No dia 14 de julho, quinta-feira, durante entrevista em estúdio com a professora Beatriz Lugão, da Coordenação Geral do SEPE, a repórter da Globo preparou o terreno: “agora uma pergunta delicada”. A partir daí, em um curto espaço de tempo, foi disparada uma série de ataques a nosso partido, o PSTU.
Os apresentadores tentaram passar a imagem que a greve dos profissionais da educação estaria a serviço de candidaturas às próximas eleições municipais; citou supostas agressões ao secretário estadual de Educação, Sr. Wilson Risolia; e chegou a apontar a participação do PSTU nos atos contra Obama, afirmando um “descontrole” no protesto em frente ao Consulado. O pano de fundo era tentar uma desqualificação de nosso partido e da greve, uma das mais fortes já vistas.
Os profissionais da educação saberão responder ao desrespeito com a categoria, saberão responder à tentativa da Globo de reduzi-los a ingênuos, a mera massa de manobra acrítica. A manutenção da greve e a conquista das reivindicações será uma boa e contundente resposta.
O ódio de classe nutrido contra o PSTU pela Globo, por Cabral, pelos ricos e poderosos é uma reação à política de nosso partido de ser um porta-voz dos anseios e necessidades dos trabalhadores e do povo pobre e ao fato de nosso partido ser parte integrante de suas lutas, mobilizações e reivindicações.
Temos orgulho de ter estado e permanecido ao lado dos trabalhadores e do povo pobre vitimados nas enchentes da região serrana. Junto com outros partidos e entidades políticas e sindicais ajudamos a materializar os comboios de solidariedade classista organizados a partir da CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) que levaram mantimentos, remédios e água às vítimas. Mas levamos também a denúncia que mais que vítimas das chuvas nossos irmãos e irmãs trabalhadoras foram vítimas da irresponsabilidade dos diferentes governos – Cabral e Dilma entre eles – que não investiram em prevenção e ainda hoje deixam parte das vítimas sem apoio. Temos orgulho de hoje estarmos, junto aos desabrigados e moradores da região serrana lutando contra a corrupção nas prefeituras, e exigindo a imediata reconstrução dos bairros operários que estão abandonados pelo poder publico.
Quando Dilma promulgou o ridículo aumento do salário mínimo e os deputados aumentaram os próprios salários em 62%, nosso partido nas ruas exigiu aumento zero para deputados e 62% para o salário mínimo.
A mando de Obama e Dilma, o governo Cabral montou uma farsa tentando acusar o PSTU de ser uma organização terrorista. Agradecemos aos trabalhadores, aos intelectuais, aos democratas, aos partidos e dirigentes sindicais que se colocaram na intransigente defesa do nosso partido e de todos os perseguidos políticos durante a visita do presidente dos Estados Unidos.
Cabral tentou, com uma farsa jurídica, dar satisfações à Dilma e ao novo senhor da guerra – Barack Obama mandou para os presídios do Rio estudantes, professores, advogados, lutadores, que simplesmente defendiam nosso petróleo e os interesses do nosso povo. O PSTU se orgulha de ter estado à frente, com outros partidos, sindicatos e organizações do movimento social, das mobilizações que quebraram a tentativa de criar consenso em torno da visita do chefe maior do imperialismo. Fomos parte ativa em denunciar que Obama veio ao Brasil a convite de Dilma para arrancar garantias de posse do pré-sal para empresas ianques, para conseguir fôlego político para atacar a Líbia, para garantir a manutenção de tropas na ocupação do Haiti. Os protestos obrigaram Obama a abandonar a cerimônia na Cinelândia, e ter de se esconder no Theatro Municipal.
Antes mesmo de o Rio se tingir de vermelho com a força da luta dos bombeiros e do apoio da população, nossos militantes já levavam solidariedade à luta dessa categoria. O vermelho de nossas bandeiras tremulou junto às de outros partidos e sindicatos no acampamento da Assembléia Legislativa e estava na marcha dos 50 mil em apoio aos bombeiros e aos profissionais de educação. Temos orgulho de ter produzido um slogan que dizia “somos todos bombeiros”, e ter feito um adesivo e um cartaz defendendo a liberdade dos 439 bombeiros presos por Cabral , adesivo usado por dezenas de milhares de trabalhadores e estudantes que denunciavam Cabral como ditador do Rio e exigia reajsute para os bombeiros e professores.
Há anos o vermelho de nossas bandeiras é parte da luta dos profissionais da educação. Temos orgulho de ser parte de uma das categorias que mais luta em nosso estado. Estaremos comemorando juntos e orgulhosamente a vitória da greve.
Os ataques da Globo, as farsas jurídicas de Cabral não nos intimidam. Ao contrário, o temor que nossas poucas bandeiras causam nada mais é que o pesadelo constante dos ricos e poderosos: cedo ou tarde os trabalhadores e o povo pobre descobrirão o poder de sua unidade e saberão quebrar as correntes que os mantém presos à exploração. O vermelho de nossas bandeiras não os permite esquecer que a alternativa ao mundo deles, esse mundo de fome, miséria e violência que o capitalismo reserva, está mais viva que nunca. A alternativa é que nós trabalhadores tomemos nossos destinos em nossas próprias mãos e governemos nós mesmos, no socialismo com democracia.
Aos ataques e ao ódio da Globo, de Cabral, dos ricos e poderosos respondemos com uma certeza: nenhum passo daremos atrás!
Juntos, sendo parte dos profissionais da educação, respondemos a eles: A GREVE CONTINUA, CABRAL A CULPA É SUA!
Julho de 2011
PSTU RJ
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Assassinato de Bin Laden não vai impedir massacres do imperialismo
Jeferson Choma, da redação do Opinião Socialista
Não há motivos para festejar o assassinato de Bin Laden. O terror continuará sendo disseminado pelo mundo através das baionetas do imperialismo.
Os fatos são bem conhecidos: há alguns dias, o governo venezuelano deteve e deportou para a Colômbia o jornalista colombiano Javier Pérez Becerra, diretor da agência de notícias ANCOLL.
No momento da prisão, o governo emitiu um comunicado onde justificou sua ação alegando que Pérez era procurado pela Interpol e haveria uma “circular vermelha” acusando seus delitos relacionados com a guerrilha colombiana (“conspiração, financiamento do terrorismo e administração de recursos relacionados com atividades terroristas”).
O governo do presidente Chávez aceitou a acusação feita pelo governo colombiano de que Pérez Becerra é o “dirigente da frente internacional das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na Europa” e culpado de múltiplos atos de terrorismo e o entregou em menos de dois dias, sem lhe dar sequer o direito de defender-se perante a justiça venezuelana.
Este episódio é um marco na política do governo Chávez para os militantes de esquerda procurados por regimes repressivos. Joaquín Pérez Becerra era um refugiado político na Suécia, país que lhe concedeu asilo após conseguir fugir da Colômbia como sobrevivente do massacre de mais de cinco mil militantes da União Patriótica. Há dez anos, concederam-lhe a cidadania sueca e ele optou por abrir mão da cidadania colombiana.
A deportação provocou indignação entre militantes de esquerda de todo o mundo, muitos deles “chavistas” ou simpatizantes do governo Chávez. A indignação é justíssima e necessária. Mas é preciso ir além destas primeiras reações. Se quisermos extrair as lições deste episódio, é necessário buscar as relações profundas que explicam esta repugnante ação do governo Chávez.
No momento da prisão, o governo emitiu um comunicado onde justificou sua ação alegando que Pérez era procurado pela Interpol e haveria uma “circular vermelha” acusando seus delitos relacionados com a guerrilha colombiana (“conspiração, financiamento do terrorismo e administração de recursos relacionados com atividades terroristas”).
O governo do presidente Chávez aceitou a acusação feita pelo governo colombiano de que Pérez Becerra é o “dirigente da frente internacional das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) na Europa” e culpado de múltiplos atos de terrorismo e o entregou em menos de dois dias, sem lhe dar sequer o direito de defender-se perante a justiça venezuelana.
Este episódio é um marco na política do governo Chávez para os militantes de esquerda procurados por regimes repressivos. Joaquín Pérez Becerra era um refugiado político na Suécia, país que lhe concedeu asilo após conseguir fugir da Colômbia como sobrevivente do massacre de mais de cinco mil militantes da União Patriótica. Há dez anos, concederam-lhe a cidadania sueca e ele optou por abrir mão da cidadania colombiana.
A deportação provocou indignação entre militantes de esquerda de todo o mundo, muitos deles “chavistas” ou simpatizantes do governo Chávez. A indignação é justíssima e necessária. Mas é preciso ir além destas primeiras reações. Se quisermos extrair as lições deste episódio, é necessário buscar as relações profundas que explicam esta repugnante ação do governo Chávez.
Deu na imprensa: MP não encontra provas contra presos em protesto
por Marcelo Auler | publicada em: 28/4/2011
Consultor Jurídico, de Rio de Janeiro (RJ)
Não há provas que justifiquem uma denúncia criminal contra os 12 manifestantes que foram presos durante protesto pela visita ao Brasil do presidente norte-americano Barack Obama, de acordo com a promotora de Justiça Maria Helena Biscaia, que atua na 14ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Presos em flagrante, na noite do dia 18 de março, os manifestantes foram indiciados pelos crimes de provocar incêndio colocando em risco a vida de outras pessoas e lesões corporais, por conta de um coquetel molotov jogado na frente do Consulado Americano. O vigilante Rodolfo Gomes Pereira, de 26 anos, sofreu ferimentos leves na barriga, costas e braço esquerdo.
Na expectativa de verificar a existência de prova que incrimine os presos, a promotora Maria Helena solicitou ao juízo que reivindique ao Consulado Americano cópia das imagens que por ventura tenham sido captadas por câmaras de seguranças existentes no prédio. Na época do incidente, a Polícia cogitou buscar as imagens, mas, segundo a promotora, nos autos de prisão em flagrante não existe qualquer referencia às imagens, o que não lhe permite saber se foram realmente requisitadas e não encaminhadas ou se não existe imagem alguma.
