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Aécio e Dilma NÃO nos representam!


É preciso organizar as lutas em defesa dos direitos e por um BRASIL PARA OS TRABALHADORES!

O 2° turno se aproxima e os trabalhadores e a juventude não têm nada a ganhar.
Após as eleições, os preços da gasolina e tarifas de luz e transportes vão subir. Seja quem for eleito, Aécio ou Dilma, haverá cortes nos gastos sociais para pagar a dívida pública e aumentar os lucros dos bancos. Diante da crise econômica, vão atacar os direitos dos trabalhadores e dos aposentados.

Aécio ou Dilma vão governar para banqueiros e empreiteiras, que financiaram suas campanhas milionárias, e tentar jogar sobre os ombros dos trabalhadores os prejuízos da crise.

Aécio Neves (PSDB) é representante direto dos bancos e amigo de FHC, que privatizou o patrimônio público a preço de banana. Geraldo Alckmim em São Paulo, e Anastasia em Minas Gerais, ambos do PSDB, são governos onde a brutalidade e a violência policial são a única resposta às demandas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude.

A continuidade do governo do PT, com Dilma Rousseff, tampouco vai trazer as mudanças que os trabalhadores e a juventude brasileira querem. Em 12 anos, o PT seguiu a mesma política econômica de privilegiar banqueiros e grandes empresas. Todo ano é pago R$ 900 bilhões aos bancos, enquanto isso a saúde e educação públicas estão um caos.  

Os trabalhadores e a juventude não podem depositar qualquer confiança ou ilusão em qualquer um deles. A única forma de garantir empregos e salários dignos, saúde, educação, transportes, moradia, terra e aposentadoria é através da organização e mobilização.

2º turno: voto nulo é que fortalece a luta dos trabalhadores

O voto é um gesto político que fortalece quem o recebe. Por isso, não podemos fortalecer nenhuma das alternativas que estão disputando o 2° turno e que vão atacar os trabalhadores. Respeitamos mas não concordamos com a lógica de votar no “menos pior”. O PSTU entende que, neste 2° turno, o voto que fortalece a nossa luta é o voto nulo.

Dayse Oliveira e Zé Maria: uma campanha a serviço da classe trabalhadora, dos pobres e dos negros

A campanha de Dayse Oliveira e Zé Maria, como de todos os candidatos do PSTU, esteve a serviço das lutas dos trabalhadores e de uma estratégia de transformação socialista para o nosso país.

Debatemos a necessidade de um governo dos trabalhadores, sem patrões, para fazermos as mudanças que o Rio de Janeiro e o Brasil precisam.

O PSTU não atua só nas eleições, nossa luta é todo dia, nas greves, ocupações e manifestações dos trabalhadores e da juventude.

Por isso, o PSTU agradece o apoio e os votos recebidos e chama todos a seguirem nessa jornada.
Nosso muito obrigado!

Pezão e Crivella são farinha do mesmo saco

Proteste! Vote nulo!

Por mais que Pezão se apresente como novidade, sofremos cada dia dos 8 anos em que ele esteve ao lado de Sérgio Cabral no comando do estado do Rio de Janeiro.  
A saúde pública é uma vergonha. As escolas da rede estadual estão sucateadas.

Pezão e Cabral fizeram a festa das empreiteiras com obras superfaturadas e removeram de forma violenta milhares de famílias para atender os caprichos da FIFA e os interesses dos empresários. Este governo usou o dinheiro público em festinhas particulares em Paris e passeios de helicóptero pelo Rio.

As UPPs castigam e matam os negros e pobres das favelas. Até agora estamos nos perguntando “Cadê o Amarildo?!”

Não podemos nos enganar com Marcelo Crivella. Ele não representa uma alternativa para os trabalhadores, porque também defende os interesses dos ricos e poderosos.

Enquanto mulheres e LGBTs seguem sendo agredidos e mortos pelo machismo e homofobia, o senador compartilha ideias preconceituosas a respeito das relações conjugais, sexualidade e aborto. Crivella disse: “Eu acredito que o homossexualismo não é doença, mas é pecado”. 

Em 2009 o bispo se utilizou de atos secretos para locação de assessores em gabinetes no senado para favorecer sua filha, que acabou nomeada pelo então senador Edison Lobão(PMDB). Isto é, uma grande troca de favores entre os senadores para acobertar o nepotismo.        

Crivella declarou que “se você deixar populações vivendo na miséria, nas regiões periféricas, elas migram para roubar na capital, onde tem a maior riqueza”. O bispo se esquece que os maiores ladrões do Rio estão na própria Assembleia Legislativa e nos bairros nobres da capital. 

O PSTU defende a mais ampla liberdade religiosa, mas entende que religião e política não devem se misturar. Já Crivella toma suas decisões políticas amparado em leis divinas e dogmas religiosos.

