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Convite para o lançamento do livro "Anarquismo e Comunismo", dia 26, 18:30h

   O PSTU-Rio de Janeiro e a Editora Sundermann tem o prazer de te convidar para o lançamento do livro "Anarquismo e Comunismo", obra clássica do membro do partido bolchevique Evguen Preobrazhenski.

   Considerado um dos trabalhos mais importantes do grande revolucionário e economista russo Evgueni Preobrazhenski, Anarquismo e Comunismo continua sendo uma obra fundamental para o entendimento do pensamento marxista em sua sua oposição ao anarquismo. Partindo das questões mais concretas colocadas pela construção socialista na Rússia no início dos anos 1920, Preobrazhenski apresenta um quadro completo da incapacidade do pensamento anarquista de responder à complexa e contraditória realidade da revolução proletária. E o faz de tal forma, que o mais simples camponês ou operário simpático ao anarquismo possa entender e refletir de maneira independente.

   A publicação de Anarquismo e Comunismo é mais importante ainda porque ocorre em um momento de grande efervescência política no país, o que tem provocado, por distintos caminhos, um certo fortalecimento das ideias e sentimentos anarquistas em toda uma camada de jovens ativistas e lutadores sociais. Tal fortalecimento não é uma novidade histórica, e ocorreu todas as vezes em que as massas, ao se levantarem contra seus opressores, não encontraram um forte partido marxista organizado e influente, capaz de dirigir e inspirar os trabalhadores no espírito da luta política de classes, ou seja, da luta pelo poder de Estado. A esse respeito, podemos estabelecer uma verdadeira lei histórica: quanto mais as massas se encontrem desiludidas e desgastadas por terem confiado durante anos a fio nos partidos da esquerda reformista, maior tende a ser a influência exercida pelo anarquismo nos conflitos de rua e nos movimentos em geral, principalmente entre aqueles indivíduos que apenas despertam para o combate e dão seus primeiros passos no caminho das lutas sociais. Assim, se confirma a ideia de Lenin, segundo a qual “o anarquismo foi, muitas vezes, uma espécie de expiação dos pecados oportunistas do movimento operário.” Infelizmente, ao longo da história, esta frase tem se confirmado com uma terrível precisão, inclusive hoje no Brasil, o que torna a obra de Preobrazhenski ainda mais atual e indispensável.

   Na ocasião haverá uma apresentação com Henrique Canary, membro da Secretaria Nacional de Formação do PSTU.

   Confira a apresentação do livro no Blog da Editora Sundermann: http://site1370547778.provisorio.ws/?p=177

   Compre o livro pela loja virtual da Editora Sundermann: http://loja.tray.com.br/loja/produto.php?loja=46909&IdProd=1312




Serviço:
Dia 26/02, quarta-feira, 18:30h

A quem beneficia as ações do Black Blocs?

PSTU- RJ

   Rio de Janeiro, 7 de outubro. Uma multidão se aglutina pelo Centro da cidade e segue em passeata pela Av. Rio Branco. A passeata é tão grande que não é possível ver seu início nem seu final. Naquele dia, mais de 50 mil pessoas saíram às ruas para defender os profissionais da educação contra os ataques de Sérgio Cabral e Eduardo Paes.

   Acuados, o governador e o prefeito são forçados a desistir momentaneamente da repressão. A polícia permaneceu em grande parte aquartelada, e as ruas por algumas horas foram apenas dos trabalhadores, demonstrando a força das massas. Já ao final, ocorre o episódio que ganharia destaque nos telejornais e nas conversas dos trabalhadores: Black Blocs (BBs) e PMs se enfrentam isoladamente em frente à Câmara Municipal. Começam a repressão e o quebra-quebra
 
Uma tática a serviço de qual objetivo?
   Antes de tudo, reafirmamos que nossa crítica política aos grupos Black Blocks não muda em nada a defesa que fazemos destes ativistas e grupos contra a repressão da polícia e da justiça burguesa.  São lutadores, que muitas vezes se equivocam, mas são lutadores. E para nós é um princípio defender todos os lutadores contra a repressão dos governos burgueses.

   Contudo, não confundimos essa defesa com o acordo com as ações dos Black Blocs. Quem defende que a esquerda não pode debater/criticar a ela própria foi, historicamente, o stalinismo.

   Muitos companheiros honestos argumentam conosco que o Black Bloc é uma tática de defesa das passeatas. No entanto, esta não tem sido a realidade no Rio.

   Temos acordo de que é necessário organizar a defesa das manifestações. Esta é uma necessidade que surge da ação violenta da polícia, a mando dos governos. Queremos organizar a defesa das passeatas para proteger fisicamente os que estão nelas e derrotar as pretensões dos governos em desatar a repressão.

O que é mais eficaz na luta contra Cabral e Paes? A ação isolada de uma minoria
ou a presença de 50 mil pessoas marchando pelas ruas de centro?

