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Na véspera da abertura da Copa PM persegue ativistas buscando intimidar manifestações

É necessário construir a solidariedade aos perseguidos e presos

Por Arthur Gibson, do Rio de Janeiro.

Na manhã desta quarta-feira 10 ativistas foram perseguidos e encaminhados à delegacia em ação da polícia. Além disso tiveram bens pessoais como Computadores, pen-drives, equipamentos eletrônicos e peças de roupa apreendidos. Dentre os ativistas levados para a delegacia estão Elisa Quadros (a Sininho), Thiago Rocha, Eduarda Castro, Luiza Dreyer, Gabriel Marinho, um menor, a advogada Eloísa Sammys e Anne Josefine, companheira do ativista Game Over que não foi encontrado em casa.

A ação é claramente política. O objetivo é intimidar manifestantes às vésperas da abertura da Copa do Mundo. Em todo o Brasil, manifestações estão agendadas para amanhã como forma de continuar a luta contra as injustiças da Copa. Todos os perseguidos da manhã de hoje são lutadores que estiveram presentes nas principais manifestações desde junho do ano passado. Por isso estão sendo perseguidos.

A política repressiva do governo Pezão (PMDB) é uma continuação do ditador Sérgio Cabral. Além disso, é parte de uma ação conjunta dos governos estaduais e federal para reprimir os movimentos sociais. Eles temem que a luta dos trabalhadores possa afetar o lucro dos grandes empresários e da FIFA com a Copa. Em São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) demitiu 42 metroviários que fizeram greve. No Rio Grande do Sul, ativistas do Bloco de Lutas estão sendo indiciados por formação de quadrilha. Dentre eles está Matheus Gordo, dirigente do PSTU.

A operação militar montada pelo governo Dilma (PT) para a Copa é a maior da história. Os governantes sabem que existe uma grande insatisfação na população com os gastos com a FIFA, e querem reprimir os protestos. A situação de inflação, péssimos serviços públicos e baixos salários está levando diversas categorias a entrarem em greve. Chamamos todos os trabalhadores a repudiar a repressão sofrida pelos manifestantes no Rio de Janeiro e em todo o país. Nesta quinta-feira está convocado um ato contra as injustiças da Copa. A CSP-Conlutas dentre outras entidades estará presente, a partir das 10:00, na Candelária.

Todos ao ato na Candelária: quinta-feira, 10:00!

Toda solidariedade aos presos e perseguidos por lutar no Rio de Janeiro!

Readmissão dos metroviários demitidos pelo governo Alckmin!

Lutar não é crime, lutar é um direito!

Na Copa vai ter luta! Chega de dinheiro para a FIFA e mais dinheiro para saúde, transporte, moradia e educação!

Cresce a Violência em Niterói: por uma saída operária e socialista!


Diogo de Oliveira (Professor de Geografia do C.E. Hilário Riberio, na comunidade do Fonseca, em Niterói - Setor da Educação Básica do PSTU-Niterói).

    Nas últimas semanas se tornou evidente que Niterói, cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, faz parte da dura realidade carioca e nacional: o crescimento da violência e do "inferno urbano". Os últimos acontecimentos foram dramáticos e, infelizmente, iguais aos episódios de criminalização da pobreza, de racismo, de violência policial e de polarização social que vimos no Rio de Janeiro, capital.

Polícia racista assassina os pobres também em Niterói
     Na semana do "feriadão" da "Semana Santa", do dia de Tiradentes e de São Jorge (feriado no Estado do Rio), a cidade parou com os protestos das comunidades do bairro do Caramujo, um bairro pobre da periferia de Niterói. Os trabalhadores da região incendiaram sete ônibus e parou uma das principais vias da cidade, a Alameda São Boaventura. O estopim dos protestos foram dois assassinatos, pelas mãos da Polícia racista de Cabral/Pezão (PMDB): os dois de jovens negros da comunidade, um atingido por "bala perdida", e outro atropelado por um carro blindado da PM. Mais este episódio da violência policial e da criminalização da pobreza movida pelos Governos traz a tona, com maior força, a luta pela desmilitarização da PM e por uma nova Polícia, controlada pelos trabalhadores, especialmente das comunidades.

Niterói cidade qualidade de vida?
     Além dos episódios constantes de violência policial e criminalização da pobreza nas comunidades de Niterói, a cidade passa hoje por um vertiginoso crescimento da violência social em geral. Nos últimos dois anos, especialmente, dispararam os casos de assaltos a residências e a transeuntes, assassinatos após assaltos, violência contra as mulheres, etc. São evidentes casos ligados ao crescimento da polarização na sociedade fruto das grandes desigualdades sociais que dividem o Brasil capitalista. E em Niterói, esta polarização social sempre foi dramática. A chamada "cidade qualidade de vida" sempre escondeu, por trás, uma enorme desigualdade social. Enquanto os bairros nobres da cidade recebiam (e recebem até hoje) grandes investimentos em infraestrutura, os bairros da periferia permaneciam excluídos. Essa sempre foi a política dos Governos, inclusive dos Governos do PT. E com a violência crescente, sinais de desespero começam a aparecer: nos últimos dias ondas de boatos sobre "toque de recolher" e "invasões de favelas pela PM" paralisaram parcialmente a cidade.

