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Profissionais de educação do RJ foram covardemente reprimidos na tarde desta 4ª

Ato na porta da prefeitura do Rio contou com mais de
500 pessoas. Foto: Divulgação/SEPE-RJ.
6 pessoas ficaram feridas. Um professor teve que passar por procedimento cirúrgico no ombro

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Os trabalhadorxs da educação do RJ seguem seu calendário de mobilização da greve, votado em assembleia da categoria, apesar da tentativa de intimidação por parte da justiça estadual. Na tarde de hoje (28), cerca de 600 trabalhadores saíram de suas casas, apesar da chuva e da justa greve dos rodoviários, e foram para a porta da prefeitura e da secretaria estadual de educação para pressionar os governos Pezão e Paes a negociarem com a categoria.

   A quantidade desproporcional de policiais criou um clima desnecessário de tensão e propício para confusão. Depois de saírem em um ato unificado da frente da prefeitura do Rio até a porta da secretaria estadual de educação, os educadores foram covardemente reprimidos pela Tropa de Choque da PM com uso de gás de pimenta, cassetetes, empurrões com escudos, entre outras arbitrariedades. Veja aqui algumas imagens da repressão.

   Ainda assim, os trabalhadores conseguiram chegar a porta do órgão estadual, onde permaneceram em vigília, e continuaram cantando palavras de ordem enquanto uma reunião acontecia dentro da secretaria. Uma professora (Aluana) foi presa por colar um adesivo da campanha salarial na porta da secretaria e levada para a delegacia. A alegação: desacato. Após muitas horas de espera e pressão na delegacia, e com auxílio do SEPE/RJ, a professora foi liberada.

   Pezão, mesmo estando pouco tempo a frente do governo, demonstra que aprendeu bem na cartilha de Cabral: negociar jamais, manda a polícia militar reprimir, prender, espancar, atirar.

   Os únicos responsáveis pelo caos na educação do RJ são o prefeito Paes e o governador Pezão! Cassetete não é lápis! Para acabar com a greve, os governantes devem atender as reivindicações da categoria e respeitar os trabalhadores em seu direito de livre manifestação e organização política.

Veja também:

Atualizado às 5:00h 29/05

Um balanço necessário: Greve dos Garis derrota Eduardo Paes e anuncia novas lutas

Garis tomam a avenida Rio Branco em ato da greve (Foto: intenet)

por Arthur Gibson, da redação Rio.
O carnaval é um dos eventos culturais mais importantes de nosso país. Durante este curto período, milhões de trabalhadores ocupam as praças e avenidas do Brasil em busca de lazer e diversão. No entanto, para muitos trabalhadores, o carnaval é um principalmente um período de maior exploração.
Este é o caso dos trabalhadores da limpeza urbana. Durante os festejos momescos, os garis trabalham ainda mais duro para garantir uma cidade limpa para os foliões. Segundo alguns trabalhadores, muitos trabalham além de sua jornada sem receber nada mais por isso. O piso salarial da categoria, que era de R$ 803,00 demonstra o desprezo da prefeitura por este duro trabalho. Apesar desta realidade, a mídia e a prefeitura do Rio sempre retrataram o gari carioca como uma figura folclórica, como um símbolo do carnaval, sempre alegre e feliz por seu trabalho.

As lições de uma Greve vitoriosa
A greve dos garis foi o grande evento deste carnaval no Rio de Janeiro. Ao invés do gari feliz por ser explorado pintado pela mídia e pela prefeitura o que se viu foram garis felizes por lutar, firmes em uma batalha em que tiveram de enfrentar muitos adversários.
A greve, que começou no dia 1º de março, tinha como principais pautas o aumento do piso da categoria de R$ 803,00 para R$ 1.200,00 (37%) e o aumento do tíquete alimentação de R$ 12,00 para R$ 20,00. Ao final dos 8 dias de greve a categoria arrancou um acordo que reajusta o piso para R$ 1.100,00 e o o tíquete para R$ 20,00; uma enorme vitória diante da repressão e da intransigência do prefeito Eduardo Paes (PMDB).
Durante o período de greve os trabalhadores tiveram que dobrar a direção do sindicato (SEEACMRJ), ligada à central sindical pelega CGTB. Depois de cancelar sem maiores explicações a paralisação marcada para o dia 28/02, o sindicato foi atropelado pela categoria que deflagrou a greve no dia 1º de março. Dois dias depois, o sindicato fecha um acordo com reajuste de 9% no salário e aumento do tíquete para R$16,00 junto à Companhia Municipal de Limpeza Urbana (CONLURB). Em comunicado distribuído à categoria o sindicato dizia: “Como toda categoria testemunhou, o Sindicato não foi o responsável pela deflagração da greve”. O objetivo claro era desmontar o movimento que corria fora de seu controle e que tinha ampla adesão da categoria.
Com o aval da direção do  sindicato, que deslegitimava o movimento grevista, a COMLURB anunciou no dia 4 de março a demissão arbitrária de 300 trabalhadores que estavam em greve. Intransigentes em não reconhecer o movimento grevista, Eduardo Paes e o presidente da COMLURB Vinicius Roriz classificaram os grevistas como “marginais”, “delinquentes” e de “grupos isolados que discordam do sindicato”. Com medo das represálias, uma parte da categoria passou a ir ao trabalho para bater o ponto, mas se recusava a sair às ruas para fazer a limpeza. Diante disso Eduardo Paes mobilizou a Guarda Municipal, a polícia Milkitar e até empresas de segurança privadas para obrigar os garis a fazerem a limpeza das ruas.