Nossas diferenças com o PSOL neste 2° turno


A resolução do PSOL sobre o 2° turno para presidente, na prática, é um apoio envergonhado à Dilma (PT). O partido é claro em sua orientação sobre Aécio Neves: “recomendamos que os eleitores do PSOL não votem em Aécio Neves no segundo turno das eleições presidenciais”, porque o tucano e seus aliados “são os representantes mais diretos dos interesses da classe dominante e do imperialismo na América Latina”. 

Mas em relação à Dilma, não há nenhuma orientação sobre o voto. A resolução até afirma que “Dilma está distante do desejo de mudanças que tomou as ruas no ano passado”, mas se cala diante do voto. A orientação é votar nulo ou em Dilma? A confusão não é casual, mas os deputados Marcelo Freixo, Jean Willys e Paulo Ramos sabem muito bem o que querem: votam Dilma. Paulo Ramos vai mais longe e já declarou apoio a Crivella. No Amapá, o PSOL tem o candidato a vice-governador na chapa de Camilo Capiberibe (PSB) e conta com o apoio ainda do PT e PCdoB. Mais uma vez o PSOL parece trilhar o caminho do PT.

Dayse defende o fim das UPP´s e a desmilitarização da PM

Candidata do PSTU ao Palácio Guanabara
defendeu as propostas durante entrevista
ao SBT na manhã de hoje (12)
Foto: Divulgação.
   A nossa companheira Dayse Oliveira participou na manhã de hoje da sabatina promovida pelo SBT Rio, em parceria com a Folha e o portal Uol. Durante a entrevista, Dayse falou sobre os pontos mais sensíveis aos trabalhadores do estado e defendeu o programa do partido para as eleições desse ano.

   Questionada sobre a recente greve dos profissionais de educação, Dayse, que também é professora da rede estadual de ensino, afirmou que Pezão dá continuidade ao projeto de privatização da educação no RJ e que toda sociedade sai prejudicada com o descaso dos governos com a educação pública. Dayse, que está licenciada da diretoria do SEPE/RJ, vem sofrendo ataques do governo do estado, através da secretaria de educação, como parte da política de criminalização das lutas, através do corte de ponto e abertura de inquérito administrativo que pode resultar até mesmo em demissão da companheira.

   Questionada sobre a política de segurança pública, Dayse afirmou que vai acabar com as UPP´s e desmilitarizar a PM, pois a política aplicada pelos governos Pezão/Cabral vem criminalizando os jovens da periferia do RJ e tem um direcionamento muito claro: a juventude negra e pobre do nosso estado. Para combater o tráfico, Dayse defendeu a legalização das drogas, com produção e distribuição sob controle do Estado, como forma de enfraquecer o poderio econômico das organizações criminosas, prisão e confisco dos bens dos empresários e políticos que financiam o tráfico de drogas e, para os dependentes e familiares que necessitam, acompanhamento médico gratuito fornecido pelo Estado.

   Questionada sobre a relação do nosso partido com os “black blocs”, Dayse foi categórica em afirmar que o partido não possui nenhuma relação com estes grupos e que não compactuamos com as ações isoladas nos atos e manifestações praticadas por estas organizações, como já deixamos claro em diversas notas políticas em polêmicas públicas travadas desde as manifestações de junho de 2013.

Transporte
   O transporte público no RJ segue um caos. E os mais prejudicados, obviamente, são aqueles que produzem toda a riqueza do nosso estado: os trabalhadores e trabalhadoras. Para conseguirmos um transporte público de qualidade, que atenda as necessidades dos trabalhadores, com passe livre para os estudantes, idosos e desempregados, combatendo a máfia dos transportes que segue lucrando as custas do sofrimento do povo pobre, para isso é preciso reestatizar o metrô, trem e barcas, colocando as companhias sob controle dos trabalhadores.

   Conheça o PSTU – O partido das lutas e do socialismo! Filie-se!

   Siga o Pstu Rio no twitter e os nossos candidatos ao senado Heitor Fernandes e a deputado federal Cyro Garcia e Mateus Ribeiro, além da página nacional do partido no facebook.

Profissionais de educação do RJ foram covardemente reprimidos na tarde desta 4ª

Ato na porta da prefeitura do Rio contou com mais de
500 pessoas. Foto: Divulgação/SEPE-RJ.
6 pessoas ficaram feridas. Um professor teve que passar por procedimento cirúrgico no ombro

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Os trabalhadorxs da educação do RJ seguem seu calendário de mobilização da greve, votado em assembleia da categoria, apesar da tentativa de intimidação por parte da justiça estadual. Na tarde de hoje (28), cerca de 600 trabalhadores saíram de suas casas, apesar da chuva e da justa greve dos rodoviários, e foram para a porta da prefeitura e da secretaria estadual de educação para pressionar os governos Pezão e Paes a negociarem com a categoria.