Pezão, Rodrigo Neves e Beltrame querem implantar UPP's em Niterói
O Governo do PT e a violência em Niterói
    Hoje Niterói é governada pela Prefeitura de Rodrigo Neves, do PT. E não é a primeira vez que o PT está no Governo: junto com o PDT, do desastroso Jorge Roberto Silveira, o PT está na Prefeitura desde fins dos anos 90. Então, parte da responsabilidade da cidade das desigualdades, que é Niterói, é do PT. Além de Niterói, o PT governa o país inteiro há 11 anos, e pouco fez para acabar com as desigualdades sociais que dão origem à violência urbana. As Jornadas de Junho ajudaram a tornar claro esse fato. E voltando a Niterói, a política do PT por aqui em nada difere dos restantes dos Governos para "combater a violência": mais Polícia, mais Guarda Municipal, mais ocupações das comunidades e favelas. Ou seja, mais criminalização da pobreza. O PT, que fez parte do Governo ditador de Cabral no Rio até o último momento, é também co-responsável pela desastrosa política das UPP's.

Como combater a violência? UPP e mais repressão não é solução! Por uma saída dos trabalhadores!
     Outro aspecto que intensifica a violência em Niterói é a questão das UPP's. Implantadas na capital, Rio de Janeiro, a violência das UPP's tem uma face contraditória sobre Niterói: parte da ‘"bandidagem" (traficantes e milicianos) migraram para Niterói, São Gonçalo e região, intensificando a "guerra" na periferia dessas cidades. A classe média, assustada, clama, porém, por mais UPP's. Mas os recentes protestos populares e o assassinato do dançarino DG no Rio de Janeiro provaram, mais uma vez, que a UPP é uma farsa de "pacificação". Cada vez fica mais claro que a "pacificação" dos Governos é propaganda enganosa e, principalmente, mais criminalização e massacre sobre os trabalhadores pobres, em especial jovens e negros. Portanto, UPP nunca foi e não é solução para a violência urbana em Niterói. Mais UPP's significa mais extermínio da juventude pobre e negra, e mais violência. É como jogar gasolina no incêndio do "inferno urbano" brasileiro.
     Em resposta as políticas dos Governos, que disputam a consciência dos trabalhadores para saídas semi-fascistas, levantamos uma política operária e socialista! É preciso acabar com o aparelho repressor do Estado, principal responsável pela violência crescente nas cidades: pela desmilitarização da PM, por uma nova Polícia controlada pelos trabalhadores! É preciso acabar com as desigualdades sociais que alimentam a decadência social de parcela dos filhos e filhas dos trabalhadores, os empurrando para a criminalidade: investimentos em Educação, Saúde e Cultura públicas! Plano de obras públicas e redução da jornada de trabalho para gerar pleno emprego e perspectivas para a juventude! É preciso acabar com as fontes de financiamento do Tráfico de drogas, um negócio capitalista: legalização de todas as drogas, sobre controle do Estado e dos trabalhadores! É preciso combater a corrupção estatal que alimenta as milícias: prisão para todos os agentes do Estado envolvidos com as milícias!

Mobilização no Rio manda recado aos governos: Agora e na Copa vai ter luta!

Manifestantes ocupam gare da  Central do Brasil (06.fev.2014)    Foto: Erick Dau

Por Arthur Gibson, da redação Rio.

Neste dia 6 de fevereiro os trabalhadores e a juventude saíram mais uma vez às ruas contra o aumento do transporte no Rio de Janeiro. O vitorioso ato, que reuniu quase 5 mil pessoas, foi convocado pelo Fórum de Luta do Rio de Janeiro e partiu da Candelária até a Central do Brasil.

A confirmação do aumento da tarifa do ônibus para este dia 8 pelo Prefeito Eduardo Paes fortaleceu o sentimento de que é preciso voltar às ruas. Este foi o maior e mais marcante dos 4 atos já realizados desde que Paes anunciou sua intenção de aumentar a tarifa. E isto mesmo com o anúncio de que a prefeitura ampliaria de maneira bastante parcial o direito à meia-passagem e passe-livre estudantil como forma de tentar desmobilizar a juventude.

No entanto tanto o prefeito Eduardo Paes (PMDB) quanto o governador Sérgio Cabral (PMDB) e a presidenta Dilma Roussef (PT) podem ter a certeza de que teremos mais um ano de muitas lutas. Assim como em 2013, a luta não é apenas contra o aumento da passagem. Nesta quinta-feira puderam ser vistas faixas e palavras de ordem pela estatização dos transportes, contra os gastos bilionários com a FIFA e a Copa do Mundo, pela derrubada do governador Sérgio Cabral, pelo fim da PM e em defesa de mais investimento em saúde, segurança, transporte e educação públicos, dentre outros temas.

Diante da mobilização dos trabalhadores o governo Cabral e a prefeitura de Paes mais uma vez responderam com uma brutal repressão. Ao chegar à Central do Brasil, a PM expulsou os manifestantes com bombas, balas e cassetetes desatando um grande enfrentamento nas vias públicas. O saldo de mais essa ação truculenta da PM foi de vários feridos, e mais uma vez os governos sinalizam que não estão dispostos a ouvir as reivindicações das ruas.

Uma polêmica necessária
Alguns setores da esquerda seguem defendendo que o principal eixo das mobilizações deva ser o “Não vai ter Copa”. Achamos importante fazer aqui novamente esta polêmica. Neste momento, apesar de termos importantes mobilizações elas ainda são bastante minoritárias. A grande ambição daqueles que estão hoje na luta deve ser fazer com que as manifestações se massifiquem, que amplos setores da classe façam parte destas manifestações. Para isto, utilizamos as palavras de ordem para lançar aos trabalhadores uma tarefa, propor-lhes um motivo para ir às ruas.

A esmagadora maioria da classe trabalhadora quer que a Copa aconteça, e gosta da ideia de que ela seja no Brasil. Assim, sair às ruas dizendo “Não vai ter Copa” equivale a propor aos trabalhadores que se mobilizem para barrar a Copa que eles querem que aconteça. De concreto acaba por jogar contra a massificação da mobilização.