Dirigentes do PSTU são recebidos pelo Planalto e exigem fim da criminalização de militantes
Ministro negou orientação do Governo Federal na detenção dos manifestantes no ato contra Obama
Da redação
Na tarde desse dia 19 de abril uma comissão de dirigentes do PSTU foi recebida pelo secretário adjunto da Secretaria Geral da Presidência, Swedenberger do Nascimento Barbosa, e pelo próprio ministro Gilberto Carvalho. Na pauta da audiência, a prisão dos 13 ativistas durante uma manifestação contra a vinda de Obama ao Brasil, em 18 de março.
Os 13 manifestantes, sendo nove do PSTU e incluindo uma senhora de 69 anos, foram detidos por 72 horas e agora responderão pelos crimes de lesão corporal, dano ao patrimônio e tentativa de incêndio, correndo o risco de serem enquadrados na famigerada Lei de Segurança Nacional, da época da ditadura militar.
Representaram o PSTU o dirigente nacional do partido, José Maria de Almeida, o Zé Maria, o dirigente do Rio, Cyro Garcia e o advogado José Eduardo Braunschweiger, o Zeca, que, além de fazer parte da direção regional, foi um dos presos políticos. O deputado federal pelo PSOL, Chico Alencar, também acompanhou a reunião. A comissão denunciou a situação dos detidos, assim como a disposição da Justiça e do governo do Rio em seguir na criminalização dos ativistas.
Gilberto Carvalho negou que houvesse uma orientação do governo federal para a prisão dos ativistas. O ministro se comprometeu a analisar medidas em relação ao caso e encaminhar novas audiências, desta vez com o ministro da Justiça e a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, para analisar encaminhamentos a partir de Brasília.
Além da questão dos presos do Rio, Zé Maria também denunciou a situação do dirigente do MTL em Minas, João Batista, condenado a cinco anos de prisão. O ministro e seu secretário se comprometeram a analisar a situação dele também.
“A reunião foi positiva, mas o mais importante é continuar a pressão, divulgar o abaixo-assinado contra a criminalização dos movimentos sociais e manter a campanha até o arquivamento definitivo do processo”, afirmou Cyro Garcia.
Os 13 manifestantes, sendo nove do PSTU e incluindo uma senhora de 69 anos, foram detidos por 72 horas e agora responderão pelos crimes de lesão corporal, dano ao patrimônio e tentativa de incêndio, correndo o risco de serem enquadrados na famigerada Lei de Segurança Nacional, da época da ditadura militar.
Representaram o PSTU o dirigente nacional do partido, José Maria de Almeida, o Zé Maria, o dirigente do Rio, Cyro Garcia e o advogado José Eduardo Braunschweiger, o Zeca, que, além de fazer parte da direção regional, foi um dos presos políticos. O deputado federal pelo PSOL, Chico Alencar, também acompanhou a reunião. A comissão denunciou a situação dos detidos, assim como a disposição da Justiça e do governo do Rio em seguir na criminalização dos ativistas.
Gilberto Carvalho negou que houvesse uma orientação do governo federal para a prisão dos ativistas. O ministro se comprometeu a analisar medidas em relação ao caso e encaminhar novas audiências, desta vez com o ministro da Justiça e a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, para analisar encaminhamentos a partir de Brasília.
Além da questão dos presos do Rio, Zé Maria também denunciou a situação do dirigente do MTL em Minas, João Batista, condenado a cinco anos de prisão. O ministro e seu secretário se comprometeram a analisar a situação dele também.
“A reunião foi positiva, mas o mais importante é continuar a pressão, divulgar o abaixo-assinado contra a criminalização dos movimentos sociais e manter a campanha até o arquivamento definitivo do processo”, afirmou Cyro Garcia.
É preciso exigir o arquivamento imediato dos processos
Da redação
• Assine o abaixo-assinado
A prisão de 13 manifestantes no Rio de Janeiro durante a visita de Barack Obama foi uma arbitrariedade típica das que se via na época da ditadura. Essa repressão ao ato e a posterior prisão só se explicam por perseguição política. Tratou-se de uma prisão ilegal, que fere a Constituição da República.
Nenhum dos 13 companheiros esteve envolvido no episódio do coquetel molotov. Não houve flagrante e sim uma armação da PM e da Polícia para satisfazer Obama a mando do governo, o que tornou claro o caráter político da prisão.
A repressão e a prisão dos companheiros representam uma afronta à liberdade de organização e manifestação. Da mesma forma, raspar as cabeças dos companheiros foi uma humilhação e um desrespeito à dignidade da pessoa humana, ou seja, uma forma de tortura.
A medida adotada pelo governo é parte do crescente processo de criminalização dos movimentos sociais. No Rio de janeiro, em particular, está sendo aplicada uma violenta política de segurança responsável pela repressão a diversos movimentos e à pobreza, como a ocorrida no durante uma manifestação dos moradores do Morro do Bumba em Niterói.
Nos 47 anos do golpe, ato denuncia prisões e exige o fim da criminalização dos movimentos sociais
Ato na Faculdade de Direito da UFRJ reuniu 350 pessoas entre ativistas, parlamentares e personalidades jurídicas
Da Redação
Na noite desse 31 de março, cerca de 350 pessoas, entre ativistas, estudantes, representantes de entidades de classe e de Direitos Humanos, parlamentares e personalidades jurídicas lotaram o auditório da Faculdade de Direito da UFRJ no ato público contra a prisão e indiciamento dos 13 manifestantes no protesto contra Obama.
A data não poderia ser mais propícia, já que no dia completavam 47 anos do golpe de Estado que impôs um regime de exceção no país. Assim, o ato pelo arquivamento do processo contra os ativistas se transformou num ato contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. O local também foi simbólico, já que ali, como lembrou Cecília Coimbra, do Grupo Tortura Nunca Mais, reuniram-se há exatos 47 anos, estudantes universitários para resistir ao golpe militar.
Apoios
A grande e variada presença de representações de associações, entidades e partidos de diversos segmentos e ideologias demonstrou a indignação gerada pelas prisões arbitrárias. Estiveram presentes parlamentares como o deputado federal Chico Alencar, e a deputada estadual Janira Rocha, ambos do PSOL, além de Paulo Ramos, estadual do PDT.
A grande e variada presença de representações de associações, entidades e partidos de diversos segmentos e ideologias demonstrou a indignação gerada pelas prisões arbitrárias. Estiveram presentes parlamentares como o deputado federal Chico Alencar, e a deputada estadual Janira Rocha, ambos do PSOL, além de Paulo Ramos, estadual do PDT.
Compareceram ainda representantes do mundo jurídico, como o advogado e ex-governador do Rio, Nilo Batista, o histórico defensor dos presos políticos da ditadura, advogado Marcelo Cerqueira, o juiz Dr. Rubens Casara, da Associação dos Juízes pela Democracia, Aderson Bussinger, representando a Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, entre outros.
Também estiveram lá várias entidades sindicais, como as centrais CSP-Conlutas e a CTB, e sindicatos como o Sindsprev, Sindicato dos Correios, Sindscope, Sindjustiça, Sindpetro-RJ, além de associações como a Associação Brasileira de Imprensa e a Associação dos Moradores do Morro do Bumba, região afetada pelas chuvas e pelo descaso do Estado. De partidos, marcaram presença o PSOL, PCB e PCR.
Nesta quinta, UFRJ sedia um ato pelas liberdades democráticas
| Da redação |
| Reprodução | ||
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| Cartaz de divulgação do debate | ||
• Na próxima quinta-feira, 31 de março, acontecerá no Rio de Janeiro o “Ato pelas Liberdades Democráticas”. A iniciativa é da Faculdade Nacional de Direito, motivada pelas 13 prisões políticas que ocorreram durante a visita de Barack Obama ao Brasil.
O evento terá a presença da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), dos próprios presos e de demais envolvidos na defesa dos mesmos. A intenção é formar uma frente ampla para realizar uma campanha nacional em defesa das liberdades democráticas e contra a criminalização dos movimentos sociais.
Blogueiro que denunciou prisões no ato contra Obama é baleado no Rio
Ricardo Gama postou vídeo em seu blog denunciando a repressão ao protesto e as prisões, horas antes de ser baleado no Rio
O blogueiro carioca Ricardo Gama foi baleado na manhã desse dia 24 de março, quinta-feira, no Rio. Gama é conhecido por manter um blog na Internet com uma série de denúncias de corrupção e arbitrariedades da polícia, e repleta de críticas ao prefeito Eduardo Paes (PSDB) e principalmente ao governador Sérgio Cabral (PMDB). Ele recebeu três tiros, dois na cabeça e um no peito e está internado em estado grave no Hospital Copa D’Or.
Com uma câmera caseira, Gama sai pelas ruas da cidade registrando desmandos e enfrentando a polícia ou a guarda municipal. O último vídeo de Ricardo Gama publicado em seu blog denuncia a repressão e as prisões abusivas contra os manifestantes no ato contra a vinda de Obama ao Brasil, no último dia 18. O vídeo foi gravado no dia 21 e postado novamente no dia 23, horas antes dele ser baleado, no dia 24.
Com uma câmera caseira, Gama sai pelas ruas da cidade registrando desmandos e enfrentando a polícia ou a guarda municipal. O último vídeo de Ricardo Gama publicado em seu blog denuncia a repressão e as prisões abusivas contra os manifestantes no ato contra a vinda de Obama ao Brasil, no último dia 18. O vídeo foi gravado no dia 21 e postado novamente no dia 23, horas antes dele ser baleado, no dia 24.
