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Atos reivindicando democracia agitaram o Rio nesta terça-feira

Manifestações democráticas contrastaram com ofensiva dos governos e da grande mídia

Por Rodrigo Noel e Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro


   A manhã de hoje começou agitada no Rio. Com um ato marcado pela ampla unidade dos setores democráticos da política fluminense, a OAB-RJ recebeu em sua sede, no Centro do Rio, o ato "Em defesa da democracia - Contra a criminalização da liberdade de manifestação". O auditório da seccional ficou pequeno. Ali estavam parlamentares de esquerda, ativistas de direitos humanos, jovens estudantes, sindicalistas, militantes feministas, advogados e toda uma gama de bravos lutadores e lutadoras que estavam ali em defesa da democracia, em defesa do direito a reunião e organização política.

   Os informes e relatos de arbitrariedades promovidos pelo Governo do Estado do RJ são alarmantes. Vão desde a invasão a casa de militantes sem mandado de busca, com confisco de livros e documentos pessoais, até inquéritos intermináveis, no intuito de perseguir politicamente aqueles que defendem uma sociedade mais justa e fraterna.
Cyro Garcia
(por celular)

   Em sua fala, o presidente do PSTU-RJ, nosso companheiro Cyro Garcia, contextualizou a repressão que vivemos nos dias atuais: "O Rio de Janeiro vive com mais intensidade esse recrudescimento da criminalização dos movimentos sociais, mas esse é um processo nacional. Em Porto Alegre nosso companheiro Matheus Gordo teve sua casa invadida, documentos e livros confiscados e é acusado de formação de quadrilha. Em São José dos Campos (interior de SP), o companheiro Renatão foi processado pela mesma juíza que ordenou o massacre do Pinheirinho, por organizar um tradicional bloco de carnaval do sindicato dos metalúrgicos da região".

   Ao final do ato, foram organizadas comissões de diálogo com os movimentos sociais, de profissionais do Direito e outra comissão que reúne os parlamentares, a fim de organizar a luta em defesa da democracia nos mais diversos âmbitos de atuação. Antes de encerrar a atividade, chegou a todos e todas a informação que a ALERJ (Assembleia Legislativa do RJ) acabara de abrir um inquérito disciplinar contra a deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ) por esta ter dado carona a advogada Eloisa Samy ao sair do Consulado do Uruguai, onde foi pedir asilo ontem.

Mídia criminaliza e faz o serviço sujo dos governos


   Em matéria publicada no jornal O Globo, são feitas acusações a diversos sindicatos, como o Sepe e o Sindipetro, de envolvimento com os ativistas acusados. Além de notoriamente inverídica, a reportagem tem perigosas implicações para a relação entre meios de comunicação e liberdades democráticas.
   Segundo O Globo, a investigação da polícia civil "revelou indícios do envolvimento de sindicatos no financiamento de protestos". Tais indícios "foram usados para abrir um novo inquérito, com o objetivo de chegar aos financiadores". Ainda, segundo a reportagem, foram lançados coquetéis molotov contra os integrantes da Força Nacional de Segurança.
   Vamos primeiro às respostas dos sindicatos: o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), em nota, refuta as acusações do jornal, afirmando que suas reivindicações são elaboradas pelo conjunto da categoria dos educadores, por meio de assembleias. Ainda, que nelas não constam "apoio do sindicato à atos violentos e de dilapidação do patrimônio público ou privado"; por fim, que nada é decidido de forma secreta ou clandestina, já que as reivindicações "são amplamente divulgadas pela imprensa do sindicato, através da sua página oficial do SEPE/RJ na internet ou quando a Coordenação Geral é chamada para entrevista". Já o Sindipetro-RJ, em nota assinada por seu secretário-geral, Emanuel Cancella, rejeita "as distorções trazidas na matéria 'A conexão sindical' do Jornal O Globo desta terça-feira, 22 de julho, que busca criminalizar movimentos sociais e manchar o nome e a história de luta da nossa entidade". Além disso, diz que a suposta ajuda dada a manifestantes na verdade se tratava de auxílio dado a atos políticos legais, como "o protesto contra o leilão de Libra e outras manifestações, como os atos contra a privatização do Maracanã, em defesa da Aldeia Maracanã, contra a demolição da Escola Municipal Friedenreich, do Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare. Consideramos legítimo o apoio a livre expressão dos movimentos sociais na luta por direitos sociais e por uma vida melhor. Nada disso é proibido pelas leis brasileiras". Por fim, na nota o Sindipetro questiona a ética editorial da reportagem, "que deu um péssimo exemplo de jornalismo ao publicar matéria baseada em inverdades e sem ouvir a versão dos fatos do alvo de seu ataque, neste caso, nós do Sindipetro-RJ".
   Quanto às escolhas da matéria, um aspecto da nota assinada por Cancella é sintomático: a falta de provas sobre a suposta violência dos manifestantes contra a Força Nacional de Segurança, no ato contra o leilão de Libra, na Barra da Tijuca. "Diferente do que fala a matéria, também vale destacar que a violência no ato contra o leilão de Libra partiu da força policial. Temos toda a manifestação gravada e nos colocamos a disposição para comprovar essa grande inverdade da matéria". Ou seja, a reportagem de O Globo não apenas não ouviu todas as partes envolvidas, como não foi a fundo na apuração dos fatos. Nós, do Pstu Rio, estivemos presentes ao ato e não vimos nem coquetéis molotov nem que a violência tenha partido dos manifestantes. Ao contrário, foi a FNS que investiu contra os ativistas, que pouco fizeram além de se proteger das bombas de gás e balas de borracha.
   Cabe então perguntar: o que deseja o jornal O Globo com essa linha editorial? A sua tão propalada "isenção" pode ser levada à sério diante de acusações sem fundamento? Sua "imparcialidade" leva a que só um dos lados da questão seja ouvida? Ou se trata de validar o intento de criminalizar os movimentos sociais por meio de um discurso que diz quem vai às passeatas é "vândalo" e que sindicatos, fóruns de ativistas ou partidos são "quadrilhas"?

À noite, ato cultural pede libertação dos presos políticos


   No fim do dia, outra manifestação, realizada também no centro do Rio, pediu pela liberdade aos presos políticos. Reunidos em frente ao Tribunal de Justiça, os ativistas lavaram a escadaria do prédio, em protesto às prisões arbitrárias e em alusão do caso de Rafael Braga. Ele, preso por supostamente portar explosivos e detido no complexo penitenciário de Bangu, estaria na verdade levando detergente em sua mochila.
   Apesar da forte presença policial, o ato - que marchou do TJ até a Cinelândia, onde um show foi feito - transcorreu em calma. A propósito da presença da PM, chegou a nosso conhecimento que uma profissional de imprensa ligada à esquerda foi continuamente provocada pelos policiais, que diziam a ela que "isso não ia dar em nada", "que todo mundo ia mofar na cadeia", entre outras afrontas.
   Também presente no ato à noite, Cyro Garcia falou da criminalização dos movimentos sociais e da necessidade de se desmilitarizar a polícia. "Exigimos liberdade imediata a todos os lutadores da classe trabalhadora e arquivamento dos processos em curso!", disse.