   Nosso grande objetivo deve ser trazer um número cada vez maior de pessoas às ruas. Na passeata do dia 7 de outubro, a PM se retirou das ruas não por conta da presença do Black Blocks, mas porque havia 50 mil pessoas na Av. Rio Branco. Quanto mais massivas forem as passeatas, mais dificuldades a PM terá em reprimir o movimento. Mas as ações dos Black Blocs acabam por esvaziar as futuras mobilizações.

   Os BBs devem explicar por qual motivo a mídia não mostra uma só imagem dos 50 mil em marcha, mas gasta horas de seus telejornais para exibir as depredações e ações isoladas. A mídia seleciona essas imagens com dois objetivos: amedrontar a classe trabalhadora para que não se some às mobilizações; e para criminalizar a luta dos educadores.


   A tônica da atuação do Black Bloc no Rio é o enfrentamento permanente com a polícia e a depredação por meio da ação individual ou de pequenos grupos. Achamos isso completamente errado. Tais ações poderiam ser corretas se realizadas com o conjunto dos trabalhadores e não com um grupo pequeno de vanguarda.

   Alguns grupos anarquistas (não todos eles, é importante que se diga) acham que isso serve de exemplo para a juventude oprimida, que os seguirão em suas ações rumo ao fim do capitalismo e do Estado burguês. Isso é um equívoco e só acaba afastando as massas.


   Muito longe de serem fruto da “revolta popular”, estas ações conscientemente organizadas tentam substituir a ação das massas na rua. Por isso não estão preocupados com a mobilização crescente da classe trabalhadora e sim com suas próprias ações.

   Não estamos discutindo a ação espontânea de trabalhadores perante uma injustiça. Por exemplo, os moradores de uma favela quando descem e quebram o comércio de luxo diante da morte de um jovem negro da comunidade. Estamos discutindo a ação política consciente de grupos que organizam os Black Blocks. E estes grupos erram ao fazer política sem se levar em conta o que a classe pensa, mesmo discordando dela. Tomando como um exemplo, se a grande maioria dos trabalhadores acha que a greve não é o melhor instrumento de luta, não podemos fazer a greve sem eles, mesmo que queiramos.

   A repressão dos movimentos sociais é política de Estado no Brasil, em especial no Rio de Janeiro. A polícia e o governo sabem que tem superioridade militar sobre nós, por isto, sempre que possível, buscam a repressão. Se não podemos por hora derrotar militarmente a repressão, existem momentos em que é possível derrotá-la politicamente, forçando o governo e a polícia a recuarem. O dia 7 de outubro foi emblemático neste sentido. A maioria da população havia sido ganha para defender os educadores contra Paes e Cabral. O repúdio aos governos era tamanho que a PM foi orientada a não intervir, nem sequer um efetivo militar considerável foi mobilizado. Diante desta retumbante vitória um grupo Black Bloc resolveu destruir a Câmara Municipal e seus arredores, provocando a repressão. Ao organizarem uma ação contrária às deliberações do Sindicato e da categoria, esse grupo Black Bloc contribui para enfraquecer as entidades dos trabalhadores.

   Esta ação poderia ter jogado no lixo todo o trabalho político da categoria e do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação) em ganhar a população para o seu lado e colocar o governo na defensiva. Cada trabalhador que é ganho pelo governo contra a greve dos professores significa uma bala a mais que o governo consegue disparar sobre nós.

   Queremos chamar os militantes que estão construindo a luta cotidianamente, inclusive aqueles que organizam o Black Bloc no Rio, a fortalecer a luta dos educadores. Chamamos também a organizar coletivamente a defesa das manifestações e planejar as ações dos atos em conjunto com a categoria e sua entidade, o Sepe, e a não fazer nenhuma ação contrária as deliberações dos professores.

✔  Lutar não é crime, lutar é direito! Contra a repressão aos movimentos sociais;
✔  Em defesa de todo ativista atacado pela repressão ou perseguido pelo Estado;
✔  Construir a autodefesa dos trabalhadores em luta;
✔  Pela desmilitarização da Polícia Militar, pelo fim da PM;
✔  Pela construção de uma polícia de caráter civil, eleita democraticamente e controlada pela comunidade.

Dez anos de governos de coalizão dirigidos pelo PT, uma análise em perspectiva histórica

 “Quem a si próprio elogia não merece crédito” - Sabedoria popular chinesa

Valério Arcary, 
Historiador, professor do Cefet/SP e membro do conselho editorial da revista Outubro


Agência Brasil
Ato de posse da presidente Dilma

• A análise crítica do significado dos dez anos de governos dirigidos pelo PT em uma ampla coalizão que incorporou inúmeros partidos da classe dominante é complexa. Primeiro, antes de tudo, porque não se deve esquecer que a eleição de um líder de origem operária como Lula foi uma experiência inusitada na história do Brasil. Seu impacto é chave para contextualizar o prestígio dos governos destes dez anos. O governo Lula encerrou o mandato com elevada aprovação popular, acima de 80% nas pesquisas de opinião, mas este critério não é suficiente para um juízo em perspectiva histórica.