   A quantidade desproporcional de policiais criou um clima desnecessário de tensão e propício para confusão. Depois de saírem em um ato unificado da frente da prefeitura do Rio até a porta da secretaria estadual de educação, os educadores foram covardemente reprimidos pela Tropa de Choque da PM com uso de gás de pimenta, cassetetes, empurrões com escudos, entre outras arbitrariedades. Veja aqui algumas imagens da repressão.

   Ainda assim, os trabalhadores conseguiram chegar a porta do órgão estadual, onde permaneceram em vigília, e continuaram cantando palavras de ordem enquanto uma reunião acontecia dentro da secretaria. Uma professora (Aluana) foi presa por colar um adesivo da campanha salarial na porta da secretaria e levada para a delegacia. A alegação: desacato. Após muitas horas de espera e pressão na delegacia, e com auxílio do SEPE/RJ, a professora foi liberada.

   Pezão, mesmo estando pouco tempo a frente do governo, demonstra que aprendeu bem na cartilha de Cabral: negociar jamais, manda a polícia militar reprimir, prender, espancar, atirar.

   Os únicos responsáveis pelo caos na educação do RJ são o prefeito Paes e o governador Pezão! Cassetete não é lápis! Para acabar com a greve, os governantes devem atender as reivindicações da categoria e respeitar os trabalhadores em seu direito de livre manifestação e organização política.

Veja também:

Atualizado às 5:00h 29/05

Continua a greve unificada da educação no Rio

Por Dirley Santos, redação Rio

Assembleia lotada decide pela continuidade da greve unificada
















No dia em que completaram 10 dias em greve cerca de 3 mil profissionais de educação das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro decidiram em uma lotada assembleia, realizada no Clube Hebraica (Zona Sul do Rio), pela continuidade da sua greve unificada da categoria.
A categoria segue exigindo a imediata abertura de negociação tanto por parte do governador Luiz Fernando Pezão quanto do prefeito Eduardo Paes (ambos do PMDB). Foi decidido também que a próxima assembleia será no dia 30 de maio (sexta-feira), às 11h, em local a confirmar.

Passeata recebe apoio da população e de rodoviários
Educadores rumos aos palácios
Após deliberarem pelas próximas atividades (veja calendário em destaque) os educadores do Rio promoveram uma grande passeata até o Palácio da Guanabara, sede do governo do estado, e em seguida até o Palácio da Cidade, em Botafogo, sede da prefeitura do Rio.
A Polícia Militar procurou a todo momento dificultar o andamento da manifestação ora tentando controlar a passeata ora bloqueando totalmente as vias, principalmente a Avenida Pinheiro Machado. Ficou evidente que o objetivo da PM era não permitir que a categoria se aproximasse da frente do Palácio Guanabara.
Contudo durante todo o trajeto os educadores receberam um forte apoio da população, mesmo daqueles que estavam presos no congestionamento provocado pelo impasse com a PM. Inclusive um motorista rodoviário, demonstrando muita coragem e solidariedade, cruzou seu ônibus na pista em apoio aos manifestantes.
Finalmente depois de toda a confusão provocada pela truculência da PM e do governo uma comissão formada pela direção do Sepe e representantes da base conseguiu entrar e se reunir com Cláudio Marques, o chefe de Gabinete da Casa Civil.

Depois do Pezão, indo atrás do Eduardo Paes
Acabada a reunião com o chefe de Gabinete da Casa Civil a manifestação seguiu em direção ao Palácio da Cidade, em Botafogo. A PM novamente bloqueou a passagem por uma meia hora, impedindo os profissionais de se aproximarem.
Pela insistência dos manifestantes o acesso acabou liberado e os educadores conseguiram chegar até a frente do palácio, mas infelizmente não havia na sede nenhuma autoridade para receber uma comissão do Sepe. Mas a direção do sindicato informou que o prefeito Eduardo Paes se comprometeu a receber o sindicato na próxima quarta-feira, dia 28/05.
Para encerrar o dia de protesto e a longa marcha unificada os profissionais de educação em greve aproveitaram para realizar no local um ato público em defesa da educação pública. Afinal, a luta segue e já nesta sexta-feira, 23/5, ocorrerá um protesto durante audiência pública para discussão do orçamento da educação municipal na Câmara de vereadores.

Rolezinho para recepcionar a seleção
Como parte do seu calendário de greve os profissionais de educação deliberam pela realização de um “rolezinho da educação” no dia da chegada da seleção brasileira em Teresópolis, na próxima segunda-feira, dia 26/5. O objetivo é mostrar aos governos, a CBF e a Fifa que “Na copa vai ter luta!”.
A categoria está planejando uma recepção para a seleção, no aeroporto do Galeão, e depois a ida até a Granja do Comary, em Teresópolis, onde o elenco ficará concentrado. A preparação da atividade já conta com a adesão de centenas de pessoas, que estão confeccionando faixas e cartazes com dizeres contra os desmandos da copa, em defesa da educação pública e por melhores condições de vida e trabalho para os trabalhadores em geral.

