Cadê o amar, cadê o amor?
Cadê o cadáver do pobre, negro, trabalhador?
Cadê cada um, cadê cada qual?
Cadê o amar, cadê o amor?
Repartamos solidariedade e abraços
Repartamos para abrandar a nossa dor.
Cadê cada um, cadê cada qual?
Cadê a lei, cadê o direito?
Não veem nos mandatos dos tiranos a caducidade?
Tanto do déspota do Estado, quanto do caudilho da cidade.
Cadê cada um, cadê cada qual?
Cadê o cadeado do cárcere?
Cadê as nossas foices pra ceifar todas as teias?
Cadê nossos martelos pra quebrar todas as cadeias?
Cadê cada um, cadê cada qual?
Cadê os cadetes para ouvirem A Internacional?
Cantemos numa só voz, para espantar os nossos ais.
E então entenderão porque as nossas balas são para os nossos generais.
Cadê cada um, cadê cada qual?
Cadê cada verdade de antes?
Queremos ouvir cada verdade. Queremos ouvir cada falso.
Queremos ver cada justiça, queremos cadafalso para os governantes.
Cadê cada um, cadê cada qual?
Cadê a cadeira pra repousar o meu cansaço?
Queiramos só uma brisa pra espantar a poeira, pra apressar nosso passo.
Sigamos firmes, sigamos em frente.
Sigamos até derrubar o governante cadente.
Cadê cada um, cadê cada qual?
Retomemos aquela cadência.
Repousemos somente para leitura, só pra alimentar a consciência.
Sigamos em nossa marcha, sigamos na ação,
Persigamos a vitória final, persigamos a revolução.
Cadê o amor, cadê o amar?
Cadê o amar, cadê o amor?
Cadê o Amarildo?
Cadê? Governador!
Cadê? Seu ditador!
Heitor Fernandes trabalha nos Correios,
participa da Coordenação da CSP Conlutas RJ
e anda refletindo muito sobre a polícia,
o Amarildo e o governador Sergio Cabral
participa da Coordenação da CSP Conlutas RJ
e anda refletindo muito sobre a polícia,
o Amarildo e o governador Sergio Cabral