Parada Gay no RIO: PSTU defende a criminalização da homofobia e a liberação do kit anti-homofobia nas escolas já!

Por Marília Macedo, da Secretaria LGBT do PSTU
   No último dia 18 de novembro o PSTU marcou presença na Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro. Mais uma vez foi o único partido político a participar de maneira organizada da atividade. O reconhecimento da irreverência, da alegria e da ousadia enquanto características históricas do movimento foi parte da sua intervenção. Contudo, a participação do PSTU chamou a atenção por ter levado o debate político sobre os direitos LGBT. Afinal, a Parada não pode ser só uma festa, deve ser também um espaço de reivindicação e luta pela pauta histórica do movimento.

   Neste sentido, através dos panfletos, das bandeiras e de sua intervenção no carro de abertura do evento, o PSTU “exibiu” o seu orgulho LGBT, mas, principalmente, denunciou a violência, os assassinatos homofóbicos que ocorrem em escala crescente no Brasil (líder do ranking deste tipo de morte) e a discriminação nas escolas, uma das maiores causas de evasão escolar dentre os jovens homossexuais. Também foi dado um alerta sobre o oportunismo dos políticos que “ajudam” o movimento com financiamentos e discursam de maneira inflamada “em defesa da causa” nos carros de som e palanques LGBT, mas que não se dedicam com o mesmo afinco nas câmaras, assembleias legislativas ou no congresso para aprovar direitos ou barrar leis homofóbicas como, por exemplo, a Lei 1.082/2011 de Carlos Bolsonaro.

   Nenhum parlamentar ou autoridade política do Rio de Janeiro, até hoje, se pronunciou sobre esta lei nefasta que proíbe o combate à homofobia nas escolas e incentiva o preconceito. Preocupados, os militantes do PSTU levaram para a atividade um abaixo-assinado contra esta lei. Além disso, após dez anos de governo petista, os direitos civis não foram aprovados, a PLC 122, que criminaliza homofobia, está paralisada e sendo retalhada pela senadora Marta Suplicy com o aval da presidenta Dilma, e as transexuais seguem taxadas pela Organização Mundial de Saúde como doentes e submetidas a um “tratamento” psiquiátrico humilhante como critério para cirurgia de mudança de sexo.
   Infelizmente, a maioria dos políticos está mais interessada nos votos do público LGBT e no apoio financeiro dos empresários da indústria pink do que no combate à homofobia. Muitos empresários lucram com a homofobia, seja pagando piores salários aos LGBT’s, nos postos de trabalho mais precarizados, seja oferecendo espaços específicos para o público gay com maior poder aquisitivo. Querem nos fazer pagar pela nossa liberdade sexual, e quando não podemos muitas vezes pagamos com a vida. A melhor resposta aos oportunistas de plantão é o resgate das manifestações LGBT para arrancar nas lutas os direitos que nos prometem nos discursos, mas nos negam na prática.

   Por isso, defendemos a criminalização da homofobia, o kit anti-homofobia nas escolas, a despatologização da transexualidade e a construção de uma nova sociedade, onde as diferenças não se tornem desigualdades que aumentam a exploração dos trabalhadores. Uma sociedade socialista!