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A manhã desta terça (24) foi marcada por diversos atos pelo país contra a nova rodada de leilões promovida pelo governo federal. De uma só vez, o governo Dilma entregou 289 blocos, maior até mesmo do que todos os leilões realizados pelos governos FHC. E no Rio não foi diferente.
Desde cedo diversas entidades e organizações políticas foram chegando ao ato, contando também com delegações do ES, de SP e do interior do estado do RJ. Entidades do movimento, como a CSP-Conlutas, a ANEL, a FNP, Sindipetro-RJ, Sindipetro-ES, Sindipetro-AM, a CGTB, CUT, FUP, a FENET, AERJ se juntaram a outras organizações políticas, como o PSTU, o MST, o PCR, a FIST, entre outras.
Em todas as falas ficou marcado a cobrança política ao governo Dilma do seu compromisso de não privatizar os bens públicos, assumido durante a campanha eleitoral de 2010. Para Cyro Garcia, presidente do PSTU-RJ, a entrega do petróleo brasileiro as multinacionais estrangeiras é um crime de lesa-pátria: "A questão do petróleo não é apenas dos petroleiros, mas de todos os brasileiros, pois é uma questão de soberania!", disse. Cyro também lembrou, após 10 anos do PT no governo federal, da nefasta cooptação de diversos setores do movimento social. Veja o vídeo da fala do nosso companheiro Cyro aqui.
O jovem Julio Anselmo deixou seu recado pela juventude do PSTU: "A saúde e a educação vive as mínguas, sem nenhuma iniciativa do governo para melhoria dos serviços públicos. Não podemos permitir que nossas riquezas, que poderiam resolver diversos mazelas sociais que enfrentamos, caiam nas mãos de multinacionais", afirmou. Julio lembrou do significado dos 10 anos de governos do PT e lamentou que nenhum parlamentar da esquerda socialista esteve presente durante o ato. Veja o vídeo da fala do nosso companheiro Julio aqui.
No encerramento do ato, o presidente do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancela, lembrou que a luta contra os leilões do petróleo e pela Petrobras 100% estatal não encerra aqui e que o governo federal quer entregar ainda mais blocos do pré-sal para as multinacionais. Emanuel disse ainda: "O sonho da diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, é trabalhar como executiva de uma grande petroleira. Ela deveria estar fiscalizando estas mesmas petroleiras!", afirmou.