No entanto, apesar de quererem a Copa, os trabalhadores estão fartos da corrupção, dos desvios de dinheiro da falta de investimento nas áreas sociais, das remoções e da morte de operários. É preciso convocar os trabalhadores para irem às ruas agora e na Copa, numa grande mobilização por mais verbas para saúde, educação, segurança e transporte públicos e contra a transferência de dinheiro público para Copa, FIFA e grandes empresas.

Rolezinho no Leblon: O poder da repressão e a sociedade do espetáculo

Por Bruna Barlach, do Rio

Na onda dos “Rolezinhos” que começaram em São Paulo, e muito por conta da repressão a eles, vimos pipocar em todo o país eventos no facebook chamando rolezinhos em shoppings de diferentes cidades pelo país, incluindo o Rio de Janeiro. Certamente o marcado para o Shopping Leblon foi, desde o início, o mais polêmico.

Símbolo máximo da burguesia carioca (e brasileira) e da segregação socioeconômica, o Leblon é o um dos bairros onde há mais riqueza concentrada por cabeça no mundo. Seja por olhares atravessados, seja pelos preços proibitivos, Leblon não é lugar pra pobre. E não é e ponto final.

Tanto não é lugar pra pobre que os donos do shopping solicitaram na Justiça para que o evento fosse proibido, argumentando que tal evento era incompatível com o shopping. Uma juíza acatou o pedido e proibiu o rolezinho. Felizmente advogados ligados às causas populares conseguiram a liberação do ato. Diante disse, foi declarado que o shopping simplesmente não abriria as suas portas.

A mídia grande logo noticiou que o shopping não abriria as suas portas, o que colaborou em grande parte para o esvaziamento do rolezinho, que acabou por ter ares de uma pequena manifestação. Aos poucos foram chegando ativistas de diferentes movimentos, moradores de diferentes locais, perto, longe, das favelas, cada qual trazia sua vontade de se manifestar contra a repressão e os casos de racismo explícito que o rolezinho tem desencadeado nos shoppings.

Muitos vieram só para olhar. Era notável no olhar e na fala de muitos moradores da região que aquelas pessoas lhe eram estranhas, estranhas demais, quase exóticas. Outros estavam assustados, muito mais pela grande quantidade de policiais que cercava a região e impedia a entrada não só no shopping (que também estava “protegido” por dezenas de seguranças uniformizados e à paisana) do que pelo próprio rolezinho.

Ao som de funk e diferentes músicas de protesto foram cantadas palavras de ordem contra a repressão, contra o racismo e também contra a copa, que é pauta em todas as manifestações deste ano. Com algumas horas de rolezinho na porta do shopping, os manifestantes acabaram sendo surpreendidos pela tropa de choque, que veio demonstrar mais uma vez que vivemos num estado onde a democracia não é para todos e que mesmo uma manifestação pelo direito de todos estarem dentro de um shopping, símbolo máximo do consumismo, é repreendida pela força policial de forma violenta.

As mentiras que a mídia conta
Dezenas de câmeras, inúmeros repórteres das grandes emissoras de TV nacionais e até diversos correspondentes internacionais. A mídia grande chegou com tudo no rolezinho no Leblon para recolher material para contar suas grandes mentiras.

As entrevistas tinham por objetivo muito mais desmascarar os manifestantes do que discutir de fato o porque é tão importante que esse rolezinho esteja acontecendo. Em telefones celulares, falavam baixo sobre como o shopping perdia dinheiro enquanto alguns jovens atrapalhavam um dia normal na vida das pessoas. Aguardem essas e outras mentiras nos grandes jornais e portais da internet.

O rolezinho é resistência e luta
A origem controversa do rolezinho pode ter criado dúvidas sobre a importância política destes eventos. O capitalismo vende uma imagem de democracia e igualdade de oportunidades, mas quando os jovens da periferia, pobres, pretos, tentaram usufruir do seu direito democrático de consumir e vimos claramente o que aconteceu.

No capitalismo nem o consumo é democrático. Ele tem recorte de cor e recorte de classe. A repressão, os shoppings fechados, pessoas negras sendo revistadas e tendo seu direito de ir e vir negado revelam a segregação social, que acontece em todas as partes e está agora estampada nos muros dos shoppings.

Toda lutadora e todo lutador deve não só denunciar essa injustiça, mas estar lado a lado, juntos e misturados; construindo a resistência contra toda forma de repressão e segregação racial e social. Ocupar a cidade deveria ser um direito de todos e até que seja, permaneceremos dando nossos rolezinhos., nos shoppings e nas ruas.



Rio 50 Graus, Uma cidade que não seduz: Repressão, remoções e falta de água e luz.

PM de Sérgio Cabral reprime em remoção feita pela prefeitura de Eduardo Paes 
Fonte: Mídia Informal


Juzerley Santos, redação RJ

Sol escaldante, praias lotadas e clima geral de férias? Que nada o verão carioca está sendo marcado por protestos populares e a repressão policial.

Mostrando que os ares de junho ainda estão presentes, manifestações têm ocorrido pela região metropolitana do Rio, apesar do intenso calor. Algumas motivadas pelos problemas cotidianos que os trabalhadores do Rio de Janeiro enfrentam, como falta de água e luz ou devido às remoções da Copa e a crescente criminalização e o extermino do povo pobre e negro nas favelas.

