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Dilma, Cabral e Paes usam Papa para desviar as reivindicações das ruas

Respeitamos a opção religiosa de todas as pessoas. Mas temos a obrigação de dizer que a visita do papa serve ao objetivo do governo de tentar “acalmar” os protestos e reestabilizar o país. Políticos corruptos e governantes desgastados aproveitarão a oportunidade para melhorar sua imagem. 

Para além das fotos e os gestos piedosos para “os pobres e oprimidos”, a Igreja, como faz há mais de dois mil anos, estará fazendo o que sempre soube fazer: defender o sistema que está a serviço dos ricos e poderosos. A visita do papa Francisco ao Brasil vai custar mais de R$ 118 milhões. Só o governo federal gastará R$ 111,5 milhões. Terá o inusitado patrocínio de empresas privadas. 

Segundo a Igreja Católica já foram injetados R$ 20 milhões no evento, em que estão incluídos a contribuição de patrocinadores e eventos de arrecadação em prol da Jornada, entre estes Bradesco, Itaú, Santander, Ferrero, Estácio, Nestlé, Mc Donald’s e as agências TAM Viagens e Havas. 

Em 2010, o então cardeal Bergoglio liderou uma frente conservadora contra a aprovação da união civil entre homossexuais, tido por ele como um “projeto do Diabo”. Chegou a emitir uma nota qualificando como uma “guerra de Deus” o projeto que previa que os homossexuais pudessem se casar e adotar crianças. Também não hesitou em chamar uma marcha junto aos evangélicos, que tinha por objetivo pressionar o Congresso argentino contra a aprovação da lei. 

Nesse sentido, sua posição não difere em nada da apresentada por outra liderança religiosa brasileira, o deputado federal e pastor evangélico Marcos Feliciano. Ambos são inimigos ferrenhos do movimento LGBT que luta pelos seus direitos civis no Brasil e no Mundo. 

Na véspera da visita do papa, foi aprovado o chamado Estatuto do Nascituro na Comissão de Finanças da Câmara dos Deputados. O projeto tem apoio de líderes religiosos evangélicos, membros da Igreja Católica, entidades espíritas e parlamentares. O projeto proíbe o aborto em caso de estupro e ainda prevê uma “bolsa estupro” para aquelas que sofreram violência sexual. O Estatuto do Nascituro significa a banalização da violência e a criminalização das mulheres estupradas.

O que o papa Francisco tem a dizer sobre isso? 
• Pela legalização do aborto; • Em defesa do casamento gay com direito à adoção; 
• Contra o Estatuto do Nascituro e sua famigerada “bolsa-estupro”; 
• FORA CABRAL E PEZÃO! 
• Nenhum centavo para Copa. Mais dinheiro para saúde e educação; 
• Abaixo a política econômica do governo Dilma; 
• Nem a Direita, nem o PT! Trabalhadores no poder!

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Vitória: mobilização nas ruas reduz tarifas no Rio e em São Paulo

Foi apenas o começo! É preciso manter mobilização nas ruas contra os gastos da Copa e por investimentos em Saúde e Educação!

A manifestação nas ruas produziu sua primeira grande vitória. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) anunciaram a redução da tarifas dos trens, metrôs e ônibus no início da noite desta quarta-feira.
Além da revogação do aumento da tarifa anunciada no Rio e em São Paulo, 10 cidades já haviam anunciado a redução da passagem, seja através da anulação do aumento ou a redução do índice do reajuste. O aumento já havia sido revogado em João Pessoa, Porto Alegre e Goiânia. Foi reduzida em Cuiabá, Recife, Manaus, Natal e Vitória. As cidades de Caxias do Sul (RS) e Foz do Iguaçu (PR) também anunciaram redução, além da cidade de Campinas (SP).
O recuo dos governos é histórico! Foi produto direto das grandes mobilizações da população realizadas nos últimos dias. Uma prova incontestável de que só com o povo na rua é possível arrancar conquistas. No entanto, é preciso destacar que a medida anunciada, assim como a de muitas outras prefeituras a nível nacional, é apenas uma “suspensão”.  Isto é, acuados pela mobilização de rua, os governos foram obrigados a dar um passo atrás, e tentarão no futuro reajustar a passagem.
Por outro lado, a luta contra as máfias dos transportes continua. As máfias das empresas privadas de ônibus são uma das principais fontes de financiamento das campanhas eleitorais dos partidos burgueses, como o PSDB, o DEM, o PMDB e PSB. Atualmente, mesmo partidos reformistas, como o PT e o PCdoB, vem se utilizando desta fonte de financiamento para suas campanhas. Como diz o velho ditado: quem paga a banda, escolhe a música.
As mesmas empresas que “doam” quantias generosas a esses partidos são as grandes beneficiadas com a farra das “concessões” de compras, obras e serviços sociais e públicos realizados a cada mudança de comando nas prefeituras, governos estaduais e federal. Muitas destas empresas concessionárias são inclusive de parentes, amigos ou testas de ferro de políticos corruptos.
Por isso, o PSTU defende a estatização do transporte público e a gratuidade das passagens. Isso está longe de ser uma utopia, já foi discutido nos velhos tempos do PT, quando Erundina era prefeita de São Paulo, mas não foi aprovado e acabou esquecido. O valor das passagens deve ser subsidiado pelo aumento progressivo de impostos sobre os mais ricos. 

Vamos para ruas no dia 20 de junho!
A revogação do aumento das tarifas nessas cidades foi apenas o começo. É preciso agora continuar as mobilizações nas cidades onde a tarifa não diminuiu. Neste dia 20 de junho, quinta-feira, será realizada um dia nacional de protestos pelo país. Vamos às ruas para comemorar essa grande vitória! Mas é preciso continuar nas ruas para arrancar outras reivindicações. Afinal, como diz a palavra de ordem que ganhou as ruas, “tem dinheiro para Copa, mas não tem pra saúde e educação!”.

 No Brasil, o que está sendo questionado nas ruas não é apenas a redução em alguns centavos das passagens de ônibus, mas a elevação geral do custo de vida, os gastos governamentais com a Copa do Mundo, as parcerias público-privadas e a degradação dos serviços públicos de Saúde e Educação. É preciso lutar contra covardes remoções de moradores pobres em função das obras dos jogos! É preciso acabar com a repressão e desmantelar a Tropa de Choque. Liberdade para todos os presos políticos do PSDB  e PT e o fim de todos os processos! Quem luta não é criminoso!
Mas também é preciso identificar os responsáveis pelo atual estado de coisas do país.  A desaceleração da economia já se manifesta, entre outras coisas, com a inflação que vem corroendo o poder de compra dos salários, que já são baixos. Enquanto isso, o endividamento explode nas famílias. Por outro lado, a juventude, majoritária nos protestos país a fora, percebe que não há mais perspectivas de futuro diante dessa realidade.
A resposta do governo Dilma a desaceleração da economia é de mais arrocho salarial. Também pretende ampliar o chamado “superávit primário” que significa mais cortes no orçamento da Saúde e Educação. 
Por tudo isso, a luta deve prosseguir. Essa foi apenas a primeira vitória!
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