e familiares que necessitam, acompanhamento médico gratuito fornecido pelo Estado.

   Questionada sobre a relação do nosso partido com os “black blocs”, Dayse foi categórica em afirmar que o partido não possui nenhuma relação com estes grupos e que não compactuamos com as ações isoladas nos atos e manifestações praticadas por estas organizações, como já deixamos claro em diversas notas políticas em polêmicas públicas travadas desde as manifestações de junho de 2013.

Transporte
   O transporte público no RJ segue um caos. E os mais prejudicados, obviamente, são aqueles que produzem toda a riqueza do nosso estado: os trabalhadores e trabalhadoras. Para conseguirmos um transporte público de qualidade, que atenda as necessidades dos trabalhadores, com passe livre para os estudantes, idosos e desempregados, combatendo a máfia dos transportes que segue lucrando as custas do sofrimento do povo pobre, para isso é preciso reestatizar o metrô, trem e barcas, colocando as companhias sob controle dos trabalhadores.

   Conheça o PSTU – O partido das lutas e do socialismo! Filie-se!

   Siga o Pstu Rio no twitter e os nossos candidatos ao senado Heitor Fernandes e a deputado federal Cyro Garcia e Mateus Ribeiro, além da página nacional do partido no facebook.

No primeiro dia de campanha, Zé Maria (PSTU) estará em bairros operários do Rio de Janeiro


PSTU iniciará sua campanha eleitoral em bairros operários do Rio

Da Redação,
Os locais escolhidos foram a Feira de Alcântara, no município de São Gonçalo e a Comunidade da Maré, na capital fluminense. A atividade também é parte do lançamento das candidaturas do PSTU no estado, com a professora Dayse Oliveira a governadora e a servidora Marília Macedo como vice.
Zé Maria, Dayse e Marília estarão acompanhados de Heitor Fernandes, que concorre a uma vaga no Senado; do presidente do PSTU no RJ e candidato a deputado federal, Cyro Garcia; além dos postulantes a deputados estaduais, militantes e simpatizantes do partido.
“Nossas candidaturas estão focadas na classe operária. Tanto a cidade de São Gonçalo, onde resido, quanto a Maré, concentram uma grande quantidade de trabalhadores que sentem no dia a dia a consequência de políticas que privilegiam os ricos, gastos com a Copa, no lugar de investimentos em transporte, saúde, educação, moradia e direitos aos trabalhadores”, opinou Dayse Oliveira.
A escolha das duas cidades não foi à toa. Município com a segunda maior população do estado, São Gonçalo é moradia de grande parte dos trabalhadores do Comperj, que protagonizaram algumas das principais greves e manifestações operárias do país nos últimos anos e tiveram apoio de Zé Maria e do PSTU. Já a capital fluminense, concentrou lutas de categorias importantes, como garis, rodoviários, educadores e juventude.
“As manifestações e greves que sacudiram o Brasil mostraram que a população não está satisfeita. Tem muita coisa errada, e é preciso mudar. A riqueza do país tem que ficar na mão de quem trabalha, e não na mão de quem explora. Não pode ser que as obras dos estádios da Copa tenham ultrapassado os R$ 8 bilhões, enquanto as pessoas morram nas filas dos hospitais. Colocamos nossas candidaturas a serviço dessas bandeiras”, afirmou Zé Maria.
Na Maré, a população sofre, cotidianamente, com a militarização da comunidade através da ocupação das UPPs e por isso foi palco de grandes mobilizações em 2013. “O caso Amarildo na Rocinha escancarou para a sociedade o que significa a presença das UPPs nas comunidades. A defesa da desmilitarização da polícia está na ordem do dia. Nossa candidatura estará ao lado dos moradores da comunidade contra a repressão e a criminalização da pobreza”, completou o candidato.
Calendário:
> A partir das 10h, Zé Maria, candidatos do PSTU e militantes farão uma caminhada na Feira de Alcântara, em São Gonçalo.
> Às 13h, visitarão a Comunidade da Maré, na capital fluminense.

Convenção estadual do PSTU lança a professora Dayse Oliveira para governadora do Rio

Partido terá chapa própria para todos os cargos nestas eleições. Cyro Garcia será o candidato prioritário a deputado federal e Heitor Fernandes disputará vaga ao senado.


