![]() |
| Atividade aconteceu na tarde de hoje, no Centro do Rio Foto: Rodrigo Noel (Por celular) |
Ato realizado por entidades de defesa dos Direitos Humanos reúne dezenas de ativistas em frente ao Tribunal de Justiça do RJ
Por Rodrigo Noel, do Rio de Janeiro
Hoje foi mais um dia de manifestação contra as arbitrariedades do governo Cabral. A iniciativa contou com a organização do Instituto de Defensores de Direitos Humanos - DDH, a Comissão Permanente de Direitos Humanos da IAB, a Rede Nacional de Advogados Populares - Renap e o Centro de Assessoria Popular Mariana Criola. Diversos ativistas estiveram presentes, como o advogado João Luiz Duboc Pinaud.
Durante a atividade, os manifestantes lembraram dos diversos casos de abuso policial durante o governo de Sérgio Cabral, o recrudescimento da violência policial, os 90 detidos nas manifestações do dia 7 de setembro e reafirmaram a necessidade da desmilitarização da polícia. Para João Tancredo, advogado da família do pedreiro Amarildo, a democracia corre risco: "Não tô me recusando a me identificar. Quando a democracia corre risco, não é bom pra ninguém. A democracia precisa ser protegida por todos!", disse em vídeo gravado em frente ao TJ-RJ. Em nota distribuída durante o ato, as entidades afirmam que "os principais obstáculos para o exercício pacífico do direito à manifestação têm sido a arbitrariedade e a violência policial".
Enquanto os manifestantes realizavam os últimos preparativos para o início do ato, um sargento da polícia militar filmava os presentes e sorria em ar de deboche. O efetivo policial deslocado para o ato foi desproporcional para a quantidade de ativistas presentes a manifestação, com cerca de 50 policiais, 1 segway e 4 viaturas, numa clara tentativa de intimidação. Não é nenhuma novidade que a atuação da polícia militar tem a marca da repressão e da intimidação, mas nem por isso devemos deixar de denunciar cotidianamente.
![]() |
| Foto: Rodrigo Noel (Por celular) |
![]() |
| Arte "Mascarados". Obra do chargista Nico |
Assista:
"Cyro Garcia fala no Grito dos Excluídos do Rio"
Aderson Bussinger: "Um atentado aos direitos de defesa"