Categoria demonstrou disposição e unidade  (Foto:internet)
A unidade da categoria e o apoio da população forçam o governo a recuar
A campanha da prefeitura para desacreditar os grevistas e a propaganda da imprensa sobre o caos da limpeza durante o carnaval do Rio não foram suficientes para desmobilizar a categoria nem para diminuir a solidariedade de trabalhadores de outras categorias com a greve.
Durante o carnaval surgiram muitas paródias em apoio à greve, nos atos houve importante presença de trabalhadores de outras categorias e de sindicatos combativos como o SEPE e as redes sociais trasbordaram de apoio à luta dos garis. O gari Renato Sorriso, símbolo do carnaval carioca, tantas vezes utilizado pela mídia como modelo de trabalhador explorado e feliz declarou seu apoio à greve e participou das manifestações: “Sou gari mas não só pra sorrir. Estou aqui porque acima de tudo sou gari e sou trabalhador”. Um vídeo de Eduardo Paes o prefeito jogando lixo no chão virou febre na internet e ajudou a desmoralizar ainda mais o prefeito. Este amplo apoio e solidariedade dos trabalhadores ajudou a fortalecer o movimento grevista e deixou claro para Paes que a batalha estava perdida.

Uma vitória que anuncia novas lutas
As imagens de Eduardo Paes anunciando o acordo no dia 8 de março mostram um prefeito derrotado, inventando desculpas para dizer por que não havia negociado com os grevistas antes. A vitória da categoria deve ser compreendida como parte da ofensiva de lutas que se abriu em junho do ano passado e que derrotou governos e prefeituras revogando o aumento da tarifa dos transportes.
Desde junho vemos uma maior disposição da classe trabalhadora em lutar. Há um maior apoio da população às greves, manifestações, e uma maior indignação diante da repressão e das injustiças. No ano passado, a greve dos professores do RJ colocou em xeque a política educacional de Paes e Cabral e jogou a popularidade destes governantes pra baixo. Em 2014, a luta contra o aumento dos transportes, a greve da saúde e do Comperj (que já dura um mês) e, principalmente, a greve dos garis anunciam um ano de muitas lutas.
É preciso se apoiar no exemplo vitorioso dos garis cariocas e avançar na preparação das mobilizações de 2014. Os servidores públicos federais já preparam atividades de sua campanha salarial para a próxima semana, apontando para uma forte greve nacional unificada. Além disso, o Encontro Nacional do Espaço Unidade de Ação, marcado para o dia 22 de março, vai reunir ativistas do Brasil inteiro para debater e organizar as mobilizações em nível nacional.

Leia mais
Editorial: Sigamos o exemplo dos garis!
Intelectuais divulgam manifesto contra a repressão e a criminalização dos movimentos sociais

Eduardo Paes semeia o caos e autoritarismo no Rio


   A cada dia que passa, a política do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, traz sérios prejuízos a população da cidade. Obras faraônicas, caos no trânsito, negociatas com ONG´s
Fotos: Tânia Rego - Ag. Brasil
e empresas, autoritarismo e truculência, eis as marcas de seu mandato.

   A tragédia da Linha Amarela é a expressão mórbida do desastre que significa a gestão pemedebista em aliança com o PT. Mantém uma via expressa privatizada dentro da cidade, que cobra um absurdo pelo pedágio e oferece péssimos serviços à população. A LAMSA, concessionária da via expressa, enriquece às custas de um dos pedágios mais caros do Brasil e não cumpre sua tarefa de fiscalizar a via e organizar o trânsito como deveria. Afinal de contas, para essas empresas o lucro fala mais alto que a vida. 
   É obrigação da Prefeitura romper a concessão e multar a LAMSA e retomar para sua responsabilidade o controle e gerenciamento da Linha Amarela. É preciso, ainda, alertar que,
Bombeiro presta primeiros socorros às vítimas do acidente,
que deixou 4 mortos e ao menos 5 feridos
assim como a LAMSA, existem diversos outros órgãos privados gerindo escolas, unidades de saúde básica, serviços de trânsito etc. Esse é o modelo do Eduardo Paes: entrega total dos serviços da Prefeitura a tubarões e picaretas.

   Neste momento, prestamos solidariedade às famílias das vitimas dessa tragédia absurda e vamos intensificar as mobilizações para acabar com a farra de Eduardo Paes e seus comparsas.

Ato contra o aumento das passagens reúne mais de 1000 pessoas

texto e fotos por Rodrigo Barrenechea

Se a passagem aumentar, o Rio vai parar!