Os 13 do Rio
Editorial publicado no Opinião Socialista 420
Foi muito grave o que ocorreu no Rio de Janeiro, com as prisões dos ativistas no ato contra Obama. Foi imposta uma política repressiva brutal para que o norte-americano pudesse aparecer sorridente falando em democracia.
Existe um elo de ligação entre a abusiva revista por agentes norte-americanos de ministros de Estado brasileiros e a prisão de 13 militantes no ato contra Obama.
A arrogância dos agentes dos EUA, humilhando ministros de Estado brasileiros em território brasileiro, mostra uma das faces do imperialismo, tão importante como a face conciliadora e risonha de Obama. Por um lado, a política da reação democrática, de encaixar todos os processos revolucionários na via morta da democracia burguesa. Por outro, o senhor da guerra, a intervenção na Líbia, a repressão no Brasil.
Os governos Dilma e Sérgio Cabral se sujeitaram a ser capitães do mato e aceitar todas as exigências de Obama em relação à segurança. Para isso, valia tudo.
Valia reprimir com brutalidade a manifestação de protesto com a desculpa do lançamento de coquetel molotov. A polícia sabia que nem a CSP Conlutas nem o PSTU tiveram qualquer responsabilidade nessa ação enlouquecida. Mais precisamente, as dúvidas são cada vez maiores se isso não foi produto de uma provocação policial. É muito suspeito que a polícia só tenha prendido pessoas que não tinham nada a ver com essa ação ultraesquerdista.
Existe um elo de ligação entre a abusiva revista por agentes norte-americanos de ministros de Estado brasileiros e a prisão de 13 militantes no ato contra Obama.
A arrogância dos agentes dos EUA, humilhando ministros de Estado brasileiros em território brasileiro, mostra uma das faces do imperialismo, tão importante como a face conciliadora e risonha de Obama. Por um lado, a política da reação democrática, de encaixar todos os processos revolucionários na via morta da democracia burguesa. Por outro, o senhor da guerra, a intervenção na Líbia, a repressão no Brasil.
Os governos Dilma e Sérgio Cabral se sujeitaram a ser capitães do mato e aceitar todas as exigências de Obama em relação à segurança. Para isso, valia tudo.
Valia reprimir com brutalidade a manifestação de protesto com a desculpa do lançamento de coquetel molotov. A polícia sabia que nem a CSP Conlutas nem o PSTU tiveram qualquer responsabilidade nessa ação enlouquecida. Mais precisamente, as dúvidas são cada vez maiores se isso não foi produto de uma provocação policial. É muito suspeito que a polícia só tenha prendido pessoas que não tinham nada a ver com essa ação ultraesquerdista.
Libertados os presos políticos detidos durante protesto contra Obama
Ativistas permaneceram quase 70 horas confinados, acusados sem qualquer prova
Após quase 70 horas detidos, finalmente foram libertados, na noite desse dia 20, os ativistas presos durante uma manifestação contra a vinda de Obama ao Brasil no Rio. Com grande emoção, os últimos presos políticos no presídio Ary Franco foram recebidos pelos próprios companheiros.
As prisões ocorreram na noite do dia 18, em frente ao consulado dos EUA. Acusados de “lesão corporal” e tentativa de incêndio, sem qualquer prova, os ativistas passaram a noite na delegacia e foram transferidos no dia seguinte para presídios. As mulheres foram transferidas para o presídio de Bangu 8, enquanto os homens foram para o presídio Ary Franco, em Água Santa, onde tiveram as cabeças raspadas. Um dos detidos era menor de idade e foi encaminhado ao Centro de Triagem da Ilha do Governador.
Prisões políticas
Nove dos 13 presos eram militantes do PSTU. Todo o processo, segundo o advogado criminalista Jorge Bulcão relatou ao Portal do PSTU, não passa de uma “aberração jurídica”. Primeiro, a PM deteve 13 pessoas de forma aleatória após reprimir o protesto contra Obama. Depois, expôs na delegacia o que seriam os artefatos encontrados com manifestantes: um coquetel molotov, um soco-inglês e uma mochila com pedras, junto a isso um cartaz e uma bandeira do PSTU. A intenção era clara: associar os artefatos e a explosão de um molotov ao partido.
Seguindo a seqüência de arbitrariedades, a Justiça negou a liberdade provisória aos presos, alegando que representariam “ameaça” à ordem pública enquanto Obama estivesse no Brasil. Alegou até mesmo que os ativistas “maculariam” a imagem do Brasil no exterior, e citaram as Olimpíadas de 2016. O habeas corpus só foi aceito na manhã desse dia 20, segunda-feira, 1 hora após Obama deixar o país.

Momento em que ativistas foram libertados
Campanha e liberdade
As prisões, porém, não arrefeceram as mobilizações. No domingo, dia 19, um ato contra o imperialismo reuniu cerca de 800 pessoas no Rio e encampou como uma de suas principais bandeiras a libertação dos presos. A solidariedade também foi fundamental. Parlamentares como Chico de Alencar (PSOL) e Lindberg Farias (PT) visitaram os ativistas nos presídios e divulgaram nota exigindo sua libertação. Entidades de todo o país enviaram moções e uma petição pública em defesa dos presos recebeu mais de 6 mil assinaturas em pouco mais de dois dias.
O menor de idade foi liberado no dia 20. Uma das ativistas, uma senhora de 67 anos, foi liberta na madrugada do dia seguinte. O alvará de soltura do restante dos presos só saiu no final da tarde. Primeiro as 2 mulheres foram soltas de Bangu 8 e, por fim, o restante dos presos saíram de Ary Franco.
Foi sem dúvida uma grande vitória e um belo exemplo de luta e solidariedade. Mas que não termina aqui. Os companheiros detidos ainda estão respondendo pelos crimes nos quais foram indiciados. É preciso continuar a campanha para a suspensão do processo para que este não se torne um perigoso precedente de criminalização dos movimentos sociais.
Na tarde da terça-feira, dia 22/03, os presos deram uma entrevista coletiva no auditório do Sindjustiça-RJ.
Veja galeria de fotos dos companheiros após sairem das prisões
Entrevista com Gabriela: “Fui presa porque estava com uma bandeira”
As prisões ocorreram na noite do dia 18, em frente ao consulado dos EUA. Acusados de “lesão corporal” e tentativa de incêndio, sem qualquer prova, os ativistas passaram a noite na delegacia e foram transferidos no dia seguinte para presídios. As mulheres foram transferidas para o presídio de Bangu 8, enquanto os homens foram para o presídio Ary Franco, em Água Santa, onde tiveram as cabeças raspadas. Um dos detidos era menor de idade e foi encaminhado ao Centro de Triagem da Ilha do Governador.
Prisões políticas
Nove dos 13 presos eram militantes do PSTU. Todo o processo, segundo o advogado criminalista Jorge Bulcão relatou ao Portal do PSTU, não passa de uma “aberração jurídica”. Primeiro, a PM deteve 13 pessoas de forma aleatória após reprimir o protesto contra Obama. Depois, expôs na delegacia o que seriam os artefatos encontrados com manifestantes: um coquetel molotov, um soco-inglês e uma mochila com pedras, junto a isso um cartaz e uma bandeira do PSTU. A intenção era clara: associar os artefatos e a explosão de um molotov ao partido.
Seguindo a seqüência de arbitrariedades, a Justiça negou a liberdade provisória aos presos, alegando que representariam “ameaça” à ordem pública enquanto Obama estivesse no Brasil. Alegou até mesmo que os ativistas “maculariam” a imagem do Brasil no exterior, e citaram as Olimpíadas de 2016. O habeas corpus só foi aceito na manhã desse dia 20, segunda-feira, 1 hora após Obama deixar o país.

Momento em que ativistas foram libertados
Campanha e liberdade
As prisões, porém, não arrefeceram as mobilizações. No domingo, dia 19, um ato contra o imperialismo reuniu cerca de 800 pessoas no Rio e encampou como uma de suas principais bandeiras a libertação dos presos. A solidariedade também foi fundamental. Parlamentares como Chico de Alencar (PSOL) e Lindberg Farias (PT) visitaram os ativistas nos presídios e divulgaram nota exigindo sua libertação. Entidades de todo o país enviaram moções e uma petição pública em defesa dos presos recebeu mais de 6 mil assinaturas em pouco mais de dois dias.
O menor de idade foi liberado no dia 20. Uma das ativistas, uma senhora de 67 anos, foi liberta na madrugada do dia seguinte. O alvará de soltura do restante dos presos só saiu no final da tarde. Primeiro as 2 mulheres foram soltas de Bangu 8 e, por fim, o restante dos presos saíram de Ary Franco.
Foi sem dúvida uma grande vitória e um belo exemplo de luta e solidariedade. Mas que não termina aqui. Os companheiros detidos ainda estão respondendo pelos crimes nos quais foram indiciados. É preciso continuar a campanha para a suspensão do processo para que este não se torne um perigoso precedente de criminalização dos movimentos sociais.
Na tarde da terça-feira, dia 22/03, os presos deram uma entrevista coletiva no auditório do Sindjustiça-RJ.
Veja galeria de fotos dos companheiros após sairem das prisões
Entrevista com Gabriela: “Fui presa porque estava com uma bandeira”
“O processo todo é uma aberração jurídica”, afirma advogado dos presos
Argumento para manter os ativistas presos durante 70 horas inclui “ameaça a Obama” e as Olimpíadas de 2016
O advogado criminalista Jorge Bulcão acompanhou a seqüência de arbitrariedades que marcou a prisão dos 13 ativistas durante o ato contra a vinda de Obama ao Brasil, no último dia 18. Para o advogado que acompanhou os militantes durante as 70 horas de detenção, todo o processo foi uma “aberração jurídica”.
