Todos ao grande ato unitário de solidariedade ao Pinheirinho



Nesta quinta, dia 2, entidades organizam grande ato em São José dos Campos (SP)



A CSP-Conlutas, em conjunto com outras centrais sindicais, Sindicatos e organizações do Movimento Popular, está convocando um grande ato em solidariedade aos desalojados do Pinheirinho. A manifestação será nesta quinta-feira (2), às 9h, na Praça Afonso Pena, em São José dos Campos (SP). Caravanas da capital Paulista, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro já confirmaram presença.


Os ex-moradores do Pinheirinho sofrem com o descaso do prefeito Eduardo Cury (PSDB) que, após a desocupação do terreno, mantém essas pessoas em abrigos sem o mínimo de infraestrura e sem condições de se reerguerem. Os alojamentos não são apropriados para receber crianças, idosos e deficientes físicos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), após a violenta desocupação consentida por ele, tenta posar de bom moço para a grande imprensa e sociedade. Alckmin garantiu que terrenos serão disponibilizados para atender essas famílias no período de 18 meses. Porém, a pergunta que fica é: essas pessoas ficarão nessa situação alarmante e precária durante todo esse período?

O mesmo posicionamento vemos por parte de Eduardo Cury (PSDB) que alardeia estar dando todo o suporte aos desalojados. Ao contrário disso, o que vemos são famílias vivendo em condições sub-humanas.


Todos acompanharam o massacre do governo do PSDB durante a desocupação do Pinheirinho, no último domingo (22). A violência mudou de forma, mas é tão devastadora quanto os cassetes, gás e pimenta e bombas de gás lacrimogêneo utilizados durante a ação da polícia. Agora, essas pessoas enfrentam a violência da falta de alimento, água, roupas remédios e moradia.


“Diante da situação de abandono por parte do poder publico aos desalojados, é muito importante que façamos uma grande manifestação em São José, para expressar a solidariedade de todo país aos moradores do Pinheirinho e protestar contra essa desocupação por parte do PSDB”, enfatiza o membro da Secretaria Executiva da CSP-Conlutas e metalúrgico de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, o Mancha.

Vamos todos à luta, fazer um grande ato em São José dos Campos. Vamos denunciar a situação precária em que se encontram os desalojados do Pinheirinho. Exigir do governo do PSDB e da presidente Dilma, em caráter de urgência, que desaproprie o terreno onde existia a ocupação e que este local seja destinado para programas habitacionais destinados às famílias que ali moravam.

Durante toda a semana passada, especialistas formadores de opinião, representantes dos Direitos Humanos e artistas demonstraram seu apoio ao Pinheirinho. Manifestações também ocorreram em diversas regiões do país em repúdio a ação truculenta da polícia e em solidariedade aos desalojados.

Vamos continuar demonstrando nosso total e irrestrito apoio ao Pinheirinho. Além das manifestações que continuarão ocorrendo no decorrer desta semana, a CSP-Conlutas está promovendo uma campanha financeira e de arrecadação de donativos.


A Luta continua! Somos Todos Pinheirinho!

Governador e prefeito são os responsáveis pelo desabamento de prédios em RJ


Uma nova data macabra se soma ao calendário de sofrimentos dos trabalhadores cariocas. No dia 25 de janeiro, três prédios desabaram no coração da cidade maravilhosa. Por volta das 20h30, um edifício de 20 andares desabou na Avenida Treze de Maio, número 44, e, com a queda, os imóveis ao lado, um de oito e outro de quatro andares também ruíram. As notícias iniciais dão conta que seis pessoas ficaram feridas. Cinco delas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e duas receberam alta. A sexta vítima procurou socorro por conta própria no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e também já foi liberada. Certamente o número de feridos ainda pode ser maior pelo pânico das pessoas que fugiram do local no momento do desabamento.

O corpo de bombeiros já conseguiu resgatar quatro corpos, mas as buscas seguem. São pelo menos 26 desaparecidos que podem estar soterrados na pilha de escombros de prédios antigos e sem vistorias.

A cidade maravilhosa tornou-se um verdadeiro pesadelo para os trabalhadores. São bueiros e restaurante que explodem. São enchentes provocadas pelas chuvas que atingem proporções de calamidade pública. São incêndios, como o da Cidade Nova, que atingem as casas mais humildes onde os responsáveis não são localizados e punidos. Em seguida, estes terrenos entram na ciranda da especulação imobiliária. Tudo isso por que  o prefeito, Sr. Eduardo Paes, e o Governador, Sr. Sérgio Cabral, pretendem manter uma cidade maravilhosa apenas para os banqueiros e as multinacionais. Recusam-se garantir melhores condições de vida para os trabalhadores e o povo.

No último ano da gestão de Eduardo Paes o desabamento destes três prédios na Av. 13 de maio, é mais um signo macabro de todo um governo marcado pela perseguição aos camelôs, aos moradores sem teto e ao conjunto da nossa classe. Da mesma forma que Paes não garante a vistoria e fiscalização em obras em prédios que podem desabar a qualquer momento, também não garante educação, saúde ou transporte público de qualidade. Seu “choque de gestão” ou o “choque de ordem” só serviram para piorar a vida do povo. Se de um lado Paes facilita, até com isenção fiscal, as grandes construtoras e a especulação imobiliária, por outro orquestra a desocupação de várias áreas da cidade, para garantir as obras de preparação das Olimpíadas e da Copa.