Dayse Oliveira (PSTU) inicia campanha em bairros operários do Rio

A candidata ao governo do estado estava acompanhada do candidato a presidente da república Zé Maria

Da redação,


Este domingo (6) foi o primeiro dia para os candidatos na eleição 2014 apresentarem oficialmente as candidaturas. O PSTU escolheu localidades com grande concentração de trabalhadores para iniciar a disputa eleitoral. No Rio de Janeiro, além da candidata a governadora Dayse Oliveira e da vice Marília Macedo; do candidato a senador Heitor Fernandes e de Cyro Garcia, candidato a deputado federal; as atividades contaram com a presença do candidato a presidente da República, Zé Maria. 
Candidatos fazem caminhada 
pela feira de Alcântara-SG
A campanha iniciou cedo, às 9h, na Feira de Alcântara, na cidade de São Gonçalo, residência de Dayse e de grande parte dos operários do Comperj, um dos maiores pólos petroquímicos do país, onde foram protagonizadas greves e mobilizações operárias. 
Nós escolhemos estar ao lado dos operários desde o início de nossa campanha. Nosso partido está a serviço da luta dos trabalhadores, que constroem as riquezas do país, mas não vêem mudança em suas vidas”, afirmou Zé Maria. O candidato apoiou desde o início as mobilizações do Comperj, assim como fez com a luta dos operários das obras da Copa, da construção civil, dos garis, metroviários, educadores e demais categorias. 
À tarde, os candidatos do PSTU fizeram uma caminhada pelo bairro da Maré, ao lado de militantes e apoiadores do partido. “Conversamos com a população e percebemos a insatisfação com os governantes. A opressão sofrida pela população negra, moradora das favelas ficou escancarada pelos casos de Amarildo, Claudia e Douglas. As UPPs e a política de segurança dos governos federal e estadual não mudaram, mas aprofundaram essa realidade. Estamos ao lado dos moradores das comunidades, contra a criminalização da pobreza”, esclareceu Dayse Oliveira. 
Além dos postulantes às vagas majoritárias, os candidatos a deputados estaduais do Rio de Janeiro também marcaram presença na atividade. Todos trabalhadores. Entre eles, petroleiros, trabalhadores dos Correios, profissionais da educação e operários. 
Nesta segunda-feira (7), o PSTU fará sua segunda atividade de campanha, mais uma vez ao lado dos trabalhadores. Farão uma panfletagem às 6h, nos estaleiros navais do bairro do Caju. 

Veja as imagens:
Veja vídeo da atividade

No primeiro dia de campanha, Zé Maria (PSTU) estará em bairros operários do Rio de Janeiro


PSTU iniciará sua campanha eleitoral em bairros operários do Rio

Da Redação,
Os locais escolhidos foram a Feira de Alcântara, no município de São Gonçalo e a Comunidade da Maré, na capital fluminense. A atividade também é parte do lançamento das candidaturas do PSTU no estado, com a professora Dayse Oliveira a governadora e a servidora Marília Macedo como vice.
Zé Maria, Dayse e Marília estarão acompanhados de Heitor Fernandes, que concorre a uma vaga no Senado; do presidente do PSTU no RJ e candidato a deputado federal, Cyro Garcia; além dos postulantes a deputados estaduais, militantes e simpatizantes do partido.
“Nossas candidaturas estão focadas na classe operária. Tanto a cidade de São Gonçalo, onde resido, quanto a Maré, concentram uma grande quantidade de trabalhadores que sentem no dia a dia a consequência de políticas que privilegiam os ricos, gastos com a Copa, no lugar de investimentos em transporte, saúde, educação, moradia e direitos aos trabalhadores”, opinou Dayse Oliveira.
A escolha das duas cidades não foi à toa. Município com a segunda maior população do estado, São Gonçalo é moradia de grande parte dos trabalhadores do Comperj, que protagonizaram algumas das principais greves e manifestações operárias do país nos últimos anos e tiveram apoio de Zé Maria e do PSTU. Já a capital fluminense, concentrou lutas de categorias importantes, como garis, rodoviários, educadores e juventude.
“As manifestações e greves que sacudiram o Brasil mostraram que a população não está satisfeita. Tem muita coisa errada, e é preciso mudar. A riqueza do país tem que ficar na mão de quem trabalha, e não na mão de quem explora. Não pode ser que as obras dos estádios da Copa tenham ultrapassado os R$ 8 bilhões, enquanto as pessoas morram nas filas dos hospitais. Colocamos nossas candidaturas a serviço dessas bandeiras”, afirmou Zé Maria.
Na Maré, a população sofre, cotidianamente, com a militarização da comunidade através da ocupação das UPPs e por isso foi palco de grandes mobilizações em 2013. “O caso Amarildo na Rocinha escancarou para a sociedade o que significa a presença das UPPs nas comunidades. A defesa da desmilitarização da polícia está na ordem do dia. Nossa candidatura estará ao lado dos moradores da comunidade contra a repressão e a criminalização da pobreza”, completou o candidato.
Calendário:
> A partir das 10h, Zé Maria, candidatos do PSTU e militantes farão uma caminhada na Feira de Alcântara, em São Gonçalo.
> Às 13h, visitarão a Comunidade da Maré, na capital fluminense.

Convenção estadual do PSTU lança a professora Dayse Oliveira para governadora do Rio

Partido terá chapa própria para todos os cargos nestas eleições. Cyro Garcia será o candidato prioritário a deputado federal e Heitor Fernandes disputará vaga ao senado.


Por Arthur Gibson, da redação

  Em clima de muito entusiasmo, a militância do PSTU decidiu em Convenção Estadual a chapa para concorrer às eleições. O nome escolhido para a candidatura ao Governo do Estado foi o da professora da rede estadual Dayse Oliveira. Moradora de São Gonçalo e negra, Dayse tem a cara das trabalhadoras e trabalhadores do Rio de Janeiro.
Convenção Estadual foi realizada na sede do partido
e reuniu delegados de todo o Estado
Fotos: RB
Com larga trajetória de luta, foi voz ativa nas últimas greves da educação no estado. Dayse, que será a única mulher a disputar as eleições para o governo, já foi candidata a vice-presidente em 2002, a prefeita de São Gonçalo em 2004 e 2012, e a senadora em 2006. 
  Para o senado, o PSTU indicará Heitor Fernandes, liderança dos trabalhadores dos Correios. Para deputados estadual e federal, o PSTU terá vários candidatos nas principais cidades do RJ. Todos eles são lutadores reconhecidos em diversas categorias da classe trabalhadora. A principal candidatura será a de Cyro Garcia para deputado federal.

O cenário das eleições no RJ


  Nestas eleições, a esquerda socialista tem uma importante
Cyro Garcia será candidato a Deputado Federal, com
a proposta de mudar radicalmente o modelo político e
econômico do país, apoiando-se nas lutas da classe trabalhadora
tarefa. A retomada das lutas em junho de 2013 deu um novo fôlego ao movimento grevista no país. Os trabalhadores desconfiam dos políticos, do congresso, da justiça. O governo Dilma enfrenta queda de popularidade. No Rio, Sérgio Cabral foi escorraçado pelos trabalhadores a ponto de não conseguir se candidatar a nada. As UPP's, principal política dos governos federal e estadual no Rio de Janeiro, são bastante criticadas pelos trabalhadores.
  Diante deste cenário, é preciso fazer um duro balanço dos governos federal e estadual. A candidatura de Pezão (PMDB) representa a continuidade da política repressiva, corrupta e de privilégio aos ricos de Sérgio Cabral. Não à toa, sua primeira medida foi a violenta desocupação de famílias que moravam no prédio abandonado da TELERJ. Lindbergh (PT) quer aparecer como novidade, mas não é uma alternativa para os trabalhadores. Seu partido elegeu Cabral e fez parte do seu governo até os últimos minutos. Garotinho (PR) tenta aproveitar o desgaste do PT e de Cabral para voltar ao governo como salvador da pátria. Seu governo, no entanto, também foi marcado pela corrupção e repressão aos trabalhadores.

Por que não haverá Frente de Esquerda no RJ


  Diante deste cenário de desgaste dos partidos tradicionais e de fortalecimento das lutas dos trabalhadores, seria fundamental uma candidatura unitária da esquerda que defendesse uma mudança de verdade. O PSTU se colocou a favor da construção de uma Frente de Esquerda com o PSOL e o PCB que encampasse esta tarefa. 
  Infelizmente, o PSOL mais uma vez se negou a compor uma Frente com o PSTU no Rio. Segundo o PSOL-RJ, não seria possível fazer a Frente, já que ela não se realizou na candidatura a presidente. Se isto fosse verdade, não teríamos a Frente se constituindo em vários estados como SP, MG, CE. O PSOL também alega que o PSTU teria exigido um tempo privilegiado de TV. No entanto, apesar de discordarmos da proposta de divisão de tempo do PSOL, jamais nos negamos a negociar uma proposta de comum acordo. Na realidade, os dirigentes deste partido avaliam que a candidatura de Cyro Garcia ameaçaria a eleição de um candidato do PSOL. Com base nesta visão, puramente eleitoreira, se negaram a continuar as negociações para uma Frente de Esquerda.