Fortalecer as greves e unificar as lutas em todo o país

Apoio popular demonstra força da greve da educação
Educadores, garis, rodoviários, trabalhadores da construção civil e sem-tetos ... Assim como no Rio diversas categorias e movimentos sociais estão se mobilizando pelo país afora. Os trabalhadores e a juventude brasileira querem mudanças no país!
É este o contexto da preparação da jornada de mobilizações convocada para o dia 12 de junho, dia do primeiro jogo da Copa do mundo.
Vamos unir todas as lutas numa grande jornada de greves, ocupações e manifestações para exigir mudanças de verdade no país, com melhores salários, recursos públicos para atender as necessidades da população, o fim da violência policial e da criminalização da luta social.

Chega de privilégios e dinheiro para a FIFA, empreiteiras, bancos e grandes empresas nacionais e multinacionais! A mudança vem das ruas!
Fortalecer e unificar as lutas! 12 de junho é dia de greves, ocupações e manifestações de rua!

Rodoviários em luta realizam coletiva com a imprensa para explicar os motivos da greve no Rio

Mais de 30 profissionais de imprensa estiveram presentes
a coletiva. Na mesa: Dr Jorge Bulcão, Dra Isabela Blanco,
Luis Fernando (membro da categoria), Renato Gomes (pela
executiva estadual da CSP-Conlutas), Maura (cobradora) e
Helio Freire (motorista). Foto: Rodrigo Noel.
Por Dirley Santos, do Rio de Janeiro

   Ocorreu na tarde desta terça-feira, 15/5, na sede da CSP-Conlutas-RJ uma coletiva de imprensa de representantes de uma comissão de base dos trabalhadores rodoviários em greve e com a direção e a assessoria jurídica da CSP-Conlutas/RJ sobre a paralisação de 48 horas dos rodoviários da capital fluminense que teve início desde à meia-noite de hoje.

   A comissão de base, representada pela cobrada Maura e pelos motoristas Hélio e Luis Fernando, relatou as péssimas condições de trabalho que têm provocado o adoecimento da categoria, onde motoristas são obrigados a conduzirem ônibus mesmo sofrendo de vertigens; é constante o assédio moral pelas empresas de ônibus, com ocorrência de ameaças e agressões físicas por parte de “capatazes”, há falta até mesmo de banheiros. 

   A comissão de base externou ainda a revolta da categoria com a condenação judicial sobre apenas 4 membros da categoria e reivindica que o Ministério Público (MP) investigue a relação entre a Rio Ônibus, a Fetranspor e o sindicato da categoria. A comissão de base denunciou as ameaças que parte da categoria tem sofrido por milicianos na Zona Oeste e dos estranhos dados sobre ônibus depredados que foram fornecidos apenas pela patronal.

   Infelizmente alguns profissionais de imprensa insistem em falar sobre o mínimo de 30% de ônibus circulando. Os advogados que estão assessorando a categoria dos rodoviários confirmam a legalidade da greve e das comissões de base das categorias que se rebelam contra suas direções sindicais, como ocorreu com os garis recentemente. Informaram ainda que a Justiça foi rápida para criminalizar a lutas, mas é lenta na resolução das demandas trabalhistas, já que o dissídio da categoria ainda não foi julgado.

   Os advogados denunciaram ainda as detenções arbitrárias sob acusação de depredação e esclareceram que todos os que conseguiram apoio jurídico já foram liberados por absoluta falta de provas.

   Apesar da repressão da patronal, da criminalização da Justiça e do Estado, e das calúnias veiculadas na imprensa os rodoviários se mostram dispostos a negociar. Se solidarizam com a população pelos transtornos e responsabilizam a intransigência da patronal e do sindicato em negociar.

   Por fim, o representante da Executiva Estadual da CSP-Conlutas Renato Gomes denunciou que a exploração dos trabalhadores rodoviários se dá através do aumento do custo de vida que faz com que os salários percam seu valor de compra. Além disso, denunciou o risco que a implantação total da dupla função de motorista-cobrador trás aos rodoviários e à população como um todo.

   O PSTU tem dado, através de seus militantes, todo apoio e solidariedade aos trabalhadores rodoviários do Rio de Janeiro e exige o atendimento imediato de suas reivindicações. 