Por Arthur Gibson, da redação

  Em clima de muito entusiasmo, a militância do PSTU decidiu em Convenção Estadual a chapa para concorrer às eleições. O nome escolhido para a candidatura ao Governo do Estado foi o da professora da rede estadual Dayse Oliveira. Moradora de São Gonçalo e negra, Dayse tem a cara das trabalhadoras e trabalhadores do Rio de Janeiro.
Convenção Estadual foi realizada na sede do partido
e reuniu delegados de todo o Estado
Fotos: RB
Com larga trajetória de luta, foi voz ativa nas últimas greves da educação no estado. Dayse, que será a única mulher a disputar as eleições para o governo, já foi candidata a vice-presidente em 2002, a prefeita de São Gonçalo em 2004 e 2012, e a senadora em 2006. 
  Para o senado, o PSTU indicará Heitor Fernandes, liderança dos trabalhadores dos Correios. Para deputados estadual e federal, o PSTU terá vários candidatos nas principais cidades do RJ. Todos eles são lutadores reconhecidos em diversas categorias da classe trabalhadora. A principal candidatura será a de Cyro Garcia para deputado federal.

O cenário das eleições no RJ


  Nestas eleições, a esquerda socialista tem uma importante
Cyro Garcia será candidato a Deputado Federal, com
a proposta de mudar radicalmente o modelo político e
econômico do país, apoiando-se nas lutas da classe trabalhadora
tarefa. A retomada das lutas em junho de 2013 deu um novo fôlego ao movimento grevista no país. Os trabalhadores desconfiam dos políticos, do congresso, da justiça. O governo Dilma enfrenta queda de popularidade. No Rio, Sérgio Cabral foi escorraçado pelos trabalhadores a ponto de não conseguir se candidatar a nada. As UPP's, principal política dos governos federal e estadual no Rio de Janeiro, são bastante criticadas pelos trabalhadores.
  Diante deste cenário, é preciso fazer um duro balanço dos governos federal e estadual. A candidatura de Pezão (PMDB) representa a continuidade da política repressiva, corrupta e de privilégio aos ricos de Sérgio Cabral. Não à toa, sua primeira medida foi a violenta desocupação de famílias que moravam no prédio abandonado da TELERJ. Lindbergh (PT) quer aparecer como novidade, mas não é uma alternativa para os trabalhadores. Seu partido elegeu Cabral e fez parte do seu governo até os últimos minutos. Garotinho (PR) tenta aproveitar o desgaste do PT e de Cabral para voltar ao governo como salvador da pátria. Seu governo, no entanto, também foi marcado pela corrupção e repressão aos trabalhadores.

Por que não haverá Frente de Esquerda no RJ


  Diante deste cenário de desgaste dos partidos tradicionais e de fortalecimento das lutas dos trabalhadores, seria fundamental uma candidatura unitária da esquerda que defendesse uma mudança de verdade. O PSTU se colocou a favor da construção de uma Frente de Esquerda com o PSOL e o PCB que encampasse esta tarefa. 
  Infelizmente, o PSOL mais uma vez se negou a compor uma Frente com o PSTU no Rio. Segundo o PSOL-RJ, não seria possível fazer a Frente, já que ela não se realizou na candidatura a presidente. Se isto fosse verdade, não teríamos a Frente se constituindo em vários estados como SP, MG, CE. O PSOL também alega que o PSTU teria exigido um tempo privilegiado de TV. No entanto, apesar de discordarmos da proposta de divisão de tempo do PSOL, jamais nos negamos a negociar uma proposta de comum acordo. Na realidade, os dirigentes deste partido avaliam que a candidatura de Cyro Garcia ameaçaria a eleição de um candidato do PSOL. Com base nesta visão, puramente eleitoreira, se negaram a continuar as negociações para uma Frente de Esquerda.