Após a repressão policial ao protesto com gás e balas de borracha, os 13 manifestantes foram detidos forma completamente aleatória pela polícia. Entre o grupo detido e encaminhado à delegacia, estavam um menor de idade e a senhora de 67 anos, conhecida torcedora do Fluminense.
Lá, foram indiciados por lesão corporal e tentativa de incêndio. Para a imprensa, a PM montou uma mesa com uma mochila de pedras, um soco inglês e uma garrafa que seria um coquetel molotov. Junto a isso, um cartaz do PSTU dizendo “Obama Go Home” e uma bandeira do partido. O detalhe omitido pela polícia: nenhum dos artefatos expostos havia sido encontrado com algum dos ativistas presos.
“No auto de flagrante não havia uma declaração sequer afirmando que aqueles artefatos estavam de posse dos ativistas detidos”, relata o advogado. ”No Direito Penal se tem uma coisa que tem que ficar absolutamente clara é a autoria. Na dúvida, se absolve o reu”, afirma. O que foi usado para se determinar o flagrante foi a simples “confissão” dos ativistas de que eles realmente estavam na manifestação contra a vinda de Obama. ”Isso é um absurdo, como se estar presente numa manifestação fosse crime”, reclama Bulcão.
Ameaça a Obama
Mas eles não foram absolvidos e ainda tiveram o pedido de liberdade provisória negado pelo Ministério Público e o juiz de plantão. “Alegamos os bons antecedentes dos detidos para mostrar que eles não ofereciam qualquer perigo”, diz Jorge Bulcão. Mas para a Justiça, eles representavam uma ameaça a Obama, à ordem pública e a imagem do Brasil no exterior.
“O fundamento utilizado para mantê-los presos esse tempo foi que eles macularam a imagem do país no exterior” , disse o advogado. Foi citado pela Justiça até mesmo as Olimpíadas em 2016, a fim de justificar as prisões. “Disseram até que os meninos representariam perigo a Obama enquanto ele estivesse no Brasil” conta Bulcão.
Detidos, as três mulheres foram encaminhadas ao presídio de Bangu 8 e os homens ao presídio de Ary Franco, em Água Santa. Além de terem que enfrentar o cárcere, os homens passaram pelo constrangimento de terem a cabeça raspada. Foram acompanhados por Bulcão e a Comissão de Direito Humanos da OAB-RJ.
A soltura só ocorreu após habeas corpus concedido pelo desembargador Claudio Dell'Orto nesse dia 21. Apesar de livres, porém, os manifestantes continuam indiciados, mesmo sem qualquer prova. O processo segue agora na Vara Comum. ”Vamos insistir no fato de que falta o elemento que configuraria o delito”, diz o advogado.
O advogado criminalista Jorge Bulcão acompanhou a seqüência de arbitrariedades que marcou a prisão dos 13 ativistas durante o ato contra a vinda de Obama ao Brasil, no último dia 18. Para o advogado que acompanhou os militantes durante as 70 horas de detenção, todo o processo foi uma “aberração jurídica”.
Após a repressão policial ao protesto com gás e balas de borracha, os 13 manifestantes foram detidos forma completamente aleatória pela polícia. Entre o grupo detido e encaminhado à delegacia, estavam um menor de idade e a senhora de 67 anos, conhecida torcedora do Fluminense.
Lá, foram indiciados por lesão corporal e tentativa de incêndio. Para a imprensa, a PM montou uma mesa com uma mochila de pedras, um soco inglês e uma garrafa que seria um coquetel molotov. Junto a isso, um cartaz do PSTU dizendo “Obama Go Home” e uma bandeira do partido. O detalhe omitido pela polícia: nenhum dos artefatos expostos havia sido encontrado com algum dos ativistas presos.
“No auto de flagrante não havia uma declaração sequer afirmando que aqueles artefatos estavam de posse dos ativistas detidos”, relata o advogado. ”No Direito Penal se tem uma coisa que tem que ficar absolutamente clara é a autoria. Na dúvida, se absolve o reu”, afirma. O que foi usado para se determinar o flagrante foi a simples “confissão” dos ativistas de que eles realmente estavam na manifestação contra a vinda de Obama. ”Isso é um absurdo, como se estar presente numa manifestação fosse crime”, reclama Bulcão.
Ameaça a Obama
Mas eles não foram absolvidos e ainda tiveram o pedido de liberdade provisória negado pelo Ministério Público e o juiz de plantão. “Alegamos os bons antecedentes dos detidos para mostrar que eles não ofereciam qualquer perigo”, diz Jorge Bulcão. Mas para a Justiça, eles representavam uma ameaça a Obama, à ordem pública e a imagem do Brasil no exterior.
“O fundamento utilizado para mantê-los presos esse tempo foi que eles macularam a imagem do país no exterior” , disse o advogado. Foi citado pela Justiça até mesmo as Olimpíadas em 2016, a fim de justificar as prisões. “Disseram até que os meninos representariam perigo a Obama enquanto ele estivesse no Brasil” conta Bulcão.
Detidos, as três mulheres foram encaminhadas ao presídio de Bangu 8 e os homens ao presídio de Ary Franco, em Água Santa. Além de terem que enfrentar o cárcere, os homens passaram pelo constrangimento de terem a cabeça raspada. Foram acompanhados por Bulcão e a Comissão de Direito Humanos da OAB-RJ.
A soltura só ocorreu após habeas corpus concedido pelo desembargador Claudio Dell'Orto nesse dia 21. Apesar de livres, porém, os manifestantes continuam indiciados, mesmo sem qualquer prova. O processo segue agora na Vara Comum. ”Vamos insistir no fato de que falta o elemento que configuraria o delito”, diz o advogado.
Ato pela liberdade dos presos políticos de Dilma e contra a visita de Obama (RJ)
O que fica da visita de Obama ao Brasil?
Presidente norte-americano sai do país deixando para trás acordos comerciais, promessas de petróleo, humilhações e 13 presos políticos
O presidente norte-americano nem havia deixado o Brasil e, no balanço que a imprensa fazia de sua rápida visita, além da euforia e do exagero, havia também um certo tom de frustração. Obama não deu apoio explícito ao Brasil a uma vaga permanente do Conselho de Segurança da ONU, como governo e imprensa esperavam. No comunicado aos jornalistas, ao lado de Dilma, apesar dos elogios, o presidente norte-americano apenas demonstrou “apreço” às aspirações do governo brasileiro.
E se os eventos oficiais não chegaram a empolgar a anunciada “visita histórica”, a agenda “turística” foi ainda mais apagada. Resumiram-se às tradicionais apresentações culturais. O discurso público da Cinelândia foi cancelado apenas um dia antes. A delegação alegou questões de segurança, mas houve quem atribuísse a desistência à falta de garantias de público e o temor de protestos entre o público na praça.
O sentido da visita
Obama desceu no Brasil com dois objetivos. O primeiro, e declarado, foi estabelecer acordos comerciais, derrubando tarifas alfandegárias, a chamada TECA, na sigla em inglês. E a razão disso, o próprio norte-americano não escondeu: os EUA estão em crise e precisam aumentar as exportações e o Brasil é um mercado grande e em expansão.
Mas os olhos de Obama estavam voltados mesmo ao pré-sal. “Estamos criando um novo diálogo estratégico sobre energia para garantir que as cúpulas dos nossos governos trabalhem conjuntamente para aproveitar novas oportunidades, em particular, como as novas descobertas de petróleo no Brasil”, discursou no Planalto. Com a instabilidade política no Oriente Médio, os EUA enxergam no Brasil uma oportunidade de ouro para espoliar o petróleo. Além da estabilidade, o governo norte-americano encontra aqui uma completa submissão aos seus interesses.
Submissão cujos exemplos foram numerosos em tão rápida visita. Como na revista dos ministros de Dilma na entrada do pronunciamento de Obama aos empresários. Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edson Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), foram revistados por seguranças norte-americanos em seu próprio país. A situação lembrou o vexame do então chanceler Celso Lafer, no governo FHC, obrigado a tirar os sapatos para entrar nos EUA.
Apesar do discurso de igualdade, nem na aparência, o governo brasileiro conseguiu esconder seu papel subalterno.
Bombas entre um brinde e outro
O outro objetivo de Obama foi midiático. O presidente tentou reforçar sua imagem popular e amigável, fazendo crer que nada tinha a ver com Bush e seus antecessores. E contou com a generosa ajuda da imprensa brasileira, que fez uma cobertura amplamente favorável ao norte-americano. O fato de Obama ser negro foi tomado como elemento de identificação com os brasileiros.
Os fatos, porém, mostram que por trás do sorriso de Barack, esconde-se o velho imperialismo ianque. Uma cena descrita no jornal Folha de São Paulo ilustra muito bem isso. No início da tarde do dia 19, Obama participava de uma recepção oferecida pelo Itamaraty. Na hora do brinde, o presidente foi interrompido por um assessor, que lhe entregou um telefone. Após algumas poucas palavras, o presidente voltou ao seu brinde. Acabava de autorizar o bombardeio aéreo na Líbia.
Já no discurso proferido no Theatro Municipal, Obama elogiou a democracia, chegando a lembrar a luta da então guerrilheira Dilma Roussef contra a ditadura no Brasil. Nenhuma palavra nem mea-culpa, é claro, sobre o envolvimento dos EUA no golpe de 1964. Ou do apoio que prestavam até ontem para as ditaduras amigas do Oriente Médio e do Norte da África, como o próprio Kadafi.
O que essa visita mostrou?
A visita em si não teve grandes novidades e, ao contrário do tom eufórico da imprensa, não contou com manifestações de apoio na sociedade. Mas, por outro lado, revelou muitas coisas. Primeiro, o empenho do governo brasileiro em se mostrar fiel vassalo do imperialismo. O fato de Obama ter ordenado o bombardeio à Líbio de dentro do Itamaraty é simbólico.