Segundo, porque ainda que o governo tenha sido presidido por um líder de origem operária, isso não é suficiente para provar que tenha governado para os trabalhadores. Na verdade, o governo Lula até 2010, e Dilma, desde então, admitem que não o fizeram, e insistem em que governam, indiscriminadamente, para todos. Mas isso tampouco é correto. Lula foi mais honesto que seus publicitários quando confessou, em tom de rancor, que os grandes capitalistas nunca ganharam tanto dinheiro quanto durante os seus dois mandatos e, por isso, eram uns ingratos. Uma análise marxista não pode escapar às caracterizações sociais, ou seja, de classe, dos governos. De resto, qualquer análise histórica séria precisa enfrentar este desafio. Os governos do PT foram governos a serviço da preservação da ordem capitalista no Brasil. Embora tenham sido governos de colaboração de classe na forma, foram governos burgueses no conteúdo. Não surpreende que não tenham enfrentado senão uma oposição retórica dos partidos orgânicos do grande capital, como o PSDB.

Próximas atividades de lançamento da Cartilha "Luta Mulher"


Rio de Janeiro
15/3 – Lançamento da Cartilha Luta Mulher e debate Tema: “A origem do machismo e suas consequências nos dias atuais”. Local: Sindsprev (Rua Joaquim silva, 98 - Lapa), às 18 horas.

Belford Roxo
15/3 – Lançamento da Cartilha Luta Mulher, na sede do Sepe Belford Roxo (Praça Getúlio Vargas, 112/sala 201), ás 18 horas.

Duque de Caxias
27/3 – Lançamento da Cartilha Luta Mulher, na sede do PSTU Duque de Caxias (Av. Brigadeiro Lima e Silva, 2048 - Sala 404/Centro), ás 18 horas.

Luta Mulher: Leia textos sobre a "questão da mulher"


"O proletariado não pode atingir a liberdade completa sem conquistar a plena liberdade para a mulher."
Lenin 



Não é de hoje que as mulheres brigam por seu espaço na sociedade. Voto feminino, creche nos locais de trabalho, salário igual por trabalho igual, penalização ao estupro, legalização do aborto, etc., fazem parte de uma extensa jornada de lutas que, há muitas décadas, mobilizam mulheres do mundo inteiro. Não há dúvidas de que, em muitos aspectos, conseguimos importantes avanços. Mas num sistema que se reproduz no acirramento das desigualdades, nenhuma vitória é definitiva. É preciso seguir lutando.



A luta contra a opressão e exploração da mulher deve ser encarada, por homens e mulheres, como uma atividade cotidiana. E deve ser uma de nossas principais batalhas nos sindicatos e no movimento. Isso não significa nos afastarmos das lutas mais gerais da sociedade, contra os governos, os patrões e o capitalismo, mas de combiná-las com as reivindicações mais específicas da luta das mulheres. Pois não há saída para as mulheres dentro do sistema capitalista.



A Secretaria de Mulheres do PSTU é parte desta luta: derrotar a burguesia e instaurar o socialismo em todo o mundo. Por uma sociedade sem desigualdade, preconceito, injustiça.


Leia a seguir alguns textos sobre o tema:

Tráfico de pessoas e regime de escravidão em Belo Monte 

O impacto do ACE sobre as mulheres trabalhadoras

Proposta de reforma do Código Penal é um ataque aos direitos das mulheres

6 anos da Lei Maria da Penha: uma reflexão a fazer


As mais pobres entre as pobres - As mulheres afro-brasileiras são duplamente oprimidas





Editora Sundermann faz 10 anos - Em uma década editora lança 65 títulos, entre clássicos do marxismo e obras inéditas



Jorge Breogan e  Martha Piloto, do Conselho Editorial da Editora Sundermann





Em 2013, a Editora Sundermann comemora dez anos. Mas as comemorações vão para além dos anos constituídos enquanto editora. Comemoramos, sobretudo, o projeto político-editorial solidificado até este momento. O PSTU impulsionou a criação de sua editora para, dessa forma, continuar e aprofundar uma política de formação e comunicação, com iniciativas como a revista Marxismo Vivo, o Instituto Latino-Americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE), o Arquivo Leon Trotsky e o próprio jornal Opinião Socialista.

A demanda foi maior que a esperada e, assim, o trabalho seguiu fortalecido nesses dez anos. Já publicamos mais de 65 títulos, somos a única editora a publicar as obras de Nahuel Moreno e a que mais publicou Trotsky no Brasil. 

Publicamos obras importantes, entre as quais destacamos: “História da Revolução Russa”, “Revolução Traída”, “Programa de Transição” e “A teoria da Revolução Permanente”, de Trotsky. Uma verdadeira proeza no mercado editorial da esquerda no país. Em relação a Moreno: “O partido e a revolução”, “Os governos de frente popular na história” e “A ditadura revolucionária do proletariado”, além dos clássicos como o “Manifesto Comunista”, de Marx, e de Lenin, “O Estado e a Revolução - A revolução proletária e o renegado Kautsky” e “Últimos escritos e diário das secretárias”.

