Dia nacional de luta e paralisação entra em comunidade pacificada no Rio

Marcha conquistou a ampla simpatia dos moradores da comunidade
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   O dia de hoje começou agitado em diversas cidades pelo país. O dia de luta organizado pelas centrais sindicais (CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST e CGTB) e o MST começou com paralisações em importantes categorias de trabalhadores pelo país, como rodoviários em BH, metalúrgicos da GM em São José dos Campos-SP, mineradores da CSN e Vale em Mariana-MG construção civil em Fortaleza e Belém, profissionais de educação do RJ, trabalhadores do COMPERJ em Itaboraí-RJ, entre outras cidades e categorias.

   No Jacarezinho, comunidade que conta com UPP desde o início do ano, ativistas da CSP-Conlutas, da associação de moradores local (AMOJA) e outras entidades e organizações, fizeram uma caminhada pela comunidade, dialogando com a população sobre a necessidade de se organizar para lutar por melhores condições de vida. Para Rumba Gabriel, presidente da AMOJA, em pleno século XXI a comunidade reivindica necessidades básicas, como esgoto encanado: "é uma barbaridade, um absurdo! Enquanto eles gastam milhões com estádios de futebol para a Copa do Mundo, deixam a gente com saúde e educação falidas", disse.

   Para a tarde de hoje está programada uma panfletagem na Central do Brasil às 15h e um ato unificado das centrais sindicais juntamente com outras categorias em luta às 17h, com concentração na Candelária.

Faixa estendida em frente a quadra da GRES Unidos do Jacarezinho