A CSP-Conlutas RJ se solidariza com todas as vítimas e seus familiares por mais esta tragédia que poderia ser evitada. Independente da causa do desabamento nós responsabilizamos a Prefeitura e o Governo do Estado por todas as mortes ocorridas em mais um lamentável evento em nossa cidade.

Conclamamos o conjunto dos trabalhadores para lutar por nossos direitos a partir dos sindicatos e associações de moradores na construção de um Rio de Janeiro que atenda nossos interesses.

Exigimos o fim de toda isenção e anistia fiscal para as construtoras e empreiteiras. Exigimos um plano de vistorias em todos os prédios com mais de 10 anos de construção em toda a cidade, para evitar novos acidentes como este. Exigimos um plano de obras públicas que corrija todas as irregularidades provocadas pela especulação imobiliária, sob controle das entidades dos trabalhadores.

CSP-Conlutas RJ

PINHEIRINHO: CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE SE INTENSIFICA

Campanha de apoio financeiro urgente!
Banco do Brasil
Agência: 4223-4
Conta Corrente: 8908-7
Central Sindical e Popular Conlutas
 
A CSP-Conlutas e as demais entidades não vão abrir mão de exigir dos governos que garantam condições dignas para as famílias desalojadas do Pinheirinho. Entretanto, temos acompanhado a situação alarmante em que se encontram os moradores  abrigados  em locais sem  infraestrutura. As casas dessas pessoas estão sendo demolidas com seus pertences dentro, num ato de total vandalismo e irresponsabilidade por parte da prefeitura.
 
Diante dos fatos, a CSP-Conlutas está lançando uma Campanha de Solidariedade Urgente ao Povo do Pinheirinho. A CSP-Conlutas Nacional centralizará as doações por meio de sua conta  bancária para  as entidades que queiram ajudar financeiramente. Além disso, esta campanha consistirá  também na arrecadação de alimentos, roupas, remédios e material de higiene.
 
A Central, através de algumas entidades filiadas, já arrecadou emergencialmente até o momento cerca de R$ 50 mil, o que é muito pouco diante das necessidades dessas famílias.  Por isso é importante que todas as entidades e  sindicatos filiados contribuam  com a campanha financeira.
 
Ajuda financeira se faz necessária - Cerca de 1 mil moradores do Pinheirinho se refugiaram na igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Colonial. Os homens estão do lado de fora, no relento. O padre liberou a parte interna para as mulheres e crianças. E a comunidade local está ajudando com alimentos. Não há colchonetes, material de higiene, remédios, roupas e alimentos suficientes.
 
Os demais centros para onde a prefeitura enviou uma pequena parte de moradores também são precários e as pessoas seguem sem informação e orientação da prefeitura. Em abrigos improvisados, como na Quadra Poliesportiva  da região, não tem água para beber e nem tampouco nos banheiros existentes.
 
As crianças choram de fome porque o leite só é entregue pela prefeitura uma vez por dia e não é suficiente. Durante a desocupação, a população do Pinheirinho teve que sair de suas casas apenas com a roupa do corpo. Tem relatos de pessoas que estão passando mal por que não tiveram tempo sequer de pegar os medicamentos de uso contínuo.
 
Se do Governo estadual e municipal do PSDB prevaleceram a violência, a irresponsabilidade e a omissão, vamos demonstrar que de nossa parte não faltarão ações de solidariedade.
 
Este povo, que neste momento caiu, poderá se levantar com a nossa ajuda!
 
Contribua!
Banco do Brasil
Agência: 4223-4
Conta Corrente: 8908-7
Central Sindical e Popular Conlutas
 

VÍDEO: ATO DE SOLIDARIEDADE AO PINHEIRINHO NO RJ

Solidariedade de classe no Rio de Janeiro

   Nesta segunda-feira o Rio de Janeiro foi palco de importantes mobilizações em defesa dos moradores do Pinheirinho e pelo direito à moradia digna para o conjunto da classe trabalhadora.

    Os movimentos sociais do estado se manifestaram na capital, Niterói, Nova Iguaçu, Nova Friburgo, Macaé e Volta Redonda. O ato na capital ocorreu no Largo da Carioca e reuniu aproximadamente 350 pessoas, entre elas representantes de entidades populares, sindicais e estudantis, que saíram em marcha até a Câmara Municipal carregando faixas, bandeiras e cartazes em solidariedade a comunidade atacada. Todos cantavam: “Quem luta, não tá sozinho, somos todos Pinheirinho!”.

    Estiveram presentes no ato: PSTU, PSOL, PCB, CSP Conlutas, Unidos pra Lutar, Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), Sindipetro, Sindscope, Sepe, Asduerj, Fist, MTD pela Base, Frente Nacional dos Torcedores (FNT), Democracia e Luta (corrente sindical do Sindsprev), Comnute, Quilombo Raça e Classe, DCE UFRJ, DCE UERJ e Coletivo Marxista. Esteve presente também o vereador Eliomar Coelho (PSOL).


   A população carioca demonstrou grande simpatia pela mobilização e sensibilidade com o tema. E não é para menos. Afinal, conhecemos a força policial contra aqueles que ousam lutar contra o governador ditador Sérgio Cabral e o playboy Eduardo Paes.

    A luta pela moradia é nacional e os companheiros de Pinheirinho podem ter a certeza que não estão sozinhos nessa empreitada. Os poderosos desse país devem saber que a classe trabalhadora ainda não deu sua última palavra. Venceremos! 