Uma polêmica programática com o PSOL


  Diante deste cenário, tanto PSOL quanto PSTU terão candidaturas para o governo nestas eleições. Apesar disto, não achamos que estamos em campos opostos nestas eleições. Ambas são candidaturas de oposição de esquerda ao governo. No entanto não podemos deixar de demonstrar preocupação com as recentes declarações do candidato Tarcísio Motta.
  Perguntado pelo jornal O Dia se seria contra as UPP's, o candidato do PSOL respondeu: “Não. Mas ela precisa ser mais do que isso. (...) É preciso construir uma política de segurança que tenha a garantia de direitos básicos das pessoas”. Nós, do PSTU, achamos que não é possível remodelar as UPP's, tornando-as um projeto melhor. Não é possível uma candidatura socialista que não denuncie implacavelmente esta política que promove a tortura, matança e repressão de negros e negras nas favelas. 
  Nesta mesma entrevista, Tarcísio Motta se mostra disposto a governar dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A LRF é um mecanismo criado para que os governos limitem seu investimento com as áreas sociais e possam enriquecer os banqueiros. Nenhum governo poderá resolver os problemas da saúde, educação, transporte, moradia e segurança sem romper a aliança com banqueiros e empresários e revogar a LRF.

Uma alternativa socialista nas lutas e nas eleições


  Nestas eleições, as candidaturas do PSTU estarão a serviço da luta dos trabalhadores. Faremos de nossa campanha um palanque onde os trabalhadores poderão ser ouvidos. Nossas propostas apontam para uma ruptura com
A professora Dayse Oliveira é moradora
de São Gonçalo e traz a cara da classe
operária: mulher, negra e da periferia
o modelo político e econômico atual. Queremos o fim dos privilégios dos políticos, que devem receber um salário igual ao de um operário. Os políticos que não cumprirem suas promessas de campanha devem ter seus mandatos revogados. 
  Com Dayse Oliveira candidata ao governo do RJ, queremos denunciar a violência que sofrem as mulheres e os negros nas favelas e a exploração dos operários de nosso estado. Seremos implacáveis no combate à violência policial, defendendo a desmilitarização da PM e o fim imediato das UPP's. Lutaremos pelos direitos das mulheres, exigindo o fim da diferença salarial entre homens e mulheres, descriminalização do aborto, e creches públicas, gratuitas e de qualidade.
  Faremos uma campanha independente dos patrões, sem receber nenhum centavo de nenhuma empresa. Nestas eleições, com os candidatos do PSTU, os trabalhadores terão uma alternativa socialista e vinculada às lutas.

Nota de pesar: Companheiro Washington Costa, presente!

Washington na época em que presidiu a CUT-RJ
É com extremo pesar que recebemos a triste notícia que faleceu na madrugada desta segunda-feira (dia 19/5) o companheiro Washington Costa.
Washington sempre esteva presente nas lutas dos trabalhadores, defendendo o classismo e o socialismo. Em praticamente todas elas estivemos ombro a ombro, mesmo pertencendo a correntes políticas diferentes, seja no interior da Central Única dos Trabalhadores (CUT), seja no interior do PT (Partido dos Trabalhadores) onde enfrentávamos a direção majoritária que levou o PT e a CUT a traírem a classe trabalhadora brasileira.
Metalúrgico, participou das históricas lutas da década de 1980, chegando a presidir o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro e a integrar a executiva nacional da CUT. Sua militância também foi decisiva para a formação da CUT-RJ, onde chegou  a ser presidente na mesma gestão em que eu fui secretário-geral.
Atualmente era professor de Mecânica Automotiva no Cefet-RJ, atuando destacadamente nas recentes lutas e greves dos docentes federais e chegando a ser presidente da ADCEFET. Militante e dirigente do PSOL, sua relação conosco do PSTU sempre foi fraterna.
Seu falecimento nos atinge ainda mais por fazerem parte de nossas fileiras o seu filho Zé (Educação) e seus sobrinhos Nayara (Juventude) e Yuri (Correios).
O velório será realizado no cemitério Jardim da Saudade de Sulacap a partir das 17 horas de hoje e o enterro será realizado nesta terça-feira (dia 20/5), no mesmo local, às 11h.
Companheiro Washington, presente!
Cyro Garcia
Presidente Estadual PSTU-RJ

1º de maio combativo e classista!



por Rodrigo Barrenechea

   Aproximadamente 400 pessoas caminharam pela Avenida Brasil, na zona norte do Rio de Janeiro, no ato de Primeiro de Maio convocado pela Plenária de Movimentos Sociais. Os manifestantes protestaram contra a ocupação militar das comunidades pobres, por mais investimentos em saúde, educação e moradia e apresentando uma alternativa classista e combativa para a classe trabalhadora. A passeata concentrou-se num dos acessos ao Complexo da Maré, em frente à Fiocruz, e caminhou por cerca de 1 Km, até a Passarela 7 da Avenida Brasil. Chegando lá, sindicatos, movimentos sociais e de juventude, e partidos políticos falaram por uma forma diferente de se tratar a pobreza no país, sem assistencialismo e sem repressão policial.

   Este ato teve grande importância não apenas por se realizar na Maré, comunidade ocupada pelas Forças Armadas, mas por se colocar como alternativa aos eventos das principais centrais sindicais, como a CUT ou a Força Sindical, que fazem "festas" com shows de artistas e sorteios. Desta forma, a data perde todo seu caráter de luta da classe trabalhadora, transformando-se num palco para apoiadores ou opositores do governo Dilma, que por fim buscam apenas aperfeiçoar o capitalismo e a exploração social.  


Agora, é preparar o dia 15 de maio, primeira data das jornadas de luta que antecedem os protestos durante a Copa do Mundo.

Chegou a hora de varrer o prefeito Paes!

Foto: Rodrigo Noel.
Mais um dia agitado na "Cidade Maravilhosa"

Por Rodrigo Noel

   O Rio de Janeiro é hoje o palco de uma das principais lutas a nível nacional. Pelo claro enfrentamento com a burocracia sindical, a grande mídia e o aparato repressivo de Paes/Cabral, a greve dos trabalhadores da Comlurb vem mostrando claramente que é possível vencer.

   Na foto que abre este breve informe, um grupo de trabalhadores animavam os centenas de trabalhadores que se concentravam na porta da prefeitura. Eles exigiam a abertura de negociações com vistas as reivindicações por melhores condições de trabalho e reajuste salarial digno.

   Depois de terem esperado por tempo suficiente e não serem sido recebidos pelos assessores da administração municipal, os garis se juntaram a outros companheiros e aos milhares caminharam pelas principais avenidas do Centro do Rio. As cenas que seguiam eram de muita disposição pra luta por parte dos trabalhadores e, das calçadas e prédios, muitos trabalhadores aplaudiam, em sinal de solidariedade, os bravos lutadores que caminhavam pelas ruas da cidade.

"Companheiro Gildo, presente!" 
   Na madrugada de 7/10/2000 o companheiro Gildo da Rocha, dirigente sindical dos garis do Distrito Federal, estava organizando um piquete da greve dos garis quando foi assassinado pela polícia. Mesmo tendo sido atingido por trás, os policiais civis que efetuaram o disparo tentaram incriminá-lo dizendo que este portava armas e drogas, mas dois meses depois toda a farsa foi desmontada após laudo criminalístico. Um dos acusados de efetuar os disparos contra Gildo morreu em um acidente e o outro foi inocentado pela justiça, mesmo com sua comprovada participação na morte do companheiro. Também por isso devemos cobrir os companheiros garis do Rio de Janeiro de solidariedade, pois nem mesmo com o sindicato de sua categoria eles podem contar e ainda têm que lutar contra a campanha feita pela grande mídia pela privatização da Companhia Municipal de Limpeza Urbana - Comlurb.

Presidente da Comlurb manda a população guardar o lixo em casa
    Em mais uma das declarações absurdas dadas pela administração de Eduardo Paes, o presidente da Comlurb, Vinicius Roriz, pediu aos moradores do Rio que não coloquem seus lixos na rua, mas que os guardem em suas casas. Isso é um sinal de que a cúpula da companhia responsável pela limpeza urbana não pretende ceder nos próximos dias e que o caos permanecerá na cidade, contando inclusive com o auxílio de capitães-do-mato da pm, guarda municipal e supervisores da companhia que coagiram centenas de trabalhadores para retomares seus postos de trabalho.