Cerca de 1000 pessoas se concentraram na Candelária, na tarde desta sexta, 20 de dezembro, no 1º ato contra o aumento das passagens desde as jornadas de junho. Convocado pelo Fórum de Lutas do RJ, antes Fórum de Lutas contra o aumento das passagens, teve como trajeto as Avenidas Rio Branco e Almirante Barroso, passando pela rua Primeiro de Março, até se encerrar em frente à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, próximo à sede da Fetranspor, entidade patronal que reúne os donos de empresas de ônibus.
Aos gritos de "Fora Cabral" e "Não vai ter Copa", jovens, trabalhadores (as) e ativistas de diversas organizações políticas e sindicais protestaram contra o aumento da tarifa dos ônibus, prometido para o início do ano de 2014 e que elevar o preço da passagem para R$3,05, fazendo do Rio uma das capitais com a maior tarifa do país. Além do tema principal, os manifestantes pediam a imediata libertação dos presos políticos - que inclui ativistas detidos desde os protestos de meados deste ano -, o fim da criminalização dos movimentos sociais e da repressão aos índios da Aldeia Maracanã, recentemente desalojados - pela 2ª vez - do antigo prédio do Museu do Índio, vizinho ao complexo esportivo do Maracanã e que sofria ameaça de demolição.
O PSTU sabe que lutar apenas para deter o aumento não é suficiente. Nestes protestos, duas lições importantes estão sendo ensinadas: que só com a organização da classe trabalhadora e da juventude - garantindo-se a plena democracia, que nós chamamos de democracia operária -, que a luta poderá avançar. Nesse sentido, precisamos fortalecer organismos como o Fórum de Lutas, pois é por eles que os protestos irão crescer e os lutadores aprenderão como se organizar.
A segunda lição é que não podemos parar no combate ao aumento. Precisamos da imediata estatização dos transportes públicos, sob o controle dos trabalhadores e da população, para que possamos garantir o passe-livre irrestrito aos estudantes e desempregados. Sabemos que os lucros das empresas são astronômicos. Dessa forma, a implantação de uma tarifa zero não é só plenamente possível e necessária, como expressa a ideia de que transporte público é um direito que só será garantido com muita luta. Afinal de contas, os ricos, esses andam de carro importado, helicóptero...

Educação em luto! Hoje Ato na Cinelândia em repúdio à violência contra os educadores a partir das 12 h.

Educadores cercados por grade policial Fonte: Sepe Regional VII

Todos às ruas contra Eduardo Paes e Sérgio Cabral Contra a repressão policial! A indignação precisa se transformar em luta!
Na madrugada desta terça-feira, 01/10, a Polícia Militar de Sérgio Cabral provou na prática aquele velho ditado “que tudo pode piorar”. Após uma noite de violenta repressão por parte da tropa de choque, desde as 03 horas da manhã a Câmara Municipal da capital do estado foi totalmente gradeada.
O metrô não está parando na estação da Cinelândia. Todas as esquinas estão gradeadas, qualquer tentativa de acesso precisa ser debatida com um policial militar, sempre carrancudo e evasivo. De forma autoritária a polícia aborda as pessoas e não permite a passagem dos que estão com adesivos e blusas da greve. Os manifestantes driblam a repressão escondendo as blusas em bolsas e mochilas.
Pelo menos o acampamento, que agora se encontra ainda mais isolado pela polícia, se mantém heroicamente.

Eduardo Paes e Cabral querem derrotar o Sepe e a categoria
É o fim da linha para Cabral e Paes, que além de não atenderem a reivindicação da greve dos profissionais da educação, ainda mandam repressão pra cima dos lutadores. No episódio da desocupação foi uma violência generalizada, um verdadeiro absurdo.
A dupla de ditadores, Eduardo Paes e Sérgio Cabral, querem com toda esta repressão o movimento dos educadores. Mentindo e jogando desonestamente com a despolitização e a politicagem.



Leticia e Leandra prestam solidariedade
Atrizes são solidárias
Ao contrário de recente peça publicitária onde atrizes globais se prestaram ao ridículo papel de se declararem em luto por conta da crise do mensalão, as também atrizes Leandra Leal e Letícia Sabatella estiveram na Cinelândia para declararem seu apoio à luta dos profissionais de educação da rede municipal de ensino.

Enquanto isso ...  PT e PC do B não rompem com Cabral e Paes
Por outro lado é preciso cobrar do PT e do PCdoB e da militância honesta destes partidos que rompam com estes governos. Como um partido que se diz dos trabalhadores pode continuar num governo que reprime e bate em trabalhador. Que o vice-prefeito Adilson Pires, do PT renuncie já! Ou será considerado conivente com os desmandos e a violência ditatorial de Cabral e Paes contra os movimentos sociais do Rio de Janeiro.

Rede estadual, também em greve, fará protesto no Largo do Machado
Por sua vez, os profissionais da rede estadual também em greve, se concentram no Largo do Machado, de onde depois vão rumar em direção a Cinelândia e lá acompanhar prestar solidariedade aos educadores da rede municipal durante a provável votação do plano de carreira.