Uma polêmica programática com o PSOL


  Diante deste cenário, tanto PSOL quanto PSTU terão candidaturas para o governo nestas eleições. Apesar disto, não achamos que estamos em campos opostos nestas eleições. Ambas são candidaturas de oposição de esquerda ao governo. No entanto não podemos deixar de demonstrar preocupação com as recentes declarações do candidato Tarcísio Motta.
  Perguntado pelo jornal O Dia se seria contra as UPP's, o candidato do PSOL respondeu: “Não. Mas ela precisa ser mais do que isso. (...) É preciso construir uma política de segurança que tenha a garantia de direitos básicos das pessoas”. Nós, do PSTU, achamos que não é possível remodelar as UPP's, tornando-as um projeto melhor. Não é possível uma candidatura socialista que não denuncie implacavelmente esta política que promove a tortura, matança e repressão de negros e negras nas favelas. 
  Nesta mesma entrevista, Tarcísio Motta se mostra disposto a governar dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A LRF é um mecanismo criado para que os governos limitem seu investimento com as áreas sociais e possam enriquecer os banqueiros. Nenhum governo poderá resolver os problemas da saúde, educação, transporte, moradia e segurança sem romper a aliança com banqueiros e empresários e revogar a LRF.

Uma alternativa socialista nas lutas e nas eleições


  Nestas eleições, as candidaturas do PSTU estarão a serviço da luta dos trabalhadores. Faremos de nossa campanha um palanque onde os trabalhadores poderão ser ouvidos. Nossas propostas apontam para uma ruptura com
A professora Dayse Oliveira é moradora
de São Gonçalo e traz a cara da classe
operária: mulher, negra e da periferia
o modelo político e econômico atual. Queremos o fim dos privilégios dos políticos, que devem receber um salário igual ao de um operário. Os políticos que não cumprirem suas promessas de campanha devem ter seus mandatos revogados. 
  Com Dayse Oliveira candidata ao governo do RJ, queremos denunciar a violência que sofrem as mulheres e os negros nas favelas e a exploração dos operários de nosso estado. Seremos implacáveis no combate à violência policial, defendendo a desmilitarização da PM e o fim imediato das UPP's. Lutaremos pelos direitos das mulheres, exigindo o fim da diferença salarial entre homens e mulheres, descriminalização do aborto, e creches públicas, gratuitas e de qualidade.
  Faremos uma campanha independente dos patrões, sem receber nenhum centavo de nenhuma empresa. Nestas eleições, com os candidatos do PSTU, os trabalhadores terão uma alternativa socialista e vinculada às lutas.

Um esforço sincero por uma Frente de Esquerda no Rio de Janeiro


Uma conjuntura de muitas lutas

O Rio de Janeiro vive momentos intensos de lutas, que na verdade já vêm se desenvolvendo há alguns anos.  Desde a greve dos bombeiros e profissionais de educação em 2011, há um maior acirramento da luta de classes. Mas foi a partir das Jornadas de Junho que os movimentos sociais partiram para a ofensiva e colocaram contra a parede o governador do Estado, o prefeito e a presidenta Dilma. O movimento pelo “Fora Cabral” foi gigantesco e acelerou a renúncia do governador.
De junho pra cá, vivemos as mais importantes lutas das últimas décadas. Milhões foram às ruas contra as injustiças da Copa do Mundo. Eram jovens e trabalhadores questionando o aumento do preço das passagens e todas as injustiças sociais. Questionava-se desde a contradição entre os altos gastos da Copa em comparação com a situação da saúde e educação, até as remoções forçadas de milhares de famílias. 

Essas mobilizações de rua serviram para mostrar ao conjunto da classe trabalhadora que era preciso lutar e era possível vencer. Foi assim que os garis deram um exemplo de força dos trabalhadores, derrotando a prefeitura e conquistando suas reivindicações. Agora, inspirados nos garis, várias categorias deflagram greve e preparam suas lutas. A greve dos rodoviários é um sintoma do descontentamento dos trabalhadores com as péssimas condições de vida e salário. Neste período, vale também destacar as fortes greves operárias no COMPERJ e na PETROBRAS. São esses trabalhadores da construção civil e da área do petróleo, os grandes responsáveis pelas riquezas do nosso Estado, pelo peso da área petrolífera na economia do Rio de Janeiro. Enquanto a PETROBRAS engorda o lucro de seus acionistas estrangeiros, se afundando em negociatas escusas, os trabalhadores pagam a conta com a ameaça de retirada de direitos e um avanço da privatização da empresa.