Os governos uniram-se para estender o tapete vermelho ao chefe do imperialismo. Até mesmo a Justiça mostrou sua submissão. A prisão dos 13 manifestantes na noite do dia 18, durante um protesto, foi um fato sem precedentes. O argumento do juiz que determinou a manutenção das prisões fala por si só: os detidos representariam “ameaça à ordem pública” enquanto Obama estivesse aqui e poderiam “macular” a imagem do país.
Mas não foi só isso. A ordem expressa do PT e do Planalto aos seus militantes, proibindo manifestações contra Obama, revela o caráter pró-imperialista do partido e desmascara seu papel nos movimentos sociais. Um fato inédito e histórico: uma ordem do Partido dos Trabalhadores para que seus filiados não comparecessem a um ato contra um presidente dos EUA, a um ato contra o imperialismo!
A visita de Obama, assim, mostrou um governo brasileiro ainda mais submisso, empenhado em entregar nosso petróleo ao imperialismo e abrir o mercado aos EUA. Revelou uma Justiça que se mostra capaz de atropelar a Constituição para defender os interesses dos EUA, como se estivéssemos em um Estado de Sítio.
Obama, por fim, se despede do Brasil deixando para trás acordos comerciais e a garantia de petróleo para sua indústria e seus carros. Deixa ainda 13 presos políticos e a certeza de que, infelizmente, para uma parte do movimento sindical brasileiro, o imperialismo deixou de ser um inimigo.
O presidente norte-americano nem havia deixado o Brasil e, no balanço que a imprensa fazia de sua rápida visita, além da euforia e do exagero, havia também um certo tom de frustração. Obama não deu apoio explícito ao Brasil a uma vaga permanente do Conselho de Segurança da ONU, como governo e imprensa esperavam. No comunicado aos jornalistas, ao lado de Dilma, apesar dos elogios, o presidente norte-americano apenas demonstrou “apreço” às aspirações do governo brasileiro.
E se os eventos oficiais não chegaram a empolgar a anunciada “visita histórica”, a agenda “turística” foi ainda mais apagada. Resumiram-se às tradicionais apresentações culturais. O discurso público da Cinelândia foi cancelado apenas um dia antes. A delegação alegou questões de segurança, mas houve quem atribuísse a desistência à falta de garantias de público e o temor de protestos entre o público na praça.
O sentido da visita
Obama desceu no Brasil com dois objetivos. O primeiro, e declarado, foi estabelecer acordos comerciais, derrubando tarifas alfandegárias, a chamada TECA, na sigla em inglês. E a razão disso, o próprio norte-americano não escondeu: os EUA estão em crise e precisam aumentar as exportações e o Brasil é um mercado grande e em expansão.
Mas os olhos de Obama estavam voltados mesmo ao pré-sal. “Estamos criando um novo diálogo estratégico sobre energia para garantir que as cúpulas dos nossos governos trabalhem conjuntamente para aproveitar novas oportunidades, em particular, como as novas descobertas de petróleo no Brasil”, discursou no Planalto. Com a instabilidade política no Oriente Médio, os EUA enxergam no Brasil uma oportunidade de ouro para espoliar o petróleo. Além da estabilidade, o governo norte-americano encontra aqui uma completa submissão aos seus interesses.
Submissão cujos exemplos foram numerosos em tão rápida visita. Como na revista dos ministros de Dilma na entrada do pronunciamento de Obama aos empresários. Os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edson Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento), foram revistados por seguranças norte-americanos em seu próprio país. A situação lembrou o vexame do então chanceler Celso Lafer, no governo FHC, obrigado a tirar os sapatos para entrar nos EUA.
Apesar do discurso de igualdade, nem na aparência, o governo brasileiro conseguiu esconder seu papel subalterno.
Bombas entre um brinde e outro
O outro objetivo de Obama foi midiático. O presidente tentou reforçar sua imagem popular e amigável, fazendo crer que nada tinha a ver com Bush e seus antecessores. E contou com a generosa ajuda da imprensa brasileira, que fez uma cobertura amplamente favorável ao norte-americano. O fato de Obama ser negro foi tomado como elemento de identificação com os brasileiros.
Os fatos, porém, mostram que por trás do sorriso de Barack, esconde-se o velho imperialismo ianque. Uma cena descrita no jornal Folha de São Paulo ilustra muito bem isso. No início da tarde do dia 19, Obama participava de uma recepção oferecida pelo Itamaraty. Na hora do brinde, o presidente foi interrompido por um assessor, que lhe entregou um telefone. Após algumas poucas palavras, o presidente voltou ao seu brinde. Acabava de autorizar o bombardeio aéreo na Líbia.
Já no discurso proferido no Theatro Municipal, Obama elogiou a democracia, chegando a lembrar a luta da então guerrilheira Dilma Roussef contra a ditadura no Brasil. Nenhuma palavra nem mea-culpa, é claro, sobre o envolvimento dos EUA no golpe de 1964. Ou do apoio que prestavam até ontem para as ditaduras amigas do Oriente Médio e do Norte da África, como o próprio Kadafi.
O que essa visita mostrou?
A visita em si não teve grandes novidades e, ao contrário do tom eufórico da imprensa, não contou com manifestações de apoio na sociedade. Mas, por outro lado, revelou muitas coisas. Primeiro, o empenho do governo brasileiro em se mostrar fiel vassalo do imperialismo. O fato de Obama ter ordenado o bombardeio à Líbio de dentro do Itamaraty é simbólico.
Os governos uniram-se para estender o tapete vermelho ao chefe do imperialismo. Até mesmo a Justiça mostrou sua submissão. A prisão dos 13 manifestantes na noite do dia 18, durante um protesto, foi um fato sem precedentes. O argumento do juiz que determinou a manutenção das prisões fala por si só: os detidos representariam “ameaça à ordem pública” enquanto Obama estivesse aqui e poderiam “macular” a imagem do país.
Mas não foi só isso. A ordem expressa do PT e do Planalto aos seus militantes, proibindo manifestações contra Obama, revela o caráter pró-imperialista do partido e desmascara seu papel nos movimentos sociais. Um fato inédito e histórico: uma ordem do Partido dos Trabalhadores para que seus filiados não comparecessem a um ato contra um presidente dos EUA, a um ato contra o imperialismo!
A visita de Obama, assim, mostrou um governo brasileiro ainda mais submisso, empenhado em entregar nosso petróleo ao imperialismo e abrir o mercado aos EUA. Revelou uma Justiça que se mostra capaz de atropelar a Constituição para defender os interesses dos EUA, como se estivéssemos em um Estado de Sítio.
Obama, por fim, se despede do Brasil deixando para trás acordos comerciais e a garantia de petróleo para sua indústria e seus carros. Deixa ainda 13 presos políticos e a certeza de que, infelizmente, para uma parte do movimento sindical brasileiro, o imperialismo deixou de ser um inimigo.
Entidades de todo o país condenam as prisões políticas durante ato contra Obama
Além das milhares de assinaturas na petição pública exigindo liberdade aos presos políticos, chegaram várias notas de condenação às prisões e solidariedade ao PSTU e aos presos.
Grupo Tortura Nunca Mais-SP
Sindicato dos Petroleiros e Petroquímicos de Alagoas e Sergipe
ANEL-Livre
UNE - União Nacional dos Estudantes
DCE UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
DCE UFF - Universidade Federal Fluminense
DCE USP - Universidade de São Paulo
DCE UFPA - Universidade Federal do Pará
DCE UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
DCE UFC - Universidade Federal do Ceará
DCE UnB - Universidade de Brasília
DCE UFES - Universidade Federal do Espírito Santo
DCE UFPB - Universidad e Federal da Paraíba
DCE UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
DCE UFPR - Universidade Federal do Paraná
DCE UFBA - Universidade Federal da Bahia
DCE UNIFAP - Universidade Federal do Amapá
DCE UFG - Universidade Federal de Goiás
DCE UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
DCE UEPA - Universidade Estadual do Pará
DCE UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia
DCE UNESP - Universidade Estadual Paulista
DCE UEM - Universidade Estadual de Maringá
DCE PUC - Rio de Janeiro
DCE UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
DCE UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados
EXNEEF - Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
CONEP - Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
ENECOS - Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
Coletivo Nacional Levante
Coletivo Barricadas Abrem Caminhos
Coletivo 21 de junho
Brasil & Desenvolvimento UnB
Resistência Popular
Liga Estratégia Revolucionária
União Catarinense de Estudantes – UCE
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte
Leia as notas
Passeata reuniu 800 pessoas, antes de discurso de Obama
Grupo Tortura Nunca Mais-SP
Sindicato dos Petroleiros e Petroquímicos de Alagoas e Sergipe
ANEL-Livre
UNE - União Nacional dos Estudantes
DCE UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro
DCE UFF - Universidade Federal Fluminense
DCE USP - Universidade de São Paulo
DCE UFPA - Universidade Federal do Pará
DCE UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul
DCE UFC - Universidade Federal do Ceará
DCE UnB - Universidade de Brasília
DCE UFES - Universidade Federal do Espírito Santo
DCE UFPB - Universidad e Federal da Paraíba
DCE UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
DCE UFPR - Universidade Federal do Paraná
DCE UFBA - Universidade Federal da Bahia
DCE UNIFAP - Universidade Federal do Amapá
DCE UFG - Universidade Federal de Goiás
DCE UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
DCE UEPA - Universidade Estadual do Pará
DCE UFRA - Universidade Federal Rural da Amazônia
DCE UNESP - Universidade Estadual Paulista
DCE UEM - Universidade Estadual de Maringá
DCE PUC - Rio de Janeiro
DCE UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
DCE UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados
EXNEEF - Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
CONEP - Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia
ENECOS - Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
Coletivo Nacional Levante
Coletivo Barricadas Abrem Caminhos
Coletivo 21 de junho
Brasil & Desenvolvimento UnB
Resistência Popular
Liga Estratégia Revolucionária
União Catarinense de Estudantes – UCE
Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte
Leia as notas
Passeata reuniu 800 pessoas, antes de discurso de Obama
URGENTE: Justiça decide libertar presos políticos do ato contra Obama
Ato com o grupo será realizado hoje, às 17h, nas escadarias do Theatro Municipal

Depoimentos de familiares dos presos
http://www.youtube.com/watch?v=bKrpZpn4a9s&feature=player_embedded
Manifestantes contra Obama têm cabeça raspada no presídio
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=12518&ida=19
Leia o manifesto do movimento estudantil brasileiro em defesa dos presos políticos
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=12522&ida=0
• Cerca de uma hora após o presidente Barack Obama ter deixado o país, a Justiça deu um despacho a favor da libertação dos 13 manifestantes, presos desde a sexta-feira, após protesto no Consulado dos Estados Unidos. O grupo está nos presídios de Bangu 8 e Água Santa e deve ser liberado nas próximas horas. No sábado, um juiz de plantão havia negado a liberdade, alegando que os ativistas representariam uma ameaça ao presidente norte-americano e poderiam "macular" a imagem do Brasil.