A luta continua
   Novos atos estão marcados para os próximos dias e a mobilização da categoria segue forte. Mesmo com a grande campanha de todo aparato da prefeitura, do próprio sindicato da categoria e das organizações Globo para criminalizar a greve, o apoio da população é muito grande e não para de aumentar. Os baixos salários, as precárias condições de trabalho e a justeza das reivindicações da categoria explicam em muito a solidariedade e o apoio a greve que cada vez mais tem aumentado, e deve contar com a adesão a partir de segunda-feira (10) dos Agentes de Preparação de Alimentos (APA), também vinculados a COMLURB.

Leia também:

Atualizado às 15:50h (8/03)

Durante coletiva, Cyro Garcia rebate falsas acusações e denuncia aumento da repressão aos movimentos sociais

Cyro Garcia, presidente estadual do PSTU-RJ, e
Isabela Blanco, advogada do partido
Nota enviada a imprensa as 19:50h

Presidente estadual do partido afirmou ainda o orgulho do autofinanciamento

   No início da tarde de hoje, na sede do PSTU-RJ, o presidente estadual do partido e ex-deputado federal Cyro Garcia concedeu entrevista coletiva, no intuito de esclarecer, uma vez mais, sobre as acusações, sem nenhuma base factual, feitas pelo advogado dos jovens presos acusados de acender o rojão que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade.

   Cyro afirmou que o PSTU polemizou publicamente, desde o início das jornadas de junho, sobre a chamada tática black bloc: "Não apoiamos as ações isoladas do movimento de massas. Isso só serve para afastar os trabalhadores das manifestações e amedrontar a população, fazendo assim o jogo dos governos. A falta de organicidade desse setor do movimento favorece a infiltração de provocadores completamente alheios ao movimento social", disse. Cyro também disse acreditar que esta nova onda de repressão visa atacar todos os partidos de esquerda e reafirmou a necessidade de uma unidade do PSTU-PSoL-PCB, movimentos sociais e sindicatos nas ruas e uma Frente de Esquerda nas eleições, como mais uma forma de conter a ofensiva de criminalização dos movimentos sociais por parte dos governos e partir para uma ofensiva programática contra os governos, que seguem negando direitos a população.

   Durante a coletiva, Cyro Garcia, em nome de todo o PSTU, prestou a "mais irrestrita solidariedade a família de Santiago Andrade e Tasman Accioly", o camelô que morreu atropelado por um ônibus enquanto buscava refúgio das bombas atiradas a esmo pela polícia militar.

   Segundo Cyro, a responsabilidade pelo caos nas ruas segue sendo dos governos: "Para acabar com o caos das ruas, basta que os governos Dilma, Cabral e Paes tomem medidas muito simples: ouçam as vozes das ruas e acatem as reinvidações mais básicas dos trabalhadores, como transporte público de qualidade, saúde decente e educação gratuita e de qualidade", disse Cyro Garcia, complementando que a responsabilidade pelas mortes no RJ é da política de segurança fascista implementada por Cabral e Beltrame.

   Na próxima segunda o PSTU vai se reunir com a OAB e outras entidades da sociedade organizada e vai exigir que uma comissão formada por organizações da sociedade civil acompanhem as investigações, além de cobrar que se investigue as acusações de financiamento de provocadores nas manifestações: "Se tem alguém que recebe por isso, que se apure e prove, além de mostrar quem paga", afirmou.

   Antes de encerrar, Cyro disse que o PSTU não vai sair das ruas: "As reivindicações populares estão no DNA do nosso partido. Não saímos, não sairemos das ruas e nelas vamos continuar!", finalizou.

Nota enviada a imprensa na tarde de hoje - atualizada as 13:30h

Atualizada às 13:30h (Veja aqui a nota enviada a TV Globo às 12:39h)

   O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado reafirma que não tem qualquer ligação com o Black Bloc ou quaisquer grupos de ideologias afins. Da mesma forma, não temos nenhuma relação com os rapazes acusados de acender o rojão que vitimou o cinegrafista da Bandeirantes, Santiago Andrade.

   Nas manifestações do ano passado, o PSTU foi o único partido de esquerda a contestar e discordar publicamente dos métodos empregados por estes setores do movimento social.

   Exigimos que se apure a denúncia de financiamento desses jovens. Se eles receberam dinheiro para agirem como provocadores, exigimos que se diga quem os financiou. Não só quem financiou esses jovens, mas quem financia a defesa da dupla acusado-delator. No entanto, somos radicalmente contrários à perseguição que os governos vem promovendo contra os movimentos sociais. A violência instaurada naquele dia na Central do Brasil é de responsabilidade do governo e da polícia militar.

   Prestamos nossa solidariedade aos familiares de Santiago e continuaremos lutando para que novas tragédias como esta não aconteçam.

  

Tropa de Choque reprime ato e ocupação pelo Fora Cabral

Mesmo com desocupação violenta da ALERJ e repressão da Tropa de Choque, manifestação continua e Câmara permanece ocupada

Por Rodrigo Barrenechea, do Rio

   Na tarde desta quinta-feira, 8,  as ruas da cidade foram tomadas por manifestantes, mostrando muita coragem e disposição de luta. Numa ação ousada, dezenas de ativistas do movimento sindical, estudantil e popular ingressaram na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), com a intenção de ocupar as galerias por tempo indeterminado.

   Bandeiras de movimentos, entre elas da ANEL, da CSP-Conlutas e do PSTU, foram exibidas na platéia do parlamento no momento em que era anunciada a ocupação. Neste momento, quatro deputados da oposição ao governo de Sérgio Cabral (PMDB), Luis Paulo Correa da Rocha (PSDB), Wagner Montes (PSD), Marcelo Freixo e Janira Rocha (ambos do PSOL), vieram dar seu apoio e alertar que a ocupação dificilmente poderia ser mantida, já que veio ordem da Presidência da Casa de que a ALERJ deveria ser esvaziada, nem que fosse à força.

   Ao mesmo tempo, a passeata já tinha iniciado sua marcha, saindo da Candelária e passando pela Avenida Rio Branco. No mesmo momento em que o comando da passeata soube que ocorria a ocupação da ALERJ, dirigiu-se para lá para prestar seu apoio e tentar engrossar a ocupação. Mas não houve tempo para isso.

   A segurança da Casa, seguindo as ordens do deputado Paulo Melo (PMDB), presidente da ALERJ e aliado de primeira ordem de Cabral, deu aos ocupantes um ultimato de 10 minutos para que as galerias fossem esvaziadas pacificamente. Nesse momento, a intenção era sair, sem confronto, mas esperar pelo menos que a passeata chegasse até a Assembleia. Entretanto, terminado o prazo, a segurança avançou violentamente sobre os militantes e os parlamentares que os acompanhavam, desferindo socos, pontapés e lançando gás de pimenta, até que as pessoas chegassem ao térreo e fossem expulsas por uma saída lateral.

   Além do grupo que ocupava as galerias, um segundo grupo de pessoas havia sido retido pela segurança da ALERJ numa sala reservada. Todos foram retirados do prédio com muita agressividade, usando muito spray de pimenta, atingindo inclusive a imprensa que aguardava do lado de fora.

   Assim que todos saíram, as escadarias da ALERJ foram tomadas, da mesma forma que a rua Primeiro de Março, em frente ao Palácio Tiradentes (sede da ALERJ) foi fechada ao tráfego de veículos. Discursaram representantes de sindicatos, partidos e demais entidades presentes, assim como diversas pessoas que foram expulsas da Assembleia.  De lá, o ato seguiu pelas ruas do centro da cidade até a Cinelândia, onde houve a ocupação da praça diante da Câmara de Vereadores do Rio. Um grupo de pessoas havia conseguido entrar na Câmara.

   Sem identificação nos uniformes, policiais militares acompanharam o protesto de forma intimidadora. No final da noite, a Tropa de Choque da PM avançou com brutalidade sobre os manifestantes que estavam diante da Câmara. Muitos já estavam montando barracas para promover um acampamento diante da Casa. Mesmo assim, o ato não se dispersou. Os manifestantes resistiram e centenas ainda permaneciam no local.

   Com sua típica violência, a PM de Cabral ameaça agora retirar à força as pessoas que ainda estão dentro da Câmara.  Neste momento, os ativistas seguem na frente da Câmara de Vereadores. Durante a madrugada iremos postar mais informações.