Boaventura de Sousa Santos repudia violência no Pinheirinho

CHARGES LATUFF: SOLIDARIEDADE AOS LUTADORES DE PINHEIRINHO




O cartunista Latuff em visita ao Pinheinho dias atrás

A grande mídia tenta esconder mas veja aqui Imagens da invasão de Pinheirinho pela PM de Alckmin

Ao contrário do que vinha acontecendo há alguns dias, quando alguma cobertura vinha sendo feita, apesar de na maioria das vezes tentar criminalizar os moradores de Pinheirinho, a grande mídia brasileira simplesmente resolveu ignorar a megaoperaçao da PM paulista, que à mando do governador Geraldo Alckmin que simplesmente ignorou uma ordem da justiça federal e invadiu ilegal e violentamente a ocupação.

O resultado até o momento se fala entre 4 a 7 mortos e inúmeras pessoas feridas, dentre elas Zé Carlos, presidente do Sindicato dos Condutores, baleado na cabeça com tiro de borracha e Toninho Ferreira, advogado do Pinheirinho, ferido com uma bala de borracha nas costas. 

Até mesmo o Twitter, como já é procedimento padrão, retirou a hastag #Pinheirnho dos TT's, que estava em 1o lugar na pauta brasileira.

Acompanhe em imagens a invasão de Pinheirinho pela PM covarde de Alckmim:


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Veja mais:
Gaeleria Folha de São Paulo: http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/6230-reintegracao-no-pinheirinho#foto-117860

NESTA SEGUNDA, RIO FARÁ ATO EM SOLIDARIEDADE AOS LUTADORES DE PINHEIRO!

SOLIDARIEDADE AOS LUTADORES DE PINHEIRO!


A CSP-Conlutas, a Anel, o PSTU e  diversas entidades e ativistas estão convocando para amanhã (segunda-feira, dia 23 de janeiro),  um ato de solidariedade aos moradores da ocupação de Pinheirinho (São José dos Campos-SP), que foi covardemente invadida pela PM à mando do governador Geraldo Alckmin. A manifestação acontecerá no Largo da Carioca a partir das 16 horas.

Há notícias de pelo menos sete mortos e inúmeros feridos, dentre eles Zé Carlos, presidente do Sindicato dos Condutores, foi baleado na cabeça com tiro de borracha e Toninho Ferreira, advogado do Pinheirinho, foi ferido com uma bala de borracha nas costas.

O judiciário federal já determinou que a operação fosse cancelada imediatamente, mas o judiciário insiste em manter o massacre. O comandante da PM que coordena a ação está acompanhado pelo juiz Rodrigo Capez, que o orientou a desobedecer a ordem da Justiça federal, ou seja, a Justiça estadual acompanha pessoalmente a operação.

Os moradores dos bairros vizinhos já estão reagindo e se juntando à resistência. A notícia já se espalhou em nível internacional e mobiliza apoio de várias partes do país e do planeta. Nesse momento, a Via Dutra está parada no quilômetro 154 por manifestantes. É preciso intensificar as ações de solidariedade em todo o país. O PSDB e a juíza Márcia e a PM terão uma conta muito alta a pagar.
Não podemos deixar mais esta covardia contra trabalhadores que lutam pelo seu direito a uma moradia digna ficar impune. Pedimos a todos e todas – ativistas, personalidades, políticos, artistas e qualquer pessoa que seja contra chacinar uma comunidade para favorecer o mercado imobiliário e negociatas – que mandem mensagens, façam contatos, peçam mais apoio, denunciem! E à presidente Dilma Rousseff, fazemos um apelo pra que intervenha no conflito e impeça que mais vidas sejam tiradas.

Se solidarize, compareça ao ato e ajude a divulgar esta luta!

DENÚNCA: PM massacra e mata pobres em São José dos Campos

LUCIANA CANDIDO, DIRETO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)


O que está acontecendo em São José dos Campos (SP), nesse exato momento, é um crime de proporções imensuráveis. Em pleno domingo, por volta das 6h da manhã, com helicópteros, blindados, armas de fogo, bombas de gás e pimenta e, no mínimo, 2 mil homens vindos de 33 municípios, a polícia militar põe em curso um massacre a uma população de trabalhadores e crianças que ontem comemoravam felizes a suspensão da reintegração pelo judiciário federal.

Até o momento, há informações de que existem sete mortos e muitos feridos. Zé Carlos, presidente do Sindicato dos Condutores, foi baleado na cabeça com tiro de borracha. Toninho Ferreira, advogado do Pinheirinho, foi ferido com uma bala de borracha nas costas. Helicópteros borrifam gás pimenta sobre a população. Todo o entorno está cercado, e a passagem é proibida. Sinais de internet e telefone estão sendo cortados. Fora do Pinheirinho, a PM ronda o sindicato dos metalúrgicos, intimidando pessoas que chegam de todos os lados para se solidarizar.

A operação é inquestionavelmente ilegal. Trata-se de uma verdadeira aberração jurídica. A arbitrariedade é tamanha que o senador da República, Eduardo Suplicy, o deputado Ivan Valente, o presidente do PSTU, Zé Maria, e o sindicalista Luís Carlos Prates sitiados, dentro de uma escola, impedidos de sair. E os responsáveis por esse crime têm nome: Geraldo Alckmin, que podia desautorizar a ação e não fez; prefeito Eduardo Cury pela negligência no caso; juíza Márcia Loureiro, por ordenar diretamente o massacre e pela intransigência. 