Durante o final de semana, uma grande campanha foi feita, com atos e milhares de assinaturas de apoio aos presos. "Estamos aliviados e agradecidos por toda a solidariedade. Foi o que garantiu a liberdade ao grupo. Agora é ver se todos estão bem", comemorou Cyro Garcia, presidente do PSTU, partido que tem 10 militantes presos. Cyro criticou o caráter político das prisões e até na libertação. "Nada vai apagar o que aconteceu. Foi um ataque sem precedentes aos direitos humanos. Obama discursou falando da democracia, comemorando não estarmos mais em uma ditadura, mas o governador deixou pessoas inocentes em presídios até que a viagem terminasse. O governo de Dilma, presa na ditadura, não fez absolutamente nada", afirmou.
O grupo ficou em celas isoladas nos presídios, mas ainda assim, os advogados irão averiguar indícios de maus tratos. "Todos os homens em Água Santa tiveram a cabeça raspada", conta Aderson Bussinger, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, que acompanha o caso. "Obama veio aqui e deixou um Guantánamo. E ninguém noticiou", completa Cyro.
Uma situação especial é o de Maria de Lourdes Pereira da Silva, de 69 anos. A senhora, que também é conhecida pela torcida do Fluminense como “Vovó tricolor”, pela assiduidade aos jogos, estava passando pelo Centro do Rio, na sexta-feira, quando se juntou ao grupo que dizia “Obama, go home”. Ela terminou presa em Bangu 8 com Gabriela Proença da Costa, estudante de Artes da Uerj, e a professora Pâmela Rossi. Por ironia, o presidente Obama recebeu uma camisa do Fluminense durante a visita a uma escola de samba, no Rio de Janeiro.
Os presos irão deixar o presídio acompanhados por oficiais de justiça, em ônibus e carros da secretaria de Segurança, em direção ao Instituto Médico Legal, onde farão exames. De lá, seguirão para uma entrevista coletiva, com seus parentes. Em seguida, às 17h, um ato público será feito nas escadarias do Theatro Municipal, onde Obama discursou. "Vamos lavar as escadarias e abraçar os presos", comemora o professor Miguel Malheiros. "Não vamos parar aqui. Também vamos exigir que sejam retirados as acusações, para que não retornem a prisão mais à frente apenas por estarem em um ato pacífico e em defesa do nosso petróleo", completou.
http://www.youtube.com/watch?v=bKrpZpn4a9s&feature=player_embedded
Manifestantes contra Obama têm cabeça raspada no presídio
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=12518&ida=19
Leia o manifesto do movimento estudantil brasileiro em defesa dos presos políticos
http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=12522&ida=0
URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa
Depois de passar a madrugada na 5º DP (Gomes Freire), os 13 detidos nesta sexta-feira, 18, foram levados para presídios por volta das 8h de hoje. Após exame de corpo-delito no IML, os homens serão encaminhados ao presídio de Bangu 8 e as mulheres ao presídio de Água Santa. Dos 13 presos, 10 são militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)
Os manifestantes foram enquadrados em vários artigos, e não terão direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo. É uma prisão política. São presos políticos do governo Sergio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil", protestou o presidente do PSTU no Rio de Janeiro, Cyro Garcia. "Estamos muito preocupados com a segurança de nossos militantes e faremos uma campanha internacional pela liberdade deles", afirmou.
Os 13 manifestantes foram presos após um coqueter molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. Na noite de ontem, o partido lançou um comunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação e que nenhum militante do partido organizou ou participou do ataque. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro. "Estão criminalizando os protestos e o partido. É um absurdo a polícia exibir cartazes políticos e bandeiras do partido como provas aos fotógrafos, como quem exibe armas," protesta.
Os advogados do PSTU estão entrando na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionam os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável. O partido fará um ato neste domingo, às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos políticos. Hoje, em Brasília, militantes do partido irão até a Praça dos Três Poderes, também para exigir a libertação.
Assine para a libertação dos presos
CLIQUE AQUI PARA ASSINAR
Os manifestantes foram enquadrados em vários artigos, e não terão direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo. É uma prisão política. São presos políticos do governo Sergio Cabral e de Dilma, no momento em que Obama desembarca no Brasil", protestou o presidente do PSTU no Rio de Janeiro, Cyro Garcia. "Estamos muito preocupados com a segurança de nossos militantes e faremos uma campanha internacional pela liberdade deles", afirmou.
Os 13 manifestantes foram presos após um coqueter molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. Na noite de ontem, o partido lançou um comunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação e que nenhum militante do partido organizou ou participou do ataque. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro. "Estão criminalizando os protestos e o partido. É um absurdo a polícia exibir cartazes políticos e bandeiras do partido como provas aos fotógrafos, como quem exibe armas," protesta.
Os advogados do PSTU estão entrando na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionam os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável. O partido fará um ato neste domingo, às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos políticos. Hoje, em Brasília, militantes do partido irão até a Praça dos Três Poderes, também para exigir a libertação.
Assine para a libertação dos presos
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Comunicado à imprensa sobre a repressão no ato do Rio
Diante do protesto desta sexta-feira, contra a visita de Obama e a violenta repressão policial, o PSTU vem a público declarar que:
1 – O ato pacífico foi organizado pela CSP-Conlutas, pela Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre - ANEL e por diversos sindicatos.
2 – O protesto faz parte de uma jornada nacional, que inclui atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo, os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretende apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo, como no Iraque, e que agora se repete na Líbia.
3- O PSTU apoiou o protesto e participou ativamente de sua organização. Durante a semana, o partido tem realizado várias ações contra a visita de Obama, com milhares de cartazes e até faixas em um avião que circula pelos céus do Rio de Janeiro.
4 – Desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.
5 – Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, inclusive muitas crianças. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.
6 – O acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso.
7 – Em frente ao Consulado, o ato iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.
8 – No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. As cenas desse momento foram gravadas por manifestantes e estão em nosso site.
9 – Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade. Até as 22h, ninguém havia sido solto.
10 – A polícia declarou que coqueteis molotov foram jogados contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. Sobre isso, declaramos que nem o PSTU e tampouco qualquer uma das entidades que organizaram o ato concordam ou apoiam atitudes como essa no ato, convocado como uma manifestação totalmente pacífica.
11 – Este espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita. Neste sentido, desconhecemos os autores do ataque e queremos vir a público declarar nossa desconfiança de que provocadores tenham se infiltrado no ato, com esse objetivo.
12 – Os artefatos lançados não justificam a reação completamente desproporcional da polícia do governador Sérgio Cabral, que agiu atacando e prendendo a esmo. A selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas.
13 – A ação policial derruba por terra qualquer respeito à liberdade e os direitos humanos e indica uma criminalização dos protestos, ao melhor estilo dos Estados Unidos. Um exemplo foi dado na delegacia, quando policiais exibiram suas “apreensões”: uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU, atribuindo responsabilidade sobre os ataques. Desde quando uma bandeira, um símbolo de um partido político pode ser apresentado como algo criminoso?
14 – Exigimos uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial.
15 – Por último, o PSTU afirma que não deixará de protestar contra os Estados Unidos por conta dos ataques da polícia de Sergio Cabral. Continuaremos nas ruas, e nosso próximo ato será no domingo, às 10h, no Largo do Machado. Convocamos todos a participarem deste ato, e transformar esse dia em um grande repúdio à violência de hoje e a criminalização dos que lutam.
Rio de Janeiro, 18 de março de 2011
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
www.pstu.org.br
VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DO ATAQUE DA POLÍCIA
Assine a petição pública pela libertação dos presos políticos
URGENTE: Presos políticos do PSTU estão sendo levados para Bangu e Água Santa
1 – O ato pacífico foi organizado pela CSP-Conlutas, pela Assembleia Nacional dos Estudantes-Livre - ANEL e por diversos sindicatos.
2 – O protesto faz parte de uma jornada nacional, que inclui atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo, os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretende apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo, como no Iraque, e que agora se repete na Líbia.
3- O PSTU apoiou o protesto e participou ativamente de sua organização. Durante a semana, o partido tem realizado várias ações contra a visita de Obama, com milhares de cartazes e até faixas em um avião que circula pelos céus do Rio de Janeiro.
4 – Desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.
5 – Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, inclusive muitas crianças. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.
6 – O acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso.
7 – Em frente ao Consulado, o ato iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.
8 – No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. As cenas desse momento foram gravadas por manifestantes e estão em nosso site.
9 – Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade. Até as 22h, ninguém havia sido solto.
10 – A polícia declarou que coqueteis molotov foram jogados contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. Sobre isso, declaramos que nem o PSTU e tampouco qualquer uma das entidades que organizaram o ato concordam ou apoiam atitudes como essa no ato, convocado como uma manifestação totalmente pacífica.