Protesto no Rio contra os gastos da Copa e a privatização do Maracanã reúne 5 mil

Da redação 

Manifestação no dia da final da Copa das Confederações também denunciou as remoções e a criminalização das lutas sociais

 
   Uma manifestação contra a privatização do Maracanã e os gastos públicos com a Copa reuniu cerca de 5 mil pessoas nesse dia 30 no Rio de Janeiro, dia da final da Copa das Confederações. O protesto, convocado pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, reivindicou a anulação da privatização do estádio, o fim das remoções e os despejos forçados, além de mais recursos para a saúde, educação e os transportes, incluindo o passe-livre. O ato contou com a participação de partidos de esquerda, como o PSTU, além de entidades e organizações do movimento sindical e popular.
   A passeata partiu da Praça Saens Peña em direção ao Maracanã, passando pelas ruas São Francisco Xavier e Haddck. A polícia antecipou o bloqueio realizado nas proximidades do estádio e impediu que os manifestantes passassem. O centro da cidade e as redondezas do estádio amanheceram completamente sitiados pela polícia e soldados do Exército. Mesmo assim, porém, os organizadores da manifestação impediram qualquer provocação por parte da polícia e não houve confrontos.



   No caminho, a população demonstrava apoio aos manifestantes, com palmas e chuvas de papel picado. Uma enorme faixa, carregada pelos manifestantes e pendurada no alto de um prédio dizia "Unfair Players: Fifa, Police, Cabral, Paes" (em português "Jogo sujo: Fifa, Polícia, Cabral, Paes). A manifestação terminou na Praça Afonso Pena, Zona Norte da cidade.

“Após a vitória contra os aumentos das passagens continuamos nas ruas por saúde, transporte e educação", afirmou Júlio Anselmo, da juventude do PSTU. "Os pactos, Dilma, não vão resolver os nossos problemas, nós temos que continuar nas ruas mobilizados na defesa da educação e da saúde pública, contra a privatização do Maracanã e em defesa do petróleo brasileiro, para conquistarmos um país melhor", disse, se dirigindo à presidente.

VEJA MAIS
Vídeo: Júlio Anselmo, da Juventude do PSTU, no ato

Em entrevista coletiva, Cyro Garcia denuncia ataques sofridos pelo PSTU-RJ por grupos de extrema direita

Cyro Garcia esteve acompanhado do jovem Julio Anselmo e
Aderson Bussinger, da Comissão de Direitos
 Humanos da OAB-RJ
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Na manhã de ontem (28), no Centro do Rio, o PSTU-RJ convocou uma coletiva de imprensa, com a intenção de expôr para todos e todas a nossa versão do ocorrido durante a manifestação realizada no dia 20/06 em que 15 companheiros/as do nosso partido foram hospitalizados devido a agressões físicas.

   Para Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ, associou o ataque a uma ação organizada por grupos de ultra-direita que já vinham sistematicamente ameaçando e tentando agredir ativistas de organizações sindicais combativas e integrantes de partidos esquerda.

   Em outras cidades do país militantes do nosso partido foram agredidos na mesma semana, como em São Paulo e Maringá. Os agressores possuíam características físicas semelhantes, além do modo de operar. Cyro foi além: "Não há nada de espontâneo. Foi algo orquestrado! Esses grupos se apóiam, por um lado, num sentimento de rechaço aos partidos tradicionais, devido aos seguidos estelionatos eleitorais, e no sentimento anti-partido insuflado pela grande imprensa", afirmou.

   Para Julio Anselmo, da juventude do nosso partido, o ataque não foi apenas dirigido ao PSTU: "esses integrantes de grupos de extrema-direita ordenavam que fossem abaixadas bandeiras de centros acadêmicos. É um ataque ao movimento social organizado e a democracia!", disse.

   O PSTU continuará em campanha, juntamente com outras entidades e partidos políticos, para denunciar toda forma de agressão e atentado a democracia.

Manifestação pacífica no Centro do Rio é marcada por bandeiras vermelhas

Passeata nas ruas do Centro
reúnem cerca de 10 mil ativistas
Por E. Dau, do Rio

PSTU esteve presente à manifestação portando faixas e bandeiras

   Uma nova manifestação tomou as ruas do Centro do Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira. Com cerca de 10 mil pessoas presentes, a passeata percorreu a Av. Rio Branco, desde a Candelária até a Cinelândia. No fim da manifestação, os militantes do PSTU fizeram um grande ato nas escadarias da Câmara de Vereadores, exigindo, entre outras coisas, que a redução de R$ 0,20 nas passagens de ônibus seja deduzida dos lucros dos empresários, e não dos investimentos em áreas sociais. Os ativistas reivindicavam também a estatização dos meios de transporte coletivo.
 
Manifestantes realizam ato
nas escadarias da Câmara dos Vereadores
   Um dia depois de uma plenária histórica em frente ao prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da UFRJ, que reuniu mais de 4 mil pessoas, muitos manifestantes  voltaram ao Largo de São Francisco, onde fica o Instituto, para a concentração. De lá, marcharam em direção à Candelária, onde se encontraram com o ato, que ficou marcado pela presença massiva de bandeiras vermelhas de organizações de esquerda. Além do PSTU, estiveram presentes o PCB e o PSOL. Diversas organizações como CSP-Conlutas e ANEL também participaram. Dezenas de ativistas do Corpo de Bombeiros também participaram da manifestação, lutando pela PEC 300 e pela reincorporação dos afastados pelo governo Cabral, como o Cabo Daciolo.

Plenária unificada contra o aumento
das passagens, no IFCS
   Os pedestres que passavam pelas ruas do centro manifestaram amplo apoio às pautas do movimento e à passeata. Na altura da Av. Nilo Peçanha, atendendo aos chamados vindos do carro de som e dos manifestantes, trabalhadores dos escritórios também manifestaram seu apoio à passeata piscando as luzes de suas salas. Houve ainda, por várias vezes, chuvas de papéis picados atirados das janelas, arrancando aplausos dos manifestantes. 

   Uma semana depois do ato que ficou marcado pelas agressões às organizações de esquerda, o clima da passeata era de tranquilidade e respeito às diversas organizações. "Nossas bandeiras vermelhas, depois de muita luta, foram respeitadas. Agora, os próximos passos devem ser a ampliação das mobilizações junto aos trabalhadores, o aprofundamento das reivindicações e a auto-organização de forma democrática e eficiente. A juventude continuará cumprindo esse papel", afirmou Julio Anselmo, da juventude do PSTU. 


ANEL e CSP-Conlutas também
participaram da manifestação
Coletiva de Imprensa
 
   Na manhã de hoje (28) , o PSTU realizou uma coletiva de imprensa para prestar esclarecimentos sobre as agressões sofridas na quinta-feira da semana passada (20), com a presença do presidente estadual do nosso partido, o companheiro Cyro Garcia.

   O partido encaminhará uma queixa-crime à polícia, exigindo a responsabilização criminal dos elementos nazifascistas e policiais infiltrados na manifestação, que agrediram covardemente a militantes de esquerda. Na coletiva, documentos e imagens que identificam os agressores foram divulgados. Maiores detalhes em breve.

Atualizada às 15:20h.

Ato contra os leilões do petróleo reuniu cerca de 500 pessoas no Rio

Veja também a matéria no portal nacional:
http://www.pstu.org.br/node/19378
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro


   A manhã desta terça (24) foi marcada por diversos atos pelo país contra a nova rodada de leilões promovida pelo governo federal. De uma só vez, o governo Dilma entregou 289 blocos, maior até mesmo do que todos os leilões realizados pelos governos FHC. E no Rio não foi diferente.

   Desde cedo diversas entidades e organizações políticas foram chegando ao ato, contando também com delegações do ES, de SP e do interior do estado do RJ. Entidades do movimento, como a CSP-Conlutas, a ANEL, a FNP,  Sindipetro-RJ, Sindipetro-ES, Sindipetro-AM, a CGTB, CUT, FUP, a FENET, AERJ se juntaram a outras organizações políticas, como o PSTU, o MST, o PCR, a FIST, entre outras.