Desde o início de nosso trabalho, também tivemos a preocupação de pautar o tema de opressões. O livro “O gênero nos une, a classe nos divide”, de Cecilia Toledo, já teve quatro edições. O livro de Hiro Okita, “Homossexualidade, da opressão à libertação” é um documento de 1981 que já combatia a homofobia e sua intrínseca relação com o sistema capitalista ainda no período ditatorial.

Não nos calamos frente aos ataques das privatizações. Temos em nossa linha editorial textos sobre a Vale do Rio Doce, a Embraer e a Petrobrás. Refletimos sobre a situação precária da educação pública nos ensinos básico e superior. 

Publicamos sobre o papel dos sindicatos e sobre o combate à burocratização. Aprofundamos o debate econômico no período de crise financeira. Lançamos obras que debatem a causa Palestina, como o clássico “História oculta do sionismo”, de Ralph Schoenman, entre outros títulos que pautam o socialismo e a revolução proletária. Mas, acreditamos que esse histórico é só o começo.

O papel estratégico da Editora no Partido Revolucionário
A prática política é indissolúvel da teoria revolucionária. O partido revolucionário não é um grupo de intelectuais que se debruça abstratamente sobre a teoria marxista, mas também não é um mero agrupamento de pessoas que lutam bravamente pelas conquistas econômicas e imediatas da classe trabalhadora e da população explorada. É sobretudo um instrumento de luta pelo poder.


Não se pode vencer o inimigo sem conhecê-lo, ou seja, não se pode lutar contra a burguesia sem conhecer a fundo como ela exerce seu poder econômico e político, tarefa para a qual o marxismo se mostrou, até hoje, o instrumento mais capaz.

A burguesia se organiza mundialmente em torno de governos imperialistas, blocos econômicos e agências internacionais, além de sobreviver graças às forças armadas de cada um dos países que controla e de governos subservientes dos países periféricos do capitalismo. A toda essa força, devemos opor uma organização internacional, forte e que reúna em suas fileiras o melhor da vanguarda proletária mundial.

Um exército de revolucionários munidos das ferramentas necessárias e que vá para ação disposto a disputar os corações e mentes das massas trabalhadoras. Uma dessas ferramentas é, sem dúvida, a teoria, que nos permite entender a realidade em que atuamos, suas contradições e a correlação de força entre as classes, para as quais devemos dar respostas científicas, caso queiramos acertar nossas políticas.

Entendemos que o papel da Editora não se resume a publicar e vender livros. Nossa linha editorial é uma arma ideológica para disputarmos a consciência das massas, elevarmos nossos níveis teórico e político e, assim, fortalecer o partido.

No dia a dia, é preciso, cada vez mais, nos dedicarmos às leituras teóricas, pois escutar com atenção debates, falas políticas e discussões acaloradas sem entender as polêmicas a fundo faz com que as dúvidas passem despercebidas e os questionamentos teóricos fiquem para outra hora.

Diariamente, somos bombardeados com a ideologia burguesa e reformista, ataques políticos são feitos e, às vezes, os entendemos de maneira superficial. Ao não nos dedicarmos à leitura teórica e ao estudo diário, colocamos em risco o próprio marxismo, que sofre com o revisionismo e distorções teóricas para justificar grandes traições à classe trabalhadora. 

Ao nos fortalecermos teoricamente, nos fortalecemos enquanto militantes, melhoramos nossa agitação, propaganda e avançamos na solidificação do nosso programa revolucionário. Nossos objetivos vão além de melhorias nas universidades e na relação trabalhador/patrão. Almejamos uma transformação econômica e social. Para construir o partido, não podemos ter uma relação artesanal com a teoria ou nos perdemos frente as nossas táticas e estratégias.

Outros livros virão...
Queremos avançar na publicação dos clássicos e explorar mais, editorialmente, a literatura como uma ferramenta contra-hegemônica. 

Em dezembro de 2012, lançamos um novo selo editorial, Outra Margem, juntamente com o primeiro título: Ventania do Infinito. O selo nos possibilitará uma aproximação com diferentes públicos que veem o sistema capitalista da mesma forma nefasta, mas que traduzem essa realidade poeticamente, de forma romanceada e literária.

Em comemoração ao aniversário da Editora Sundermann, estão previstos os seguintes lançamentos: “A biografia de Marx”, de Franz Mehring; “Coletânea de textos de 1917”, de Lenin; “A história do trotskismo norte-americano”, James Cannon e “O partido bolchevique”, de Broué.

O nome da editora
Sundermann é o sobrenome de José Luís e Rosa, militantes do PSTU, assassinados uma semana depois da fundação do partido, em 1994. Ao dar seus nomes à nossa Editora, queremos preservar não só a memória destes companheiros, mas também de todos os que tombaram na luta pelo socialismo. 






  • Acesse o site da Editora Sundermann
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    Seminário "Rio para os trabalhadores" debate programa da candidatura de Cyro Garcia à prefeito


    A candidatura de Cyro Garcia à prefeito do Rio de Janeiro realizou nos últimos dias 20 e 21/7 o seminário de programa “Rio para os trabalhadores”.