De dia falta água
Já na primeira semana de 2014, no dia 4/01, moradores do Santo Cristo, na Zona portuária da capital, protestaram interditando ruas do bairro contra a falta d'água na região. A Cedae, empresa responsável pelo fornecimento de água, responsabiliza reparos de vazamentos e remanejamento de tubulações, provocados pela derrubada do viaduto da Perimetral pelos transtornos. Já a concessionária Porto Novo, responsável pela derrubada do viaduto,  afirma que as obras não têm relação com a falta d'água em Santo Cristo.  Faltaram culpar os próprios usuários ...
A própria grande imprensa relatou inúmeros casos de falta d’água em bairros das zonas Norte e Oeste da cidade e em municípios da Região Metropolitana, como São Gonçalo e Duque de Caxias. O que provocou manifestações como na Vila Ati, no Tanque (Zona Oeste do Rio) onde moradores protestaram com baldes vazios.
A Cedae negou a falta de água generalizada e informou que nesta época do ano, o consumo aumenta cerca de 30%, acarretando muitos “problemas pontuais”. Pronto culparam os usuários ...

De noite falta luz
Moradores fecham a Niterói-Manilha contra falta de luz
Fonte: Magé on line
Ainda antes da virada de ano, os moradores de diversos bairros de  Niterói (Icaraí, Engenho do Mato) e de São Gonçalo (Colubandê, Engenho Pequeno, Porto Novo) sofreram com problemas de falta de luz. Outras cidades também foram seriamente impactadas como Campos, Angra dos Reis, Petrópolis, Teresópolis,  Araruama, Maricá e Magé.
Com a demora na resolução do problema alimentos e remédios se estragaram, comerciantes ficaram de portas fechadas e as pessoas sofriam ainda mais com o calor já que não podiam apelar para ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. 
Na cidade do Rio também ocorreram protestos contra apagões. Como nas imediações da Mangueira e do Morro da Matriz, no Rio, e nos bairros do proto Novo e Engenho pequeno, em São Gonçalo, com fechamento e interrupção de tráfego em vias importantes através de barricadas de pneus e galhos de árvores.
Tanto a Ligh quanto a Ampla, concessionárias responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica no estado, responsabilizaram o aumento no consumo e os temporais e ventanias pelos problemas e interrupções no fornecimento de energia.
É bom frisar que a ampla (que atende Niterói, São Gonçalo, região dos lagos e Norte Fluminense) é a nona colocada entre as 30 empresas mais acionadas, segundo o próprio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Mangueira teu cenário é de luta
Charge do cartunista Latuff em solidariedade
aos moradores da Favela do Metrô
Na Mangueira, desde o dia 05/01, a comunidade tem se enfrentado com a Polícia Militar por conta de protestos contra o assassinato do jovem, Wellington Sabino. Moradores denunciam que os disparos que vitimaram Wellington foram dados por um PM.
No dia 07/01, moradores da Favela do Metrô (comunidade vizinha a Mangueira) em protesto contra as remoções. A Polícia Militar que estava na comunidade desde cedo para impor a ordem de remoção e derrubada das moradias reprimiu violentamente a manifestação lançando bombas de gás lacrimogêneo e agredindo inclusive grávidas, crianças e idosos.
Com a continuidade e o aumento da presença policial, à noite, os moradores fecharam a Radial Oeste, principal via de ligação entre o centro e a zona Norte na região. Mesmo liberada pela PM a via foi novamente fechada por barricadas na manhã seguinte (8/01) gerando novos enfrentamentos.
A Favela do metrô é uma comunidade extremamente carente, com moradias sem água e sem luz e esgoto correndo a céu aberto.  Mas é caracterizada pela presença de inúmeras oficinas de automóveis. Ironicamente a prefeitura de Eduardo Paes, que prometera urbanizar a área, pretende agora derrubar tudo para fazer um estacionamento de carros para o Maracanã.

“Não vai ter Copa”
Em 2014 povo na rua questionará gastos com a Copa
É interessante notar que essa semana imprensa e apoiadores do governo ficaram histéricos com a repercussão nos jornais da palavra de ordem “Não vai ter Copa”. Afirmaram como contraponto “Sim, teremos Copa” e saíram com vários artigos e matérias condenando aqueles que continuam a questionar e criticar os mandos e desmandos por trás de tudo que tem envolvido a preparação da Copa e das Olimpíadas.
Evidentemente sabemos que o mais provável é que a Copa aconteça. Até porque um grande esquema midiático, policial e judiciário está sendo montando para garantir a festa da Fifa, Globo e governos.  Aliás, quem coloca em risco a Copa é o próprio governo Dilma e seus aliados que acabam de oficializar a montagem de uma tropa de choque nacional com mais de 10 mil homens para reprimir os protestos que estão previstos para a época do evento.
Mas, tudo isso, não impedirá que os indignados, os removidos, que os barrados dessa “festa”  saíam as ruas. A bronca com falta de água e luz em vários bairros do Rio e Grande Rio e a manifestação contra a remoção e repressão na Favela do Metrô na Mangueira representam a expressão viva do lema “Não vai ter Copa” que tanto amedrontam os governos e as autoridades policiais. 


                                                                                                                                                                         

Dia nacional de luta e paralisação entra em comunidade pacificada no Rio

Marcha conquistou a ampla simpatia dos moradores da comunidade
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   O dia de hoje começou agitado em diversas cidades pelo país. O dia de luta organizado pelas centrais sindicais (CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST e CGTB) e o MST começou com paralisações em importantes categorias de trabalhadores pelo país, como rodoviários em BH, metalúrgicos da GM em São José dos Campos-SP, mineradores da CSN e Vale em Mariana-MG construção civil em Fortaleza e Belém, profissionais de educação do RJ, trabalhadores do COMPERJ em Itaboraí-RJ, entre outras cidades e categorias.