O judiciário federal já determinou que a operação fosse cancelada imediatamente, mas o judiciário insiste em manter o massacre. O comandante da PM que coordena a ação está acompanhado pelo juiz Rodrigo Capez, que o orientou a desobedecer a ordem da Justiça federal, ou seja, a Justiça estadual acompanha pessoalmente a operação.
No momento em que o comandante recebeu notificação, o desembargador reconheceu que conhecia da decisão do Tribunal Regional Federal, que reconhece o interesse da União no processo e, portanto, a reintegração não podia acontecer. No entanto, ele simplesmente bate pé e diz que não reconhece essa decisão. O judiciário estadual está tentando resolver em campo de guerra uma batalha que só poderia ser definida pelo Superior Tribunal Federal.

Estranhamos o nível de interesse nesse terreno, demonstrado pelos governos do PSDB, estadual e municipal, pelo Judiciário estadual, na figura da juíza Márcia Loureiro, e pela própria PM. É fundamental, nesse momento, que o governo federal se manifeste e faça valer as leis desse país.

Pinheirinho é uma questão de humanidade e de justiça social. O que dizer de um juiz que sai de casa num domingo de manhã para massacrar famílias? O dizer que de uma juíza intransigente, que pouco se importa com as vidas de adultos e crianças que serão destruídas? O que dizer de um governo facínora que executa uma política higienista no Estado de São Paulo?

Mas os trabalhadores vão lutar até o fim. Aquele terreno é dos moradores que há oito anos transformaram um local improdutivo num bairro, isto é, deram uma função social, ao contrário do que pretende Naji Nahas, que é usar a área para especulação imobiliária. O terreno tem de ser dos trabalhadores e não de um bandido, já mais de uma vez condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Os moradores dos bairros vizinhos já estão reagindo e se juntando à resistência. A notícia já se espalhou em nível internacional e mobiliza apoio de várias partes do país e do planeta. Nesse momento, a Via Dutra está parada no quilômetro 154 por manifestantes. É preciso intensificar as ações de solidariedade em todo o país. O PSDB e a juíza Márcia e a PM terão uma conta muito alta a pagar.

Pedimos a todos e todas – ativistas, personalidades, políticos, artistas e qualquer pessoa que seja contra chacinar uma comunidade para favorecer o mercado imobiliário e negociatas – que mandem mensagens, façam contatos, peçam mais apoio, denunciem! E à presidente Dilma Rousseff, fazemos um apelo pra que intervenha no conflito e impeça que mais vidas sejam tiradas.

BANHO DE SANGUE: ALCKMIN MANDA PM ATACAR MORADORES DE PINHEIRINHO

Morador de Pinheiro ferido pela PM de Alckmin

Alckmin de forma covarde, mesmo com decisão do TRF que impendia a reintegração ordena a PM invadir o PinheirinhoPovo foi pego de surpresa.

 Estão jogando bombas de gás e pimenta de helicópteros sobre a população. O Pinheirinho precisa, mais do que nunca, do apoio e da solidariedade de tod@s. Denunciem amplamente!

Assim que tivermos mais informações, atualizaremos pelo twitter. Acompanhe: @PinheirinhoSJC | @pstu
#Pinheirinho


O Pinheirinho precisa, mais do que nunca, do apoio e da solidariedade de tod@s. Denunciem amplamente!

Assim que tivermos mais informações, atualizaremos por este blog e pelo twitter. Acompanhe: @PinheirinhoSJC | @pstu
#Pinheirinho

Justiça Federal suspende reintegração. Alegria toma conta do Pinheirinho

Por Luciana Candido, Diego Cruz e Viny Pessoa, direto do Pinheirinho

   • A tropa de Choque da PM já estava se perfilando próximo ao Pinheirinho. Os primeiros raios de sol começavam a dissipar o pesado ar escuro desta última madrugado quando o que parecia inacreditável aconteceu. Uma decisão da Justiça Federal impediu a desocupação das quase 10 mil pessoas do Pinheirinho. A decisão suspende temporariamente a ação da PM. Mas não há dúvida de que se trata de uma importante vitória do movimento.

    A notícia chegou à comunidade às 5 horas e, imediatamente, o silêncio e a apreensão numa enorme e comovente explosão de alegria. “O Pinheirinho é nosso! O Pinheirinho é nosso!”, bradam esses valentes guerreiros e guerreiras. Por todos os lados se ouve explosões. Mas não são as bombas da PM. Sãos os fogos de artifícios que seriam usados para alertar os moradores da megaoperação da polícia que se transformaram em inevitável instrumento de comemoração. Toninho Donizete, advogado dos moradores do Pinheirinho, afirmou que um contigente de policiais que vinha de ônibus de Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo, foi obrigado a dar meia volta e retornar.

    Os jornais desta terça-feira da região já davam como certa a desocupação. O Portal Vale informava que cerca de 1.800 policiais militares deveriam participar da operação, considerada a maior reintegração de posse da história do Estado. “Vocês estão apontando para o lado errado, os criminosos estão do outro lado das barricadas", dizia uma carta dos moradores aos policiais

    Com a notícia, todos saíram às ruas. Marrom e Toninho foram carregado nos braços. Marrom, chegou a desmaiar após receber a notícia. Esperava o pior hoje. Não havia mais esperança. Agora eu to muito feliz porque eu quero criar os meus filhos aqui”, disse Maria de Fátima, que mora no Pinheirinho desde 2004.

    Parabéns trabalhadores do Pinheirinho por essa importante vitória. A luta continua! Agora é lutar pela regularização do Pinheirinho. Vamos continuar mobilizados e comemorar essa importante vitória.