   Em todas as falas ficou marcado a cobrança política ao governo Dilma do seu compromisso de não privatizar os bens públicos, assumido durante a campanha eleitoral de 2010. Para Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ, a entrega do petróleo brasileiro as multinacionais estrangeiras é um crime de lesa-pátria: "A questão do petróleo não é apenas dos petroleiros, mas de todos os brasileiros, pois é uma questão de soberania!", disse. Cyro também lembrou, após 10 anos do PT no governo federal, da nefasta cooptação de diversos setores do movimento social. Veja o vídeo da fala do nosso companheiro Cyro aqui

   O jovem Julio Anselmo deixou seu recado pela juventude do PSTU: "A saúde e a educação vive as mínguas, sem nenhuma iniciativa do governo para melhoria dos serviços públicos. Não podemos permitir que nossas riquezas, que poderiam resolver diversos mazelas sociais que enfrentamos, caiam nas mãos de multinacionais", afirmou. Julio lembrou do significado dos 10 anos de governos do PT e lamentou que nenhum parlamentar da esquerda socialista esteve presente durante o ato. Veja o vídeo da fala do nosso companheiro Julio aqui.

   No encerramento do ato, o presidente do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancela, lembrou que a luta contra os leilões do petróleo e pela Petrobras 100% estatal não encerra aqui e que o governo federal quer entregar ainda mais blocos do pré-sal para as multinacionais. Emanuel disse ainda: "O sonho da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, é trabalhar como executiva de uma grande petroleira. Ela deveria estar fiscalizando estas mesmas petroleiras!", afirmou.

   Veja algumas imagens do ato aqui e aqui.

PSTU lança campanha contra nova rodada de leilões da Petrobrás com outdoors e jornal especial


O objetivo é chamar a atenção da população para aquela que poderá ser a maior entrega de riquezas brasileiras da história do país.
Os outdoors estão espalhados em diferentes pontos do Rio e da Baixada e advertem: Privatizar faz mal ao Brasil!
Além disso, os militantes petroleiros do PSTU-RJ, têm percorrido toda as as unidades da Petrobrás no Estado divulgando seu manifesto. 
O texto procura debater temas como leilão, royalties, matriz energética, balanço do governo petista e gestão operária.

Baixe o PDF ou leia on line

Assista também o vídeo com Cyro Garcia denunciando os leilões, a privatização do maracanã e convocando a Marcha do dia 24 em Brasília.

Não à nova lei de divisão dos royalties! Basta de migalha! Toda a riqueza gerada pelo petróleo para o povo brasileiro!

Cyro Garcia e Gleidson Rocha, do Rio de Janeiro (RJ) 

• Nesta semana foi votada no Congresso, a toque de caixa, a nova proposta de redivisão dos royalties, que aguarda agora apenas a sanção da presidente Dilma.

A proposta de lei, caso sancionada, não irá ampliar em nada o percentual total dos royalties pagos pelas petrolíferas, mas mudará a forma da divisão entre federação, estados e municípios produtores e não produtores.

No projeto, a União terá a participação nos royalties reduzida de 30% para 20%, a partir de 2013. No caso dos estados produtores, a queda é de 26,25% para 20%. No caso dos municípios produtores, haverá a redução dos atuais 26,25% para 15% em 2013 e para 4% em 2020. Já para os municípios afetados pela produção do petróleo, a fatia cairá de 8,75% para 3% a partir de 2013 e depois para 2% em 2020.

Essa redistribuição terá maior impacto no orçamento de cidades como Macaé, conhecida como a capital nacional do petróleo. Neste município do Norte Fluminense, os royalties devem representar em 2012, 25% da arrecadação. Caso a lei já estivesse em vigor, o município perderia pelo menos R$ 214 milhões apenas neste ano.

Não há como negar os impactos sociais e ambientais gerados pela atividade petrolífera. A ampliação do fluxo migratório e os danos ambientais são alguns dos problemas sentidos de forma mais clara nos municípios produtores. A nova lei, porém, não leva em consideração estas demandas reais ao propor a redução brusca no repasse às cidades produtoras.

A riqueza do petróleo passa longe dos trabalhadores
Apesar de o Brasil ser um dos grandes produtores de petróleo, aparecendo entre 11º e 13º do ranking mundial, o povo trabalhador não é beneficiado com esta riqueza. O estado do Rio de Janeiro, por exemplo, é o 3º pior no quesito Saúde e, no Sudeste, ocupa o fim da fila em termos de Educação, mesmo produzindo 80% do petróleo do país. Em Macaé, cidade que abriga a sede administrativa da Bacia de Campos, 30% da população não tem água nem esgoto, além da mesma ocupar a vergonhosa 73º colocação na saúde dentre os 92 municípios fluminenses.

A contradição entre os recursos gerados pela atividade petrolífera e a miséria em que vive a população destas regiões, mostram o quão grande é a hipocrisia de figuras como Garotinho e Sérgio Cabral que, assim como muitos outros políticos, querem posar de defensores dos direitos da população ao se colocarem contra a proposta de redivisão dos royalties. Porém, a verdade é que eles estão legislando em causa própria. Rosa Garotinho é a prefeita no município que mais recebe royalties do país, Campos dos Goytacazes, assim como Cabral é governador do estado mais beneficiado, o Rio de Janeiro.

Os royalties são apenas de 5% a 10% do valor da produção
Vários dos políticos que lideram a campanha anti-redivisão com o slogan “contra a covardia e em defesa do Rio” são os mesmos que desviam para a corrupção milhares de reais de royalties. Na verdade, estes senhores são tão covardes que se contentam em parasitar apenas as migalhas do banquete, pois os royalties são simplesmente uma migalha que varia de 5% a 10% do valor de todo o petróleo e gás natural produzido.

De 90% a 95% de toda a riqueza fica com a Shell, Chevron, Statoil, BP... e a maioria com a Petrobrás. Porém, isto não é consolo. A Petrobrás não é 100% estatal, na verdade, o governo só tem a maioria das ações ordinárias, as que têm poder de voto. A maior parte do lucro fica com quem detém a maior parcela do total do capital acionário, que incluí as ações preferenciais. A iniciativa privada domina cerca de 60% do total e o capital estrangeiro é majoritário. Simplificando, quem está ganhando mesmo com o petróleo brasileiro é a iniciativa privada e estrangeira.

Por uma Petrobras 100% estatal
Se, ao invés de entregar o petróleo brasileiro para a iniciativa privada, o governo Dilma tornasse a Petrobrás 100% estatal e retomasse o monopólio da produção, estaríamos discutindo todos os 100% da riqueza gerada pelo petróleo e não apenas 5% ou 10% que é pago em royalties. Essa situação nos permitiria garantir os atuais recursos para os estados e municípios produtores, além de ampliar exponencialmente o repasse para os não produtores.

Uma Petrobrás voltada aos interesses dos brasileiros aumentaria os recursos para serem gastos em Saúde, Educação, Transporte e, inclusive, no desenvolvimento de fontes renováveis de energia. Poderia ainda diminuir drasticamente o preço da gasolina e, desta forma, reduzir o preço de todos os produtos transportados pelas rodovias: desde alimentos, eletrodomésticos a roupas. Poderia também diminuir o preço do gás de cozinha, inclusive distribuindo gratuitamente o produto às famílias de baixa renda.

*Utilizamos a definição “royalties” para falar não só deste imposto, mas também das Participações Especiais

Cyro Garcia agradece aos eleitores e toda militância

Cyro encerra campanha: 
"muito obrigado pelos votos e à nossa militância"

"Fizemos uma campanha maravilhosa, muito bonita e aguerrida. Mantivemos nossa independência política, não recebemos um centavo sequer de quaisquer empresas e não nos furtamos a denunciar a atual prefeitura. Ocupamos um espaço muito importante contando apenas com o valoroso apoio dos trabalhadores que se somaram à nossa campanha. Mesmo com o bloqueio da grande mídia que não nos convida para os debates, mesmo com o tempo de um minuto na TV, fizemos a denúncia dos problemas que a classe trabalhadora enfrenta cotidianamente na nossa cidade e apresentamos nosso programa socialista para a educação, a saúde, transportes, segurança etc.", afirma Cyro.

Mais uma vez, a campanha do PSTU teve como objetivo ser um ponto de apoio às lutas dos trabalhadores na cidade do Rio de Janeiro. Divulgamos e estivemos presentes em várias delas, como a do funcionalismo federal, servidores da saúde, com especial atenção ao IASERJ, bancários, carteiros, professores. Foi, enfim, uma campanha dedicada a alavancar as iniciativas de lutas dos trabalhadores cariocas.