   No Jacarezinho, comunidade que conta com UPP desde o início do ano, ativistas da CSP-Conlutas, da associação de moradores local (AMOJA) e outras entidades e organizações, fizeram uma caminhada pela comunidade, dialogando com a população sobre a necessidade de se organizar para lutar por melhores condições de vida. Para Rumba Gabriel, presidente da AMOJA, em pleno século XXI a comunidade reivindica necessidades básicas, como esgoto encanado: "é uma barbaridade, um absurdo! Enquanto eles gastam milhões com estádios de futebol para a Copa do Mundo, deixam a gente com saúde e educação falidas", disse.

   Para a tarde de hoje está programada uma panfletagem na Central do Brasil às 15h e um ato unificado das centrais sindicais juntamente com outras categorias em luta às 17h, com concentração na Candelária.

Faixa estendida em frente a quadra da GRES Unidos do Jacarezinho

Plenária de centrais sindicais prepara o dia 30 de agosto no Rio de Janeiro

No dia 24 de agosto, sábado passado, reuniram-se a CSP-Conlutas, Intersindical, Unidade Classista, Fórum de Saúde-RJ, Fórum em Defesa da Escola Pública, Fórum de Lutas-RJ, ANDES-SN, ASFOC, ASINES, Base da ASIBAMA, SEPE-RJ, SINDSCOPE, Minoria da Direção do SINDPETRO-RJ, Minoria da direção do SINDSPREV-RJ, Oposição Bancária, Oposição de Correios, Oposição de Jornalistas, Oposição do SINDJUSTIÇARJ, Oposição Sintuferj Vermelho, ANEL-RJ, Movimento Mulheres em Luta, Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe e Movimento Favela Não Se Cala para preparar o 30 de agosto no Rio de Janeiro.

A pauta foi a seguinte:
1. Informes;
2. Preparação das atividades do dia 30 de agosto e;
3. Encaminhamentos.


1. Informes

a) Houve uma reunião nacional das centrais em que a CSP-Conlutas não compareceu pois não recebeu comunicado dela. Esta reunião foi acertada entre as centrais que estão participando da negociação do PL 4330, em Brasília (A CSP-Conlutas, a CTB e a NCST não participam destas negociações pois defendem o arquivamento do projeto de Lei). A CUT ficou de convidar todas as centrais, já que a reunião aconteceria na sua sede, em São Paulo. Todas as centrais foram convidadas, menos a CSP-Conlutas.
O que houve de importante na reunião é que, aparentemente a NCST e a UGT quiseram sair fora da convocação do dia 30, alegando dificuldades para fazer a paralisação. Foi feita uma mediação na reunião, definindo o dia 30 como Dia Nacional de Mobilizações. E foi definido um centro na pauta de reivindicações: a rejeição do PL4330. Também como prioridade a redução da jornada e o fim do fator previdenciário.
Na quarta feira, 21 de agosto, na sede da CUT-RJ, houve uma reunião das centrais para organizar as atividades de preparação do dia 30 de agosto. Estiveram presentes a CUT, CTB, FS e CSP-Conlutas. Estas Centrais decidiram intensificar a mobilização e realiar as seguintes atividades: o café da manhã com os parlamentares da bancada do Rio de Janeiro, no dia 26 de agosto, ás 9 h., no Sindicato dos Bancários; ato público contra os juros altos, em frente ao Banco Central, dia 27 de agosto, às 11 h.; Participar da reunião na sede da OAB-RJ, no dia 28 de agosto, ás 10 h., com o MTE e o MPT para tratar da interferência do Estado nas organizações sindicais e; mobilização total para o dia 30, definido em maioria a Central do Brasil como local do Ato Político, com concentração a partir das 15 h.

b) Houve informes das diversas representações sobre a organização das categorias e movimentos para as atividades do dia 30, em vários pontos da cidade. 

c) A Oposição do Sindjustiça informou que a direção do sindicato convocou o congresso da
categoria, começando no dia 30. Informou que, por este motivo, não participará do primeiro dia do congresso, que ocorre no município de Paulo de Frontin.


2. Preparação das atividades do dia 30 de agosto

Diante dos informes e das posições políticas das centrais a Plenária Classista resolve:

a) Convocar um ato público no dia 30 de agosto, com passeata até a ALERJ, com concentração a partir das 17 h., na Candelária, contra a política econômica do Governo Dilma e pelo Fora Cabral;

b) Formar um Comando Político para dirigir o ato e a passeata com representantes das seguintes entidades: CSP-Conlutas, Intersindical, Unidade Classista, ANDES, SINASEFE e Fórum de Luta-RJ;

c) As tarefas deste comando, além do já citado no ponto anterior, são: participar dos Atos da
semana de 26 a 29 e no dia 30, na Central, convocado pelas centrais sindicais, com uma fala
convocando todos os presentes nestes atos para participarem do ato da Plenária Classista, na Candelária; elaborar uma carta aos trabalhadores e ao povo explicando os motivos, os objetivos da manifestação e a necessidade da construção de uma greve geral e; garantir toda a infraestrutura do ato e passeata;


3. Encaminhamentos.

Diante das tarefas deliberadas no ponto anterior a Planária Classista resolve:

a) O Comando Político deve elaborar uma carta para ser apresentada ao Congresso do
SINDJUSTIÇA;

b) O Comando Político deve elaborar uma carta em apoio à luta de correios, bancários, petroleiros e demais categorias, entidades e movimentos em luta;

c) O Comando Político deve participar da reunião do Fórum de Luta do Rio de Janeiro para
convocar o ato da Plenária Classista;

d) O Comando Político deve convocar todas as entidades da base da CONDSEF para o ato;

e) O Comando Político deve realizar sua primeira reunião para dar início aos encaminhamentos acima deliberados na segunda feira, 26 de agosto, às 18 horas, na sede da CSP-Conlutas.