    "O que poderia ser um momento trágico se tornou um momento maravilhoso. Parece Copa do mundo", disse Luis Carlos Prates, o Mancha. "Agora é precionar a Prefeitura e o governo para regularizar o Pinheirinho", diz.

Pinheirinho convoca todas as entidades e movimentos para ato no local nesta terça

Por SindmetalSJC

   A megaoperação da polícia para desocupação do Pinheirinho já está em andamento. Helicópteros da polícia estão sobrevoando o local e jogando panfletos pedindo aos moradores para se retirarem sem impor resistência. Os sem teto seguem firmes e organizados para resistir.

    Neste momento é necessário o máximo de apoio e solidariedade. A campanha de moções segue e é muito importante, mas a presença física no local é fundamental neste momento. A desocupação pode acontecer a qualquer instante. Amanhã será realizado um ato no local e queremos o maior número de dirigentes e ativistas nesta atividade.

    Convocamos todas as entidades e movimentos a se deslocarem amanhã para o município de São Jose os Campos e se incorporarem ao ato de resistência do Pinheirinho. Essa luta é nossa. Todos ao Pinheirinho!

Pinheirinho resiste
    O Comando da Polícia Militar está preparando uma megaoperação com a Tropa de Choque para cumprir um mandado de reintegração de posse da Ocupação Pinheirinho, uma das maiores do Estado de São Paulo, localizada em São José dos Campos. Cerca de 9 mil moradores ameaçados de perder suas casas estão dispostos a resistir a qualquer tentativa de desocupação. O clima hoje é de forte tensão entre os moradores, já que a ordem de reintegração pode ser cumprida a qualquer momento.

    A ordem de reintegração de posse foi assinada pela juíza Márcia Loureiro, da 6ª. Vara Cível de São José dos Campos, em meio a negociações de acordo já iniciadas pelos governos federal, estadual e municipal. O maior impasse entre as esferas do governo está nas mãos da Prefeitura de São José dos Campos, que se recusa a inscrever a Ocupação no Programa Cidade Legal, o que seria o primeiro passo para a regularização da área.

    O governo federal já afirmou que está disposto a evitar a reintegração e negociar a regularização do Pinheirinho, mas depende de ação da Prefeitura no sentido de alterar o zoneamento da área para Zona Especial de Interesse Social e preparar um projeto urbanístico para a Ocupação. Depende também de que a juíza Márcia Loureiro suspenda a ordem de reintegração.

    Nesta sexta-feira, dia 13, acontece uma reunião que está sendo considerada como última tentativa de acordo. Pela manhã, participaram representantes dos governos federal e estadual, além da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e de outras entidades que apoiam os moradores. Esperava-se que a Prefeitura e a juíza Márcia Loureiro apresentassem soluções para o impasse. Entretanto, nenhum deles compareceu ao encontro, que continuará no período da tarde.

Prontos para a resistência
    Lideranças da Ocupação afirmam que, se a Polícia Militar invadir a Ocupação, haverá forte resistência e grave risco de confronto. Semana passada, moradores chegaram a ocupar a Rodovia Presidente Dutra em protesto contra a ameaça de desocupação. Esta semana, o protesto foi em frente à Prefeitura. Moradores se acorrentaram à grade do Paço Municipal e houve confronto com a Guarda Municipal, que usou cassetetes para reprimir a manifestação.

    Na última quarta-feira, dia 11, a Polícia Militar esteve no acampamento acompanhando oficiais de justiça que notificaram os moradores sobre a ordem de desocupação. Foi o sinal de que a reintegração pode ser executada a qualquer momento. Diante desse quadro, moradores já estão se preparando para a resistência, formando barricadas e se armando com pedaços de madeira para se defender da invasão policial.

    “Se a Polícia Militar invadir a área, o país corre o risco de assistir a uma grande tragédia, repetindo histórias como a de Carajás, em 1996, e da Ocupação Sonho Real, em Goiânia, em 2005, quando dezenas de pessoas morreram em conflito com a polícia. Os moradores do Pinheirinho não vão deixar suas casas e estão dispostos a lutar. Ou a ordem de desocupação é suspensa ou vamos assistir a um banho de sangue”, afirma o líder do acampamento Valdir Martins.

    A área do Pinheirinho, ocupada há oito anos, pertence à massa falida da Selecta S/A, de propriedade do especulador financeiro Naji Nahas. Antes de ser ocupada, era uma terra que ficou abandonada por 30 anos, com mais de 1 milhão de metros quadrados. A massa falida da Selecta tem uma dívida superior a R$ 15 milhões em impostos com o município de São José dos Campos.

Moradores de Nova Friburgo fazem ato contra negligência dos governos com enchentes

Da Redação

No próximo dia 12, quinta-feira, o Fórum Sindical e Popular de Nova Friburgo encabeçará um ato público em protesto contra o desleixo com que as autoridades têm tratado o problema das enchentes na região. A manifestação acontece às 17h no Obelisco da praça Demerval B. Moreira.

“Todo mês de janeiro, a história se repete”, diz o texto de um panfleto distribuído à população. Há anos, em vários pontos do país, a população pobre e os trabalhadores são obrigados a enfrentar enchentes e deslizamentos de terras que provocam mortes e muitos danos materiais e morais. A cada ano, milhares ficam desabrigados no Brasil por conta de tragédias que podiam ser evitadas.

“Os governos corruptos, a especulação imobiliária, a ocupação irregular do solo, motivados pelos interesses capitalistas e pelo descaso com os trabalhadores e a população pobre, são os grandes responsáveis pelas tragédias sucessivas”, afirma o folheto.