11 – Este espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita. Neste sentido, desconhecemos os autores do ataque e queremos vir a público declarar nossa desconfiança de que provocadores tenham se infiltrado no ato, com esse objetivo.
12 – Os artefatos lançados não justificam a reação completamente desproporcional da polícia do governador Sérgio Cabral, que agiu atacando e prendendo a esmo. A selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas.
13 – A ação policial derruba por terra qualquer respeito à liberdade e os direitos humanos e indica uma criminalização dos protestos, ao melhor estilo dos Estados Unidos. Um exemplo foi dado na delegacia, quando policiais exibiram suas “apreensões”: uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU, atribuindo responsabilidade sobre os ataques. Desde quando uma bandeira, um símbolo de um partido político pode ser apresentado como algo criminoso?
14 – Exigimos uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial.
15 – Por último, o PSTU afirma que não deixará de protestar contra os Estados Unidos por conta dos ataques da polícia de Sergio Cabral. Continuaremos nas ruas, e nosso próximo ato será no domingo, às 10h, no Largo do Machado. Convocamos todos a participarem deste ato, e transformar esse dia em um grande repúdio à violência de hoje e a criminalização dos que lutam.
Rio de Janeiro, 18 de março de 2011
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
www.pstu.org.br
VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DO ATAQUE DA POLÍCIA
Comunicado à imprensa sobre a repressão no ato do Rio
Diante do protesto desta sexta-feira, contra a visita de Obama e a violenta repressão policial, o PSTU vem a público declarar que:
1 – O ato pacífico foi organizado pela CSP-Conlutas, pelo Associação Nacional dos Estudantes-Livre e por diversos sindicatos.
2 – O protesto faz parte de uma jornada nacional, que inclui atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo, os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretende apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo, como no Iraque, e que agora se repete na Líbia.
3- O PSTU apoiou o protesto e participou ativamente de sua organização. Durante a semana, o partido tem realizado várias ações contra a visita de Obama, com milhares de cartazes e até faixas em um avião que circula pelos céus do Rio de Janeiro.
4 – Desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.
5 – Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, inclusive muitas crianças. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.
6 – O acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso.
7 – Em frente ao Consulado, o ato iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.
8 – No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. As cenas desse momento foram gravadas por manifestantes e estão em nosso site.
9 – Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade. Até as 22h, ninguém havia sido solto.
10 – A polícia declarou que coqueteis molotov foram jogados contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. Sobre isso, declaramos que nem o PSTU e tampouco qualquer uma das entidades que organizaram o ato concordam ou apoiam atitudes como essa no ato, convocado como uma manifestação totalmente pacífica.
11 – Este espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita. Neste sentido, desconhecemos os autores do ataque e queremos vir a público declarar nossa desconfiança de que provocadores tenham se infiltrado no ato, com esse objetivo.
12 – Os artefatos lançados não justificam a reação completamente desproporcional da polícia do governador Sérgio Cabral, que agiu atacando e prendendo a esmo. A selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas.
13 – A ação policial derruba por terra qualquer respeito à liberdade e os direitos humanos e indica uma criminalização dos protestos, ao melhor estilo dos Estados Unidos. Um exemplo foi dado na delegacia, quando policiais exibiram suas “apreensões”: uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU, atribuindo responsabilidade sobre os ataques. Desde quando uma bandeira, um símbolo de um partido político pode ser apresentado como algo criminoso?
14 – Exigimos uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial.
15 – Por último, o PSTU afirma que não deixará de protestar contra os Estados Unidos por conta dos ataques da polícia de Sergio Cabral. Continuaremos nas ruas, e nosso próximo ato será no domingo, às 10h, no Largo do Machado. Convocamos todos a participarem deste ato, e transformar esse dia em um grande repúdio à violência de hoje e a criminalização dos que lutam.
Rio de Janeiro, 18 de março de 2011
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
www.pstu.org.br
VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DO ATAQUE DA POLÍCIA
1 – O ato pacífico foi organizado pela CSP-Conlutas, pelo Associação Nacional dos Estudantes-Livre e por diversos sindicatos.
2 – O protesto faz parte de uma jornada nacional, que inclui atos em outras cidades e tem como objetivo denunciar a visita de Obama, a entrega do petróleo, os acordos de livre comércio com o governo brasileiro. Também pretende apoiar a revolução árabe e denunciar os ataques do imperialismo aos povos do mundo, como no Iraque, e que agora se repete na Líbia.
3- O PSTU apoiou o protesto e participou ativamente de sua organização. Durante a semana, o partido tem realizado várias ações contra a visita de Obama, com milhares de cartazes e até faixas em um avião que circula pelos céus do Rio de Janeiro.
4 – Desde as 16h, horário marcado para a concentração, os policiais demonstravam que não tolerariam o protesto. Chegaram a impedir a entrada de um carro de som na Candelária e não queriam deixar que a caminhada seguisse pela Av. Rio Branco.
5 – Apenas depois de uma longa negociação, de quase duas horas, a passeata pôde deixar a Candelária. No momento, já somavam 400 pessoas, inclusive muitas crianças. A passeata foi aplaudida ao longo da Av. Rio Branco, demonstrando que o apoio à visita não é unâmime.
6 – O acordo com o comando policial previa que a passeata seguiria até o Consulado dos EUA, onde seria feito apenas um ato simbólico, seguindo até a Cinelândia. O objetivo era ocupar a praça, símbolo de resistência à ditadura militar, e que Obama tentou usar agora como palco para seu discurso.
7 – Em frente ao Consulado, o ato iniciou com discursos, palavras de ordem. Simbolicamente, sapatos foram atirados contra uma bandeira dos Estados Unidos, repetindo um gesto comum nas revoltas árabes.
8 – No momento em que estavam reunidos em um grande círculo, os manifestantes e os jornalistas escutaram uma explosão ao fundo e foram surpreendidos com o avanço da polícia, que atacou com cassetetes, atirou com balas de borracha e lançou bombas de gás e depois perseguiu os manifestantes pelas ruas vizinhas. As cenas desse momento foram gravadas por manifestantes e estão em nosso site.
9 – Dezenas de pessoas ficaram feridas e entre 12 e 15 manifestantes foram presos. Entre eles, um estudante, menor de idade. Até as 22h, ninguém havia sido solto.
10 – A polícia declarou que coqueteis molotov foram jogados contra os policiais, atingindo um segurança do Consulado. Sobre isso, declaramos que nem o PSTU e tampouco qualquer uma das entidades que organizaram o ato concordam ou apoiam atitudes como essa no ato, convocado como uma manifestação totalmente pacífica.
11 – Este espírito pacífico era compartilhado pelos manifestantes. Entendemos que transformar a passeata em uma batalha apenas favoreceria o imperialismo, evitando que se discuta as verdadeiras intenções da visita. Neste sentido, desconhecemos os autores do ataque e queremos vir a público declarar nossa desconfiança de que provocadores tenham se infiltrado no ato, com esse objetivo.
12 – Os artefatos lançados não justificam a reação completamente desproporcional da polícia do governador Sérgio Cabral, que agiu atacando e prendendo a esmo. A selvageria se seguiu por várias horas, com policiais perseguindo manifestantes pelas ruas próximas a Cinelândia, revistando e prendendo sem provas.
13 – A ação policial derruba por terra qualquer respeito à liberdade e os direitos humanos e indica uma criminalização dos protestos, ao melhor estilo dos Estados Unidos. Um exemplo foi dado na delegacia, quando policiais exibiram suas “apreensões”: uma garrafa de cerveja que teria sido usada como parte de um coquetel molotov e um soco inglês. Para que a imprensa fotografasse, foi colocada uma bandeira e um cartaz do PSTU, atribuindo responsabilidade sobre os ataques. Desde quando uma bandeira, um símbolo de um partido político pode ser apresentado como algo criminoso?
14 – Exigimos uma investigação e uma resposta do governador Sergio Cabral e de seus secretários de Segurança e de Direitos Humanos sobre os fatos desta sexta-feira. Imediatamente, exigimos a libertação de todos os presos, principalmente o menor de idade, que, pela lei, não poderia estar em uma delegacia policial.
15 – Por último, o PSTU afirma que não deixará de protestar contra os Estados Unidos por conta dos ataques da polícia de Sergio Cabral. Continuaremos nas ruas, e nosso próximo ato será no domingo, às 10h, no Largo do Machado. Convocamos todos a participarem deste ato, e transformar esse dia em um grande repúdio à violência de hoje e a criminalização dos que lutam.
Rio de Janeiro, 18 de março de 2011
PARTIDO SOCIALISTA DOS TRABALHADORES UNIFICADO
www.pstu.org.br
VEJA O VÍDEO DO MOMENTO DO ATAQUE DA POLÍCIA
Declaração do PSTU contra a visita de Obama ao Brasil
Direção Nacional do PSTU
Obama vem ao Brasil no momento em que o Conselho da ONU autoriza a intervenção militar do imperialismo sobre a Líbia. Muitos têm expectativas em Obama e também nessa ação militar contra o genocida Kadafi.
O PSTU quer alertar todos os trabalhadores e jovens brasileiros que essas esperanças são infundadas. Está vindo ao Brasil a nova cara do imperialismo, um Bush disfarçado de negro, mas exatamente com as mesmas más intenções.
Nós lutamos contra o ditador Kadafi. Esse genocida está bombardeando populações civis, repetindo os atos de Israel contra os palestinos. Os setores da esquerda que sustentam Kadafi, como Castro e Chávez, estão completamente enganados e terminam por sujar suas mãos com o sangue do povo líbio.