11 de julho é dia de greves, paralisações e manifestações de rua

Nosso país está sendo sacudido, nas últimas semanas, por grandes manifestações de rua. O povo está indo às ruas, juventude à frente, para cobrar dos nossos governantes solução para as mazelas que afligem a vida de todos: além do transporte, saúde, educação, moradia, inflação, violência policial, corrupção, desmandos dos políticos, entre muitas outras. A classe trabalhadora brasileira precisa ocupar o seu lugar nesta luta, entrar nela com todas as suas forças, de forma organizada, e em defesa de suas reivindicações. Somos parte das manifestações que estão nas ruas, apoiamos suas bandeiras. Precisamos com nossa ação, fortalecer esse processo de lutas e agregar às bandeiras das ruas, as reivindicações da nossa classe.  

O dia 11 de julho foi definido pelas centrais sindicais – além da CSP-Conlutas, a Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST, CGTB, CSB – como um dia de greves, paralisações e manifestações de rua para cobrar do governo e dos patrões o atendimento de nossas reivindicações:  
- Reduzir o preço e melhorar a qualidade dos transportes coletivos; 
- Mais investimentos na saúde e educação pública;
- Fim do fator previdenciário e aumento das aposentadorias; 
- Redução da jornada de trabalho; 
- Fim dos leilões das reservas de petróleo;
- Contra o PL 4330, da terceirização;
-  Reforma Agrária   

Além destas bandeiras, definidas unitariamente, cada setor deve agregar outras, relacionadas à sua situação concreta. Tudo deve ser feito para fortalecer as possibilidades de mobilização da base para participar deste dia de greves e manifestações.  

De quem vamos cobrar o atendimento destas reivindicações?
Muitas das reivindicações dos setores que representamos serão cobradas dos patrões diretamente, nas campanhas salariais ou fora delas. No entanto, a maior parte dos problemas que afetam a classe trabalhadora foram causados pelas decisões dos governo e dependem de decisões do governo federal, e também dos governos estaduais e municipais, para serem solucionados.   É para cobrar destes governos, portanto, que faremos greves e manifestações no dia 11 de julho.

O governo Dilma tem demonstrado muita disposição quando se trata de atender aos interesses das grandes empresas e dos bancos. Pois queremos que atenda reivindicações dos trabalhadores.  Os dirigentes do Congresso Nacional estão dizendo que estão atentos à cobrança das ruas. Pois bem: queremos que seja colocado em votação a derrubada do veto à lei que acaba com o fator previdenciário; queremos que seja arquivado o PL 4330 (das terceirizações) e o PL 092 (que permite privatizar o serviço público).  

| Enrolação, não! |
A presidenta Dilma tem dito que está ouvindo a cobrança dos manifestantes. Mas, ao invés de apresentar solução concreta para os problemas da saúde, da educação, da moradia, do transporte, aparece com uma proposta de Reforma política e de Plebiscito. Nós achamos que o sistema político brasileiro, dominado pela corrupção, precisa sim mudar, pois não representa o povo brasileiro. Mas nem por isso vamos aceitar que nos vendam gato por lebre, trazendo este assunto à tona desta forma, apenas para fugir de atender nossas demandas.

Se a solução é plebiscito, por que então não convocar um plebiscito para que o povo decida se o país deve ou não aplicar 10% do PIB na educação pública, já? Por que não perguntar no Plebiscito, o que o povo acha de o país destinar metade do orçamento federal ( 750 bilhões de reais no ano passado) para banqueiros e grandes especuladores, sob a forma de pagamento de uma dívida que ninguém sabe se existe? Por que não perguntar no Plebiscito se o povo é a favor de leiloar as reservas de petróleo que o país tem, para as empresas privadas estrangeiras? Agora, Plebiscito para que os mesmos políticos e partidos que sempre dominaram a política brasileira definam como é que vão continuar dominando, não tem nenhum sentido. Se fosse Plebiscito para mudar mesmo, porque então não perguntar se o povo é a favor, sim ou não, de que o salário de um deputado, senador, presidente da república, seja igual ao salário de um professor? Se o povo é a favor, sim ou não, da revogabilidade do mandato do político que não cumprir seus compromissos de campanha?

Só a luta vai garantir o atendimento de nossa reivindicações   Precisamos realizar um grande dia de protesto em todo o país no dia dia 11 de julho. Todos devem participar da luta, com greves, paralisações e manifestações de rua. Vamos cobrar dos governos e dos patrões o atendimento das reivindicações dos trabalhadores. 

Fonte: CSP-Conlutas

Protesto no Rio contra os gastos da Copa e a privatização do Maracanã reúne 5 mil

Da redação 

Manifestação no dia da final da Copa das Confederações também denunciou as remoções e a criminalização das lutas sociais

 
   Uma manifestação contra a privatização do Maracanã e os gastos públicos com a Copa reuniu cerca de 5 mil pessoas nesse dia 30 no Rio de Janeiro, dia da final da Copa das Confederações. O protesto, convocado pelo Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, reivindicou a anulação da privatização do estádio, o fim das remoções e os despejos forçados, além de mais recursos para a saúde, educação e os transportes, incluindo o passe-livre. O ato contou com a participação de partidos de esquerda, como o PSTU, além de entidades e organizações do movimento sindical e popular.
   A passeata partiu da Praça Saens Peña em direção ao Maracanã, passando pelas ruas São Francisco Xavier e Haddck. A polícia antecipou o bloqueio realizado nas proximidades do estádio e impediu que os manifestantes passassem. O centro da cidade e as redondezas do estádio amanheceram completamente sitiados pela polícia e soldados do Exército. Mesmo assim, porém, os organizadores da manifestação impediram qualquer provocação por parte da polícia e não houve confrontos.