TROPA DE CHOQUE REPRIME MANIFESTAÇÃO NA CINELÂNDIA


Foi uma segunda-feira cheia de atos públicos massivos e vitoriosos e de muita tensão. Os profissionais da educação, em um esforço heróico, resistiram a todo tipo de provocação e agressão por parte da Polícia Militar. Contudo, a PM que se encontrava cercando o prédio da Câmara Municipal de Vereadores, finalmente no meio da noite avançou sobre os manifestantes. 

Há informações de pelo menos 5 detidos e diversas pessoas feridas e atingidas por gás de pimenta.

TROPA ATACA A IMPRENSA E A OAB
Momentos antes houve confronto também entre soldados da PM e manifestantes, parte deles ligados aos Balck Blocs, nas imediações da Avenida Almirante Barroso com Avenida Rio Branco.

Contudo, a tropa de choque quando chegou foi para agredir os membros da imprensa que cobriam a manifestação e membros da OAB que buscavam solucionar o confronto.

Pelo menos três pessoas foram detidas, dois membros da imprensa (sendo um deles um diretor da Regional 2 do Sepe) e um jovem manifestante. 

Acompanhe pelo link do SEPEAOVIVO http://pt.twitcasting.tv/sepeaovivo

Fotos: Paollo Rodajna


Cerca de 10 mil profissionais de educação do Rio permanecem em frente a Câmara de Vereadores

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Os educadores estão desde a manhã de hoje pressionando os vereadores e a presidência da Câmara de Vereadores da capital para que retirem o caráter de urgência do projeto de plano de carreira da categoria. Para o sindicato da categoria, a proposta não contempla 93% da categoria e institucionaliza ainda mais penalidades para os trabalhadores da educação.

   No último sábado a polícia militar, usando de sua tradicional truculência e arbitrariedade, desocupou o plenário da casa legislativa, onde se encontravam cerca de 200 educadores, além de dezenas que permaneciam acampados do lado de fora da câmara. Para Alex Trentino, diretor do SEPE e militante do PSTU, a pm está, no mínimo, equivocada: "Enquanto a pm reprimia os educadores do Rio, uma aluna de 9 anos de uma escola da Rocinha era estuprada e assassinada a 100m da UPP. É pra lá
que a pm tem que ir!"
, afirmou.

   O líder do governo na câmara marcou uma audiência na com o Sepe na manhã de hoje, mas a polícia impediu a entrada dos representantes da categoria durante toda a manhã e ainda cercou os educadores que permaneciam acampados na calçada da câmara. Apesar de não surpreender, é preciso repudiar o abuso da polícia militar ao agredir os ativistas presentes e "distribuir" spray de pimenta para os presentes a manifestação pacífica. Depois de muita negociação e pressão da categoria, a direção do sindicato foi autorizada a entrar na "casa do povo".

Em breve postaremos mais informações.

Após desocupação violenta no sábado PM cerca o entorno da Câmara de Vereadores e impede a circulação de pessoas

Dirley Santos, Rio de Janeiro.

Dando mostras de seu caráter repressivo e autoritário o governo Cabral, atendendo solicitação do prefeito Eduardo Paes e de sua base na Câmara, ordenou o cerco ao entorno do prédio da Câmara de Vereadores do Rio dois depois da desocupação violentada realizada pela mesma PM.
Além de evitar a presença de manifestantes os policiais militares estão impedindo a circulação livre das pessoas pelas ruas próximas ao local. Segundo informações o clima é muito tenso.
O cerco policial a uma casa legislativa é mais uma demonstração de como os governos de Cabral e Paes são iguais na repressão aos movimentos sociais.

Profissionais realizarão atos na prefeitura e na Cinelândia contra a repressão
Por conta do cerco da Polícia Militar no entorno da Câmara de Vereadores, a direção do Sepe está convocando dois atos de protesto para a tarde desta segunda-feira, (30/9). O primeiro será ao meio-dia em frente à prefeitura; de onde depois o ato seguirá para a Cinelândia e se encontrará com outros manifestantes.
O objetivo do ato é protestar e denunciar a repressão violenta do estado contra os grevistas e  garantir a segurança dos manifestantes que ainda se encontram acampados nos arredores do prédio legislativo. 


Cordão de PM's cercam prédio da Câmara de Vereadores (foto: MM)

ATO DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL SUSPENDE VOTAÇÃO NA CÂMARA

Profissionais ocupam plenário da Câmara de Vereadores e suspendem votação do projeto de Eduardo Paes

por Dirley Santos e Rodrigo Barrenechea

Vigília de educadores se transforma em ocupação do plenário da Câmara (foto: PR)