Agora o PSTU quer agradecer ao enorme apoio que encontrou entre o eleitorado. "Agradeço a todos que nos ajudaram no dia-a-dia da campanha, com palavras de incentivo, participando das atividades, divulgando nossos candidatos. Quero também dar meu muito obrigado à incansável militância do meu partido, que acreditou na campanha e no nosso programa socialista, mesmo diante de tantas adversidades. Saímos da campanha muito motivados e vitoriosos, confiando que cada voto recebido significa um voto contra a direita, contra Eduardo Paes e sua política fascista de extermínio dos pobres, contra a situação atual desta cidade. Um voto no fortalecimento das lutas e na oposição de esquerda e socialista!", disse Cyro Garcia.

(Release #2 enviado para a imprensa #AsCom)

Voto útil é o voto nos candidatos socialistas das lutas

Estamos na reta final da campanha eleitoral, momento de definir em quem votar. Muitos concordam com as propostas que defendemos, mas pensam em votar no PT ou em outros partidos para “evitar a vitória da direita” ou para “votar em candidaturas viáveis”, ou seja, pensam em dar o chamado voto útil.

Essa é uma das piores tradições da política brasileira. O discurso do voto útil sempre foi utilizado pelos partidos maiores para sufocar e calar os partidos de menor expressão eleitoral. A classe trabalhadora torna-se, então, refém de um círculo vicioso infinito, e quem se beneficia com isso são os ricos e poderosos.

Voto útil pra quem?
Enganam-se os trabalhadores que consideram que, com o PT no poder, existe um governo de esquerda ou um governo dos trabalhadores. O plano econômico em vigor no país é neoliberal, com o mesmo conteúdo do que foi aplicado por FHC. Está apoiado nas multinacionais e nos bancos que tiveram, nos dois governos Lula e no de Dilma, lucros maiores que nos tempos do PSDB. Até mesmo as privatizações foram mantidas pelo PT e, agora, ampliadas por Dilma às rodovias, ferrovias e aeroportos. Não é por acaso que as empreiteiras e os bancos dão mais dinheiro para as campanhas do PT que para as do PSDB e do DEM.

Isso pode piorar. O governo Dilma está estudando a aplicação dos Acordos Coletivos Especiais (ACEs), uma proposta do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que não passa de uma reforma trabalhista disfarçada, pois estaria acima da legislação e poderia levar a cortes do décimo terceiro salário, das férias e de outros direitos para supostamente evitar o desemprego.

Enquanto isso, existe uma desigualdade social imensa no país. Para os trabalhadores, a saúde, a educação e os transportes continuam terríveis. Os salários são baixos, e o endividamento bate recorde. O voto no PT não é um voto útil para os trabalhadores, mas exatamente o contrário. Será realmente um voto útil, mas para os empresários, os banqueiros, as multinacionais, o imperialismo…

Votar em candidatos “viáveis”?
Outra versão do voto útil é o voto nos viáveis, ou seja, naqueles que têm chance de vencer. É mais um engano. O critério da viabilidade é extremamente antidemocrático. É mais uma expressão do conformismo, da aceitação da situação atual, de não apostar na mudança, no programa anticapitalista, nas lutas.

O eleitor tem de votar nos candidatos com os quais concorda. Os que estejam de acordo com o programa e o perfil do PSTU devem votar nós. Além disso, existem candidatos do PSTU com chances reais de se elegerem.

Voto útil é o voto no PSTU
Sabemos que as eleições são um jogo viciado. Só a mobilização e a luta dos trabalhadores podem dar fim à exploração, à opressão e à fome. Mas as eleições são uma oportunidade para fortalecer as lutas e divulgar o programa socialista.

Os candidatos do PSTU têm históricos de lutas. Eleger um vereador revolucionário é ter um mandato à disposição dos trabalhadores e do povo. Representa um ponto de apoio nas greves, na luta por moradia, por uma educação pública de qualidade, contra o sucateamento imposto pelos governos federal, estadual e municipal. Eleger um candidato do PSTU é um ponto de apoio para a luta da juventude contra o aumento da passagem, para estatizar o transporte e subsidiar tarifas.

Um vereador do PSTU também vai denunciar as falcatruas do regime. Bem diferente dos candidatos dos grandes partidos, ele não vai ter os privilégios comuns a todos os parlamentares. Eles ganharão o mesmo salário que recebiam antes de ser eleitos.
Aqueles que concordam conosco devem votar em nossos candidatos. Esse voto vai fortalecer um programa de contraposição aos programas de direita defendidos tanto pelo PT quanto pelo PSDB-DEM. Ainda que um candidato do PSTU não se eleja, o voto nele terá sido extremamente útil para deixar claro que nossa proposta tem eco entre os trabalhadores e jovens. Para expressar que os que não se conformam estão crescendo. Para demonstrar a insatisfação entre os lutadores e socialistas.

Una-se à nossa campanha votando e ajudando a convencer seus colegas de trabalho, familiares e vizinhos a votar em nossos candidatos. Procure um comitê de campanha, participe das reuniões e debates, leve panfletos e adesivos para seu local de trabalho, escola ou universidade.

Você também pode contribuir financeiramente para nossas campanhas. Dessa forma, você estará ajudando a construir uma campanha socialista, livre e independente dos patrões.

Una-se a nós e filie-se ao PSTU para fortalecer o partido das lutas e do socialismo.

O fenômeno Freixo e a luta pelo socialismo



O fenômeno Freixo e a luta pelo socialismo
Esse artigo nasceu da necessidade de realizarmos um debate franco e aberto com vários ativistas, independentes ou do PSOL, que lutam pelo socialismo e hoje depositam suas expectativas no grande apelo de Marcelo Freixo. Respeitamos muito sua trajetória como militante pelos direitos humanos e sua atuação a frente da CPI das milícias, mas nem por isso hesitaremos em fazer uma polêmica dura e sincera com o candidato do Psol. Somos da tradição que consideramos muito frutíferos os debates sinceros e honestos, sem subterfúgios e calúnias, entre a esquerda. Esse debate tem por objetivo ser um ponto de apoio para debatermos qual programa precisamos defender no Rio janeiro para derrotar Paes e o projeto do capital.

O que expressa a totalidade dos votos de Marcelo Freixo?
Marcelo Freixo, do PSOL, candidato à esquerda da frente popular apresenta intenções de votos acima dos 15%, quadro que deve se confirmar até domingo. Este fenômeno eleitoral apresenta inúmeras contradições. Muitos afirmam que a dimensão da candidatura de Marcelo Freixo expressa um passo importante na luta dos trabalhadores e jovens em busca da ruptura com o capitalismo na perspectiva de luta revolucionária pelo socialismo. Não acreditamos nessa afirmação. Freixo é um fenômeno eleitoral e midiático forte e quanto fenômeno eleitoral não é fruto de uma mudança na correlação de forças entre as classes na nossa cidade. Apesar do numero de votos, esses votos não expressam um apoio da classe trabalhadora as transformações profundas na sociedade nos rumos do socialismo.
Esta campanha não reflete com força as principais lutas e enfrentamentos de classe do último período (bombeiros; greve da educação; campanhas salariais; luta contra as remoções), muito menos se construiu por um ascenso da lutas de classes, nem atrai o conjunto dos trabalhadores, em especial, a classe operária. O que é demonstrado, principalmente, pela afirmação pública de Freixo dizendo que depende da situação para que seu governo corte o ponto dos grevistas. Afirma ainda que não existirão greves em seu governo. Tal fato é impossível, pois significaria que a resolução de todos os problemas sentidos pelos trabalhadores se dá pelo seu governo e não pela luta direta da classe trabalhadora.
A força de Freixo não é produto da luta dos trabalhadores contra a burguesia. É um fenômeno restritamente eleitoral e midiático que tem como base sua superexposição na mídia (tropa de elite 2, a cobertura da grande imprensa, relação com artistas etc), sua atuação na ALERJ e o enfraquecimento da direita. Sendo assim, seus votos são a totalidade dos votos da oposição a Paes.