   A greve dos rodoviários se dá em um momento em que várias categorias também estão em greve como os servidores públicos federais e os profissionais de educação da redes públicas ou ou se mobilizando como os próprios policiais federais; por isso reafirmamos a necessidade de unificarmos todas a lutas que estão ocorrendo para que mostremos a Dilma, Pezão, Paes e patrões que agora e na copa vai ter luta!

Veja também: 

Atualizado as 18:42h.

A morte de DG: o dia em que o morro desceu, e não era carnaval

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Quando a periferia sangra pelas mãos das UPPs, ela se incendeia com indignação; foi o que aconteceu com Amarildo, Douglas, Claudia e DG

Lucas Viana, da Secretaria de Negros e Negras do PSTU


   No último dia 21, Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, foi mais um negro assassinado pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de janeiro (RJ). A vítima, que era dançarino do programa Esquenta, da Rede Globo, foi encontrada com sinais de tortura e baleado numa creche no morro Pavão-Pavãozinho. A polícia, num primeiro momento, alegou que o dançarino, ao fugir de um tiroteio, havia morrido em decorrência de uma queda.

   A PM esperou que isso fosse o suficiente para calar e intimidar a população local. Entretanto, a comunidade não hesitou em descer o morro e ocupar a Avenida Nossa Senhora de Copacabana para denunciar os abusos e o genocídio que as polícias vêm promovendo, além de exigir justiça às vítimas e o fim das UPPs.

Era só mais um Silva
“Era trabalhador, pegava o trem lotado
Tinha boa vizinhança, era considerado
E todo mundo dizia que era um cara maneiro
(...) E o pobre do nosso amigo, que foi pro baile curtir
Hoje com sua família, ele não irá dormir”

(“Era só mais um Silva”)

   DG, não por coincidência, tinha sobrenome Silva e havia encenado, em Junho de 2013, sua própria morte no curta-metragem Made in Brazil, de Wanderson Chan, que ilustra o triste cenário das comunidades ocupadas pelas UPPs, onde jovens negros, trabalhadores e pais de família são diariamente abordados, intimidados, agredidos e mortos de maneira arbitrária, com a desculpa de serem confundidos com traficantes.

   Segundo o Instituto de Segurança Pública, de 2007 a 2012, foram registrados 553 desaparecimentos nas 18 primeiras comunidades pacificadas no Rio. Só em 2010 foram 119 desaparecidos, número que aumenta ano após ano e coloca em alerta a população negra e periférica do Rio, que hoje encara a luta contra as UPPs como a luta pela sua própria sobrevivência. Depois de Amarildo, nenhuma morte passa sem que o morro desça às ruas e exija justiça.

Pavão-Pavãozinho: o dia em que o morro desceu
   O fato de a comunidade do Pavão-Pavãozinho descer até Copacabana evidencia o novo momento político em que vivemos. Em junho, o aumento das tarifas do transporte foi o estopim para que a população percebesse que as ruas são o espaço para as transformações reais na sociedade. Hoje, quando a periferia sangra pelas mãos das UPPs, no dia seguinte ela se incendeia com a indignação da população. Foi o que aconteceu com Amarildo, Douglas, Claudia e agora com DG.

   Não há dúvidas, apesar da negligência nas perícias e investigações, de que se tratou de mais um assassinato cujo responsável é o governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) com sua política de segurança pública, que é a principal responsável pelo genocídio da população negra em curso. Tudo isso é evidenciado quando se lê cartazes feitos por moradores do Pavão nas manifestações, como “A maquiagem da UPP é o sangue dos inocentes”; “Hugo Leonardo (...) foi tido como bandido na mídia por calúnia dos policiais (...), e DG, Edilson e Amarildo são outras vítimas da UPP. Queremos Justiça!”; “Fora UPP”; “PM assassina”. Atualmente, tão essencial quanto a luta por transporte, saúde, educação e outros direitos sociais, o que se ouve nas ruas, por parte da população negra é a reivindicação por permanecer viva e pelo direito ao futuro.

   Trata-se, em termos gerais, da luta contra a ideologia racista e do sistema que rebaixa os negros à categoria de coisas, que permitiu que fossem escravizados e mercantilizados por quase 400 anos no Brasil e que, hoje, faz com que sejam “carne barata” no mercado de trabalho, além de “justificar” o descaso do governo e da elite com o genocídio da população negra.

O mito da democracia racial e as lágrimas de crocodilo de Pezão
   O governador Pezão convidou a mãe de DG, Maria de Fátima da Silva, para uma reunião, que foi prontamente recusada pela técnica em enfermagem: “Nenhum político vai se projetar em cima da imagem do meu filho. Existem outros crimes iguais ao do meu filho que não foram solucionados até agora, como o da auxiliar de serviços gerais, Claudia da Silva Ferreira, que caiu no esquecimento (…). Eu quero uma polícia correta e digna na rua e não uma polícia assassina. E não homens armados, tendo a população como inimiga. Eu quero que ela [a polícia] aja com rigor e traga à tona a verdade desse caso”.