Educação municipal do Rio exige retirada do PCCS de Paes!
Aproximadamente 400 educadores ocuparam a esquina da rua Alcindo Guanabara, onde fica a entrada lateral da Câmara dos Vereadores, protestando pela imediata retirada do projeto de plano de carreira enviado pelo prefeito e aprendiz de ditador, Eduardo Paes. O plano enviado sem discussão, conseguiu o "mérito" de ser pior que o vigente.
Em vigília desde o início da manhã, profissionais de educação da rede municipal do Rio surpreenderam o esquema montado pela bancada governista. Aliados de Paes, que disponibilizaram poucas senhas, pretendiam impedir a entrada da categoria para a sessão de votação.
O objetivo era, a exemplo da sessão de abertura da CPI dos Ônibus, encher as galerias com pessoas ligadas aos seus gabinetes e votar sem grandes pressões o projeto enviado autoritariamente pelo prefeito. A iniciativa dos grevistas conseguiu, além de impedir a manobra governista, garantir a entrada de dezenas de pessoas da categoria e atrasar a sessão.
Mais de cem policiais militares foram deslocados para o local e o clima ficou tenso. Mesmo assim, quando pessoas estranhas pró-governo municipal tentaram entrar os profissionais, os profissionais fizeram um cordão humano e impediram a entrada.

Manifestantes ocupam plenário e suspendem votação

CSP-Conlutas sempre presente (Foto: RB)
Instalada a sessão, a base do governo procurou a qualquer custo encaminhar o processo de votação.
    A pressão exercida pelos manifestantes fez com que uma comissão do Sepe fosse recebida em audiência pelo vereador Luis Antônio Guaraná, líder do governo. Logo depois, o presidente da Câmara, Jorge Felipe, anunciou a suspensão da sessão e sua reabertura somente na próxima terça-feira, dia 1º de outubro.
Amanhã, (27/09), a partir das 10h, na Cinelândia, ocorrerá a próxima assembleia da categoria. O PSTU, que ajuda a construir o Movimento Educadores em Luta - MEL - CSP-Conlutas, segue dando todo seu apoio a continuidade da mobilização, exigindo a retirada imediata do projeto e a aprovação do plano de carreira proposto pelo SEPE.

Rede municipal do Rio decide encerrar greve histórica e vitoriosa

Greve da rede municipal é encerrada com vitória e nova disposição para a luta
Após 32 dias de greve, os profissionais de educação da rede municipal retornam ao trabalho.
por Dirley Santos e Rodrigo Barrenechea

Profissionais de educação lotaram o Club Municipal

      Numa assembleia lotada, realizada no Club Municipal, a categoria votou pelo fim da greve, que já durava mais de um mês. Foi uma reunião com muito debate, onde apareceram dois argumentos, um pela suspensão do movimento, outro pela continuidade.
Aqueles que propunham a suspensão afirmavam que já estava ocorrendo uma diminuição no índice de paralisação e que, além das conquistas já obtidas, o próprio movimento grevista se constituía numa vitória. Já os que pleiteavam o prosseguimento da greve afirmavam que não se podia confiar no governo e que era possível conseguir mais.
Contudo o que imperou foram o sentimento e o reconhecimento da força dos dois principais instrumentos de luta dos trabalhadores a mobilização direta e o método da greve.

Profissionais de educação fazem greve histórica
Esta foi uma greve diferente, por duas razões: primeiro, porque foi a primeira vez, em 19 anos, que os profissionais de educação foram à greve reivindicando melhores salários. E, em segundo lugar, porque o movimento não se limitou a questões econômicas, assumindo desde seu princípio a luta por melhores condições de ensino.
Isto pôde ser visto em dois aspectos. Uma parte importante da pauta de reivindicações tinha a ver com as condições de trabalho da categoria, em especial a questão do número de alunos em sala de aula e o retorno do ensino de francês e espanhol.
Além disso, esta foi uma greve que se enfrentou diretamente com a política do prefeito Eduardo Paes, assim como associou a figura de Paes com a de seu padrinho, Sérgio Cabral. O “Fora Cabral, vá com Paes”, impresso nos adesivos do Sepe, espalharam-se pelas assembleias e atos da categoria.
Da mesma forma, a política educacional da prefeitura foi colocada em questão: foi atacada com força a chamada “meritocracia”, a proposta de remunerar por desempenho, e não formação e tempo de serviço. A secretária de educação, Claudia Costin, foi eleita o símbolo dessa política, e o “Fora Costin” passou a ser cantado pelos grevistas.

Greve arrancou conquistas importantes
Algumas conquistas importantes foram alcançadas. Além do retorno do ensino de francês e espanhol, possível com o aumento da carga horária de aulas diárias – o que serve para melhorar a qualidade do ensino –, foram conquistados 8% de reajuste além do índice aplicado ao conjunto do funcionalismo municipal de 6,75%.
Também porteiros e cozinheiras, setores mais explorados, passarão a receber acima do salário mínimo e um plano de carreira unificado com professores e funcionários será elaborado com a participação destes e do sindicato.

Ainda é possível avançar mais
A principal conquista desta greve foi na consciência.
Os educadores do Rio recuperaram a disposição para mobilizar. Enfrentaram um governo que não hesitou em usar de falsas promessas, que buscou apoio no seu aliado ditador – Cabral – e que manobrou por meio do PT (partido do vice-prefeito), usando algumas lideranças sindicais governistas para levar confusão e derrota ao movimento.
Mas isso não foi suficiente, pois os educadores do Rio superaram as desconfianças, seja em suas lideranças seja em si mesmos, e tiveram sempre o controle de sua greve. Estão retornando ao trabalho, mas o mais importante: retornaram à luta!