Os episódios de violência policial nas manifestações escancararam para todos o papel da Polícia Militar. As torturas, assassinatos e sumiços, são praticados cotidianamente nas favelas cariocas em nome de uma suposta pacificação. A política das UPPs, longe de acabar com o tráfico, apenas substitui a opressão dos traficantes pela da polícia. Diante do aumento da militarização das favelas e da violência policial, os moradores foram também a luta. DG, Cláudia e Amarildo se tornaram símbolos da resistência popular nas favelas contra essa política de segurança assassina do governo PMDB/PT.

Nas eleições: um programa classista e socialista
Nesta conjuntura chegamos às eleições para governador. Vivemos uma democracia dos ricos, onde todos os nossos direitos políticos estão limitados a votar a cada dois anos e assistir sempre o mesmo resultado. As promessas se reciclam e nada muda.  As eleições são um jogo de cartas marcadas, dominadas pelos grandes partidos que tem sua campanha sustentada pelos grandes empresários. 


O PSTU é um partido diferente. Participamos das eleições não para eleger candidatos a todo custo ou porque acreditamos que pelo parlamento as coisas podem melhorar. Mas simplesmente para levar aos milhões de trabalhadores um programa socialista e revolucionário de ruptura com a ordem vigente. Utilizamos as eleições, portanto, para disputar a consciência dos trabalhadores de que as opções políticas burguesas não resolvem seus problemas, pelo contrário, são os responsáveis pelas péssimas condições de vida, pelos baixos salários, pela violência, pelo sucateamento dos serviços públicos. É assim, pois estes governos sejam do PT, PMDB, PSDB ou PR, atendem aos interesses dos ricos e poderosos, fazendo de tudo para garantir os lucros dos grandes empresários. 


Mas não basta dizer que as diversas opções burguesas não servem e nem podem atender as reivindicações apresentadas nas Jornadas de Junho e na luta cotidiana da classe trabalhadora. Precisamos apresentar uma alternativa da classe trabalhadora. Ou seja, uma candidatura que seja um ponto de apoio às incontáveis lutas dos trabalhadores, se transformando numa plataforma para as reivindicações das greves das diversas categorias, denunciando todas as situações revoltantes que os trabalhadores são submetidos.  Partindo disso, apresentamos como saída para o nosso Estado um programa socialista. Isso significa dizer que para resolver todos os problemas mais sentidos pelos trabalhadores e jovens, precisamos mudar o sistema social que vivemos, atacar os privilégios e lucros da burguesia e defender um Rio de Janeiro para os trabalhadores. Só assim podemos ter uma candidatura que defenda até as últimas consequências as reivindicações surgidas nas Jornadas de Junho e as demandas dos trabalhadores.

Por uma frente de esquerda no Rio de Janeiro!
Nestas eleições e com estas propostas, defendemos uma Frente de Esquerda no Rio de Janeiro entre PSOL, PSTU e PCB. A frente não é um princípio para nós. Os partidos têm o direito de apresentar as suas candidaturas próprias e é natural que o façam. Nossa estratégia na eleição é levar nosso programa ao maior número de trabalhadores possível e ganhá-los para essas posições. 


Consideramos a frente muito importante no Rio de Janeiro nesta eleição, porque acreditamos que podemos alcançar um grande número de trabalhadores e jovens com um programa que responda minimamente as demandas de junho e as greves de nossa classe. Nesse sentido, estamos articulando reuniões com setores do PSOL-Rio que estão dispostos a construir a frente (infelizmente sua direção majoritária já descartou essa possibilidade) e também com os camaradas do PCB. Queremos transformar esse desejo em ação através da realização de um ato público para batalharmos juntos pela Frente de Esquerda. 

Sabemos das diferenças programáticas profundas entre nós. Apesar disso, consideramos estes partidos, neste momento, aliados importantes nas lutas que estão em curso. Não propomos uma frente com nosso programa acabado. Desejamos sentar de forma democrática e discutir um programa, inclusive com ativistas e organizações independentes, mas, para nós, este deve ter um marco: as reivindicações dos trabalhadores e jovens que se expressaram nas ruas desde junho e qual será a nossa política para implementar essas reivindicações. Além disso, esta frente deve ter alguns critérios como o não recebimento de dinheiro da burguesia, nenhuma coligação com partidos burgueses e o respeito ao peso das organizações componentes. Em 2012, consideramos desrespeitosa a proposta do PSOL de frente apenas na majoritária, pois esta seria uma frente que beneficiaria apenas o PSOL.