   A atitude louvável de Maria de Fátima vai no sentido oposto ao amplamente difundido mito da democracia racial, cujo centro é acreditar que negros e brancos possuem as mesmas oportunidades, os mesmos riscos ou que ocupam postos de igualdade na sociedade e que,por isso, todos os conflitos sociais e raciais podem ser resolvidos com um grande acordo entre a “casa grande” e a “senzala”.

   Um exemplo desse mito é o próprio programa de televisão em que DG trabalhava, o Esquenta, que espetaculariza a pobreza, a colocando como mais um produto a ser vendido e consumido, além de exibir um mundo que, na prática, não existe: onde brancos e negros convivem harmoniosamente, sem as relações de opressão ou exploração que existem na sociedade. Ou como se essas relações não fossem relevantes, como o exemplo clássico da empregada negra que samba alegremente com a patroa branca, o que não é verdade.

   No programa do último domingo, 27, que homenageou DG, a democracia racial atacou mais uma vez: o assunto da violência foi tratado de maneira abstrata, como se todos ali, de Regina Casé a Carolina Dieckman, sofressem o mesmo risco que DG e a população negra e periférica de morrerem assassinados. Ou como se um episódio do programa com condolências de globais, como Pedro Bial ou Jô Soares, fossem suficientes para fazer justiça ao caso específico do dançarino, e não a resolução do problema de conjunto, que é, entre outras coisas, a desmilitarização das polícias e a retirada das UPPs das favelas.

   Além disso,  não é verdade que Pezão, ao chamar a reunião com Maria de Fátima, estava preocupado em garantir que este e outros casos semelhantes se solucionassem ou que o genocídio da população negra se encerre. Pelo contrário, mediante a falência da política das UPPs e da revolta generalizada que faz com que a população desça do morro em protesto, Pezão aceita com gratidão a ajuda do governo de Dilma Rousseff, que ocupou, desde o início de abril, com suas Forças Armadas, o complexo da Maré.

   Portanto, mediante esta situação, não é possível conciliar a “senzala” com a “casa grande”, pois são polos com interesses opostos. De um lado, os governos fazem de tudo para garantir a Copa do Mundo para inglês ver, intensificando a ocupação das favelas e morros, para conter a população que quer lutar contra as injustiças sociais, sendo uma delas o seu próprio genocídio. De outro lado, está a população preta das periferias, como a de Pavão-Pavãozinho, que dão um exemplo de luta e resistência. Os ventos de junho seguem soprando em nosso país.

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Transformar o luto em luta
   Para além do grito de justiça pelo essencial, que é a investigação rigorosa, afastamento e punição dos policiais envolvidos na morte de DG e em outros casos de desaparecimento e morte das centenas de moradores das comunidades ditas pacificadas, é uma questão urgente a retirada imediata das UPPs das favelas e morros do Rio.

   A principal desculpa para que os governos de Pezão e Dilma ocupem hoje as favelas e morros é a guerra às drogas, mas esta é uma política que, a cada dia, anuncia o seu próprio fracasso por ser a causa direta do genocídio da população pobre e preta das periferias, além do seu encarceramento em massa.

   Se o governo está realmente interessado em acabar com o tráfico, fazer justiça a DG e garantir a vida e o futuro da população negra, deve haver uma inversão de prioridades: ao invés de se investir mais de R$ 30 bilhões com a Copa das injustiças, deve se investir nos direitos sociais mais básicos, como saúde, transporte, educação e cultura, além da urgente legalização das drogas e desmilitarização das polícias.

   Entretanto, se Pezão e Dilma não estão dispostos a ouvir as ruas, o Pavão-Pavãozinho e os pretos da periferia de conjunto estão dispostos a transformar o luto em luta e fazer um novo junho acontecer, mas dessa vez com a inspiração em Palmares.

Polícia Militar faz mais vítimas inocentes no Rio de Janeiro

População revoltada ergue barricadas na Zona Sul do Rio
Foto: Ag Brasil
Da Redação

População se revolta contra os assassinatos e o terror imposto pelas UPP’s

   A população pobre e negra da periferia do Rio está se cansando de viver dias sob o domínio do medo e do terror. Agora, não só de traficantes e milicianos, mas da Polícia Militar, que fez mais vítimas inocentes e despertou a ira da população. Na manhã de 22 de abril, o jovem Douglas Rafael da Silva Pereira, 26, conhecido como DG, foi encontrado morto no morro do Pavão-Pavãozinho, Zona Sul da cidade. DG era dançarino do programa "Esquenta", da Rede Globo. Segundo a polícia, teria havido um tiroteio na madrugada do dia 21, e o corpo DG teria sido encontrado apenas horas depois.