Combatividade e repressão marcam Grito dos Excluídos no Rio

Apesar da repressão, mais de três mil pessoas foram às ruas pelo Fora Cabral e contra os leilões do petróleo

O 19º Grito dos Excluídos, no Rio de Janeiro, refletiu o clima de mobilização iniciado no mês de junho, com as grandes manifestações da juventude e dos trabalhadores. Neste 7 de Setembro, cerca de três mil manifestantes foram às ruas para gritar o Fora Cabral e dizer não à entrega do petróleo brasileiro.

   A concentração começou pela manhã. Vários sindicatos, movimentos sociais e organizações de esquerda se encontraram às 10h, na esquina da rua Uruguaiana com a av. Presidente Vargas, e saíram em caminhada até o monumento do Zumbi dos Palmares. 
   “Nós temos que conquistar a nossa verdadeira independência, com a garantia da soberania nacional. A primeira tarefa é barrar a jornada de leilões de petróleo. No mundo inteiro se faz guerra pelo petróleo e a presidente Dilma Roussef quer entregá-lo de mão beijada ao capital internacional”, defendeu o presidente do PSTU no estado do Rio de Janeiro, Cyro Garcia, lembrando o que deve ser o maior leilão de petróleo da história, a entrega do Campo de Libra, prevista para acontecer no mês de outubro. 
    O tema Fora Cabral foi predominante em toda a manifestação. “Cabral é ditador” e “Povo na rua, o que é que você faz? Fora Cabral e Eduardo Paes” foram cantados do início ao fim da passeata. Mesmo diante de uma manifestação pacífica, os governos estadual e federal usaram da força policial de forma covarde, na tentativa de impedir a livre manifestação. Na altura do Palácio Duque de Caxias, próximo à Central do Brasil, a Polícia Militar jogou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Mas não tiveram sucesso em dispersar o ato. Os ativistas seguiram em caminhada. 
    “Nós temos um governo que não tem a mínima moral para estar ocupando o Palácio Guanabara. Sérgio Cabral incita a violência policial no estado, criminaliza a pobreza e os movimentos sociais, como aconteceu na Rocinha, onde existe a farsa da UPP que levou ao desaparecimento do pedreiro Amarildo”, denunciou Cyro. 
   Os governos tentaram, de todas as formas, desmobilizar o Grito dos Excluídos. A prisão dos ativistas, a propaganda sobre a repressão ao uso de máscaras e a carta branca à ação dos militares durante a manifestação, anunciada pelo Comando Militar do Leste, tiveram como objetivo aterrorizar a população para que esta não fosse ao ato. Às vésperas do 7 de setembro, Dilma, mais uma vez, foi à televisão para defender as políticas do governo como promessas de melhora das condições de vida dos trabalhadores. As tentativas de intimidar e iludir a população não foram suficientes. Ao contrário, além deterem que diminuir o tempo do desfile e retirar corporações que normalmente se apresentam, como a Tropa de Choque da PM, não conseguiram impedir o que foi um dos maiores e mais combativos atos da história do Grito dos Excluídos no Rio de Janeiro, só possível devido à nova situação da luta de classes no país. 

 Liberdade para os presos políticos

A repressão ao movimento tem se intensificado nos últimos dias. Na última quarta-feira (4), ativistas ligados ao Black Blocs foram presos em suas casas. No ato deste sábado (7) houve novas prisões. Ao todo foram 24 detidos. Entre eles estava um jornalista de um veículo de informação alternativo. Outros jornalistas foram intimidados. Um PM chegou a apontar uma escopeta contra um fotógrafo do jornal Opinião Socialista. Outros utilizaram armas de choque contra membros da imprensa. 
  “Queremos expressar nossa solidariedade pois, apesar das nossas diferenças, exigimos a libertação dos companheiros ligados aos Black Blocs. Estão querendo instalar um estado policial no Rio de Janeiro. Não podemos permitir. Temos que lutar pela libertação de todos os presos políticos”, defendeu Cyro Garcia. 

Construir uma ampla unidade dos lutadores

Após a jornada de junho, o clima de mobilização se estende a várias categorias que estão em campanhas salariais, a exemplo dos professores que há um mês se enfrentam contra Cabral, Eduardo Paes e prefeitos locais. Trabalhadores dos Correios já estão em estado de greve, petroleiros e bancários devem entrar em cena ainda em setembro. Além disso, segue a luta pela solução do caso Amarildo e pelo Fora Cabral. 
A unidade dos lutadores, expressa na manifestação do 7 de setembro, será fundamental para o fortalecimento das lutas dos trabalhadores e juventude.

Greve dos profissionais da rede municipal de educação do Rio continua



Fotos: RB
Mais de três mil profissionais de educação da rede municipal se reuniram em assembleia na tarde desta sexta-feira, 6/09, na frente da prefeitura, na Cidade Nova.  Antes da assembleia foi realizado um ato e uma comissão de negociação teve uma audiência com o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo Carvalho, com a secretária municipal de Educação, Claudia Costin e o prefeito Eduardo Paes.

