29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans

Por Jessica Milaré, travesti, da secretaria Lgbt paulista do Pstu.


35 anos. Essa é a expectativa de vida de uma travesti. A nossa sociedade não respeita as pessoas trans, como travestis e transexuais. Por isso, essas pessoas são constantemente expulsas de suas próprias casas, das escolas e do mercado de trabalho e acabam indo parar na prostituição, na maioria das vezes desde a adolescência. 

Se isso não bastasse, são vítimas constantes de agressão pelos seus clientes, que as tratam como objeto de consumo, não como seres humanos. São ridicularizadas pela mídia e pelos humoristas. Muitas vezes, para suportar o sofrimento, envolvem-se com drogas ilícitas e acabam sendo alvo da violência policial. São pessoas invisíveis!

O dia 29 é um dia de denúncia da violência que atinge essas pessoas e das condições precárias em que vivem. Um dia de luta pelo direito à livre identidade de gênero, pelo direito à mudança do nome e do sexo no registro civil. Um dia de luta pelo fim de toda violência transfóbica e travestifóbica.