Durante coletiva, Cyro Garcia rebate falsas acusações e denuncia aumento da repressão aos movimentos sociais

Cyro Garcia, presidente estadual do PSTU-RJ, e
Isabela Blanco, advogada do partido
Nota enviada a imprensa as 19:50h

Presidente estadual do partido afirmou ainda o orgulho do autofinanciamento

   No início da tarde de hoje, na sede do PSTU-RJ, o presidente estadual do partido e ex-deputado federal Cyro Garcia concedeu entrevista coletiva, no intuito de esclarecer, uma vez mais, sobre as acusações, sem nenhuma base factual, feitas pelo advogado dos jovens presos acusados de acender o rojão que vitimou o cinegrafista Santiago Andrade.

   Cyro afirmou que o PSTU polemizou publicamente, desde o início das jornadas de junho, sobre a chamada tática black bloc: "Não apoiamos as ações isoladas do movimento de massas. Isso só serve para afastar os trabalhadores das manifestações e amedrontar a população, fazendo assim o jogo dos governos. A falta de organicidade desse setor do movimento favorece a infiltração de provocadores completamente alheios ao movimento social", disse. Cyro também disse acreditar que esta nova onda de repressão visa atacar todos os partidos de esquerda e reafirmou a necessidade de uma unidade do PSTU-PSoL-PCB, movimentos sociais e sindicatos nas ruas e uma Frente de Esquerda nas eleições, como mais uma forma de conter a ofensiva de criminalização dos movimentos sociais por parte dos governos e partir para uma ofensiva programática contra os governos, que seguem negando direitos a população.

   Durante a coletiva, Cyro Garcia, em nome de todo o PSTU, prestou a "mais irrestrita solidariedade a família de Santiago Andrade e Tasman Accioly", o camelô que morreu atropelado por um ônibus enquanto buscava refúgio das bombas atiradas a esmo pela polícia militar.

   Segundo Cyro, a responsabilidade pelo caos nas ruas segue sendo dos governos: "Para acabar com o caos das ruas, basta que os governos Dilma, Cabral e Paes tomem medidas muito simples: ouçam as vozes das ruas e acatem as reinvidações mais básicas dos trabalhadores, como transporte público de qualidade, saúde decente e educação gratuita e de qualidade", disse Cyro Garcia, complementando que a responsabilidade pelas mortes no RJ é da política de segurança fascista implementada por Cabral e Beltrame.

   Na próxima segunda o PSTU vai se reunir com a OAB e outras entidades da sociedade organizada e vai exigir que uma comissão formada por organizações da sociedade civil acompanhem as investigações, além de cobrar que se investigue as acusações de financiamento de provocadores nas manifestações: "Se tem alguém que recebe por isso, que se apure e prove, além de mostrar quem paga", afirmou.

   Antes de encerrar, Cyro disse que o PSTU não vai sair das ruas: "As reivindicações populares estão no DNA do nosso partido. Não saímos, não sairemos das ruas e nelas vamos continuar!", finalizou.