Após a reunião com a Prefeitura, a assembleia foi instalada e a comissão leu as atas com os temas que foram discutidos na negociação. Logo após foi decidido por ampla maioria a continuidade da greve e próxima assembleia no dia 10 de setembro para que a categoria tenha tempo de debater as propostas do governo nas escolas. Na segunda-feira, serão realizadas assembleias locais nas regionais.

Greve da rede estadual de educação prossegue

Após assembleia cheia, profissionais de educação do Estado aprovam continuidade da greve e realizam ato no centro do Rio

por Rodrigo Barrenechea, do Rio de Janeiro


Na manhã desta quarta, 21 de agosto, perto de 2 mil profissionais de educação se reuniram em assembleia para votar os rumos do movimento, no Clube Municipal, onde no dia anterior a rede municipal votou também o prosseguimento de sua greve. A adesão aumenta, com mais escolas paradas a cada dia, e com o movimento se alastrando pelo interior do Estado. Iniciada na semana passada, no mesmo dia da greve da rede municipal, a categoria reivindica 28% de aumento emergencial, o respeito a lei que estabelece 1/3 da carga horária para planejamento das aulas e a derrubada do veto do governador-ditador Sérgio Cabral ao projeto aprovado na Assembleia Legislativa que estabelece que para cada servidor da secretaria, seja atribuída uma única escola de lotação, o "uma matrícula, uma escola". Além disso, como pauta política, a categoria adotou o "Fora Cabral" como seu lema.
Foto: Pablo Henrique
Após os informes e sua discussão, foi aprovada a continuidade da paralisação, com apenas um voto contra e uma abstenção, o que mostra que os educadores e educadoras estão firmes em defender suas demandas. Foi aprovado também que a próxima assembleia será na rua, na próxima terça, 27 de agosto, com concentração ao meio-dia, na Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores. De lá, a categoria parte em passeata até o Palácio Tiradentes, sede da ALERJ, onde realiza sua assembleia e deve aumentar a pressão sobre os deputados estaduais para a derrubada do veto.



Ato toma as ruas do centro do Rio




Foto: Rodrigo Barrenechea

Após encerrada a reunião da manhã, os educadores e educadoras se prepararam para um ato. De novo, cerca de 2 mil pessoas se reuniram, dessa vez em frente à ALERJ, e partiram em passeata pelas ruas do centro, ocupando todas as faixas da Avenida Rio Branco, até chegar à Cinelândia. O objetivo, além de chamar a atenção da população para as reivindicações da categoria, era dar apoio à ocupação da Câmara dos Vereadores, que pede pela reformulação da CPI dos transportes. Quanto este informe estava sendo fechado, chegou a informação que o Palácio Pedro Ernesto estava sendo desocupado pacificamente pelos ativistas.

Foto: Pablo Henrique
Devemos ressaltar que, por mais que as intenções dos que ocupavam a Câmara sejam justas, não podemos confiar nessa CPI, seja qual a composição que tenha. Em primeiro, porque esta não vai revelar nada de novo. Todos já sabem que as empresas de transporte coletivo tem uma relação que beira a imoralidade com o poder público, seja na prefeitura ou no Estado. Basta, para isso, olhar as contas de campanha de Eduardo Paes ou a relação da primeira-dama do Estado, Adriana Ancelmo, por meio de seu escritório de advocacia, com a Fetranspor ou a Supervia. O recente "casamento da Dona Baratinha" foi um exemplo disso.
Mas outra razão para não se confiar nessa CPI é porque ela acaba por transferir para o parlamento as expectativas da população pela moralização da administração pública. Nós, do PSTU, achamos que é estando nas lutas do povo que iremos desmascarar os governantes, sejam os do PMDB ou mesmo do PT, partido este que faz parte tanto do governo do Estado quanto da capital. É lutando, nas ruas, que iremos derrubar tanto o governo Paes quanto Cabral; se CPI's vierem a resultar no impeachment dos dois, isso só irá ocorrer por meio das mobilizações, e não pela boa vontade dos deputados e vereadores.



Unificar as greves das redes e construir um forte dia 30 de agosto





No informe de anteontem sobre a greve da rede municipal, já dissemos o quanto é importante construir o Dia Nacional de Paralisações, organizado pela CSP-Conlutas, com outras centrais sindicais e movimentos de trabalhadores. No entanto, há algo a ressaltar aqui: a absoluta necessidade de se unificar a luta nas redes estadual e municipal do Rio de Janeiro. Cabral e Paes, do mesmo partido - o PMDB -, são base de sustentação do governo Dilma, do PT. Este mesmo PT, aqui no Rio, apoia os dois governantes, tendo pastas no governo do Estado e o vice-prefeito. Após as mobilizações de junho e julho, o apoio a todos eles despencou. Sérgio Cabral é o governador com menos apoio no país. Mas na hora em que precisa, o prefeito Eduardo Paes conta com o apoio deste para reprimir os profissionais de educação, seja por meio da Polícia Militar, seja nas escolas, aprovando o corte de ponto aos grevistas. Da mesma forma, a luta só se fortalece com a unidade dos trabalhadores. Seja entre os educadores e educadoras - enfrentando as direções de escolas, indicadas pelos governos -, seja com o conjunto da classe trabalhadora, nas mobilizações do dia 30 de agosto.