   No caminho, a população demonstrava apoio aos manifestantes, com palmas e chuvas de papel picado. Uma enorme faixa, carregada pelos manifestantes e pendurada no alto de um prédio dizia "Unfair Players: Fifa, Police, Cabral, Paes" (em português "Jogo sujo: Fifa, Polícia, Cabral, Paes). A manifestação terminou na Praça Afonso Pena, Zona Norte da cidade.

“Após a vitória contra os aumentos das passagens continuamos nas ruas por saúde, transporte e educação", afirmou Júlio Anselmo, da juventude do PSTU. "Os pactos, Dilma, não vão resolver os nossos problemas, nós temos que continuar nas ruas mobilizados na defesa da educação e da saúde pública, contra a privatização do Maracanã e em defesa do petróleo brasileiro, para conquistarmos um país melhor", disse, se dirigindo à presidente.

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Vídeo: Júlio Anselmo, da Juventude do PSTU, no ato

(13/06, 5a feira) Dia Nacional de Luta contra os aumentos de passagem: No Rio de Janeiro concentração a partir das 17 horas na Candelária.

Adesivo do PSTU na campanha contra os aumentos

Nesta quinta-feira, 13 de junho, em todo o Brasil será realizado um Dia Nacional de Luta contra os aumentos de passagem.
Em várias cidades do país, a juventude e outros setores da classe trabalhadora brasileira estão está protagonizando uma grande luta contra os abusivos aumentos nas passagens nos transportes públicos  e que estão sendo brutalmente reprimidos pela tropa de choque das polícias militares a mando de governadores e prefeitos.
Em Porto Alegre, a força da mobilização de milhares de estudantes e trabalhadores conquistou a revogação do aumento. Em Natal, no ano passado, os estudantes também conseguiram barrar o aumento.
Neste ano, houve novas mobilizações na capital do Rio Grande do Norte que fizeram a prefeitura recuar na sua proposta inicial de aumento. Em Teresina (PI), após 5 dias de protestos, o reajuste da passagem foi suspenso por 30 dias.

Estes exemplos mostram que é possível conquistar vitórias e derrotar os aumentos impostos, por isso nós do PSTU nos solidarizamos e nos inserimos nesta esta luta.
Na cidade do Rio de Janeiro o ato terá concentração a partir das 17 horas na Candelária.

Ato contra aumento da passagem é duramente reprimido no Rio

Arte utilizada pelo Fórum de Lutas
Contra o Aumento da Passagem
Por Rodrigo Noel*, do Rio de Janeiro

   No final da tarde de hoje teve início o ato contra o rejuste das tarifas de ônibus, promovido pelo prefeito Eduardo Paes. 

   O ato saiu da Cinelândia (tradicional palco de manifestações populares) em direção a Candelária, pela Rua 1ª de Março. Próximo ao Tribunal de Justiça, a Polícia Militar começou a reprimir o ato gratuitamente, pois o mesmo seguia de maneira pacífica pelas vias do Centro do Rio. Muitas bombas e gás de pimenta foram jogados nos manifestantes, pela truculenta polícia de Cabral. Um dos pm´s utilizou taser (arma de eletrochoque) em dois estudantes da UFRJ.

   Após essa repressão absurda e desmedida, os manifestantes seguiram em ato rumo a 5ª DP contra a prisão arbitrária de 30 estudantes. Os ativistas permanecem em frente a DP exigindo a liberação dos detidos sem o pagamento da fiança exigida pelo delegado.

Em breve mais detalhes.

*Colaboração de Leandro Santos

Juventude do PSTU-RJ: Aldeia Maracanã Despejada: Sergio Cabral mostra sua truculência em nome dos grandes empreiteiros!