    O evento, que contou com a presença de mais de 140 pessoas, teve na mesa de abertura, realizada na sexta-feira (20/7) o historiador Felipe Demier, a professora e historiadora Virgínia Fontes, além de Cyro Garcia e de sua candidata à vice Marília Macedo.
    Também fizeram uso da palavra para saudar o seminário o professor Marcelo Badaró, a professora Sõnia Lúcio e o jornalista Álvaro Neiva, todos militantes do PSOL.
    O seminário teve continuidade no sábado, 21/7, onde diversos militantes e intelectuais fizeram contribuições, como: Kênia Miranda, Maristela Abreu, Danilo Firmino, Cléber Pinheiro, Vera Nepomuceno e Júlio Anselmo (mesa de Juventude, Educação e Cultura): Sara Granemann, André Villar, Ísis Aigott e Demian Melo (mesa de Saúde e Meio-ambiente); e Adriano Carmelo, Marcos Pestana, Felipe Brito e Rômulo Mattos.
    Com o seminário, o PSTU se propôs desta forma a construir, em conjunto com setores combativos da sociedade, um programa para as suas candidaturas nestas eleições.


    PSTU convida: Seminário O Rio de Janeiro para os Trabalhadores da candidatura Cyro Garcia prefeito 16, nos dias 20 e 21de julho.

    O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) realizará, nos dias 20 e 21 de julho, o seminário "Rio de Janeiro para os Trabalhadores".



    O evento faz  parte da agenda de atividades do partido para a disputa das eleições municipais do Rio de Janeiro. Com o seminário, o PSTU pretende construir, em conjunto com a sociedade, o programa das candidaturas nestas eleições e também apresentar os seus candidatos. 

    A mesa de abertura ocorrerá na sexta-feira, dia 20 de julho, no Centro, a partir das 18h. No sábado, 21 de julho, ocorrerão mesas temáticas com discussões sobre Educação, Juventude e Cultura; Saúde e Meio Ambiente; e Questões Urbanas, a partir das 9h no ISERJ. O evento contará com a presença de diversos intelectuais, ativistas e personalidades importantes na cena política da cidade do Rio de Janeiro, como Marcelo Badaró (professor doutor da UFF), Virginia Fontes (pesquisadora doutora da Fiocruz), Felipe Demier (doutor em história) e Demian Melo (professor doutor da UFRJ).

    O PSTU convida toda a sociedade e, em epecial, os militantes, filiados e simpatizantes do partido, além dos ativistas dos movimentos sociais, para participarem ativamente do processo democrático de construção do programa eleitoral do partido.

    Em defesa da moral proletária

    Declaração frente às graves acusações contra o PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT-QI

    LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES – QUARTA INTERNACIONAL



    Uma corrente político-sindical do Brasil, “Unidos para Lutar”, encabeçada pela CST (Corrente Socialista dos Trabalhadores), que é parte da corrente UIT (Unidade Internacional dos Trabalhadores), está fazendo uma grave acusação contra o PSTU e contra a CSP-Conlutas, bem como contra nossa corrente internacional, a LIT-QI (Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional)


    Segundo essa corrente, os militantes destas organizações teriam formado uma chapa de oposição (Chapa 2) no Sindicato dos Trabalhadores Químicos de São José dos Campos, em São Paulo, com o apoio da patronal, para tentar retirar da direção do sindicato uma corrente “classista” (a Chapa 1, da Unidos). Mas, como isso não fosse suficiente, segundo esse setor, a Chapa 2 teria se apresentado à Justiça, junto com a patronal da multinacional Johnson & Johnson, para pedir a demissão de cinco trabalhadores.



    Para nós custava crer que tais acusações fossem verdadeiras, mas não podíamos descartá-las de antemão. Só havia uma forma de descobrir a verdade: fazer uma profunda investigação. E foi isso que fizemos com uma convicção: caso fossem verdadeiras as acusações, defenderíamos a expulsão de nossas fileiras de qualquer traidor.



    Feita a investigação, porém, constatamos que todas as acusações eram completamente falsas. Ou seja, estávamos diante de um caso de calúnia.



    Resultados de nossa investigação
    a) Uma “chapa do PSTU-LIT” que nunca existiu.
    Nossa investigação nos levou de surpresa em surpresa. A primeira delas foi descobrir que a suposta “chapa de traidores do PSTU e da LIT” não existia. Efetivamente, nas mencionadas eleições sindicais não existiu nenhuma “chapa do PSTU/LIT”.



    A segunda surpresa foi descobrir que, na realidade, as duas chapas que participaram das eleições surgiram a partir de uma divisão da direção do sindicato encabeçado pela “Unidos para Lutar”. A tal ponto que nas duas chapas havia militantes do PSOL (partido no qual se insere também a Unidos).



    b) O que existiu foi uma luta anti-burocrática no interior do sindicato. 
    O Sindicato dos Trabalhadores dos Químicos é dirigido há muitos anos pela CST (corrente do PSOL) que, a partir da ruptura com a CSP-Conlutas, em 2010, se filiou à Unidos.



