Cerca de 10 mil profissionais de educação do Rio permanecem em frente a Câmara de Vereadores

Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro

   Os educadores estão desde a manhã de hoje pressionando os vereadores e a presidência da Câmara de Vereadores da capital para que retirem o caráter de urgência do projeto de plano de carreira da categoria. Para o sindicato da categoria, a proposta não contempla 93% da categoria e institucionaliza ainda mais penalidades para os trabalhadores da educação.

   No último sábado a polícia militar, usando de sua tradicional truculência e arbitrariedade, desocupou o plenário da casa legislativa, onde se encontravam cerca de 200 educadores, além de dezenas que permaneciam acampados do lado de fora da câmara. Para Alex Trentino, diretor do SEPE e militante do PSTU, a pm está, no mínimo, equivocada: "Enquanto a pm reprimia os educadores do Rio, uma aluna de 9 anos de uma escola da Rocinha era estuprada e assassinada a 100m da UPP. É pra lá
que a pm tem que ir!"
, afirmou.

   O líder do governo na câmara marcou uma audiência na com o Sepe na manhã de hoje, mas a polícia impediu a entrada dos representantes da categoria durante toda a manhã e ainda cercou os educadores que permaneciam acampados na calçada da câmara. Apesar de não surpreender, é preciso repudiar o abuso da polícia militar ao agredir os ativistas presentes e "distribuir" spray de pimenta para os presentes a manifestação pacífica. Depois de muita negociação e pressão da categoria, a direção do sindicato foi autorizada a entrar na "casa do povo".

Em breve postaremos mais informações.