Algumas atividades preparatórias para a manifestação estão sendo organizadas. Nesta segunda, 9, às 17h, haverá uma panfletagem. O ponto de encontro é em frente ao IENF. Na terça, 10, às 18h, acontece uma reunião do Fórum, no Sindicato dos Vestuários, para definir outras ações antes do ato.

Abaixo, leia o texto do panfleto na íntegra.


UM ANO DE DESCASO!
MORADIA E RECONSTRUÇÃO JÁ!


TODOS AO ATO PÚBLICO
DIA 12 DE JANEIRO (QUINTA)
ÀS 17h – NO OBELISCO DA PRAÇA DERMEVAL B. MOREIRA

Todo mês de janeiro, a história se repete. Em várias cidades do interior fluminense e de muitos estados no Brasil, as enchentes e os deslizamentos de terras provocam alagamentos e mortes, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Os governos corruptos, a especulação imobiliária, a ocupação irregular do solo, motivados pelos interesses capitalistas e pelo descaso com os trabalhadores e a população pobre, são os grandes responsáveis pelas tragédias sucessivas.

Em Nova Friburgo, um ano após a catástrofe, o que vemos? Os governos municipal, estadual e federal muito prometeram e quase nada fizeram, principalmente nos bairros mais pobres. Nenhuma casa foi construída, nenhuma obra de contenção foi realizada nas comunidades populares. Empresários aproveitam a situação para demitir centenas de trabalhadores na indústria e nas escolas particulares.

Autoridades e técnicos admitem cinicamente o estado de calamidade em que a cidade se encontra e dizem que a saída é “rezar para não chover”! CHEGA DE DESCASO E ENROLAÇÃO! Somente através da luta organizada, conquistaremos nossos direitos. EXIGIMOS A IMEDIATA CONSTRUÇÃO DE CASAS DIGNAS PARA A POPULAÇÃO DESALOJADA E EM ÁREA DE RISCO! PLANO DE OBRAS NAS ENCOSTAS, COM TRANSPARÊNCIA E CONTROLE DAS VERBAS PELO PODER POPULAR!

SEM ORGANIZAÇÃO E LUTA NÃO HÁ CONQUISTAS!
MORADIA, TRABALHO, DIGNIDADE!
FÓRUM SINDICAL E POPULAR DE NOVA FRIBURGO

Moradores de Nova Friburgo fazem ato contra negligência dos governos com enchentes

No próximo dia 12, quinta-feira, o Fórum Sindical e Popular de Nova Friburgo encabeçará um ato público em protesto contra o desleixo com que as autoridades têm tratado o problema das enchentes na região. A manifestação acontece às 17h no Obelisco da praça Demerval B. Moreira.



“Todo mês de janeiro, a história se repete”, diz o texto de um panfleto distribuído à população. Há anos, em vários pontos do país, a população pobre e os trabalhadores são obrigados a enfrentar enchentes e deslizamentos de terras que provocam mortes e muitos danos materiais e morais. A cada ano, milhares ficam desabrigados no Brasil por conta de tragédias que podiam ser evitadas.


“Os governos corruptos, a especulação imobiliária, a ocupação irregular do solo, motivados pelos interesses capitalistas e pelo descaso com os trabalhadores e a população pobre, são os grandes responsáveis pelas tragédias sucessivas”, afirma o folheto.

Algumas atividades preparatórias para a manifestação estão sendo organizadas. Nesta segunda, 9, às 17h, haverá uma panfletagem. O ponto de encontro é em frente ao IENF. Na terça, 10, às 18h, acontece uma reunião do Fórum, no Sindicato dos Vestuários, para definir outras ações antes do ato.

Abaixo, leia o texto do panfleto na íntegra.


UM ANO DE DESCASO!
MORADIA E RECONSTRUÇÃO JÁ!

TODOS AO ATO PÚBLICO
DIA 12 DE JANEIRO (QUINTA)
ÀS 17h – NO OBELISCO DA PRAÇA DERMEVAL B. MOREIRA

Todo mês de janeiro, a história se repete. Em várias cidades do interior fluminense e de muitos estados no Brasil, as enchentes e os deslizamentos de terras provocam alagamentos e mortes, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Os governos corruptos, a especulação imobiliária, a ocupação irregular do solo, motivados pelos interesses capitalistas e pelo descaso com os trabalhadores e a população pobre, são os grandes responsáveis pelas tragédias sucessivas.

Em Nova Friburgo, um ano após a catástrofe, o que vemos? Os governos municipal, estadual e federal muito prometeram e quase nada fizeram, principalmente nos bairros mais pobres. Nenhuma casa foi construída, nenhuma obra de contenção foi realizada nas comunidades populares. Empresários aproveitam a situação para demitir centenas de trabalhadores na indústria e nas escolas particulares.

Autoridades e técnicos admitem cinicamente o estado de calamidade em que a cidade se encontra e dizem que a saída é “rezar para não chover”! 


CHEGA DE DESCASO E ENROLAÇÃO! Somente através da luta organizada, conquistaremos nossos direitos. EXIGIMOS A IMEDIATA CONSTRUÇÃO DE CASAS DIGNAS PARA A POPULAÇÃO DESALOJADA E EM ÁREA DE RISCO! PLANO DE OBRAS NAS ENCOSTAS, COM TRANSPARÊNCIA E CONTROLE DAS VERBAS PELO PODER POPULAR!