Este texto é parte de um esforço sincero e honesto para a construção de uma Frente de Esquerda no Rio de Janeiro, que respeite o peso das organizações e dispute a consciência da classe trabalhadora. 

Cyro Garcia, presidente estadual PSTU-RJ

Rodoviários em luta realizam coletiva com a imprensa para explicar os motivos da greve no Rio

Mais de 30 profissionais de imprensa estiveram presentes
a coletiva. Na mesa: Dr Jorge Bulcão, Dra Isabela Blanco,
Luis Fernando (membro da categoria), Renato Gomes (pela
executiva estadual da CSP-Conlutas), Maura (cobradora) e
Helio Freire (motorista). Foto: Rodrigo Noel.
Por Dirley Santos, do Rio de Janeiro

   Ocorreu na tarde desta terça-feira, 15/5, na sede da CSP-Conlutas-RJ uma coletiva de imprensa de representantes de uma comissão de base dos trabalhadores rodoviários em greve e com a direção e a assessoria jurídica da CSP-Conlutas/RJ sobre a paralisação de 48 horas dos rodoviários da capital fluminense que teve início desde à meia-noite de hoje.

   A comissão de base, representada pela cobrada Maura e pelos motoristas Hélio e Luis Fernando, relatou as péssimas condições de trabalho que têm provocado o adoecimento da categoria, onde motoristas são obrigados a conduzirem ônibus mesmo sofrendo de vertigens; é constante o assédio moral pelas empresas de ônibus, com ocorrência de ameaças e agressões físicas por parte de “capatazes”, há falta até mesmo de banheiros. 

   A comissão de base externou ainda a revolta da categoria com a condenação judicial sobre apenas 4 membros da categoria e reivindica que o Ministério Público (MP) investigue a relação entre a Rio Ônibus, a Fetranspor e o sindicato da categoria. A comissão de base denunciou as ameaças que parte da categoria tem sofrido por milicianos na Zona Oeste e dos estranhos dados sobre ônibus depredados que foram fornecidos apenas pela patronal.

   Infelizmente alguns profissionais de imprensa insistem em falar sobre o mínimo de 30% de ônibus circulando. Os advogados que estão assessorando a categoria dos rodoviários confirmam a legalidade da greve e das comissões de base das categorias que se rebelam contra suas direções sindicais, como ocorreu com os garis recentemente. Informaram ainda que a Justiça foi rápida para criminalizar a lutas, mas é lenta na resolução das demandas trabalhistas, já que o dissídio da categoria ainda não foi julgado.

   Os advogados denunciaram ainda as detenções arbitrárias sob acusação de depredação e esclareceram que todos os que conseguiram apoio jurídico já foram liberados por absoluta falta de provas.

   Apesar da repressão da patronal, da criminalização da Justiça e do Estado, e das calúnias veiculadas na imprensa os rodoviários se mostram dispostos a negociar. Se solidarizam com a população pelos transtornos e responsabilizam a intransigência da patronal e do sindicato em negociar.

   Por fim, o representante da Executiva Estadual da CSP-Conlutas Renato Gomes denunciou que a exploração dos trabalhadores rodoviários se dá através do aumento do custo de vida que faz com que os salários percam seu valor de compra. Além disso, denunciou o risco que a implantação total da dupla função de motorista-cobrador trás aos rodoviários e à população como um todo.

   O PSTU tem dado, através de seus militantes, todo apoio e solidariedade aos trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro e exige o atendimento imediato de suas reivindicações. 

   A greve dos rodoviários se dá em um momento em que várias categorias também estão em greve como os servidores públicos federais e os profissionais de educação da redes públicas ou ou se mobilizando como os próprios policiais federais; por isso reafirmamos a necessidade de unificarmos todas a lutas que estão ocorrendo para que mostremos a Dilma, Pezão, Paes e patrões que agora e na copa vai ter luta!

Veja também: 

Atualizado as 18:42h.

Todo apoio aos trabalhadores rodoviários em greve no Rio

Foto: Thiago Hastenheiter
Da Direção

Definitivamente, os ventos de junho sopraram na classe trabalhadora organizada e nas favelas do Rio. Seguindo o exemplo dos garis, os rodoviários foram à luta e cruzaram os braços em uma greve de 24 horas deflagrada na tarde deste quarta-feira, 7 de maio.