    Nos últimos meses, uma série de dirigentes do sindicato começou a questionar a maioria dessa direção por seu comportamento burocrático. Foi isso o que deu origem às duas chapas nas eleições.



    A direção da LIT, infelizmente, não tem condições de saber todos os detalhes de como se deu essa luta no interior do sindicato e da própria Unidos. De qualquer maneira, há vários fatos que indicam que a principal crítica da oposição era correta. Vejamos alguns destes fatos:



    Primeiro, a direção acusa à oposição de estar aliada à patronal, de ser traidora, etc. Essa acusação poderia ser verdadeira, mas se fosse por que não a fizeram quando estavam juntos na mesma direção do sindicato? Por que essas acusações apareceram apenas na véspera das eleições?



    Segundo, durante a campanha eleitoral, a Chapa 2 (oposição) apresentou uma grave denúncia: a maioria da direção, para tomar o controle do dinheiro do sindicato, mudou a tesouraria (colocaram a um militante da CST) e, para fazê-lo, confeccionaram uma ata falsa de uma assembleia que não existiu.



    A maioria da direção não respondeu a grave acusação
    Terceiro, diante das acusações que faz a maioria da direção do sindicato, a oposição defendeu uma proposta muito simples: “assembleia já! Para restabelecer a verdade!” Se a maioria da direção do sindicato fosse classista, de luta e democrática, como se auto-intitula, por que então se negou a convocar uma assembleia para que a base da categoria pudesse decidir quem são os traidores?



    c) A questão dos demitidos
    A patronal entrou na Justiça pedindo que só 14 diretores tenham estabilidade trabalhista (anteriormente eram 41) e conseguiu que a Justiça aceitasse sua proposta a partir do qual veio a demissão de cinco diretores.



    Foi fácil para a patronal ganhar na Justiça sua reivindicação, pois o sindicato não apresentou corretamente o devido recurso (perdeu o prazo legal), assim ficaram de fora os cinco diretores do sindicato que não estavam na lista dos 14 com estabilidade que a Justiça havia confeccionado.



    Para tratar de reverter as demissões, o sindicato colocou na lista dos 14 nomes os cinco demitidos, coisa que a Justiça aceitou. Desse modo, os cinco sindicalistas foram readmitidos, ainda que a posteriori. Mas a patronal apresentou um recurso solicitando a anulação desta e, com isso, os dirigentes reincorporados voltaram a ser demitidos.



    Parece incrível que o sindicato tenha cometido tamanho erro jurídico com graves consequências políticas, porém, o mais incrível, é que a maioria do sindicato, ao invés de reconhecer seu erro, tenha responsabilizado a oposição, o PSTU, a CSP-Conlutas e… até a LIT pelas demissões.



    d) Como entrou nesta história o PSTU, a CSP – Conlutas e a LIT?
    Tudo começou quando um grupo de trabalhadores químicos procurou a CSP-Conlutas para denunciar os atropelos da maioria da direção do sindicato. A CSP-Conlutas, após analisar a situação, ofereceu seu apoio a eles. No entanto, nossa investigação sobre o ocorrido nos levou a descobrir algo surpreendente.



    Achamos que o PSTU e a CSP-Conlutas tinham realizado uma proposta de formar uma chapa de oposição e que isso tinha provocado a ira da maioria da direção. Mas não foi assim.



    A CSP-Conlutas, diante da ofensiva patronal, (tinha conseguido na Justiça a redução dos dirigentes com estabilidade) propôs que a oposição tentasse construir uma chapa unitária, eleita de forma democrática para enfrentar com mais força à patronal, a qual deveria ser eleita em uma convenção de base ou, inclusive, em uma eleição prévia nas fábricas.



    A CST/Unidos sequer respondeu a essa proposta. O que fez foi convocar, de última hora, a uma assembleia, com churrasco e cerveja (tudo pago com os fundos do sindicato), e nessa “assembleia” foi votada a antecipação das eleições, ou seja, não teria uma chapa unitária. Dois dias depois, a Chapa 1 foi inscrita. Nela foram deixados de fora todos que tinham feito críticas (entre eles, os 15 membros da direção do sindicato). Foi a partir daí que a oposição não teve outra alternativa a não ser registrar a Chapa 2, que aderiu à CSP-Conlutas.



    e) A suposta “colaboração com a patronal” do PSTU, a CSP- Conlutas e a LIT para demitir cinco dirigentes.
    O aspecto mais sórdido da campanha de calúnias da maioria da direção do sindicato se refere à suposta colaboração do PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT com a patronal da Johnson & Johnson para demitir cinco dirigentes sindicais.



    A atitude da maioria da direção, de colocar os cinco dirigentes na lista dos 14 para tratar de reverter suas demissões provocou muita indignação. Colocar os cinco demitidos na lista dos 14 com estabilidade significava retirar dessa lista outros cinco colegas que, ao perder a estabilidade, poderiam ser demitidos a qualquer momento.