Nota da Juventude do PSTU-RJ


• Como a maioria de vocês já deve estar sabendo, a Aldeia Maracanã foi invadida hoje. A PM do Rio de Janeiro, a mando de Sergio Cabral e Eduardo Paes (e com a conivência de Dilma) retirou de dentro da Aldeia os índios, os apoiadores, os jornalistas. Para realizar tal empenho a mesma usou de uma violência desproporcional: muitos policiais, armados até os dentes, utilizando sprays de pimenta, bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha, além dos helicópteros, caveirão e mais.
Toda essa violência é utilizada para defender interesses que talvez não sejam conhecidos por todos. Talvez nem todos saibam, mas o interesse por trás da derrubada da Aldeia Maracanã é político e também monetário. O interesse monetário é mais fácil de perceber: derrubar a Aldeia e se apropriar de um terreno que está avaliado em 60 milhões. Essa desocupação é coerente com o resto da privatização do Maracanã, que engloba também destruir a escola municipal Friedenreich e o parque aquático Julio Delamare. O interesse político está em derrotar a mobilização, dizimar a confiança na luta daqueles que resistem firmemente e desmoralizar os ativistas. Mostrar a todos que sonhar não vale a pena.
É necessário também dizer os motivos de Cabral para fazer isso. Cabral age dessa forma violenta para defender os interesses de uma parte bem pequena da população: os empresários. As montadoras de Eike Batista (IMX), Norberto Odebrecht Junior (Odebrecht SA) e Sergio Lins Andrade (Andrade Gutierrez SA) estão todas ganhando rios de dinheiro com a privatização do Maracanã e a destruição e reconstrução do seu entorno. Estamos falando de cifras grandes: Eike recebeu 2,4 milhões do Governo do Estado; a Odebrecht recebeu 3 milhões de recursos públicos (sobretudo pelo BNDES) e a Andrade Gutierrez SA ganhou 7 bilhões (também BNDES). E é claro, estas mesmas ajudaram Sergio Cabral e Paes a se elegerem, contribuindo com cifras também gordas.
Os movimentos sociais têm uma necessidade: juntar suas forças e apresentar uma política única. Precisamos nos fortalecer coletivamente para, derrotarmos Cabral e seus aliados. Para tanto, teremos uma reunião de continuidade da Resistência às 10 horas amanhã no SEPE.
É MUITO importante a presença de todos lá. Queremos que cada entidade estudantil, cada sindicato, cada movimento de luta contra as opressões, cada movimento popular, cada grupo ou coletivo jovem e cada partido político que estão na luta em defesa da Aldeia Maracanã venham se somar. Não podemos seguir tocando as lutas de maneira fragmentada: a chave para a vitória é a nossa unidade.
Nós aprendemos com a nossa história: aprendemos com a desocupação das comunidades, aprendemos com a prisão do Emicida em defesa da Ocupação Eliana Silva, e, sobretudo, aprendemos com o massacre do Pinheirinho. E continuamos dizendo: quem luta não tá sozinho. E não podemos estar cada um na nossa ilha, ou cada um na sua aldeia.
Reunião de Resistência da Aldeia Maracanã – Amanhã (23/03) às 10 horas no SEPE-RJ
SEPE-RJ : Rua Evaristo da Veiga, 55 - 8º andar - Centro - Rio de Janeiro/RJ

Juventude do PSTU RJ

Batalhão de Choque desocupa Aldeia do Maracanã


Ação da PM foi marcada pela violência e truculência contra índios e ativistas de movimentos sociais que estavam no local

Da Redação: www.pstu.org.br

Policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar invadiram, na manhã desta sexta-feira, 22 de março, a Aldeia Maracanã. A operação que contou com cerca de 200 policiais, carros blindados e diversas viaturas da PM desocupou o antigo Museu do Índio, retirando a força e de forma truculenta centenas de índios e ativistas dos movimentos sociais que estavam no local. Durante a remoção, sete pessoas foram detidas e dezenas ficaram feridas em decorrência da repressão policial.

O mandado de desocupação expedido pela Justiça Federal venceu no último dia 20 e o despejo dos indígenas estava autorizado desde ontem, quando o governador Sérgio Cabral deu um ultimato, reafirmando o pedido pela imediata desocupação do terreno.

Ainda na madrugada, a polícia cercou o prédio e impediu a entrada de novos ativistas na aldeia. A atuação truculenta do batalhão do Choque começou desde então. Qualquer aproximação do prédio era respondida com spray de pimenta e tiros de bala de borracha. Os ativistas que se concentravam próximo a aldeia em solidariedade aos indígenas eram removidos brutalmente e bombas de efeito moral também foram lançadas contra os manifestantes. Por volta do meio dia, quando os indígenas faziam um canto de despedida, a polícia invadiu e retirou os indígenas que ocupavam o prédio desde 2006. Durante a invasão, ativistas fecharam uma pista da Radial Oeste, mas foram dispersos pela bomba de efeito moral lançada pela polícia.

Em resposta à desocupação e a truculência da polícia, movimentos sociais e partidos políticos convocam uma reunião para organizar a luta em defesa dos índios neste sábado, 23 de março, às 10h, no SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação).

De Cabral a Cabral...
A desocupação da Aldeia do Maracanã é mais uma das políticas de remoção para atender às demandas das empreiteiras nas grandes obras para a Copa do Mundo. Em outubro de 2012, o governador Sérgio Cabral anunciou mudanças no entorno do Maracanã para que o estádio pudesse receber a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016. De acordo com o projeto, o Maracanã passará a pertencer à iniciativa privada, com leilão agendado para abril deste ano, que deverá montar uma estrutura para receber os megaeventos, como a construção de um estacionamento e um shopping.

Para garantir aos empresários os quase três bilhões de lucros com a privatização do Maracanã, o governador quer destruir o prédio histórico de relevante importância para preservação da cultura indígena, a aldeia Maracanã, uma escola pública considerada modelo e um complexo esportivo, utilizado por atletas e pela comunidade do bairro.

Em nome das empreiteiras, Cabral, com o apoio de Dilma, expulsou dezenas de indígenas que, bravamente, resistem pela manutenção da sua cultura, e pretende destruir o prédio histórico, do século 19, que já abrigou o Serviço de Proteção ao Índio, sediou o Museu do Índio e, hoje, era considerado um foco de resistência da cultura indígena em pleno centro do Rio de Janeiro.
 

Batalhão de Choque cerca a Aldeia Maracanã



Apesar das inúmeras manifestações de repúdio por diversas entidades, o governo do estado não recuou em seu propósito de demolir o prédio da Aldeia Maracanã, antigo Museu do Índio. Hoje de manhã o local foi cercado pelos Batalhão de Choque que está aguardando uma liminar que autorize a desocupação do local. Esta seria mais uma destruição de um patrimônio da cidade por causa da Copa do Mundo.

Há nesse momento cerca de 300 ativistas e indígenas resistindo à desocupação. A polícia bloqueou a entrada do prédio, e as pessoas estão pulando o muro. Há uma perspectiva de que a liminar seja concedida amanhã pela manhã. Portanto, é muito importante que todos estejam presentes.

Ás 18:00 haverá ato no local em defesa da conservação do prédio.