| Fotos: Paollo Rodajna |
Foi realizado, na última quarta-feira
(15/01/2014), um ato contra a demissão de Carlos Augusto Machado, conhecido
como Cacá, ex-dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações (SINTTEL)
e representante dos empregados no Conselho Deliberativo do fundo de pensão Telos. Numa clara
atitude de agressão ao direito democrático de organização, a Empresa Brasileira
de Telecomunicações (Embratel) alegou estar realizando uma suposta
reestruturação. Até agora, esta atingiu apenas Carlos Augusto.Não é de hoje que a Embratel demite
por perseguição a ativistas; com a sua privatização no governo FHC, diversos
trabalhadores foram demitidos, salários foram arrochados, direitos retirados, ataques feitos ao fundo de pensão dos trabalhadores. Logo em 1998, após a privatização
foram demitidos 1500 funcionários (15,43% do total) através do PDV; já
em 2004, quando a Telmex assumiu controle, foram demitidos
mais de 1200 trabalhadores. Em 2012 foram 3 dirigentes sindicais demitidos por
perseguição, e agora Carlos Augusto.
Contra mais essa arbitrariedade,
diversos ativistas e funcionários fizeram um ato na porta da empresa, contando
com a participação de representantes do Andes-SN, SINTTEL, CSP-Conlutas, ANEL, o
vereador Paulo Eduardo Gomes (ex-funcionário e ativista da Embratel) e
outras, os quais prestaram sua solidariedade ao trabalhador até então demitido.A mobilização reuniu cerca de 100
pessoas, as quais, ao final das falas dos representantes das diversas
organizações já citadas, gritaram pelo retorno do companheiro à empresa.Assim, os presentes no ato
reafirmaram o compromisso de lutar pela readmissão do ex-dirigente do
sindicato.
| Cacá fala no ato contra sua demissão |