    Em uma situação como essa não se poderia descartar a hipótese de que os trabalhadores, para preservar os seus principais dirigentes, decidissem sacrificar outros colegas. Mas uma resolução tão delicada como essa só poderia ser tomada em uma assembleia ou, no mínimo, em uma reunião de toda a direção do sindicato. Mas, nem uma coisa nem outra foram feitas. A resolução de colocar os cinco nomes dos demitidos na lista dos 14 foi tomada por um setor da direção (a executiva) da qual não participavam os cinco nomes que, a partir desse momento, poderiam ser demitidos.



    Dois colegas da Chapa 2, de oposição, furiosos com este novo atropelo burocrático, entraram com uma ação na Justiça questionando o pedido de mudança dos cinco dirigentes, alegando justamente o caráter antidemocrático dessa decisão.



    Isso foi um grande erro destes colegas (mesmo diante do atropelo burocrático da direção), pois caso a juíza acatasse esta demanda dos dois colegas da oposição, a patronal teria legalidade para demitir novamente os cinco dirigentes.



    Esse evidente erro dos dois colegas da oposição foi utilizado pela CST/Unidos para lançar sua campanha internacional de denúncias. Mas, o mais incrível desta campanha, é que ela não foi lançada contra estes dois colegas, nem contra a chapa de oposição senão centralmente contra o PSTU, a CSP-Conlutas e a LIT. No entanto, foram essas organizações que, ao se inteirar da ação apresentada à Justiça por esses dois colegas, mostraram que isso era equivocado, pois haveria de se lutar pela estabilidade de todos os colegas. Por isso, propuseram que a ação fosse retirada. O conjunto da Chapa 2 concordou com essa proposta e os dois colegas retiraram essa ação antes que ela fosse analisada pela Justiça.



    Onde está a chapa do PSTU/LIT? Onde está o acordo da “chapa do PSTU” com a patronal da Johnson & Johnson?



    Calúnia como arma política 
    As calunias sistemáticas usadas como arma políticas é uma “contribuição” do stalinismo.



    O trotskismo, como corrente internacional, nasceu lutando contra as calúnias stalinistas, no entanto, a debilidade de nosso movimento fez que importantes setores do mesmo cedessem ao stalinismo no terreno metodológico a tal ponto que nossa corrente internacional, fundada por Nahuel Moreno, nasceu lutando contra as calúnias, não só do stalinismo como das organizações e dirigentes “trotskistas”.



    Nahuel Moreno, em 1941, começou a militar em uma pequena organização, chamada LOR, dirigida por Liborio Justo. Pouco tempo após entrar nesta organização, Moreno fez várias críticas a Justo e, como resposta, por meio de um boletim, Liborio Justo anunciou que Nahuel Moreno tinha sido expulso da LOR por ser “infiltrado da polícia”. Essa calúnia fez que o jovem Moreno (com 18 anos na época) entrasse em uma profunda crise que até mesmo o levou a pensar, como relatou depois, seriamente em suicídio.



    Possivelmente foi essa uma das razões que levaram a Moreno, durante toda sua vida, a lutar tanto contra as calúnias no interior do movimento trotskista. A tal ponto que quando fundou nossa organização internacional, a LIT, o fez enfrentando outra campanha de calúnias, desta vez de um dirigente trotskista, Pierre Lambert, que acusava ao peruano Ricardo Napurí de roubar dinheiro do seu partido.



    Qual é o papel da CST e da UIT nessa campanha de calúnias?
    Todas as organizações revolucionárias estão submetidas a tremendas pressões. Por isso não podemos nos assustar quando surge nelas todo tipo de desvios. Nas seções da LIT, por exemplo, têm existido desvios burocráticos em sindicatos dirigidos por nossos camaradas. Têm ocorrido problemas morais envolvendo dirigentes, como casos de calúnias, roubo, machismo….



    Nossas organizações não vivem em uma redoma de cristal. Estão submetidas a todas as pressões da sociedade capitalista em decomposição na qual vivemos, e por isso há muitos camaradas, e inclusive organizações, que sucumbem a essas pressões.



    Mas nós não julgamos as organizações, nacionais ou internacionais, em função dos problemas que nelas existam, por mais grave que sejam estes problemas. As julgamos pelo que elas fazem para enfrentar esses problemas.



    Por exemplo, há uns quatro anos atrás, o PSTU atuava no sindicato dos Químicos de São José dos Campos. Um importante quadro do partido (chegou a ser da direção nacional do PSTU) estava na direção do sindicato. Este colega fez um acordo com a patronal para deixar a empresa em troca de uma importante quantidade de dinheiro. Isto é, vendeu a patronal o seu mandato sindical, que não era de sua propriedade, mas sim dos operários que a tinham o eleito.



    A direção do PSTU, com o apoio da LIT, o expulsou de suas fileiras. É por isso que nós temos orgulho do PSTU. Não porque no PSTU não existam problemas. Temos orgulho de nossa seção brasileira pela forma como enfrenta esses problemas.