As origens e limites do crescimento eleitoral de Freixo
Há uma contradição no crescimento eleitoral de Freixo. Ao mesmo tempo em que é pautado no rebaixamento programático, é limitado pela força da frente popular. E daí decorre que não adianta o quanto se rebaixe o programa, seu crescimento eleitoral esbarra na força política da frente popular encabeçada por Eduardo Paes, mas sustentada pelo PT e PCDOB. Estes dois partidos, hoje, dirigem o movimento de massas e o conjunto dos trabalhadores. Aí reside a fortaleza política de Paes onde Freixo não consegue entrar.
Pela fragilidade de uma alternativa forte da direita, que está frágil desde as disputas escandalosas entre Cesar Maia e Garotinho, e que não encontrou apelo com Otavio Leite - de um PSDB em frangalhos - e muito menos com a Aspasia - figura de pouca expressão do PV - Freixo se consolida como única figura viável aos votos de oposição a Paes.  Os votos em Freixo são tanto os a esquerda de Paes, quanto os a direita, já que não há um programa claro sendo defendido em sua campanha. Não é ao acaso o apoio da Andrea Gouvea Vieira, renomada socialite e vereadora do PSDB, que: ou significam um giro a direita no programa do PSOL ou uma concordância desta representante da FIRJAN e da burguesia carioca com o “socialismo” cidadão e republicano pregado por Freixo.

A base de sustentação e os rumos estratégicos da campanha do PSOL
Freixo atrai muitos jovens, alguns setores dos trabalhadores e a classe média, a partir de um programa mínimo de enfrentamento com Paes e uma revisão -e não ruptura- do atual projeto do capital para a cidade do RJ. Atrai cada dia mais setores pelo rebaixamento programático e pela adequação ao discurso da viabilidade. Não faz uma campanha balizada no classismo, muito menos, na perspectiva de ruptura para o socialismo. Admite a governabilidade com o capital e a possibilidade de humanização das relações capital-trabalho repetindo velhos erros do PT.
Como ele mesmo diz, está disputando uma eleição não liderando uma revolução. Há algo nocivo nisso. Tudo que ele diz educa a atual geração de jovens, que fecham com ele, ao reformismo e o respeito a ordem acima de tudo. Freixo educa os que o apoiam ao projeto da viabilidade; de que é possível melhorar o sistema por dentro e sem um luta tenaz da classe trabalhadora – conceito que parece ter abolido. Não basta encantar os jovens e trazê-los ao mundo político se não for sob a perspectiva socialista e revolucionária. A campanha do PSOL é clara: afirma que para resolvermos os problemas da cidade precisamos apenas de vereadores éticos, republicanos e preocupados com o Rio de Janeiro.
Não adianta aglutinarmos milhões se a razão para isso não for construir uma perspectiva revolucionária real a partir dos problemas mais elementares sentidos pelos trabalhadores e jovens. Quanto fenômeno eleitoral reformista, Freixo reforça a confiança no próprio regime democrático-burguês, como fica claro no trecho abaixo:“A relação com a Câmara de Vereadores, no nosso governo, vai deixar de ser uma feira de cargos e benefícios pontuais, para recuperar a sua condição de “Parlamento”. De “Gaiola de Ouro” queremos ajudar a Câmara Municipal a retomar a denominação de “Casa do Povo”, lugar dos grandes debates e da cultura política da Cidade;” - Governabilidade sem subserviências e clientelismos. Fone:http://www.marcelofreixo50.com.br/programa/198-governabilidade-sem-subserviencias-e-clientelismos.html Acessado em 01/10/2012.
Muitos nos chamam de utópicos. Mas utópica é essa perspectiva de que é possível reformar e aperfeiçoar as instituições dos ricos. Essa ideia não é nova e remonta ao século XVIII. Temos uma escolher a fazer: ou mudamos a estrutura da sociedade e seu regime político, portanto, as suas instituições a partir de uma revolução social ou novamente a esquerda será tragada pelos palácios, gabinetes e negociatas cumprindo o papel de administrador dos interesses do grande capital com a aparência mais humana como o PT, por exemplo. Nós fizemos a nossa escolha: com a palavra o Psol.

O Programa do PSOL: de generalidades à concessões ao capital!
Os rumos estratégicos do PSOL apresentados acima estão condensados no atual programa apresentado para as eleições cariocas. Trata-se de um programa reformista que intercala generalizações com concessões ao grande capital para garantir a governabilidade. Não é um programa igual ao do PT atualmente, mas que se levarmos as últimas consequências guarda similaridades. As pequenas mudanças, no sentido do que é possível fazer num governo sem nenhuma mudança estrutural, lembram as transformações pelo qual passaram o programam do PT ao longo da década de 90 até ficar completamente desfigurado.
No terreno candente da educação se limita ao aumento gradativo de verbas, “auditar todos os contratos com empresas privadas que apresentarem suspeitas de malversação”, mas não diz uma linha sobre o ensino privado que aprofunda as desigualdades sociais colocando uma disjuntiva entre a educação para os ricos e a educação para os pobres. Para os transportes não propõe acabar com as concessões dos transportes dando fim a máfia da fetranspor, defende Criar imediatamente o Fundo Municipal de Transportes e realizar estudos e planejamentos para a criação de novas categorias de tarifa. Mais do que aumentar o tempo do bilhete único, é possível implementar descontos para usuários mais frequentes que não recebam vale-transporte, tarifas especiais para grandes eventos, entre outras idéias que podem ser desenvolvidas a partir de um domínio público sobre os fluxos financeiros do sistema”. Ou seja, pretende conciliar a concessão privada com tarifas subsidiadas com o dinheiro público a partir da criação de um fundo municipal.
O que mais preocupa, entretanto, é sua proposta de “Definir diretrizes claras e criar um ambiente de segurança jurídica para empreendedores de todos os tamanhos, sem privilégios”. Aqui parece que a questão da desigualdade do sistema capitalista está no fato dos privilégios que os governos dão aos grandes empreendimentos em detrimento dos pequenos. Para reverter a atual dinâmica do capital se trata de igualar as oportunidades para a pequena e a grande burguesia? Acreditamos que não. Na verdade, se trata de fazer um governo dos trabalhadores atacando o lucro da grande burguesia que goza da riqueza social produzida pelos trabalhadores. A dúvida maior é o que significa: “Criar condições para fazer do Rio um verdadeiro pólo tecnológico global: integração com o Pólo do Fundão, laboratórios da UFRJ, empresas empreendedoras e segmentos industriais de alta tecnologia que quiserem se instalar na cidade”? Criar condições para o desenvolvimento de indústrias de alta tecnologia? Como criará essas condições? Isenção fiscal? Financiamento público? Redução de direitos trabalhistas? Nenhuma afirmação a respeito dessas generalidades. As escorregadas à direita seguem com a Auditoria da dívida pública, a defesa da UPP social, a privatização do saneamento na zona oeste, etc.

A frente de esquerda no RJ e a viabilidade dos revolucionários nas eleições
É duro dizer isso, mas, na situação atual que vivemos, os revolucionários aparecem de fato como inviáveis. E não há atalho para a revolução. Aqui não se trata de sermos derrotistas ou fatalistas. Participamos das eleições e temos muito orgulho da campanha que fazemos, buscando incessantemente o voto de cada trabalhador e estudante para o programa socialista que apresentamos. Nestas eleições, em Belém e Natal, o PSTU fará uma votação bastante expressiva. Temos o fenômeno Amanda Gurgel que está entre as candidatas mais citadas nas pesquisas eleitorais para a vereança de Natal. E em Belém a partir de um grande trabalho de base e presença nas lutas da construção civil teremos uma boa votação com o Cléber Rabelo. Além disso, em Aracaju, a partir da frente de esquerda com o PSOL, Vera Lucia do PSTU, atinge 7% para prefeita. Estes fatos demonstram, principalmente, que é possível termos um bom resultado eleitoral sem rebaixar o programa e apontando a perspectiva de uma mudança radical na sociedade.
O papel dos revolucionários nas eleições burguesas, na atual conjuntura, é apresentar para as massas que a resolução de seus problemas mais elementares para necessariamente pela ruptura com o capitalismo e a construção do socialismo. Os reformistas enxergam que há um grande problema nisso que é o fato de hoje o “socialismo” não dar voto e disso não temos medo.  
É sabido por todos que queríamos apresentar nossas posições de dentro de uma frente eleitoral com o PSOL no rio de janeiro. O PSOL não só recusou qualquer tipo de debate programático como vetou a frente na proporcional. Sem debate programático a frente seria estéril. Seria uma adesão ao programa do PSOL. Com a negativa da frente na proporcional se expressou ainda com mais força as intenções do PSOL: queriam adesões a campanha do Freixo e não frente política. Talvez poucas coisas sejam tão nocivas a esquerda quanto a arrogância. E esta característica psicológica do reformismo pequeno burguês, na atual campanha eleitoral, cada dia que passa, só cresce.