Mas a intervenção militar do imperialismo não é para ajudar o povo líbio. Obama, assim como os governos europeus quer, controlar diretamente o petróleo líbio e acabar com a guerra civil. Kadafi, que entregou o petróleo ao imperialismo, não é mais uma garantia segura, porque existe uma guerra civil. Quando Kadafi massacrava o povo, mas não existia ainda um levante contra ele, o governo Obama (assim como Berlusconi e Sarcozy) o apoiava.
O imperialismo apoia todas as ditaduras no mundo árabe contra as quais se enfrenta a revolução em curso, como a Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Iêmen. Obama, junto com seu aliado Mubarak, foi derrotado pelo povo egípcio rebelado. Caso consiga controlar a Líbia, vai instalar outra ditadura que lhe garanta o controle do petróleo.
Existe hoje uma guerra do povo líbio contra o ditador Kadafi. Com a intervenção militar imperialista, deve haver duas guerras: uma contra Kadafi e outra contra o imperialismo. Chamamos o povo rebelado contra Kadafi na Líbia a não depositar nenhuma esperança e não dar nenhum apoio à intervenção imperialista.
Nós rejeitamos a presença de Obama, o novo senhor da guerra, no Brasil. Ele vem aqui para substituir a imagem desgastada do governo dos EUA pela figura de Bush. Vai querer se apropriar das reservas de petróleo do pré-sal que o governo Dilma já está lhe oferecendo. Vai querer avançar o “livre comércio”, que significa maior abertura para as multinacionais norte-americanas. Ou seja, vai cumprir exatamente a mesma pauta que Bush faria, só que agora com uma face mais “simpática”.
Obama já mostrou, nos EUA, que não cumpre nenhuma de suas promessas eleitorais. O desemprego segue fortíssimo, atingindo em primeiro lugar os negros. Não foi por acaso que Obama acaba de ser derrotado nas eleições legislativas em seu país. Não deixemos que siga nos enganando no Brasil.
O governo Dilma recebe Obama para abrir ainda mais as portas do país para o imperialismo. Segue cumprindo um papel de ponto de apoio do governo dos EUA na América Latina pela indigna ocupação militar do Haiti, a serviço das multinacionais.
Rejeitamos com toda nossa força a presença de Obama no Brasil!
Abaixo a intervenção militar imperialista na Líbia!
Fora Kadafi!
Obama tire as mãos de nosso petróleo!
Exigimos ao governo Dilma que:
não faça nenhum acordo com Obama;
rejeite a intervenção imperialista na Líbia;
rompa relações diplomáticas co m Kadafi;
retire as tropas brasileiras do Haiti.
Obama vem ao Brasil no momento em que o Conselho da ONU autoriza a intervenção militar do imperialismo sobre a Líbia. Muitos têm expectativas em Obama e também nessa ação militar contra o genocida Kadafi.
O PSTU quer alertar todos os trabalhadores e jovens brasileiros que essas esperanças são infundadas. Está vindo ao Brasil a nova cara do imperialismo, um Bush disfarçado de negro, mas exatamente com as mesmas más intenções.
Nós lutamos contra o ditador Kadafi. Esse genocida está bombardeando populações civis, repetindo os atos de Israel contra os palestinos. Os setores da esquerda que sustentam Kadafi, como Castro e Chávez, estão completamente enganados e terminam por sujar suas mãos com o sangue do povo líbio.
Mas a intervenção militar do imperialismo não é para ajudar o povo líbio. Obama, assim como os governos europeus quer, controlar diretamente o petróleo líbio e acabar com a guerra civil. Kadafi, que entregou o petróleo ao imperialismo, não é mais uma garantia segura, porque existe uma guerra civil. Quando Kadafi massacrava o povo, mas não existia ainda um levante contra ele, o governo Obama (assim como Berlusconi e Sarcozy) o apoiava.
O imperialismo apoia todas as ditaduras no mundo árabe contra as quais se enfrenta a revolução em curso, como a Arábia Saudita, Bahrein, Jordânia, Iêmen. Obama, junto com seu aliado Mubarak, foi derrotado pelo povo egípcio rebelado. Caso consiga controlar a Líbia, vai instalar outra ditadura que lhe garanta o controle do petróleo.
Existe hoje uma guerra do povo líbio contra o ditador Kadafi. Com a intervenção militar imperialista, deve haver duas guerras: uma contra Kadafi e outra contra o imperialismo. Chamamos o povo rebelado contra Kadafi na Líbia a não depositar nenhuma esperança e não dar nenhum apoio à intervenção imperialista.
Nós rejeitamos a presença de Obama, o novo senhor da guerra, no Brasil. Ele vem aqui para substituir a imagem desgastada do governo dos EUA pela figura de Bush. Vai querer se apropriar das reservas de petróleo do pré-sal que o governo Dilma já está lhe oferecendo. Vai querer avançar o “livre comércio”, que significa maior abertura para as multinacionais norte-americanas. Ou seja, vai cumprir exatamente a mesma pauta que Bush faria, só que agora com uma face mais “simpática”.
Obama já mostrou, nos EUA, que não cumpre nenhuma de suas promessas eleitorais. O desemprego segue fortíssimo, atingindo em primeiro lugar os negros. Não foi por acaso que Obama acaba de ser derrotado nas eleições legislativas em seu país. Não deixemos que siga nos enganando no Brasil.
O governo Dilma recebe Obama para abrir ainda mais as portas do país para o imperialismo. Segue cumprindo um papel de ponto de apoio do governo dos EUA na América Latina pela indigna ocupação militar do Haiti, a serviço das multinacionais.
Rejeitamos com toda nossa força a presença de Obama no Brasil!
Abaixo a intervenção militar imperialista na Líbia!
Fora Kadafi!
Obama tire as mãos de nosso petróleo!
Exigimos ao governo Dilma que:
não faça nenhum acordo com Obama;
rejeite a intervenção imperialista na Líbia;
rompa relações diplomáticas co m Kadafi;
retire as tropas brasileiras do Haiti.
ANEL DIZ: OBAMA, GO HOME!

E a UNE? Vai ficar calada?
O próximo fim de semana será marcado pela visita ao Brasil do presidente dos EUA, Barack Obama. O chefe mundial do imperialismo, que em sua campanha eleitoral criticava as guerras de Bush, hoje mantém as tropas no Iraque e Afeganistão, e, hoje, ameaça intervir militarmente na Líbia.
De olho no petróleo brasileiro, Obama desembarcará em terras brasileiras na manhã de sábado e, lamentavelmente, será recebido com toda a pompa pela presidente Dilma Roussef. Como expressão da dominação de nosso país pelo imperialismo e da cumplicidade do governo com essa situação, Dilma oferecerá até mesmo um palanque para que Obama discurse aos trabalhadores brasileiros.
Talvez por isso mesmo, o que vimos da UNE até aqui é o mais completo silêncio. Nenhum estudante de nosso país sabe o que a UNE tem a declarar sobre a recepção de gala que o governo está preparando para o representante mais ilustre do imperialismo.
Desde já, a ANEL está envolvida na articulação de um amplo espectro de entidades que estão organizando duas importantes manifestações que pretendem afirmar a luta dos trabalhadores e estudantes brasileiros por soberania para nosso país. Abaixo, reproduzimos o relatório da primeira reunião de preparação dos atos.
Convocamos os estudantes brasileiros a dizerem junto com a ANEL: Obama go home. E apesar de todas as nossas diferenças, achamos que seria importantíssimo que a UNE fizesse o mesmo. Por isso, chamamos a UNE a rever sua inércia e ingressar nessa mobilização.
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Cyro Garcia: “A CUT não queria que criticássemos os leilões do petróleo e a ocupação do Haiti”
Dirigente do PSTU no Rio denuncia que setores ligados ao governo queriam vetar qualquer menção ao governo Dilma em protesto contra Obama
Da redação
Cyro Garcia, presidente estadual do PSTU no Rio de Janeiro, esteve na plenária realizada nesse dia 16 na sede do Sindipetro e que organizaria o ato público contra Obama. No entanto, tentando preservar o governo Dilma de qualquer crítica ou exigência, setores como a CUT, UNE e CTB, romperam a organização do protesto.
“Após a plenária de organização que lotou na tarde desse dia 16 o auditório do Sindipetro-RJ, os dirigentes dessas entidades ignoraram toda a discussão realizada anteriormente e vetaram qualquer menção ao governo Dilma no ato”, explica Cyro.
“Com isso, não se poderia falar dos leilões de petróleo ou exigir a retirada das tropas dos EUA e da Minustah do Haiti”, indigna-se. “Ficaria um ato muito geral, que poderia ocorrer em qualquer lugar do mundo”, completa, explicando a posição dos setores que não aceitaram esse veto: “Tivemos então a necessidade de nos retirar da reunião e resolvemos preparar um ato contra Obama e o imperialismo, mas também contra o governo que o convida e que vai assinar acordos entregando o petróleo do pré-sal aos EUA”, diz.
“Então vão ocorrer no domingo dois atos; um chapa-branca que não vai tocar no governo, como se Obama tivesse vindo sozinho pra cá; e outro que vai denunciar tanto o imperialismo quanto o governo que o convida”, diz o dirigente. Ou seja, o protesto realizado nesta sexta-feira na Candelária se mantém, mas no domingo ocorrerão dois atos.
“Vamos protestar contra Obama, mas também contra o governo; pela retirada das tropas do Afeganistão, mas também pela retirada das tropas brasileiras do Haiti; vamos exigir que os EUA tire as mãos do nosso petróleo, mas vamos denunciar os leilões que o governo Dilma mantém”, resume.
E a crítica feita por Dilma aos setores do PT envolvidos no protesto contra Obama? ”É, na verdade, uma grande divisão de tarefas: de um lado o PT no governo que convida Obama para o Brasil e de outro o PT que finge protestar nas ruas para iludir a classe trabalhadora”, analisa Cyro Garcia.