Assim, torna-se fundamental construir o dia 30, exigir dos governos do PMDB/PT que atendam a pauta e acelerar a luta pelo "Fora Cabral". Porque "se lutar o Cabral cai"...

Greve dos profissionais de educação da rede municipal do Rio continua

Por Dirley Santos, do Rio de Janeiro.

Forte movimento grevista que atinge mais de 80% da categoria.
Às 09 horas eram dezenas de pessoas, rapidamente já eram centenas, e antes das dez horas já eram milhares, vindos de todas as zonas da cidade, na assembleia dos profissionais de educação da rede municipal do Rio de Janeiro, que mais uma vez estavam fazendo história.
Parece que os ventos que impulsionaram as jornadas de junho e julho ainda chacoalham a capital fluminense. Após quase vinte anos da última greve na rede, o prefeito Eduardo Paes do PMDB, que aliado de primeira hora do governador Sérgio Cabral se recusa a negociar seriamente, se vê pressionado por um forte movimento grevista que atinge mais de 80% da categoria.
 Nesta terça-feira (20/8), em mais uma assembleia superlotada com milhares, e que precisou fechar o trânsito da rua em frente ao Club Municipal (local de tantas assembleia lotadas ...) os profissionais da educação da rede municipal do Rio decidiram pela continuidade da greve.
Considerada a maior rede de educação pública das América Latina, com quase 50 mil profissionais trabalhando em mais de 1200 unidades escolares, a rede municipal do Rio de Janeiro se encontra em greve desde o dia 8 de agosto, reivindica:
• Reajuste de 19% para o município e 28% para o estado;
•Plano de carreira unificado;
• 1/3 de carga horária para planejamento;
•Fim de todos os programas meritocráticos;
•Por condições melhores de trabalho;
•Contra a privatização da escola pública. Pelo fim dos contratos com fundações, ONGs, OS’s, bancos e empresas privadas de todo tipo.


Após passeata milhares de grevistas arrancam negociação com a prefeitura


Milhares de educadores promovem mais uma grande passeata 
Após a assembleia, mais uma vez, estes milhares de profissionais de educação promoveram uma grande passeata que se dirigiu a prefeitura para pressionar pela realização de negociações de fato de sua pauta de reivindicações. 
Mas ao invés da disposição do governo em negociar e da presença do prefeito na sede de seu governo, o que a categoria encontrou foi um forte aparato policial postado em frente a prefeitura.
Somente após muita pressão foi que o chefe da Casa Civil, o senhor Pedro Paulo, aceitou receber uma comissão da categoria, que conseguiu através de um duro debate com os representantes do executivo arrancar a abertura de negociações concretas sobre a pauta da greve.
Contudo, não podemos depositar nenhuma confiança no prefeito Eduardo Paes, na secretária Cláudia Costin e em seus assessores. É preciso manter a força da greve, percorrendo as escolas para paralisar aqueles que ainda não aderiram e prosseguir com a realização de atividades junto á população para ganhar o apoio dos outros trabalhadores.
Na sexta-feira, dia 23/8, ocorrerá uma nova assembleia e se Eduardo Paes não atender as reivindicações, milhares de profissionais de educação ocuparão novamente nas ruas do Rio de Janeiro.


Fora Cabral vá com Paes, construir o Dia 30

Paes quer dá dinheiro pro Woody Allen
mas não para a educação pública
Refletindo toda a luta contra o governo de Sérgio Cabral, a rede estadual de educação também se encontra em greve. Juntamente com todos que hoje ocupam as ruas do Rio exigindo o Fora Cabral, somente a unificação das greves da educação, sem esquecer das particularidades de cada rede, podem fortalecer a luta e derrotar nossos inimigos. 
A greve do município fortalece a greve do estado, e a greve do estado é fortalecida pela greve do município. Derrotar Cabral abre caminho para derrotar Eduardo Paes.
No dia 30/8 está sendo convocado pelas principais centrais sindicais uma Dia Nacional de Paralisações em todo o país. Na educação aprovamos o apoio e data como e mais ainda: Transformaremos a data em um dia de luta pelo Fora Cabral. Não podemos poupar o Paes e nem o governo Dilma, pois o seu partido, o PT, faz parte dos dois governos, além de seu vice ser do PMDB de Cabral. Devemos exigir de Dilma e do PT que pressionem para que Cabral e Paes negociem e atendem nossas reivindicações ou então rompam com estes governos.
Cabral e Paes temem a nossa unificação e conspiram dia e noite contra a categoria. Por isso devemos seguir fortalecendo a greve e seguirmos todos juntos, em greve e nas ruas, defendendo a escola pública, gratuita e de qualidade para os trabalhadores.