    Agora, cabe que nos perguntemos: o que vai fazer a CST e a UIT com seus militantes que estão à frente do sindicato dos químicos? Que tipo de punição receberão por essa campanha de calúnias que realizam a nível nacional e internacional? Que punição receberão por falsificarem uma ata para tomar controle do dinheiro do sindicato? É impossível que façam alguma coisa porque é a CST no Brasil e a UIT a nível internacional que estão à frente dessa campanha de calúnias.



    Constatar esta realidade doeu, mas não nos surpreendeu. Doeu porque não tínhamos perdido a esperança que essa organização internacional tivesse aprendido alguma lição de suas ações no passado. No início da década de 90, os atuais dirigentes da UIT estiveram entre os que, na Argentina, romperam com o MAS, o principal partido trotskista do mundo nesse momento, com uma metodologia stalinista. Para concretizar essa ruptura ocuparam de forma violenta as sedes do MAS e se apropriaram delas. No Brasil não ocuparam as sedes, mas também utilizaram uma metodologia depreciável: para dividir o partido construíram uma fração secreta.



    A UIT, que se constituiu após estes fatos, nasceu marcada por esta metodologia do “vale tudo”.



    Um chamado à reflexão
    Até pouco tempo atrás, a direção da UIT reivindicava a LIT, apesar de muitas diferenças. Durante vários meses estivemos diante da possibilidade de unificar nossas organizações. Agora, a UIT está à frente, a nível internacional, de uma campanha de coleta de assinaturas para denunciar a LIT e o PSTU como uma organização de traidores.



    Perguntamos a eles: como é possível que em tão pouco tempo uma das mais importantes organizações trotskista-morenista do mundo se tenha transformado em uma organização de traidores? Como é possível que essa mudança tenha se dado sem a existência de uma feroz luta fracional no interior destas organizações? Qual é a explicação marxista que a direção da UIT dá a essa transformação? Nenhuma. Limita-se a juntar assinaturas para condenar os “traidores” do PSTU, LIT e a CSP-Conlutas.



    O PSTU tem levado a público os fatos ocorridos no Sindicato dos Químicos. Qual tem sido a resposta da CST e a UIT? Nenhuma. Limitou-se a seguir denunciando, alegremente, os “traidores” do PSTU, LIT e da CSP-Conlutas.



    Como é possível a UIT não responder às graves acusações que estamos lhe fazendo? Desafiamos à direção da UIT que se pronuncie sobre o que estamos dizendo.



    Afinal, é verdade ou mentira que, entre os trabalhadores químicos e nas eleições sindicais desse sindicato não havia nenhum militante da suposta “chapa do PSTU/ LIT”? É verdade ou mentira o questionamento de um importante número de dirigentes sindicais sobre a condução da maioria do sindicato, que é da CST/UIT? É verdade ou mentira que esta direção foi questionada, entre outras coisas, porque falsificaram uma ata de uma assembleia que não existiu para tomar o controle do dinheiro do sindicato?



    É verdade ou mentira que a CSP-Conlutas e o PSTU propuseram à maioria da direção formar uma chapa unitária, eleita democraticamente na base, para enfrentar com mais força a patronal que queria demitir vários dirigentes do sindicato? É verdade ou mentira que os militantes da CST se negaram a formar uma chapa unitária e democrática para enfrentar às demissões da patronal? É verdade ou mentira que, no momento em que dois membros da oposição apresentaram uma ação à Justiça, que poderia chegar prejudicar muitos colegas, o PSTU e a CSP-Conlutas afirmaram que era preciso defender todos os colegas e que, portanto, tinham que retirar essa ação? É verdade ou mentira que a partir da intervenção da CSP-Conlutas e do PSTU, toda a oposição concordou com essa proposta e que os dois colegas retiraram sua ação na Justiça? É verdade ou é mentira que a oposição, o PSTU e a CSP- Conlutas, frente à campanha de calúnias, propuseram que se faça uma assembleia para restabelecer a verdade? É verdade ou mentira que a maioria da direção do sindicato se negou a convocar a essa assembleia?



    A direção da UIT tem a obrigação de responder a essas perguntas, pois, ao não respondê-las, a própria UIT estará se condenando como uma organização de caluniadores.



    Os colegas e amigos da UIT, que assinaram a campanha contra o PSTU e a LIT, sem ter um real conhecimento dos fatos, devem fazer uma reflexão sobre o que fizeram. Ninguém pode ser criticado por assinar uma determinada declaração por confiança política. Mas o que estão assinando não é uma simples declaração. É uma campanha de calúnias inadmissível que atenta contra a moral proletária.



    Após ler essa declaração os colegas que, com sua assinatura, respaldaram essa campanha de calúnias saberão como proceder. Aqueles que continuarem opinando que as denúncias contra o PSTU e a LIT são verdadeiras, pedimos apenas – ou melhor, exigimos - que respondam às perguntas mencionadas acima dirigidas à direção da UIT.

    Comitê Executivo Internacional da LIT-QI
    Maio de 2012