SEM ORGANIZAÇÃO E LUTA NÃO HÁ CONQUISTAS!
MORADIA, TRABALHO, DIGNIDADE!
FÓRUM SINDICAL E POPULAR DE NOVA FRIBURGO


Releia e reveja também:

Policial racista saca arma e agride estudante da USP

WILSON H. SILVA
da redação do Opinião Socialista 

Depois do assédio racista a uma estagiária e do episódio envolvendo um garoto etíope jogado para fora de um restaurante, mais um caso de asqueroso racismo foi divulgado nesta segunda, dia 9 de janeiro: o único estudante negro presente num espaço ocupado na USP foi brutalmente agredido e ameaçado por um policial de armas em punho.

O mais recente caso de racismo aconteceu no mesmo momento em que o Núcleo de Consciência Negra da universidade sofre ataques. Dois vídeos publicados no YouTube mostram a ação da PM, particularmente do policial racista (apesar de covarde e, sistematicamente, tentar ocultar seu nome), identificado como André, quando ele parte para cima de um dos estudantes, o derruba no chão, o joga contra os móveis que estavam no local e tenta detê-lo empunhando um revólver.


Cabe lembrar que a ação do policial é, também, mais um exemplo lamentável das sucessivas e truculentas ações policias que, a mando do reitor João Grandino Rodas, têm sido implementadas na universidade, além de ocorrer no exato momento em que o Núcleo de Consciência Negra na USP (NCN) está sofrendo um violento ataque: no dia 21 de dezembro houve a tentativa de demolição, por parte da reitoria, do barracão onde desenvolve suas atividades.

Na USP, ser negros é ser suspeito 
O estudante Nicolas Menezes Barreto foi, literalmente, escolhido a dedo pelo policial. Além de ser um dos poucos negros no local, Nicolas, usa cabelo rastafári, razões suficientes para que o racista partisse para cima dele, questionando se ele era estudante da USP e exigindo sua carteirinha, coisa que não foi feita em relação a nenhum outro presente, todos brancos.

Apesar de não ser obrigado a apresentar seu documento estudantil para ninguém, Nicolas é aluno de Ciências da Natureza na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na USP Leste, e estava no campus Butantã acompanhando um grupo que está ocupando o prédio.

A atitude do policial André, além de típica da instituição da qual faz parte, reflete o racismo há muito alimentado na maior universidade do país. Concebida com objetivo de formar a elite nacional, USP nunca conviveu bem com os membros que não fazem parte desta camada e, de alguma forma, conseguiram superar a barreira do vestibular e adentrar os portões da academia.

A título de exemplo, posso citar um episódio que aconteceu comigo mesmo, quando estudava na universidade, no final dos anos 1980, e morava no Conjunto Residencial da universidade, o CRUSP. Num ensolarado domingo, nesta mesma época do ano, decidi estudar na Praça do Relógio, como cerca de 100 outras pessoas que estavam espalhadas pelo gramado. 

Infelizmente, não foi surpresa nenhuma para mim quando, de repente, minha leitura foi interrompida por um policial que, sem a mesma violência, mas de forma enfática questionou seu eu era estudante e o que estava fazendo naquele local.

Assim como na Pizzaria Nonno Paolo ou no Colégio Anhembi Morumbi, palcos dos dois casos de racismo mais recentes, a USP não é vista (nem por seus administradores nem pelas polícias que lhes servem) como um lugar para negros e negras, reproduzindo uma das máximas do racismo à brasileira: para evitar ataques, negros e negras têm de saber onde é o “seu lugar”.

Combater o racismo, defender o NCN
No final dos anos 1980, em resposta a episódios como o que aconteceu comigo e uns tantos outros descalabros que aconteciam na universidade, estudantes funcionários e professores fundaram o Núcleo de Consciência Negra (NCN) que, durante as últimas duas décadas, cumpriu um papel fundamental não só na denúncia e combate ao racismo, mas também para que mais negros entrassem na universidade.

Diante do ataque a Nicolas, a defesa do NCN se impõe ainda mais. Além de assinar a petição que está circulando na internet, é fundamental que o movimento negro organize a reação a esta onda racista que, como vimos, não se restringe à universidade.

Uma onda que, é necessário lembrar, acontece décadas depois da aprovação da lei anti-racismo, de 1988, dez anos depois da chegada de Lula ao poder e no momento em que o governo Dilma, enquanto se vangloria de combater a discriminação racial e todo tipo de opressão, ameaça por fim às secretarias especiais voltadas para políticas para negros(as) e mulheres. Isso sem falar do veto ao kit anti-homofobia e a mutilação do PLC 122, que criminalizava as práticas homofóbicas.

Diante da péssima repercussão da ação racista da polícia, o governo do Estado de São Paulo e a PM decidiram afastar (apenas das ruas, mas não da instituição) o sargento André Luiz Ferreira e o soldado Rafael Ribeiro Fazolin. Segundo o comandante da corporação, Wellington Venezian, os policiais foram afastados porque demonstram o que ele chamou de “um desequilíbrio emocional” na abordagem. Ou seja, ao lado da “injúria”, “difamação” e outras tantas formas de se evitar a caracterização de crimes raciais, a PM está criando mais uma: estar descompensado. Um absurdo.

Por isso mesmo, ganha força a proposta lançada pelo Quilombo Raça e Classe no protesto contra a Nonno Paolo, no sábado: é preciso construir um movimento amplo, em direção à realização de um vigoroso ato no dia 21 de março, Dia Internacional de Combate ao Racismo.