   A morte do rapaz provocou revolta na população e desencadeou uma série de protestos na região no início do dia seguinte. Moradores foram para as ruas, ergueram barricadas e enfrentaram a polícia. Ruas de Copacabana ficaram bloqueadas, inclusive a Avenida Nossa senhora, uma das principais do tradicional bairro de classe média. Os protestos e a repressão também atingiram Ipanema. Na ofensiva da polícia contra os moradores, que contou com o Bope (Batalhão de Operações Especiais) e a Tropa de Choque, mais um jovem foi morto. Edilson da Silva dos Santos foi baleado na cabeça e chegou já sem vida ao hospital. Um menor de idade também teria sido atingido por tiros durante a repressão.

Execução
   A mãe do dançarino afirma que o corpo, encontrado num vão atrás de uma creche da região, tinha marcas de tortura. "Estava em posição de defesa, todo machucado", revelou à imprensa a técnica de enfermagem Maria de Fátima da Silva. "A UPP é um farsa, uma mentira. Meu filho não morreu de queda. Tenho certeza que (os policiais) torturaram e mataram ele", disse ainda. Segundo a mãe do jovem, o corpo, além de marcado de agressões, estava molhado, inclusive os documentos de DG, apesar de no dia não ter chovido.

   Moradores acusam a PM de ter confundido o dançarino com um traficante. O jovem estaria num churrasco na laje de um prédio de três andares na noite do dia 21, quando uma ronda de policiais da UPP iniciou um tiroteio. Os participantes do churrasco fugiram e Douglas, junto com um amigo, teria tentado saltar um muro para atingir outro prédio, no momento em que caiu ao bater com o peito numa divisória.

   Nessa quarta, 23, o próprio Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, confessou em entrevista coletiva que a causa da morte de DG foi realmente por um disparo de arma de fogo, já que a Polícia Civil se recusava a prestar maiores esclarecimentos sobre a morte do rapaz. Mesmo assim, os dez policiais acusados de envolvimento na ação, da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do morro Pavão-Pavãozinho, sequer foram afastados e estão nas ruas normalmente.

Terror
   A morte de DG foi apenas o estopim para uma revolta gestada pelos inúmeros abusos perpetrados pela Polícia Militar na região. "Isso que aconteceu com o Douglas já estava anunciado. Nove em cada dez jovens já foram esculachados aqui", denunciou uma moradora ao jornal O Globo. Outra moradora afirmou que um policial ameaçou de morte seu filho de 20 anos que trabalhava numa lanchonete, obrigando-o a fugir da região.

   Em seu perfil do Facebook, umas das últimas mensagens de Douglas conclamava a paz no Rio. "Paz e amor em todas as favelas e morros do Rio de Janeiro!", dizia. Mas não é isso o que a polícia quer. A violência cada vez mais extrema da Polícia Militar vem revelando o real caráter dessa política das UPP's, implementada a partir de 2008 e que conta hoje com 39 unidades espalhadas em pontos estratégicos da periferia e morros da cidade. Trata-se de ocupar a área sob a base da bala, espalhando o terror e o pânico entre a população. O caso do pedreiro Amarildo, barbaramente torturado e assassinado por policiais da UPP da Rocinha, é um símbolo da farsa dessa política de “pacificação”.
Em declaração emocionada, a mãe de DG disse que
seu filho "não vai ser outro Amarildo".
Registro feito durante o cortejo na tarde de hoje (24),
momentos antes da repressão gratuita da PM.
Foto: Coletivo Vinhetando.
   O governo Dilma, por sua vez, além de ser conivente com a política de criminalização e extermínio praticado pela polícia do Rio, disponibilizou tropas do Exército para ocupar o Complexo da Maré. As Forças Armadas vem ocupando a região desde o início de abril e devem permanecer pelo menos até o final da Copa do Mundo.

   A diferença agora, é que a população pobre e negra dos morros e favelas não está se sujeitando às mortes e arbitrariedades impostas pela Polícia Militar, e se revolta. Estavamos vendo o dia em que o morro desce sem ser carnaval, como diz o samba de Wilson das Neves.

 

Polícia Militar do Rio invade prédio e desaloja famílias com brutalidade

Foto: Midia Informal
Terreno da Telerj estava há pelo menos 10 anos vazio; polícia utiliza arma de fogo durante o despejo

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   O dia começou com cenas de guerra e barbárie para milhares de pessoas que ocupavam um terreno abandonado da Telerj, atual Oi, na Zona Norte do Rio, neste 11 de abril. A polícia deslocou um contingente de 1600 policias para cumprir uma ordem de reintegração de posse contra cinco mil pessoas que ocupavam a área desde o dia 31 de março. A ação, que começou por volta das 6h da manhã, resultou em dezenas de feridos, inclusive crianças. Cápsulas de fuzil pelo chão denunciavam que não foram apenas utilizados armamento “não letal”.