Na pauta de reivindicações os grevistas exigem o fim da dupla função motorista-trocador; salário de R$ 2.500 para os motoristas, R$ 1.400 para os trocadores e reajuste de 40% para demais funções; cesta básica de R$ 400; e jornada de trabalho de seis horas.

É inadmissível que os motoristas trabalhem cerca de 12 horas por dia para sustentar suas famílias e ainda sejam obrigados a acumular a função de trocador por um salário miserável. A sede de lucro dos empresários dos transportes e a superexploração estão cobrando o seu preço. Segundo o próprio sindicato patronal Rio Ônibus, apenas 30% dos veículos estão circulando na cidade, e 325 foram apedrejados. Motoristas e trocadores estão apenas protestando contra anos de humilhação e mostrando quem faz a cidade funcionar.

Tudo começou quando o sindicato pelego (filiado à UGT), que diz representar os trabalhadores rodoviários, assinou um acordo coletivo rebaixado sem consultar a categoria. Tornam-se cada vez mais frequentes as rebeliões de base que atropelam suas direções. Foi assim nas greves dos garis, dos operários do Comperj e em diversas obras do PAC pelo país. A CSP-Conlutas, por sua vez, está na greve dos rodoviários apoiando incondicionalmente sua luta e não descansará um só minuto para que a vitória seja alcançada.

A aliança da mídia oficial com os governos e o sindicato pelego para tentar desmoralizar a greve cairá por terra. O apoio da população aos grevistas é emocionante por um motivo muito simples: ninguém aguenta mais pagar R$ 3 por um serviço de péssima qualidade. Todos os dias a população é refém de ônibus superlotados, que demoram horas para chegar aos pontos, e transportam os passageiros sem nenhuma segurança. São horas num trânsito infernal numa cidade em colapso.

Agora chega! As contradições geradas pela Copa do Mundo abriram os olhos de nossa classe para as injustiças sociais. Ninguém está mais disposto a tolerar a farra dos empresários. O transporte rodoviário do Rio está nas mãos de famílias burguesas mafiosas, que contam com a total colaboração do prefeito Eduardo Paes, do governador Pezão e com a cumplicidade da presidente Dilma Rousseff.

Para solucionar a crise do transporte rodoviário o PSTU defende o atendimento a todas as reivindicações dos trabalhadores rodoviários; a ampliação da frota de ônibus para melhor atender a população; a criação de novas linhas de ônibus para alcançar as áreas da cidade onde o serviço não chega; tarifa zero à toda população; estatização das empresas de ônibus sem nenhuma indenização às famílias mafiosas.

Um último recado aos poderosos: na Copa vai ter luta! Nunca mais duvidem da força da classe trabalhadora.

1º de maio combativo e classista!



por Rodrigo Barrenechea

   Aproximadamente 400 pessoas caminharam pela Avenida Brasil, na zona norte do Rio de Janeiro, no ato de Primeiro de Maio convocado pela Plenária de Movimentos Sociais. Os manifestantes protestaram contra a ocupação militar das comunidades pobres, por mais investimentos em saúde, educação e moradia e apresentando uma alternativa classista e combativa para a classe trabalhadora. A passeata concentrou-se num dos acessos ao Complexo da Maré, em frente à Fiocruz, e caminhou por cerca de 1 Km, até a Passarela 7 da Avenida Brasil. Chegando lá, sindicatos, movimentos sociais e de juventude, e partidos políticos falaram por uma forma diferente de se tratar a pobreza no país, sem assistencialismo e sem repressão policial.

   Este ato teve grande importância não apenas por se realizar na Maré, comunidade ocupada pelas Forças Armadas, mas por se colocar como alternativa aos eventos das principais centrais sindicais, como a CUT ou a Força Sindical, que fazem "festas" com shows de artistas e sorteios. Desta forma, a data perde todo seu caráter de luta da classe trabalhadora, transformando-se num palco para apoiadores ou opositores do governo Dilma, que por fim buscam apenas aperfeiçoar o capitalismo e a exploração social.  


Agora, é preparar o dia 15 de maio, primeira data das jornadas de luta que antecedem os protestos durante a Copa do Mundo.