Enchentes: mais uma tragédia no Rio de Janeiro

ALEXANDRE BARBOSA, 
Do rio de janeiro (RJ)


Nova Friburgo no último domingo
Morro do Bumba em Niterói, Teresópolis, Nova Friburgo e agora o Noroeste fluminense. Todo ano é a mesma história: as chuvas chegam, e a população pobre do estado do Rio de Janeiro perde suas casas, os poucos bens que possuem, seus amigos e até a própria vida. A única coisa que, as vezes, muda é a cidade da tragédia.


A irresponsabilidade e o descaso das autoridades não têm limites. Há exato um ano, a região serrana do Rio viveu uma tragédia sem precedentes. Foram mais de 900 mortos, 500 desaparecidos e milhares de desabrigados. Ao longo de um ano, quase nada foi feito pra evitar uma nova tragédia. O que se viu foram denúncias de corrupção nas prefeituras, quedas de prefeitos e abandono das vítimas.


Segundo reportagem do Jornal do Brasil, os moradores de Nova Friburgo, na região serrana, devem “Rezar para não chover”. Foi o que afirmou o assessor de Meio Ambiente do Crea-RJ, o engenheiro civil sanitarista Adacto Ottoni, que vistoriou a cidade após a tragédia provocada pela chuva no ano passado e voltou à região nesta quarta-feira. Até agora, medidas simples como o reflorestamento ainda não foram tomadas, ampliando o risco de uma nova desgraça.


Desta vez, a tragédia já deixou mais de 20 mil desabrigados. As cidades de Itaperuna (5 mil desabrigados) e Lage de Muriaé (2,5 mil desabrigados) somam-se à macabra estatística do governo Sérgio Cabral. Em um ano, são mais mil mortes e quase 75 mil pessoas atingidas pelas chuvas.


O PSTU é solidário aos atingidos pelas chuvas. Exigimos que os governos construam casas em locais seguros para todos os desabrigados e liberem, em caráter emergencial, R$ 10 mil para todos os atingidos, independentemente de FGTS.


Os governos, negligentes com a situação de risco das famílias que são atingidas ano após ano são os culpados pelo drama da população. É preciso que os governos executem um verdadeiro plano de obras públicas para evitar novas tragédias. O governo Sérgio Cabral tem de ser responsabilizado criminalmente, já que sabia das ameaças de tragédias e nada fez.


Além disso, é urgente que os atingidos pelas chuvas sejam isentados das tarifas públicas de luz, IPTU, água, etc., tendo o direito de permanecerem em hotéis não afetados para até a construção de suas casas.


O mínimo que se espera é que as comunidades de trabalhadores que foram atingidas, ou seja, daqueles que ganham o pão com o suor do próprio rosto, tenham seus bens materiais repostos pelos governos responsáveis por conta de sua omissão através dos anos. O governo federal, o governo estadual de Sérgio Cabral e os prefeitos são os responsáveis pela tragédia e devem ser punidos.

Chuvas em MG: Descaso que se transforma em tragédia



Prefeitura do Rio de Janeiro aproveita ressaca do réveillon e aumenta passagens

Alexandre Barbosa, do Rio de janeiro (RJ)


• Todo início de ano, já sabemos que vamos sofrer para pagar o IPTU, IPVA, a matrícula da escola dos filhos, o material escolar etc. Ao sair de casa na primeira segunda-feira do ano, os trabalhadores da cidade do Rio de Janeiro e da região metropolitana foram surpreendidos com o aumento de 10% nas tarifas de ônibus do município (que foram de R$ 2,50 para R$ 2,75) e de 6,64%, em média, nos ônibus intermunicipais. Este aumento foi bem superior à inflação de 6,3% anunciada pelo governo no ano passado.

    Ao longo de 2011, assistimos e participamos de centenas de greves e manifestações de trabalhadores exigindo melhores salários. Houve a luta dos bombeiros, dos professores da rede estadual, das redes municipais de Duque de Caxias e Niterói entre outras. Os governantes e patrões responderam com truculência oferecendo, no máximo, repor a inflação. Mas na hora de agradar os donos de empresas de ônibus, esses reajustes são bem maiores que qualquer aumento salarial.

    O sistema público de transporte está completamente entregue a grandes grupos privados que só querem o lucro e prestam péssimos serviços. O metrô e os trens do Rio estão sempre lotados e com problemas na operação. Nos trens, já vimos, além de composições paradas e usuários tendo que caminhar pelos trilhos, seguranças espancando passageiros na porta do vagão.

    Esses reajustes de tarifas de transportes não são únicos. No final do ano passado a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o aumento da tarifa das Barcas, aquelas que ficam à deriva na baía de Guanabara, logo após o acidente que feriu várias pessoas.

    Isso ocorre porque políticos têm suas campanhas eleitorais bancadas por empresários inescrupulosos que sempre querem se dar bem. Após a eleição, cobram a fatura. Os governantes, então, aumentam o preço dos serviços, favorecendo aqueles que sempre sustentam suas candidaturas. Isso é imoral e é corrupção por mais que para alguns não pareça.

   O PSTU no Rio de Janeiro é contra qualquer aumento de tarifas. Defendemos a reestatização de todo o sistema de transporte público, o aumento de salário e melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores do transporte, passe livre para idosos, deficientes, desempregados, estudantes e acompanhante de estudantes até quinta série que ainda não vão à escola sozinhos.

    Chamamos a população do Rio a seguir o exemplo de Teresina, que em agosto de 2011, organizou grandes atos contra aumentos de passagens e agora, em 2012, volta às ruas. Só lutando garantiremos nossos direitos.