   A truculência policial contra os moradores contou com helicóptero despejando bombas de gás lacrimogêneo, numa ação que lembra muito o despejo da PM de Alckmin na ocupação do Pinheirinho, há dois anos. Tal como ocorreu em São José dos Campos (SP), os moradores denunciavam que foram expulsos pela polícia com ameaças, não conseguindo sequer recuperar seus pertences dentro dos barracos. Uma retroescavadeira do Bope, por sua vez, punha abaixo as moradias, enquanto a repressão ocorria do lado de fora do prédio.
Policial saca arma de fogo durante repressão a moradores (Ag Brasil)
Cenas de barbárie
   Para chegar ao prédio desocupado não foi fácil. A maior parte dos acessos estava bloqueada pela Polícia Militar, mesmo para moradores que se identificavam e apresentavam comprovantes de residência. O clima de tensão na região era combinado com o espetáculo midiático dos grandes veículos de imprensa, que insistiam na linha editorial de “restabelecimento da ordem”, chamando os moradores de “invasores” e “vândalos”.

   O RJTV 1ª edição, da Rede Globo, quase um diário oficial da cidade, dizia que a ação havia sido pacífica. Não foi o que eu vi. O que presenciei foram pessoas desesperadas, muitas aos prantos, após terem sido covardemente agredidas e humilhadas. Muitos integrantes do Batalhão de Choque da PM e do Bope ostentavam armas de grosso calibre em frente a uma população desarmada e desamparada. Essa mesma PM, que “sumiu” com o pedreiro Amarildo Dias de Souza, que assassinou a trabalhadora Claudia da Silva Ferreira, e que pratica os seguidos autos de resistência.

   Próximo a um supermercado da região, a prefeitura do Rio organizou um arremedo de cadastro dos moradores expulsos da Favela da Telerj, onde coletava apenas o primeiro nome e um telefone para contato. E mais nada. Revoltados, os moradores desalojados seguiram para a porta da Prefeitura do Rio e prometiam passar o final de semana acampados por lá até que o prefeito Eduardo Paes negocie e ofereça alguma alternativa.

   "Acompanhamos a desocupação da favela da Telerj e ouvimos muitos relatos de arbitrariedades", afirmou Aderson Bussinger, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ e militante do PSTU. "Presenciei muitas pessoas feridas por balas de borracha, uma senhora idosa na UPA Sampaio ferida não, ouvi relatos de mães que tiveram filhos agredidos", disse, informando ainda que a Comissão de Direitos Humanos irá preparar um relatório apurando as denúncias de abuso policial.

“Tem que baixar o sarrafo mesmo”
   Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Rio, 27 pessoas foram presas durante a desocupação. Um jornalista do Globo chegou a ser detido enquanto tentava filmar a ação da PM com o celular, que foi confiscado e roubado por um policial. Entre os inúmeros feridos, um morador ficou cego de um olho ao ser atingido por um disparo de bala de borracha. Após a ação, pelo menos três crianças foram hospitalizadas.

   Em outra frente, moradores da Providência, Horto, Vila Autódromo e outras comunidades que têm sofrido com as remoções realizadas pelo estado ocuparam o prédio da Defensoria Pública exigindo a saída de Nilson Bruno Filho, Defensor Público Geral do Estado. Nilson tem atuado como aliado do prefeito Paes nos casos de remoções arbitrárias para as obras da Copa e Olimpíadas.

   O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, por sua vez, apoiou a ação e disse que "foi feito o que tinha que ser feito". Um diretor administrativo da secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos foi ainda mais direto e expôs com clareza como pensa esse governo. "Tem que baixar o sarrafo mesmo", escreveu Antony Faria La Ruina em uma rede social.

Uma dura rotina
   A repressão ao povo pobre e negro do Rio de Janeiro virou uma rotina. Não se trata mais de uma ação desmedida de alguns governantes desmiolados ou fruto de devaneio de um comandante de batalhão. Mas uma política consciente, orquestrada por toda cúpula dos três poderes fluminenses (Executivo, Legislativo e Judiciário) para beneficiar a especulação imobiliária e garantir as obras da Copa e das Olímpiadas. O terreno da Telerj está abandonado há cerca de 20 anos. A ação de reintegração de posse foi solicitada pela companhia telefônica Oi, empresa que possui valor de mercado superior a R$ 6,5 bilhões, e que foi a aposta do então governo Lula na criação de uma “supertele” nacional.

   A ação de reintegração de posse e a brutalidade da Polícia Militar contra os moradores mostraram ainda o verdadeiro caráter dessa polícia, comprometida com os interesses das grandes empresas e utilizada pelos governos para atacar o povo pobre e negro das periferias. Essa polícia tem que acabar!